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domingo, 4 de setembro de 2011

Marcelo Nova

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Marcelo Nova (Marcelo Drummond Nova), cantor e compositor, nasceu em Salvador, Bahia, em 16/8/1951. Foi vocalista da banda baiana Camisa de Vênus, desde o início dos anos 1980 até o seu primeiro final em 1987.

Em 1988 iniciou sua carreira solo tendo gravado, no ano seguinte, um LP ao lado de Raul Seixas, intitulado A Panela do Diabo. Em 1995, reuniu-se com o Camisa de Vênus e lançou mais dois álbuns, sendo um ao vivo e outro de estúdio. Em 1998 retomou a sua carreira solo.

Reúne-se esporadicamente com o Camisa de Vênus e seu último trabalho de estúdio é o álbum O Galope do Tempo de 2005. É conhecido, principalmente, pelas músicas Beth morreu, Eu não matei Joana D'Arc, Simca Chambord e Só o fim, com o Camisa de Vênus, e Pastor João e a igreja invisível e Carpinteiro do Universo, com Raul Seixas.

Na infância era muito tímido e concentrava todas as suas horas livres em ouvir música. Ficava tardes e tardes inteiras apenas ouvindo música e prestando atenção aos detalhes, aos instrumentos e ao modo pelo qual eles eram tocados nos vários discos. Foi nessa época que teve o primeiro contato com o rock and roll, quando pediu que seu pai lhe comprasse um disco de Little Richard, chamado Here's Little Richard. Aos 14 anos viu Raulzito e os Panteras tocarem ao vivo, o que o fez perceber que era possível tocar o estilo de música que ele gostava aqui no Brasil.

Na adolescência e início da fase adulta trabalhou com seu pai, que tinha uma clínica de fisioterapia, fazendo pedigrafia. Trabalhou também vendendo seguros antes de montar uma loja de discos chamada Néctar, em meados dos anos 70. Com a loja de discos, Marcelo conseguiu um emprego em uma rádio de Salvador, a Aratu FM, passando a ser responsável por um programa, chamado Rock Special, e pela programação da rádio.

Com o programa de rádio, Marcelo Nova tornou-se conhecido fora da Bahia por pessoas no Rio e em São Paulo, ligadas a gravadoras, que lhe chamavam para dar opinião sobre vários discos que eles recebiam das matrizes e não tinham a menor idéia do que se tratava e de como comercializar aquilo.

No início dos anos 80, Marcelo Nova vendeu o ponto da loja e, com o dinheiro, fez uma viagem para Nova Iorque onde tomou contato com o movimento punk. Percebeu que, com o conhecimento musical que ele tinha adquirido - aliado à filosofia punk do "faça você mesmo", poderia montar uma banda e fazer música mesmo sem grandes virtuosismos.

Quando voltou de Nova Iorque, Marcelo chamou um amigo que tinha conhecido na TV Aratu, Robério Santana, para formar uma banda que tocasse rock and roll e punk rock. A banda foi formada ainda em 1980 e, após o lançamento de um compacto, ficaram famosos na Bahia o que lhes abriu as portas para gravarem um álbum.

A banda duraria sete anos e lançaria, nesse primeiro período, quatro álbuns de estúdio e um ao vivo, ficando conhecida no Brasil inteiro e chegando a vender mais de 300 mil cópias do disco Correndo o Risco.

O Camisa de Vênus voltaria a se reunir em 1995, lançando mais dois álbuns, sendo um ao vivo e outro de estúdio. Após novo fim da banda em 1997, a banda se reuniria esporadicamente nos próximos anos. Atualmente encontra-se em atividade com Eduardo Scott (ex-Gonorréia) substituindo Marcelo Nova nos vocais.

Após o último álbum da primeira formação do Camisa de Vênus, Marcelo Nova juntou músicos para formar uma banda de apoio para a sua carreira solo. A primeira formação da banda Envergadura Moral conta com Gustavo Mullem nas guitarras, João Chaves (o Johnny Boy) nos teclados, Carlos Alberto Calasans no baixo, e o veterano Franklin Paolilo na bateria. Após ensaios e apresentações, gravaram o primeiro disco, Marcelo Nova e a Envergadura Moral, lançado em 1988.

Em 1984, durante um show do Camisa de Vênus no Circo Voador, o grupo foi avisado que Raul Seixas viria para assisti-los e queria conhecê-los. O que acabou acontecendo foi uma festa com o Camisa de Vênus, mais Raul Seixas, tocando covers de clássicos do rock para quem compareceu ao show.

A partir daí, Marcelo Nova e Raul Seixas tornaram-se grandes amigos. Em 1989 decidem gravar um disco juntos e saem em turnê, realizando 50 shows. Mais tarde naquele ano seria lançado o segundo álbum da carreira solo de Marcelo Nova, A Panela do Diabo, que viria a ser o último álbum de Raul Seixas, lançado dois dias antes da sua morte. Depois deste disco, Marcelo Nova foi tido por muitos como o sucessor de Raul Seixas, título do qual ele nunca gostou e o qual sempre contestou.

