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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Orlandivo

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Orlandivo

Orlandivo (Orlandivo Honório de Sousa), compositor e cantor, nasceu em Itajaí, Santa Catarina, em 5/8/1937. Desde criança interessou-se por música, tocando gaita-de-boca aos seis anos. Passou a residir no Rio de Janeiro aos nove anos; aí serviu o Exército, conhecendo então Paulo Silvino Neto Filho, com quem compôs os primeiros sambas: Cinderela em 30, João e Maria e Saudade dói demais.

Em 1958 teve suas primeiras composições gravadas por Roberto Carreiras em selo Albatroz: Vem pro samba e H2O. Gravou, em 1961, um dos seus maiores sucessos, Samba toff, sendo também dessa época A chave do sucesso (ambos com Roberto Jorge), uma alusão à bossa com a qual fez sucesso: cantar sacudindo um molho de chaves para fazer o ritmo.

Entre suas composições destacaram-se Sambadinho (com Roberto Jorge), Bolinha de sabão (com Adílson Azevedo), Dias de verão (com Roberto Jorge) e Tamanco no samba (com Helton Meneses).

Os principais intérpretes de suas composições foram Ed Lincoln, Golden Boys, Conjunto Farroupilha e Humberto Garin. Gravou, entre outros, os LPs A chave do sucesso e Orlan Divo.

Obras

Bolinha de sabão (c/Adilson Azevedo), samba, 1964; A chave do sucesso (c/Roberto Jorge), 1961; Samba toff (c/Roberto Jorge), samba, 1961; Saudade em seu lugar (c/Roberto Jorge), samba, 1964; Tamanco no samba (c/Helton Meneses), samba, 1963.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.
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sábado, 4 de agosto de 2007

Francis Hime

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Francis Hime

Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1939. Foi nesse dia que nasceu Francis Victor Walter Hime. Neto de pianista e filho de pintora, o carioca teria mesmo que ser artista. Tanto que aos seis anos de idade começou a fazer aulas de piano. Com 16 foi pra Suíça, onde estudou música durante quatro anos.

Francis Hime começou a despontar no cenário musical brasileiro na década de 60. Logo de cara, o artista teve um importante parceiro: Vinícius de Moraes. A primeira composição de Francis com o Poetinha foi "Sem Mais Adeus", em 1962. Nessa mesma época, Francis conhecia uma moça muito especial, que anos mais tarde passou a se chamar Olívia Hime.

Música era a sua paixão. Apesar disso, o artista resolveu cursar engenharia. E seguiu assim, dividindo o tempo entre a faculdade e os shows. Participou de festivais, sempre como compositor, tendo como intérpretes de suas músicas Elis Regina (Por um Amor Maior, com Ruy Guerra), MPB-4 (Anunciação, com P. C. Pinheiro), Jair Rodrigues (Samba de Maria, com Vinícius de Moraes).

Nos anos 70 suas parcerias com Chico Buarque o fizeram mais conhecido. São da dupla alguns clássicos da MPB, como Trocando em miúdos, Passaredo, Meu caro amigo, Vai passar, Quadrilha, Atrás da porta e Pivete.

Sempre atual, Francis está presente na carreira de importantes intérpretes brasileiros, de várias gerações.Sob forte influência de música clássica, é reconhecido também como excelente arranjador. Aproveitando os diversos talentos, lançou o primeiro disco individual, em 1973.

Na mesma época atuava ainda em cinema. Aliás, na década de 70, era um dos compositores preferidos dos cineastas brasileiros. Compôs trilhas para diversas produções nacionais, entre elas “Dona Flor e Seus Dois Maridos”.

Fontes: Francis Hime; Dicionário Cravo Albin da MPB; CliqueMusic.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Carlinhos Brown

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Carlinhos Brown (Antônio Carlos Santos de Freitas), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em. Salvador BA em 23/11/1964. Criado no Candeal Pequeno, antigo quilombo e hoje bairro pobre da periferia de Salvador, foi discípulo do motorista aposentado Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô, que lhe ensinou tudo o que sabia sobre percussão.
No início da década de 1980, na gravadora WR, em Salvador, assimilou técnicas de gravação e produção em estúdio. Sensível ao movimento mundial da música contemporânea (adotou seu nome artístico inspirado em James Brown, papa da soul music norte-americana), passou a pesquisar e codificar os ritmos da tradição afro-brasileira.
Em 1984, Luís Caldas gravou Visão do ciclope, sua primeira composição a fazer sucesso nas rádios. No ano seguinte, já integrava a banda de Caetano Veloso, que gravou no LP Estrangeiro (1989) sua composição Meia lua inteira, depois incluída na trilha sonora da novela Tieta, da TV Globo.
No início dos anos de 1990, criou e passou a liderar a Timbalada, banda de tambores de origem africana (timbaus) com mais de 120 instrumentistas e cantores, que depois do sucesso alcançado no carnaval baiano, gravou cinco discos na Polygram — o último foi Mãe de samba, lançado em 1997.
Outros de seus projetos são a Bolacha Maria, uma banda só de mulheres, e a Lactomia, banda percussiva formada por crianças e adolescentes do Candeal e de bairros vizinhos de Salvador.

Em 1993 assinou cinco das 13 músicas do disco Brasileiro, de Sérgio Mendes, ganhador de um prêmio Grammy, no mesmo ano. Em 1996 lançou seu primeiro CD solo, Alfagamabetizado.
Gravou com músicos das mais diferentes tendências como Herbie Hancock e o grupo Sepultura; artistas como Gal Costa, Daniela Mercury, Nando Reis, Marisa Monte, Cássia Eller e Herbert Viana, entre outros, gravaram suas composições ou foram seus parceiros.
CD: Alfagamabetizado, 1996, EMI 364838269-2.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha.
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Baby do Brasil

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Baby Consuelo (Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade), cantora e compositora, nasceu em Niterói RJ em 18/7/1952. Aos nove anos, ganhou da mãe o primeiro violão; cresceu ouvindo Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi Beatles e João Gilberto.
Em 1966 mudou seu nome para Baby Consuelo; dois anos depois, foi morar em Salvador BA, onde ficou conhecendo Pepeu, guitarrista do recém-formado conjunto Os Novos Baianos, que passou a integrar como vocalista e percussionista.
Em 1978 iniciou carreira solo com o disco O que vier eu traço, que incluía Menino do Rio (Caetano Veloso), um de seus maiores êxitos. Lançou ainda os discos Pra enlouquecer (1980), Canceriana telúrica (1981) — com o sucesso Todo dia era dia de Índio —, Cósmica (1982), Krishna Baby (1984), Sem pecado e sem juízo (1985), Ora pro nobis (1991).
Depois de uma peregrinação a Santiago de Compostela, Espanha, mudou seu nome para Baby do Brasil. Em 1997, reencontrou Os Novos Baianos, para gravar o CD duplo Infinito circular (Globo/Polydor); no mesmo ano, lançou o CD Um, que marcou seu ingresso na dance music.
CD: Um, 1997, BMG/Ariola 7432145483.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha
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quinta-feira, 5 de julho de 2007

O circo e seus palhaços cantores

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As melhores atrações dos circos brasileiros, no final do século XIX e no início do século XX, eram os palhaços cantores. Foram eles, usando seus picadeiros itinerantes, os pioneiros na divulgação da música popular. A principio, nem eram considerados circenses. No Brasil, os primeiros grupos de saltimbancos que percorriam o país eram conhecidos como volantins ou burlantins. Somente no século XIX é que alcançam o status de circenses, começando a instalar seus teatros de lona nas principais cidades brasileiras.

São Paulo era das mais procuradas, por sua população de imigrantes europeus, já afeitos ao gênero de espetáculo. Estatísticas dizem que, em 1897, os 200 mil habitantes de São Paulo contavam com as diversões e atividades de lazer bastante raras, no mais das vezes esportivas e domingueiras. Os paulistanos tinham três teatros, oito jornais diários e o maior deles, O Estado de São Paulo, com tiragem de apenas seis mil exemplares. Nesse clima ideal para os circenses. De 1887 a 1914, foram listadas mais de quarenta companhias do gênero, que se estabeleceram na cidade.

Foi a época de ouro de dois grandes circos que, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, eram reconhecidos como os dois melhores do país e disputavam entre si o primeiro lugar. O circo Spinelli, ao ser armado – garantem os contemporâneos que melhor seria dizer construído – no Rio de Janeiro, encostado no viaduto da Estrada de Ferro Central do Brasil, sua lona chegava até a Rua Figueira de Melo, por coincidência, na mesma região onde se encontra a Escola Municipal do Circo. Era todo cercado de madeira, com arquibancadas confortáveis, platéia assoalhada e picadeiro com altura de um metro e meio. Um verdadeiro teatro.

A revista “Máscara”, da época, em matéria jornalística sobre a qualidade do circo, garantia: “Artista que ali atuasse tal o prestígio da casa, estava definitivamente feito, glorificado, em condições de ingressar em qualquer elenco de renome do Centro”, confirmando o papel de lançador de novidades musicais, reservado aos circos naquele momento.

No final do ano de 1897, o Circo-Pavilhão Internacional, armado com quase a mesma pompa na Rua Voluntários da Pátria, ainda no Rio de Janeiro, anunciava: “Dudu das Neves o primeiro palhaço brasileiro fará as delícias da noite com suas magníficas canções e lundus, acompanhado com seu choroso violão”.

