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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Apanhei-te cavaquinho

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A polca "Apanhei-te Cavaquinho" (clique para escutar o midi) é a segunda composição mais gravada de Ernesto Nazareth, perdendo apenas para "Odeon". De andamento rápido (o autor recomendava semínima = 100 para as polcas e semínima = 80 para os tangos) é muitas vezes executada em velocidade vertiginosa por músicos exibicionistas, que presumem assim mostrar habilidade virtuosística.
Composta em 1915 e gravada no mesmo ano pelo grupo O Passos no Choro, "Apanhei-Te Cavaquinho" foi dedicada a Mário Cavaquinho (Mário Álvares da Conceição), um exímio cavaquinista, amigo de Nazareth (segundo Ary Vasconcelos, ele inventou o cavaquinho de cinco cordas e a bandurra de 14 cordas).
Em 1930 o autor gravou esta composição em disco de grande valor documental, que passou a servir de referência para novas execuções. Já classificado como choro, ganhou letra de Darci de Oliveira, em 1943, para ser gravado por Ademilde Fonseca:
Ainda me lembro, / Do meu tempo de criança, / Quando entrava numa dança, / Toda cheia de esperança, / De chinelinho e de trança, / Com Mané e o Zé da França, / Nunca tive na lembrança, / De rever esse chorinho.

E hoje ouvindo, / Neste choro a voz do pinho, / Relembrando o bom tempinho, / Da mamãe e do maninho, / Hoje sou ave sem ninho, / Sem família, sem carinho, / Mas sou bem feliz ouvindo, / O "Apanhei-te Cavaquinho"!

Hoje cantando o "Apanhei-te Cavaquinho", / Fico louca, fico quente, / Fico como um passarinho, / Sinto vontade de cantar a vida inteira, / Esta vida, eu levo de qualquer maneira, / Ouvindo a flauta, o cavaquinho e o violão, / Eu sinto que o meu coração, / Tem a cadência de um pandeiro, / Esqueço tudo e vou cantando com jeitinho, / Este chorinho, / Que é muito Brasileiro !

Hoje cantando o "Apanhei-te Cavaquinho", / Fico louca, fico quente, /Fico como um passarinho, / Sinto vontade de cantar a vida inteira, / Esta vida, eu levo de qualquer maneira, / Ouvindo a flauta, o cavaquinho e o violão, / Eu sinto que o meu coração, / Tem a cadência de um pandeiro, / Esqueço tudo e vou cantando com jeitinho, / Este chorinho, / Que é muito Brasileiro !...
Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34
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sábado, 4 de agosto de 2007

Odeon

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Enesto Nazareth ouviu os sons que vinham da rua, tocados por nossos músicos populares, e os levou para o piano, dando-lhes roupagem requintada. Sua obra se situa, assim, na fronteira do popular com o erudito, transitando à vontade pelas duas áreas. Em nada destoa se interpretada por um concertista, como Arthur Moreira Lima, ou um chorão como Jacó do Bandolim.

O espírito do choro estará sempre presente, estilizado nas teclas do primeiro ou voltando às origens nas cordas do segundo. E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, à qual pertence "Odeon". Obra-prima no gênero, este tango é apenas mais uma das inúmeras peças de Nazareth em que "melodia, harmonia e ritmo se entrosam de maneira quase espontânea, com refinamento de expressão", como opina o pianista-musicólogo Aloysio de Alencar Pinto.

"Odeon" é dedicado à empresa Zambelli & Cia., dona do cinema homenageado no título, onde o autor tocou na sala de espera. Localizado na Avenida Rio Branco 137, possuía duas salas de projeção e considerado um dos "mais chics cinematógraphos do Rio de Janeíro". Em 1968, a pedido de Nara Leão, Vinícius de Moraes fez uma letra para "Odeon"(clique aqui para escutar o midi Odeon) :