No início dos anos 90, Marcelo Nova estava em turnê quando o presidente Fernando Collor confiscou as cadernetas de poupança de todo mundo e, portanto, os shows que ele tinha marcado foram cancelados. Ele resolveu, então, pegar um violão e sair com mais um músico, sem nenhum instrumento elétrico, fazendo uma turnê acústica, o que trouxe a ideia de fazer um álbum inteiro com essa sonoridade.

Em 1991, saía o disco Blackout, primeiro disco integralmente acústico da história do rock nacional, que marca a entrada de André Christovam, substituindo Gustavo Mullem, nos violões da banda Envergadura Moral.

No próximo álbum, em 1994, Marcelo Nova pegou a sonoridade acústica e inverteu-a completamente, produzindo um disco com muita guitarra e bem pesado. O álbum recebeu o nome de A Sessão sem Fim e traz o guitarrista veterano Luis Sérgio Carlini, que ganhou fama como guitarrista da banda de Rita Lee nos anos 70, o Tutti Frutti.

Após a volta do Camisa de Vênus, em 1998, Marcelo Nova tem uma ideia de gravar um disco só com releituras de músicas de sua carreira, experimentando novos arranjos. A ideia surgiu quando ele viu uma ultra-sonografia de um feto e ocorreu-lhe que ele pulsava num ritmo exato, não tinha futuro, nem passado, era um ponto de luz. Assim, gravou o disco Eu Vi o Futuro, Baby. Ele É Passado com apenas um músico (o multi-instrumentista Johnny Boy) que, com a exceção do próprio Marcelo Nova em uma das faixas, tocou todos os instrumentos. Este é o último álbum de Marcelo a sair por uma grande gravadora, a extinta Abril Music.

No ano seguinte, Marcelo Nova lança dois álbuns ao vivo a partir de dois shows selecionados por um fã, Luís Augusto Conde. São eles o Grampeado em Público - Volume I e Grampeado em Público - Volume II que saíram pelo selo independente Baratos Afins e foram distribuídos apenas nos shows que Marcelo Nova realizou pelo país, tendo vendido cerca de 6 mil cópias.

Em 2001, sairia a caixa tripla Tijolo na Vidraça, na qual o artista faz um apanhado da sua carreira contando com músicas antigas remasterizadas, releituras e inéditas. Depois de um tempo excursionando pelo país, Marcelo Nova solta, em 2003, uma coletânea com grandes sucessos de sua carreira, tanto solo como com o Camisa de Vênus, chamada Em Ponto de Bala.

No ano de 2005, após 13 anos compondo e criando o conceito, sai seu último álbum de inéditas, O Galope do Tempo. O álbum possui características existencialistas, indo do nascimento à morte.

Atualmente, Marcelo Nova excursiona com sua banda de apoio fazendo shows pelo país afora.

Fonte: Wikipedia.
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Cláudio Roberto

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Cláudio Roberto (Cláudio Roberto Andrade de Azevedo), compositor, nasceu em Vassouras, RJ, e foi um dos principais parceiros de Raul Seixas.

As primeiras composições dos dois ocorreram em 1977 no disco "O dia em que a terra parou", de Raul Seixas, para o qual compuseram as músicas Tapanacara, No fundo do quintal da escola, Eu quero mesmo, Sapato 36, Você e outras, entre as quais, os sucessos O dia em que a Terra parou e Maluco beleza.

Um de seus maiores sucesso com o roqueiro baiano foi o Rock das aranhas, de 1987, proibido pela censura federal e liberada mediante a intervenção do escritor e crítico musical R. C. Albin.

Em 1988 fez sucesso com Cowboy fora da lei, música do último disco de Raul Seixas, que trazia ainda da parceria dos dois as músicas Gente, Cantar, Quando acabar, o maluco sou eu e Loba, as duas últimas com a participação de Lena Coutinho.

Nos últimos anos do século vinte, afastou-se praticamente da vida artística, passando a viver em um sítio em Miguel Pereira.