Eram, então, os dois circos os espaços privilegiados de lançamentos da música popular brasileira, em especial lundus, chulas e modinhas, alguns dos principais formadores do samba, o qual, em seguida, viria a ter seu lugar também naqueles picadeiros, apresentado por cantores em início de carreira. Durante muito tempo, o circo continuaria sendo uma alternativa de bom dinheiro para cantores de rádio em geral, pois, não existindo televisão, era a única maneira de se fazerem conhecer pessoalmente por seu público do interior do país.

Os maiores astros-cantores dos Circos Spinelli e Internacional eram os palhaços Eduardo das Neves (Dudu) e Benjamim de Oliveira. O pesquisador e historiador José Ramos Tinhorão analisa o prestígio do palhaço-cantor para a música brasileira: “e na parte que interessa mais diretamente à música popular, o circo ia revelar durante quase um século a importância de veiculador das formas de teatro musicado das cidades, com suas bandas e seus números de show, ficando reservada especialmente à figura do palhaço – ao lado de sua função cômica específica – a de equivalente dos conçonetistas de teatro e, mais tarde, dos cantores de auditório de rádio”.

O início do século XX manteve o prestígio do circo e, ao lado dos palhaços-cantores, já começavam a aparecer artistas que se dedicavam exclusivamente ao canto. O sucesso variava de acordo com a qualidade do circo onde se exibissem e com o tipo de público atingido. Muitos pequenos circos tinham seus também pequenos cantores, que se limitavam a repetir os repertórios apresentados nos picadeiros maiores por astros já consagrados, formando elos de uma grande corrente de divulgação.

É a época em que surgem também no circo cantores como Mário Pinheiro, Francisco Alves, Vicente Celestino, Cadete e o próprio Bahiano, famoso por ser o primeiro a ter repertório gravado em discos no Brasil. Com ele, em mais de vinte duetos, a cantora Júlia Martins. Todos se valendo dos picadeiros para mostrar e divulgar seus trabalhos, aproveitando-se da melhor fase circense, e mesmo quando esta começa e decair, para ceder lugar a outros meios de comunicação e lazer.

Mas, nos princípios do século XX, o espetáculo circense ainda era importante. A temporada paulista do Circo Spinelli, na Alameda Barão de Limeira, foi ocasião festejada pela população e por jornais e revistas. Que registraram o sucesso feito por todos os artistas, mas “principalmente pelo nosso simpático Benjamim de Oliveira, que além de desempenhar seu papel como palhaço, nas pantomimas não tem rival e canta suas canções como ninguém”.

Chegando aos anos 20, dificilmente tal efusão voltaria a ocorrer. Os circos já haviam cedido espaço para o teatro de revista e o “cinematógrapho” aparecia como a novidade que arrebataria o público para as escuras salas de projeção. No comentário sobre a montagem de um circo na Avenida Rangel Pestana, um cronista escrevia que “o público do Brás já não aprecia esse gênero de diversões”.

Numa tentativa de reação, os grandes circos deixavam de ser itinerantes, fixavam-se nas maiores cidades, procuravam uma união com o inimigo, promovendo sessões mistas de artes circenses e projeções cinematográficas. Mas, como lançador e principal divulgador da música popular, seu papel tinha se esgotado.
Lembro-me da introdução daquela canção O Ébrio (1936) onde Vicente Celestino conta que no começo era "cantor lírico de grande fama" e termina sendo vaiado em pleno picadeiro de um circo: " ... E uma noite, quando eu cantava ainda mais uma vez "A Força do Destino", Deus levou a minha filha para nunca mais voltar. Daí pra cá eu fui caindo, caindo, passando dos teatros de alta categoria para os de mais baixa. Até que acabei por levar uma vaia cantando em pleno picadeiro de um circo. Nunca mais fui nada. Nada, não! Hoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura, chamam-me ébrio. Ébrio..." Nota-se que os cantores de circo ( e também os circos) realmente decairam já na década de 30 para 40, mas ainda levou muito tempo. (nota do blogueiro).
Fontes: História do Samba - Editora Globo e Cifrantiga - A história da MPB e Cifras.
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segunda-feira, 2 de julho de 2007

Noel Rosa

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noelros
Noel Rosa mudou os rumos da Música Popular Brasileira. Colocou na medida exata, o peso da poesia nas composições. Tudo o que aconteceria em nossa música nas décadas seguintes teria, de alguma forma, sua marca ou sua influência.
Noel de Medeiros Rosa nasceu no chalé da rua Teodoro Silva, em Vila Isabel (RJ), no dia 11 de dezembro de 1911 e lá morreu, em 4 de maio de 1937. Filho de Manoel Garcia de Medeiros Rosa, funcionário público, e de Martha de Medeiros Rosa, professora que o iniciou nas primeiras letras na escolinha que mantinha na sua própria casa. Nasceu de um parto muito difícil, arrancado a fórceps sofreu afundamento e fratura do maxilar o que lhe causou uma paralisia parcial no lado direito do rosto, como conseqüência carregou o defeito no queixo, o qual acentuava nas suas auto-caricaturas, ao mesmo tempo que manteve-se sempre tímido em público, evitando ser visto comendo.
Quando ainda era pequeno, o pai foi trabalhar em Araçatuba (SP) como agrimensor numa fazenda de café. A mãe abriu uma escola em sua própria casa, no bairro de Vila Isabel, sustenta do assim os dois filhos — o menor, Henrique, nascera em dezembro de 1914. Foi alfabetizado pela mãe e, aos 13 anos, entrou para o colégio Maisonnette, cursando depois o São Bento, onde ficou até 1928, conhecido pelos colegas como Queixinho.
Aos 13 anos, começou a tocar bandolim de ouvido, logo passando para o violão, que aprendeu com o pai e com amigos de casa: seu primo Adílio, Romualdo Miranda, Cobrinha e Vicente Sabonete, entre outros. Por 1925, já dominando o instrumento, tocava em serenatas do bairro acompanhado pelo irmão.
Em 1929, terminado o ginásio, preparou-se para entrar na Faculdade de Medicina, sem deixar de lado o violão e as serenatas. Em Vila Isabel, estudantes do Colégio Batista e moradores do bairro haviam formado um conjunto musical, o Flor do Tempo, que se apresentava em festas de família. Convidados a gravar em 1929, o grupo foi reformulado, com o novo nome de Bando de Tangarás (figura ao lado: charge dos Tangarás), conservando João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito, componentes da primitiva formação, e incluindo-o, pois, embora jovem, era conhecido no bairro como bom violonista. Participou assim das primeiras gravações do Bando de Tangarás, o samba Mulher exigente, seguido de uma embolada e um cateretê (todos de Almirante). No mesmo ano escreveu suas primeiras composições, a embolada Minha viola e a toada Festa no céu, que gravou em 1930 nas duas faces de um 78 rpm da Parlophon. Compôs ainda, em 1931, duas canções sertanejas, Mardade de cabocla e Sinhá Ritinha (com Moacir Pinto Ferreira); decidiu-se depois, definitivamente, pelo samba.
Freqüentando o Ponto de Cem Réis, bar de Vila Isabel, entrou em contato com sambistas dos morros cariocas. Entre eles conheceu Canuto, do morro do Salgueiro, seu parceiro em algumas composições, como o samba Esquecer e perdoar, de 1931, e intérprete das primeiras gravações deste e de Eu agora fiquei mal (com Antenor Gargalhada); este último parceiro era o principal dirigente da Escola de Samba Azul e Branco, do Salgueiro. Dividindo-se entre a música e a medicina, Noel freqüentava a faculdade, que abandonou em 1932, restando dessa experiência de estudante o “samba anatômico” Coração, gravado no ano seguinte.
Em 1930 surgiu seu primeiro sucesso, o samba Com que roupa?apresentado pelo autor em espetáculos do Cinema Eldorado, e que já trazia na letra a observação crítica e humorística da vida carioca que marcaria toda a sua obra. No ano seguinte, essa música entrou em diversas revistas, entre as quais Deixa esta mulher chorar (dos irmãos Quintiliano), Com que roupa? (de Luís Peixoto) e Mar de rosas (de Velho Sobrinho e Gastão Penalva). Ainda em 1931, lançou diversos sambas, entre os quais Mulata fuzarqueira, Cordiais saudações e Nunca... jamais e conheceu Marília Batista, que se tornaria sua intérprete favorita. Por essa época várias composições suas foram aproveitadas em revistas musicais: por exemplo, em Café com música, de Eratóstenes Frazão, apareceram os sambas Eu vou pra Vila, Gago apaixonado, Malandro medroso e Quem dá mais? (ou Leilão do Brasil), e a marcha Dona Araci; em Mar de rosas, de Gastão Penalva e Velho Sobrinho, os sambas Cordiais saudações, Mulata fuzarqueira e Mão no remo (com Ary Barroso).
Ainda como componente do Bando de Tangarás, estreou na Rádio Educadora; depois de passar pela Mayrink Veiga, nesse ano de 1931 atuou na Rádio Philips, em que trabalhou como contra-regra do Programa Casé, apresentando-se também como cantor, ao lado de Almirante, Patrício Teixeira, Marília Batista e João de Barro. Formando com Lamartine Babo e Mário Reis o conjunto Ases do Samba, apresentou- se em São Paulo SP; o sucesso obtido animou-o a excursionar ao Sul do país, com Mário Reis. Em Porto Alegre RS exibiram-se no Cine Teatro Imperial com Francisco Alves, o pianista Nonô e o bandolinista Peri Cunha. Voltaram ao Rio de Janeiro em junho de 1932, depois de apresentações em cidades gaúchas, Florianópolis SC e Curitiba PR.

