
A brincadeira consistia no desfile de carruagens enfeitadas – e, posteriormente, de automóveis sem capota –, repletos de foliões que percorriam o eixo Avenida Central-Avenida Beira-Mar.
Ao se cruzarem, os ocupantes dos veículos (geralmente grupos fantasiados) lançavam uns nos outros, confetes, serpentinas e esguichos de lança-perfume.
Por sua própria natureza, o corso era uma brincadeira exclusiva das elites, que possuíam carros ou que podiam pagar seu aluguel nos dias de carnaval.
O corso era o mais difundido evento do carnaval carioca na primeira década do século XX, ocupando todo eixo carnavalesco durante os três dias de folia e abrindo espaço somente (e mesmo assim em horários predeterminados) para os grupos populares (chamados genericamente de ranchos) na noite de segunda-feira e para as Grandes Sociedades, na noite de terça-feira gorda.
Os grandes centros urbanos brasileiros rapidamente aderiram à moda surgida na capital e passaram a apresentar corsos em suas principais artérias durante o carnaval.
Uma importante divulgação do corso aconteceu durante o carnaval de 1907, quando as filhas do então presidente Afonso Pena, fizeram um passeio no automóvel presidencial, pela Avenida Beira-Mar, no Rio de Janeiro.
Segundo Eneida de Moraes, autora do livro História do Carnaval Carioca, a popularização dos automóveis afastou os foliões das classes alta e média, e nos anos 40, o corso acabaria desaparecendo de vez.
Felipe Ferreira, em seu O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, sugere que o surgimento de bailes exclusivos para elite (como o famoso Baile do Municipal) após a organização do carnaval carioca em 1932, teve papel determinante na decadência do corso.
É também chamado de Corso a tradicional guerra de frutas entre a Escola Politécnica da USP e a Escola Paulista de Medicina, ambas da cidade de São Paulo. O evento dá-se durante o período do PauliPoli, cinqüentenária competição atlética entre os alunos de ambas escolas. A "batalha" se dá atualmente na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, e frutas, verduras e legumes, de preferência podres, são a munição dessa guerra, um pouco indigesta.
Fonte: Wikipédia.
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