Obras

Abre - te sésamo (c/ Raul Seixas), Aluga-se (c/ Raul Seixas), Angela (c/ Raul Seixas), Baby (c/ Raul Seixas), Beira do pantanal (c/ Raul Seixas), Cantar (c/ Raul Seixas), Cowboy fora da lei (c/ Raul Seixas), De cabeça pra baixo (c/ Raul Seixas), Eh meu pai (c/ Raul Seixas), Eu quero mesmo (c/ Raul Seixas), Gente (c/ Raul Seixas), Loba (c/ Raul Seixas e Lena Coutinho), Maluco beleza (c/ Raul Seixas), Negócio é (c/ Eduardo Brasil), No fundo do quintal da escola (c/ Raul Seixas), O dia em que a terra parou (c/ Raul Seixas), Paranóia II (c/ Raul Seixas e Lena Coutinho), Quando acabar o maluco sou eu (c/ Raul Seixas e Lena Coutinho), Que luz é essa? (c/ Raul Seixas), Rock das "aranha" (c/ Raul Seixas), Sapato 36 (c/ Raul Seixas), Sim (c/ Raul Seixas), Só pra variar (c/ Raul Seixas), Tapanacara (c/ Raul Seixas) e Você (c/ Raul Seixas).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Made in Brazil

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Made in Brazil - Grupo paulistano de rock-and-roll formado em 1968 pelo compositor e contrabaixista Osvaldo Vecchione (São Paulo SP 1947—) e seu irmão, o guitarrista Celso Vecchione (São Paulo 1949—). Teve diferentes formações, incluindo, entre outros, os vocalistas Cornelius e Percy, a cantora Tibet, os guitarristas Babalu e Kim Kehl e o baterista Franklin Paolillo.

Gravou os LPs Made in Brazil (RCA, 1974), Jack, o Estripador (RCA, 1976), Paulicéia desvairada (RCA, 1978), Minha vida é o rock-and-roll (RCA, 1981), Deus salva.., o rock alivia (RGE, 1985), Pirata ao vivo volumes 1 e 2 (RGE, 1986, lançados num só CD em 1997) e o álbum duplo Made in Blues (Vinil Records, 1991).

Os sucessos do grupo incluem Anjo da guarda (1974), Jack, o Estripador (1976), Vou te virar de ponta- cabeça (1976) e Minha vida é o rock-and-roll (1981), todos compostos por Osvaldo Vecchione.

Discografia

(1974) Made in Brazil - RCA Victor - LP
(1977) Jack, o estripador - RCA Victor - LP
(1978) Paulicéia desvairada - RCA Victor - LP
(1981) Minha vida é o rock 'n' roll - RCA Victor - LP
(1985) Deus salva... O rock alivia - RGE - LP
(1986) Pirata ao vivo - RGE - LP
(1991) Made in blues - Vinil Records - LP

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Golpe de Estado

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Golpe de Estado - Grupo paulistano de hard-rock formado em fins de 1985 por Catalau (André Leandro Marechal, São Paulo SP 1959—), vocais; Hélcio Teixeira Aguirra (São Paulo 1959—), guitarra; Nelson Gomes Brito (São Paulo 1960—), contrabaixo; e Paulo Jorge Zinner (São Paulo 1959—), bateria.

Catalau havia integrado o Casa das Máquinas, Hélcio fora guitarrista do Harppia e Nelson e Paulo vinham de outros grupos, como o Fickle Pickle de André Christovam e Pepino Irritadiço. 

O grupo lançou seu primeiro LP, Golpe de Estado, em 1986 (selo Baratos Afins) e foi imediatamente aclamado como um dos melhores grupos de hard-rock nacional.

Seguiram- se os discos Forçando a barra (1988), Nem polícia nem bandido (Eldorado, 1989), Quarto Golpe (Eldorado, 1991) e Zumbi (Eldorado, 1995). O grupo abriu shows brasileiros dos grupos ingleses Jethro Tull (1990), Nazareth (1990) e Deep Purple (1991).

Catalau deixou o grupo em 1996, lançando em 1997 seu primeiro disco solo, Magos do som (pela Baratos Afins), com participação do guitarrista Lanny Gordin, e Paulo Zinner atuou como baterista no grupo de Rita Lee, além de gravar com o Fickle Pickle em 1994. O novo cantor do grupo passou a ser Rogério (Rogério Fernandes, São Paulo 1965—), exFickle Pickle e ex-Big Balls.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha -2a. Edição - 1998;
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sônia Delfino

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Sônia Delfino (Sonia de Campos Veras), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 23/11/1942. Sobrinha de Ademilde Fonseca cantava bossa nova e também rock-and-roll, sendo uma das primeiras cantoras brasileiras desse gênero, contemporânea e concorrente carioca da paulista Celly Campello.

Cantou em público pela primeira vez aos oito anos, participando de um concurso radiofônico infantil na cidade de Natal RN. Iniciou a carreira profissional no programa Clube do Guri, da TV Tupi, do Rio de Janeiro.

De 1960 a 1962, apresentou um programa de televisão — Alô, Brotos! — também na Tupi, ao lado do cantor Sérgio Murilo. Gravou seu primeiro disco aos 13 anos, para a Copacabana, o 78 rpm Uma valsa para mamãe (Emmanuel Jitay). Lançou a versão Sino de Belém para a canção natalina Jingle Bells, com o coral do Clube do Guri.

