sábado, 9 de abril de 2011
Muraro
english mobile
Postado por
cifrantiga
às
11:48
0
comentários
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Hermeto Pascoal
english mobile
No dia 22 de junho de 1936 nasceu Hermeto Pascoal, compositor, multi-instrumentista e grande contador de histórias, no pequeno município de Lagoa da Canoa em Alagoas. Filho de roceiros, escapou do trabalho na enxada por ser albino e não poder ficar exposto ao sol.
O próprio Hermeto conta que quando criança, na escola, os professores davam trabalhos para construir instrumentos com latas de goiabada. E de uma lata de goiabada ele fez um "violãozinho". Essa foi sua primeira criação.
Seu primeiro parceiro musical foi o irmão mais velho José Neto, tocando nos bailes de "pé-de-pau", realizados ao ar livre, sob as árvores, comuns naquela época. Além disso, os dois irmãos mostravam seu talento em batizados e casamentos, suando um bocado enquanto andavam, às vezes um dia inteiro para chegar até o local da festa. Em 1950 a família mudou-se para Recife, onde Hermeto e José Neto começaram a tocar acordeão nas rádios Tamandaré e Jornal do Commércio. Seu primeiro instrumento foi uma sanfona de 8 baixos.
Um ano mais tarde, Hermeto já se destacava como acordeonista e começava suas experimentações musicais, sempre estudando e pesquisando novos sons. Autodidata, uma caraterística que marca esse gênio da musica, valia-se dos mais diversos artefatos, como foices, enxadas, machados e garrafas, batendo em ferros e tentando repetir os sons no acordeão.
Em 58 foi para a Paraíba, tocar na Rádio Tabajara, em João Pessoa, como integrante da Orquestra do Maestro Gomes. Passou pouco tempo na Paraíba e nesse mesmo ano mudou-se para o Rio de Janeiro, levado pelo seu irmão, José Neto, para tocar na Rádio Mauá.
No Rio começou a se interessar pelo piano, na própria Rádio Mauá. Hermeto chegava com horas de antecedência para estudar e sentir as teclas. Mas foi tocando nas boates do Rio que se tornou realmente um pianista. Com isso mudou-se para São Paulo e tornou-se o pianista da Boate Chicote, em 61.
Em 1962, após deixar seu lugar no piano da Boate La Vie en Rose, Hermeto entrou para o Som Quatro. Dois anos depois formou o Sambrasa Trio (com Claiber, no baixo, e Airto Moreira, na bateria). Ainda em 64 foi tocar piano na Boate Stardust e começou seu interesse pela flauta. Para praticar o instrumento, Hermeto se trancava no banheiro da boate ou ia para a Igreja da Consolação durante o intervalo das apresentações, chegando a dominar o instrumento em apenas um mês. Logo recebeu um convite do cantor Walter Santos para participar da gravação do seu LP Caminho, lançado em 65, como flautista.
No ano seguinte, entrou para o Trio Novo (Théo de Barros, Airto Moreira e Heraldo), que se transformou em Quarteto Novo. Esse grupo foi um marco na história da música instrumental brasileira. Em 1967 o quarteto lançou seu único disco, Quarteto Novo, pela Odeon, que, segundo a crítica, foi uma valiosa experiência musical com ritmos nordestinos. Esta experiência musical consistia em aplicar as sofisticadas harmonias de jazz aos riquíssimos rimtos nacionais. Aí encontra-se a primeira música de Hermeto a ser gravada: O ovo. Em 69 o grupo se desfez e Hermeto passou a tocar com Edu Lobo. O próprio Heraldo do Monte relata que "esse Albino é muito louco!".
Já Airto Moreira foi para os Estados Unidos, integrar a banda de Miles Davis. Nada mais óbvio que ele, Hermeto, fosse para os EUA como arranjador de um disco de Airto. Nesta viagem conheceu Miles Davis e logo gravou com o músico americano, que colocou o carinhoso apelido de "Albino Crazy". Nesse LP, Miles Davis Live, o pistonista incluiu duas músicas de autoria de Hermeto: Igrejinha e Nenhum talvez. A participação do grande músico brasileiro com o mestre do trompete consagrou mais ainda o nome Hermeto Paschoal.
Em 71 Airto Moreira incluiu em um dos seus discos, Gaio de roseira, música com arranjo de Hermeto, composta por seu pai. A crítica inglesa colocou a música entre as melhores do ano, dando início ao reconhecimento da obra do músico no exterior. Ainda nesse ano gravou o disco solo Hermeto, lançado pela Buddah Records, já se utilizando de instrumentos inusitados e experimentações nas melodias.
Em 73, lançou o primeiro disco no Brasil, A Música Livre de Hermeto Pascoal, incluindo músicas de grandes artistas brasileiros como Pixinguinha (com a faixa Carinhoso) e Luiz Gonzaga (Asa branca), além de gravar também Gaio de roseira. Nesse disco também, está gravado Bebê, um baião que todo instrumentista brasileiro quer ou tem a honra de tocar.
1977 foi o ano em que Hermeto foi ao EUA gravar um dos seus discos mais famosos, o Slave Mass (Missa dos Escravos). Este disco é considerado um marco na música instrumental, também lançado no Brasil e aplaudido pela crítica.
Participou do Festival de Jazz de São Paulo no final de 78 e logo no início de 79 gravou o disco Zabumbê-Bum-á, na WEA. Uma curiosidade foi a participação dos pais de Hermeto nos vocais, em duas faixas.
Os anos 80 foram de muitas viagens e excurssões para Hermeto. Em parte devido ao seu contrato com a gravadora Som da Gente. Neste período, sua carreira se consolidou no exterior. Também se encontrava num período de grande produção e lançamento de discos.
Em 80 ele gravou Cérebro magnético e neste mesmo ano, apresentou-se no Festival de Montreux, na Suíça. Dois anos mais tarde participou do Festival Horizonte, em Berlim.
Em 1982, Hermeto lançou o disco Hermeto Pascoal & Grupo, grupo este que ficou conhecido mundialmente e permaneceu junto por mais de um década. Em 1984 o grupo lança Lagoa da Canoa Município de Arapiraca, cujo título homenageia a cidade natal de Hermeto.
Em 1985 é lançado Brasil Universo, pela gravadora Som da Gente. Em 1987 lançou Só Não Toca Quem Não Quer e em 1988 seu último disco lançado nessa década, Por Diferentes Caminhos: Piano Acústico, onde Hermeto tocou sozinho.
A década e 90 foi marcada por seu rompimento com as grandes gravadoras. Seu disco de 92, Festa dos Deuses, lançado pela PolyGram, segundo o próprio Hermeto foi mal distribuído e não repassaram os direitos autorais da obra.
Depois disso, Hermeto passou sete anos sem lançar discos. Neste tempo, ele se dedicou a compor, inclusive criou o projeto "Calendário do Som", onde Hermeto compôs um chorinho para cada dia do ano.
O disco Eu e Eles, de 99, marca a volta de Hermeto ao mercado fonográfico. Gravado pelo selo Rádio Mec, o disco foi aplaudido pela crítica, e traz o músico tocando todos os instrumentos, convencionais e os que ele mesmo inventa.
O atual projeto de Hermeto é o "Contagem Regressiva", que consiste na criação de uma música por dia até a virada do milênio, podendo se estender além desta data. O grupo de Hermeto Pachoal sempre traz grandes talentos. A grande característica é que todos, além dos ensaios, estudam juntos.
Fontes: Agenda do Samba & Choro; Programa Retrato do Artista da Radio Unesp de Bauru - 1995; Hermeto Home Page.
Postado por
cifrantiga
às
19:15
0
comentários
Marcadores: compositor, flauta, hermeto pascoal, instrumentista, pianista
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Waldir Calmon
english mobile
Waldir Calmon (Valdir Calmon Gomes), pianista e compositor, nasceu em Rio Novo-MG (30/1/1919) e faleceu no Rio de Janeiro-RJ (11/4/1982). Aos 11 anos já tinha aprendido a tocar piano com a mãe. Entretanto, sua primeira aspiração era ser cantor. Para tanto, foi crooner num conjunto em que formou em Juiz de Fora-MG em sua época escolar.Em 1936, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu o compositor e flautista Benedito Lacerda e graças a ele, passou a apresentar-se nas rádios Guanabara e Transmissora, inicialmente como cantor, depois como pianista, com o nome Waldir Gomes.
A partir de sua transferência para a Rádio Cruzeiro do Sul, adotou o nome artístico de Waldir Calmon, que não constou de sua primeira gravação, acompanhando Ataulfo Alves em Leva meu samba (Mensageiro), no ano de 1941.
Depois de formar o grupo Gentleman da Melodia, que durou apenas alguns anos, tocou nos Teatros Rival e Serrador, além da boate Meia-Noite, do Copacabana Palace, todos no Rio, e em cassinos, como o Atlântico (Santos, SP). Foi por essa época que começou a tocar o primeiro solovox (pequeno teclado incorporado ao piano, precursor dos sintetizadores) trazido para o Brasil, popularizando o instrumento.
Com o fechamento dos cassinos, em 1946, foi atuar na boate Marabá-SP. Um ano depois, voltou ao Rio e foi contratado pela boate Night and Day, no Centro, onde permaneceu pelos oito anos posteriores.
Em 1951, começou a gravar discos de 78 rpm no selo Star. Na década de 50 seus discos Ritmos Melódicos (na etiqueta Discos Rádio), Para Ouvir Amando, Chá Dançante e Feito para Dançar (Copacabana) venderam como água. Foi o pioneiro a gravar sucessos dançantes em faixas únicas, ininterruptas, adequados a animar festas, eternizando nos acetatos o som que produzia nas boates de então. Nesse período, atuou na Rádio Tupi e na Rádio Serviço Propaganda, gravando muitos jingles.
Em 1955, deixou a boate Night and Day e abriu sua própria casa noturna, a popular Arpège, no Leme (RJ), que funcionaria até 1967 - onde atuaram João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, além de Chico Buarque, que fez um de seus primeiros shows, em 1966, ao lado de Odete Lara e MPB-4.
Seu conjunto era formado nessa época por Paulo Nunes (guitarra), Milton Banana (bateria), Eddie Mandarino e Rubens Bassini (percussão), Gagliardi (contrabaixo) e o próprio Calmon, ao piano e solovox, que rivalizava as atenções do público com Djalma Ferreira e seus Milionários do Ritmo na boate vizinha, o Drink. Gravou quatro LPs intitulados Uma Noite no Arpège.
Depois de arrendar sua boate, continuou atuando em bailes e excursões. Entre 70 e o começo de 77, atuou com sua orquestra de baile no Canecão (RJ), antes e depois do show principal. Nos últimos anos de carreira, passou a tocar também sintetizadores. Morreu em 1982 de infarto do miocárdio.
Fonte: Clique Music.
Postado por
cifrantiga
às
19:13
0
comentários
Marcadores: compositor, pianista, waldir calmon
Alexandre Levy
english mobile
Alexandre Levy, compositor, pianista e regente clássico, filho de imigrantes de origem franco-suíça, nasceu em São Paulo-SP em 10 de novembro de 1864. Faleceu na mesma cidade em 17 de janeiro de 1892, com apenas 28 anos.Desde cedo, manifestou grande interesse pela música. Aos sete anos, estudou com o pianista russo Luis Maurice; depois, com o pianista francês Gabriel Giraudon. Seu pai, o clarinetista Henrique Luiz Levy, possuía uma loja de artigos musicais, a Casa Levy onde era o ponto de encontro de músicos e artistas de São Paulo.
Nessa loja fez muitos amigos e conheceu a nascente produção nacionalista, como a primeira edição de Sertaneja, de Brasílio Itiberê, que executou em concerto aos doze anos.
