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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Giane

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Giane

Giane (Georgina Morozinde dos Santos), cantora, nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, e pode ser considerada uma das precursoras da jovem guarda.

Iniciou a carreira em meados da década de 1960, durante o início da Jovem Guarda.

Seu maior êxito, como cantora profissional, foi ter ganho o Festival de San Remo, realizado na Itália em 1972, interpretando a música Estrada do sol, samba-canção de Tom Jobim e Dolores Duran.

Discografia

Esta É Giane - A Voz Doçura (1964) - A pronúncia italianada dos erres era típica velha-guarda, e a paulista Giane, nascida numa fazenda em Ribeirão Preto, estaciona aqui nalgum ponto intermediário entre o comércio à antiga e o mercadão pop nascente da “música jovem”, em quindins infanto-juvenis como a versão de Dominique (de Soeur Sourire): Dominique, nique, nique, sempre alegre, esperando alguém que possa amar/ o seu príncipe encantado, seu eterno namorado, que não cansa de esperar. Aos ouvidos de hoje, soa menos infanto-juvenil que infanto-infantil, mas Dominique termina a canção condoída, punida, nique, nique, nique, sempre triste a chorar o amor que se acabou.

Giane (1965) - Preste Atenção, versão para Fais Attention (de J.L. Chauby e Bob du Pac), abre o LP em feitio de dramalhão. Sempre com um pé em lancha “jovem” e outro em canoa “antiga”, Giane parece nesse momento mais determinada a pular de corpo inteiro na segunda embarcação. Os vocais infantis de rotação acelerada, tipo Pato Donald, de Eu Não Posso Namorar podem soar vexatórios a ouvidos de 2008. Mas não custa lembrar que, em 1961, também eram usados num disco de “brotolândia” por uma adolescente gaúcha chamada Elis Regina.

Suavemente (1965) - “Suavemente”? Não, dramas, draminhas e dramalhões como Se Eu Pudesse Encontrar Você ou 15 Primaveras não autorizam o mimoso advérbio que titula o LP. Notas curiosas sobre a instabilidade e a incerteza no imaginário musical de Giane: a) a presença do sambão Lago da Felicidade, de Lúcio Cardim e Nello Nunes; b) a regravação lamuriosa (e emprestada de vozes solenes como a de Maysa) da toada acaipirada de Adoniran Barbosa Bom-Dia, Tristeza, com versos pré-bossa nova de mr. Vinicius de Moraes. Era 1965, Roberto Carlos já mandava tudo para o inferno.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; RUÍDO - blog musical de Pedro Alexandre Sanches
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Lolita Rodrigues

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O verdadeiro nome de Lolita Rodrigues é Silvia Gonçalves Rodrigues Leite. Filha, neta, bisneta e tataraneta de espanhóis, o pai Issac e a mãe Izolina, eram imigrantes, bastante simples, de família muito unida.

Lolita nasceu muito linda, como linda também era sua mãe, no dia 10 de março de 1929, em Santos, onde os pais, ao chegarem da Espanha, ficaram trabalhando. Depois vieram para a capital paulista. Lolita, que estava acostumada a ouvir os familiares cantarem músicas espanholas, cantava também.

Foi assim que ela chegou à Rádio Record, e cantou em hora de calouro. Ganhou o prêmio e voltava todo mês e ganhava todo mês. Murillo Antunes Alves gostou dela, mas resolveu levá-la à Rádio Bandeirantes. Era o ano de 1944, e foi ali que Lolita (ainda Silvia) conseguiu seu primeiro contrato. Daí passou para a Rádio Cultura e depois para a Rádio Tupi. Já era Lolita e já fazia sucesso. Ganhou prêmios “Roquete Pinto”, como a “Melhor Cantora Internacional”, por duas vezes.

Foi quando inauguraram a Televisão Tupi - 1950. E Lolita Rodrigues e cantou o hino especialmente composto para a ocasião: O Hino da Televisão Brasileira, com música do maestro Marcelo Tupinambá e letra do poeta Guilherme de Almeida. Grande orquestra, coral e a mocinha Lolita cantando.

Seu sonho, porém, era ser atriz. E como fosse cada vez mais bonita, com sua tez morena e seus olhos verdes, não foi difícil. Seu primeiro papel foi como “Esmeralda”, a cigana, no TV de Vanguarda: “Corcunda de Notre Dame”, que foi um sucesso. Lolita cantava, dançava e representava. Além de tocar castanholas.

Foi nessa época que conheceu Airton Rodrigues, que era secretário de Assis Chateaubriand, e que estava fazendo trabalhos também na televisão. Lolita, que era normalista, não levou muito à sério o namoro que, porém, terminou em casamento, do qual nasceu uma filha, Silvia, hoje médica em S.Paulo.

Airton e Lolita, aos poucos, foram se tornando uma dupla, que veio a fazer muito sucesso. Airton lançou e manteve no ar, por muitos anos, os programas: “Almoço com as Estrelas” e “Clube dos Artistas”, na TV Tupi de São Paulo. No começo, o próprio diretor artístico, Cassiano Gabus Mendes, estranhou: “O que ? Vão por gente comendo, diante das câmeras de televisão ?” . Mas assim foi. E foi sucesso.

Aquilo durou muitos anos. Lolita e Airton eram amados, prestigiados, imitados. Fizeram nome e sucesso. E faziam de tudo. Eram uma equipe completa, só os dois. Mas um dia.... o casal se separou. Após 31 anos casada, Lolita ficou bastante abalada, embora não tivesse deixado de trabalhar um dia sequer.

No começo ao lado do ex-marido e depois em sua carreira solo. Foi contratada por outras emissoras, como TV Record, TVS, TV Globo. Agora Lolita voltou com carga total a ser atriz, embora tenha tido também participação na TV Manchete como apresentadora.

Fez novelas como: “Sassaricando”, “Despedida de Solteiro”, “A Viagem”, e várias na TVS e TV Record. Uma carreira cheia, sempre repleta de atividades, sendo que por várias capitais do Brasil.

Lolita diz que se não está trabalhando, sente-se “morta”. Atuar é sua vida. Mas continua muito ligada aos amigos e aos familiares, que preza, ajuda, e estima, acima de tudo. Lolita Rodrigues, uma mulher de sentimentos simples, que se diz muito feliz, e que um dia foi chamada de: “La Salerosa”.
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Alda Perdigão

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Alda Perdigão nasceu em 19 de setembro de 1934. Desde garota gostava de cantar. Em 1950, ano em que foi fundada a Televisão TUPI, ganhou o 1º lugar no concurso: “A Mais Bela Voz Juvenil de São Paulo”. Estava com apenas 16 anos, mas sua voz já tinha uma potência inigualável. Esse prêmio lhe valeu um contrato profissional como cantora.

Mas ficou pouco na TV Tupi, pois em fins de 1951 e começo de 1952, foi com vários colegas , comandados por Demerval Costalima, que era o Diretor Geral das Emissoras Associadas para as Organizações Victor Costa – TV Paulista. E ali ficou desde o desembargue do material para a montagem da emissora até 1958, quando foi contratada pela TV Record.

Atuou por dois ano, e depois passou a free-lancer. Isso permitiu que ela viajasse por todo o país, e estivesse presente na inauguração de várias emissoras em outros estados. Teve um programa exclusivamente dela, de 30 minutos na TV Cultura de São Paulo.

