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domingo, 12 de agosto de 2007

Casa de caboclo

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Os versos desta canção "Numa casa de caboco / um é pouco / dois é bom / três é demais", consagraram-se como um verdadeiro dito popular. Este fato, por si só, comprova a grande popularidade alcançada pela composição, que tornou conhecido o seu lançador, o então jovem cantor Gastão Formenti.
Autores de "Casa de Caboclo", Hekel Tavares e Luiz Peixoto acabaram inspirando, juntamente com Joubert de Carvalho, uma onda de canções sobre motivos sertanejos, que proliferou no final dos anos vinte. Como acontece muitas vezes a músicas de sucesso, houve à época do lançamento quem considerasse "Casa de Caboclo" plágio de um tema de Chiquinha Gonzaga, levando a discussão aos jornais. Daí a informação que figura em algumas de suas regravações: "Canção baseada em motivos de Chiquinha Gonzaga".

Casa de caboclo - C. Gonzaga, Luiz Peixoto e Heckel Tavares-- clique para ouvir amostra da música

(A)--------- Gb7--------- Bm--------- E7
Você tá vendo essa casinha simplesinha
-----------------------A-- E7-- A
Toda branca de sapê
-------------------------------E---------------- B7
Diz que ela véve no abandono não tem dono
---------------------------E7---- A
E se tem ninguém não vê
-------------Gb7--------- Bm--------------- E7
Uma roseira cobre a banda da varanda
------------------------A----- D
E num pé de cambuçá
-------------------------A--------------- E7
Quando o dia se alevanta Virge Santa
---------------------(A) (E) (A) (Db7) Gbm
Fica assim de sabiá
--------------------------Db7----------------- D7
Deixa falá toda essa gente maldizente
---------------------------Db7------ Gb7
Bem que tem um moradô
------------------------------B7 ----------------E7
Sabe quem mora dentro dela Zé Gazela
----------------------(A) (E) (A) (E) A
O maió dos cantadô
----------------Gb7------- Bm --------------E7
Quando Gazela viu siá Rita tão bonita
-----------------------A---- E7---- A
Pôs a mão no coração
---------------------------E------------------ B7
Ela pegou não disse nada deu risada
--------------------------E7----- A
Pondo os oinho no chão
------------Gb7----------- Bm --------------E7
E se casaram, mas um dia, que agonia
-----------------------------A ----------D
Quando em casa ele voltou
-----------------------A---------------- E7
Zé Gazela via siá Rita muito aflita
----------------------A (E) (A) (Db7) Gbm
Tava lá Mané Sinhô
---------------------------Db7-------------------- Gbm
Tem duas cruz entrelaçada bem na estrada
-----------------------Db7---- Gb7
Escrevero por detrás:
-----------------------B7----------------- E7
“Numa casa de caboclo um é pouco
--------------------------(A) (E) (A)
Dois é bom, três é demais”
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Lua branca

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"Compondo incessantemente, e oferecendo periodicamente ao público músicas saborosíssimas de caráter brasileiríssimo, Chiquinha Gonzaga conservou em toda sua longa existência a faculdade inalterável de imprimir às suas melodias um som enfeitiçador que as levava sempre ao fundo da alma dos que as ouviam.
Por isso, cada nova música sua era um êxito seguro. Vale lembrar até como bom exemplo uma certa canção que apresentou numa revista de Luis Peixoto e Carlos Bittencourt chamada “Forrobodó”, e que foi a canção marcante de uma peça em que dezenas de outras músicas se destacavam de modo especial. Mas a que perdurou por anos e anos foi a “Lua Branca” de Chiquinha Gonzaga" (Almirante em O Pessoal da Velha Guarda de 15/10/1947).