Em 1880, compôs uma fantasia para dois pianos a partir de temas da ópera O Guarany, de Carlos Gomes e três anos depois iniciou estudos de harmonia e contraponto. A família Levy sempre esteve ligada ao compositor campineiro, desde os tempos em que Henrique Levy se apresentava com Carlos Gomes pelo interior paulista
Em 1887 embarcou para a Europa para aprimorar seus estudos musicais. Estudou harmonia em Paris, com Émile Durand, que também foi professor de Debussy. Nessa época se interessou pelas diversas formas orquestrais e compôs a peça Andante Romantique, que depois foi incorporada à Sinfonia em Mi menor, e Variações Sobre um Tema Brasileiro, da qual se destaca a melodia Vem Cá, Bitú.
No cenário político brasileiro predominavam discursos nacionalistas. Músicos e artistas, passaram a compor a partir de motivos folclóricos e populares. Nascia, assim, o nacionalismo musical, onde se destacaram Levy e Alberto Nepomuceno.
Compôs obras de cunho nacionalista, como Suíte Brasileira e Tango Brasileiro. Samba, a quarta parte da Suíte Brasileira, obteve grande sucesso com a redução para piano feita por seu irmão Luiz Levy.
Precursor do movimento nacionalista na música brasileira, tem sua obra marcada pelo romantismo, com temas brasileiros de saudade e fatalismo.
Obra

Para piano solo: Tango Brasileiro (1890); Variações Sinfônicas Sobre um Tema Brasileiro (Vem Cá, Bitú) (1887); Impromptu-Caprice, Opus 1 (1881-1882); Romance Sans Paroles, Opus 4, nº 1; Pensée Fugitive, Opus 4, nº 3; Trois Morceaux Opus 13; Allegro Appassionato Opus 14; Schumannianas. Para orquestra: Suíte Brasileira, com o famoso Samba; Sinfonia em Mi menor; Comala, poema sinfônico; A Cantata. Música de Câmara: Trio, para piano, violino e violoncelo; Reverie, para quarteto de cordas; Fantasia Sobre Motivos do Guarani (1880), para dois pianos.
(figura ao lado: a obra Samba - chamada na forma afrancesada, como hábito na época, de suite brésilienne e danse negre -, editada postumamente em redução para piano, é ilustrada por desenho que reproduz o que seria uma roda de samba no final do século XIX).
Fontes: Prelúdio - Levy; História do Samba - Editora Globo; Fundação Biblioteca Nacional - Alexandre Levy.
Postado por
cifrantiga
às
12:36
0
comentários
Marcadores: alexandre levy, compositor, musica erudita, pianista, regente
domingo, 30 de dezembro de 2007
Pedrinho Mattar
english mobile
Pedrinho Mattar (Pedro Mattar), instrumentista, nasceu em São Paulo SP em 19/08/1936 e faleceu em 07/02/2007, em Santos SP. Membro caçula de uma família de dez irmãos, quase todos ligados ao piano, começou a tocar aos oito anos de idade.
Sua primeira apresentação em público ocorreu em 1953, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, de São Paulo, onde estudava, acompanhando os cantores nos song fests. No ano seguinte formou o Pedrinho Mattar Trio, que teve numerosas formações. Estudou piano clássico em 1956 com Helena Plant, na Escola Madalena Tagliaferro.
Três anos depois, realizou sua primeira excursão ao exterior, acompanhando a cantora Leny Eversong a Las Vegas, EUA, seguida em 1960 de uma tournée pelo Uruguai e Argentina, acompanhando Agostinho dos Santos. No mesmo ano, tocou no bar paulistano Baiúca e conheceu Claudete Soares, com quem trabalhou durante dez anos em shows e boates.
De 1960 a 1962, atuou em diversos shows de bossa nova em São Paulo e no Rio de Janeiro e fez a produção musical dos programas de televisão de Bibi Ferreira, atuando como solista ou acompanhando cantores convidados. Mais tarde, teve seu próprio programa na TV Excelsior, de São Paulo, Boa Tarde Gente, que durou cinco meses. No mesmo período, tocou na boate Juão Sebastião Bar, de São Paulo, acompanhando Claudete Soares, Taiguara, Marisa Gata Mansa e Chico Buarque, entre outros.
Ainda em 1962, viajou com Maysa para apresentações em Portugal e Espanha, e gravou seu primeiro LP, Pedrinho Mattar Trio, pela Farroupilha. Nos dois anos seguintes foram lançados Pedrinho Mattar Trio n°2 e Pedrinho Mattar Trio n°3, pelos quais recebeu o título de Melhor Solista do Ano em 1963 e 1964.
Tocou pela primeira vez no Teatro Municipal, de São Paulo, em 1965, com orquestra sinfônica dirigida por Diogo Pacheco, a Rhapsody in Blue, de George Gershwin (1 898—1937); no ano seguinte, gravou a composição pela RCA Victor e recebeu os prêmios de Melhor Disco e Melhor Solista do Ano.
Instalou-se no Rio de Janeiro de 1971 a 1974, onde participou de diversos shows, como o da boate Pujol, com Sandra Brea e Miele, com quem também excursionou por todo o Brasil, além de espetáculos em teatro, como Fica combinado assim, com Claudete Soares e Agildo Ribeiro, no Teatro Princesa Isabel (1971), e Misto quente (1972).
Em 1971 gravou o LP Um show de Mattar, na Copacabana. Três anos depois, excursionou com Raul Solnado pela Venezuela e com Cauby Peixoto pela Argentina.
Paralelamente a suas atuações na música popular, dedicou-se também à música clássica: apresentou-se com a Orquestra Sinfônica Nacional em várias oportunidades, participou dos Concertos para a Juventude, da Rádio MEC, em 1972, e em 1979 realizou show nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, reunindo grande número de espectadores.
Na década de 1990 continou tocando na noite de São Paulo, apresentando programas em televisão, como o Pianíssimo, da Rede Vida, e realizando shows no exterior.
CDs: Pianomania, 1996, RGE 8506-2; As 20 preferidas, 1997, RGE 5553-2.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Folha - PubliFolha.
Postado por
cifrantiga
às
23:18
0
comentários
Marcadores: instrumentista, pedrinho mattar, pianista
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Gadé
english mobile
Postado por
cifrantiga
às
18:56
0
comentários
Marcadores: compositor, gade, pianista
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Relembrando Ary Barroso
english mobile
Hoje é o dia mundial do compositor e nada melhor que escrever um pouquinho sobre um dos maiores compositores da nossa música popular: Ary Evangelista Barroso. Foi, sem dúvida, um dos representantes da geração de sambistas que deu a base da MPB da segunda metade do século e conhecê-lo é conhecer um pouco da história do Brasil.
Em 1939 lançou, no espetáculo 'Joujox et balagandans', de Henrique Pongetti, o samba "Aquarela do Brasil", iniciador do samba-exaltação, de melodia extensa e sempre apoiado em grande aparato orquestral - gênero que se acreditava destinado à conquista do mercado internacional da música popular; "Aquarela do Brasil" só teve sucesso depois da gravação feita por Francisco Alves.
Ary sempre esteve em campo para promover a música brasileira. Em seus programas prestigiava os calouros que apresentavam canções do repertório nacional. Tinha horror aos acordes americanos em samba. Nas várias vezes em que esteve no exterior, preocupou-se em levar o samba autêntico. Quando,
em 1952, compôs o samba-canção "Risque", teve de brigar para que não fosse gravado como bolero.
Nascido em Ubá, Minas Gerais no dia 07 de novembro de 1903, faleceu no Rio, em 9 de fevereiro de 1964. Mesmo depois de sua morte, o compositor brasileiro mais conhecido em seu país e fora dele, continua sendo gravado por grandes e famosos intérpretes, que reconhecem seu extraordinário talento.
Trechos do livro de Sérgio Cabral intitulado "No tempo de Ari Barroso": Nos seus últimos dias Ary telefona do hospital para o amigo David Nasser:
-Estou me despedindo. Vou morrer.
-Como é que você sabe, Ary?
-Estão tocando as minhas músicas no rádio.
No show Eu sou o espetáculo o comediante José Vasconcelos imitava Ary, no momento em que este estaria recebendo um candidato em seu programa Calouros em desfile:
ARI - O que você vai cantar?
CALOURO - Vou cantar um sambinha.
ARI - É sempre assim. Se fosse mambo, não seria um mambinho. Se fosse bolero, não seria bolerinho. Mas samba é um sambinha. E que sambinha o senhor vai cantar?
CALOURO - Aquarela do Brasil.
Aos 17 anos, em 1920, Ary recebeu de seu tio Sabino Barroso, ex-ministro da Fazenda, uma herança de 40 contos de réis e resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro. Lá, em 1921 , Ary matriculou-se na Faculdade de Direito e acabou gastando sua herança nos melhores restaurantes, com as melhores bebidas e trajando as roupas mais elegantes (foto ao lado: Ivone Barroso, a companheira que segurava as pontas em casa). Em 1922, reprovado na faculdade e já sem dinheiro, Ary teve de trabalhar, fazendo fundo musical para filmes mudos bo cinema Íris, no Largo da Carioca.Como era bom pianista, em 1923 Ary passou a tocar com a orquestra do maestro Sebastião Cirino, na sala de espera do Teatro Carlos Gomes.
Em 1926 Ary voltou ao curso de Direito, porém sem deixar a atividade de pianista de lado. Como estava desempregado, Ary oferecia-se para tocar em bailes por um preço irrisório até que, em 1928, foi contratado pela orquestra do maestro Spina, de São Paulo, para uma temporada em Santos e Poços de Caldas. Foi nessa época que Ary resolveu dedicar-se à composição.
De 1928 são suas composições "Amizade", "Não vou lá", "Segura a fazenda", "O tal bichinho" e "Tu queres muito" e, ainda, "Amor de mulato", "Cachorro quente" e "Oh! Nina", em parceria com Lamartine Babo; "Mazinha", com Ari Kerner; "Meu pampa lindo", com Zeca Ivo; e "Não posso mais", com I. Kolman. Durante os oito meses de viagem, compôs várias músicas (foto ao lado: Elisa Coelho, a cantora para quem Ari dedicou No Rancho Fundo).
Em 1929 já de volta ao Rio de Janeiro, Ary deixou suas músicas na casa editora Carlos Wehrs, de onde duas - "Vamos deixar de intimidade" e "Vou à Penha" - foram levadas por Olegário Mariano e Luiz Peixoto para serem incluídas na revista 'Laranja da China', que era apresentada no Teatro Recreio. "Vamos deixar de intimidade" acabou sendo gravada por seu amigo e colega de faculdade Mário Reis, transformando-se no primeiro sucesso de Ary Barroso.
Em 1929 Ary concluiu seu curso de Direito e compôs, em parceria com Cardoso de Menezes e Bitencourt, "O amor vem quando a gente não espera" e em parceria com Olegário Mariano, "Tu qué tomá meu nome". Ainda nesse ano Ary compôs os sambas "É banal", "Nini" e "Vá cumprir o teu destino", a valsa "Labaredas de amor" e a marcha "Dá nela", que, por incentivo de Eduardo Souto, foi inscrita no concurso de músicas carnavalescas da Casa Edison para o carnaval de 1930. A música obteve o primeiro lugar. Com o prêmio de 5 contos de réis, Ary pagou algumas dívidas. Com o que sobrou, pode se casar com Ivone Belfort de Arantes (foto: um beijo em Araci de Almeida, a grande intérprete de "Camisa amarela", 1953). Ainda em 1930 Ary compôs as canções "Como se deve amá", "Quanto num chorei" e "Teus óio", a marcha "Eu sou do amor", o samba-canção "Fugiu, fugiu!" e os sambas "Oba!" e "Samba da gelatina" e também a marcha "Dona Alice" e os sambas "Juramento", "O nego no samba" e "Samba de São Benedito" em parceria com Marques Porto e Luiz Peixoto; o samba "No morro (eh! eh!)" e o foxtrote "Sapateado", em parceria com Luís Eglésias; o samba "Outro amor", em parceria com Claudionor Machado; e o samba "Você não era assim", em parceria com Aricles França.