Convidado por Francisco Alves, passou a integrar, juntamente com Ismael Silva, um trio que participou de diversas gravações na Odeon, usando os nomes de Turma da Vila, Gente Boa e Bambas do Estácio. Formaram também uma tripla parceria, na qual, segundo consta, Francisco Alves teria entrado sobretudo com seu prestígio de cantor, embora seu nome apareça como co-autor, sendo as primeiras, surgidas em 1932, os sambas Adeus e Uma jura que fiz, e a marchinha Assim, sim!. Somente com Ismael Silva, lançou 11 composições, entre as quais os sambas Para me livrar do mal (1932), Ando cismado (1933) e Quem não quer sou eu (1933), gravando com ele diversas dessas composições na Odeon. O ano de 1932 marcou ainda o início de outra parceria responsável por sucessos antológicos, iniciada quando conheceu na Odeon o compositor paulista Vadico. Juntos fizeram Feitio de oração (1933), Feitiço da Vila (1934), Conversa de botequim (1935) e muitas outras, em que apareceu como letrista.

O ano de 1933 é dos mais fecundos da vida do compositor, registrando mais de 30 músicas gravadas. Além dos sucessos carnavalescos Até amanhã, Fita amarela e Vai haver barulho no chatô (com Valfrido Silva), outras produções importantes desse ano foram os sambas Onde está a honestidade?, O orvalho vem caindo (com Kid Pepe), Três apitos e Positivismo (com Orestes Barbosa). No mesmo ano teve início a polêmica com Wilson Batista, em torno da qual seriam produzidos diversos sambas famosos: Lenço no pescoço (Wilson Batista) fazia a apologia do sambista malandro, imagem que contestou com Rapaz folgado; Wilson Batista retrucou com Mocinho da Vila, encerrando a primeira fase da polêmica, que continuou depois de algum tempo com novos sambas de parte a parte.

polemica

Episódios do folclore musical brasileiro: a polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista.

Em 1934 excursionou com Benedito Lacerda, Russo do Pandeiro, Canhoto e outros componentes do grupo Gente do Morro. De volta ao Rio de Janeiro, em junho de 1934 conheceu num cabaré da Lapa a dançarina Ceci (Juraci Correia de Araújo), de 16 anos (foto ao lado), a grande paixão de sua vida e a inspiradora de muitos sambas: Pra que mentir (com Vadico), O maior castigo, Só pode ser você (com Vadico), Quantos beijos (com Vadico), Quem ri melhor, Cem mil réis (com Vadico) e Dama do cabaré e Último desejo. Ainda em 1934 a marcha Linda pequena (com João de Barro) foi gravada por João Petra de Barros; a música, com a letra ligeiramente alterada por João de Barro, foi gravada depois por Sílvio Caldas com o nome de Pastorinhas, vencendo o concurso carnavalesco de 1938, promovido pela prefeitura do então Distrito Federal.

Apesar da notória paixão por Ceci, casou com Lindaura, em 1934. Essa união não alterou em nada sua vida boêmia e as noitadas na Lapa, que acabaram por comprometer sua saúde. Em janeiro de 1935, com lesão nos dois pulmões, foi obrigado a se retirar do Rio de Janeiro para tratamento, indo para Belo Horizonte MG, onde continuou a boêmia, freqüentando bares e o meio artístico da cidade, e apresentou-se na Rádio Mineira. Com a morte do pai no mesmo ano, voltou para o Rio de Janeiro.

Ainda em 1935, Araci de Almeida gravou seu samba Riso de criança, dando início a uma série de gravações que a tornaram uma de suas principais intérpretes. Ingressou então na Rádio Clube do Brasil, onde elaborou o programa humorístico Clube da Esquina, para o qual escreveu revistas radiofônicas que alcançaram sucesso: O barbeiro de Niterói, paródia da ópera II Barbieri di Siviglia, de Gioacchino Rossini (1792-1868), e Ladrão de galinha, em que utilizou músicas populares da época, além de A noiva do condutor, terminada em 1936 pelo maestro Arnold Glückmann, autor dos arranjos. Foi convidado pela produtora Carmen Santos para escrever músicas para o filme Cidade-mulher, dirigido por Humberto Mauro; e compôs então a marcha Cidade-mulher, a valsa Numa noite a beira-mar e os sambas Dama do cabaré, Maria Fumaça, Morena sereia (com José Maria de Abreu) e Tarzan (O filho do alfaiate) (com Vadico).

Prosseguia a polêmica com Wilson Batista, que lançou Conversa fiada, respondendo ao seu Feitiço da Vila (com Vadico), de 1934; contra-atacou com Palpite infeliz (1935), mas não respondeu a dois outros sambas, Frankenstein da Vila e Terra de cego.

Da produção de 1935 destacam-se ainda os sambas João Ninguém, Cansei de implorar (com Arnold Glückmann), Conversa de botequim (com Vadico) e a marcha Pierrô apaixonado (com Heitor dos Prazeres). Em 1936 produziu uma única composição, o samba Você vai se quiser, que gravou em dupla com Marília Batista, e que foi um de seus grandes êxitos naquele ano, ao lado de O 'x' do problema, gravado por Araci de Almeida e incluído na revista Rio follie (Jardel Jércolis, Geysa Boscoli e J. Otaviano) e De babado (com João Mina), gravado por Marília Batista. Ainda em 1936, Não resta a menor dúvida (com Hervé Cordovil) e Pierrô apaixonado foram incluídas na trilha sonora do filme Alô, alô, Carnaval, de Ademar Gonzaga.

Em fevereiro de 1937, viajou para Nova Friburgo RJ. Apesar da doença, apresentou-se no cinema local e freqüentava os bares da cidade. De volta ao Rio de Janeiro em março, compôs Último desejo (gravado por Araci de Almeida), e logo em seguida o samba Eu sei sofrer, sua última composição, gravada por Araci de Almeida e Benedito Lacerda exatamente no dia de sua morte.

Em abril viajou novamente, para Barra do Piraí RJ, mas voltou às pressas, em estado muito grave. A 4 de maio morreu em Vila Isabel, aos 26 anos, deixando 230 composições (mais as que vendeu).


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Lindaura chora sobre o túmulo de Noel logo após o sepultamento, em 1937. O mito nunca morreu no meio do povo, mas partiu deixando uma grande lacuna na vida de sua jovem viúva.

O Feitiço da Vila

"Vila Isabel veste luto/ pelas esquinas escuto / violões em funeral/ choram bordões choram primas/ soluçam todas as rimas/ numa saudade imortal/ pelas ruas escondida/ cheia de crepes vestida/ a lua fica a chorar/ e por onde a lua chora/ goteja, goteja agora/ nos oitis do Boulevard/ adeus cigarra vadia/ que em toda a sua agonia/ cantava para morrer.."(trecho de "Violões em funeral" de Sílvio Caldas e Sebastião Fonseca).

Noel Rosa era um pândego, quase um humorista, com suas letras irônicas, sarcásticas, quase satíricas. Nas décadas de 20 e 30, ele alegrará o bairro de Vila Isabel, a cidade do Rio de Janeiro e o Brasil. Sua música inovará e, ainda assim, será aceita até pelos conservadores, que não resistirão e deixarão um sorriso, ainda que leve, ir se formando nos lábios, quando o rádio tocar Gago Apaixonado, Que horas são? ou Com que roupa?.

Será um compositor popular, mas, talvez, a figura que melhor se encaixe a ele seja a de um palhaço. Palhaço daqueles que fazem questão de se maquiar colocando uma lágrima no rosto e, a partir dela, ir quebrando lentamente as resistências, ir conduzindo a imaginação de quem ouve, até que surja o sorriso.

A lágrima de Noel sempre esteve estampada em sua face. Surgiu em seu parto: uma operação difícil, resolvida a fórceps, que mobilizou dois médicos e teve como principal conseqüência uma fratura no maxilar inferior do bebê. Mas uma fratura que não foi percebida de imediato e que só seria notada meses depois, passado tempo demais para uma correção definitiva. A criança ficará marcada para o resto da vida. Porém, mais profunda que a deformação física, será a de formação no espírito. Noel carregará um grande complexo. A linha reta que une seu pescoço ao lábio inferior, quase sem a presença do queixo, será responsável por várias amarguras que o acompanharão por todos os caminhos da vida.

Nesse caminhos, Noel Rosa passará inúmeras vezes pelo bulevar 28 de setembro. Em 1932, esta já é a principal rua do bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Noel não passa despercebido. Ele tem as costas ligeiramente encurvadas, está sempre acompanhado de um violão e é assim que as pessoas que estão nos bares, nos botequins e nas portas de casas o reconhecem e o cumprimentam. E ele pára para conversar e alonga o tempo do trajeto, que o leva até o ponto do bonde e, de lá, para o Café Nice, no centro, ou para os bares e prostíbulos da Lapa ou do Mangue, na zona norte.