Lua branca - 1911 - Chiquinha Gonzaga---clique para ouvir amostra da música

(Am)------ E7------------------------ Am
Ó lua branca de fulgores e de encanto,
-----------A7--------------------------- Dm
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
-------------------------Dm6------- Am
vem tirar dos olhos meus, o pranto
---------------E7--------------------------- Am
Ai vem matar essa paixão que anda comigo,



------------------G7----------------------- C
Ai! Por quem és, desce do céu, ó lua branca
-------------A7------------------------------- Dm
Essa amargura do meu peito, ó vem e arranca
-----------------------Dm6------- Am
Dá-me o luar da tua compaixão
------------------E7--------------------- Am
Ó vem, por Deus, iluminar meu coração.



----------------E7----------------------- Am
E quantas vezes lá no céu me aparecias
----------A7-------------------------- Dm
A brilhar em noite calma e constelada,
---------------------Dm6------- Am
A sua luz então me surpreendia
-------------E7---------------------------- Am
Ajoelhado junto aos pés da minha amada



-------------G7----------------------- C
Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
--------------------A7------------------------- Dm
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo...
-----------------------Dm6------ Am
Ela partiu, me abandonou assim
------------E7---------------------------- (Am) (E7) (Am)
Ó lua branca, por quem és, tem dó de mim!...

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sábado, 4 de agosto de 2007

Corta-Jaca

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Conhecido desde 1895, quando foi lançado na opereta-burlesca "Zizinha Maxixe", o tango "Corta-Jaca", cujo título original é "Gaúcho", teve a popularidade redobrada nove anos depois, ao reaparecer na revista Cá e Lá. Comprovam o sucesso as oito gravações que recebeu entre 1904 e 1912 e sua apresentação, em 26.10.1914, numa recepção oficial no Palácio do Catete, então sede do Governo Federal. Na ocasião, foi interpretado pela primeira dama, Sra. Nair de Teffé, fato explorado como escândalo pela oposição.

"Corta-Jaca" ou "Dança do Corta-Jaca", como está classificado em uma de suas edições, é na verdade um maxixe bem sacudido, característica que muito contribuiu para o seu êxito. A fim de ser cantado em Cá e Lá, ganhou letra de Tito Martins e Bandeira de Gouveia, autores da peça ("Ai! Ai! Que bom cortar a jaca / Ai! Sim, meu bem ataca, sem descansar...").
Corta-Jaca - Chiquinha Gonzaga e Machado Careca---clique para ouvir amostra da música

Neste mundo de misérias / quem impera / é quem é mais folgazão. / É quem sabe cortar a jaca / nos requebros / de suprema, perfeição, perfeição.

Ai, ai, como é bom dançar, ai! / Corta-jaca assim, assim, assim / Mexe com o pé! / Ai, ai, tem feitiço tem, ai! / Corta meu benzinho assim, assim!

Esta dança é buliçosa / tão dengosa / que todos querem dançar / Não há ricas baronesas / nem marquesas / que não saibam requebrar, requebrar

Este passo tem feitiço / tal ouriço / Faz qualquer homem coió / Não há velho carrancudo / nem sisudo / que não caia em trololó, trololó

Quem me vê assim alegre / no Flamengo / por certo se há de render / Não resiste com certeza / este jeito de mexer
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Ò abre alas

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Continuava em moda no primeiro ano do século um repertório herdado de décadas anteriores, não se destacando uma só canção datada de 1901. São composições como As laranjas da Sabina, O gondoleiro do amor, Perdão Emília e uma marcha-rancho intitulada Ò abre alas, composta por Chiquinha Gonzaga em 1899. Esta despretensiosa marcha dedicada ao cordão Rosa de Ouro, tem todavia importância especial na obra de Chiquinha, pois lhe dá o pioneirismo da produção carnavalesca, antecipando-se em vinte anos à fixação do gênero. De acordo com Almirante, "Ò abre alas" foi a composição preferida dos foliões de 1901 e dos anos seguintes, até 1910 pelo menos.