Cantora de grande potência vocal e forte personalidade em cena, Alda Perdigão fez sempre muito sucesso, onde quer que se apresentasse. Foi casada por duas vezes, sendo que a segunda foi com o Durval Emmerich, quando Alda decidiu exercer apenas a função de esposa e mãe. Durval Emmerich veio a falecer para a grande tristeza de Alda, que por vezes se apresenta nos eventos da PRÓ-TV, de onde é associada.

Fonte: netsaber - Biografia de Alda Perdigão
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Julie Joy

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Julie Joy (Beatriz da Silva Araújo), cantora e atriz, nasceu em 30/9/1930. Na infância estudou no Colégio Brasileiro de São Cristovão, morou em Copacabana, e depois mudou-se para Teresópolis-RJ. Começou a carreira de cantora interpretando músicas norte americanas cantando em inglês e posteriormente passou a interpretar músicas brasileiras.

Em 1956, foi contratada pela gravadora Sinter e lançou seu primeiro disco interpretando o fox-trot Verão em Veneza, de Icini e Ribeiro Filho, e o samba Finge gostar, de Jaime Florence e Chico Anísio. Por essa época também passou a fazer parte do cast da Rádio Nacional, onde cantava, preferencialmente em inglês, alguns sucessos da época.

Em 1957, gravou com acompanhamento de Britinho e sua orquestra o xote Amor é bom de dar, de Bruno Marnet e Roberto Faissal, e a Valsa do 1º filho, de Luiz de França e Ari Rabelo. No mesmo ano, foi contratada pela gravadora Columbia e lançou disco acompanhada pela orquestra de Renato de Oliveira interpretando o beguine Sombras, de Lavello, J. Mercer e Arierpe, e o bolero Tinha que ser, de Fernando César. Também em 1957, foi escolhida em votação popular a "Rainha do Rádio" com 319.430 votos. Além de se apresentar em programas de Rádio, cantou também na TV Tupi.

Foi coroada "Rainha do Rádio" de 1958, ano em que atuou no filme E o bicho não deu..., dirigido por J. B. Tanko e que contou no elenco com as presenças de Ankito e Grande Otelo num enredo escrito por Sérgio Porto, o popular Stanislaw Ponte Preta. Neste filme, além de cantar, foi também atriz, quando exibiu bons recursos de cena. Também nesse ano, lançou disco com o bolero Podes voltar, de Othon Russo e Nazareno de Brito, e a valsa ...E a chuva parou, de Ribamar, Esdras Silva e Vitor Freire.

Em 1960, gravou com acompanhamento da orquestra e coro de Bob Rose os fox Você não tem razão, de Bartel, Burns e Magio, e Quero sonhar, de J. Gluck Jr e F. Tobias, ambos em versões de Renato Corte Real. Retirou-se progressivamente da cena, a partir do final dos anos 1960.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Comunidade Julie Joy - Orkut.
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Márcia

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Márcia (Márcia Elisabeth Raimundo Barbosa), cantora, nasceu em São Paulo SP em 25/11/1943. Começou a cantar como crooner na Orquestra de Erlon Chaves, atuando em bailes e clubes.

Por intermédio de Erlon Chaves e Kalil Filho, foi contratada pela TV Tupi, em 1958. Dois anos depois, mudou-se para Porto Alegre RS, passando a trabalhar na Rádio Farroupilha e na TV Piratini. Entre 1960 e 1963, ganhou diversos prêmios de melhor cantora dados pelas emissoras de rádio e televisão.

De volta a São Paulo, participou de várias apresentações em boates, teatros e televisões e, em 1965, recebeu o prêmio Berimbau de Ouro, em uma das fases eliminatórias do 1º Festival Nacional da MPB, da TV Excelsior, em Guarujá SP, defendendo Miss Biquini (Silvio Mazzuca).

Dois anos depois, participou do 3° Festival da MPB, da TV Record, de São Paulo, com a música Eu e a brisa (Johnny Alf) que, embora desclassificada, tornou-se mais tarde um de seus maiores sucessos. Gravou essa música num dos três LPs do Festival e, em 1968, lançou seu primeiro LP —Eu e a brisa — pela Philips, cantando, entre outras, Pra machucar meu coração (Ary Barroso) e Aula de matemática (Tom Jobim e Marino Pinto), além da canção-título.

Gravou seu segundo LP Márcia, pela Philips, em 1969, incluindo cinco composições de Johnny Alf.

No ano seguinte, a Philips lançou novo LP, Márcia volume II, e em seguida passou para a Odeon, gravando um compacto duplo com E lá se vão meus anéis (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro), Minha (Francis Hime e Rui Guerra), Eu e o crepúsculo (Johnny Alf) e Té amanhã (Baden Powell e Paulo César Pinheiro). Em seguida, saiu pela Odeon seu LP Rimas, em que cantou entre outras, Ilustre visita (Noel Rosa) e Fez bobagem (Assis Valente).

Com Baden Powell e Vinícius de Moraes, fez uma temporada em Portugal, em 1972, apresentando-se em boates e teatros. Dois anos mais tarde, participou com Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro do show O Importante é que a nossa emoção sobreviva, que ficou em cartaz por longo período no Teatro Oficina, em São Paulo.

CD

Tudo o que mais nos uniu: Eduardo Gudin, Márcia e Paulo César Pinheiro, 1996, Velas 11V198.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Juanita Cavalcanti

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A cantora Juanita Cavalcanti atuou com certo destaque na década de 1950, pelas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Foi uma das mais requisitadas para interpretar boleros e música latina em geral, então em grande moda e quase constantemente nas paradas de sucesso e, também, figurava entre as mais preferidas pelos grandes maestros nos programas noturnos da da emissora.

Em 1952, gravou pela Continental o baião Meu limão, meu limoeiro, do folclore brasileiro, com arranjos de Carolina Pereira e o samba Lamento de uma raça, de Manuel Coelho e Alfredo Godinho. No mesmo ano, gravou de Mário Albuquerque o samba Noite de carnaval, e de Mário Vieira e Guilherme Leite, a toada-baião Oi-lê, oi-lá.

Em 1953, gravou a buleria A lua enamorada, de Villajos, Durango e Bolaños, com versão de Juracy Rago, e o samba Tortura sem par, de Ricardo Rangel e Lupicínio Rodrigues. No mesmo ano, gravou o samba João Valentão, do compositor baiano Dorival Caymmi, e o baião Vaidoso, de Poli e Juracy Rago.

São de 1954 as gravações do baião Acordei cansado, de Euclides da Cunha e Arlindo Pinto, e do samba Esta indecisão, de Cláudio Passos e Juracy Rago. Em 1955, gravou as marchas Tanaka, de Beduíno e Moacir Braga, Pombinha branca, de J. M. Alves e Reinaldo Santos, e o bolero Confesso, de Scorza Neto, e pela Todamérica, a marcha Pau d'água, de Juracy Rago, e o samba O samba não pode parar, de João de Barro e Alcir Pires Vermelho.

Em 1956, gravou o rojão Chapa 13, de Rubem Melo, e o samba-choro Não convém, de Antônio Rago e João Pacífico.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dircinha Costa

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Dircinha Costa (Maria José Pereira da Silva), cantora, nasceu em Bauru, SP, em 26/8/1930. Começou a cantar com apenas oito anos de idade apresentado-se ao microfone da PRG-8 Rádio Bauru. Ficou conhecida como "A voz de romance da Paulicéia".

Por volta de 1940, mudou-se para São Paulo com a família e começou a se apresentar em programas de calouros. Em 1942, tirou o primeiro lugar num desses programas e foi convidada para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul pela qual foi logo contratada e na qual permaneceu por seis meses ingressando em seguida na Rádio Record na qual atuou até 1947.