Ai, quem me dera / O meu chorinho / Tanto tempo abandonado / E a melancolia que eu sentia / Quando ouvia / Ele fazer tanto chorar / Ai, nem me lembro / Há tanto, tanto / Todo o encanto / De um passado / Que era lindo / Era triste, era bom / Igualzinho a um chorinho/ Chamado Odeon.
Terçando flauta e cavaquinho / Meu chorinho se desata / Tira da canção do violão / Esse bordão / Que me dá vida / Que me mata / É só carinho / O meu chorinho / Quando pega e chega / Assim devagarzinho / Meia-luz, meia-voz, meio tom / Meu chorinho chamado Odeon
Ah, vem depressa / Chorinho querido, vem / Mostrar a graça / Que o choro sentido tem / Quanto tempo passou / Quanta coisa mudou / Já ninguém chora mais por ninguém / Ah, quem diria que um dia / Chorinho meu, você viria / Com a graça que o amor lhe deu / Pra dizer "não faz mal / Tanto faz, tanto fez / Eu voltei pra chorar com vocês"
Chora bastante meu chorinho / Teu chorinho de saudade / Diz ao bandolim pra não tocar / Tão lindo assim / Porque parece até maldade / Ai, meu chorinho / Eu só queria / Transformar em realidade / A poesia / Ai, que lindo, ai, que triste, ai, que bom / De um chorinho chamado Odeon
Chorinho antigo, chorinho amigo / Eu até hoje ainda percebo essa ilusão / Essa saudade que vai comigo / E até parece aquela prece / Que sai só do coração / Se eu pudesse recordar / E ser criança / Se eu pudesse renovar / Minha esperança / Se eu pudesse me lembrar / Como se dança / Esse chorinho / Que hoje em dia Ninguém sabe mais.
Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34
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quinta-feira, 5 de julho de 2007

Ernesto Nazareth

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"Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender melhor a alma brasileira", disse o compositor francês Darius Milhaud sobre Ernesto Nazareth, carioca que fixou o "tango brasileiro" e outros gêneros musicais do Rio de Janeiro de seu tempo. Ernesto Júlio de Nazareth nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 20 de março de 1863, e estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições, apresentava-se como "pianeiro em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais. Entre 1920 e 1924, muitos personagens ilustres iam ao cinema Odeon apenas para ouvi-lo. Compunha, lecionava e vivia do piano. Suas partituras era vendidas aos milhares, mas não lhe garantiam a sobrevivência, pela falta de ordenamento dos direitos autorais. Em 14 de julho de 1886, casou-se com Teodora Amália de Meireles, e a ela dedicou a valsa Dora, inédita até então.

Brejeiro, composto em 1893, uma de suas composições mais famosas, é considerado o marco do tango brasileiro. Em razão de dificuldades financeiras, Nazareth vendeu os direitos dessa peça para a Editora Fontes e Cia. por 50.000 réis, o qual chegou a ser gravado pela banda da Guarda Republicana de Paris. Embora tenha composto obras as quais denominou de tango-brasileiro, Nazareth fazia uma diferenciação entre o choro e o tango-brasileiro, esta por ele considerada música pura. Seus tangos-brasileiros têm a indicação metronômica de M.M. semínima igual a 80 batidas, já no choro, a indicação é de 100 batidas. Para mostrar essa diferença, Nazareth compôs o choro Apanhei-te cavaquinho. Foi uma das únicas composições que ele considerou como choro. O mesmo entendimento tinham Chiquinha Gonzaga, Antonio Calado, Alexandre Levy e outros.

Em 1898 realizou seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra, por iniciativa do Clube São Cristovão, do Rio de Janeiro. Trabalhou no Tesouro Nacional, como escriturário. Em 1917 morre sua filha, Maria de Lourdes, considerado o primeiro abalo dos inúmeros pelos quais passou em sua vida. Nesse mesmo ano, atuou como pianista na sala de espera do Cine Odeon, que foi por ele inaugurado. As pessoas lotavam para ouvi-lo tocar, mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango-brasileiro Odeon, inspirado naquele cinema. Em 1919 começou a trabalhar na Casa Carlos Gomes (mais tarde Carlos Wehrs). Executava as partituras que os fregueses se interessavam em comprar.

Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval, por um breve período, em 1920. Em 1922 interpretou Brejeiro, Nene, Bambino e Turuna no Instituto Nacional de Música, por iniciativa de Luciano Gallet. Participou como pianista, em 1923 da inauguração da Rádio M.E.C. (antiga Rádio Sociedade do Rio de Janeiro). Durante quase todo o ano de 1926 apresentou-se em São Paulo, capital e interior. Seus admiradores se uniram e deram-lhe um piano italiano de cauda Sanzin, que faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, Mário de Andrade fez uma conferência sobre sua obra na Sociedade de Cultura Artística, de São Paulo, SP. Retornou ao Rio de Janeiro em 1927, já apresentando sinais da surdez. Em 1929, morre sua mulher, o que lhe provocou profundo abalo.

Gravou para a fábrica Odeon, em 1930, o tango-brasileiro Escovando e o choro Apanhei-te Cavaquinho. Em 1932, fez várias excursões, principalmente para o sul do Brasil. Com o agravamento da surdez, tocava debruçado sobre o piano para conseguir ouvir sua própria música. Em 1933, apresentou graves perturbações mentais e foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha, sendo posteriormente transferido para a Colônia Juliano Moreira.

