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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Lord Alisa, do Clube dos Democráticos

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Foto da homenagem que, em maio de 1924, foi prestada a Lord Alisa, pelo Grupo da
Arrancada, filiado ao Clube dos Democráticos (Biblioteca Amadeu Amaral - FUNARTE).

Quando Vicente Alfredo Duarte Felix, depois de ter sua proposta de admissão no ‘castelo’ aprovada, — não formalmente, apenas, mas com grande júbilo — veio a ganhar o título de Lord Alisa, não botou banca de nobreza. Pelo contrário. Foi justamente em virtude dessa honraria carnavalesca que se sentiu autenticado como Democrata. E operoso, realizador, passou a trabalhar com denodo para a grandeza do clube alvinegro. Seus encargos como gerente do Correio da Manhã eram muitos e absorventes. Mesmo assim, ele conseguia meios e modos de se dedicar, por igual, à empresa jornalística e à sua agremiação. Servia, e bem, há dois anos, tal como o Arlequim de Goldoni.

Graças ao desvelo com que cuidava de suas obrigações nos dois setores — o da imprensa e o do Carnaval — Duarte Felix e Lord Alisa, nomes diversos de uma só pessoa, carreavam para um e outro louvores e admiração. Edmundo Bittencourt, e depois o filho Paulo, tinham em Felix o seu braço direito. O Clube dos Democráticos venerava-o e ao fazê-lo presidente perpétuo mostrava a gratidão de todo seu quadro social ao companheiro Lord Alisa, o ‘carapicu’ a quem se devia o apogeu da sociedade. Fez-se credor, portanto, das carinhosas homenagens que teve ao morrer. Merecia levar, dentro do esquife, como levou, junto com as bandeiras de Portugal, sua pátria, e do Brasil, no qual viveu amando-o e trabalhando, a do grêmio carnavalesco por ele engrandecido.

No princípio a tesoura

Português, de Monsa, no Alentejo, onde nasceu a 20 de fevereiro de 1869, Duarte Felix depois de já ter estado no Brasil por algum tempo, retornou à sua terra. Pouco depois, com 27 anos de idade, casado com dona Maria da Conceição, aqui estava novamente e para se fixar em definitivo. Trazia como cabedal os apetrechos de seu ofício de alfaiate: tesoura, agulha, giz e esquadro. Tendo como principal freguesia a gente de teatro e com sua vocação para o palco, conseguiu fazer-se ator e integrar alguns elencos. Um dia, porém, — como disse Luiz Palmeirim em discurso que proferiu no enterramento de Duarte Felix — “compreendeu que não devia mais pintar a cara”, e deixou a ribalta. Eugenio da Silveira, que editava o União Portuguesa, chama-o para administrar o seu jornal. Duarte Felix se desempenha bem no novo mister, mostrando aptidão para o cargo.

Sabedor de sua competência, Edmundo, que era freguês de uma barbearia na Rua do Ouvidor, ao lado do Correio da Manhã, ali conheceu Duarte Felix e o convidou para gerente de seu matutino. Ativo, trabalhador, em pouco tempo evidenciava tino administrativo. Firmara a situação econômica da empresa, que se transferiu para um grande prédio no largo da Carioca e, mais tarde, na Avenida Gomes Freire estabelecia sede própria. Tudo isso acontecendo com Felix já feito associado do Clube dos Democráticos, onde, pelo hábito de passar a mão carinhosamente no ombro das pessoas com quem falava, ganhara o clássico título de Lord Alisa e em cuja agremiação entrara por influência de Edmundo que já era sócio benemérito.

Baluarte e incansável

Logo depois de ter assumido a gerência do Correio, em 1904, Duarte Felix tornava-se Democrático. Eleito presidente, no seu feitio de realizador, começou a marcar sua atuação no ‘castelo’ (sede do clube) com grandes iniciativas. Do prédio da Rua dos Andradas, em frente ao largo do Rosário, onde a sociedade já possuía confortável salão para seus ‘maxixéticos forrobodós’, transferiu-a para a Rua do Passeio nº 62, esquina da Rua das Marrecas. Mudança que se constituiu, como seria justo, em notório acontecimento, ensejou aos consócios de Felix exaltar seus merecimentos.

No dia 11 de setembro de 1920 um gritante puff de quase página inteira do Correio da Manhã glorificava-o: “O grande Lord Alisa! — Foi ele que a idéia deu / E foi seu executor... / Desde a planta concebeu! / Foi arquiteto, feitor / Mestre d’obras, carpinteiro; / Foi tudo num tempo só! / Foi Alisa, pois, o obreiro! / Levantou paredes, pó!”

Sempre numa constante de empreendimentos que alçavam os ‘carapicus’ a uma superioridade flagrante sobre os seus coirmãos ‘gatos’ e ‘baetas’, Vicente Duarte Felix jamais poderia deixar de presidi-los. Daí sob aclamações vibrantes de toda a assembléia, ser-lhe outorgada a perpetuidade no cargo, gesto que vieram a repetir em relação a Alfredo Silva (Lord Carta Branca), seu substituto no posto e exercendo-o até hoje.

Mas, embora a instalação do clube na Rua do Passeio lhe proporcionasse outro ótimo salão e conforto, o presidente Felix planejava a aquisição de casa própria. Comprou então um terreno na Avenida Gomes Freire nº 471, mas, tendo-se em conta a cordialidade reinante entre Democráticos e o Correio da Manhã, foi a este cedido e a sociedade adquiriu outro na rua do Riachuelo nº 93.

E lá está, imponente, o ‘castelo’ dos alvinegros, inaugurado festivamente no dia 30 de dezembro de 1930 por Alfredo Alves da Silva e com a presença de Adolfo Bergamini, então interventor no Distrito Federal. Duarte Felix, que havia morrido a 8 de junho de 1929, não teve o prazer de vê-lo concluído.

Morre um perpétuo, elege-se outro

Com o falecimento de Duarte Felix, perdia o veterano Clube dos Democráticos, fundado a 19 de janeiro de 1867, por General Topázio, Frei Mochila, José do Beco e outros foliões, o grande baluarte que foi o Lord Alisa. Acompanhando o seu esquife, que saiu com um numeroso cortejo da Avenida Marechal Trompowsky — e antes de baixar à sepultura passou em frente ao ‘castelo’ na Rua do Passeio, e ao Correio da Manhã, no largo da Carioca — os carnavalescos da agremiação choravam o denodado presidente. A perpetuidade que eles haviam conferido ao consócio para tê-lo sempre na liderança dos ‘carapicus’ estava finda e Pádua de Vasconcelos, secretário-geral da sociedade, externava, em sentida oração proferida no cemitério, o sentir dos alvinegros.