Afastou-se do Rádio durante três anos e retornou aos microfones em 1950, ingressando na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Estreou em disco pela gravadora Columbia em 1954, quando registrou a marcha Bravo Manolo, de Geraldo Blota, Mário Pretextato dos Santos e Firmo Jordão, e o samba Pequei, de Victor Simon, Liz Monteiro e João Simon. Em seguida, gravou o samba-canção Pescadô, de Renato de Oliveira e Osvaldo Molles, e o baião Baião triste, de Dorival Chaves.

No mesmo período, gravou em dueto com o cantor Mário Gil o dobrado Bandinha do Eldorado, de Renato de Oliveira e Osvaldo Molles. Ainda no mesmo ano, gravou a valsa É o amore, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e o baião Chegadinho, chegadinho, de Elpídio dos Santos.

Em 27 de agosto de 1954 uma propaganda no jornal Estado de Minas informava: "Uma grande artista de São Paulo amanhã e domingo no auditório da Rádio Guarani: Dircinha Costa, a voz de romance da Paulicéia". Pouco depois dessa apresentação, gravou os fox Neurastênico, de Betinho e seu Conjunto e Nazareno de Brito, grande sucesso na época, e A luz da lua prateada, de E. Madden e G. Edwards, com versão de Ferreira Gomes.

Em 1954, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes apresentando-se nos programas Beco da felicidade e Marco zero", apresentados por Osvaldo Molles, e Carrosel dos bairros apresentado por Júlio Rosemberg.

Em 1955, gravou os fox Como isso é bom, de H. Spina e versão de Edson Borges, Deixa-me ir amor, de Hill e Carson, em versão de Lauro Miller, Refúgio", de Newton Ramalho e Nazareno de Brito, e É pecado mentir, de B. Meyhew, em versão de Alberto Almeida, e os sambas Até segunda-feira, de Paulo Rogério, e Chega pra cá, de Edson Borges.

No mesmo ano, lançou seu primeiro LP, que trazia seu nome como título. Em 1956, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes de São Paulo juntamente com o cantor João Dias, o conjunto Titulares do Ritmo, e a orquestra de Sylvio Mazzuca. Nesse ano, gravou o fox Eu quero é casar, de Nazareno de Brito e Luiz Cláudio de Castro, e o baião Sempre o papai, de Miguel Gustavo, música essa lançada especialmente para os festejos do Dia dos pais.

Nessa época, era uma das mais requisitadas cantoras paulistas, tendo ainda percorrido quase todo o Brasil. No Rio de Janeiro, apresentou-se nos programas César de Alencar, Carlos Henrique e Vesperal do Chacrinha.

Em 1957, gravou mais dois fox, uma especialidade em seu repertório, Rapaz acanhado, de Silvio Mazzuca, e Chocolate quente, de Mizzy e Drake, em versão de Edson Borges. Ainda nesse ano, lançou o LP Dircinha Costa canta para você.

Para o ano de 1958, gravou o samba Bamboleio de Iaiá, de Rubi, e a rumba Ama-me sempre, de G. Lynes e B. Guthrie, com versão de Júlio Nagib. No ano seguinte, em seu último disco na Columbia, gravou o fox Vedete, de Gig e versão de Fernando César, e o samba Isto é o amor, de Getúlio Macedo e Lourival Faissal.

Em 1960, foi contratada pela gravadora Copacabana na qual estreou interpretando com acompanhamento da orquestra de Renato de Oliveira o samba Por pouco pouco, de Raul Duarte, e o fox Oô lá lá, de Dixon, Jones e Smith com versão de Paulo Rogério.

Dois anos depois, gravou com a orquestra de Hector Lagna Fietta o samba-canção A vida é um jardim, de Mário Gil, e o Tango italiano, de Malgoni, Pallesi e Beretta e versão de Romeu Nunes.

Em 1963, gravou o clássico Odeon, de Ernesto Nazareth, que em forma de maxixe recebeu letra de Ubaldo Maurício, e o fox Esta noite não dormi, de Mazzorihi, Tuminelli e Joluz. Em 1964, gravou os sambas Samba do ba-da-tu-blim" de José Bezerra e Pepe, e Se saudade matasse, de David Nasser e J. Roberto, o beguine Guitarras à noite, de A. Algueiró, G. Moreau e J. Gosa, e versão de Serafim Costa Almeida, a marcha Playboy de setenta, de Sílvio Curval e Arsênio Hipólito.

Gravou dezessete discos de 78 rpm pelas gravadoras Columbia e Copacabana além de alguns LPs. Com o advento da bossa nova e da jovem guarda, sua carreira entrou em declínio. Seus maiores sucessos foram É o amore, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e os fox Neurastênico, de Betinho e Nazareno de Brito, e Como isso é bom, de H. Spina e versão de Edson Borges.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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Cinderela

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O nome da cantora Cinderela é Luiza Trevisan Ela nasceu no interior paulista, na cidade de Bebedouro, num dia 19 de dezembro. Começou a cantar num programa de calouros, na Rádio Clube de Ribeirão Preto.

Realizou em seguida uma série de shows para o deputado Dauro Cavallaro, e pedia sempre a todos: "Quero ir pra capital paulista". E o deputado realizou sua vontade. Cinderela e sua mãe mudaram-se para São Paulo. Era o ano de 1951. E a moça foi cantar na Rádio Tupi de São Paulo. Passou depois para a Rádio Bandeirantes, Piratininga e Rádio Record. Aí passou para a TV Record.

Ela cantava e dançava, pois era muito bonita e graciosa. Passou a brilhar nas noites paulistanas e foi no restaurante do Hotel Excelsior que conheceu Leo Albano, que lhe deu o apelido de Cinderela.

Em 1952 assinou contrato com a Rádio Bandeirantes. Cantava em várias boates, como o Arpege, o Hotel Esplanada,o Lord. Fixou-se depois na TV Paulista, onde ficou vários anos e era também teleatriz e foi também locutora.

Gravou seu primeiro disco em 1954, pela Copacabana Discos. Seu maior sucesso aconteceu em 1958, quando gravou pela RGE, You are my destiny. Depois Cinderela foi contratada pela Companhia de Revistas de Juan Daniel e após excursionar pelo Brasil, foi para Buenos Aires. Houve problemas na excursão, por desorganização do grupo e Cinderela voltou ao Brasil, indo novamente pra TV Paulista.

Voltou outra vez às boates da época e em 1956 foi contratada pela TV Record. Participou do filme: Vou te contá,e gravou musicas de carnaval. Em 1959 fez excursão para Punta Del Este e, quando voltou, gravou discos para a RGE, RCA, Eco-Som, Ceme, California.

Sua carreira ia bem, quando ela se casou, em 1962 e abandonou tudo. E hoje, aquela que um dia foi uma verdadeira Cinderela, vive feliz, ao lado de seu marido Ary, numa pacata cidade mineira.

Informações complementares: Biografia realizada com apoio da pesquisadora Thais Matarazzo.

Fonte: Pró-TV - Associção dos Pioneiros, Incentivadores da TV Brasileira
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Cláudia Moreno

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Cláudia Moreno (Aldina Soares Barroso), cantora, nasceu em 31 de outubro de 1932, na cidade de Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro. Destacou nas décadas de 1950 e 1960. Nos idos de 50, tornou-se a grande estrela Cláudia Moreno ou Morena.