Em 1931 Ary produziu várias composições para o teatro musicado, destacando-se "Faceira", lançada por Sílvio Caldas na revista 'Brasil do Amor', que estreou em maio, no Teatro Recreio (foto: Ary Barroso também foi radialista de jogos de futebol. Era a oportunidade de expressar sua enorme paixão por esse esporte e pelo Flamengo). Em junho, era encenada, no mesmo teatro, a revista "É do balacobaco", na qual estava incluída, entre outras, a música de Ary "Na grota funda", com letra do caricaturista J. Carlos. Na estréia estava presente Lamartine Babo que impressionado com a música, resolveu escrever outra letra para a melodia. Nascia, assim, "No Rancho Fundo", lançado dias depois no programa que Lamartine comandava na Rádio Educadora do Rio de Janeiro. Ainda desse ano são suas composições "Bahia", "Batuque", "Benzinho", "Cavanhaque", "Deixa disso", "É bamba", "E do balacobaco", "É de outro mundo", , "Não faz assim meu coração", "Por causa do boneco", "Rosalina", "Seu Manduca esfarrapado", "Sou da pontinha", "Tenho saudade", "Terra de laiá" e "Vai tratar da tua vida" e ainda "Gira", em parceria com Marques Porto; "Mão no remo", com Noel Rosa; "Não quero você" e "O sabiá de sinhá moça", com os Irmãos Quintiliano; "Nega baiana", com Olegário Mariano; "Quem me compreende", com Bernardino Vivas; "Sai, barbado", com Ainejeré; e "Sem querer...", com Marques Porto e Luiz Peixoto.
Em 1932, convidado por Renato Murce, Ary foi para a Rádio Philips. Começou como pianista e logo se tornou locutor, inclusive esportivo, humorista e animador. Apresentou-se no programa 'Horas de Outro Mundo' e no programa "Casé". Nesse mesmo ano ainda compôs "Aula de música", "De longe", "É mentira, oi", "Isso é xodó", "Malandragem", "Na Piedade", "Nosso amô veio dum sonho", "Pobre e esfarrapada", "Primeiro amor", "Um samba em Piedade" e "Sonhei que era feliz". Em parceria com Luiz Peixoto, compôs "Maria"; com Haroldo Daltro, compôs "Menina que tem uma pose"; com Lamartine Babo, "Minha palmeira triste"; com Claudeniro de Oliveira ,"Não posso acreditar"; com Sílvio Caldas, "Pente fino"; com Norival de Freitas, "Recordações"; e com Luciano Perrone compôs "Vou deixá o batedô" (foto: a cantora Ângela Maria, que na década de 50, se lançou no mercado do disco gravando várias composições de Ary Barroso. Ela era uma de suas intérpretes favoritas).
De 1933 são suas composições "Amor fatal", "Cabrocha inteligente", "Eu vou pra Maranhão", "Falta de consciência", "Flor de inverno", "Quando a morte vem chegando" e "Segura esta mulher" e, ainda, "Nego também é gente", feita em parceria com De Chocalat, e "Zombando da vida", composta em parceria com Márcio Lemes Azevedo .
Em 1934, depois de ter ido à Bahia como pianista da orquestra de Napoleão Tavares, Ary criou, na Rádio Cosmos de São Paulo, o programa "Hora H". Nesse mesmo ano compôs "Anistia", "Bateram na minha porta", "Caco velho" "Cavalhada franciscana", "Correio já chegou", "Duro com duro", "É assim que se vai no arrastão", "Malandro sofredor", "Moçoró, minha nega", "Perdão", "Por especial favor", "Sentinela alerta" e "Tu". Também com Osvaldo Santiago, compôs "Balão que muito sobe"; com José Carlos Burle, "Caboca"; com Oduvaldo Viana, "Canção da Felicidade"; com Noel Rosa, "Estrela da manhã"; com Francisco Alves, "Meu Natal"; e com Luiz Peixoto, "Neném" e "Na batucada da vida", regravada por Elis Regina em 1974, contribuindo para tornar ainda mais amarga a mensagem da composição (foto: Ary toca e Carmen Miranda canta para Max Gordon, EUA, 1944).
Em 1935 Ary Barroso levou o programa "Hora H" para a Rádio Cruzeiro do Sul, do Rio de Janeiro, e também estreou como locutor esportivo, auxiliando Gagliano Neto na transmissão de corridas de automóvel, no circuito da Gávea. Como locutor de futebol, Ary ficou famoso por tocar uma gaita de boca toda vez que era marcado um gol e também por sua parcialidade em favor do Flamengo.
As múltiplas atividades desenvolvidas não sufocaram o compositor Ary Barroso. Pelo contrário, ele ia se tornando um dos mais férteis autores da MPB, revelando novos sucessos a cada ano. Com Nássara, ele compôs "Dona Helena" e "Garota colossal"; com Lamartine Babo, "E o samba continua", "Grau dez" e "Na virada da montanha"; com Luiz Peixoto, "Por causa dessa cabocla"; e com Kid Pepe, compôs "Mulatinho bamba". Ainda em 1935, Ary Barroso compôs "ABC do amor", "Anoiteceu", "É pra frente que se anda", "Eu sonhei", "Foi ela", "Menina tostadinha", "Nosso ranchinho", "Os quindins de Iaiá", "Sobe meu balão" e "Inquietação", lançado por Sílvio Caldas naquele ano e regravado por Gal Costa em 1980. A extraordinária linha melódica de "Inquietação" é considerada uma das elaborações mais perfeitas de Ary Barroso.
Em 1936 Ary Barroso compôs as marchas "A casa dela", "Esta noite sonhei com você", "Paulistinha querida" e "Viu..." os sambas "Minha maior ilusão", "Sem ela", "Sonho de amor" e "Volta meu amor"; a batucada "Deve ser o meu amor" e, ainda, a marcha "Cachopa", em parceria com Luiz Peixoto; a marcha "Chiribiribi quá-quá", com Nássara; a marcha "Chopp em garrafa", com Bastos Tigre; e o "Hino do Colégio de Cataguases", com Tostes Malta.
Em 1937 Ary Barroso lançou o programa 'Calouros em Desfile', na Rádio Cruzeiro do Sul, que depois foi levado para a TV Tupi. Nesse programa Ary exigia que os candidatos cantassem somente música brasileira e que anunciassem corretamente o nome dos compositores. Na TV Tupi, Ary instituiu o gongo, tocado para desclassificar os candidatos muito ruins. Mas o gongo silenciou diante de nomes como Ângela Maria e Lúcio Alves, dois dos muitos grandes intérpretes que ali se lançaram. São também de 1937 suas composições "Confissão de amor", feita em parceria com Joraci Camargo; "Janjão e Zabé", em parceria com Paulo Roberto e, ainda, as composições "Amar", "Carioquinha brejeira", "Colibri", "Como vaes você", "Foi de madrugada", "Quem é o homem", "Uma futura lágrima", "Não se deve lamentar", "Novo amor", "Olha a lua" e "No tabuleiro da baiana", que foi composta para um espetáculo do Teatro Recreio, no Rio de Janeiro, e Ary acabou vendendo os direitos da composição para Jardel Jércolis, que a explorou em espetáculos teatrais. Mais tarde, quando esse 'samba-batuque' passou a ser sucesso no Cassino Atlântico, na interpretação de Grande Otelo e Déo Maia, Ary Barroso requereu e obteve judicialmente a propriedade da música.
Em 1938 Ary Barroso foi para a Rádio Tupi, onde atuou o comentarista, humorista, ator e locutor. Nesse ano ainda compôs, em parceria com Luís Iglesias, "Boneca de pixe"; com Alcir Pires Vermelho, "A casta Suzana" e "O meu dia há de chegar"; com Gomes.Filho, "A cigana lhe enganou"; e com Luiz Peixoto, "Quando eu penso na Bahia" (foto: durante muito tempo Ary Barroso, além de compositor, se dividiu entre o trabalho como cronista, roteirista de radionovelas, político e locutor de jogos de futebol).
São também de 1938 suas composições "Circo de cavalinhos", "Como as ondas do mar", "De déu em déu", "Ela sabe e não diz", "Escreva um bilhetinho", "Eu dei..." "Meu amor não me deixou", "Pois sim!,., pois não!", "Salada mista", "A única lembrança", "Vão pro Scala de Milão", "Você está aí pra isso?" e "Na Baixa do Sapateiro", que foi gravado por Carmen Miranda, mas só obteve sucesso no Brasil depois de ter chamado a atenção do mundo na trilha sonora do desenho 'Você já foi à Bahia?', de Walt Disney. Este samba-jongo deveria chamar-se 'Bahia', nome que Ary conservou nas edições estrangeiras, mas acabou por denominá-lo "Na baixa do sapateiro", para não confundir essa música com sua outra "Bahia", composta em 1931.
Em 1939 Ary Barroso lançou, no espetáculo 'Joujox et balagandans', de Henrique Pongetti, o samba "Aquarela do Brasil", iniciador do samba-exaltação, de melodia extensa e sempre apoiado em grande aparato orquestral - gênero que se acreditava destinado à conquista do mercado internacional da música popular; "Aquarela do Brasil" só teve sucesso depois da gravação feita por Francisco Alves. Ainda nesse ano, compôs, em parceria com Noel Rosa, "De qualquer maneira" e, em parceria com Alcir Pires Vermelho, "E a testa, Maria?", "Vingança" e "A vizinha das vantagens". São ainda de 1939 suas composições "Batalhão de amor", "Quando a noite é serena", "Viver assim não é vida" e "Camisa amarela", grande sucesso na gravação original, na voz de Araci de Almeida, sendo regravado, depois, pela própria Araci e por vários outros intérpretes.
Em 1940 Ary Barroso compôs os sambas "Deixa esta mulher sofrer", "Eu gosto do samba" e "Nunca mais"; as marchas "Iaiá boneca" e "Upa, upa (Meu trolinho)" e a valsa "Mentira de amor" e, também, a marcha "Pega no pau da bandeira", em parceria com J. Castro; o samba "Se Deus quiser" e a marcha "Veneno", com AlcIr Pires Vermelho; e o samba "Vespa", em parceria com Malfitano. Em 1943 compõe "Pra machucar meu coração" e "Terra seca" e as marchas "Cem por cento brasileiro" e "Quem cabras não tem...".
No início de 1944 Ary Barroso foi, pela primeira vez, aos Estados Unidos e compôs, para o filme 'Brasil', a música "Rio de Janeiro", que chegou a ser indicada para o Oscar. Também de 1944 são suas composições "Diz que dão", "Na parede da igrejinha" e "Olhos divinos". Nesse mesmo ano surgiu a Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores da Música - SBACEM, da qual Ary foi, praticamente, o primeiro presidente. Pelo trabalho que realizou em defesa do direito autoral, Ary foi aclamado Presidente de Honra e Conselheiro Perpétuo dessa entidade. No final de 1944 Ary Barroso voltou aos Estados Unidos, onde permaneceu por oito meses, ganhando mil dólares por semana. Dessa vez compôs a canção-tema do filme 'Três Garotas de Azul'. Em 1945 Ary compôs, em parceria com Juan Daniel, a valsa "Cuatro palabritas". Ary voltaria ainda mais urna vez à América do Norte, em 1945, para musicar "O Trono das Amazonas", que teria 18 composições suas e que não chegou a ser encenado, porque o produtor faliu pouco antes da estréia.