Seus maiores sucessos são o folkrock Bimbombey (Hugo Peretti, Luigi Creatore e Mack David), o twist Diga que me ama (Make Believe Baby, de Ben Weisman e E. Lewis, versão de Luís Bittencourt; Philips, 1960) e a bossa nova Bolinha de sabão (Orlandivo; Philips, 1963).

Gravou na Philips três LPs, Sônia Delfino canta para a mocidade (1960), Alô, brotos! (1962) e Alô, brotos!, vol. 2 (1964), além de vários compactos para a Copacabana e RGE. Considerada por muitos a sucessora natural de Celly Campelo, que abandonara a carreira artística em 1962, Sônia preferiu trocar o pop-rock por um repertório mais adulto, incluindo a bossa nova.

Participou como atriz em dois filmes: Tudo legal, de Vítor Lima, em 1960, e Um candango na Belacap, de Roberto Farias, em 1961.

Afastou-se do meio artístico ao se casar em 1970, retornando em 1986. Participou do projeto de três CDs O amor, o sorriso e a flor (Albatroz, 1998), produzido por Roberto Menescal para comemorar os 40 anos da bossa nova.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Cantoras: Sônia Delfino.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Cazuza

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cazuza

Foi chamado de poeta, de representante de uma geração de guru dos anos 80. Mas Cazuza foi, na verdade, um tipo de pirata. Estavam presentes nele a audácia de quem abordou o navio da MPB e conheceu os seus tesouros; o romantismo de quem, sob o luar, se embebeda e tece versos, contemplando as paixões; a acidez de uma geração que viu o mundo mudar para um tempo mais duro, menos solidário e mais competitivo.
O pai foi ao cartório registrar seu único filho e ditou para o escrivão: Agenor de Miranda Araújo. Mas, antes que o menino chegasse ao mundo, João Araújo já havia lhe dado outro nome, que o acompanharia por toda a vida. Herdeiro de uma família pernambucana, João Araújo resolvera chamar o filho de Cazuza, um tipo de gíria nordestina para moleque. Ainda durante a gravidez de Lúcia - e sem o ultrassom dos dias de hoje para saber o sexo da criança -, o pai repetia aos amigos: eu vou ter um cazuza. E teve um Agenor, Cazuza, músico e poeta do Brasil.
Além de lhe darem o nome artístico, os personagens da família de Cazuza determinaram seu envolvimento com a música. Ele mesmo gostava de afirmar que sua história musical começou com seu avô, quando, no início do século, ele se mudou de um engenho em Pernambuco para o que era, na época, o areal do Leblon. A partir daí, a história se desenrolou. Seu pai, João Araújo, conheceu uma moça que morava nas imediações, com quem acabou se casando. A moça chamava-se Lúcia e adorava cantar - como Cazuza dizia, cantava como um passarinho. Tanto que uma das primeiras novelas da televisão brasileira teve uma gravação sua na trilha sonora: Peito vazio, de Cartola. Já adulto, Cazuza se lembraria de ouvir a mãe cantarolando pela casa.
Na sua memória fotográfica também ficaram registrados momentos nos pátios e nas comemorações das escolas. Quase sempre lembranças de sua infância, já que, a partir de 11, 12 anos, suas relações com os colégios se tornaram ruins.
Também marcaram as reminiscências do garoto as aparições de artistas em seu lar. Quando ainda era criança, conheceu Elis Regina, os Novos Baianos, Jair Rodrigues, entre outros. Por essa época, durante sua infância, seu pai já estava ligado ao mundo da música e ocupava lugar de destaque na Som Livre, gravadora do grupo Globo. Algum tempo depois, ele se tornaria presidente da empresa.
Porém, a primeira influência que Cazuza recebeu em direção à música veio mesmo de sua mãe. Foi ela quem despertou sua atenção e sua vocação para a arte. E, depois que o filho se transformou no Cazuza ídolo da juventude brasileira do anos 80 e morreu de Aids em 1990, ela levou à frente o projeto da Fundação Cazuza, uma das primeiras entidades civis no Brasil voltada ao apoio a soropositivos. O trabalho de Lúcia é como uma continuação da mensagem de Cazuza aos jovens.
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Barão Vermelho

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Grupo carioca de rock fundado em 1981 por Roberto Frejat (Rio de Janeiro-RJ 1961-)guitarra; Dé (André Palmeira Cunha, Rio de Janeiro 1965-), contabaixo; Maurício Carvalho de Barros (Rio de Janeiro 1964-), teclados; e Guto Goffi (Flávio Augusto Goffi Marques, Rio de Janeiro, 1962-), bateria.

Só no ano seguinte, por intermédio de Leo Jaime, encontrariam o vocalista Cazuza e gravariam o primeiro LP, Barão Vermelho, pela Som Livre, fazendo alguns shows apenas no Rio e em São Paulo.