Fez parte da geração de ouro da Música Popular Brasileira, iniciando sua carreira na TV Tupi do Rio de Janeiro, ao lado de cartazes como João Gilberto, Tito Madi, Elisete Cardoso e Lúcio Alves, permanecendo nas Emissoras Associadas no período compreendido entre 1951 e 1961.

No cinema, estrelou com Jece Valadão o polêmico e premiado filme Rio, 40 Graus onde, interpretando o samba A voz do morro, lançou nada mais nada menos que o compositor Zé Keti.

Claúdia Moreno também estrelou, nas boates do Copacabana Palace, Night and Day e Plaza, no Rio de Janeiro, os grandes shows de Carlos Machado, Caribé da Rocha e Haroldo Costa, dos quais também faziam parte astros e estrelas do porte de Ataulfo Alves, Marisa Gata Mansa, Lana Bittencourt, Grande Otelo, dentre outros.

A renomada cantora foi uma das pioneiras a levar a música brasileira para o exterior quando em 1952, viajou para a Venezuela acompanhada do conjunto de Waldir Azevedo, tendo sido posteriormente contratada pela Televisa Canal 2 de Caracas, permanecendo lá durante um ano quando se apresentou cantando, não só por toda a Venezuela, como também pelo Caribe.

Cláudia Moreno sempre teve cuidado na escolha de seu repertório, gravando, além de Zé Keti, nomes como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Ary Barroso, Mário Lago, Toquinho e uma infinidade de grandes autores, no entanto suas músicas de maior destaque no cenário artístico foram o clássico Ronda, de Paulo Vanzolini, e a versão Sozinha na praia (Perdonáme), de Júnior e Zé Fortuna.

O mais recente trabalho da artista teve a produção do cantor e compositor Belchior e se entitulou Cláudia Moreno Cantando o Amor, nele pode-se ouvir, além dos grandes mestres da MPB tradicionalmente gravados pela cantora, alguns compositores da nova geração.

Hoje Cláudia Moreno continua cantando e reside no interior do estado de São Paulo.

Fonte: Wikipédia.
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Sônia Delfino

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Sônia Delfino (Sonia de Campos Veras), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 23/11/1942. Sobrinha de Ademilde Fonseca cantava bossa nova e também rock-and-roll, sendo uma das primeiras cantoras brasileiras desse gênero, contemporânea e concorrente carioca da paulista Celly Campello.

Cantou em público pela primeira vez aos oito anos, participando de um concurso radiofônico infantil na cidade de Natal RN. Iniciou a carreira profissional no programa Clube do Guri, da TV Tupi, do Rio de Janeiro.

De 1960 a 1962, apresentou um programa de televisão — Alô, Brotos! — também na Tupi, ao lado do cantor Sérgio Murilo. Gravou seu primeiro disco aos 13 anos, para a Copacabana, o 78 rpm Uma valsa para mamãe (Emmanuel Jitay). Lançou a versão Sino de Belém para a canção natalina Jingle Bells, com o coral do Clube do Guri.

Seus maiores sucessos são o folkrock Bimbombey (Hugo Peretti, Luigi Creatore e Mack David), o twist Diga que me ama (Make Believe Baby, de Ben Weisman e E. Lewis, versão de Luís Bittencourt; Philips, 1960) e a bossa nova Bolinha de sabão (Orlandivo; Philips, 1963).

Gravou na Philips três LPs, Sônia Delfino canta para a mocidade (1960), Alô, brotos! (1962) e Alô, brotos!, vol. 2 (1964), além de vários compactos para a Copacabana e RGE. Considerada por muitos a sucessora natural de Celly Campelo, que abandonara a carreira artística em 1962, Sônia preferiu trocar o pop-rock por um repertório mais adulto, incluindo a bossa nova.

Participou como atriz em dois filmes: Tudo legal, de Vítor Lima, em 1960, e Um candango na Belacap, de Roberto Farias, em 1961.

Afastou-se do meio artístico ao se casar em 1970, retornando em 1986. Participou do projeto de três CDs O amor, o sorriso e a flor (Albatroz, 1998), produzido por Roberto Menescal para comemorar os 40 anos da bossa nova.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Cantoras: Sônia Delfino.
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Dorinha Freitas

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Dorinha Freitas (Maria Auxiliadora Freitas Galvão), cantora, nasceu em 1937 na cidade de Lorena, SP. Efetuou seus estudos em sua cidade natal onde cursou a Escola Normal.

Em 1956, em uma visita ao Rio de Janeiro, inscreveu-se quase por brincadeira no programa de calouros da Rádio Tupi dirigido pelo locutor Aérton Perlingeiro e acabou tirando o primeiro lugar. A vitória lhe valeu um contrato de quatro meses com a Rádio Tupi.

Em seguida, assinou contrato com a gravadora RGE e lançou seu primeiro disco no qual fez sucesso com o samba Fracasso, de Fernando César e Nazareno de Brito. No mesmo disco estava o bolero Espérame en el cielo, de F. L. Vidol. Em seguida, gravou o bolero Ciúmes, de Renato de Oliveira e Fernando César, e o samba As paredes tem ouvido, de Nazareno de Brito e Newton Ramalho.

Ainda em 1958, gravou o slow Hey there, de R. Adler e J. Ross, e o samba É luxo só, de Ary Barroso e Luiz Peixoto. No final do mesmo ano, gravou os sambas Samba, chamego e zum-zum, de Nazareno de Brito e Luiz Cláudio de Castro, e Lamento, de Djalma Ferreira e Luís Antônio, que seria seu maior sucesso. Atuou durante algum tempo no "Dancing Avenida".

Em 1959, assinou contrato de exclusividade com o programa César de Alencar o que lhe rendeu diversas viagens pelo interior do Brasil. No mesmo ano, gravou o samba-canção Neste mesmo lugar, de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, o samba Você é a saudade, de Armando Nunes e Geraldo Serafim, e Sofro, de Nelson Alves e Verinha Falcão, e o bolero A noite e a prece, de Evaldo Gouveia e Almeida Rego.

Ainda em 1959, partcipou do LP Constelação de ouro RGE em LP lançado pela gravadora RGE com interpretações de astros da gravadora como Agostinho dos Santos, Roberto Luna, Leny Eversong, Germano Mathias e Elza Laranjeira, entre outros, interpretando seu grande sucesso Lamento.

Em 1960, realizou com êxito uma temporada na boate Chicote, em São Paulo. Em 1961, gravou o bolero Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, o samba Que fazer? de Jaime Florence e Jorge Santos, e os sambas-canção Rival, de Raul Sampaio e Benil Santos, com o qual obteve bastante êxito, e Só acredito em você, de Heitor dos Prazeres.

Ainda nesse ano, lançou o LP A voz de Dorinha Freitas no qual interpretou as músicas Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Que fazer?, de Jaime Florence "Meira" e Jota Santos, Trevas (Noite sem luz), de Almeida Rego, Lamento, de Djalma Ferreira e Luis Antônio, Ocultei, de Ary Barroso, Vento vadio, de Hianto de Almeida e Evaldo Rui, Devolvi, de Adelino Moreira, o clássico Ave Maria do morro, de Herivelto Martins, Sofro, de Vera Falcão e Nelson Alves, A vida me ensinou, de Fernando César, Nunca mais" de Vera Falcão e Voltaire França, e Descendo o morro, de Billy Blanco e Tom Jobim.