Em 1946 Ary Barroso se candidatou a vereador no Rio de Janeiro, pela União Democrática Nacional e teve a segunda maior votação da Câmara de Vereadores do então Distrito Federal. Ary só perdeu para Carlos Lacerda. O talento de polemista de Ary e a mesma paixão com que irradiava partidas de futebol foram levados para a política. Sua grande batalha foi a do local onde seria construído o Maracanã. Carlos Lacerda queria que o enorme estádio fosse erguido na restinga de Jacarepaguá, mas Ary conseguiu que o local aprovado fosse o terreno do Derby Club. Para isso, Ary realizou diversas manobras: para conseguir o apoio da bancada majoritária, a do Partido Comunista Brasileiro, com 18 vereadores, Ary pediu, junto com João Lyra Filho, uma pesquisa ao IBOPE, cujo resultado apontou que 88% da população queria o estádio no terreno do Derby, onde, aliás, acabou sendo construído.
Também de 1946 são seus sambas "Assobia um samba" "Bahia imortal" e "Eu nasci no morro". Em 1947 Ary Barroso compôs o samba "Deixa o mundo falar" e a marcha "É pão, ou não é?". De 1948 são suas composições "Grave revelação", "Mal-me-quer, bem-me-quer", "Podes ir, meu amor", "Rio" e "Falta um zero no meu ordenado", esta em parceria com Benedito Lacerda (foto:Luiz Peixoto, parceiro freqüente do compositor Ary Barroso).
Em 1950 aparecem os sambas "Aquarela mineira", "O Brasil há de ganhar", "Chama-se João", "Forasteiro" e "Vai de vez", as marchas "Flor tropical" e "No jardim dos meus sonhos" e ainda o samba "Carne seca com tutu", em parceria com Vilma Quantiere de Azevedo.
De 1951 são os sambas "Ai, Geni", "Iaiá da Bahia" e "Na beira do cais"; os choros "Chorando" e "Sambando na gafieira"; a marcha "O mar também conhece"; o samba-canção "Plena manhã" e, também, o samba-canção "Mentira", feito em parceria com Augusto Jaime de Vasconcelos, e o samba "Primavera", feito em parceria com Lúcia Alves Calão.
Ary Barroso sempre esteve em campo para promover a música brasileira. Em seus programas prestigiava os calouros que apresentavam canções do repertório nacional. Tinha horror aos acordes americanos em samba. Nas várias vezes em que esteve no exterior, preocupou-se em levar o samba autêntico. Quando, em 1952, compôs o samba-canção "Risque", teve de brigar para que não fosse gravado como bolero. A primeira gravação de "Risque" Foi de Aurora Miranda, irmã de Carmen Miranda; mas foi na voz de Linda Batista que o samba-canção teve sucesso Com Iraci N. Silva, Ary compôs, em 1952, o samba "Cruel resistência". Também de 1952 são suas composições "Fechei a página", "Flores mortas", "Laço branco", "Nada mais me consola", "O nosso amor morreu" e "Folha morta", gravado por Dalva de Oliveira para a Odeon, em Londres, e lançado no Brasil com sucesso imediato. Quatro anos mais tarde, "Folha morta" foi gravada por Jamelão, na Continental, reeditando o sucesso da música e confirmando, mais uma vez, o bem-sucedido de Ary Barroso no gênero samba-mórbido.
A princípio Ary Barroso não gostava da bossa nova, mas isso não o impediu de colocar "A felicidade", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, entre as dez melhores músicas populares de todos os tempos. Assim era Ary: impulsivo, orgulhoso, sempre pronto a criticar abertamente o que julgasse errado. Logo, seu encontro com o compositor Heitor Villa-Lobos só podia dar no que deu: briga. Num concurso de música, Villa-Lobos negou a Ary o primeiro lugar, que muitos achavam ser ele merecedor. Isso bastou para que rompessem relações. No dia 7 de setembro de 1955, Ary e Villa-Lobos se encontraram no Palácio do Catete, para receber a Ordem do Mérito, que lhes havia sido concedida pelo Presidente da República, Café Filho. Foi então que David Nasser, vencedor do concurso gerador do ressentimento, contou a Ary que havia ganhado o prêmio porque Villa-Lobos sabia das dificuldades que David atravessava na época e tinha resolvido ajudá-lo. Us dois gênios geniosos se abraçaram e acabou-se o desentendimento.
Em 1957 Ary foi homenageado com o espetáculo 'Mr. Samba', do produtor Carlos Machado. Montado na boate Night and Day, do Rio de Janeiro, o roteiro do show sugeria sua biografia, utilizando suas próprias composições. Desse ano são suas composições "Colombinas fracassadas", "Grand monde do crioléu", "Mês de Maria", "Não quero mais", "Não quero saber", "Nega nhanhá", "Só", "Vem cá, Mané" e, ainda, "Vou procurar outro bem", em parceria com Nestor de Holanda e "É luxo só", em parceria com Luiz Peixoto.
Em 1958 Ary Barroso compôs os sambas "Essa diaba", "Eu fui de novo à Penha" e "Você fracassou" e a valsa "Sombra e luz". De 1959 é o samba-canção "Cantiga de enganar tristeza', composto em parceria com Tiago de Melo. Em 1960 Ary Barroso foi vice-presidente do departamento cultural e recreativo do Clube de Regatas Flamengo. São também de 1960 suas composições "Dois amigos", "Jogada pelo mundo" e "Pierrô" e, ainda, "Esquece" e "Samba no céu", feitas em parceria com Meira Guimarães e "Bebeco e Doca", em parceria com Luiz Peixoto.
Em 1961 Ary adoeceu de cirrose hepática e foi viver em um sítio em Araras, Rio de Janeiro. Mesmo assim, nesse ano, ainda compôs "Canção em tom maior", "Semente do amor", "Tufão" e "Quero voltar à Bahia", esta em parceria com Meira Guimarães.
Em 1962, parcialmente restabelecido, Ary retomou seu programa na TV Tupi, 'Encontro com Ary', transmitido aos domingos. Desse ano é sua composição "Balada da saudade" e as composições, em parceria com Vinícius de Moraes, "Em noite de luar", "Mulata no sapateado", "Rancho das namoradas" e "Já era tempo". Internado na Casa de Saúde São José, com nova crise de cirrose, Ary Barroso parecia recuperar-se no Natal de 1963. Mas sofreu uma nova crise e foi internado no Instituto Cirúrgico Gabriel de Lucena. Ary Barroso morreu pouco antes das 10 horas da noite de 9 de fevereiro de 1964. Mesmo depois de sua morte, Ary Barroso, o compositor brasileiro mais conhecido em seu país e fora dele, continua sendo gravado por grandes e famosos intérpretes, que reconhecem seu extraordinário talento.
Algumas letras e músicas cifradas:
Aquarela do Brasil, Boneca de piche, Caco velho, Camisa amarela, Dá nela, É luxo só, Eu dei, Eu nasci no morro, Faceira, Foi ela, Folha morta, Inquietação, Isto aqui, o que é? (Sandália de prata), Já era tempo, Jogada pelo mundo, Maria, Morena Boca de Ouro, Na Baixa do Sapateiro, Na batucada da vida, No Rancho Fundo, No tabuleiro da baiana, Os quindins de Iaiá, Por causa dessa cabocla, Pra machucar meu coração, Quando eu penso na Bahia, Rancho das namoradas, Risque, Terra seca, Três lágrimas, Tu, Upa, upa (Meu trolinho), Vamos deixar de intimidade.
Obra completa:
ABC do amor, marcha, 1935; Ai, Geni, samba, 1951; Amar, valsa, 1937; Amizade, samba-canção, 1928; Amor de mulato (c/Lamartine Babo), marcha, 1928; Amor fatal, fox, 1933; O amor vem quando a gente não espera (c/Cardoso de Meneses e Bittencourt), 1929; Anistia, samba, 1934; Anoiteceu, samba, 1935; Aquarela do Brasil, samba, 1939; Aquarela mineira, samba, 1950; Assobia um samba, samba, 1946; Aula de música, samba, 1932; Bahia, samba, 1931; Bahia imortal, samba, 1946; A baiana saiu de espanhola, marcha, 1941; Balada da saudade, samba, 1962; Balão que muito sobe (c/Osvaldo Santiago), marcha, 1934; Batalhão do amor, marcha, 1939; Bateram na minha porta, canção, 1934; Batuca nega, samba, 1942; A batucada começou, samba, 1941; Batuque, 1931; Bebeco e Doca (c/Luís Peixoto), samba, 1960; Benzinho, samba, 1931; Blim...blem... blão..., marcha, 1941; A boa mazurca, mazurca-samba, 1942; Boneca de piche (c/Luís Iglésias), cena carioca, 1938; O Brasil há de ganhar, samba, 1950; Brasil moreno (c/Luís Peixoto), samba, 1942; Caboca (c/José Carlos Burle), samba-canção, 1934; Cabrocha inteligente, samba, 1933; Cachopa (c/Luís Peixoto), marcha, 1936; Cachorro quente (c/Lamartine Babo), marcha, 1928; Caco Velho, samba-canção, 1934; Camisa amarela, samba, 1938; Canção da felicidade (c/Oduvaldo Viana), 1934; Canção em tom maior, 1961; Canta, Maria, valsa estilo português, 1941; Cantiga de enganar tristeza (c/Tiago de Melo), samba-canção, 1959; Carioquinha brejeira, marcha, 1937; Carne seca com tutu (c/Vilma Quantiere de Azevedo), samba, 1959; A casa dela, marcha, 1936; A casta Suzana (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1938; Cavalhada franciscana, intermezzo carnavalesco, 1934; Cavanhaque, marcha, 1931; Cem por cento brasileira, marcha, 1943; Cena de senzala (c/George André), samba, 1941; Censura (c/Amaro Silva), samba, 1942; Chama-se João, samba, 1950; Chiribiribi quá-quá (c/Nássara), marcha, 1936; Chopp em garrafa (c/Bastos Tigre), marcha, 1936; Chorando, choro, 1951; Chula-ô, marcha, 1942; A cigana lhe enganou (c/Gomes Filho), marcha, 1938; Cinco horas da manhã, samba, 1943; Circo de cavalinhos, marcha, 1938; Coisas do Carnaval, samba, 1942; Colibri, marcha, 1937; Colombinas fracassadas, samba, 1957; Como as ondas do mar, marcha, 1938; Como se deve amá, canção, 1930; Como vais você?, marcha, 1937; Confessa (c/Amaro Silva), samba, 1942; Confissão de amor (c/Joraci Camargo), valsa, 1937; Correio já chegou, samba, 1934; Cruel resistência (c/Iraci N. Silva), samba, 1952; Cuatro palabritas (c/Juan Daniel), valsa, 1945; Dá nela, marcha, 1930; De déu em déu, marcha, 1938; De longe, cateretê, 1932; De qualquer maneira (c/Noel Rosa), samba, 1939; Deixa disso, samba, 1931; Deixa essa mulher sofrer, samba, 1940; Deixa o mundo falar, samba, 1947; Dengo, samba, 1953; Deve ser o meu amor, batucada, 1936; Diz que dão, samba, 1944; Dois amigos, samba-canção, 1960; Dona Alice (c/Marques Porto e Luis Peixoto), marcha, 1930; Dona Helena (c/Nássara), marcha, 1935; Duro com duro, samba, 