No ano seguinte fugiu e foi encontrado, 4 dias depois, afogado em uma represa. Há uma lenda segundo a qual ele teria sido encontrado morto debaixo de uma cachoeira. A sua postura era impressionante. Estava sentado, com a água lhe correndo por cima, com as mãos estendidas, como se estivesse tocando algum choro novo, que nunca mais poderemos ouvir... (Juvenal Fernandes, in Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda. AN-2087/88). Dele, disse Villa-Lobos: "Suas tendencias eram francamente para a composição romântica, pois Nazareth era um fervoroso entusiasta de Chopin." Querendo compor à maneira do mestre polonês e não possuindo a capacidade necessária para uma perfeita assimilação técnica, fez, sem o querer, coisa bem diferente e que nada mais é do que o incontestável padrão rítmico da música social brasileira. De qualquer maneira, Nazareth é uma das mais notáveis figuras da nossa música.

Entre os grandes admiradores da obra e da atuação como intérprete de Ernesto Nazareth, citam-se Arthur Rubinstein, o russo Miercio Orsowspk, Schelling (que levou suas composições, exibindo-as nos Estados Unidos e Europa), Henrique Oswald e Francisco Braga. Serviu de tema e de inspiração a Luciano Gallet, Darius Milhaud, Enani Braga, Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone e Radamés Gnatalli.

Faz parte do repertório de Eudóxia de Barros, Arnaldo Rebelo, Homero Magalhães, Ana Stella Schic, Roberto Szidon e Artur Moreira Lima, cujas interpretações eruditas dão à sua obra uma nova dimensão. Maria Tereza Madeira (piano) e Pedro Amorim (bandolim), lançaram, em 1997 o CD Sempre Nazareth, pela Kuarup. Ainda nesse ano foi lançado o CD-Rom Ernesto Nazaré, o Rei do Choro (selo CD-Arte), com mais de 300 imagens do compositor, depoimentos, notas, discografia, músicas, além de um álbum com 11 partituras para piano das suas principais obras.

Ernesto Nazareth significa uma caso raro de ligação entre o erudito e o popular: não é um erudito, na acepção da palavra, nem é um compositor apenas popular. Ora se percebe em sua obra um toque chopiniano, especialmente nas valsas, ora a vibração de uma polca ou de um choro entranhados do espírito brasileiro.

Somente uma pequena parte das mais de 200 peças para piano compostas por Ernesto Nazareth foi gravada. Suas composições mais conhecidas são: Apanhei-te cavaquinho (clique para escutar o midi), Ameno resedá (polcas), Confidências, Coração que sente, Expansiva, Turbilhão de beijos (valsas), Bambino, Brejeiro, Odeon (clique para o midi) e Duvidoso (tangos brasileiros).

