terça-feira, 26 de junho de 2007

Gal Costa

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Gal Costa

Maria da Graça Costa Pena Burgos, cantora, nasceu em Salvador BA em 26/9/1945. Criada no bairro da Graça, desde cedo se interessou por música. O pai tocava violão, e a família a incentivou a tornar-se cantora. Antes dos 15 anos começou a tocar e cantar, apresentando-se em festas escolares. Era a época da bossa nova, e seu estilo de interpretação recebeu influência de João Gilberto.
Através de Dedé, em 1963 conheceu Caetano Veloso e, no ano seguinte, foi convidada para participar do show Nós, por exemplo, encenado em junho de 1964 no Teatro Vila Velha, que marcou a estréia do grupo dos baianos (ela, ainda com o nome de Maria da Graça, mais Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé). Juntos apresentaram-se em outros shows em Salvador, e em 1965, quando Maria Bethânia gravou seu primeiro LP, participou da faixa Sol negro (Caetano Veloso).
Já em São Paulo SP, no segundo semestre desse ano estreou no palco com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Tom Zé, no espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal no T.B.C., de São Paulo. Ainda em 1965, gravou um compacto interpretando Eu vim da Bahia (Gilberto Gil) e Sim, foi você (Caetano Veloso). No ano seguinte, no I FIC, da TV Rio, do Rio de Janeiro RJ, interpretou Minha senhora (Gilberto Gil e Torquato Neto) e, por sugestão de Guilherme Araújo, seu empresário, adotou o nome Gal Costa.
Em 1967, ao lado de Caetano Veloso, gravou o LP Domingo. Em 1968 gravou duas canções de Caetano Veloso no LP Tropicália ou Panis et circensis, Mamãe coragem e Baby, que se tornaram seus primeiros sucessos e marcas do movimento tropicalista. No mesmo ano, firmou-se como cantora junto ao grande público no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, ìnterpretando Divino maravilhoso (Gilberto Gil e Caetano Veloso), que alcançou o terceiro lugar. Seu primeiro LP individual foi lançado no ano seguinte pela Philips, e logo depois a cantora apresentou-se no Teatro de Arena, de São Paulo, em show produzido por Guilherme Araújo. Depois de uma temporada na boate Sucata, do Rio de Janeiro, realizou uma série de espetáculos em várias cidades do país.
Ainda em 1969, gravou na Philips o LP Meu nome é Gal e, no ano seguinte, esteve na Inglaterra. De volta ao Brasil, apresentou-se novamente na boate Sucata, lançando com grande sucesso a canção London, London (Caetano Veloso). Juntamente com o frevo-canção Deixa sangrar(Caetano Veloso), London, London foi destaque no LP Legal, gravado na volta de uma viagem da cantora a Portugal.
Em 1971 obteve êxito com o show Deixa sangrar, de Paulo Lima, Duda e Hélio Oiticica, estreado no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, e, depois, apresentado em São Paulo, no Teatro Vereda, e em outras capitais. Em 1971, quando João Gilberto visitou o Brasil, participou de programa com ele e Caetano Veloso, gravado pela TV Tupi, de São Paulo. O show seguinte, Gal a todo vapor, dirigido por Wally Sailormoon e gravado em álbum duplo pela Philips, lançado em 1972, marcou seu amadurecimento como cantora. Nesse ano, com a volta de Caetano Veloso e Gilberto Gil da Europa, os três participaram de espetáculos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em 1973 foi a Cannes, França, com Gilberto Gil, apresentando-se no MIDEM. No mesmo ano, realizou o show Índia, estreado no TUCA, de São Paulo, e gravou o LP de mesmo nome. Em 1976 reencontrou Caetano, Gil e Bethânia no show e disco Doces bárbaros. Nesse ano, gravou canções de Dorival Caymmi no LP Gal canta Caymmi. Ainda na década de 1970, lançou pela Polygram Caras e bocas (1977), Água viva (1978), Gal tropical (1979) e Meu nome é Gal (1979).
Na década de 1980 consagrou-se como uma das maiores intérpretes da música brasileira, prosseguindo a carreira internacional. Entre os discos desse período destacam-se: Aquarela do Brasil (1980), Gal Costa (1981), que incluiu um dos maiores sucessos de sua carreira, Festa do interior (Morais Moreira e Abel Silva), Baby Gal (1983), Bem bom (1985).
O início dos anos de 1990, ampliou seu repertório com o disco e show Plural (BMG, 1990), que incluiu composições de Carlinhos Brown, Jorge Ben Jor e Cole Porter, além de clássicos como Noel Rosa. Em 1994 apresentou-se no polêmico espetáculo O sorriso do gato de Alice, dirigido por Gerald Thomas, que recebeu os prêmios Sharp e APCA do ano. Em 1995, lançou Mina d'água do meu canto, com oito músicas de Chico Buarque e oito de Caetano Veloso, além de uma parceria dos dois homenageando Tom Jobim. Foi lançado em 1996 o CD duplo Doces bárbaros.
Em 1997 comemorou 30 anos de carreira com o lançamento do CD e vídeo Acústico MTV (BMG), gravado em julho do mesmo ano no Memorial da América Latina, em São Paulo. Entre os pontos altos do espetáculo, estão os encontros com convidados como Luís Melodia (Pérola negra), Herbert Víana(Lanterna dos afogados) e as novas interpretações para Camisa amarela(Ary Barroso), Sua estupidez (Erasmo e Roberto Carlos) e Vapor barato (Jards Macalé). Em janeiro de 1998 a Polygram lançou a caixa-antologia 30 anos de barato, com 3 CDs incluindo gravações do período 1967-1983.
Algumas músicas
Acontece, Aquarela do Brasil, Arrastão, Assum preto, Até quem sabe, Atrás da porta, Baby, Bôto, Camisa amarela, Canto triste, Carolina, Como dois e dois, Coração vagabundo, Corcovado, Deixa sangrar, Dindi, É luxo só, Espinha de bacalhau, Eu te amo, Faceira, Falsa Baiana, Festa de rua, Flor de maracujá, Flor do cerrado, Folhetim, Força estranha, Inquietação, Já era tempo, Joana Francesa, João Valentão, Jogada pelo mundo, London, London, Modinha para Gabriela, Mucuripe, Na Baixa do Sapateiro, Na batucada da vida, Nada será como antes, Nem eu, Nova estação, O cantador, O ciúme, O que tinha de ser, Os argonautas, Paula e Bebeto, Pérola negra, Pra dizer adeus, Retrato em branco e preto, São Salvador, Sua estupidez, Tatuagem, Trem das onze, Vaca profana, Vapor barato, Você não entende nada, Volta.
Veja também:
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Música francesa