Depois do lançamento do disco 2, que inclui a faixa Pro dia nascer feliz, vem o sucesso nacional, em 1984, com Bete Balanço, da trilha sonora do filme de mesmo nome e presente no terceiro disco do grupo, Maior abandonado.

Em janeiro de 1985 participam do festival Rock In Rio e em junho é anunciada a saída do vocalista Cazuza, que parte para carreira solo, e a entrada de Fernando Magalhães e Peninha. Frejat passa a ser vocalista e o Barão assina contrato com a Warner.

Em 1990 participam do Hollywood Rock, e no mesmo ano o baixista Dé é substituído por Dadi, ex-integrante dos Novos Baianos e do A Cor do Som. No ano seguinte ganham o prêmio Sharp de melhor grupo de rock e o baixista Dadi é substituído por Rodrigo Santos.

Outros sucessos do Barão são Declare guerra, Por que a gente é assim?, Quem me olha só, Pense e dance, Torre de Babel, O poeta está vivo, Supermercados da vida, Malandragem, Dá um tempo" e Puro êxtase.

Em 2001, depois de mais uma apresentação surpreendente no Rock in Rio 3 – Por um Mundo Melhor, o Barão Vermelho faz uma pausa para seus integrantes desenvolverem projetos paralelos. Em 2004 eles lançaram Barão Vermelho, que mostra sucessos do início de carreira.

Em agosto de 2005, o Barão Vermelho grava no palco do Circo o seu primeiro DVD, dentro do projeto MTV ao Vivo. O elemento surpresa do Barão MTV ao Vivo fica por conta da dobradinha virtual, entre Cazuza e Frejat – este interpretando pela primeira vez - na canção Codinome Beija-Flor, de Cazuza e Ezequiel Neves.

O álbum duplo faz uma retrospectiva de 23 anos de carreira da banda com repertório dos 12 discos de estúdio lançados desde 1982 e do ao vivo Balada MTV.

Fontes: CliqueMusic; Encicl. da Música Brasileira - Art Editora.
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Capital Inicial

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Capital  Inicial

Capital Inicial - Grupo brasiliense formado em 1982 por Dinho (Fernando Ouro Preto, Curitiba PR 1964—), no vocal; Loro Jones (Antônio Marcos Lopes de Sousa, Rio de Janeiro 1961—), na guitarra; Flávio Lemos (Rio de Janeiro 1963—), no contrabaixo; e seu irmão Felipe Lemos (Rio de Janeiro 1962—), na bateria. Os dois últimos vieram do Aborto Elétrico, o primeiro grupo punk de Brasília DF, formado em 1978 e desfeito em 1982.

O grupo adotou o estilo new-wave e fez sucesso já a partir do primeiro disco, um compacto (Epic/CBS, 1984) com as faixas Descendo o rio Nilo e Leve desespero, ambas de autoria do grupo (a segunda incluída na trilha do filme Areias escaldantes, de Francisco de Paula).

Radicados em São Paulo desde 1985 e contratados pela Polydor, gravaram o primeiro LP em 1986, Capital Inicial, incluindo sucessos como Psicopata (Loro, Pedro Pimenta e os irmãos Lemos), Música urbana (Renato Russo, André Pretorius e os irmãos Lemos), Fátima e Veraneio vascaína (ambas de Flávio Lemos e Renato Russo), esta última um protesto contra a violência policial.

Outros sucessos do grupo incluem Mickey Mouse em Moscou (1990). Gravaram ainda três LPs na Polygram, Independência (1987), Você não precisa entender (1988), Todos os lados (1990) e mais Eletricidade (1992, BMG), Rua 47 (1994, QC) e Ao vivo (1996, Rede Brasil).

Em 1992, Dinho foi substituído por Murilo Lima (Murilo Ferreira Lima, Santos SP 1968—), que permaneceu no grupo até o início de 1998.

CD:

O melhor de Capital Inicial, 1994, Polygram 521787-2.

Letras do Capital Inicial:

Descendo o rio Nilo, Fátima, Leve desespero, Psicopata, Veraneio vascaína.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.
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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Cazuza