Havia, no entanto, nas hostes dos Democráticos, tantas vezes vitoriosos nas pugnas de Momo, um antigo companheiro da diretoria presidida pelo saudoso Lord Alisa, que viria a substituí-lo. Impregnado do mesmo amor ao clube, Lord Carta Branca, então tesoureiro, viu seu nome e seu título carnavalesco terem o sufrágio unânime de uma assembléia que, na mesma expansão de muitos anos antes, dava-lhe a presidência perpétua do ‘castelo’.

Continuou, assim, o Clube dos Democráticos a manter sua tradição e a fazer desfilar na terça-feira de Carnaval seus préstitos alegóricos. Tudo com o mesmo esplendor do tempo em que Lord Alisa deles participava, empunhando o estandarte preto e branco e agradecendo desvanecido os aplausos do povo.

(O Jornal, 7/02/65)
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Fonte: Figuras e Coisas do Carnaval Carioca / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007. 326p. :il.
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Manuel Cavanelas e o Clube dos Fenianos

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Manuel Cavanelas
Hoje, os clubes carnavalescos tendo ajuda oficial (embora reconhecidamente precária) não mais recorrem aos tradicionais ‘livros de ouro’ ou ‘rateios para ajudar’, como era de praxe antigamente. E os que ainda o fazem não se empenham com grande afã, na dobadoura de outros tempos. Cuidam, isto sim, de diligenciar ativamente junto aos deputados e da gente que pode influir na majoração do ‘tutu’ governamental. Conseqüentemente são poucos os ‘beneméritos’, os que prazeirosamente ‘pagam pra festa’.

O Carnaval carioca, no entanto já teve entusiastas fervorosos, foliões bem forrados do ‘arame’ que na hora do aperto salvavam a atuação e asseguravam a presença de seu grêmio nos festejos de Momo.

Manuel Cavanelas foi um deles, O Clube dos Fenianos, onde com seu irmão Miguel (o Minó) foram figuras da primeira linha sempre integradas em suas diretorias, deve-lhe muitos dos triunfos alcançados nos renhidos desfiles das terças-feiras gordas. Seu nome era certo e assíduo no rateio para a confecção do préstito, não com determinada quantia, mas com um clássico “o que faltar”, ou seja, todo o dinheiro necessário para completar a despesa.

Um “gatarrão” alvirrubro

Tendo ingressado no Clube dos Fenianos — que foi fundado em 8 de dezembro de 1869 — poucos anos antes da proclamação da República, o espanhol Manuel Cavanelas tornou-se num dos mais aguerridos sócios dessa agremiação. Por isso, quando Mauro de Almeida numa sucinta biografia, publicada no Diário Carioca em dezembro de 1928, o classificou de “gatarrão”, e de “carnavalesco do tempo da coroa”, situou-o cronologicamente certo e deu-lhe o aumentativo merecido. Dentre todos os ‘gatos’ (apelido ainda hoje dos que fazem parte da veterana sociedade alvirrubra do Carnaval carioca) Cavanelas era reconhecidamente o mais entusiasta. Queria que o seu clube desfilasse com alegorias vistosas, com críticas ferinas. E tudo fartamente iluminado com “fogos bem vermelhos”.

Na época da preparação dos carros discutia com Fiúza Guimarães, com André Vento ou com qualquer outro cenógrafo contratado pelo clube, os croquis apresentados. Fazia sugestões, recomendava o bastante emprego de ‘brilhantinas’ para fazer efeito no desfile noturno e, segundo informe do hoje aposentado Braço Forte (Joaquim Lourenço), interessava-se em especial pelas críticas. Depois, com o préstito já em confecção na antiga cocheira da Travessa das Partilhas (que o proprietário Brito das Andorinhas cedia gratuitamente) lá era encontrado o Cavanelas, diariamente e por muitas horas. Ajudava o pessoal, dava a bronca ao sentir diminuir o ritmo do trabalho, mas ao vê-lo em atividade ‘molhava a mão’ de todos com algumas pratas para uma cervejinha.

Fidelidade ao ‘poleiro’

Quando em 1928 houve uma cisão no Clube dos Fenianos e um grupo de associados do qual fazia parte Manduca da Praia, Chaby, Patativa e alguns mais fundou o Congresso dos Fenianos, Manuel Cavanelas não o acompanhou. Seu irmão Miguel seguiu com os dissidentes, ele porém continuou fiel ao ‘poleiro’ (nome que tem a sede da agremiação). Foi então que seu grande amor ao pavilhão encarnado-e-branco e ornado com um fulgurante Sol (símbolo da sociedade) recrudesceu em toda a pujança. Além dos velhos rivais, Democráticos e Tenentes, com os quais vinham competindo havia muitas dezenas de anos era preciso vencer principalmente o novo e que saíra de suas hostes.

Longe de se intimidar, alardeando sua riqueza repetiu a máxima que empregava nos momentos decisivos: “Quando um bolso ainda não está vazio o outro já está transbordando”. E enquanto diretores faziam o orçamento, calculavam o custo das alegorias e das críticas, Manuel sem se impressionar com as dezenas de contos de réis em debate disse apenas, tranqüilamente: “vejam lá o que me toca”. Minutos após, iniciada a coleta das assinaturas, que eram seguidas da quantia subscrita, Cavanelas, acostumado a tal gesto, escrevia rapidamente o seu nome e punha o rotineiro “o que faltar”. Desta feita, quando estava em jogo a tradição feniana, o quantum seria bem maior, mas isso não o intimidava nem o levaria a modificar o lançamento realizado.

Deu um recreio e ganhou uma rua

Manuel Barreiro Cavanelas, carnavalesco, incentivador e baluarte do Clube dos Fenianos, que por muitas vezes com o seu clássico “o que faltar” concorreu para o brilhantismo dessa sociedade, não foi apenas um “gatarrão”. Além de ‘grande benemérito’ da Sociedad Española de Beneficencia, alguns anos antes de sua morte, ocorrida a 22 de agosto de 1950, fez construir na Tijuca (e ainda lá se encontra) o Recreio dos Anciãos para dar uma vida tranqüila aos velhos necessitados e sem família. Evitando a característica de asilo, tornou-o verdadeiramente um retiro sem regimento rígido, e capaz de proporcionar vida agradável da qual ele próprio passou a desfrutar como um dos internados. Longe da azáfama foliônica ali tinha como distração predileta fazer bengalas de bambu que distribuía com seus companheiros.