1934; E a festa, Maria? (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1939; É assim que se vai no arrastão, marcha, 1934; É bamba, samba, 1931; É banal, samba, 1929; É do balacobaco, samba, 1931; É do outro mundo, samba, 1931; É luxo só (c/Luís Peixoto), samba, 1957; É mentira, oi, samba, 1932; E o samba continua (c/Lamartine Babo), samba, 1935; É pão ou não é?, marcha, 1947; É pra frente que se anda, samba, 1935; Ela sabe e não diz, samba, 1938; Ela vive chorando (c/Álvaro de Carvalho), samba, 1941; Em noite de luar (c/Vinícius de Morais), samba-canção, 1962; Escrevi um bilhetinho, marcha, 1 938 (c/Meira Guimarães), samba, 1960; Essa diaba, samba, 1958; Esta noite eu sonhei com você, marcha, 1936; Estrela da manhã (c/Noel Rosa), samba, 1934; Eu dei..., marcha, 1938; Eu fui de novo à Penha, samba, 1958; Eu fui ver, samba, 1956; Eu gosto do samba, samba, 1940; Eu não sou manivela, samba, 1953; Eu nasci no morro, samba, 1946; Eu sonhei, samba, 1935; Eu sou do amor, marcha, 1930; Eu vou pro Maranhão, samba, 1933; Faceira, samba, 1931; Faixa de cetim, samba, 1942; Falta de consciência, samba, 1933; Falta um zero no meu ordenado (c/Benedito Lacerda), samba, 1948; Fechei a página, marcha, 1952; Flor de inverno, fox-trot, 1933; Flor tropical, marcha, 1950; Flores mortas, samba, 1952; Foi de madrugada, batucada, 1937; Foi ela, samba, 1935; Folha morta, samba-canção, 1953; Forasteiro, samba, 1950; Fugiu, fugiu!, samba-canção, 1930; Uma furtiva lágrima, marcha, 1937; Garota colossal (c/Nássara), marcha, 1935; Gasparino, samba, 1942; Gira (c/Marques Porto), samba, 1931; Grand monde do crioléu, samba, 1957; Grau dez (c/Lamartine Babo), marcha, 1935; Grave revelação, samba, 1948; Hino do Colégio de Cataguases (c/Tostes Malta), 1936; Iaiá boneca, marcha, 1940; Iaiá da Bahia, samba, 1951; Inquietação, samba, 1935; Isso é xodó, marcha, 1932; Isto aqui o que é?, samba, 1942; Já era tempo (c/Vinícius de Morais), samba, 1962; Janjão e Zabé (c/Paulo Roberto), marcha, 1937; Jogada pelo mundo, samba, 1960; Juramento (c/Marques Porto e Luís Peixoto), samba, 1930; Labaredas do amor (c/Aldo Taranto), valsa, 1929; Laço branco, cateretê mineiro, 1952; Linguagem do olhar, samba, s.d.; Longe de você (c/Luís Peixoto), samba-canção, 1963; Madrugada, samba, 1943; Mal- me-quer, bem-me-quer, marcha, 1948; Malandragem, canção, 1932; Malandro sofredor, samba, 1934; Mão no remo (c/Noel Rosa), samba, 1931; O mar também conhece, marcha, 1951; Maria, samba carnavalesco, 1931; Maria (c/Luís Peixoto), samba-canção, 1931; Maria das Dores, samba-canção, 1954; Mazinha (c/Ari Kerner), tango, 1928; Menina que tem uma pose (c/Haroldo Daltro), samba, 1932; Menina tostadinha, marcha, 1935; Mentira (c/Augusto Jaime de Vasconcelos), samba- canção, 1951; Mentira de amor, valsa, 1940; Mês de Maria, samba, 1957; Meu amor não me deixou, samba, 1938; O meu dia há de chegar (c/Alcir Pires Vermelho), marcha, 1938; Meu Natal (c/Francisco Alves), marcha, 1934; Meu pampa lindo (c/Zeca Ivo), canção, 1928; Minha maior ilusão, samba, 1936; Minha palmeira triste (c/Lamartine Babo), samba-canção, 1932; Morena boca de ouro, samba, 1941; Moçoró, minha nega, samba, 1934; Mulata de Mangueira, samba, 1966; Mulata no sapateado (c/Vinícius de Morais), samba, 1962; Mulatinho bamba (c/Kid Pepe), marcha, 1935; Na Baixa do Sapateiro, samba-jongo, 1938; Na batucada da vida (c/Luís Peixoto), samba-canção, 1934; Na beira do cais, samba, 1951; Na parede da igrejinha, samba, 1944; Na Piedade, samba, 1932; Na virada da montanha (c/Lamartine Babo), samba, 1935; Nada mais me consola, samba, 1952; Não é vantagem, samba, 1942; Não faz assim, meu coração, samba, 1931; Não posso acreditar (c/Claudemiro de Oliveira), samba, 1932; Não posso mais (c/I.Kolman), marcha, 1928; Não quero mais, samba, 1957; Não quero saber, samba, 1957; Não quero você (c/Irmãos Quintiliano), samba, 1931; Não se deve lamentar, marcha, 1937; Não vou lá, samba, 1928; Nega baiana (c/Olegário Mariano), samba, 1931; Nega Nhanhá, samba, 1957; O nego no samba (c/Marques Porto e Luís Peixoto), samba, 1930; Nego também é gente (c/De Chocolat), marcha, 1933; Nem ela, samba, 1956; Neném (c/Luís Peixoto), marcha, 1934; Nini, samba, 1929; No jardim dos meus amores, marcha, 1950; No morro (Eh! eh!) (c/Luís Iglésias), samba, 1930; No rancho fundo (c/Lamartine Babo), samba-canção, 1931; No tabuleiro da baiana, batuque, 1937; Nóis precisemo, samba, 1954; Um nome para esta valsa, 1954; Nosso amô veio dum sonho, samba, 1932; O nosso amor morreu, samba, 1952; Nosso ranchinho, marcha, 1935; Novo amor, samba, 1937; Nunca mais, samba, 1940; Oba!, samba, 1930; Ocultei, samba-canção, 1954; Oh! Nina (c/Lamartine babo), fox-trot, 1928; Olha a lua, samba, 1937; Olhos divinos, valsa, 1944; Outro amor (c/Claudionor Machado), samba, 1930; Palmeira triste (c/Lamartine Babo), samba-canção, 1932; Passei na ponte, marcha, 1941; O passo do vira, marcha, 1941; Paulistinha querida, marcha, 1936; Pega no pau da bandeira (c/J. Castro), marcha, 1940; Pente fino (c/Sílvio Caldas), marcha, 1932; Perdão, samba, 1934; Pica-pau, marcha, 1942; Pierrô, samba, 1960; Plena manhã, samba-canção, 1951; Pobre e esfarrapada, samba, 1932; Podes ir, meu amor, valsa, 1948; Por especial favor, marcha, 1934; Pois sim!, pois não!, samba, 1938; Por causa desta cabocla (c/Luís Peixoto), samba, 1935; Por conta do boneco, samba, 1931; Pra machucar meu coração, samba, 1943; Primavera (c/Lúcia Alves Catão),samba, 1951; Primavera do Brasil (c/Guilherme Figueiredo), hino, 1956; Primeiro amor, canção, 1932; Prossiga, samba, 1955; Quando a noite é serena, samba, 1939; Quando a noite vem chegando, samba, 1933; Quando eu penso na Bahia (c/Luís Peixoto), samba jongo, 1938; Quanto num chorei, canção, 1930; Quem cabras não tem..., marcha, 1943; Quem é o homem, marcha, 1937; Quem me compreende (c/Bernardino Vivas), canção, 1931; Quem sabe, sabe, marcha, 1956; Qué-qué-qué-rê (c/Álvaro S. Carvalho), marcha, 1941; Quero dizer-te adeus, valsa, 1942; Quero voltar à Bahia (c/Meira Guimarães), samba, 1961; Os quindins de Iaiá, samba, 1941; Rancho das namoradas (c/Vinícius de Morais), marcha, 1962; Recordações (c/Norival de Freitas), canção, 1932; Rio, samba, 1948; Rio de Janeiro, samba, 1950; Risque, samba, 1952; Rosa, samba, 1956; Rosalina, marcha, 1931; O sabiá de sinhá moça (c/Irmãos Quintiliano), toada, 1931; Sai, barbado (c/Ainejerê), samba, 1931; Salada mista, marcha, 1938; Samba (c/Luis Iglésias), 1955; Samba da gelatina, 1930; Samba de São Benedito (c/Marques Porto e Luís Peixoto), 1930; Samba em Mangueira, s.d.; Um samba em Piedade, 1932; Samba no céu (c/Meira Guimarães), 1960; Samba-charleston, s.d.; Sambando na gafieira, choro, 1951; Sapateado (c/Luís Iglésias), fox-trot, 1930; Se Deus quiser (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1940; Segura a fazenda, samba, 1928; Segura esta mulher, marcha, 1933, Sem ela, samba, 1936; Sem querer...(c/Marques Porto e Luís Peixoto), samba-canção, 1931; Semente do amor, balada, 1961; Sentinela alerta, samba, 1934; Seu Manduca esfarrapado, batuque, 1931; Só a saudade não passa, samba, 1941; Só, samba, 1957; Sobe meu balão, marcha, 1935; Sombra e luz, valsa, 1958; Sonhei que era feliz, samba, 1932; O sonho azul da minha vida (c/Miguel Santos e Paulo Orlando), valsa, 1936; Sonho de amor, samba, 1944; Sou da pontinha, marcha, 1931; O tal bichinho, marcha, 1928; Tenho saudade, samba, 1931; Terra de Iaiá, samba, 1931; Terra seca, samba, 1943; Teus óio..., canção, 1930; Trapo de gente, samba-canção, 1953; Três lágrimas, canção, 1941; Tristeza dos sinos, valsa, s.d.; Tu, samba-canção, 1934; Tu quê tomá meu nome (c/Olegário Mariano), samba, 1929; Tu queres muito, samba, 1928; Tufão, samba, 1961; Ubaenses gloriosos, marcha, 1918; A única lembrança, samba-canção, 1938; Upa... upa... (Meu trolinho), marcha, 1940; Vá cumprir o teu destino, samba, 1929; Vai de vez, samba, 1950; Vai tratar da tua vida, samba, 1931; Vamos deixar de intimidades, samba, 1929; Vão pro Scala de Milão, samba, 1938; Vem cá, Mané, samba, 1957; Veneno (c/Alcir Pires r Vermelho), marcha, 1940; Vespa (c/Malfitano), samba, 1940; Vingança (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1939; Viu..., marcha, 1936; Viver assim não é vida, samba, 1939; A vizinha das vantagens (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1939; Você está aí pra isso?, marcha, 1938; Você fracassou, samba, 1958; Você não era assim (c/Aricles França), samba, 1930; Volta, meu amor, samba, 1936; Vou à Penha, samba, 1929; Vou deixá o batedô (c/Luciano Perrone), samba, 1932; Vou procurar outro bem (c/Nestor de Holanda), samba, 1957; Zombando da vida (c/Márcio Lemes Azevedo), samba, 1933.
fontes: Cifraantiga, Memórias da MPB (Samira Prioli Jayme).
Postado por
cifrantiga
às
01:13
1 comentários
Marcadores: ary barroso, carnaval, compositor, pianista, samba, samba-cançao, teatro de revista
Chiquinha Gonzaga
english mobile
Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges Neves Gonzaga), compositora e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro em 17/10/1847 e faleceu em 28/02/1935. Filha bastarda do marechal-de-campo José Basileu Neves Gonzaga e de Rosa Maria, mulata e mãe solteira, nasceu na Rua do Príncipe e estudou piano com o maestro Lobo. Aos 11 anos compôs sua primeira música, uma cantiga de Natal, “Canção dos Pastores”. Casou-se aos 13 anos, com o oficial de marinha mercante Jacinto Ribeiro do Amaral, escolhido por seus pais. Aos 18 anos abandonou o marido, levando consigo os filhos, e passou a viver com um engenheiro de estradas de ferro, de quem se separou pouco depois (figura ao lado: a jovem Francisca aos 18 anos).