Ò Abre Alas (clique para ouvir midi)
------------Dm---------A7--------Dm----------------------A7----------Dm
Ó Abre-Alas / Que eu quero passar / Ó Abre-Alas/ Que eu quero passar
-------------A7----------------Dm-------------A7--------------Dm------A7
Eu sou da Lira não posso negar / Eu sou da Lira não posso negar
-------------Dm-------A7-----Dm-------------------A7-----------Dm
Ò Abre-Alas que eu quero passar / Ó Abre-Alas que eu quero passar
---------------A7--------------Dm-------------A7----------------Dm
Rosa de Ouro é quem vai ganhar / Rosa de Ouro é quem vai ganhar

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quinta-feira, 5 de julho de 2007

Chiquinha Gonzaga

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Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges Neves Gonzaga), compositora e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro em 17/10/1847 e faleceu em 28/02/1935. Filha bastarda do marechal-de-campo José Basileu Neves Gonzaga e de Rosa Maria, mulata e mãe solteira, nasceu na Rua do Príncipe e estudou piano com o maestro Lobo. Aos 11 anos compôs sua primeira música, uma cantiga de Natal, “Canção dos Pastores”. Casou-se aos 13 anos, com o oficial de marinha mercante Jacinto Ribeiro do Amaral, escolhido por seus pais. Aos 18 anos abandonou o marido, levando consigo os filhos, e passou a viver com um engenheiro de estradas de ferro, de quem se separou pouco depois (figura ao lado: a jovem Francisca aos 18 anos).
Sozinha, ensinava piano para obter sustento. Através do flautista Callado, passou a viver a freqüentar as rodas dos chorões e a tocar em festas. Seu primeiro sucesso foi a polca “Atraente”, de 1877, composta ao piano, de improviso, durante uma festa em homenagem ao compositor Henrique Alves de Mesquita, que recebera do governo português a Comenda de São Tiago. Publicada pelo Imperial Estabelecimento de Pianos e Músicas, de Artur Napoleão e Leopoldo Miguez, tornou-se também êxito popular, chegando a ganhar uma letra anônima, que fazia referências ferinas ao estilo de vida da autora. Nessa época, aperfeiçoou seus conhecimentos de piano com Artur Napoleão. Desejando ingressar no teatro, meio até então fechado às mulheres, musicou o libreto de Artur Azevedo “Viagem ao Parnaso”, recusado por todos os empresários. Não desistiu, escrevendo e musicando a peça em um ato “Festa de São João”, em 1883.

Em 1887 promoveu no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro, um concerto de cem violões. Participou ativamente do movimento pela libertação dos escravos, vendendo suas partituras de porta em porta para angariar fundos destinados à Confederação Libertadora. Com o produto da venda de sua partitura “Caramuru”, em 1888, comprou a alforria do escravo músico José Flauta, antecipando-se de poucos meses à Lei Áurea. Ligou-se também à campanha pela proclamação da República.

Em 1897 compôs no ritmo rural estilizado do corta-jaca o tango “Gaúcho”, lançado na peça “Zizinha Maxixe”, de Machado Careca. Este, que fazia grande sucesso dançando o tango “Gaúcho” com sua parceira Maria Lino, quatro anos depois escreveu uma letra para a composição, que passou a se chamar “Corta-Jaca”. A música continuava sendo um êxito: foi incluída na revista luso-brasileira “Cá e lá”, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, por indicação da esposa do presidente Hermes da Fonseca, Nair de Tefé. Em 1899, a pedido do Cordão Rosa de Ouro, do Andaraí, escreveu a primeira marcha carnavalesca “Ò abre alas”.

Entre 1902 e 1910 fez várias viagens à Europa, percorrendo na primeira delas, Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Escócia. Em 1904 apresentou-se no salão Neuparth, de Lisboa, e na igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, Lisboa. Na sua terceira viagem a Portugal, em 1906, tornou-se bastante conhecida do público ao musicar várias peças portuguesas, entre elas “As três graças” (com Luís Galhardo) e “A bota do diabo” (com Avelino Andrade). Voltou ao Brasil em 1912, para assistir à estréia de “Forrobodó”, opereta em três atos de Luís Peixoto e Carlos Bittencourt, que musicou. A opereta teve 1.500 apresentações (figura ao lado: Chiquinha Gonzaga aos 78 anos).