Em 1932, Noel Rosa já é um compositor popular. No carnaval passado, o de 1931, sua música Com que roupa? foi a mais executada. A partir daí, Noel incorporaria o bairro de Vila Isabel ao cenário artístico brasileiro. Ele mudou a vida daquela comunidade. Transformou aquelas ruas, casas, pessoas e botequins, tipicamente cariocas e de classe média, em imagens que passaram a povoar a imaginação coletiva brasileira a partir de 1929, quando, aos 19 anos, ele começou, efetivamente, a produzir música. Noel aos 21 anos já põe em prática um estilo de vida boêmio que o levaria ao sucesso e à fama, mas, aos poucos, também lhe tiraria a vida.

Noel já havia começado a fazer diferença no bairro onde nasceu e morou ainda na infância. Era uma criança inquieta, que sempre chegava em casa com as roupas rasgadas, o corpo suado das brincadeiras da rua. Sempre a rua, que seria mais seu lar que sua própria casa. Seria na rua que Noel construiria boa parte de sua personalidade. Ali, ele trataria com os personagens da vida cotidiana, humilde, miserável, fanfarrona e malandra do Rio de Janeiro de então. A criança, que desde cedo aprendera a conviver com o infortúnio do queixo, com o infortúnio do suicídio da avó enforcada numa arvore do quintal, o mesmo Noel que, anos mais tarde, enfrentaria um segundo suicídio: o de seu pai.

O artista abraçaria o mundo de Vila Isabel e, a partir dele, construiria um novo, no qual as formas se aproximariam do real mas seriam, de algum modo, mais fluidas. O malandro das ruas seria transformado por Noel em símbolo. Os olhos do artista se lançariam sobre o dia-a-dia e encontrariam as ironias, as anedotas, as brincadeiras, os amores e as desilusões de todo dia. Mas Noel Rosa era mesmo um pândego, incapaz de levar a vida dentro de padrões normais de bom comportamento da época. Quando fez dezessete anos, foi convocado pelo exército e serviu no Tiro de Guerra. Sua passagem pelos quartéis ficou marcada por várias repreensões, em função das paródias que ele costumava inventar para as quadrinhas cantadas durante as marchas.

Ainda no Colégio São Bento onde ele completou seus estudos de segundo grau, ficou famoso o episódio em que ele, Noel, seguia à frente de um desfile, comandando um pelotão de alunos. Ele marchava firme, com a espada desembainhada, apontada para o alto, e os colegas o acompanhavam. Mas, de repente, ele começou a dançar e a rebolar e os outros caíram na gargalhada e dispersaram a parada. Valeu uma suspensão.

Depois do exército, estava decidido a realizar o sonho de sua família e se tornar médico. Prestou o vestibular e não passou. No ano seguinte, tentou novamente e foi aprovado. Começou a cursar, mas nessa época, o samba já o absorvia por inteiro. Foi um período em que ele ficou em dúvida sobre que caminhos deveria adotar para continuar a vida. Pensava em se dividir, fazer medicina e continuar sambista. Mas, logo percebeu que a mistura era impossível. A Medicina foi abandonada, mas deixou lembranças, como a letra do samba Coração, uma música anatômica, como afirma o próprio Noel.

Essa mistura de deboche e inconseqüência foi a marca, também, de seu casamento. Por volta de 1930, sua mãe, Dona Martha, já havia transformado a casa da família em uma escola e uma de suas alunas era uma garota chamada Lindaura. E tudo começou com Noel esperando por ela no final das aulas, a pretexto de acompanhá-la até em casa. Como todo namoro, evoluiu para as mãos dadas, os beijinhos e logo, mesmo contra a vontade da mãe de Lindaura, ela já estava casada aos 13 anos de idade. Casada com um Noel 11 anos mais velho que ela, já sambista, já boêmio. Lindaura conta que o casamento foi um misto de alguns momentos hilários e de muitos momentos tristes. Ela se lembra da vez em que os dois combinaram ir ao cinema no centro. Antes, decidiram parar numa leiteria para comer arroz doce. Sentado de frente para a rua, Noel logo avistou algum conhecido e saiu para conversar. Não voltou. Lindaura ficou lá, esperando, em vão, sem dinheiro nenhum para pagar a conta ou tomar o bonde. Foi socorrida pelo garçom que conhecia Noel e lhe emprestou o dinheiro. E ela voltou para casa, dez da noite — o que para os padrões da época era de madrugada —, decidida a nunca mais sair de casa com o marido.

Mas havia o outro lado de Noel. Que deixava versos e bilhetes de amor presos às cordas do violão, para que ela os encontrasse pela manhã, quando ele ainda não havia chegado em casa vindo da noite de boemia. A mesma noite e a mesma boemia que, misturadas ao álcool, foram alguns dos responsáveis por seus pulmões perfurados pela tuberculose, que acabaria levando-o à morte, quando tinha apenas 26 anos, quatro meses e vinte e três dias. Essa foi sempre a marca de Noel. Sua criação não requeria uma condição especial. À noite, a bebida e a poesia iam se misturando e se transformando em canções. Não havia rituais. Sua música não pedia estados de torpor, adormecimento ou euforia. Seus elementos eram outros. E, talvez, tivessem como únicos requisitos o lugar: era na rua que eles surgiam e era nos botequins que eles cresciam e ganhavam a cidade.

No caso de Noel, a música brotava espontaneamente. As sim, quase a esmo. Era uma atividade tão corriqueira quanto conversar com os amigos. Começava cantarolando, as palavras iam se misturando aos sons e pronto! Mais um samba estava terminado. Para Noel, a música sempre foi uma solução. Era a música que lhe aliviava a carga da deformação na face, lhe garantia acesso fácil às mulheres, que, de outra maneira, poderiam desprezá-lo. Era a música que garantia uma certa complacência da família para com seu comportamento até certo ponto irresponsável e lhe abria espaços no meio da sociedade de então. Era por meio da música que ele dava vazão à sua personalidade irreverente e ambígua. Noel Rosa era aquele tipo especial de pessoa que carrega uma tristeza nos olhos mas consegue melhorar um pouco a vida dos que estão em volta.

A trajetória de Noel foi um caminho de duas vias. De um lado, o trágico de sua vida pessoal. De outro, a alegria dos versos e das músicas. Quando ele morreu, já havia virado mito, estava cravado no imaginário popular e suas músicas faziam coro na memória das pessoas. E na memória da MPB.

Cifras e letras de músicas

A.b.surdo, Adeus, AEIOU, Araruta, Até amanhã, Boa viagem, Cem mil réis, Coisas nossas, Com mulher não quero mais nada, Com que roupa?, Conversa de botequim, Cor de cinza, Coração, Cordiais saudações, Dama do cabaré, De babado, Espera mais um ano, Eu sei sofrer, Eu vou pra Vila, Feitiço da Vila, Feitio de oração, Filosofia, Fita amarela, Fui louco.

Gago apaixonado, João Ninguém, Julieta, Maria Fumaça, Mentir, Minha viola, Mulato bamba, Mulher indigesta, Na Bahia, Não tem tradução, O maior castigo, O orvalho vem caindo, O que é que você fazia?, O 'x' do problema, Onde está a honestidade?, Palpite infeliz, Para atender a pedido, Para me livrar do mal, Pastorinhas, Pela décima vez, Picilone, Pierrô apaixonado, Pra que mentir, Provei.

Quando o samba acabou, Quantos beijos, Que bom, felicidade que vai ser, Que se dane, Quem não quer sou eu, Quem ri melhor, Rapaz folgado, Saí da tua alcova, Século do progresso, Seja breve, Sem tostão, Só pode ser você, Tarzan (O filho do alfaiate), Tipo zero, Três apitos, Triste cuíca, Último desejo, Uma jura que fiz, Vai haver barulho no chatô, Você só... mente , Você vai se quiser.