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Alguns representantes

Charles Aznavour, Edith Piaf.

Música com cifras
Algumas letras
C'est ma vie (Salvatore Adamo)
Notre histoire a commencé / Par quelques mots d'amour / C'est fou ce qu'on s'aimait / Et c'est vrai tu m'as donné / Les plus beaux de mes jours / Mais je te les rendais / Je t'ai confié san pudeur / Les secrets de mon coeur / De chanson en chanson / Et mes rêves et mes je t'aime / Le meilleur de moi même / Jusqu'au moindre frisson / C'est ma vie, c'est ma vie / Je n'y peux rien / C'est elle qui m'a choisi / C'est ma vie, c'est pas l'enfer / C'est pas le paradis / Ma candeur et mes vingt ans / Avaient su t'émouvoir / Je te couvrais de fleurs / Mais quand à mon firmament / J'ai vu des nuages noirs / J'ai senti ta froideur / Mes rires et mes larmes / La pluie et le soleil / C'est toi qui les régie / Je suis sous ton charme / Souvent tu m'émerveilles / Mais parfois tu m'oublies / C'est ma vie, c'est ma vie / Je n'y peux rien / C'est elle qui m'a choisi / C'est ma vie, c'est pas l'enfer / C'est pas le paradis / J'ai choisi tes chaînes / Mes amours mes amis / Savent que tu me tiens / Et devant toi, sur scène / Je trouve ma patrie / Dans tes bras je suis bien / Et le droit d'être triste / Quand parfois j'ai coeur gros / Je te l'ai sacrifié / Mais devant toi j'existe / Je gagne le gros lot / Je me sens sublimé / C'est ma vie, c'est ma vie / Je n'y peux rien / C'est elle qui m'a choisi / C'est ma vie, c'est pas l'enfer / C'est pas le paradis / C'est ma vie, c'est ma vie / Je n'y peux rien / C'est elle qui m'a choisi / C'est ma vie, c'est pas l'enfer / C'est pas le paradis / C'est ma vie, c'est ma vie / Je n'y peux rien / C'est elle qui m'a choisi / C'est ma vie, c'est pas l'enfer / C'est pas le paradis
F… comme femme (Adamo)
Elle est éclose un beau matin / Au jardin triste de mon coeur / Elle avait les yeux du destin / Ressemblait elle à mon bonheur? / Oh, ressemblait elle à mon âme? / Je l'ai cueillie, elle était femme / Femme avec un / F rose, F comme fleur / Elle a changé mon univers / Ma vie en fut toute enchantée / La poésie chantait dans l'air / J'avais une maison de poupée / Et dans mon coeur brûlait ma flamme / Tout était beau, tout était femme / Femme avec un F magique, / F comme fée / Elle m'enchaîntait cent fois par jour / Au doux poteau de sa tendresse / Mes chaînes étaient tressées d'amour / J'étais martyre de ses caresses / J'étais heureux, étais je infâme? / Mais je l'aimais, elle était femme / Un jour l'oiseau timide et frêle / Vint me parler de liberté / Elle lui arracha les ailes / L'oiseau mourut avec l'été / Et ce jour là ce fut le drame / Et malgré tout elle était femme / Femme avec un F tout gris, fatalité / À l'heure de la vérité / Il y avait une femme et un enfant / Cet enfant que j'étais resté / Contre la vie, contre le temps / Je me suis blotti dans mon âme / Et j'ai compris qu'elle était femme / Mais femme avec un F aîlé, foutre le camp
Hymne à l'amour (Edith Piaf)
Le ciel bleu / Sur nous peut s'écrouler / Et la terre / Peut bien s'éffondrer / Peut importe si tu m'aimes / Je me fous du monde entier / Tant que l'amour / Inondra mes matins / Que mon corps / Frémira sous tes mains / Peut importe les problèmes / Mon amour puisque tu m'aimes / J'irais jusqu'au bout du monde / Je me ferais teindre en blonde / Si tu me le demandais / J'irais décrocher la lune / J'irais voler la fortune / Si tu me le demandais / J'irais loin de ma patrie / Je renierais mes amis / Si tu me le demandais / On peut bien rire de moi / Je ferais n'importe quoi / Si tu me le demandais / Si un jour / La vie t'arrache à moi / Si tu meurs / Que tu soit loin de moi / Peut importe si tu m'aimes / Car moi je mourrai aussi / Nous aurons / Pour nous l'éternité / Dans le bleu / De toute l'immensité / Dans le ciel plus de problèmes / Mon amour croit tu qu'on s'aime / Dieu réunis ceux qui s'aiment
C'est si bon (Yves Montand)