Em 1915 musicou a peça “A sertaneja”, de Viriato Correia. A 27 de setembro de 1917 participou da fundação da sociedade arrecadadora SBAT. Em 1919 lançou uma campanha de fundos, destinada à construção de uma nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do “Hino Nacional Brasileiro”. Seu último trabalho data de 1933: a música da peça “Maria”, de Viriato Correia, Entre 1885 e 1933, musicou 77 peças teatrais, das quais cinco inéditas. Sua obra reúne composições nos mais variados gêneros: valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, quadrilhas, fados, gavotas, mazurcas, barcarolas, habaneras, serenatas e algumas músicas sacras.

Em 1984 foi lançada a biografia “Chiquinha Gonzaga, uma história de vida”, pela escritora Edinha Diniz (Ed. Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro), que revelou arquivo pessoal, inédito, cuidado durante décadas por Joãozinho Gonzaga. Em 1997, por ocasião dos 150 anos do seu nascimento, foram lançados o livro “Sofri e chorei... tive muito amor”, de Dalva Lazarone (Editora Nova Fronteira) e os CDs “Chiquinha com jazz”, do pianista e arranjador Antonio Adolfo, que inclui oito músicas inéditas, e “Chiquinha Gonzaga”, 150 anos”(Eldorado), da pianista Rosária Gatti.

Algumas obras com letras: Lua branca (clique para ouvir a música), Ò abre alas (clique para ouvir midi), Santa, Casa de caboclo, Machuca, A brasileira e Corta-Jaca (clique para ouvir a música),

Obra completa de Chiquinha:

À memória do general Osório, marcha fúnebre, A.N., s.d.; À Nossa Senhora das Dores, 1909; Ada, polca, s.d.; Agnus-Dei, s.d.; Água do vintém, tango, B.G., s.d.; Aguará (Garça vermelha), valsa para flauta, 1932; Aguará, valsa para piano, s.d.; Ai, morena, B.G.. s.d.; Ai, que broma! (com Ernesto Matoso), bolero, 1885; Alegre-se, viúva, B.G., s.d.; Amarguras (com Paulo Araújo), balada, s.d.; Amendoim, cançoneta, s.d.; Amor (com João de Deus Falcão), canção, s.d.; Angá (Antoinette), mazurca, s.d.; Angá-catu-rama, rancheira, 1932; L'Ange du Seigneur, s.d.; Angelitude (com Gonzaga Filho), s.d.; Animatógrafo, valsa, s.d.; Anita, polca, B.G.. s.d.; Aracê (O dia sai), choro, 1932; Araribóia, polca, s.d.; Arcádia, B.G, s.d.; Ari (Filha do céu), valsa, s.d.; Atraente, polca, A.N., 1877; Aurora, fado, 1909; Ave Maria, 1909; A avezinha (com Mário Monteiro), serenata, 1917; A baiana dos pastéis, A.E., s.d.; Balada, s.d.; O bandolim, s.d.; Barcarola, s.d.; O beijo (com J.Brito), canção, s.d.; Beijos (com Luís Murat e Alfredo de Sousa), s.d.; Beijos do céu (Um sonho) (com Raimundo Correia), romance, B.G., s.d.; A bela jardineira, valsa, B.G., s.d.; Bela rosa (com Cardoso Júnior), modinha, s.d.; Bella fanciulla io t'amo, valsa, V.M., s.d.; Bijou, tango, N.S., 1909; Bionne, tango, B.G., s.d.; Borboleta, valsa-choro, 1932; A bota do diabo (com Avelino de Andrade), maxixe, 1907; O boulevard da imprensa, s.d.; A brasileira (com José Sena), canção, A.E., 1910; Brasileira, B.G., s.d.; Burro de carga, B.G., s.d.; Cá por cousas (com Oscar Pedrneiras), V.M., s.d.; Cá e lá, tango, s.d.; Camila, polca, A.N., 1884; Cananéia, valsa, B.G., 1913; Canção brasileira (com Carlos Galhardo), canção, s.d.; Canção de Lauro (com Viriato Correia), canção, 1933, Candomblé (com Augusto de Castro), batuque, 1888; Caobimpará (Mar azul), polca, s.d.; Caramuru, B.G., 1888; Carijó, choro, s.d.; Carioca, polca, s.d.; Cariri, valsa, s.d.; Carlindo, B.G., s.d.; Carlos Gomes, valsa, A.N., s.d.; Carmencita, B.G., s.d.; Carnavalesco (com Luís Peixoto e C. Cordeiro), dobrado, s.d.; Carta à Zitinha (com Filinto Almeida), B.G., s.d.; Casa de caboclo (com Luís Peixoto), V.M., s.d.; Catita, polca, B.G., s.d.; Ceci, valsa, s.d.; Coco velho, 1902; O coió (com Luís Ribeiro), B.G., s.d.; Colégio de senhoritas (Os pombos) (com Paulo Araújo), dueto, s.d.; Compensação (com Orlando Teixeira), cançoneta, s.d.; Conspiradores, B.G., s.d.; Cora (com Furtado Coelho), romance, s.d.; Corcundinha (com Viriato Correia), canção, 1919; Corta-jaca, 1901; A corte na roça (com Francisco Sodré), balada, B.G., 1885; O cozinheiro, canção, s.d.; Cuatemoc (com Avelino de Andrade), marcha, s.d.; Cubanita, B.G., s.d.; Dama de ouros, valsa, B.G., s.d.; Dança brasileira, polca, 1892; Dança das fadas, valsa, B.G., s.d.; Dança n. 1 (tempo de minueto). s.d.; Dança n. 2, s.d.; Day-break, B.G., s.d.; Democrático, s.d.; Desalento, valsa, A.N., s.d.; Desejos (com Esculápio), V.M., s.d.; A desfilada dos mortos (com Paulo Araújo), hino, s.d.; Deus de fogo, B.G., 1888; Diabinho, tango, A.N., s.d.; Diálogo, valsa-canção, s.d.; Diário de notícias, polca, B.G., s.d.; Djanira, polca, B.G., s.d.; Doce fado, fado, s.d.; Dona Adelaide (com Patrocínio Filho), B.G., s.d.; Duas horas (Oh! Mon