Mais tarde, um decreto municipal (nº 12.948), de 3 de setembro de 1955, dava o nome de Manuel Cavanelas à antiga Rua Suruí, na estação de Brás de Pina. Os subúrbios leopoldinenses que já tinham a Avenida dos Democráticos prestavam nova homenagem ao Carnaval carioca. O apego à tradição, como seria de esperar, fez restrições à substituição provocando longa carta do sr. Benjamim Iglezias Malvar a O Globo na qual em minuciosa e fiel história da vida de Cavanelas mostrava a injustiça da denominação. Não era apenas o paredro feniano, o homem que assinava solenemente “o que faltar” para assegurar a presença de seu clube nas lides de Momo o alvo da distinção.

Prestava-se também e principalmente gratidão ao filantropo simples, infenso a honrarias, repelindo sempre o tratamento de conde que o Vaticano lhe outorgara por seus atos de benemerência.

(O Jornal, 3/01/65) 

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Fonte: Figuras e Coisas do Carnaval Carioca / Jota Efegê: apresentação de Artur da Távola. —2. ed. — Rio de Janeiro: Funarte, 2007. 326p. :il.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Neguinho da Beija-Flor

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Neguinho da Beija-Flor (Luís Antônio Feliciano Marcondes), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29/6/1949. Aprendeu música com seu pai, Benedito Marcondes, pistonista da Orquestra Tabajara, em Vila Isabel.

A família mudou-se para Nova Iguaçu RJ e, depois, para Nilópolis RJ. Aos dez anos, ganhou duas latas de goiabada em um concurso musical, cantando um samba de Jamelão.

Em 1975 tornou-se puxador oficial dos sambas-enredo da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis. No ano seguinte, ganhou seu primeiro título no Carnaval carioca, com o samba-enredo Sonhar com rei dá leão.

Lançou seu primeiro disco em 1980: Vida no peito (CBS). Em seguida, lançou os LPs Meu sorriso (CBS) e Quem te ama sou eu (Polygram), entre outros. Ganhou o Prêmio Sharp como melhor cantor de samba em 1991, e em 1994 a Polygram lançou seu CD Neguinho da Beija-Flor, da Vila e da viola.

Em 1997, pela PolyGram, gravou o CD Reencontro, no qual incluiu de sua autoria Meu Rio de Janeiro e Meu mundo novo. 

Em 1998, abriu um show de Tina Turner no Maracanã e desfilou em Paris, França, por ocasião da Copa do Mundo, com um grupo de sambistas organizado por Joãosinho Trinta. No ano posterior, pela gravadora Indie Records, lançou o disco Essência pura, no qual interpretou Paixão de um velho cais (Franco e Serginho Procópio), Sol de primavera (Acyr Marques e Arlindo Cruz), Quero te dar força pra lutar (Netinho, Serginho Procópio e Luiz Cláudio Picolé) e Feliz sambista, de autoria de Délcio Luiz e Carlito Cavalcanti.

No ano 2000, ainda pela Indie Records, lançou o CD Neguinho da Beija-Flor ao vivo - 25 anos de fé e raiz, no qual fez um retrospecto de carreira e interpretou Bem melhor que você, Malandro também chora, 1000 anos de vida, Malandro chorão e Meu sorriso, todas de sua autoria.

Em 2002, ao lado de outros artistas, participou do CD Os melhores do ano III, disco no qual interpretou juntamente com Thobias da Vai-Vai e Eliane de Lima Não deixe o samba morrer (Edson e Aluísio) e ainda a faixa Talismã em dueto com o grupo Raça Negra. 

Em janeiro de 2003, foi uma das atrações, em Brasília, na festa de posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva. No carnaval deste mesmo ano a Beija-Flor desfilou com o samba-enredo O povo conta a sua história: "Saco vazio não pára em pé. A mão que faz a guerra faz a paz, de autoria de Betinho, J.C, Coelho, Ribeirinho, Glyvaldo, Luís Otávio, Manoel do Cavaco, Serginho Sumaré e Vinícius, sendo a campeã do Grupo Especial. 

Lançou o 23º disco de sua carreira Duetos, disco no qual participaram Alcione na faixa Recomeço, João Bosco em O campeão, Zeca Pagodinho em Fé e raiz, grupo Raça Negra na faixa Talismã, Roberto Ribeiro na composição Recomeçar, Simone em A deusa da passarela, grupo Pique Novo na música Desabafo, e outros mais.

Em 2004, como puxador de samba da Beija-Flor conseguiu o bi-campeonato após um desfile embaixo de uma forte chuva. A Escola levou para o sambódromo o samba-enredo Manôa - Manaus - Amazônia - Terra Santa... que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz de autoria de Cláudio Russo, Zé Luiz, Marquinhos, Jessi e Leleco.

No ano de 2005 a Beija-Flor foi tri-campeã. A escola desfilou com sete sambas-enredo de sua autoria. Neste mesmo ano lançou por seu próprio selo musical NB Show, o CD Nos braços da comunidade. 

Em 2010 participou do show especial de Natal do cantor e compositor Roberto Carlos, realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Neste show comandou a bateria da Escola de Samba Beija-Flor como puxador oficial do samba enredo de 2011 "A simplicidade de um rei", composto em homenagem a Roberto Carlos.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Baianinho

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Baianinho (Eládio Gomes dos Santos), compositor, nasceu em Salvador, Bahia, em 03 de setembro de 1936. Começou em 1952 na banda de música da escola municipal, onde estudou, tocando clarineta e requinta. Em 1956 mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro de Cavalcanti.

Juntamente com outros músicos, fundou em 1959 o G. R. E. S. Em Cima da Hora, integrando a ala dos compositores. Em 1963, 1964 e 1973, a escola desfilou com samba-enredos de sua autoria, respectivamente Inssurreição pernambucana, Apoteose econômica e financeira do Império (ambos com Zeca do Varejo) e O sabor poético da literatura de cordel.

Em 1971 fez sucesso com o samba É baiana (com Fabricio da Silva, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio), gravado por Clara Nunes na Odeon.

Em 1972 integrou o conjunto Os Cinco Só e no ano seguinte apresentou-se como cantor no Teatro Opinião, do Rio de Janeiro.