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cazuza

Foi chamado de poeta, de representante de uma geração de guru dos anos 80. Mas Cazuza foi, na verdade, um tipo de pirata. Estavam presentes nele a audácia de quem abordou o navio da MPB e conheceu os seus tesouros; o romantismo de quem, sob o luar, se embebeda e tece versos, contemplando as paixões; a acidez de uma geração que viu o mundo mudar para um tempo mais duro, menos solidário e mais competitivo.
O pai foi ao cartório registrar seu único filho e ditou para o escrivão: Agenor de Miranda Araújo. Mas, antes que o menino chegasse ao mundo, João Araújo já havia lhe dado outro nome, que o acompanharia por toda a vida. Herdeiro de uma família pernambucana, João Araújo resolvera chamar o filho de Cazuza, um tipo de gíria nordestina para moleque. Ainda durante a gravidez de Lúcia - e sem o ultrassom dos dias de hoje para saber o sexo da criança -, o pai repetia aos amigos: eu vou ter um cazuza. E teve um Agenor, Cazuza, músico e poeta do Brasil.
Além de lhe darem o nome artístico, os personagens da família de Cazuza determinaram seu envolvimento com a música. Ele mesmo gostava de afirmar que sua história musical começou com seu avô, quando, no início do século, ele se mudou de um engenho em Pernambuco para o que era, na época, o areal do Leblon. A partir daí, a história se desenrolou. Seu pai, João Araújo, conheceu uma moça que morava nas imediações, com quem acabou se casando. A moça chamava-se Lúcia e adorava cantar - como Cazuza dizia, cantava como um passarinho. Tanto que uma das primeiras novelas da televisão brasileira teve uma gravação sua na trilha sonora: Peito vazio, de Cartola. Já adulto, Cazuza se lembraria de ouvir a mãe cantarolando pela casa.
Na sua memória fotográfica também ficaram registrados momentos nos pátios e nas comemorações das escolas. Quase sempre lembranças de sua infância, já que, a partir de 11, 12 anos, suas relações com os colégios se tornaram ruins.
Também marcaram as reminiscências do garoto as aparições de artistas em seu lar. Quando ainda era criança, conheceu Elis Regina, os Novos Baianos, Jair Rodrigues, entre outros. Por essa época, durante sua infância, seu pai já estava ligado ao mundo da música e ocupava lugar de destaque na Som Livre, gravadora do grupo Globo. Algum tempo depois, ele se tornaria presidente da empresa.
Porém, a primeira influência que Cazuza recebeu em direção à música veio mesmo de sua mãe. Foi ela quem despertou sua atenção e sua vocação para a arte. E, depois que o filho se transformou no Cazuza ídolo da juventude brasileira do anos 80 e morreu de Aids em 1990, ela levou à frente o projeto da Fundação Cazuza, uma das primeiras entidades civis no Brasil voltada ao apoio a soropositivos. O trabalho de Lúcia é como uma continuação da mensagem de Cazuza aos jovens.
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Celly Campello

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Celly Campello (Célia Campelo Gomes Chacon), cantora, nasceu em São Paulo SP em 18/6/1942. Aos seis anos apresentou-se pela primeira vez na Rádio Cacique, de Taubaté SP, cidade onde se criou. Ainda criança, estudou violão, piano e balé e, aos 12 anos, já tinha programa próprio na Rádio Cacique. Gravou seu primeiro disco (Odeon), aos 15 anos, cantando Handsome boy (Mário Genari Filho e Celeste Novais), a mesma dupla de autores de Forgive me, interpretada por seu irmão, Tony Campello, do outro lado do disco.
Ainda em 1958 estreou na televisão, no programa Campeões do Disco, da TV Tupi, de São Paulo. Durante dois anos, a partir de 1959, apresentou o programa Celly e Tony em Hi-Fi, na TV Record, de São Paulo, e nesse mesmo ano, começou a colecionar prêmios: ganhou o troféu Chico Viola (1959, 1960, 1961, 1962, este em conjunto com Tony Campello), o Roquete Pinto (1959, 1960 e 1961) e o Tupiniquim (1959).
Até 1962, participou de shows e programas de televisão por todo o país. Foi a primeira grande estrela nacional do rock'n'roll, tendo gravado oito LPs, nos quais se destacou com as músicas Estúpido Cupido (Neil Sedaka e H. Greenfield, versão de Fred Jorge), Lacinhos cor de-rosa (Michie Grant, versão de Fred Jorge), Banho de lua (P. de Fillippi e F.Migliacci, versão de Fred Jorge), Túnel do amor (Patty Fischer e Bob Roberts, versão de Fred Jorge), Hei Mama (Paul Anka, versão de Fred Jorge), Broto legal (H. Earnhart, versão de Renato Corte Real) e Billy (Kendis & Pauley e Joey Goodwin, versão de Fred Jorge), gravações feitas de fins de 1958 a 1960.
Participou de dois filmes Jeca Tatu (dirigido por Milton Amaral, 1959) e Zé do Periquito (dirigido por Mazzaropi e Ismar Porto, em 1960) e, em 1962, quando se casou, parou de cantar, só voltando para participar do Festival de Música Popular de Juiz de Fora MG, em 1972, e para uma temporada, em 1975, na série Cuba-libre em Hi-Fi, da boate paulista Igrejinha, onde se apresentou ao lado de outros cantores que fizeram sucesso na sua época, como Tony Campello, Carlos Gonzaga, Ronnie Cord, George Friedman, Baby Santiago e Dan Rockabilly.
Em 1975-1976, seu sucesso Estúpido Cupido serviu de tema e inspiração da telenovela homônima, da TV Globo. Na década de 1970 gravou um LP e vários compactos pela RCA. Faleceu em Campinas (SP), no dia 4 de março de 2003, vitimada por um câncer de mama contra o qual lutava desde 1996.
Veja também:
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quarta-feira, 20 de junho de 2007