Sozinha, ensinava piano para obter sustento. Através do flautista Callado, passou a viver a freqüentar as rodas dos chorões e a tocar em festas. Seu primeiro sucesso foi a polca “Atraente”, de 1877, composta ao piano, de improviso, durante uma festa em homenagem ao compositor Henrique Alves de Mesquita, que recebera do governo português a Comenda de São Tiago. Publicada pelo Imperial Estabelecimento de Pianos e Músicas, de Artur Napoleão e Leopoldo Miguez, tornou-se também êxito popular, chegando a ganhar uma letra anônima, que fazia referências ferinas ao estilo de vida da autora. Nessa época, aperfeiçoou seus conhecimentos de piano com Artur Napoleão. Desejando ingressar no teatro, meio até então fechado às mulheres, musicou o libreto de Artur Azevedo “Viagem ao Parnaso”, recusado por todos os empresários. Não desistiu, escrevendo e musicando a peça em um ato “Festa de São João”, em 1883.
Em 1887 promoveu no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro, um concerto de cem violões. Participou ativamente do movimento pela libertação dos escravos, vendendo suas partituras de porta em porta para angariar fundos destinados à Confederação Libertadora. Com o produto da venda de sua partitura “Caramuru”, em 1888, comprou a alforria do escravo músico José Flauta, antecipando-se de poucos meses à Lei Áurea. Ligou-se também à campanha pela proclamação da República.
Em 1897 compôs no ritmo rural estilizado do corta-jaca o tango “Gaúcho”, lançado na peça “Zizinha Maxixe”, de Machado Careca. Este, que fazia grande sucesso dançando o tango “Gaúcho” com sua parceira Maria Lino, quatro anos depois escreveu uma letra para a composição, que passou a se chamar “Corta-Jaca”. A música continuava sendo um êxito: foi incluída na revista luso-brasileira “Cá e lá”, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, por indicação da esposa do presidente Hermes da Fonseca, Nair de Tefé. Em 1899, a pedido do Cordão Rosa de Ouro, do Andaraí, escreveu a primeira marcha carnavalesca “Ò abre alas”.
Entre 1902 e 1910 fez várias viagens à Europa, percorrendo na primeira delas, Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Escócia. Em 1904 apresentou-se no salão Neuparth, de Lisboa, e na igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, Lisboa. Na sua terceira viagem a Portugal, em 1906, tornou-se bastante conhecida do público ao musicar várias peças portuguesas, entre elas “As três graças” (com Luís Galhardo) e “A bota do diabo” (com Avelino Andrade). Voltou ao Brasil em 1912, para assistir à estréia de “Forrobodó”, opereta em três atos de Luís Peixoto e Carlos Bittencourt, que musicou. A opereta teve 1.500 apresentações (figura ao lado: Chiquinha Gonzaga aos 78 anos).
Em 1915 musicou a peça “A sertaneja”, de Viriato Correia. A 27 de setembro de 1917 participou da fundação da sociedade arrecadadora SBAT. Em 1919 lançou uma campanha de fundos, destinada à construção de uma nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do “Hino Nacional Brasileiro”. Seu último trabalho data de 1933: a música da peça “Maria”, de Viriato Correia, Entre 1885 e 1933, musicou 77 peças teatrais, das quais cinco inéditas. Sua obra reúne composições nos mais variados gêneros: valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, quadrilhas, fados, gavotas, mazurcas, barcarolas, habaneras, serenatas e algumas músicas sacras.
Em 1984 foi lançada a biografia “Chiquinha Gonzaga, uma história de vida”, pela escritora Edinha Diniz (Ed. Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro), que revelou arquivo pessoal, inédito, cuidado durante décadas por Joãozinho Gonzaga. Em 1997, por ocasião dos 150 anos do seu nascimento, foram lançados o livro “Sofri e chorei... tive muito amor”, de Dalva Lazarone (Editora Nova Fronteira) e os CDs “Chiquinha com jazz”, do pianista e arranjador Antonio Adolfo, que inclui oito músicas inéditas, e “Chiquinha Gonzaga”, 150 anos”(Eldorado), da pianista Rosária Gatti.
Algumas obras com letras: Lua branca (clique para ouvir a música), Ò abre alas (clique para ouvir midi), Santa, Casa de caboclo, Machuca, A brasileira e Corta-Jaca (clique para ouvir a música),
Obra completa de Chiquinha:
À memória do general Osório, marcha fúnebre, A.N., s.d.; À Nossa Senhora das Dores, 1909; Ada, polca, s.d.; Agnus-Dei, s.d.; Água do vintém, tango, B.G., s.d.; Aguará (Garça vermelha), valsa para flauta, 1932; Aguará, valsa para piano, s.d.; Ai, morena, B.G.. s.d.; Ai, que broma! (com Ernesto Matoso), bolero, 1885; Alegre-se, viúva, B.G., s.d.; Amarguras (com Paulo Araújo), balada, s.d.; Amendoim, cançoneta, s.d.; Amor (com João de Deus Falcão), canção, s.d.; Angá (Antoinette), mazurca, s.d.; Angá-catu-rama, rancheira, 1932; L'Ange du Seigneur, s.d.; Angelitude (com Gonzaga Filho), s.d.;
Animatógrafo, valsa, s.d.; Anita, polca, B.G.. s.d.; Aracê (O dia sai), choro, 1932; Araribóia, polca, s.d.; Arcádia, B.G, s.d.; Ari (Filha do céu), valsa, s.d.; Atraente, polca, A.N., 1877; Aurora, fado, 1909; Ave Maria, 1909; A avezinha (com Mário Monteiro), serenata, 1917; A baiana dos pastéis, A.E., s.d.; Balada, s.d.; O bandolim, s.d.; Barcarola, s.d.; O beijo (com J.Brito), canção, s.d.; Beijos (com Luís Murat e Alfredo de Sousa), s.d.; Beijos do céu (Um sonho) (com Raimundo Correia), romance, B.G., s.d.; A bela jardineira, valsa, B.G., s.d.; Bela rosa (com Cardoso Júnior), modinha, s.d.; Bella fanciulla io t'amo, valsa, V.M., s.d.; Bijou, tango, N.S., 1909; Bionne, tango, B.G., s.d.; Borboleta, valsa-choro, 1932; A bota do diabo (com Avelino de Andrade), maxixe, 1907; O boulevard da imprensa, s.d.; A brasileira (com José Sena), canção, A.E., 1910; Brasileira, B.G., s.d.; Burro de carga, B.G., s.d.; Cá por cousas (com Oscar Pedrneiras), V.M., s.d.; Cá e lá, tango, s.d.; Camila, polca, A.N., 1884; Cananéia, valsa, B.G., 1913; Canção brasileira (com Carlos Galhardo), canção, s.d.; Canção de Lauro (com Viriato Correia), canção, 1933, Candomblé (com Augusto de Castro), batuque, 1888; Caobimpará (Mar azul), polca, s.d.; Caramuru, B.G., 1888; Carijó, choro, s.d.; Carioca, polca, s.d.; Cariri, valsa, s.d.; Carlindo, B.G., s.d.; Carlos Gomes, valsa, A.N., s.d.; Carmencita, B.G., s.d.; Carnavalesco (com Luís Peixoto e C. Cordeiro), dobrado, s.d.; Carta à Zitinha (com Filinto Almeida), B.G., s.d.; Casa de caboclo (com Luís Peixoto), V.M., s.d.; Catita, polca, B.G., s.d.; Ceci, valsa, s.d.; Coco velho, 1902; O coió (com Luís Ribeiro), B.G., s.d.; Colégio de senhoritas (Os pombos) (com Paulo Araújo), dueto, s.d.; Compensação (com Orlando Teixeira), cançoneta, s.d.; Conspiradores, B.G., s.d.; Cora (com Furtado Coelho), romance, s.d.; Corcundinha (com Viriato Correia), canção, 1919; Corta-jaca, 1901; A corte na roça (com Francisco Sodré), balada, B.G., 1885; O cozinheiro, canção, s.d.; Cuatemoc (com Avelino de Andrade), marcha, s.d.; Cubanita, B.G., s.d.; Dama de ouros, valsa, B.G., s.d.; Dança brasileira, polca, 1892; Dança das fadas, valsa, B.G., s.d.; Dança n. 1 (tempo de minueto). s.d.; Dança n. 2, s.d.; Day-break, B.G., s.d.; Democrático, s.d.; Desalento, valsa, A.N., s.d.; Desejos (com Esculápio), V.M., s.d.; A desfilada dos mortos (com Paulo Araújo), hino, s.d.; Deus de fogo, B.G., 1888; Diabinho, tango, A.N., s.d.; Diálogo, valsa-canção, s.d.; Diário de notícias, polca, B.G., s.d.; Djanira, polca, B.G., s.d.; Doce fado, fado, s.d.; Dona Adelaide (com Patrocínio Filho), B.G., s.d.; Duas horas (Oh! Mon étoile). A.N., s.d.; Dueto de amor, s.d.; Duquesne, marcha, s.d.; É enorme, polca, B.G., s.d.; Eis a sedutora, B.G., s.d.; Elvira (com Bruno Nunes), B.G., s.d.; Em guarda, B.G., s.d.; Escandanhas/Mulata (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), 1912; O esfolado (com Raul Pederneiras e Vicente Reis), 1902; Espanha e o Brasil (com Patrocínio Filho), V.M., s.d.; Estrela-d'alva (com Mário Monteiro), fado, 1920; Eu já volto, polca, B.G., s.d.; Eu te adoro, tango, 1886; Eu te amo, B.G., s.d.; Evoé, B.G., s.d.; Faceira, B.G., s.d., Faceira, escuta, R.B., s.d.; Um fado, s.d.; Fado de Coimbra, s.d.; Falena, valsa, B.G., s.d.; Fani, valsa, B.G., s.d.; Fantasia, s.d.; Feijoada do Brasil, A.N., s.d., Fênix, B.G., s.d.; Feno de Atkinsons, valsa, s.d.; Festa de São João, romance, 1883; A fiandeira (com Maria Cunha), raconto, s.d.; A filha da noite, polca, B.G., s.d.; Fogo-foguinho (com Viriato Correia), 1919; Foi um sonho (com Ernesto de Sousa), s.d.; Forrobodó (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), 1912; Gaúcho (Corta-jaca), tango, V.M., 1897; Genéia (com Paulo Araújo), valsa-canção, s.d.; General Osório, B.G., s.d.; Gondoleira, s.d.; Gonza (Manobras do amor) (com Osório Duque Estrada), s.d.; Grata esperança, valsa, B.G., s.d.; Gruta das flores, polca, B.G., s.d.; Guaianases, polca, s.d.; Guasca, polca, s.d.; A guitarra (com Raul Pederneiras), fado, s.d.; Há alguma novidade? (com Moreiro Sampaio), cançoneta, s.d.; Habanera, s.d.; Harmonia das esferas, valsa, A.N., s.d.; Harmonias do coração, valsa, A.N., s.d.; Heloísa, valsa, B.G., s.d.; Heróica, marcha, s.d.; Hip, B.G., s.d.; Iaiá fazendo etc e tal (com Almeida Júnior), V.M., s.d.; Iara, valsa, B.G., s.d.; Invocação, s.d.; Ismênia, valsa, A.N., s.d.; Itararé, polca, B.G., s.d.; Jagunço, tango, A.N., s.d.; A Jandira (com Rubem Gil e Alfredo Breda), canção, 1921; Janiquinha, B.G., s.d.; Júlia, A.N., s.d.; Juraci, valsa, B.G., s.d.; A juriti (com Viriato Correia), prelúdio, 1919; Laurita, B.G., s.d.; Leontina, B.G., s.d.; Lídia (com Batista Cardoso Júnior), 1902; Linda Morena, valsa, s.d.; Lua branca, V.M, 1912; Machuca (com Patrocínio Filho), s.d.; Manhãs de amor (com C. C.), A.N., s.d.; O mar (com Holanda Cunha), balada, s.d.; Marcha do cordão, marcha, s.d.; Meditação, habanera, 1893; Meia-noite, polca, B.G., s.d.; Menina faceira, canção, s.d.; Os mineiros, chula, s.d.; Minha pátria, B.G., s.d.; Minho em festa (com Cândido Costa), romance, s.d.; Morena (com Guerra Junqueiro), B.G., s.d.; Morena, morena (com Ernesto de Sousa), B.G., s.d.; Morgadinha, polca, N.C., s.s.; A mulatinha (com Patrocínio Filho), B.G., s.d.; Mulher-homem, polca, B.G., s.d.; Musiciana, polca, B.G., 1885; Os namorados da lua, B.G. s.d.; O namoro (com Frederico Júnior), B.G., s.d.; Não insistas, rapariga, polca, A.N., 1881; Não morreu, polca, s.d.; Não se impressione (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), tango, 1912; Não sonhes (com Lutegarda Caires), romance, s.d.; Não venhas (com Batista Coelho e Batista Cardoso Júnior), 1902; A noite, gavota, s.d.; A noiva, valsa-canção, s.d.; Noivado (com Lúcio de Mendonça), s.d.; Nossa Senhora das Dores, s.d.; Nu e cru (com Antonio Quintiliano), 1907; Ò abre-alas, marcha carnavalesca, 1899; Oh! Não me iludas, I.B., s.d.; Os Oito Batutas, tango, s.d.; Os olhos dela, polca, A.N., s.d.; Olhos irresistíveis, polca, s.d.; Ortruda, valsa, A.N., s.d.; O padre Amaro, valsa, B.G., s.d.; Uma página triste, s.d.; Palaciana, marcha, s.d.; Para a cera do Santíssimo (com Artur Azevedo), B.G., s.d.; Paraguaçu, choro, s.d.; Os passos no choro, polca, 1911; Pedrinho (com Batista Cardoso Júnior), 1902; O perdão (com Avelino Andrade), romance, s.d.; A peroba (com Antonio Quintiliano), s.d.; Piu-dudo (Beija-flor), batuque, 1889; Plangente, valsa, s.d.; Platina, valsa, s.d.; Poesia e amor (com Cassimiro de Abreu), s.d.; Polca militar, polca, B.G., s.d.; As pombas (com Raimundo Correia), B.G., s.d.; Por que choras (com Vitor Cunha), romance, s.d.; Os portugueses (com Batista Cardoso Júnior), 1902; Prece à Virgem, s.d.; Prelúdio, s.d.; Primeira gaivota, B.G., s.d.; Promessa (com Paulo Araújo), valsa-canção, s.d.; Psiquê, choro, s.d.; Pudesse essa paixão (com Álvaro Colás), valsa, 1913; Pwhó-Pequim, B.G., s.d.; O que é - simpatia (com Casimiro de Abreu), s.d.; Radiante, polca, s.d.; A redentora, hino, 1888; Redes ao mar (com Mário Monteiro), barcarola, s.d.; A República, B.G., s.d.; Robertinha, valsa, B.G., s.d.; Roda, ioiô (com Ernesto de Sousa), s.d.; Romeu e Julieta (Mário e Beatriz) (com Renato Viana), dueto. s.d.; Rondolini-rondolinão (com Oscar Pederneiras), s.d.; Rosa, valsa, B.G., s.d.; Sabiá da mata, polca, s.d.; Saci Pererê, s.d.; Saci-pererê, batuque, s.d.; Sada, tango, s.d.; Santa (com Alberto de Oliveira), B.G., s.d.; São Paulo, tango, 1902; Satã, lundu, 1891; Saudade, valsa, s.d.; SBAT, 1917; Se o ferreta está de veneta, polca, B.G., s.d.; Sedutor, tango, s.d.; Sereia (com Aluísio Azevedo), balada, s.d.; Serenata (com Aluísio Azevedo), balada, s.d.; A sertaneja (com Viriato Correia), desafio, 1915; O sertanejo (com Antonio Quintiliano), 1907; Si fuera verdad, s.d.; Só na flauta, polca, 1911; Só no choro, s.d.; Soberano, B.G., s.d.; Sonhando, habanera, A.N., 1897; A sorte grande (com A. Armando), canção, s.d.; Sultana, polca, A.N., 1882; Suspiro, tango, A.N., s.d.; Os talheres (com Antonio Quintiliano), cançoneta, 1907; Tambiquererê, B.G., s.d.; Tamoio, choro. s.d.; Tango brasileiro, 1880; Tango característico, 1887; Tapuia, choro, s.d.; Te amo, 1911; Techi, romance, s.d.; Teu sorriso, polca, A.N., s.s.; Teus olhares (com Avelino Andrade), canção, s.d.; Tim-tim, B.G., s.d.; Timbira, valsa, s.d.; Toujours et encore, polca, B.G., s.d.; As três Graças (com Luís Galhardo), fado, 1906; As tricanas de Coimbra, fado, s.d.; Trigueira (com Júlio Dinis), s.d.; Tuniquins, valsa, s.d.; Tupã, tango, 1890; Tupi, valsa, s.d.; Tupiniquina, valsa, s.d.; Valquíria, valsa, B.G., 1885; Vamos à missa, s.d.; Vida ou morte, dobrado, s.d.; Vilancete (com Haddock Lobo), balada, s.d.; Vinde!, vinde!, s.d.; La violette, s.d.; Viva la gracia, valsa, B.G., s.d.; Viva o Carnaval, polca, B.G., 1884; Viver e folgar (Filha do Guedes), valsa, B.G., s.d.; Vou dar um banho em minha sogra, polca, A.N., s.d.; Xi!, B.G., s.d.; Yo te adoro!, B.G. , s.d.
Fontes: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Enciclopédia da Música Brasileira- Art Editora e Publifolha
Postado por
cifrantiga
às
00:41
1 comentários
Marcadores: chiquinha gonzaga, compositora, instrumentista, maestrina, pianista
Salvador Fábregas
english mobile
Postado por
cifrantiga
às
00:21
0
comentários
Marcadores: cantor, compositor, fabregas, pianista
Ernesto Nazareth
english mobile
"Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender melhor a alma brasileira", disse o compositor francês Darius Milhaud sobre Ernesto Nazareth, carioca que fixou o "tango brasileiro" e outros gêneros musicais do Rio de Janeiro de seu tempo. Ernesto Júlio de Nazareth nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 20 de março de 1863, e estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições, apresentava-se como "pianeiro em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais. Entre 1920 e 1924, muitos personagens ilustres iam ao cinema Odeon apenas para ouvi-lo. Compunha, lecionava e vivia do piano. Suas partituras era vendidas aos milhares, mas não lhe garantiam a sobrevivência, pela falta de ordenamento dos direitos autorais. Em 14 de julho de 1886, casou-se com Teodora Amália de Meireles, e a ela dedicou a valsa Dora, inédita até então.
Brejeiro, composto em 1893, uma de suas composições mais famosas, é considerado o marco do tango brasileiro. Em razão de dificuldades financeiras, Nazareth vendeu os direitos dessa peça para a Editora Fontes e Cia. por 50.000 réis, o qual chegou a ser gravado pela banda da Guarda Republicana de Paris. Embora tenha composto obras as quais denominou de tango-brasileiro, Nazareth fazia uma diferenciação entre o choro e o tango-brasileiro, esta por ele considerada música pura. Seus tangos-brasileiros têm a indicação metronômica de M.M. semínima igual a 80 batidas, já no choro, a indicação é de 100 batidas. Para mostrar essa diferença, Nazareth compôs o choro Apanhei-te cavaquinho. Foi uma das únicas composições que ele considerou como choro. O mesmo entendimento tinham Chiquinha Gonzaga, Antonio Calado, Alexandre Levy e outros.
Em 1898 realizou seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra, por iniciativa do Clube São Cristovão, do Rio de Janeiro. Trabalhou no Tesouro Nacional, como escriturário. Em 1917 morre sua filha, Maria de Lourdes, considerado o primeiro abalo dos inúmeros pelos quais passou em sua vida. Nesse mesmo ano, atuou como pianista na sala de espera do Cine Odeon, que foi por ele inaugurado. As pessoas lotavam para ouvi-lo tocar, mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango-brasileiro Odeon, inspirado naquele cinema. Em 1919 começou a trabalhar na Casa Carlos Gomes (mais tarde Carlos Wehrs). Executava as partituras que os fregueses se interessavam em comprar.
Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval, por um breve período, em 1920. Em 1922 interpretou Brejeiro, Nene, Bambino e Turuna no Instituto Nacional de Música, por iniciativa de Luciano Gallet. Participou como pianista, em 1923 da inauguração da Rádio M.E.C. (antiga Rádio Sociedade do Rio de Janeiro). Durante quase todo o ano de 1926 apresentou-se em São Paulo, capital e interior. Seus admiradores se uniram e deram-lhe um piano italiano de cauda Sanzin, que faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, Mário de Andrade fez uma conferência sobre sua obra na Sociedade de Cultura Artística, de São Paulo, SP. Retornou ao Rio de Janeiro em 1927, já apresentando sinais da surdez. Em 1929, morre sua mulher, o que lhe provocou profundo abalo.
Gravou para a fábrica Odeon, em 1930, o tango-brasileiro Escovando e o choro Apanhei-te Cavaquinho. Em 1932, fez várias excursões, principalmente para o sul do Brasil. Com o agravamento da surdez, tocava debruçado sobre o piano para conseguir ouvir sua própria música. Em 1933, apresentou graves perturbações mentais e foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha, sendo posteriormente transferido para a Colônia Juliano Moreira.
No ano seguinte fugiu e foi encontrado, 4 dias depois, afogado em uma represa. Há uma lenda segundo a qual ele teria sido encontrado morto debaixo de uma cachoeira. A sua postura era impressionante. Estava sentado, com a água lhe correndo por cima, com as mãos estendidas, como se estivesse tocando algum choro novo, que nunca mais poderemos ouvir... (Juvenal Fernandes, in Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda. AN-2087/88). Dele, disse Villa-Lobos: "Suas tendencias eram francamente para a composição romântica, pois Nazareth era um fervoroso entusiasta de Chopin." Querendo compor à maneira do mestre polonês e não possuindo a capacidade necessária para uma perfeita assimilação técnica, fez, sem o querer, coisa bem diferente e que nada mais é do que o incontestável padrão rítmico da música social brasileira. De qualquer maneira, Nazareth é uma das mais notáveis figuras da nossa música.
Entre os grandes admiradores da obra e da atuação como intérprete de Ernesto Nazareth, citam-se Arthur Rubinstein, o russo Miercio Orsowspk, Schelling (que levou suas composições, exibindo-as nos Estados Unidos e Europa), Henrique Oswald e Francisco Braga. Serviu de tema e de inspiração a Luciano Gallet, Darius Milhaud, Enani Braga, Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone e Radamés Gnatalli.