Obra completa

A-B-Surdo (c/Lamartine Babo), marcha, 1930; A-E-l-O-U (c/Lamartine Babo), marchinha, 1931; Adeus (c/Francisco Alves e Ismael Silva), samba, 1932; Agora, samba, 1931; Alô, beleza, s.d.; Amar com sinceridade (c/Sílvio Pinto) samba, s.d.; Amor de parceria, samba-choro, 1933; Ando cismado (c/lsmael Silva), samba, 1933; Ao meu amigo Edgar (João Nogueira), samba, 1935/1976; Araruta (c/Orestes Barbosa), samba, 1932; Arranjei um fraseado, samba, 1933; Assim, sim (c/Francisco Alves e Silva), marcha, 1932; Atchim (c/Hamilton Sbarra), marcha, 1935/1969; Até amanhã, samba, 1933; Baianinha, choro, 1929; Balão apagado (c/Marília Batista), samba, 1936/1961; Belo Horizonte, paródia, 1935; Boa viagem (c/Ismael Silva), samba, 1934; Boas tensões (c/Arnold Glückmann), valsa, 1935; Bom elemento (c/Quidinho), samba, 1930; Brincadeira de roda, s.d.; Cabrocha do Rocha (c/Sílvio Caldas), samba, s.d.; Cadê trabalho? (c/Canuto), samba, 1932; Canção do galo capão, marcha-paródia, 1935; Cansei de implorar (c/Arnold Glückmann), samba, 1935; Cansei de pedir, samba, 1935; Canta Colombina (c/Jorge Faraj), 1935; Capricho de rapaz solteiro, samba 1933; Cem mil-réis (ou Você me pediu) (c/Vadico), samba, 1936; Choro, choro, s.d.; Chuva de vento, embolada, 1937; Cidade-mulher, marcha, 1936; Coisas do sertão, samba, 1929; Coisas nossas (ou São coisas nossas), samba, 1932; Com mulher não quero mais nada (c/Sílvio Pinto), samba, s.d.; Com que roupa?, samba, 1930; Condena o teu nervoso, paródia, 1935; Contraste, samba, 1933; Conversa de botequim (c/Vadico), samba, 1935; Cor de cinza, samba, 1933; Coração, samba, 1933; Cordiais saudações, samba, 1931; Cumprindo a promessa, 1925; Dama do cabaré, samba, 1936; De babado (c/João Mina), samba, 1936; De qualquer maneira (c/Ari Barroso), samba, 1933; Deixa de ser convencida (c/Wilson Batista), samba, 1935; Devo esquecer (c/Gilberto Martins), samba, 1930; Disse-me adeus, samba, 1935; Disse-me-disse, samba-choro, 1935; Dona Araci, marcha, 1930; Dona do lugar (c/lsmael Silva e Francisco Alves), samba, 1933; Dona do meu nariz, paródia, 1933; Dona Emilia (c/Glauco Viana), marcha, 1930; É bom parar (c/Rubens Soares), 1936; É difícil saber fingir, s.d.; Envio essas mal traçadas, paródia, 1935; É peso, samba, 1932; É preciso discutir, samba, 1931; Escola de malandro (c/Ismael Silva e Orlando Luís Machado), samba, 1932; Espera mais um ano, samba, 1932; Esquecer e perdoar (c/Canuto), samba, 1931; Esquina da vida (ou Na esquina da vida) (c/Francisco Matoso), samba, 1933; Estamos esperando, samba, 1932; Estátua da paciência (c/Gerônimo Cabral), fox-trot, 1931; Este meio não serve (c/Donga), samba, 1936; 5 da manhã (c/Ari Barroso), samba, 1933; Eu agora fiquei mal (c/Antenor Gargalhada), samba, 1931; Eu não, preciso mais do seu amor, s.d.; Eu queria um retratinho de você (c/Lamartine Babo), samba, 1933; Eu sei sofrer, samba, 1937; Eu vi num armazém, paródia, 1935; Eu vou pra Vila, samba, 1930; Faz de conta que eu morri (c/Henrique Gonzales), s.d.; Faz três semanas, paródia, s.d.; Feitiço da Vila (ou Feitiço sem farofa) (c/Vadico), samba, 1934; Feitio de oração (c/Vadico), samba-canção, 1933; Felicidade (ou Que bom, felicidade que vai ser) (c/René Bittencourt), samba, 1932; Festa do céu, toada, 1930; Filosofia (c/André Filho), samba, 1933; Finaleto (c/Arnold Glückmann), samba canção, 1935; Fiquei rachando lenha (c/Hervé Cordovil), samba, 1934; Fiquei sozinha (c/Adauto Costa), marcha-rancho, 1931; Fita amarela, samba, 1933; Fita de cinema, 1935; Foi ele, paródia, 1935; Fui louco (c/Bide), samba, 1933; Fui uma vez, paródia, s.d.; Gago apaixonado, samba, 1930; A Genoveva não sabe o que diz, paródia, 1935; Gosto mas não é muito (c/Francisco Alves e Ismael Silva), marcha, 1931; Habeas-corpus (c/Orestes Barbosa), samba, 1933; Ingênua (c/Glauco Viana), valsa, 1930; Isso não se faz (c/Ismael Silva e Francisco Alves), samba, 1933; Já não posso mais (c/Canuto, Puruca e Almirante), samba, 1932; Já sei que tens novo amor (c/Ismael Silva e Francisco Alves), samba, 1933; João Ninguém, samba-canção, 1935; João teimoso (c/Marília Batista), samba, s.d.; O Joaquim é condutor (c/Arnold Glückmann), marcha, 1935; Julieta (c/Frazão), fox-trot, 1931; Juju, marcha, 1935; Lataria (c/João de Barro e Almirante), marcha, 1930; Leite com café (ou Morena ou loura) (c/Hervé Cordovil), samba, Linda pequena (c/João de Barro), marcha, 1934; Lira abandonada, canção, 1930; Madame honesta, s.d.; O maior castigo que eu te dou, samba, 1934; Mais um samba popular (ou Fiz um poema) (c/Vadico), samba, 1934; Malandro medroso, samba, 1930; Mão no remo (ou Iça a vela) (c/Ari Barroso), samba, 1931; Marcha da prima... Vera, 1934; Marcha do dragão (c/Vadico), 1936; Mardade de cabocla, canção sertaneja, 1931; Maria Fumaça, samba, 1936; Mas como... outra vez? (c/Francisco Alves), marcha, 1932; Mas quem te deu tudo isso?, 1937; A melhor do planeta (c/Almirante), samba, 1934; Menina dos meus olhos (c/Lamartine Babo), marcha, 1936; Mentir (ou Mentira necessária), samba, 1933, Mentiras de mulher, samba, 1932; Meu barracão, samba, 1933; Meu bem, samba, 1931; Meu sofrer (ou Queixumes) (c/Henrique Brito), canção, 1930; Minha viola, embolada, 1930; Morena sereia (c/José Maria de Abreu), marcha, 1936; Muito riso, pouco siso, s.d.; Mulata fuzarqueira (ou Fuzarqueira), samba, 1931; Mulato bamba (ou Mulato forte), samba, 1931; Mulher indigesta, samba, 1932; Na Bahia (c/José Maria de Abreu), samba, 1936; Não brinca não (ou E não brinca não), embalada, 1932; Não digas (c/Ismael Silva e Francisco Alves), samba, 1933; Não faz, amor (c/Cartola), 1932; Não há castigo (c/Donga), samba, 1932; Não me deixam comer, marcha, 1932; Não morre tão cedo!, s.d.; Não quero mais (c/Nonô), samba, 1933; Não resta a menor dúvida (c/Hervé Cordovil), marcha, 1935; Não tem tradução (ou Cinema falado), samba, 1933; Nega (c/Lamartine Babo), samba, 1931; Negócio de turco, paródia, s.d.; Nem com uma flor (c/Francisco Alves), samba, 1933; No baile da flor-de-lis, samba, s.d.; Nos três dias de folia, samba, 1937; Numa noite à beira-mar, valsa, 1936; Nunca dei a perceber (c/Ismael Silva e Francisco Alves), samba, 1933; Nunca... jamais, samba, 1931; Nuvem que passou, samba, 1932; Onde está a honestidade?, samba, 1933; O orvalho vem caindo (c/Kid Pepe), samba, 1933, Paga-me esta noite, paródia, 1934; Palpite (c/Eduardo Souto), marcha, 1932; Palpite infeliz, samba, 1935; Para atender a pedido, samba, s.d., Para bem de todos nós (c/Arnold Glückmann), marcha, 1935; Para me livrar do mal (c/Ismael Silva), samba, 1932; Pastorinhas (c/João de Barro), marcha-rancho, 1934; Pela décima vez, samba, 1935; Pela primeira vez (c/Cristóvão de Alencar), samba, 1936; Perdão, meu bem (c/Ernani Silva), samba, s.d.; Perdoa este pecador (c/Arnold Glückmann), fox-trot, 1935; Perna bamba (c/Renato Murce), samba, 1930; Pesado treze, paródia, 1931; Picilone, samba, 1931; Pierrô apaixonado (c/Heitor dos Prazeres), marcha, 1935; Por causa da hora, samba, 1931; Por esta vez passa, samba, 1931; Por você sou capaz, s.d.; Positivismo (ou Araruta) (c/Orestes Barbosa), samba, 1933; Pra esquecer, samba, 1933; Pra lá da cidade, s.d.; Pra que mentir? (c/Vadico), samba, 1934; Prato fundo (c/João de Barro), marcha, 1933; Prazer em conhecê-lo (c/Custódio Mesquita), samba, 1932; Precaução inútil, paródia, 1935; Pregando no deserto (c/Nonô), samba, 1933; Primeiro amor (c/Ernâni Silva), samba, 1932; Proezas de seu Fulano, s.d.; Provei (c/Vadico), samba, 1936; O pulo da hora (ou Que horas são?), samba, 1931; Qual a razão? (c/Hélio Rosa), s.d.; Qual foi o mal que eu te fiz? (c/Cartola), samba, 1932; Quando o samba acabou, samba, 1933; Quando pelas aulas ando, paródia, 1927; Quantos beijos (c/Vadico), samba, 1936; Que a terra se abra, paródia, 1935; Que baixo (c/Nássara), marcha, 1936; O que é que você fazia? (c/Hervé Cordovil), marcha, 1935; Que orgulho é este? (c/Alfredo Lopes Quintas), samba, s.d.; Que se dane (c/Jota Machado), samba, 1931; Queimei teu retrato (c/Henrique Brito), samba-canção, s.d.; Quem dá mais? (ou Leilão do Brasil), samba-humorístico, 1930; Quem não dança, samba, 1932; Quem não quer sou eu (c/Ismael Silva), samba, 1933; Quem parte, não parte sorrindo, s d., Quem ri melhor, samba, 1936; Quero falar com você (c/Lauro dos Santos), samba, 1932; Rapaz folgado, samba, 1933; A razão dá-se a quem tem (c/Francisco Alves e lsmael Silva), samba, 1933; Remorso, samba, 1934; Retiro de saudade (c/Nássara), marcha-rancho, 1934; Rir (c/Cartola e Francisco Alves), samba, 1932; Riso de criança (ou Seu riso de criança), samba, 1935; Roubou, mas não leva, paródia, 1935; Rumba da meia-noite (c/Henrique Vogeler), rumba, 1931; Saber amar (c/Alfredo Lopes Quintas), samba, 1935; Saí da tua alcova, canção, s.d.; Saí do presídio, s.d.; Salada russa (c/Renato Murce), embolada, 1930; Samba da boa vontade (c/João de Barro), samba, 1931; Se a sorte me ajudar (c/Germano Augusto Coelho), samba, 1934; Século do progresso, samba, 1934; Sei que vou perder (c/Alfredo Lopes Quintas e Nonô), samba, 1933; Seja breve, samba, 1933; Sem tostão (c/Artur Costa), samba, 1932; Seu Jacinto, marcha, 1933; Seu Zé, paródia, 1935; Silêncio de um minuto, samba, 1935; Sinhá Ritinha (c/Moacir Pinto Ferreira), canção sertaneja, 1931; Só pode ser você (ou Ilustre visita) (c/Vadico), samba, 1935; Só pra contrariar (c/Manuel Ferreira), samba, 1932, Só você, s.d.; O sol nasceu pra todos (c/Lamartine Babo), samba, 1933; Sorrindo sempre (c/Lauro dos Santos, Ismael Silva e Francisco Alves), samba, 1933; Suspiro (c/Orestes Barbosa), samba, s.d.; Tarzã, o filho do alfaiate (c/Vadico), samba-choro, 1936; Tenentes do diabo (c/Visconde de Bicuiba e Henrique Vogeler), marcha, 1932; Tenho raiva de quem sabe (c/Kid Pepe e Zé Pretinho), samba, 1934; Tenho um novo amor (c/Cartola), samba, 1932; Tipo zero, samba, 1934; Três apitos, samba, 1933; Triste cuíca (c/Hervé Cordovil), samba, 1934; Tudo nos une (c/Arnold Glückmann), marcha, 1935; Tudo pelo teu amor (c/Arnold Glückmann), samba-canção, 1935; Tudo que você diz, samba, 1933; Último desejo, samba, 1937; Uma coisa ficou (c/Hervé Cordovil), 1933; Uma jura que eu fiz (c/Francisco Alves e lsmael Silva), samba, 1932; Vagolino de cassino, paródia, s.d.; Vai haver barulho (c/Francisco Alves), samba, 1933; Vai haver barulho no chatô (c/Valfrido Silva), samba, 1933; Vai para casa depressa (ou Cara ou coroa) (c/Francisco Matoso), samba, 1933; Vaidosa, samba, 1931; Vejo amanhecer, samba, 1933; Verdade duvidosa, samba, s.d.; Vingança de malandro, samba-canção, 1930; Vitória (c/Nonô), samba, 1932; Você é um colosso (ou Pisando no meu calo), samba, 1934; Você foi meu azar (c/Artur Costa), samba, 1931; Você, por exemplo, marcha, 1933; Você sabe de onde eu venho?, paródia, 1928; Você só... mente (c/Hélio Rosa), fox-trot, 1933; Você vai se quiser, samba, 1936; Voltaste pro subúrbio (ou Voltaste), samba, 1934; Vou fazer um samba (c/Russo do Pandeiro), samba, 1934; Vou te ripá 1, samba, 1930; Vou te ripá 2, samba, 1930; O x do problema, samba, 1936; Yolanda, samba, 1935.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha; MPB Compositores - Noel Rosa - Editora Globo; Site Cifrantiga - Cifras e História da MPB.