C'est si bon / De partir n'importe où / Bras dessus bras dessous / En chantant des chansons / C'est si bon / De se dire des mots doux / Des petits rien du tout / Mais qui en disent long / En voyant notre mine ravie / Les passants dans la rue nous envient / C'est si bon / De guetter dans ses yeux / Un espoir merveilleux / Qui donne le frisson / C'est si bon / Ces petites sensations / Et si nous nous aimons / C'est parce que c'est si bon / C'est inouï ce qu'elle a pour séduire / Sans parler de c'que je n'peux pas dire / C'est si bon / Quand je la tiens dans mes bras / De me dire que tout ça / C'est à moi pour de bon / C'est si bon / Et si nous nous aimons / Cherchez pas la raison oh non / C'est parce que c'est si bon
Ma vie (Alain Barrière)
Maa vie / J'en ai vu des amants / Maaaa vie / L'amour ça fout le camp / Je sais /On me dit qu'ça vaut rien / Ma vie / Mais c'est long le chemin / Maaa vie / J'en ai lu des toujours / Maaaa vie / J'en ai vu de beaux jours / Je sais / Et j'y reviens toujours / Je sais / Je crois trop en l'amour / Maaa vie / J'en ai vu des amants / Maaaa vie / L'amour ça fout le camp / Je sais / On me dit qu'ça vaut rien / Ma vie / Mais c'est long le chemin / Ma vie / Qu'il est long le chemin
Capri c'est fini (Hervé Villard)
Nous n'irons plus jamais / Ou tu m'as dit je t’aime / Nous n'irons plus jamais / Tu viens de décider / Nous n'irons plus jamais / Ce soir c'est plus la peine / Nous n'irons plus jamais / Comme les autres années / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour / Nous n'irons plus jamais / Ou tu m'as dit je t'aime / Nous n'irons plus jamais / Comme les autres années / Parfois je voudrais / Bien te dire recommençons / Mais je perds le courage / Sachant que tu diras non / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour / Nous n'irons plus jamais / Mais je me souviendrais / Du premier rendez-vous / Que tu m'avais donné / Nous n'irons plus jamais / Comme les autres années / Nous n'irons plus jamais / Plus jamais plus jamais / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour / Capri c'est fini / Et dire que c'était la ville / De mon premier amour / Capri c'est fini / Je ne crois pas / Que j'y retournerai un jour
Love me, please love me (Michel Polnareff)
Love me, please love me / Je suis fou de vous / Pourquoi vous moquez-vous chaque jour / De mon pauvre amour / Love me, please love me / Je suis fou de vous / Vraiment prenez-vous tant de plaisir / À me voir souffrir / Si j'en crois votre silence / Vos yeux plein d'ennui / Nul espoir ne m'est permis / Pourtant je veux jouer ma chance / Même si même si / Je devais y bruler ma vie / Love me, please love me / Je suis fou de vous / Mais vous vous moquerez-vous toujours / De mon pauvre amour / Devant tant d'indifferénce / Parfois j'ai envie / De me fondre dans la nuit / Au matin je reprends confiance / Je me dis, je me dis / Tout pourrais changer aujourd'hui / Love me, please love me / Je suis fou de vous / Pourtant votre lointaine froideur / Déchire mon coeur / Love me, please love me / Je suis fou de vous / Mais vous vous moquerez-vous toujours / De mes larmes d'amour
Sous le ciel de Paris (Edith Piaf)
Sous le ciel de Paris / S'envole une chanson hum hum / Elle est née d'aujourd'hui / Dans le coeur d'un garçon / Sous le ciel de Paris / Marchent des amoureux hum hum / Leur bonheur se construit / Sur un air fait pour eux / Sous le pont de Bercy / Un philosophe assis
Deux musiciens / Quelques badauds / Puis les gens par milliers / Sous le ciel de Paris / Jusqu'au soir vont chanter hum hum / L'hymne d'un peuple épris / De sa vieille cité / Près de Notre Dame / Parfois couve un drame / Oui mais a Paname / Tout peut s'arranger / Quelques rayons / Du ciel d'été / L'accordeon d'un marinier / L'espoir fleurit / Au ciel de Paris / Sous le ciel de Paris / Coule un fleuve joyeux hum hum / Il endort dans la nuit / Les clochards et les gueux / Sous le ciel de Paris / Les oiseaux du Bon Dieu hum hum / Viennent du monde entier / Pour bavarder entre eux / Et le ciel de Paris / A son secret pour lui / Depuis vingt siècles / Il est épris / De notre île Saint Louis / Quand elle lui sourit / Il met son habit bleu hum hum / Quand il pleut sur Paris / C'est qu'il est malheureux / Quand il est trop jaloux / De ses millions d'amants hum hum / Il fait gronder sur nous / Son tonnerre eclatant / Mais le ciel de Paris / N'est pas longtemps cruel hum hum / Pour se fair' pardonner / Il offre un arc en ciel.
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Gigliola Cinquetti