étoile). A.N., s.d.; Dueto de amor, s.d.; Duquesne, marcha, s.d.; É enorme, polca, B.G., s.d.; Eis a sedutora, B.G., s.d.; Elvira (com Bruno Nunes), B.G., s.d.; Em guarda, B.G., s.d.; Escandanhas/Mulata (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), 1912; O esfolado (com Raul Pederneiras e Vicente Reis), 1902; Espanha e o Brasil (com Patrocínio Filho), V.M., s.d.; Estrela-d'alva (com Mário Monteiro), fado, 1920; Eu já volto, polca, B.G., s.d.; Eu te adoro, tango, 1886; Eu te amo, B.G., s.d.; Evoé, B.G., s.d.; Faceira, B.G., s.d., Faceira, escuta, R.B., s.d.; Um fado, s.d.; Fado de Coimbra, s.d.; Falena, valsa, B.G., s.d.; Fani, valsa, B.G., s.d.; Fantasia, s.d.; Feijoada do Brasil, A.N., s.d., Fênix, B.G., s.d.; Feno de Atkinsons, valsa, s.d.; Festa de São João, romance, 1883; A fiandeira (com Maria Cunha), raconto, s.d.; A filha da noite, polca, B.G., s.d.; Fogo-foguinho (com Viriato Correia), 1919; Foi um sonho (com Ernesto de Sousa), s.d.; Forrobodó (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), 1912; Gaúcho (Corta-jaca), tango, V.M., 1897; Genéia (com Paulo Araújo), valsa-canção, s.d.; General Osório, B.G., s.d.; Gondoleira, s.d.; Gonza (Manobras do amor) (com Osório Duque Estrada), s.d.; Grata esperança, valsa, B.G., s.d.; Gruta das flores, polca, B.G., s.d.; Guaianases, polca, s.d.; Guasca, polca, s.d.; A guitarra (com Raul Pederneiras), fado, s.d.; Há alguma novidade? (com Moreiro Sampaio), cançoneta, s.d.; Habanera, s.d.; Harmonia das esferas, valsa, A.N., s.d.; Harmonias do coração, valsa, A.N., s.d.; Heloísa, valsa, B.G., s.d.; Heróica, marcha, s.d.; Hip, B.G., s.d.; Iaiá fazendo etc e tal (com Almeida Júnior), V.M., s.d.; Iara, valsa, B.G., s.d.; Invocação, s.d.; Ismênia, valsa, A.N., s.d.; Itararé, polca, B.G., s.d.; Jagunço, tango, A.N., s.d.; A Jandira (com Rubem Gil e Alfredo Breda), canção, 1921; Janiquinha, B.G., s.d.; Júlia, A.N., s.d.; Juraci, valsa, B.G., s.d.; A juriti (com Viriato Correia), prelúdio, 1919; Laurita, B.G., s.d.; Leontina, B.G., s.d.; Lídia (com Batista Cardoso Júnior), 1902; Linda Morena, valsa, s.d.; Lua branca, V.M, 1912; Machuca (com Patrocínio Filho), s.d.; Manhãs de amor (com C. C.), A.N., s.d.; O mar (com Holanda Cunha), balada, s.d.; Marcha do cordão, marcha, s.d.; Meditação, habanera, 1893; Meia-noite, polca, B.G., s.d.; Menina faceira, canção, s.d.; Os mineiros, chula, s.d.; Minha pátria, B.G., s.d.; Minho em festa (com Cândido Costa), romance, s.d.; Morena (com Guerra Junqueiro), B.G., s.d.; Morena, morena (com Ernesto de Sousa), B.G., s.d.; Morgadinha, polca, N.C., s.s.; A mulatinha (com Patrocínio Filho), B.G., s.d.; Mulher-homem, polca, B.G., s.d.; Musiciana, polca, B.G., 1885; Os namorados da lua, B.G. s.d.; O namoro (com Frederico Júnior), B.G., s.d.; Não insistas, rapariga, polca, A.N., 1881; Não morreu, polca, s.d.; Não se impressione (com Luís Peixoto e Carlos Bittencourt), tango, 1912; Não sonhes (com Lutegarda Caires), romance, s.d.; Não venhas (com Batista Coelho e Batista Cardoso Júnior), 1902; A noite, gavota, s.d.; A noiva, valsa-canção, s.d.; Noivado (com Lúcio de Mendonça), s.d.; Nossa Senhora das Dores, s.d.; Nu e cru (com Antonio Quintiliano), 1907; Ò abre-alas, marcha carnavalesca, 1899; Oh! Não