Ainda em 1961, participou do LP Boleros e guarânias lançado pela RGE com a participação de nomes como Maysa, Raul Sampaio, Dupla Ouro e Prata, Roberto Luna, Trio Cristal e Agostinho dos Santos, entre outros. Nesse disco foi incluída sua interpretação para Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Em 1962, lançou os sambas-choro Decisão, de Antônio Cirino e Carlos Marques, e Só, de Leonel Azevedo e Adelmo Lima. Ainda nesse ano, ingressou na gravadora Continental e gravou o bolero Corações vazios, de Oto Borges, e o samba Gente da noite, clássico do compositor gaúcho Túlio Piva. Nessas duas últimas músicas foi acompanhada pela orquestra dirigida pelo maestro Radamés Gnattali. Em 1963, gravou o samba-canção Orgulho, de Almeida Rego e Iran de Oliveira, e o tango Sonho desfeito, de Leonel Azevedo e Adelmo Lima.

Em 1965, já na gravadora Copacabana, gravou em conjunto com o cantor David de Castro o LP Dois corações - Dorinha Freitas e David de Castro no qual interpretou em dueto com David de Castro as músicas "Bonequinha linda (Te quiero dijiste)", de María Grever e C. Pasquale, com versão de Haroldo Barbosa, Sempre minha (Till the end of time), de L. W. Gilbert e H. Akst, e versão de Nazareno de Brito, Dois corações, de Herivelto Martins e Waldemar Gomes, Doce mistério da vida (Ah sweet mistery of life), de R. J. Young e V. Herbert, em versão de Alberto Ribeiro, Ouvindo-te, de Vicente Celestino, Sétimo céu (Seventh heaven), de L. Pollack e S. D. Mitchell, com versão de Amilcar Cerri, "Sempre no meu coração (Always in my heart)", de Ernesto Lecuona, e versão de Mário Mendes, e Verão no Brasil (Brazilian summer), de M. Vaughn e N. Bourget, em versão de Caetano Zamma, além das interpretações solo de Vai com Deus, de Luiz Bandeira e Silvio César, e Até você, de Armando Nunes.

Ainda em 1965, sua interpretação do bolero Vai com Deus, de Luis Bandeira e Sílvio César foi incluída no LP Maiores em boleros - VOL. 3, enquanto o dueto feito com David de Castro na música Ouvindo-te foi incluído no LP 14 maiorais Nº 7.

Em 2000, sua interpretação para Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, foi incluída na série Raros compassos de três CDs lançada pelo selo Revivendo com gravações raras de Tom Jobim. Uma das melhores vozes da fase final da chamada Era do Rádio, gravou mais de dez discos pelas gravadoras RGE, Continental e Copacabana, sendo sua obra ainda não devidamente estudada e resgatada.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Edith Veiga

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Edith Veiga (15/2/1939 - Juquiá, SP). Nascida no interior paulista, teve uma infância simples e com 15 anos, devido à morte de seu pai, mudou com a família para São Paulo. Ali trabalhou como demonstradora de artigos eletrodomésticos e cabelereira. Começou a participar de programas de calouros, entre os quais, "O telefone está chamando" e "A Hora do Pato".

Sua carreira deslanchou em 1961, quando obteve o segundo lugar no concurso "A Voz de Ouro ABC", programa que era líder de audiência da TV Record de São Paulo, cantando o samba-canção Castigo (Dolores Duran), sucesso da cantora Marisa Gata Mansa. Esta apresentação foi vista pelo diretor artístico da gravadora Chatecler, o cantor e compositor Diogo Mulero, o Palmeira, que gostou de seu timbre de voz e resolveu contratá-la.

Na ocasião, gravou o bolero Faz-me rir (Me da Risa) (F. Yoni e E. Arias - versão de Teixeira Filho) e o fox Never on Sunday (M. Hadjidakis e Steve Bernard - versão de Valéria). Faz-me rir tornou-se um dos maiores sucessos do ano e o disco vendeu 500 mil cópias, sendo o principal êxito da carreira de Edith Veiga.

Em seguida, gravou o bolero De quem estás enamorado (De quién estás enamorada - Rafael Ramirez e Alba Prado), a balada Rumores (de Joaquim Prieto - versão: Palmeira), o samba Volta (Ruth Amaral e Manoel Teixeira) e o bolero Minha vida em tuas mãos (Nízio). Faz-me rir", Rumores e Tua vida em minhas mãos fizeram muito sucesso e foram incluídas juntamente como o bolero Vivemos para amar (Luiz Mergulhão, Toso Gomes e Umberto Silva) em um compacto duplo. Por conta do sucesso alcançado, a gravadora Chantecler lançou no mesmo ano o LP Faz-Me Rir e outros sucessos. Com o sucesso obtido com seus primeiros discos foi agraciada com os troféus "Roquete Pinto" e "Chico Viola", na categoria de "Cantora Revelação".

Em 1962, estreou como compositora gravando o bolero Saia da frente em disco que trazia no lado A o bolero Sozinha (Rago e Teixeira Filho), que fez sucesso e propiciou o lançamento de um LP com o mesmo título. Nesse disco, fizeram sucesso as músicas Acho graça, e a música título, que foi tema da novela A canção que a noite levou, da TV Tupi, na qual ela chegou a atuar ao lado do cantor Hugo Santana.

Em 1963, sua carreira se encontrava no auge e era considerada uma das principais cantoras do país, tendo feito shows no Japão, Europa e em quase toda a América Latina. Ainda em 63 lançou o LP Noite Sem Ninguém. Também em 1963, passou a apresentar, no Canal 2 de São Paulo, o programa "Edith Veiga em Dois Tempos", que ficou mais de um ano no ar, onde recebia personalidades da época, e nele apresentou pela primeira vez ao público o cantor Altemar Dutra.

Casou-se em 1967, diminuindo o ritmo das apresentações. Com o nascimento da primeira filha no ano seguinte, praticamente se afastou das gravações. Retornou aos discos em 1972, quando lançou pela gravadora Sinter dois compactos simples.

Em 1974, lançou novo LP, Edith Veiga, mais de dez anos após ter lançado o último. Na década de 1970, participou de importantes programas na televisão como "Almoço com as Estrelas", "Globo de Ouro", "Silvio Santos", e "Chacrinha". Neste ano, teve a composição Menino incluída na trilha sonora do filme A força do sexo.

Em 1976, fez sucesso com a música Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei, de Silfrancis e Jean Garfunkel, lançada em compacto simples. Em 1977, lançou o LP Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei.

Em 1980, se apresentou no Carnegie Hall, nos EUA. No mesmo ano, gravou diretamente de Nova York dois clips para o programa "Fantástico" da TV Globo interpretando as músicas Fim de comédia, de Ataulfo Alves, e Não lhe quero mais.

Em 1982 lançou o LP Pensando em ti. Em 1987 gravou o LP Como Se Fosse. No mesmo ano foi lançado o LP Faz-me-rir e outros sucessos de Edith Veiga. Em 1988 lançou pela RGE o LP Começo da Vida.

Em 1989, casou-se pela segunda vez e por imposição do marido abandonou a carreira artística e passou a residir em sua cidade natal. Entretanto, no ano de 2001, retornou à carreira artística realizando shows por todo o Brasil.

Em 2003, lançou o CD Edith Veiga canta Amália Rodrigues - Eternamente o Fado. Em 2004, foi homenageada pelo selo Revivendo com o lançamento do CD Faz-me rir com 18 gravações originais totalmente remasterizadas. No mesmo ano, fez o primeiro show aberto ao público da nova casa de shows Nauty Club.