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Gigliola Cinquetti

Gigliola Cinquetti nasceu em Verona em 1947 e começou a cantar aos dezesseis anos em 1963, vencendo o concurso "Voci Nuove Di Castrocaro". Um ano depois participou do Festival de San Remo com a célebre canção "Non Ho L' Età", recebendo a primeira colocação. Gigliola Cinquetti fez tanto sucesso que a RAI decidiu fazer um especial em três etapas no final dos anos 60.

Em 1969, Cinquetti protagonizou a transmissão de rádio "La Bella e La Bestia", junto com Paolo Vilaggio. Mas o grande destaque de Gigliola Cinquetti foi a interpretação da canção Dio como ti amo. Com esta canção ela vendeu milhares de discos em toda Europa.

Mais tarde Gigliola casou e ficou vários anos afastada dedicando-se à família e ao casamento. Em 1981, voltou na mídia como jornalista, escrevendo uma coluna semanal para um jornal. Em 1982, apresentou junto com Enzo Tortora o programa "Portobello", cantando e dançando o "twist". Em 1991, conduziu um talk show na televisão de Montecarlo. No mesmo ano apresentou a edição do "Euro Festival".

Veja também:

Domenico Modugno - Festival de San Remo - Nico Fidenco - Peppino Di Capri - Rita Pavone - Algumas músicas cifradas

fonte: Bella Italia - http://www.italianoar.com/

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Gilberto Gil

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Gilberto Gil

Junto com Caetano Veloso, o cantor e compositor Gilberto Gil liderou o movimento tropicalista da década de 60 e tomou-se um dos principais compositores da história da música popular brasileira. Gilberto Passos Gil Moreira nasceu em Salvador (BA), em 29 de junho de 1942 e passou a infância na cidade de Ituaçu, no interior do estado. Em 1960 ingressou na Universidade Federal da Bahia para cursar administração de empresas.
Sua primeira música, Felicidade vem depois, samba bossa nova inspirado no estilo de João Gilberto, foi composta em 1963. Nessa época, conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, com quem montou o musical Nós, por exemplo em junho de 1964.
Já radicado em São Paulo SP, lançou Procissão (1965), Roda (1965) e Louvação (1966), música que deu nome a seu primeiro disco. Em outubro de 1967 do III Festival da Música Popular Brasileira com as canções Bom dia, composta em parceria com Nana Caymmi e interpretada por ela, e Domingo no parque, interpretada por ele mesmo com participação dos Mutantes. Essa última canção, junto com Alegria, alegria (1967), de Caetano Veloso, inaugurou o tropicalismo na música popular brasileira. Em 1968, Gil e Caetano gravaram o famoso disco Tropicália. Perseguido pela ditadura militar, Gilberto Gil mudou-se para Londres em 1969 e, como despedida, compôs Aquele abraço.
De volta ao país em fevereiro de 1972, lançou o disco Expresso 2222. Quatro anos depois, gravou Doces bárbaros com Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. Entre suas músicas mais famosas estão Refazenda (1975), Realce (1979) e Super-homem, a canção (1979). Em 1988, Gil ingressou na política e foi eleito vereador de Salvador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ao final do mandato, desistiu de disputar nova eleição. Em 1993 lançou Tropicália 2, em parceria com Caetano Veloso.
Algumas músicas
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Golden Boys