Legião Urbana

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Legião Urbana. Grupo vocal-instrumental, um dos mais importantes do pop-rock brasileiro da década de 1980, influenciado por grupos como os ingleses The Smiths, Clash e Gang of Four. Formado em Brasília DF em 1982 por Renato Russo, vocais e guitarra base; Marcelo Bonfá (Marcelo Augusto Bonfá, Itapira SP 1965-), bateria; Dado Villa-Lobos (Eduardo Dutra Villa-Lobos, Bruxelas, Bélgica 1965-), guitarra; Renato Rocha (Rio de Janeiro 1961-), contrabaixo.
Antes desse grupo, em 1978, Russo, também contrabaixista, formara o primeiro conjunto punk de Brasília, o Aborto Elétrico, ao lado do baterista Felipe Lemos (que mais tarde fundou o Capital Inicial; do guitarrista André Pretorius. Outros integrantes fundadores do Legião, que permaneceram no grupo apenas um ano, foram os guitarristas Ico Ouro-Preto e Eduardo Paraná.
Contratado pela EMI, primeiro disco do grupo foi o compacto Será (Renato Russo), um dos maiores sucessos de 1985. Seus três primeiros LPs, Legião Urbana (1984, incluindo Será, Geração Coca-Cola e Ainda é cedo, regravada por Marina), Dois (1986, com destaque para Tem perdido, regravada por Leila Pinheiro, Quase sem querer e Eduardo e Mônica) e Que país é este? (1987, cujos sucessos foram a faixa-título e Faroeste caboclo), consolidaram o grupo entre os mais influentes da década.
Em 1989, Renato Rocha se desligou, Renato Russo assumiu o contrabaixo e o grupo continuou como trio, gravando o disco As quatro estações, que manteve o sucesso, puxado por faixas como Pais e filhos e Meninos e meninas.
Os outros discos do grupo são Legião Urbana V(1991), Música para acampamentos (duplo ao vivo, 1992), Descobrimento do Brasil (1993) e A tempestade ou O livro dos dias (1996), cujo lançamento coincidiu com o falecimento de Renato Russo, vítima de AIDS.
Em 1997 foi lançado o disco Uma outra estação, reunindo gravações antigas e recentes do grupo. CDs: Música para acampamentos (2 CDs), 1992, EMI 781226-2; As quatro estações, 1995, EMI 835836 (página dedicada a Débora Navas, Itú-SP).
Algumas músicas
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quinta-feira, 7 de junho de 2007