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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Vinícius de Moraes

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Consagrado no movimento da bossa, Vinícius compôs, junto com Tom Jobim a música Garota de Ipanema, símbolo de uma época. Dentre outras suas parcerias musicais temos Baden Powell (Samba em prelúdio), Carlos Lyra (Minha namorada), Ary Barroso (Rancho das namoradas), Chico Buarque (Valsinha), e o seu amigo Toquinho, onde costumava dizer que tinham a melhor relação possível entre eles, e que "só não havia sexo!".
Com ele, Vinícius compôs diversas canções como A tonga da mironga do kabuletê, Tarde em Itapoã, Samba da Rosa, dentre outras. A banheira de sua casa era onde gostava de dar algumas entrevistas quando estava de muita preguiça, e sempre com um copo de uísque ao lado (onde tinha o carinhoso jeito de dizer que o uísque era o melhor companheiro do homem, era "um cachorro engarrafado").
A obra poética de Vinícius de Moraes é dividida habitualmente em duas fases: uma de sentido místico e lírico, e outra mais sensual e de linguagem mais simples, que ele mostra também nas composições populares. Seu domínio da linguagem culta foi decisivo para conferir qualidade literária à música popular brasileira, enriquecida com suas letras.
Vinícius de Moraes nasceu no Rio de Janeiro RJ em 19 de outubro de 1913. Devido a uma brincadeira de Manuel Bandeira, num de seus poemas de circunstância, muitos acreditam que seu nome completo fosse Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes, o que não é verdade.
Formou-se em direito em 1933, ano em que lançou seu primeiro livro de poemas. Nessa época já era amigo dos poetas Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Em 1938 foi para Oxford, na Inglaterra, com uma bolsa de estudos em língua e literatura inglesas. De volta ao Brasil, trabalhou em jornais como crítico de cinema até 1943, quando ingressou na carreira diplomática, da qual foi afastado pelo governo militar em 1968. Serviu em Los Angeles, Paris e Montevidéu.
Obra poética - A carreira literária de Vinícius de Moraes começou com o livro de poemas O caminho para a distância (1933) que, como Forma e exegese (1935) e Ariana, a mulher (1936), revela as preocupações místicas e transcendentais do autor, de estilo poético ainda indefinido. O quarto livro, Novos poemas (1938), também se inclui nessa primeira fase.
Dois livros - Cinco elegias (1943) e Poemas, sonetos e baladas (1946) - marcam a transição para uma nova fase, mais voltada para a participação política e social, além da sensualidade. São desse período a Antologia poética (1955), o Livro dos sonetos (1957) e Novos poemas II (1959), que traz o poema "Receita de mulher". Na década de 1960 publicou mais três livros: Procura-se uma rosa, Para viver um grande amor (ambos de 1962) e Para uma menina com uma flor (1966), de crônicas. A Arca de Noé (1970) é um livro de poesia para crianças.
Um dos grandes representantes do lirismo amoroso dos tempos atuais, Vinícius conseguiu, como poucos, exprimir com realismo característico a relação de amor entre o homem e a mulher. Após a primeira fase, mais mística e de individualismo nostálgico, assumiu por completo o papel de poeta do amor, da matéria, do mundo e da mulher, em versos altamente musicais.
Especialmente apreciados, os sonetos de Vinícius surpreendem pela capacidade de atualizar a lírica de Camões. O "Soneto da fidelidade", de Poemas, sonetos e baladas, figura entre os melhores momentos do autor nessa forma. A preocupação política e social se revela em poemas como "Operário em construção", de Novos poemas II.
Música popular - O interesse de Vinícius pela música data de 1927, quando começou a compor com Paulo e Haroldo Tapajós, mas só se firmou a partir da década de 1950. Em 1956 Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) musicou sua peça Orfeu da Conceição, premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo. Montada no mesmo ano no Rio de Janeiro, a peça ajudou a popularizar composições de Tom e Vinícius, como Se todos fossem iguais a você. A versão cinematográfica Orphée noir (Orfeu do carnaval, de Marcel Camus, ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1959 e o Oscar de melhor filme estrangeiro.
Cada vez mais voltado para a música, escreveu letras para músicas inéditas de Tom Jobim, como Lamento no morro e Mulher, sempre mulher, gravadas em 1956. Dois anos depois, o disco Canção do amor demais, de Elizeth Cardoso, com canções de Tom e Vinícius, marcou o início da bossa nova.
Em 1961, no Teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, estreou sua peça Procura-se uma rosa. No mesmo ano, Vinícius conheceu Carlos Lyra, seu parceiro em Minha namorada (1964) e outras canções. A parceria com o violonista Baden Powell, a partir de 1962, rendeu mais de cinqüenta músicas, entre elas sucessos como Berimbau e Samba em prelúdio. Com Pixinguinha, Vinícius fez a música do filme Sol sobre a lama (1962), de Alex Viany, e com Francis Hime compôs, entre outras canções, Sem mais adeus (1963).
O maior sucesso de Vinícius foi Garota de Ipanema (1963), em parceria com Tom Jobim. Em 1965, Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius, venceu o I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior. Edu seria seu parceiro em outro sucesso, Canção do amanhecer. Seu último parceiro, a partir de 1970, foi o violonista Toquinho (Antonio Pecci Filho), com quem compôs Morena flor, Tarde em Itapoan, Essa menina etc.
Vinícius também fez música para poemas seus, como Serenata do adeus e Medo de amar. Vinícius de Moraes morreu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1980.
-------------------Foto:Vinícius com Toquinho, seu último parceiro.
Algumas músicas
Obra completa