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Golden Boys. Conjunto vocal formado em 1958 pelos irmãos compositores Roberto Correia José Maria (1940-), Ronaldo Correia José Maria (1942-) e Renato Correia José Maria (1944-) (irmãos de Evinha e dos componentes do Trio Esperança), e seu primo Valdir Anunciação (1941- ), todos nascidos no Rio de Janeiro (RJ).
Começaram num programa de calouros da Rádio Mauá, no Rio de Janeiro, e ainda em 1958 lançaram o primeiro LP, pela Copacabana, com uma faixa que chegou a se destacar nas paradas de sucesso: Meu romance com Laura (Jairo Aguiar).
Durante dois anos excursionaram pelo interior do país e, de volta ao Rio de Janeiro, conseguiram contrato com Walter Pinto, para atuar na revista musicada Tem bububu no bobobó, fazendo coro de apoio aos cantores; como eram menores de idade, os rapazes ficavam ao lado do palco, perto da orquestra dirigida pelo maestro Vicente Paiva.
Excursionaram ao Uruguai, apresentando-se por dois meses em boates e na televisão. Lançaram 11 LPs pela Philips e Odeon, com os seguintes sucessos: Se eu fosse você (Rossini Pinto), Michelle (Lennon e McCartney), Andança (Edmundo Souto e Danilo Caymmi), Mágoa (Tito Madi), Alguém na multidão (Rossini Pinto), Pensando nela (A. Xavier e Salomão José, versão de Rossini Pinto), O cabeção (Roberto Correia e Sílvio Son).
Realizaram tournées no Chile, Argentina, Venezuela, EUA., Martinica e Nassau, e, em 1971, com a saída de Renato, que passaria a diretor de produção na Odeon, o grupo se transformou em trio.
Compondo juntos ou separados, Roberto, Ronaldo e Renato são autores de vários sucessos lançados por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Wanderléia e outros cantores. Renato compôs É papo firme, lançada em 1967 por Roberto Carlos, e Casaco marrom (com Danilo Caymmi e Guttemberg Guarabira), grande êxito do repertório de Evinha (1970). Foi responsável, com Ronaldo, pela trilha sonora do filme Juventude e ternura, musical com Wanderléia e Erasmo Carlos, dirigido por Aurélio Teixeira, em 1967.
Ronaldo toca bateria, violão, baixo e ritmo, já participou de quase todos os festivais de música no Brasil e escreveu cerca de 30 músicas, entre elas um de seus grandes sucessos, Não precisas chorar, gravado por Roberto Carlos, em 1966 na CBS, e pelo conjunto, em 1967 na Odeon. O irmão mais velho, Roberto, teve seu maior êxito como autor de Eu já nem sei. Um dos mais antigos grupos em atividade, continuam participando de shows e gravações.
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Gonzaguinha