Obras

É baiana (c/Fabrício da Silva, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio), samba, 1971; O sabor poético da literatura de cordel, samba-enredo, 1973.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira, Art Editora - PubliFolha.
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domingo, 24 de fevereiro de 2008

O Corso

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Corso carnavalesco, ou simplesmente corso, é o nome que os passeios das sociedades carnavalescas do século XIX adquiriram no início do século XX, no Rio de Janeiro, após uma tentativa de se reproduzir do país as batalhas de flores características dos carnavais mais sofisticados da virada do século, como, por exemplo, o da cidade de Nice, no sul da França (Foto de Augusto Malta, sem data).

A brincadeira consistia no desfile de carruagens enfeitadas – e, posteriormente, de automóveis sem capota –, repletos de foliões que percorriam o eixo Avenida Central-Avenida Beira-Mar.

Ao se cruzarem, os ocupantes dos veículos (geralmente grupos fantasiados) lançavam uns nos outros, confetes, serpentinas e esguichos de lança-perfume.

Por sua própria natureza, o corso era uma brincadeira exclusiva das elites, que possuíam carros ou que podiam pagar seu aluguel nos dias de carnaval.

O corso era o mais difundido evento do carnaval carioca na primeira década do século XX, ocupando todo eixo carnavalesco durante os três dias de folia e abrindo espaço somente (e mesmo assim em horários predeterminados) para os grupos populares (chamados genericamente de ranchos) na noite de segunda-feira e para as Grandes Sociedades, na noite de terça-feira gorda.

Os grandes centros urbanos brasileiros rapidamente aderiram à moda surgida na capital e passaram a apresentar corsos em suas principais artérias durante o carnaval.

Uma importante divulgação do corso aconteceu durante o carnaval de 1907, quando as filhas do então presidente Afonso Pena, fizeram um passeio no automóvel presidencial, pela Avenida Beira-Mar, no Rio de Janeiro.

Segundo Eneida de Moraes, autora do livro História do Carnaval Carioca, a popularização dos automóveis afastou os foliões das classes alta e média, e nos anos 40, o corso acabaria desaparecendo de vez.

Felipe Ferreira, em seu O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, sugere que o surgimento de bailes exclusivos para elite (como o famoso Baile do Municipal) após a organização do carnaval carioca em 1932, teve papel determinante na decadência do corso.

É também chamado de Corso a tradicional guerra de frutas entre a Escola Politécnica da USP e a Escola Paulista de Medicina, ambas da cidade de São Paulo. O evento dá-se durante o período do PauliPoli, cinqüentenária competição atlética entre os alunos de ambas escolas. A "batalha" se dá atualmente na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, e frutas, verduras e legumes, de preferência podres, são a munição dessa guerra, um pouco indigesta.

Fonte: Wikipédia.
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Ameno Resedá, o primeiro Rancho

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O Ameno Resedá foi o mais famoso de todos os ranchos carnavalescos da cidade do Rio de Janeiro. Criado em 1907 por um grupo de funcionários públicos cariocas, após um piquenique em Paquetá, tinha sua sede no bairro do Catete.

Em 1908 o grupo teatralizou o tema a Corte Egipciana. Essa novidade agradou e foi imitado pelos demais ranchos. Seus enredos eram quase sempre mitológicos e serviam como ponto de união para se contar uma história com princípio, meio e fim. Isso criava condições dentro da visão do povo para maior brilho e explendor. As fantasias eram luxuosas, usavam materiais como lamê, seda e plumas e representavam príncipes, princesas, deuses, flores, caçadores ou animais. As fantasias dos Ranchos costumavam apresentar grandes resplendores e, muitas vezes, alegorias de mão.

Em 1914, O Ameno Resedá desfilou ao lado das sociedades carnavalescas. Em 1917, introduz a Comissão de Rancho, percussora das comissões de frente das escolas de samba. Naquele ano era composta por quatro sátiros transformados em "Príncipes Caçadores" com um séquito de Júpiter, Minerva, Atlas e doze pastores.

O Ameno Resedá tinha entre seus fãs Paulo de Frontin, Arnaldo Guinle, Oswaldo Gomes e Coelho Neto. Entre seus diretores de harmonia, ao longo dos anos, esteve o sambista Sinhô.

Em 1923, Coelho Neto, fã dos ranchos e torcedor do Ameno, faz uma crítica construtiva ao excesso de temas estrangeiros apresentados pelos ranchos, não por serem estrangeiros, mas sim porque na sua opinião eles já haviam sido repetidos com exaustão, a exemplo do que ocorre hoje com alguns enredos de escolas de samba.

O Ameno Resedá então compreende o recado e em 1924 traz o tema O Hino Nacional, considerado revolucionário, não apenas por ser nacional,mas também por ser um tema abstrato. Porém o rancho fica apenas com o terceiro lugar, o que teria levado Coelho Neto a escrever aos diretores do Ameno na época para que não desanimassem, pois nem sempre "quem planta é quem colhe".

Em 30 de janeiro de 1941, o Ameno Resedá realiza sua última assembléia, onde é decidida a sua extinção. Parte de seus bens são doados à Irmandade de Nossa Senhora da Glória.

Fonte:Wikipédia. Leitura Recomendada: JOTA EFEGÊ. Ameno Resedá: o rancho que foi escola. Rio de Janeiro: Letras e Artes, 1965.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ernâni Alvarenga

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Ernâni Alvarenga, compositor, instrumentista e cantor, nasceu em São Paulo SP (10/06/1914) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (01/01/1992). Nascido no bairro da Barra Funda, aos quatro anos de idade mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde fez o curso primário.

Aprendeu a tocar cavaquinho e em 1927 participava de um regional, começando a compor no ano seguinte. Durante o Carnaval, convidado pelo sambista Paulo da Portela, que desfilava pelo bloco Vai Como Pode, passou a participar, juntamente com seu Bloco da Rua D, da escola de samba que estava sendo organizada e que em 1935 se tornaria conhecida como G. R. E. S. da Portela.

Em 1931 o Vai Como Pode desfilou na Praça Onze, cantando Dinheiro não há, samba de sua autoria, que mais tarde, com uma segunda parte composta por Benedito Lacerda, foi gravado por Leonel Faria. Sambista da velha guarda da Portela, atuou na escola compondo e tocando cavaquinho de quatro e cinco cordas, instrumento no qual se aperfeiçoou com a ajuda de Luperce Miranda.

Em 1937, a convite de Paulo Leblon, diretor da Rádio América, de São Paulo, afastou-se da escola para apresentar-se como cantor no programa Big Show América. Depois de passar alguns anos em São Paulo, voltou ao Rio de Janeiro para trabalhar na Rádio Mayrink Veiga e a seguir na Rádio Guanabara. Doente das cordas vocais, deixou a vida artística por alguns anos, reaparecendo no início da década de 1970.