Obra completa: Adieu, romance sem palavras, 1898; Adorável, valsa, inédita, s.d.; Alaor Prata, hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1924; Albíngia, valsa, inédita, s.d.; Alerta, polca, 1909; O alvorecer, tango de salão (no manuscrito original figura o título Ensimesmado), 1925; Ameno Resedá, polca, 1912; Apanhei-te, cavaquinho, polca, 1915; Arreliado, tango, inédito, s.d.; Arrojado, samba, 1920; Arrufos, xótis, anterior a 1900; Até que enfim, fox-trot, s.d.; Atlântico, tango, 1921; Atrevidinha, polca, 1889; Atrevido, tango, 1912; Bambino, tango, anterior a 1909; Batuque, tango característico, 1906; Beija-flor, polca, 1884; Beija-flor, tango brasileiro (com letra do autor), s.d.; Beijinho de moça, tango, inédito, s.d.; A bela Melusina, polca, 1888; Bernardo de Vasconcelos (Escola), hino, inédito, s.d.; Bicyclette Club, tango, 1899; Bom-bom, polca, anterior a 1900; Brejeira, valsa brasileira, inédita (extraída do tango Brejeiro), s.d.; Brejeiro, tango, 1893; Caçadora, polca, s.d.; Cacique, tango, 1899; Capricho, fantasia, inédito, s.d.; Cardosina, valsa, inédita, s.d.; Carioca, tango, 1913; Carneiro Leão (dr.), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1924; Catrapuz, tango, 1910; Cavaquinho, por que choras?, choro, 1926; Celestial, valsa, s.d.; Chave de ouro, tango, s.d.; Chile-Brasil, quadrilha, 1889; Comigo é na madeira, tango, inédito, 1930; Confidências, valsa, 1910; Coração que sente, valsa, 1905; Corbeille de fleurs, gavotte, 1889; Correta, polca, s.d.; Crê e espera, valsa, 1896; Crises em penca, samba brasileiro carnavalesco, inédito (letra e música de Toneser, anagrama de Ernesto), 1930; Cruz, perigo!!, polca, 1879; Cruzeiro, tango, inédito, s.d.; Cubanos, tango, inédito, s.d.; Cuera, polca-tango, 1913; Cutuba, tango, 1912; Cuiubinha, polca-lundu, 1893; De tarde, canção, inédita, (com versos de Augusto de Lima), s.d.; Delícia (Delight-fulness), fox-trot, 1925; Dengoso, maxixe, 1912; Desengonçado, tango, s.d.; Digo, tango característico, 1902; Dirce, valsa capricho, s.d.; Divina, valsa, 1910; Dor secreta, valsa, inédita, s.d.; Dora, valsa, inédita, 1900; Duvidoso, tango, anterior a 1910; Elegantíssima, valsa capricho; anterior a 1926; Elegia, morceau de salon para mão esquerda, inédita, s.d.; Elétrica, valsa rápida, 1913; Elite Club, valsa brilhante, 1900; Encantada, xótis, 1901; Encantador, tango brasileiro, inédito, s.d.; Eponina, valsa, anterior a 1912; Escorregando, tango brasileiro, s.d.; Escovado, tango, 1904; Espalhafatoso, tango, 1912; Españolita, valsa espanhola, s.d.; Está chumbado, tango, 1898; Ester Pereira de Melo (Escola), hino, inédito, s.d.; Eulina, polca, 1887-1888; Expansiva, valsa, 1912, Êxtase, romance, 1926; Exuberante, marcha carnavalesca, inédita, 1930; Faceira, valsa, 1920-1925; Fado brasileiro, inédito, 1925-1930; Famoso, tango, 1910; Fantástica, valsa brilhante, inédita, s.d.; Favorito, tango, anterior a 1909; Feitiço, tango, s.d.; Feitiço não mata, , chorinho carioca (letra de Ari Kerner), s.d.; Ferramenta, tango-fado português, 1905; Fidalga, valsa lenta, 1910; A flor dos meus sonhos, quadrilha, s.d.; Floraux, tango, 1909; Floriano Peixoto (Escola), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1922; A florista, cançoneta (com letra de Francisco Teles), 1909; Fon-fon, tango, anterior a 1910; A fonte de Lambari, polca, 1887; Fonte do suspiro, polca, 1882; Fora dos eixos, tango carnavalesco, 1926; Fraternidade, hino infantil, inédito, s.d.; Furinga, tango, 1898; O futurista, tango,1922; Garoto, tango, 1916; Gaúcho, tango (no manuscrito original figura o título São Paulo-Minas), s.d.; Gemendo, rindo e pulando, tango, 1921; Genial, valsa, 1900; Gentes, o imposto pegou?, polca, 1880; Gentil, xótis, 1898; Gotas de ouro, valsa, 1916; Gracietta, polca, 1880; As gracinhas de Nhonhô, polca, anterior a 1910; Guerreiro, tango, 1917; Helena, valsa, 1896; Henriette, valsa, 1901; Ideal, tango, 1905; If I Am not Mistaken, fox-trot, inédito, s.d.; Improviso, estudo para concerto, 1931; Insuperável, tango, 1919; Iolanda, valsa, 1925; Ipanema, marcha brasileira, s.d.; Íris, valsa, 1899; Jacaré, tango carnavalesco, 1921; Jangadeiro, tango, s.d.; Janota, choro brasileiro, s.d.; Julieta, quadrilha, anterior a 1910; Julieta, valsa, anterior a 1910; Julita, valsa, 1889; Labirinto, tango, 1917; Laço azul, valsa, anterior a 1910; Lamentos, meditação