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Gonzaguinha (Luís Gonzaga do Nascimento Júnior), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/9/1945 e faleceu perto de Curitiba PR em 30/4/1991. Filho da dançarina e cantora Odaléia Guedes, na época companheira do sanfoneiro Luiz Gonzaga, que assumiu a paternidade da criança. Foi criado no morro carioca de São Carlos, no Estácio, pelo padrinho Henrique Xavier, com quem aprendeu violão.
Aos 14 anos, fez a primeira música, Lembranças de primavera, e mais tarde compôs Festa e From U.S. of Piauí, todas gravadas por seu pai em 1967. Também em 1967 ingressou na Faculdade de Ciências Políticas Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, onde se formou em economia. Em 1968 concorreu com Pobreza, por pobreza no I Festival Universitário de Música Popular, do Rio de Janeiro, classificada entre as finalistas. No ano seguinte, venceu esse mesmo festival com O trem, que ele mesmo cantou. Ainda em 1969, participou do Movimento Artístico Universitário, ao lado de Ivan Lins, César Costa Filho, Aldir Blanc e outros.
Em 1970 concorreu no V FIC, da TV Globo, no Rio de Janeiro, com Um abraço terno em você, viu mãe? e Mundo novo, vida nova, a primeira lançada em compacto Odeon, nesse mesmo ano, junto com Amor é meu país, composição e gravação de Ivan Lins. Em 1973 lançou, pela Odeon, seu primeiro LP, Luís Gonzaga Jr., que incluía a composição Comportamento geral.
Em 1974, pela Odeon, lançou o segundo LP, que, entre outras, incluía Galope (que mais tarde faria sucesso com o MPB-4, Maria Bethânia e Marlene) e Meu coração é um pandeiro. Em março e abril de 1975, fez excursão por todo o Nordeste, ao lado de Paulinho da Viola, Fagner e a cantora Amelinha. No mesmo ano, lançou pela Odeon o LP Plano de vôo, que incluiu Mundo novo, vida nova, canção romântica que havia sido lançada em compacto por Claudete Soares em 1969, e Geraldinos e Arquibaldos, o maior sucesso do álbum. Entre suas composições dessa época, destacam-se ainda Pois é, seu Zé, o bolero Minha amada doidivana e Desesperadamente (gravada também por Elis Regina).
Em 1976 lançou pela Odeon o LP Começaria Tudo Outra Vez, que além da faixa-título, um de seus maiores sucessos, trazia Asa branca, do pai, e a canção de amor Espere por mim, morena. Este LP marca um momento decisivo em sua carreira, com os primeiros grandes êxitos populares. A partir desse disco, foi cada vez mais gravado por outros intérpretes.
Em 1977 lançou pela Odeon o LP Moleque Gonzaguinha, com destaque para Dias de Santos e Silvas. No mesmo ano fizeram sucesso A felicidade bate a sua porta, na gravação das Frenéticas, e Explode Coração. Lançou pela Odeon o LP Recado, que inclui Petúnia Resedá, sucesso na voz de Simone. Em 1979 estava entre os compositores que ganhavam mais dinheiro com direitos autorais. Fez sucesso com seu show e sétimo LP, Gonzaguinha da vida (EMI), que incluiu o sucesso Com a perna no mundo, além da participação de Nana Caymmi na canção Por um segundo.
Em 1980 lançou o disco Gonzaguinha - De volta ao começo (EMI), com destaques para Ponto de Interrogação, Grito de Alerta, Sangrando e Bié Bié Brasil. Passou a morar em Belo Horizonte MG, onde colaborou com a Rádio Inconfidência, promovendo a MPB na programação. Tornou-se um dos compositores mais requisitados da década de 1980.
Em 1981 lançou pela EMI Coisa mais maior de grande, seu disco mais sofisticado, que inclui Mergulho, Quando se chega, O saco cheio de Noel, Simples saudade e a seresta Santa maravilha. Percorreu o Brasil em 1980 e 1981, com o show A vida do viajante (com Luís Gonzaga). Nessa época, foi lançado o LP A vida do viajante (duplo, também em parceria com Luís Gonzaga, EMI (gravação ao vivo).
Em 1982 lançou o disco Caminhos do coração, com os sucessos da faixa-título e do samba O que é, o que é?. Em 1983, o disco Alô, alô Brasil trouxe Um homem também chora, que foi grande sucesso na voz de Fagner. No ano seguinte, lançou pela EMI o disco Grávido.
Em 1985 lançou Olho de lince - Trabalho de parto, com destaques para Maravilhas banais e Deixa Dilson. No mesmo ano, participou do LP de Luís Gonzaga Sanfoneiro macho, RCA. A partir de 1986, passou a gravar por seu próprio selo, Moleque, e lançou mais dois discos, de pouca repercussão (o maior sucesso foi o samba É. Em 1988 recebeu um Prêmio Sharp e participou do LP Gonzagão e Fagner 2, RCA, 1988.
Morreu em 1991, em acidente automobilístico perto de Curitiba. Depois de sua morte a EMI lançou dois álbuns inéditos e ao vivo, um deles com Luís Gonzaga. Outros intérpretes de suas composições: Agnaldo Timóteo gravou Grito de alerta; Elis Regina, Eu apenas queria que você soubesse; Simone, Começaria tudo outra vez; Joanna, Agora; e As Frenéticas fizeram sucesso com Preto que satisfaz, que foi tema da novela global Feijão Maravilha. Em 1997, a gravadora EMI lançou em CDs remasterizados os 13 discos que o cantor gravara entre 1975 e 1985, com faixas-bônus.
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Gregorio Barrios

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Com suas melodias sedutoras e uma poesia que consegue traduzir as mais profundas emoções, o bolero encontrou em Gregorio Barrios o seu maior intérprete, dentro de uma imensa discografia de 125 discos em 78 rotações e 43 LPs.
Durante os anos 50, a juventude tinha no bolero o melhor ritmo para dançar e cantá-lo tornou-se um hobby em qualquer evento. E Gregorio, com a beleza da voz de um dos mais privilegiados cantores, com seu poder interpretativo e sua presença física impecável, arrebatava os corações femininos e fazia vibrar jovens e velhos com sua arte.
Nascido em Bilbao, Espanha, em 31 de janeiro de 1911, Gregorio Barrios foi residir em Buenos Aires, aos dez anos de idade, visto que seu pai sofria perseguição política pelo fato de ser socialista. Na capital portenha, após exercer diversos empregos, o jovem espanhol resolveu estudar canto, o que fez durante 15 anos com o professor e tenor Abeleff e o barítono Iturbi, no Teatro Colón.
Em 1938, estreou na Radio Callao, interpretando cançonetas, trechos de óperas e tangos, percebendo, porém, que aquele ainda não era o caminho certo. Em 1940, assinou contrato com a famosa Radio El Mundo de Buenos Aires e em 1941 atuou no Brasil pela primeira vez, numa excursão que voltaria a realizar em inúmeras oportunidades, até fixar-se definitivamente em nossa terra.
Na Argentina, Gregorio Barrios chegou a atuar em três filmes, mas o amor pelo Brasil fez com que ele trocasse a residência de uma esquina da Calle Corrientes para Copacabana, em 1962, e se casasse com uma brasileira que havia sido Miss Santa Catarina. Suas excursões giravam em torno da América do Sul, tendo também se apresentado em Portugal, Espanha e Cuba. Residia em São Paulo quando, repentinamente, foi vitimado por um infarto do miocárdio, em 17 de dezembro de 1978, um dia após ter-se apresentado em Curitiba.
Alguns de seus sucessos: Palabras de mujer, Diez Minutos Más, Inutilmente, Contigo aprendí, Frío en el alma, Nosotros, María Bonita, Oración Caribe, Lamento borincano, Dos almas, Vereda tropical, Anahí etc. Amante da música brasileira, Gregorio Barrios verteu para o idioma espanhol grandes composições como Suave é a Noite, Eu Sei Que Vou Te Amar, Sentimental Demais, De Cigarro em Cigarro, Cabelos Brancos, Ouça e Quero Beijar Tuas Mãos, dentre outras.
Gregório Barrios deixou para as pessoas que o conheceram a lembrança do homem alegre, extrovertido, extremamente modesto, profissional corretíssimo, ótimo esposo, excelente pai. O seu corpo está sepultado em São Paulo no cemitério do Morumbi.
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Os Incríveis