Morador do subúrbio carioca de Osvaldo Cruz, foi um dos últimos remanescentes do grupo de fundadores da Portela. Freqüentava esporadicamente os ensaios e rodas de samba promovidos pela escola. Dois de seus sambas, Salário mínimo e Dinheiro não há, foram regravados por Beth Carvalho.

Obras

Aumento de salário (c/Paquito), 1932; Cheques a granel (c/Paquito), 1932; Dinheiro não há (c/Benedito Lacerda), 1932; Seu Aristeu (c/Paquito), 1932.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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A Ala das Baianas

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Nem Dante Alighieri, nas mais profundas divagações sobre o Inferno, imaginaria uma ala de baianas desfilando na sua Divina Comédia. Mas, para a grande magia do Carnaval, nada é impossível e nos primórdios das escolas de samba, a primeira delas, a Deixa Falar, desfilava com o enredo O Inferno de Dante.

Como o fundador da Escola, Ismael Silva, exigia a presença de baianas, o jeito foi incluí-las — de saias rodadas, turbantes. pulseiras e colares — entre caldeirões, tridentes e diabos na versão carioca da obra do autor italiano.

A importância da Ala das Baianas nas escolas de samba pode ser medida de imediato pelo valor da nota que lhes é atribuída nos desfiles. Com no máximo trinta componentes, tem o mesmo peso da bateria, que muitas vezes tem mais de quatrocentos integrantes. Carregada de simbologia, a ala representa o elo histórico entre o samba e as antigas baianas.

Desde o primeiro momento, no Rio de Janeiro, quando chegou pelas mãos dos migrantes baianos, o samba foi acalentado nos casarões das velhas “tias”, que preservaram os costumes culinários, musicais e visuais (no que diz respeito aos trajes) trazidos junto com suas mudanças.

O desenhista francês Debret, impressionado com as batas, as saias presas na cintura e que não passavam do meio da canela, ornadas com rendas; os colares de ouro ou coral; as pulseiras e os berloques de prata; as pequenas chinelas que mal abrigavam os dedos, deixando livres os calcanhares, fixou as baianas muitas vezes nas telas em que retratou o Brasil.

Edison Carneiro, em seus estudos folcioristas, conta que o aparecimento das baianas em trajes típicos remonta aos grupos africanos que foram traficados para o Brasil. Segundo ele, o turbante é muçulmano, os panos-da-costa e as saias rodadas, sudanesas, e os colares é figas-de-guiné, o toque final ao conjunto. Tais aspectos dão referências históricas à figura da baiana.

A ala tem a função de aludir, portanto, às origens afro-baianas do samba, elo tradicional que ainda mantém as escolas de samba unidas a seu cordão umbilical, mesmo com toda a pompa e circunstância que cercam hoje seus luxuosos desfiles.

Não foi sem motivo que Ismael Silva exigiu uma ala de baianas, logo no primeiro desfile de sua Escola de Samba Deixa Falar. A exigência foi cumprida, transformando-se em tradição e parte intocável do regulamento dos desfiles das escolas até hoje. Certamente uma homenagem às “tias” baianas, pioneiras e protetoras do samba nos seus primórdios.

A tradição viva: obrigatórias por regulamento, as baianas
mantêm em sua ala as origens culturais do samba.

Fonte: História do Samba - Editora Globo.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Alcides Dias Lopes

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Alcides Dias Lopes, também chamado de ‘Malandro Histórico da Portela’, foi um dos mais lendários nomes da Portela, responsável pela resposta de improviso na segunda parte das composições (mestre de canto) durante os desfiles e as rodas de samba.

Excelente partideiro, fez fama sua prodigiosa memória, capaz de impressionar até mesmo os mais experientes versadores. Foi ainda o grande responsável pelo registro oral das obras de Paulo da Portela e de seus companheiros mais antigos, fundadores da Escola. Era capaz de contar com detalhes toda a história da Portela.

Nasceu (17-12-1909) e morreu (09-11-1987) no Rio de Janeiro, cidade que amava. Na juventude, levou vida de malandro, vagando sem destino e sem ocupação fixa pelas ruas do Rio. Seu primeiro emprego só veio depois do casamento com Guiomar, com quem teve quatro filhos.

Foi manobrista e sinalizador de trens da Rede Ferroviária Federal, trabalhando perto do subúrbio de Benfica. Tornou-se então um ‘chefe de família’, aposentando-se em 1947. Porém, mesmo trabalhando, Alcides nunca faltava aos ensaios da Escola. Estava sempre presente, com sua fisionomia fechada, seu tronco avantajado e seu modo simples de se vestir.

Em 1947, compôs seu samba mais conhecido, a autobiográfica ‘Vivo Isolado do Mundo’ (‘Eu vivia/ isolado do mundo/ quando eu era vagabundo/ sem ter um amor/ hoje em dia/ eu me regenerei/ sou um chefe de família/ da mulher que amei’).

A primeira gravação desta música foi feita por Candeia e Manacéia, que incorporaram alguns versos, cantados até hoje nas rodas de samba. Monarco parece ter feito a gravação definitiva e Zeca Pagodinho regravou o samba, dando-lhe nova roupagem. Seu primeiro samba gravado foi ‘Olinda’ – também chamado de ‘Vem, Ó Linda’ –, parceria com Jair do Cavaquinho. A gravação se deu em 1965, com o próprio Jair e o conjunto ‘A Voz do Morro’.

Participou do primeiro disco da Velha Guarda da Portela, em 1970, com o belíssimo samba ‘Ando Penando’. Um de seus parceiros mais constantes foi Monarco. Da dupla se destacam: ‘Amor de Malandro’, ‘Enganadora’ (gravadas por João Nogueira), ‘Você pensa que eu me Apaixonei’ (gravada por Beth Carvalho), ‘Se eu soubesse vem Depois’ (gravada por Roberto Ribeiro), ‘Abra as Vistas, Rapaz’ (gravada por Zeca Pagodinho) e ‘Deixa meu nome em Paz’ (gravada por Monarco e Velha Guarda da Portela).

Outro parceiro importante foi Chico Santana, com quem compôs ‘Eu vou Embora’, ‘Minha Orelha’ e ‘Quanto mais eu Rezo’ (todas gravadas por Jorge Aragão). Um dos maiores divulgadores póstumos da obra de Alcides foi Zeca Pagodinho, que gravou ‘Dona do meu Coração’ (com participação de Argemiro), ‘Já sei de tudo, Mulher’, ‘Meu Tamborim’ e ‘Vivo Muito Bem’, entre outros.