me iludas, I.B., s.d.; Os Oito Batutas, tango, s.d.; Os olhos dela, polca, A.N., s.d.; Olhos irresistíveis, polca, s.d.; Ortruda, valsa, A.N., s.d.; O padre Amaro, valsa, B.G., s.d.; Uma página triste, s.d.; Palaciana, marcha, s.d.; Para a cera do Santíssimo (com Artur Azevedo), B.G., s.d.; Paraguaçu, choro, s.d.; Os passos no choro, polca, 1911; Pedrinho (com Batista Cardoso Júnior), 1902; O perdão (com Avelino Andrade), romance, s.d.; A peroba (com Antonio Quintiliano), s.d.; Piu-dudo (Beija-flor), batuque, 1889; Plangente, valsa, s.d.; Platina, valsa, s.d.; Poesia e amor (com Cassimiro de Abreu), s.d.; Polca militar, polca, B.G., s.d.; As pombas (com Raimundo Correia), B.G., s.d.; Por que choras (com Vitor Cunha), romance, s.d.; Os portugueses (com Batista Cardoso Júnior), 1902; Prece à Virgem, s.d.; Prelúdio, s.d.; Primeira gaivota, B.G., s.d.; Promessa (com Paulo Araújo), valsa-canção, s.d.; Psiquê, choro, s.d.; Pudesse essa paixão (com Álvaro Colás), valsa, 1913; Pwhó-Pequim, B.G., s.d.; O que é - simpatia (com Casimiro de Abreu), s.d.; Radiante, polca, s.d.; A redentora, hino, 1888; Redes ao mar (com Mário Monteiro), barcarola, s.d.; A República, B.G., s.d.; Robertinha, valsa, B.G., s.d.; Roda, ioiô (com Ernesto de Sousa), s.d.; Romeu e Julieta (Mário e Beatriz) (com Renato Viana), dueto. s.d.; Rondolini-rondolinão (com Oscar Pederneiras), s.d.; Rosa, valsa, B.G., s.d.; Sabiá da mata, polca, s.d.; Saci Pererê, s.d.; Saci-pererê, batuque, s.d.; Sada, tango, s.d.; Santa (com Alberto de Oliveira), B.G., s.d.; São Paulo, tango, 1902; Satã, lundu, 1891; Saudade, valsa, s.d.; SBAT, 1917; Se o ferreta está de veneta, polca, B.G., s.d.; Sedutor, tango, s.d.; Sereia (com Aluísio Azevedo), balada, s.d.; Serenata (com Aluísio Azevedo), balada, s.d.; A sertaneja (com Viriato Correia), desafio, 1915; O sertanejo (com Antonio Quintiliano), 1907; Si fuera verdad, s.d.; Só na flauta, polca, 1911; Só no choro, s.d.; Soberano, B.G., s.d.; Sonhando, habanera, A.N., 1897; A sorte grande (com A. Armando), canção, s.d.; Sultana, polca, A.N., 1882; Suspiro, tango, A.N., s.d.; Os talheres (com Antonio Quintiliano), cançoneta, 1907; Tambiquererê, B.G., s.d.; Tamoio, choro. s.d.; Tango brasileiro, 1880; Tango característico, 1887; Tapuia, choro, s.d.; Te amo, 1911; Techi, romance, s.d.; Teu sorriso, polca, A.N., s.s.; Teus olhares (com Avelino Andrade), canção, s.d.; Tim-tim, B.G., s.d.; Timbira, valsa, s.d.; Toujours et encore, polca, B.G., s.d.; As três Graças (com Luís Galhardo), fado, 1906; As tricanas de Coimbra, fado, s.d.; Trigueira (com Júlio Dinis), s.d.; Tuniquins, valsa, s.d.; Tupã, tango, 1890; Tupi, valsa, s.d.; Tupiniquina, valsa, s.d.; Valquíria, valsa, B.G., 1885; Vamos à missa, s.d.; Vida ou morte, dobrado, s.d.; Vilancete (com Haddock Lobo), balada, s.d.; Vinde!, vinde!, s.d.; La violette, s.d.; Viva la gracia, valsa, B.G., s.d.; Viva o Carnaval, polca, B.G., 1884; Viver e folgar (Filha do Guedes), valsa, B.G., s.d.; Vou dar um banho em minha sogra, polca, A.N., s.d.; Xi!, B.G., s.d.; Yo te adoro!, B.G. , s.d.

Fontes: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Enciclopédia da Música Brasileira- Art Editora e Publifolha

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