Em 2006, em comemoração aos 45 anos de carreira, lançou dois novos CDs, O sucesso de Edith Veiga e a coletânea Warner 30 Anos. Os discos foram apresentados ao público em show realizado no Teatro Augusta, em São Paulo, e que contou com as participações de Agnaldo Timóteo e Cauby Peixoto.

Nas décadas de 1960 e 1970, período de seu maior sucesso, ficou conhecida como "A Rainha do bolero". Foi chamada pelo apresentador Chacrinha de "As pernas que cantam".

Fonte: Site Oficial.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Olivinha Carvalho

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Olivinha Carvalho (Olívia Corvacho), cantora, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 30/3/1930. Iniciou carreira artística aos cinco anos de idade, no programa Heraldo Português, da antiga Rádio Cajuti, do Rio de Janeiro.

Em 1936, apresentou-se em São Paulo-SP na Rádio Cosmos (depois Rádio América) e no Teatro Boavista. Sua primeira gravação foi em 1940, com Folhas ao vento e o fado Evocação (ambos de Antônio Russo e Américo Morais).

Em 1953, Olivinha gravou a marcha Dança chinesa, parceria de Haroldo Lobo com Nestor de Holanda.

Intérprete de fados e canções portuguesas, seu maior sucesso foi o fado A Mouraria. Atuou em diversos filmes, entre os quais Esta é fina (1947), Fogo na canjica (1947) e Eu quero é movimento (1949), dirigidos por Luís de Barros.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Norma Bengell

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Norma Bengell (Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d'Áurea Bengell), atriz, diretora, produtora, cantora e compositora, com status de estrela desde que estreou nas telas, aos 23 anos, fazendo uma paródia de Brigitte Bardot na chanchada O homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga.

Atuou também no teatro e lançou-se como diretora de cinema em 1987 com Eternamente Pagu, sobre a poeta e feminista Patrícia Galvão, que se tornou figura importante do modernismo brasileiro.

Em 1961, em Os cafajestes, de Ruy Guerra, foi protagonista do primeiro nu frontal da história do cinema brasileiro e foi alvo de críticas violentas dos setores mais conservadores da sociedade brasileira.

Carioca de 1935, antes do cinema trabalhou em teatro de revista com Carlos Machado, e a partir de O pagador de promessas, de Anselmo Duarte (1962), Palma de Ouro no Festival de Cannes, iniciou carreira internacional, participando de produções italianas e francesas como Mafioso (1962), de Alberto Lattuada e La Constanza della Ragione (1964),de Pasquale Festa Campanile.

De volta ao Brasil, atuou em Noite vazia (1964), de Walter Hugo Khoury, Os deuses e os mortos (1970), de Ruy Guerra, A casa assassinada (1970), de Paulo Cezar Saraceni, Mar de rosas (1977), de Ana Carolina, A idade da Terra (1981), de Glauber Rocha, Rio Babilônia (1982), de Neville D'Almeida, e Vagas para moças de fino trato (1993), de Paulo Thiago.

Em 1996, produziu o longa O guarani, filme com o qual volta à direção. Em 2003 concluiu um documentário sobre Guiomar Novaes, primeira parte de uma trilogia sobre as grandes pianistas brasileiras, que vai enfocar ainda a vida e a carreira de Antonietta Rudge e Magdalena Tagliaferro.

Como cantora, seu primeiro sucesso foi o 78 rpm com A lua de mel na lua e E se tens coração (da trilha sonora do filme Mulheres e milhões, de Jorge Ilely).

Em 1959, lançou OOOOOO! Norma, seu primeiro LP, com uma sonoridade bastante próxima da bossa nova, com várias canções de Tom Jobim e João Gilberto.

Após anos gravando participações em trilhas sonoras e discos de outros artistas, seu segundo LP Norma canta mulheres, sai apenas em 1977, com composições de Dona Ivone Lara, Luli e Lucina, Marlui Miranda, Dolores Duran, Chiquinha Gonzaga, Rosinha de Valença, Glória Gadelha, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce e Maysa, além de Em nome do amor, parceria de Norma com Glória Gadelha.

Fonte: Wikipédia; Quem é Quem.
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Lourdinha Bittencourt

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Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt), cantora e atriz de cinema, nasceu em 30 de outubro de 1923, em São Paulo. Logo recém-nascida, ela é abandonada no Asilo Melo Matos. Ainda com quatro meses ela é adotada pela professora de música, Maria Bittencourt.

Desde pequena, Lourdinha teve boa desenvoltura na música e na dança, o que fez com que a professora investisse em sua carreira com cursos voltados a essas artes. Logo, a futura atriz e cantora já estava trabalhando profissionalmente no Cassino da Urca, como menina prodígio.

Em 1935, atua no filme Noites Cariocas; em 1936, nos filmes Maria Bonita e Cidade Mulher; É Proibido Sonhar (1943); Moleque Tião (1943); Asas do Brasil (1947); Obrigada Doutor e Poeira de Estrelas (1948); O Homem Que Passa e Não Me Digas Adeus (1949); Guerra ao Samba (1955); Pirata do Outro Mundo (1957); Samba na Vila (1957); e Com a Mão na Massa (1958).

Em 1952 se integra ao Trio de Ouro, nessa época formado pelo compositor Herivelto Martins e Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—). Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria do morro, na Victor.

O trio assina contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permanecem por dois anos. Excursionam pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Faz temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

Atuaram também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravaram ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido por problemas de saúde da cantora, que viria a falecer aos 55 anos no Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1979, vítima de derrame cerebral. .

Em 1970 Lourdinha atuou na telenovela Irmãos Coragem (como Manuela). Foi a segunda esposa do cantor Nelson Gonçalves.

Fontes: Cine Claquete - atores - Lurdinha Bittencourt; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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Carminha Mascarenhas

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Carminha Mascarenhas (Cármina Allegretti), cantora, nasceu em Muzambinho - MG (14/4/1930). Descendente de italianos, mudou-se com a família para São Paulo, quando tinha ainda poucos meses de idade e, mais tarde, foi morar em Poços de Caldas, MG. Formou-se como professora primária.

Começou a cantar no coral da Igreja Matriz de Poços de Caldas, destacando-se pela voz de contralto. Interessou-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio ao violão. Iniciou sua carreira artística como crooner do conjunto de José Maria, ao lado do pianista Raul Mascarenhas, com quem veio a casar-se em 1952, com quem teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Jr, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, casamento do qual nasceu Mariana, também cantora.

No ano seguinte, gravou seu primeiro disco com as canções de Hervé Cordovil Nossos caminhos divergem e Folha caída. Nessa época, transferiu-se com o marido para Belo Horizonte, apresentando-se com ele na Rádio Inconfidência e em casas noturnas.

Em 1955, estreou como crooner do Copacabana Palace, substituindo Nora Ney. Ainda nesse ano foi eleita, juntamente com Sylvia Telles, "Cantora Revelação do Ano" e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa Nada além de 2 minutos, produzido por Paulo Roberto.

Em 1956, deixou o trabalho do Copacabana Palace e começou a apresentar-se na boate Sacha's. Separou-se do marido e viajou para o Uruguai, onde se apresentou na boate Cave e no Cassino de Punta del Este. Seguiu, depois, para Argentina e Paraguai. Gravou vários discos em 78 rpm e participou, com Elisete Cardoso e Heleninha Costa, de um LP dedicado à obra de Fernando Lobo.