Alcides compôs ainda com sambistas como Nelson Cavaquinho – parceria que permanece inédita até hoje. Apesar de ter sido excelente intérprete e compositor, Alcides Lopes jamais gravou um disco individual. Os únicos registros disponíveis são duas participações ao lado de Dona Ivone Lara nas músicas ‘Quando a Maré’ (de Antônio Caetano) e ‘Já Chegou quem Faltava’ (de Nilson Gonçalves), presentes no disco ‘Samba – Minha Verdade, Minha Raiz’ (Odeon, 1978). Como reconhecimento por sua contribuição à Portela, seu retrato foi incluído na galeria do Pavilhão de canto do Portelão.

Fontes: Agencia do Samba e Choro - Alcides Malandro Histórico (biografia); Site Oficial da G. R. E. S. Portela - Alcides Lopes (foto).
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sábado, 20 de outubro de 2007

Nelson Sargento

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Nelson Sargento (Nelson Mattos), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/7/1924. Aos dez anos já saía na antiga escola de samba Azul e Branco, do morro do Salgueiro, e aos 12 foi com a mãe para a Mangueira, indo depois morar na casa do padrinho, Alfredo Português.

Ali entrou em contato com sambistas como Cartola e Nelson Cavaquinho, com os quais aprendeu violão. Apelidado de Nelson Sargento quando deu baixa no Exército, começou a freqüentar com Alfredo Português a escola de samba Unidos da Mangueira, hoje extinta.

Em 1947 já tinha alguns sambas de sua autoria; levado por Carlos Cachaça para a ala dos compositores da Mangueira, compôs com Alfredo Português, no ano seguinte, seu primeiro samba-enredo para a escola, o Rio São Francisco.

Em 1950, com o mesmo parceiro, fez Apologia aos mestres, samba-enredo em que a escola homenageava Miguel Couto, Osvaldo Cruz, Rui Barbosa e Ana Néri, mas que não chegou a ser cantado na avenida, sendo substituído por outro. No mesmo ano, levou para a ala alguns compositores como Darci, Cícero, Pelado e Batista.

Por quatro anos seguidos perdeu a competição; mas, em 1955, seu samba-enredo Cântico à natureza (com Jamelão e Alfredo Português) foi popularmente consagrado e gravado com grande sucesso por Jamelão, na Continental. Dois anos mais tarde, com a morte de Alfredo Português, passou a compor com Carlos Marreta, lançando Vai dizer a ela, e, em 1958, foi eleito presidente da ala dos compositores da Mangueira, afastando-se da escola quatro anos depois.

Em 1963, freqüentando o Zicartola em sua fase áurea, conheceu Hermínio Bello de Carvalho e foi convidado a integrar o conjunto que atuava nesse restaurante dos também mangueirenses Cartola e sua mulher Zica. Dois anos mais tarde, participou do musical Rosa de ouro, produzido por Hermínio Bello de Carvalho, no Teatro Jovem, do Rio de Janeiro, com Araci Cortes, Clementina de Jesus e o conjunto Rosa de Ouro, integrado por Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Jair do Cavaquinho e Nescarzinho do salgueiro.

Ao terminar a temporada foi convidado a participar do conjunto A Voz do Morro, com Zé Keti e o pessoal do Rosa de Ouro, além de Oscar Bigode e José Cruz. Com esse conjunto, participou da gravação do LP Roda de samba, volume II, pela Musidisc, em 1965 e, no ano seguinte, do LP A voz do morro, pela RGE.

Em 1967, como integrante do conjunto Os Cinco Crioulos, gravou três LPs na Odeon, entre eles Samba... no duro. Mais tarde recebeu convite para gravar na Marcus Pereira, além de cantar em algumas faixas de uma coleção de discos sobre a história das escolas de samba, lançada pela Rio Gráfica Editora.

Em 1972, Paulinho da Viola gravou sua composição Falso moralista, em seu LP A dança da solidão. Sua música Cântico à natureza, regravada por Jamelão e também pela cantora Renata Lu, foi, em 1975, considerada pela Mangueira como um dos dez melhores sambas da escola em todos os tempos.

Um de seus maiores sucessos foi o samba Agoniza mas não morre, lançado em 1978 por Beth Carvalho. Compôs ainda o samba Triângulo amoroso, dedicado à Mangueira, gravado em 1979 no seu LP Sonho de um sambista, lançado pela Eldorado.

Profissionalmente, é pintor de paredes, dedicando-se também à pintura primitivista. Desde 1973, como artista plástico, realizou diversas exposições individuais, entre elas no Arquivo da Cidade (1983), Museu da Imagem e do Som (1993), Câmara Municipal do Rio de Janeiro (1994). Em 1984, com Alice Campos, Francisco Duarte e Dulcinéia Duarte, escreveu a monografia Um certo Geraldo Pereira, premiada pela Funarte no Projeto Lúcio Rangel. Lançou em 1986 o LP Encanto da paisagem, Kuarup (reeditado em CD pela Rio Arte). O Clube de Criação de São Paulo lançou o LP Inéditas — Nelson Sargento, em 1990.

Na década de 1990 iniciou carreira internacional, viajando para o Japão a convite de um empresário japonês e incentivado por Henrique Cazes. Em 1996, foi condecorado com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por serviços prestados à arte e à cultura.

Lançou o CD Inéditas do Mestre Cartola, gravado no Japão (selo Tartaruga), com músicas ainda não registradas em disco, como Velho Estácio, de 1930, à qual acrescentou uma segunda parte à letra. Comemorou 73 anos de idade e 60 de samba, em 1997, com festa na quadra da Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra, em São Gonçalo RJ.

Ainda em 1997 apresentou-se no Projeto Pixinguinha, em várias capitais brasileiras. O documentário Nelson Sargento, de Estêvão Ciavatta Pantoja, foi premiado no VIII Festival de Curtas-Metragens de São Paulo. O filme mostra o morro da Mangueira pelos olhos poéticos de um dos últimos sambistas da velha guarda em atividade.

Pai de 11 filhos (sete naturais e quatro de criação), desde 1990 viaja quase todo ano para o Japão, onde faz shows e grava discos.

Obras: Agoniza mas não morre, 1978, Apologia aos mestres (c/Alfredo Português), samba-enredo, 1950; Berço de bamba, 1990; Cântico à natureza (ou As quatro estações do ano) (c/Jamelão e Alfredo Português), samba-enredo, 1955; Falso amor sincero, 1979; Idioma esquisito, 1996; Nas asas da canção, (c/Dona Ivone Lara), 1990; Rio São Francisco (c/Alfredo Português), samba-enredo, 1948; Sonho de um sambista, 1979; Triângulo amoroso, samba, s.d.; Vai dizer a ela (c/Carlos Marreta), 1957.