A um passarinho, 1980; A uma mulher, s.d.; As abelhas (c/Bacalov), 1980; Acalanto da rosa (c/Cláudio Santoro), 1969; Água de beber (c/Tom Jobim), 1963; Ai de quem ama (c/Nilo Queirós), s.d.; Ai quem me dera, 1963; Além do tempo (c/Edu Lobo), 1976; Algum lugar (c/Marília Medalha), 1972; Amei tanto, 1963; Amigo amado (c/Alaíde Costa), s.d.; Amigos meus (c/Toquinho), 1980; Amor e lágrimas (c/Cláudio Santoro), s.d.; Amor em paz (c/Tom Jobim), 1961; O amor só traz tristeza (c/Tom Jobim), s.d.; Andam dizendo (c/Tom Jobim), 1962; Apelo (c/Baden Powell), 1966; O ar (O vento) (c/Bacalov e Toquinho), 1981; A arca de Noé (c/Toquinho), 1980; Arrastão (c/Edu Lobo), 1965; O astronauta (c/Baden Powell), 1964; Até rolar pelo chão (c/Mutinho), 1980; Aula de piano (c/Toquinho), 1980; Ausência (c/Marília Medalha), 1972; Bachiana (c/Baden Powell), 1972; Balada do mangue, 1978; Bate, coração (c/Antônio Maria), samba-canção, 1960; O beijo que você não quis dar, 1933; O bem-amado (c/Toquinho), 1977; A bênção, Bahia (c/Toquinho e Marília Medalha), 1971; Berceuse (c/Baden Powell), 1972; Berimbau (c/Baden Powell), 1964; Os bichinhos e o homem (c/Toquinho), 1981; Blues para Emmet (c/Toquinho), 1971; Bocoxe (c/Baden Powell), 1965; Bom dia, amigo (c/Baden Powell), 1962; Bom-dia, tristeza (c/Adoniran Barbosa), 1957; Brasília, sinfonia da alvorada (c/Tom Jobim), 1961; Brigas nunca mais (c/Tom Jobim), 1959; Broto maroto (c/Carlos Lira), s.d.; Broto triste (c/Carlos Lira), 1964; A cachorrinha (c/Tom Jobim), 1981; Cala, meu amor (c/Tom Jobim), 1959; Calmaria e vendaval (c/Toquinho), s.d.; Caminho de pedra (c/Tom Jobim), 1958; Caminhos sem fim (c/Tom Jobim), s.d.; Canção da canção que nasceu (c/Marília Medalha), 1972; Canção da eterna despedida (c/Tom Jobim), 1959; Canção da noite (c/Paulo Tapajós), 1955; Canção de amor e paz (c/Tom Jobim), 1967; Canção de enganar tristeza (c/Baden Powell), 1966; Canção de ninar meu bem (c/Baden Powell), 1966; Canção de nós dois, 1961; Canção do amanhecer (c/Edu Lobo), 1965; Canção do amor amigo (c/Baden Powehl), 1966; Canção do amor ausente (c/Baden Powell), 1963; Canção do amor demais (c/Tom Jobim), 1958; Canção do amor que chegou (c/Carlos Lira), 1964; Canção do homem só (c/Carlos Lira), 1966; Canção em modo menor (Coração em prece) (c/Tom Jobim), 1962; Canção para alguém (c/Haroldo Tapajós), valsa, 1933; Canção para o grande amor (c/Marília Medalha), 1972; Canta, canta mais (c/Tom Jobim), 1959; Cântico, s.d.; Canto de lemanjá (c/Baden Powell), 1966; Canto de Ossanha (c/Baden Powell), 1966; Canto de Oxalufá (c/Toquinho), 1972; O canto de Oxum (c/Toquinho), 1971; Canto de pedra (c/Baden Powell), 1966; Canto de pedra preta (c/Baden Powehl), 1966; Canto de Xangô (c/Baden Powell), 1966; Canto do Caboclo Pedra Preta (c/Baden Powell), 1966; Canto e contraponto (c/Baden Powell), 1966; Canto em contraponto (c/Toquinho), 1974; Canto triste (c/Edu Lobo), 1967; Cara de pau (c/Edu Lobo), 1976; Carioca (c/Carlos Lira), 1966; Caro Raul (c/Toquinho), 1980; Carta ao Tom 74 (c/Toquinho), 1974; Carta do Tom (c/Chico Buarque, Tom Jobim e Toquinho), 1977; A carta que não foi mandada (c/Toquinho), 1974; Cartão de visita (c/Carlos Lira), 1964; A casa, s.d.; Cavalo-marinho (c/Baden Powell), 1966; Cem por cento, s.d.; Certa Maria (c/Ciro Monteiro), 1969; Chanson d’hiver (c/Baden Powell), 1972; Chega de saudade (c/Tom Jobim), 1958; A chegada dos candangos (c/Tom Jobim), 1961; Chora, coração (c/Tom Jobim), 1973; Chorando pedia, s.d.; Chorando pra Pixinguinha (c/Toquinho), 1972; Choro chorado para Paulinho Nogueira (c/Paulinho Nogueira eToquinho), 1975; Choro para metrônomo (c/Baden Powell), 1966; Cidadão da Gávea (c/Tom Jobim), 1980; Coisa mais linda (c/Carlos Lira), 1961; Com você é pior (c/Carlos Lira), s.d.; Como dizia o poeta (c/Toquinho), 1971; Como é duro trabalhar (c/Toquinho), 1974; Conjugação da ausente, 1975; Consolação (c/Baden Powell), 1967; Coral (c/Tom Jobim), 1961; As cores de abril (c/Toquinho), 1974; A corujinha (c/Toquinho), 1980; Cotidiano (c/Toquinho), 1970; Cotidiano n 2 (c/Toquinho), 1972; Decididamente (c/Edu Lobo), 1976; Deixa (c/Baden Powell), 1966; Derradeira primavera (c/Tom Jobim), 1962; Desalento (c/Chico Buarque), 1970; O desespero da piedade, s.d.; Deve ser amor (c/Baden Powell), 1966; Dia da criação, 1976; Dialética, 1980; Diálogo (c/Toquinho), 1977; Diga, moreninha (c/Haroldo Tapajós), 1934; Distante (c/Marília Medalha), 1972; Dobrado de amor a São Paulo (c/Antônio Maria), 1954; Doce ilusão (c/Haroldo Tapajós), 1934; Dor de uma saudade (c/José Medina), fox, 1933; É hoje só (c/Baden Powell), 1962; É preciso dizer adeus (c/Tom Jobim), 1958; Ela é carioca (c/Tom Jobim), 1963; Essa menina (c/Toquinho), 1971, Estrada branca (c/Tom Jobim), 1958; Eu agradeço (c/Edu Lobo), 1976; Eu e o meu amor (c/Tom Jobim), 1956; Eu não existo sem você (c/Tom Jobim), 1957; Eu não tenho nada a ver com isso (c/Toquinho), 1971; Eu sei que vou te amar (c/Tom Jobim), 1959; Eu te amo, amor (c/Francis Hime), 1967; Eurídice, 1988; Exaltação ao amor (c/Tom Jobim), s.d.; Fala, meu amor (c/Tom Jobim), 1967; O falso mendigo, s.d.; Favela (c/Tom Jobim), 1963; A felicidade (c/Tom Jobim), 1959; O filho que eu quero ter (c/Toquinho), 1974; A flor e a noite (c/Toquinho), 1971; Fluido de saudade (c/Baden Powell), 1972; A foca (c/Toquinho), 1980; Fogo sob terra (c/Toquinho), 1974; A formiga (c/Paulo Soledade), 1981; Formosa (c/Baden Powell), 1967; Frevo (c/Tom Jobim), 1959; Frevo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1996; A galinha d’Angola (c/Toquinho), 1981; Garota de Ipanema (c/Tom Jobim), 1960; Garota prerongondon (c/Baden Powell), 1966; O gato (c/Bacalov e Toquinho), 1980; Gente humilde (c/Chico Buarque e Garoto), 1970; Gente do morro (c/Carlos Lira), 1972; Gilda (c/Toquinho), 1980; O girassol (c/Toquinho), 1981; Golpe errado (c/Toquinho), 1980; O grande amor (c/Tom Jobim), 1960; O grande apelo (c/Marília Medalha), 1971; O haver, 1980; Hendulu, 1934; História antiga (c/Baden PoweIl), 1966; O homem (c/Tom Jobim), 1961; Honolulu (c/Paulo Tapajós), s.d.; Iemanjá (c/Baden PowelI), 1969; Ilhéus (c/Tom Jobim), 1983; Improviso em bossa nova (c/Baden Powell), 1972; Indiscretion (c/Baden Powell), 1972; Insensatez (c/Tom Jobim), 1960; Insônia (c/Baden Powell), 1972; Io so che ti amero (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Já era tempo (c/Ari Barroso), 1962; Janelas abertas (c/Tom Jobim), 1958; João Não-tem-de quê (c/Edu Lobo), 1976; Labaredas (c/Baden PoweII), 1972; Labirinto (c/Edu Lobo), 1976; Lamento (c/Pixinguinha), 1962; Lamento de Exu (c/Baden Powell), 1966; Lamento de João (c/Edu Lobo), 1976; Lamento no morro (c/Tom Jobim), 1956; O leão (inspirado em William Blake) (c/Fagner), 1981; Lembre-se (c/Moacir Santos), s.d.; Linda baiana (c/Baden Powell), 1966; Loura ou morena (c/Haroldo Tapajós), fox-trot, 1932; Luar de meu bem (c/Cláudio Santoro), 1969; Luciana (c/Tom Jobim), 1958; O mais-que-perfeito (c/Macalé), 1973; Mais um adeus (c/Toquinho), 1971; Marcha da Quarta feira de Cinzas (c/Carlos Lira), 1962; Marcha do amanhecer (c/Carlos Lira), 1964; Maria (c/Francis Hime), 1966; Maria da Graça (c/Tom Jobim), 1958; Maria Moita (c/Carlos Lira), 1964; Maria-vai-com-as-outras (c/Toquinho), 1971; Medo de amar, 1962; Melancia e coco verde, 1971; Melhor era tudo se acabar (c/Baden Powell), 1966; Menina (c/Toquinho), 1980; Menina das duas tranças (c/Toquinho), 1972; Menino travesso (c/Moacir Santos), s.d ; Mensagem, 1978; Meu pai Oxalá (c/Toquinho), 1970; Meu tempo (c/Marília Medalha), 1972; Minha desventura (c/Carlos Lira), 1964; Minha namorada (c/Carlos Lira), 1964; Mister Toquinho (c/Marília Medalha), 1972; Modinha (c/Tom Jobim), 1958; Moinho d’agua (c/Marília Medalha), 1972; Monólogo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1956; Morena flor (c/Toquinho), 1971; O morro não tem vez (c/Tom Jobim), 1963; Morte de Orfeu (Macumba) (c/Tom Jobim), 1956; Mulher carioca (c/Baden Powell), 1966; Mulher, sempre mulher (c/Tom Jobim), 1956; Mundo melhor (c/Pixinguinha), 1967; Na hora do adeus (c/Tom Jobim), 1960; Nada como ter amor (c/Carlos Lira), 1961; Namorado da lua (c/Haroldo Tapajós), 1934; Ninguém é melhor do que..., 1980; No colo da serra (c/Toquinho), 1972; No more blues (c/Tom Jobim e Jessei Hendricks), 1962; Um nome de mulher (C/Tom Jobim), 1956; O nosso amor (c/Tom Jobim), 1959; O nosso amor de criança (c/Haroldo Tapajós), 1934; Olha, Maria (Amparo) (c/Tom Jobim e Chico Buarque), 1970; Onde anda você (c/Hermano Silva), 1975; Onde andará o amor? (c/Tom Jobim), s.d.; O que é que tem sentido nesta vida? (c/Edu Lobo), 1976; O que tinha de ser (c/Tom Jobim), 1959; Orfeu da Conceição (Overture) (c/Tom Jobim), 1956; Outra vez (c/Tom Jobim) 1958; Paiol de pólvora (c/Toquinho), 1970; Para fazer um bom café (c/Baden Powell), 1966; Para viver um grande amor (c/Toquinho), 1972; Paris toute grise (c/Baden Powell), 1972; O pato(c/Toquinho), 1980; Pátria minha, 1980; Pau-de-arara (c/Carlos Lira), 1964; Pedro, meu filho, 1975; Pela luz dos olhos seus (c/Toquinho), 1975; Pelos caminhos da vida (c/Tom Jobim), 1959; O peru (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pingüim (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pintinho (c/Gilda Matoso, Pipo Caruso, Sérgio Bardotti e Toquinho), 1980; O planalto deserto (c/Tom Jobim), 1961; Planta baixa (c/Toquinho), s.d.; Pobre de mim (c/Edu Lobo), 1976; Pobre menina rica (c/Carlos Lira), 1964; Poema dos olhos da amada (c/Paulo Soledade), 1954; O poeta aprendiz (c/Toquinho), 1971; Porque será? (c/Toquinho e Carlinhos Vergueiro), 1980; Por toda a minha vida (c/Tom Jobim), 1959; O porquinho (c/Toquinho), 1981; A porta (c/Toquinho), 1980; Pour toi, Marie (c/Baden Powell), 1966; Pra que chorar (c/Baden Powell), 1966; Praia branca (c/Tom Jobim), 1958; Precedented (c/Baden Powell), 1972; Pregão da saudade (c/Cláudio Santoro), 1969; Prelúdio ao coração (c/Baden Powell), sd.; A primavera (c/Carlos Lira), 1964; Primeira namorada (c/Carlos Lira), 1961; A pulga, 1980; Quando tu passas por mim (c/Antonio Maria), samba, 1953; Quarta-feira de Cinzas (c/Amauri), sd.; Quarto soneto de meditação, s.d.; Que trouxe essa canção? (c/Baden Powell), 1972; As razões do coração (c/Toquinho), 1975; Regra-três (c/Toquinho), 1972; O relógio (c/Paulo Soledade), 1980; Rosa de Hiroshima (c/João Ricardo), 1975; A rosa desfolhada (c/Toquinho), 1971; Uma rosa em minha mão (c/Toquinho), 1974; Rua das Acácias, 1980; Sabe você (c/Carlos Lira), 1964; Sagarana (c/Marília Medalha), 1972; Samba Belo Horizonte (c/Tom Jobim), s.d.; Samba da bênção (c/Baden Powell), 1966; Samba da rosa (c/Toquinho), 1971; Samba da volta (c/Toquinho), 1974; Samba de Gesse, 1971; Samba de Maria (c/Francis Hime), 1967; Samba de nós dois (c/Baden PoweIl), só.; Samba de Orly (c/Toquinho e Chico Buarque), 1969; Samba de Oxóssi (c/Baden Powell), 1966; Samba do avião (c/Tom Jobim), 1963; Samba do carioca (c/Carlos Lira), sd.; Samba do jato (c/Toquinho), 1974; Samba do Veloso (c/Baden Powell), 1966; Samba em chá-cha-chá (c/Baden PoweIl), 1966; Samba em prelúdio (c/Baden Powell), 1962; Samba fúnebre (c/Pixinguinha), 1972; Samba pra Endrigo (c/Toquinho), 1980; Samba pra Vinícius (c/Chico Buarque e Toquinho), 1977; Samba saravá (c/Baden Powell), 1966; Samba triste (c/Baden Powell), só.; Samblues do dinheiro (c/Edu Lobo), 1976; São demais os perigos desta vida (c/Toquinho), 1972; São Francisco (c/Paulo Soledade), 1956; Saravá (c/Baden Powell), s.d.; Saudade de amar (c/Francis Hime), s.d.; Saudades do Brasil em Portugal (c/Homem Cristo), 1978; Se ela quisesse (c/Toquinho), 1975; Se o amor pudesse (c/Marília Medalha), 1972; Se todos fossem iguais a você (c/Tom Jobim), 1956; Se você disser que sim (c/Moacir Santos), s.d.; Sei lá... a vida tem sempre razão (c/Toquinho), 1971; Seja feliz (c/Baden Powell), 1962; Sem mais adeus (c/Francis Hime), 1963; Sem medo (c/Toquinho), 1974; Sem razão de ser (c/Marília Medalha), 1972; Sem você (c/Tom Jobim), 1959; Sempre a esperar (c/Osvaldo Coghiano), s.d.; Separação, 1975; Serenata do adeus, 1958; Simplesmente (c/Baden Powell), s.d.; Só amor (c/Carlos Lira), s.d.; Só danço samba (c/Tom Jobim), 1962; Só me fez bem (c/Edu Lobo), 1967; Só por amor (c/Baden Powell), 1962; Sob o Trópico de Câncer, s.d.; Soneto a K. Mansfield, sd.; Soneto à Lua, 1980; Soneto da intimidade, s.d.; Soneto da separação (c/Tom Jobim), 1959; Soneto de contrição, 1980; Sonho de amor e paz (c/Baden Powell), 1966; Tá difícil (c/Edu Lobo), 1976; Tarde em Itapoã (c/Toquinho), 1971; Tatamircs (cf/Toquinho), 1972; Telecoteco, 1961; Tem dó (c/Baden Powell), 1966; Tempo da flor (c/Francis Hime), 1967; Tempo de amor (c/Baden Powell), 1966; Tempo de paz (c/Baden Powell), 1966; Tempo feliz (Vê o sol raiar) (c/Baden Powell), 1967; Ternura, sd.; A terra prometida (c/Toquinho), 1971; Testamento (c/Toquinho), 1971; This happy madness (c/Tom Jobim e Ray Gilbert), 1971; Toi, ma blonde (c/Baden Powell e Eduardo Bacri), 1966; Toma meu coração (c/Eduardo Bacri e Baden Powell), 1966; Tomara, 1971; A tonga da mironga do cabuletê (c/Toquinho), 1971; O trabalho e a construção (c/Tom Jobim), 1961; Triste de quem (c/Moacir Santos), s.d.; Triste sertão (c/Toquinho), 1974; Tristeza e solidão (c/Baden Powell), 1965; Tudo na mais santa paz (c/Toquinho), 1974; Um homem chamado Alfredo (c/Toquinho), 1975; Um novo dia (c/Edu Lobo), 1976; Un altro addio (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Valsa da Tunísia, 1975; Valsa de Eurídice, valsa, 1956; Valsa do amor de nos dois (c/Tom Jobim), 1962; Valsa do amor que não vem (c/Baden Powell) 1965; Valsa do bordel (c/Toquinho), 1975; Valsa dueto (c/Carlos Lira), 1964; Valsa para o ausente (c/Marilia Medalha), 1971; Valsa para uma menininha (c/Toquinho), 1972; Valsa sem nome (c/Baden Powell), 1964; Valsinha (c/Chico Buarque), 1971; Veja você (c/Toquinho), s.d.; Velho amigo (c/Baden Powell), 1966; O velho e a flor (c/Toquinho e E. Bacalov), 1971; A vez do Dombe (c/Toquinho), 1971; Vida bela (c/Tom Jobim), 1958; Você e eu (c/Carlos Lira), 1961; Zambi (c/Edu Lobo), 1965.
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