Faz parte do repertório de Eudóxia de Barros, Arnaldo Rebelo, Homero Magalhães, Ana Stella Schic, Roberto Szidon e Artur Moreira Lima, cujas interpretações eruditas dão à sua obra uma nova dimensão. Maria Tereza Madeira (piano) e Pedro Amorim (bandolim), lançaram, em 1997 o CD Sempre Nazareth, pela Kuarup. Ainda nesse ano foi lançado o CD-Rom Ernesto Nazaré, o Rei do Choro (selo CD-Arte), com mais de 300 imagens do compositor, depoimentos, notas, discografia, músicas, além de um álbum com 11 partituras para piano das suas principais obras.
Ernesto Nazareth significa uma caso raro de ligação entre o erudito e o popular: não é um erudito, na acepção da palavra, nem é um compositor apenas popular. Ora se percebe em sua obra um toque chopiniano, especialmente nas valsas, ora a vibração de uma polca ou de um choro entranhados do espírito brasileiro.
Somente uma pequena parte das mais de 200 peças para piano compostas por Ernesto Nazareth foi gravada. Suas composições mais conhecidas são: Apanhei-te cavaquinho (clique para escutar o midi), Ameno resedá (polcas), Confidências, Coração que sente, Expansiva, Turbilhão de beijos (valsas), Bambino, Brejeiro, Odeon (clique para o midi) e Duvidoso (tangos brasileiros).
Obra completa: Adieu, romance sem palavras, 1898; Adorável, valsa, inédita, s.d.; Alaor Prata, hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1924; Albíngia, valsa, inédita, s.d.; Alerta, polca, 1909; O alvorecer, tango de salão (no manuscrito original figura o título Ensimesmado), 1925; Ameno Resedá, polca, 1912; Apanhei-te, cavaquinho, polca, 1915; Arreliado, tango, inédito, s.d.; Arrojado, samba, 1920; Arrufos, xótis, anterior a 1900; Até que enfim, fox-trot, s.d.; Atlântico, tango, 1921; Atrevidinha, polca, 1889; Atrevido, tango, 1912; Bambino, tango, anterior a 1909; Batuque, tango característico, 1906; Beija-flor, polca, 1884; Beija-flor, tango brasileiro (com letra do autor), s.d.; Beijinho de moça, tango, inédito, s.d.; A bela Melusina, polca, 1888; Bernardo de Vasconcelos (Escola), hino, inédito, s.d.; Bicyclette Club, tango, 1899; Bom-bom, polca, anterior a 1900; Brejeira, valsa brasileira, inédita (extraída do tango Brejeiro), s.d.; Brejeiro, tango, 1893; Caçadora, polca, s.d.; Cacique, tango, 1899; Capricho, fantasia, inédito, s.d.; Cardosina, valsa, inédita, s.d.; Carioca, tango, 1913; Carneiro Leão (dr.), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1924; Catrapuz, tango, 1910; Cavaquinho, por que choras?, choro, 1926; Celestial, valsa, s.d.; Chave de ouro, tango, s.d.; Chile-Brasil, quadrilha, 1889; Comigo é na madeira, tango, inédito, 1930; Confidências, valsa, 1910; Coração que sente, valsa, 1905; Corbeille de fleurs, gavotte, 1889; Correta, polca, s.d.; Crê e espera, valsa, 1896; Crises em penca, samba brasileiro carnavalesco, inédito (letra e música de Toneser, anagrama de Ernesto), 1930; Cruz, perigo!!, polca, 1879; Cruzeiro, tango, inédito, s.d.; Cubanos, tango, inédito, s.d.; Cuera, polca-tango, 1913; Cutuba, tango, 1912; Cuiubinha, polca-lundu, 1893; De tarde, canção, inédita, (com versos de Augusto de Lima), s.d.; Delícia (Delight-fulness), fox-trot, 1925; Dengoso, maxixe, 1912; Desengonçado, tango, s.d.; Digo, tango característico, 1902; Dirce, valsa capricho, s.d.; Divina, valsa, 1910; Dor secreta, valsa, inédita, s.d.; Dora, valsa, inédita, 1900; Duvidoso, tango, anterior a 1910; Elegantíssima, valsa capricho; anterior a 1926; Elegia, morceau de salon para mão esquerda, inédita, s.d.; Elétrica, valsa rápida, 1913; Elite Club, valsa brilhante, 1900; Encantada, xótis, 1901; Encantador, tango brasileiro, inédito, s.d.; Eponina, valsa, anterior a 1912; Escorregando, tango brasileiro, s.d.; Escovado, tango, 1904; Espalhafatoso, tango, 1912; Españolita, valsa espanhola, s.d.; Está chumbado, tango, 1898; Ester Pereira de Melo (Escola), hino, inédito, s.d.; Eulina, polca, 1887-1888; Expansiva, valsa, 1912, Êxtase, romance, 1926; Exuberante, marcha carnavalesca, inédita, 1930; Faceira, valsa, 1920-1925; Fado brasileiro, inédito, 1925-1930; Famoso, tango, 1910; Fantástica, valsa brilhante, inédita, s.d.; Favorito, tango,
anterior a 1909; Feitiço, tango, s.d.; Feitiço não mata, , chorinho carioca (letra de Ari Kerner), s.d.; Ferramenta, tango-fado português, 1905; Fidalga, valsa lenta, 1910; A flor dos meus sonhos, quadrilha, s.d.; Floraux, tango, 1909; Floriano Peixoto (Escola), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1922; A florista, cançoneta (com letra de Francisco Teles), 1909; Fon-fon, tango, anterior a 1910; A fonte de Lambari, polca, 1887; Fonte do suspiro, polca, 1882; Fora dos eixos, tango carnavalesco, 1926; Fraternidade, hino infantil, inédito, s.d.; Furinga, tango, 1898; O futurista, tango,1922; Garoto, tango, 1916; Gaúcho, tango (no manuscrito original figura o título São Paulo-Minas), s.d.; Gemendo, rindo e pulando, tango, 1921; Genial, valsa, 1900; Gentes, o imposto pegou?, polca, 1880; Gentil, xótis, 1898; Gotas de ouro, valsa, 1916; Gracietta, polca, 1880; As gracinhas de Nhonhô, polca, anterior a 1910; Guerreiro, tango, 1917; Helena, valsa, 1896; Henriette, valsa, 1901; Ideal, tango, 1905; If I Am not Mistaken, fox-trot, inédito, s.d.; Improviso, estudo para concerto, 1931; Insuperável, tango, 1919; Iolanda, valsa, 1925; Ipanema, marcha brasileira, s.d.; Íris, valsa, 1899; Jacaré, tango carnavalesco, 1921; Jangadeiro, tango, s.d.; Janota, choro brasileiro, s.d.; Julieta, quadrilha, anterior a 1910; Julieta, valsa, anterior a 1910; Julita, valsa, 1889; Labirinto, tango, 1917; Laço azul, valsa, anterior a 1910; Lamentos, meditação sentimental, inédita, s.d.; Magnífico, tango brasileiro, s.d.; Máguas, meditação, inédita, s.d.; Maly, tango-habanera, inédito, s.d.; Mandinga, tango, s.d.; Marcha fúnebre, 1927; Marcha heróica aos 18 do Forte, marcha, inédita, 1922; Mariazinha sentada na pedra, samba carnavalesco, inédito (com letra de Ernesto Nazareth), s.d.; Marieta, polca, anterior a 1889; Matuto, tango, 1917; Meigo, tango, 1921; Menino de ouro, tango, s.d.; Mercedes, mazurca de expressão, 1917; Mesquitinha, tango característico, 1910; 1922, tango brasileiro (no original manuscrito Samba para o Carnaval), 1922; Miosótis, tango, 1895; Não caio noutra!!!, polca, 1881; Não me fujas assim, polca, 1884; Nazaré, polca, anterior a 1900; Nenê, tango, 1895; No jardim, marcha infantil, inédita (1. A caminho, 2. Preparando a terra, 3. A semente, 4. O plantio, inacabado), s.d.; Noêmia, valsa, 1911; O nome dela, grande valsa brilhante, 1878; Noturno, inédito, 1914; Noturno, inédito, 1920; Nove de Julho, tango argentino, 1917; Nove de Maio, fox-trot, inédito, s.d.; O que há?, tango, 1921; Odeon, tango (com letra de Vinicius de Moraes, 1968), 1910; Onze de Maio, quadrilha, anterior a 1908; Orminda, valsa, 1897; Ouro sobre azul, tango, 1916;
Pairando, tango, 1920; Paraíso, tango (estilo milonga), inédito, 1926; Pássaros em festa, valsa lenta, 1922; Paulicéia, como és formosa!, tango, 1921; Pedro II (Escola), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1920; Pereira Passos (Escola), hino, inédito (com letra de Leôncio Correia), s.d.; Perigoso, tango brasileiro, anterior a 1909; Pierrot, tango, 1915; Pingüim, tango brasileiro, inédito (sua última composição), 1932; Pipoca, polca, 1895; Pirilampo, tango, 1903; Plangente, tango brasileiro, 1925; Plus ultra, fox-trot, inédito, s.d.; Podia ser pior, tango, 1916; Polca para mão esquerda (vide Tango para mão esquerda); Polonaise, inédita, 1908; Por que sofre?, tango meditativo, 19211; Primo-rosa, valsa, inédita, s.d.; Proeminente, tango brasileiro, s.d.; Quebra-cabeças, tango, s.d.; Quebradinha, polca, 1899; Ramirinho, tango, 1896; Ranzinza, tango, 1917; Rayon d'or, polca-tango, anterior a 1889, Rebuliço, tango, 1912; Recordações do passado, valsa, inédita, s.d.; Remando, tango, 1896; Resignação, valsa lenta, inédita, 1930; Respingando, tango, inédito, s.d.; Ressaca, tango, inédito, s.d.; Retumbante, tango, 1910; Rio de Janeiro, canção cívica (in Canto orfeônico, 1o. volume) (com letra de Leôncio Correia), arranjada para três vozes por Villa-Lobos, s.d.; Rosa Maria, valsa lenta, inédita, 1930; Sagaz, tango brasileiro, 1914; Salve, nações reunidas, hino (in Brasil cantando, por frei Pedro Sinzig) (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), s.d.; Samba carnavalesco, peça manuscrita não identificada, s.d.; Sarambeque, tango, 1916; Saudade, valsa, 1913; Saudades dos pagos, marcha-canção, inédita (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), s.d.; Saudades e saudades, marcha, 1921; Segredo, tango, 1896; Segredos de infância, valsa, inédita, s.d.; Sentimentos d'alma, valsa, inédita, s.d.; Soberano, tango, 1912; Suculento, samba brasileiro (com letra de Netuno) (no riginal Tango carnavalesco), 1919; Sustenta a nota, tango, 1919; Sutil, tango brasileiro, s.d.; Talismã, tango, 1914; Tango-habanera, peça manuscrita não identificada, s.d.; Tango para mão esquerda, inédito (no original, figura na 1a. parte a designação Polca para mão esquerda), s.d.; Tenebroso, tango, 1908; Os teus olhos cativam, polca, 1883; Thierry, tango, 1912; Time is Money, fox-trot, inédito, s.d.; Topázio líquido, tango, 1914; Travesso, tango, anterior a 1910; Tudo sobe, tango carnavalesco (com letra de Ernesto Nazareth), s.d.; Tupinambá, tango, 1916; Turbilhão de beijos, valsa lenta, 1908; Turuna, grande tango característico, 1899; Vem cá, Branquinha, tango, 1910; Vésper, valsa, 1901; Vitória, marcha aos aliados, inédita (com letra de José Moniz de Aragão), 1918; Vitorioso, tango, 1913; Você bem sabe, polca-lundu (sua primeira composição), 1877; Xangô, tango, 1921; Zica, valsa, 1899; Zizinha, polca, 1899.
Postado por
cifrantiga
às
00:01
0
comentários
Marcadores: cinema, compositor, nazareth, pianista, tango