CDs: Sonho de um sambista, 1995, Eldorado 584090; O encanto da paisagem, 1996, Rio Arte KCDRDO 13/96-1.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editoa / PubliFolha.
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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Lig-lig-lig-lé

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Lig-lig-lig-lé (marcha/carnaval) - 1937 - Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago

------Cm
Lá vem o seu China
Na ponta do pé
Lig lig lig lig lig lig lé!
---------------------Bb
Dez tões, vinte pratos
------Ab ------G7
Banana e café
Fm/Ab------- G7--- Cm
Lig lig lig lig lig lig lé!

--------C
Chinês
-----------------------C#º ------G7
Come somente uma vez por mês
Não vai / Mais à Xangai
--------------------C
Buscar a Butterfly
------F
Aqui, com a morena
F#º C
Fez a sua fé
C/E- Ebº Dm G7 Cm
Lig lig li.....g lé!
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Eu dei

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Eu dei (marcha/carnaval) - 1937 - Ary barroso ---clique para ouvir amostra da música
Tom: D  Intr.: G G#° D B7 Em7 A7 D

D Em
Eu dei
O que foi que você deu meu bem
Eu dei
Guarde um pouco para mim também
D D7
Não sei, se você fala por falar sem meditar
G
Eu dei
Diga logo, diga logo, é demais
A7 D B7
Não digo
Em7 A7 D
E adivinhe se é capaz
Em
Você deu seu coração
Não dei, não dei
D
Sem nenhuma condição
D C# C
Não dei, não dei
B7 Em
O meu coração não tem dono
Gm D B7 Em A7 D
Vive sozinho, coitadinho, no abandono
D Em
Eu dei
O que foi que você deu meu bem
Eu dei
Guarde um pouco para mim também
D D7
Não sei, se você fala por falar sem meditar
G
Eu dei
Diga logo, diga logo, é demais
A7 D B7
Não digo
Em7 A7 D
E adivinhe se é capaz
Em
Foi um terno e longo beijo
Se foi, se foi
D
Desses beijos que eu desejo
D C# C
Pois foi, pois foi
B7 Em
Guarde para mim unzinho
Gm D B7 Em A7 D
Que mais tarde pagarei com jurinhos
D Em
Eu dei
O que foi que você deu meu bem
Eu dei
Guarde um pouco para mim também
D D7
Não sei, se você fala por falar sem meditar
G
Eu dei
Diga logo, diga logo, é demais
A7 D B7
Não digo
Em7 A7 D
E adivinhe se é capaz
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Como vaes Você

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Como vaes você (marcha/carnaval) - 1937 - Ary Barroso---clique para ouvir amostra da música


Como "vaes" você?
-----------------C
– Vou navegando
----------------G7
Vou temperando
Pra baixo todo santo ajuda
-----------------------------C----- C7
Pra cima a coisa toda muda

------F---- Fm--- C
No mar desta vida
---------------Dm
Vou navegando
------G7 ---------A7
E vou temperando
-------------Dm--------- D#º
O céu às vezes é tão claro
---------------C------- A7
Outras escuro
------------------D7
Claro é o passado
---------G7------ C
Escuro é o futuro

----F-------------- Fm----C
Hoje, eu estou convencida
-------------Dm------- G7 -----A7
Que o segredo principal da vida
------------------Dm
Consiste em não forçar
--------D#º -------C------ A7
Em nada a natureza
-----------------D7
Que o resto vem
--------------------G7 ------C
Mas vem, que é uma beleza
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Querido Adão

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"Querido Adão" foi uma continuação de "Eva querida" (de Benedito e Luiz Vassalo), do mesmo ano de 1935. Ganhou o primeiro lugar no concurso de marchas da Rádio Tupi. Alzirinha Camargo, durante a estada de Carmen em Buenos Aires, ajudou a divulgar essa marchinha, que Carmen também cantou no filme "Alô, Alô Carnaval".
Querido Adão (marcha/carnaval) - 1936 - B. Lacerda e Osvaldo Santiago--clique para ouvir amostra da música


-----Cm
Adão
-------------------G7
Meu querido Adão
-------------------Cm
Todo mundo sabe
-------------G#---- G7
Que perdeste o juízo
---------C7-------------------- Fm
Por causa da serpente tentadora
---------------Cm
O nosso mestre
------------G7-------- Cm
Te expulsou do Paraíso
Adão, Adão


---------G7
Mas em compensação
-----------Cm
O teu pobre coração
---------C7
Que era pobre, pobre
-------------Fm
Muito pobre de amor
-------------------Cm
Cresceu e eternizou meu Adão
----G7------------------ Cm
O teu pecado encantador

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Pierrô Apaixonado

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Heitor dos Prazeres fez o estribilho e Noel Rosa as segundas partes de "Pierrô Apaixonado", a melhor marcha do carnaval de 36 ("Um pierrô apaixonado / que vivia só cantando / por causa de uma colombina / acabou chorando / acabou chorando..."). Gravada por Joel e Gaúcho, com um belo acompanhamento da orquestra Diabos do Céu, em arranjo de Pixinguinha, foi também incluída no filme "Alô, Alô Carnaval", com os mesmos intérpretes.
A melodia envolvente, simultaneamente carnavalesca e sentimental, e os versos românticos/ brincalhões de Noel ( "Um grande amor tem sempre um triste fim / com o Pierrô aconteceu assim / levando este grande chute / foi tomar vermute / com amendoim" ) deram um charme especial à história de Pierrô, Colombina e Arlequim, o trio oriundo da commedia dell'arte, elevando a marchinha à categoria de clássico. Embora já bastante enfermo na época, Noel mantinha vivo seu humor de sempre.
Pierrô Apaixonado (narcha/carnaval) - 1936 - Noel Rosa e Heitor dos Prazeres

---------G7+
Um Pierrot apaixonado
---E7--------------- Am7
Que vivia só cantando
-----------------D7/9------ G7+
Por causa de uma Colombina,
-----E7 --------Am7---- D7/9 ----G7+
Acabou chorando, acabou chorando

----------D7/9 ----------------G7+
A Colombina entrou no botequim,
--------------E7------------------- Am7
Bebeu....bebeu....saiu assim.... assim...
-------C7+------------- G7+------ E7 -------A7
Dizendo: - Pierrot cacete, vai tomar sorvete
-------D7/9---- G7+
Com o Arlequim