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Os Incríveis. Grupo paulistano vocal-instrumental de pop-rock. Iniciou em 1962 com o nome The Clevers e era formado por: Mingo (Domingos Orlando, São Paulo SP 1943-1995), vocal e guitarra-base: Risonho (Waldemar Mozena, Lins SP 1943-), guitarra-solo; Manito (Antonio Rozas Sánchez, Vigo, Espanha 1943-), teclados e saxofone; Netinho (Luís Franco Thomaz, Santos SP 1946-), bateria; e Neno (Dermeval Rodrigues, Presidente Epitácio SP 1940-), contrabaixo.
Descobertos pelo empresário e apresentador de TV Antônio Aguilar, foram contratados pela gravadora Continental e fizeram sucesso já a partir do primeiro disco, um 78 rpm com arranjo em ritmo de twist para uma canção espanhola antiga, El Relicario (José Padilla). Além do sucesso com seus próprios discos, o grupo acompanhou vários artistas, como Demetrius (A bruxa) e Orlando Alvarado.
Ainda na década de 1960, Neno deixou o conjunto, entrando para os Jordans, substituído por Nenê (Lívio Benvenutti Jr., São Paulo SP 1947-), cuja semelhança de apelido causa certa confusão entre os fãs.
Em 1965, Aguilar, numa jogada promocional, batizou outro grupo como The Clevers e divulgou a notícia de que iriam processar o grupo antigo, dando a este o novo nome de Os Incríveis, tirado de um de seus LPs, Os incríveis The Clevers.
Em 1968, o grupo, já com o novo nome, desligou-se de Aguilar e da Continental, indo para a RCA Victor, na qual teve seu momento de maior êxito, com vários sucessos até 1972, entre eles O milionário (Mike Maxfieid, do grupo inglês The Dakotas), 1968; Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones (versão de sucesso do italiano Gianni Morandi, feita pelo novo empresário do grupo, Brancato Jr., embora creditada aos Incríveis), 1968; Embora (Nenê e Brancato Jr.), 1969; e Eu te amo, meu Brasil (Dom, da dupla Dom e Ravel), 1970.
Em 1967-1968 apresentaram-se ao vivo no Japão e Europa, além de gravarem um LP especial para o mercado latino-americano, Los lncreíbles (CBS Argentina).
Em 1974, desinteressado da música pop mais comercial, o conjunto começou a se dispersar: Manito foi para o grupo de rock progressiva O Som Nosso de Cada Dia, Netinho entrou para o grupo de hard-pop-rock Casa das Máquinas, Nenê tornou-se contrabaixista de estúdio dos mais requisitados. Assim, muitas das últimas gravações têm, do grupo inicial, apenas a participaçâo de Minga.
O grupo original se reuniu em 1981 para um LP na RCA. Em fins da década de 1980, realizou shows em todo o Brasil, mas com formação variável: de algumas apresentações participaram Risonho e Sandro (Sandro Haick Thomaz, São Paulo 1971-), filho de Netinho, no lugar de Minga (que cuidava de sua própria produtora e gravadora, a New Vision). O grupo continua ativo, tendo participado de gravações e shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda.
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Jerry Adriani