sentimental, inédita, s.d.; Magnífico, tango brasileiro, s.d.; Máguas, meditação, inédita, s.d.; Maly, tango-habanera, inédito, s.d.; Mandinga, tango, s.d.; Marcha fúnebre, 1927; Marcha heróica aos 18 do Forte, marcha, inédita, 1922; Mariazinha sentada na pedra, samba carnavalesco, inédito (com letra de Ernesto Nazareth), s.d.; Marieta, polca, anterior a 1889; Matuto, tango, 1917; Meigo, tango, 1921; Menino de ouro, tango, s.d.; Mercedes, mazurca de expressão, 1917; Mesquitinha, tango característico, 1910; 1922, tango brasileiro (no original manuscrito Samba para o Carnaval), 1922; Miosótis, tango, 1895; Não caio noutra!!!, polca, 1881; Não me fujas assim, polca, 1884; Nazaré, polca, anterior a 1900; Nenê, tango, 1895; No jardim, marcha infantil, inédita (1. A caminho, 2. Preparando a terra, 3. A semente, 4. O plantio, inacabado), s.d.; Noêmia, valsa, 1911; O nome dela, grande valsa brilhante, 1878; Noturno, inédito, 1914; Noturno, inédito, 1920; Nove de Julho, tango argentino, 1917; Nove de Maio, fox-trot, inédito, s.d.; O que há?, tango, 1921; Odeon, tango (com letra de Vinicius de Moraes, 1968), 1910; Onze de Maio, quadrilha, anterior a 1908; Orminda, valsa, 1897; Ouro sobre azul, tango, 1916; Pairando, tango, 1920; Paraíso, tango (estilo milonga), inédito, 1926; Pássaros em festa, valsa lenta, 1922; Paulicéia, como és formosa!, tango, 1921; Pedro II (Escola), hino, inédito (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), 1920; Pereira Passos (Escola), hino, inédito (com letra de Leôncio Correia), s.d.; Perigoso, tango brasileiro, anterior a 1909; Pierrot, tango, 1915; Pingüim, tango brasileiro, inédito (sua última composição), 1932; Pipoca, polca, 1895; Pirilampo, tango, 1903; Plangente, tango brasileiro, 1925; Plus ultra, fox-trot, inédito, s.d.; Podia ser pior, tango, 1916; Polca para mão esquerda (vide Tango para mão esquerda); Polonaise, inédita, 1908; Por que sofre?, tango meditativo, 19211; Primo-rosa, valsa, inédita, s.d.; Proeminente, tango brasileiro, s.d.; Quebra-cabeças, tango, s.d.; Quebradinha, polca, 1899; Ramirinho, tango, 1896; Ranzinza, tango, 1917; Rayon d'or, polca-tango, anterior a 1889, Rebuliço, tango, 1912; Recordações do passado, valsa, inédita, s.d.; Remando, tango, 1896; Resignação, valsa lenta, inédita, 1930; Respingando, tango, inédito, s.d.; Ressaca, tango, inédito, s.d.; Retumbante, tango, 1910; Rio de Janeiro, canção cívica (in Canto orfeônico, 1o. volume) (com letra de Leôncio Correia), arranjada para três vozes por Villa-Lobos, s.d.; Rosa Maria, valsa lenta, inédita, 1930; Sagaz, tango brasileiro, 1914; Salve, nações reunidas, hino (in Brasil cantando, por frei Pedro Sinzig) (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), s.d.; Samba carnavalesco, peça manuscrita não identificada, s.d.; Sarambeque, tango, 1916; Saudade, valsa, 1913; Saudades dos pagos, marcha-canção, inédita (com letra de Maria Mercedes Mendes Teixeira), s.d.; Saudades e saudades, marcha, 1921; Segredo, tango, 1896; Segredos de infância, valsa, inédita, s.d.; Sentimentos d'alma, valsa, inédita, s.d.; Soberano, tango, 1912; Suculento, samba brasileiro (com letra de Netuno) (no riginal Tango carnavalesco), 1919; Sustenta a nota, tango, 1919; Sutil, tango brasileiro, s.d.; Talismã, tango, 1914; Tango-habanera, peça manuscrita não identificada, s.d.; Tango para mão esquerda, inédito (no original, figura na 1a. parte a designação Polca para mão esquerda), s.d.; Tenebroso, tango, 1908; Os teus olhos cativam, polca, 1883; Thierry, tango, 1912; Time is Money, fox-trot, inédito, s.d.; Topázio líquido, tango, 1914; Travesso, tango, anterior a 1910; Tudo sobe, tango carnavalesco (com letra de Ernesto Nazareth), s.d.; Tupinambá, tango, 1916; Turbilhão de beijos, valsa lenta, 1908; Turuna, grande tango característico, 1899; Vem cá, Branquinha, tango, 1910; Vésper, valsa, 1901; Vitória, marcha aos aliados, inédita (com letra de José Moniz de Aragão), 1918; Vitorioso, tango, 1913; Você bem sabe, polca-lundu (sua primeira composição), 1877; Xangô, tango, 1921; Zica, valsa, 1899; Zizinha, polca, 1899.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil; Enciclopédia da Música Brasileira, Art Editora-PubliFolha, 1998; Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda; Nova História da Música Popular Brasileira, Abril Cultural, 1977.
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