-----------------D7/9------------------- G7+
Um grande amor tem sempre um triste fim
--------------E7 --------------Am7
Com o Pierrot aconteceu assim....
------C7+----------------- G7+
Levando este grande shoot
--------E7-------- A7
Foi tomar vermuth
------D7/9----- G7+
Com amendoim !
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Maria Boa

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Maria Boa (samba/carnaval) - 1936 - Assis Valente---clique para ouvir amostra da música


Que vantagem que Maria tem / É boa
Como é que Maria vive / À toa
Com quem é que Maria vive / Comigo
Onde é que Maria mora / Não digo

Não digo, não digo
Porque tenho certeza
Certeza porque sou escolado
Mulher é negócio de lado
E amigo é melhor separado

Que vantagem que Maria tem / É boa
Como é que Maria vive / À toa
Com quem é que Maria vive / Comigo
Onde é que Maria mora / Não digo

Não digo, não digo
Porque tenho certeza
Certeza que a minha Maria
Não vai com a cara do homem
Que tem a falinha macia
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Marchinha do grande Galo

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Marchinha do Grande Galo (marcha/carnaval) - 1936 - Lamartine Babo e Paulo Barbosa
     G                     D7
O galo de noite cantou
Em
Toda gente quis ver
D7
O que aconteceu
G
Nervoso, o galinho respondeu:
A7
có, có, có, có, có, có, có, ró

D7 C
A galinha morreu!

D7
có, có, có, có, có, có, ró
G
có, có, có, có, có, có, ró

D7
O galo tem saudade
G
Da galinha carijó!

D7
A minha vizinha também
Em
Certa noite gritou
D7
Toda gente acordou
G
Nervoso, o marido respondeu:
A7
có, có, có, có, có, có, ró
D7 G
Hoje o galo sou eu!
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É bom parar

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O samba mais cantado no carnaval de 1936 foi "É Bom Parar", também conhecido como "Por que bebes tanto assim, rapaz", verso inicial da música: "Por que bebes tanto assim, rapaz? / Chega, já é demais / Se é por causa de mulher é bom parar / porque nenhuma delas sabe amar".
Este estribilho foi mostrado a Francisco Alves pelo autor, Rubens Soares, um boxeador, campeão carioca e brasileiro na categoria de pesos médios. Então, sem nada informar a Rubens, Chico procurou Noel Rosa, que, pela quantia de 200 mil-réis, completou o samba com duas segundas partes primorosas, em que se destacam versos como "de ti não terei mais pena / é bom parar por aí / quem não bebe te condena / quem bebe zomba de ti" e "não crês, conforme suponho / nesses versos de canção / mais cresce a mulher no sonho / na taça e no coração"' - os dois últimos, uma irônica alusão à valsa "A Mulher que Ficou na Taça", de Chico e Orestes Barbosa, que foi sucesso em 1934.
Embora essa história (relatada por João Máximo e Carlos Didier em Noel Rosa, uma Biografia) fosse bastante conhecida no meio musical da época, o samba "É Bom Parar" ficou mesmo sem o nome de Noel na parceria. Rubens Soares é autor de outros sucessos como "Nega do cabelo duro" e "Solteiro é Melhor".
É bom Parar (samba/carnaval) - 1936 - Rubens Soares---clique para ouvir amostra da música
C------------------------ Dm
Por que bebes tanto assim rapaz?
----G7 --------------C-- C7-- B7-- Bb7
Chega, já é demais
-----A7---------------- Dm
Se é por causa de mulher
É bom parar
-------C------ A7----- D7
Porque nenhuma delas
---G7----- C ----C7-- B7-- Bb7
Sabe amar

------------------------Dm
Se tu hoje estás sofrendo
----------G7------------- C
É porque Deus assim quer
-------------------------G7
E quanto mais vai bebendo
-----------C
Mais lembras desta mulher
----------------------------F7
Não crês, conforme suponho,
-----------E7 -----------Am
Nestes versos de canção:
------------F#º--------------- C -----A7
"Mais cresce a mulher no sonho, --oi
-------D7 ------G7--- C
Na taça e no coração"

-------------------------Dm
Sei que tens em tua vida
---------G7 ------------C
Um enorme sofrimento
-----------------------------G7
Mas não penses que a bebida
---------------------C
Seja um medicamento
-------------------------F7
De ti não terei mais pena
------E7 -----------Am
É bom parar por aí
---------------F#º-------- C -----A7
Quem não bebe te condena, ---oi
-----------D7 ----G7--- C
Quem bebe zomba de ti
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Cantores de Rádio

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Cantores de Rádio (marcha) - 1936
Alberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine Babo
clique para ouvir amostra da música

         D
Nós somos as cantoras do rádio
Ebº A7
Levamos a vida a cantar
Gb7 Bm
De noite embalamos teu sono
E7 A7
De manhã nós vamos te acordar
D
Nós somos as cantoras do rádio
D7 G
Nossas canções cruzando o espaço azul
Abº D C7 B7
Vão reunindo num grande abraço
E7 A7 D
Corações de Norte a Sul

D A7
Canto pelos espaços afora
Vou semeando cantigas
D
Dando alegria a quem chora
Bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum
D7 G
Canto, pois sei que a minha canção
Gm D C7 B7
Vai dissipar a tris.......teza
E7 A7 D
Que mora no teu coração

D A7
Canto para te ver mais contente
Pois a ventura dos outros
D
É alegria da gente
Bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum
D7 G
Canto e sou feliz só assim
Gm D C7 B7
Agora peço que can.....tes
E7 A7 D
Um pouquinho para mim
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Balancê

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Balancê (marcha/carnaval, 1936) - João de Barro e Alberto Ribeiro--clique para ouvir amostra da música
 A       E7      A
Ô balancê balancê
D C#7
Quero dançar com você
F#m C#m F#m
Entra na roda morena pra ver
Bm E7 A E7
Ô balancê balancê


A C#7
Quando por mim você passa
D A
Fingindo que não me vê
D G9 C#m7 F#7
Meu coração quase se despedaça
Bm E7 A
No balancê balancê

Refrão

A C#7
Você foi minha cartilha
D A
Você foi meu abc
D G9 C#m7 F#7
E por isso eu sou a maior maravilha
B7 E7 A E7
No balancê balancê

Refrão

A C#7
Eu levo a vida pensando
D A
Pensando só em você
D G9 C#m7 F#7
E o tempo passa e eu vou me acabando
B7 E7 A E7
No balancê balancê

Refrão
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