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Jerry Adriani (Jair Alves de Sousa), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP, em 29/11/1947. Filho de operários, aos quatro anos de idade aprendeu canções italianas com a avó materna e, dos sete aos nove anos, estudou acordeom. Em 1959 iniciou o aprendizado de canto, freqüentando durante quatro anos os conservatórios de Santo André SP e São Caetano SP. Nessa época participou do coral da Associação Cultural e Artística de São Caetano.
Sua estréia no rádio, ainda como amador, foi no programa Galera do Nelson, da Rádio Nacional, de São Paulo. Em seguida, usando o pseudônimo de Jerry, atuou no programa Ritmos para a Juventude, de Antônio Aguilar. De 1962 a 1964 foi crooner do conjunto Os Rebeldes, interpretando um repertório de baladas italianas, rocks e canções românticas. Como integrante desse conjunto, iniciou sua carreira na TV Tupi, de São Paulo, e, contratado pela CBS, em 1964 gravou seu primeiro LP, Italianíssimo. Nessa ocasião, adotou o nome artístico de Jerry Adriani, estreando também como autor em 1965 com Só a saudade, que gravou em disco da CBS.
A partir de 1964 passou a atuar em rádio e televisão, principalmente na TV Record. Atuou ainda como apresentador nos programas Excelsior a Go-Go (TV Excelsior), Bonzinhos Até Certo Ponto (TV Tupi) e Globo de Ouro (TV Globo). Tem realizado shows em todo o país e já empreendeu viagens ao exterior, exibindo-se na televisão mexicana e em Caracas, Venezuela, em 1972. No ano seguinte, apresentou-se nos E.U.A. e no Canadá, participando ainda do Festival de Ancón, em Lima, Peru, em 1974.
Estreou no cinema como ator em Essa gatinha é minha (produção de Herbert Richers e Jece Valadão, 1966), atuando como produtor associado e astro principal dos filmes Jerry, a grande parada e Em busca do tesouro, de 1967, ambos dirigidos por Carlos Alberto de Sousa Barros.
De 1964 a 1974 gravou cerca de um LP por ano, na CBS, totalizando quase 200 canções, entre as quais Querida (Don't Let Them Move, de Garret e Howard, versão de Rossini Pinto) e Um grande amor (l Knew Righf Away, de Cogan e Foster, versão de Romeu Nunes), do LP Um grande amor, de 1965; Ninguém poderá julgar-me (Nessuno mi puoi giudicare, de Panzeri, versão de Nazareno de Brito), do LP Devo tudo a você, de 1966; Quem não quer (Black is Black, de Hayes e Grainger, versão de Rossini Pinto), do LP Vivendo sem você, de 1967; Deve existir por aí (Getúlio Cortes), do LP Esperando você, de 1968: e Doce, doce amor (Raul Seixas e Mauro Mota), do LP Pensa em mim, de 1972.
Em 1990 lançou o LP Elvis vive, com versões em português de sucessos de Elvis Presley. Participou dos discos e shows intitulados 30 anos de Jovem Guarda, em 1995-1996. Em 1997 comemorou seus 50 anos de idade com um show no Teatro Popular do Sesi, em São Paulo, cantando Elvis Presley, Raul Seixas, Jovem Guarda e a geração 1980 do rock nacional.
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quarta-feira, 20 de junho de 2007

The Jet Black's

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The Jet Black's. Grupo paulistano, um dos pioneiros do rock instrumental no Brasil, na linha dos ingleses Shadows (tirou seu nome de Jet black, sucesso desse grupo) e dos norte-americanos Ventures, embora também tivesse êxito com gravações vocais.

Formado em 1961 com o nome The Vampires, seus integrantes eram Gato (José Provetti, Valparaíso SP 1941-Rio de Janeiro RJ 1996), guitarra-solo e órgão; Jurandi (Jurandi Trindade Abreu de Silva, Rio das Contas BA 1943-), bateria; Orestes, guitarra-base; Ernestico, saxofone; e José Paulo, contrabaixo.

Contratados pela Chantecler, gravaram em 1962 o primeiro disco, um 78 rpm com duas regravações dos Shadows, Apache e KonTikí. O disco fez sucesso e seguiram-se os LPs Hully gully (1962) e Twist - The Jet Black's Again (1963).

Fizeram o acompanhamento instrumental em Rua Augusta de Ronnie Cord (1964), nos LPs de Deny e Dino e de Roberto Carlos (ambos 1966) e em diversas gravações de Sérgio Reis, Celly Campello e outros. Em 1965 fizeram suas primeiras gravações vocais, no LP The Jet Black's (1965), incluindo Susie-4, regravação do norte-americano Dale Hawkins, lançada também em compacto, junto com Theme for Young Lovers, outro original dos Shadows e que se tornaria o maior sucesso do grupo (curiosamente, a gravação dos Shadows é em ritmo de baião, e a do grupo brasileiro em rock-balada).

Em 1968, Guilherme Dotta (São Caetano do Sul SP, 1944-) entrou para o grupo, que fez sucesso até 1969, quando passou a ter formação variável em torno de Jurandi; desde a década de 1980, apresentam-se em shows e gravam esporadicamente, principalmente novas versões de seus sucessos dos anos de 1960.

Participaram, em 1995, da caixa de CDs 30 anos da Jovem Guarda (Polygram), com nova gravação de Apache. Em 1998, o nome Jet Black's foi assumido pelo tecladista Douglas Dotta (São Caetano do Sul 1968-); filho de Guilherme, que dá continuidade ao trabalho do grupo.

Veja também:

Antonio Marcos / Celly Campello / Demetrius / Deny e Dino / Eduardo Araújo / Erasmo Carlos / Fevers, The / Golden Boys / Incríveis, Os / Jerry Adriani / Jordans, The / Jovem Guarda, História da / Jovem Guarda, Cifras da / Leno e Lílian / Martinha / Paulo Sérgio / Renato e seus Blue Caps / Roberto Carlos / Ronnie Cord / Ronnie Von / Rosemary / Sérgio Murilo / Silvinha / Tony Campello / Trio Esperança / Vanusa / Vips, Os / Wanderléia / Wanderley Cardoso

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