Em 1959, gravou seu primeiro LP solo, intitulado Carminha Mascarenhas, em que registra a faixa Eu não existo sem você, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Rio para apresentar o programa Carrossel, atuando ao lado de Lúcio Alves, Elizeth Cardoso, Carlos José, Hernany Filho, Norma Bengel e Elizabeth Gasper.

Em 1960, foi convidada para participar do show Ary Barroso, 1960, ao lado do compositor e de Os Cariocas, Castrinho, Terezinha Elisa e Joãozinho da Goméia. O show ficou um ano e meio em cartaz na boate Fred's. Em seguida, participou, ainda com o mesmo elenco de artistas, do show Os quindins de Yá Yá, parcialmente gravado pela Copacabana Discos no compacto duplo Musical Ary Barroso, 1960.

Compôs, em parceria com Dora Lopes, as músicas Toalha de mesa, uma homenagem a São Paulo, gravada por Noite Ilustrada, e Samba da madrugada, gravada até no exterior, sendo considerado um hino dos boemios dos anos 1960 e 1970 em Copacabana, razão porque foi dedicada pelas autoras à cantora Maysa. Mais tarde participou, com Marisa Gata Mansa e Hernany Filho, do LP Em cada estrela uma canção, em homenagem à obra de Newton Mendonça, interpretando as faixas Discussão, Meditação, Desafinado e Samba de uma nota só, parcerias do compositor com Tom Jobim.

Viajou diversas vezes para o exterior e participou de discos de vários intérpretes. Ainda na década de 60, registrou no LP A noite é de Carminha as canções que apresentava na noite carioca. O LP incluiu Per omnia saecula, saeculorum, samba de Miguel Gustavo, cuja execução foi proibida pela censura.

Nos anos 80, apresentou-se no Sambão e Sinhá, casa noturna de Ivon Curi, com o espetáculo Carnavalesque, que ela própria escreveu. Mudou-se para Teresópolis, em 1986, apresentando-se ocasionalmente em shows.

Em 1999, comemorou 50 anos de carreira em espetáculo realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Em 2001, depois de retirada em sua casa de Teresópolis por vários anos, atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores. No show, que revivia a época de ouro de cantoras que marcaram a história do rádio no Brasil, Carminha Mascarenhas cantava, do repertório de Isaura Garcia, Mensagem, além de sucessos da sua própria carreira, bem como os das carreiras de Dolores Duran, Carmen e Aurora Miranda e Linda e Dircinha Batista.
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domingo, 24 de fevereiro de 2008

Zilá Fonseca

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Zilá Fonseca (Iolanda Ribeiro Angarano), cantora (12/4/1929, São Paulo, SP - 30/5/1992, Rio de Janeiro, RJ), nasceu na capital paulista, onde iniciou sua carreira, sendo durante muito tempo, considerada uma especialista na arte de cantar tangos e boleros.

Em 1938, lançou pela Columbia, seu primeiro disco, com acompamento de Antônio Rago e seu conjunto regional, interpretando a marcha Se ele perguntar por mim e o samba Fiz esta canção, ambas do compositor Sereno.

Em 1939, foi contratada pela Rádio Tupi de São Paulo. Trabalhou depois na Rádio Cruzeiro do Sul, transferindo-se em seguida para a Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, onde filmou, em 1940, Vamos cantar, direção de Leo Marten. Gravou um disco na Columbia, incluindo o samba Coração em festa (José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro) e Carta verde (Valfrido Silva e Armando Lima), no mesmo ano lançou dois de seus grandes sucessos, a marcha A charanga do Oscar, de Malfitano, Silva Araújo e Geraldo Mendonça e o samba Sei lá si tá, de Valfrido Silva e Alcir Pires Vermelho.

Em 1942, gravou na Victor as marchas A vontade do freguês, de Malfitano e Jorge Faraj e Olha a conga, de Malfitano e Silva Araújo. Em 1945, foi contratada pela Odeon e lançou os sambas Já não posso mais, de Milton de Oliveira e Gilberto de Carvalho e o grande sucesso de Muita gente no samba, de autoria de Ari Monteiro. No ano seguinte gravou Nicanor vai ser chutado, samba de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.

Em 1948, transferiu-se para a Star, onde gravou Quero um samba, de Assis Valente e Júlio Zamorano, Onde vamos morar de Antonio Valentim dos Santos e Aldacir Evangelista, Eta pessoal (Henrique de Almeida, Gadé e Humberto de Carvalho) e o grande sucesso A aurora vem raiando, de Nelson Trigueiro, além da marcha carnavalesca Galo garnizé (Antônio Almeida, Luís Gonzaga e Miguel Lima).

Em 1949, atuou no filme Estou aí, com direção de José Cajado Filho. Nesse mesmo ano, casou-se com Osvaldo Luís, na época locutor da Rádio Mayrink Veiga. Em 1951, foi para a Odeon, gravando com grande sucesso o samba de Ari Monteiro Muita gente no samba e, transferiu-se neste mesmo ano para a Todamérica, estreando com a marcha Meu barracão não cai, de Valdir Gonçalves e Irani de Oliveira e o samba Nome manchado, de Paulo Marques e Alice Chaves, e para o Carnaval Balança mas não cai (Abel Ferreira), seguido de Não te quero mais (Mário Sena e Armando Rosas), Revés do passado (Plínio Gesta), Minha vida e meus amores (Luís Vieira) e O príncipe Maru (Oldemar Magalhães).

Em 1952 gravou o baião A jangada não vem, de sua parceria com Osvaldo Silva e o samba Agradeço a você, de Altamiro Carrilho e Armando Nunes. No ano seguinte, retornou para a Columbia e gravou o samba canção Jerusalém, de Castro Perret e a canção Noite de luz, de Gruber e Osvaldo Molles.

Em 1954, gravou com Cauby Peixoto o bolero Vaya con Dios, de Russel, James e Pepper, com versão de Joubert de Carvalho e o baião Elvira, de Rômulo Paes e Henrique de Almeida. No ano seguinte gravou o clássico samba A voz do morro, de Zé Keti.

Em 1956, registrou o samba Vingança de pobre, de Hianto de Almeida e Francisco Anysio e no ano seguinte o samba Se acaso você chegasse, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. Gravou ainda na Chantecler e nos pequenos selos Sarau e Ritmos.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Luciene Franco

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A cantora Luciene Franco (Luciene Habib Franco Freitas Câmara), nascida no Rio de Janeiro-RJ em 3/1/1939, é filha única de Alexandrino Franco e Sarah Habib Franco. Estudou no Colégio Mello e Souza, no Rio, onde sempre viveu (salvo um período de dois anos em que morou em São Paulo, entre 1965 e 1967). Foi casada duas vezes e além da atividade artística é empresária do ramo hoteleiro, sendo proprietária de um hotel em Cabo Frio-RJ.

Uma das intérpretes favoritas de Ary Barroso, iniciou a carreira de cantora em 1957 atuando no rádio carioca. No mesmo ano, lançou pela Copacabana seu primeiro disco, assinando apenas Luciene, com o bolero Tarde morena de Espanha, composição de Luiz Bonfá e o samba-canção Ave Maria, de Vicente Paiva. Por essa época, foi levada por Ary Barroso para cantar com Ernâni Filho na boate "Friend's", no Rio de Janeiro.

Em 1958, atuou na TV Rio, indicada pelo violonista Luís Bonfá. No mesmo ano, gravou pela Copacabana os sambas Paz de espírito, de Luiz Bonfá e Reinaldo Dias Leme, e Eu fui de novo à Penha, de Ary Barroso. No ano seguinte, gravou o samba-canção Conversa, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e o samba Não foi a saudade, de Severino Filho e Alberto Paz.

Ainda em 1959, gravou de Luiz Bonfá e Antônio Maria, o samba-canção Manhã de Carnaval e o Samba do Orfeu. Ainda na década de 1950, participou da festa de aniversário do presidente Juscelino Kubitschek no Palácio Laranjeiras a convite de Ary Barroso. Com o compositor de Aquarela do Brasil trabalhou em três temporadas na extinta boate Fred's, no Rio de Janeiro cantando ao lado de Ernâni Filho.

Em 1961, gravou um de seus maiores sucessos, o samba-canção Ternura antiga, de Dolores Duran e Ribamar, da qual foi a primeira intérprete, no I Festival da Canção ("Festival do Rio"), realizado no Rio de Janeiro no mesmo ano, sob o patrocínio de "O Rei da Voz". Também em 1961, lançou o samba-canção Poema do adeus, de Luís Antônio.

Em 1962, gravou Folha caída, de Hélio Justo e Berenice Ramos e Imenso amor, de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo. Em 1963, gravou o fox Gente maldosa, de Fernando e Glauco Pereira, e o schuffle Oração da esperança, de Toso Gomes, Paulo César e Correia. No mesmo ano, gravou com Moacir Franco as canções O bicho papão, de Rogério Cardoso e Luzes da ribalta, de Charles Chaplin, com versão de Antônio de Almeida e João de Barro.

Em 1964, lançou pela Copacabana o LP Luciene a notável com orquestração do maestro Severino Filho, com destaque para o samba Dois amigos, de Ary Barroso, os sambas-canção Diga adeus e vá, de Hianto de Almeida e Macedo Netto, e Chamando você, de Luiz Bonfá, e o Baião triste, de Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo.

Gravou três elepês e cerca de dez compactos duplos, tendo tido discos lançados na Espanha, Portugal, França e Argentina. Outros sucessos foram Ma vie, de Alain Barrière, música francesa gravada no original, que ficou nove meses na parada de sucessos em todo o Brasil e Gente maldosa, de Glauco Fernando Pereira.

Fez shows em quase todos os estados brasileiros, salvo o Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá e Acre. Fez shows em vários países. Em Portugal, esteve em várias temporadas, inclusive no Cassino Estoril, onde cantou para o príncipe Vittorio Emanuele da Itália, além de apresentações na RTP. No Uruguai, apresentou-se no Cassino San Rafael, em Punta del Este. Na Espanha, fez temporada na Boate Flamingo, em Madri. Na Itália, apresentou-se na embaixada do Brasil, em Roma, a convite do embaixador Hugo Gouthier. Fez apresentações no México e no Peru.

Foi a primeira cantora a gravar uma composição de Geraldo Vandré (Rosa flor, em parceria com Baden Powell) e de Edu Lobo. Na TV, atuou em todos os principais shows como os de Flávio Cavalcanti, Chacrinha, Jota Silvestre, Jair de Taumaturgo, Sílvio Santos, Blota Jr., Aerton Perlingeiro, Airton Rodrigues e Murilo Nery.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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Lana Bittencourt

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Lana Bittencourt

Lana Bittencourt (Irlan Figueiredo Passos) nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 05/02/1931 e desde menina causava sensação cantando nas festas familiares e em casa de vizinhos e amigos da família. Antes de escolher a carreira artística, cursava línguas anglo-germânicas na Faculdade de Filosofia.

Abandonou, em 1954, o curso para ser cantora, estreando, nesse ano, na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, transferindo-se depois para a Rádio Mayrink Veiga. Logo gravou um jingle que fez muito sucesso na época. No mesmo ano, já gravaria seu primeiro disco em 78 rpm, com as músicas Samba da noite, de Luís Fernando e Wilton Franco e Emoção, de Emanuel Gitahy e Wilson Pereira. Logo depois foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro.

Nessa época, excursionou pelo interior do Brasil. Sempre se destacou pela capacidade de cantar em vários idiomas, o que lhe valeu um prefixo nas rádios: Lana Bittencourt, "A internacional". Grande parte de seus discos foram gravados na Colúmbia. Em 1954, chegou a ter um programa, exclusivamente seu, na TV Paulista (canal 5 de SP), que tinha a duração de 30 minutos.

Nos anos 60, lançou vários discos: o LP Musicalscope, que trazia a música Se alguém telefonar, de Jair Amorim e Alcir Pires Vermelho e, além de outras, um de seus grandes sucessos, a música Little darling, de Williams; o LP Intimamente; o LP Sambas do Rio, com músicas de Luís Antônio (Amor... amor, Chorou, chorou) e de Tom Jobim (Corcovado); o LP O sucesso é Lana Bittencourt e o LP Exaltação ao samba, com as músicas "Exaltação à Bahia", de Vicente Paiva e Chianca de Garcia e Os quindins de Iaiá, de Ary Barroso (este LP foi reeditado em CD, com o nome de Exaltação à Bahia).

Em 1965, ainda gravou o LP Lana no 1800, com as músicas Castigo, de Dolores Duran, Ma vie e Au revoir, ambas de Alain Barrière, Vidalin e Bécaud. Em 1997, teve lançado pela Polydisc um CD com seus maiores sucessos.

Fonte: Cantoras do Brasil - Lana Bittencourt.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sonia Lemos

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Sonia Lemos

Sonia Lemos (Sonia Maria Melo Lemos), cantora e compositora, nasceu em 19/12/1943 no Rio de Janeiro, RJ. Irmã do poeta e letrista Tite de Lemos e parente do jornalista Carlos Lemos, integrante da diretoria da Escola de Samba Portela, surgiu no cenário musical em 1967, quando gravou um compacto simples com músicas de Geraldo Vandré.

No ano seguinte, lançou o primeiro LP pela gravadora Philips, Sonia Lemos e sua viola enluarada", no qual interpretou, entre outras, Viola enluarada, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.

Em 1975, gravou pela Discos Continental o LP 7 domingos. O disco foi apresentado pelo poeta e letrista Sérgio Fonseca e incluiu as composições Toda prosa e Sete domingos, ambas de Agepê e Canário, Baiana do rosário (Romildo e Toninho Nascimento), Meus outros anos (Noca da Portela e Sérgio Fonseca), Grêmio Recreativo e Escola de Samba (Leci Brandão) e Oferendas aos orixás (Dida e Everaldo Viola). O LP também contou com o acompanhamento do conjunto Nosso Samba e com a direção musical de Genaro.

No ano seguinte, lançou o LP Pérola de Agonitá, pela gravadora Discos Continental, disco no qual interpretou Pérola de Agonitá (Gérson Alves e Mhariazinha), Bambeia (Noca da Portela e Edinho Biólogo), 1° botequim (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca), Amor inesquecível (Dona Ivone Lara), Prezado amigo (Rildo Hora e Sérgio Cabral) e uma composição de sua autoria, Contratempo na contradança, em parceria com Gérson Alves.

No ano de 1978, lançou o disco O amor seja bem-vindo, pela gravadora Polydor, LP no qual interpretou Canto nenhum (Dedé da Portela e Sérgio Fonseca), Autonomia (Cartola), Coração vadio (Edil Pacheco e Paulinho Diniz), Pode ir" (Roberto Corrêa e Jon Lemos), Momento exato (Leci Brandão) e Amor a três (Noca da Portela e Joel Menezes), entre outras.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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