Raul Seixas

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Raul dos Santos Seixas, cantor, compositor, produtor e instrumentista nasceu em Salvador BA (28/6/1945) e faleceu em São Paulo SP (21 /8/1989). Sua grande influência foi o rock-and-roll da década de 50, que ouviu muito nos discos emprestados pelos vizinhos, funcionários do consulado norte-americano em Salvador.
Aos 12 anos fundou o conjunto The Panthers (mais tarde Os Panteras), primeiro grupo de rock de Salvador a usar instrumentos elétricos, passando a tocar em cidades do interior baiano. Começou a estudar direito, mas abandonou o curso para se dedicar à música. Em 1967, Jerry Adriani apresentou-se ao vivo em Salvador, acompanhado pelos Panteras, e se entusiasmou com o grupo, convencendo-os a se mudarem para o Rio de Janeiro RJ, onde gravaram pela Odeon (mais tarde EMI) seu primeiro disco LP, Raulzito e os Panteras.
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Raulzito e os Panteras.
De 1968 a 1972 trabalhou como produtor da CBS. Produziu e lançou, em 1971, o LP Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta sessão das dez, com músicas de sua autoria e em parceria com Sérgio Sampaio, tendo ambos como intérpretes ao lado de Míriam Batucada e Edy Star. Apresentou-se no VII F!C (transmitido pela TV Globo) em 1972, com duas músicas, Let me sing, let me sing e Eu sou eu, Nicuri é o diabo.
Contratado em 1972 pela Philips, gravou o LP Os 24 grandes sucessos da era do rock, no qual aparecia creditado apenas como produtor e arranjador (em 1975, com Raul já famoso, este LP seria relançado com seu nome e novo título, 20 anos de rock). Seu primeiro grande sucesso como intérprete foi Ouro de tolo, em 1973, incluída em seu primeiro LP solo Krig-há, Bandolo!, do mesmo ano e que incluiu outros êxitos, como Metamorfose ambulante, Mosca na sopa e Al Capone (Paulo Coelho). Seu sucesso se consolidou com os três LPs seguintes, Gitá (1974), Novo Aeon (1975) e Há dez mil anos atrás (1976).
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Abelardo Barbosa (Chacrinha) e Raul Seixas.
Mudando-se em 1977 para a Warner (que inaugurava sua filial brasileira), gravou três LPs: O dia em que a Terra parou (1977), que inclui Maluco beleza (com Cláudio Roberto), que se tornaria um hino da geração hippie, Mata virgem (1978) e Por quem os sinos dobram (1979).
Apesar de crescentes problemas de saúde e várias trocas de gravadoras, manteve o prestígio e o sucesso em quase todos seus LPs seguintes: Abre-te sésamo (CBS, 1980), Raul Seixas (incluindo sucessos como Capim Guiné, com Wilson Ângelo, e Carimbador maluco, este incluído no musical infantil Plunct, Plact, Zumm, da Rede Globo, Eldorado, 1983), Metro Linha 743 (Som Livre, 1984), Uah-baplu-bap-lah-béim-bum! (Copacabana, 1987), A pedra do Gênesis (Copacabana, 1988) e A panela do Diabo (em dupla com Marcelo Nova, um de seus maiores discípulos e líder do Camisa de Vênus; Warner, 1989). Seus outros sucessos incluem Como vovó já me dizia (com, Paulo Coelho, 1975), Rock das aranhas (1980) e Cowboy fora da lei (1987).
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Delírios do sultão Raul.
Com público dos maiores e mais fiéis, foi o primeiro artista brasileiro a ter um LP organizado e lançado por um fã-clube, a coletânea de gravações raras Let Me Sing my Rock-and-roll (1985, mais tarde encampada pela Polygram com título Caroço de manga), e mesmo após sua morte continua exercendo influência, com músicas regravadas por artistas tão diversos quanto Caetano Veloso (Ouro de tolo), Irmãs Galvão (Tente outra vez), Margareth Meneses (Mosca na sopa), Deborah Blando (A maçã) e o grupo RPM (Gita).
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Esse era o Raul.
Em 1995, várias homenagens marcaram seu aniversário - faria 50 anos. Foram lançados um livro, O trem das sete, Editora Nova Sampa, e um CD, Sociedade Grã-Kavernista apresenta sessão das dez, reedição do LP de 1971 (página dedicada a Tiffany Helga dos Santos, Itajaí-SC).
Algumas músicas
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Carimbador Maluco.
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Rita Lee

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Rita Lee
Rita Lee Jones, cantora, compositora e instrumentista, nasceu em São Paulo no dia 31 de dezembro de 1947. Desde criança conviveu com a música, pois sua mãe tocava piano. Sem ter aprendido a tocar nenhum instrumento, aos dezoito anos formou um conjunto com mais quatro garotas, as Teen Age Singers, que participavam de shows e de festas colegiais.
Descobertas pelo cantor Tony Campello, passaram a fazer coro para as gravações dos Jet Blacks, Demetrius e Prini Lopez. Depois de conhecer Arnaldo Dias Batista, que tinha um conjunto, o Wooden Faces, começou a aprender contrabaixo, integrando mais tarde o grupo, que passou a se chamar Six Sided Rockers. Com a saída de três elementos, mudaram o nome para O Conjunto, gravando um compacto com o rock Suícida (com Arnaldo e Sérgio Dias Batista).
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Rita Lee no Rock in Rio, em 1984.

Em 1966 estrearam no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, já com o nome de Os Mutantes. Em 1969 gravou seu primeiro LP individual, Build-up, pela Philips, sem deixar entretanto suas atividades no grupo, ao qual permaneceu ligada até 1972. Nesse ano, gravou seu segundo LP individual, Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida, pela PhiIips.
No ano seguinte apresentou-se no show Phono 73, em dupla com a guitarrista e compositora Lúcia Turnbull, e formou o conjunto Tutti Frutti, com Lúcia e outros músicos, montando o show Tutti Frutti, dirigido pelo dramaturgo Antônio Bivar.
Em 1974 o novo grupo lançou o LP Atrás do porto tem uma cidade, pela Philips. Ainda nesse ano realizou um show no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, e percorreu o Brasil apresentando o disco. No ano seguinte, sem Lúcia Turnbull, o Tutti Frutti gravou seu segundo LP, Fruto proibido, na Som Livre, com as músicas de um show realizado em várias regiões do país.
Em 1977 o Tutti Frutti se desfez; gravou então, com Gilberto Gil o LP Refestança (Som Livre) incluindo suas parcerias com o compositor É proibido fumar, Refestança, De leve (versão de Get back, dos Beatles).
No final da década de 1970 e início da de 1980, com um estilo pop-rock característico, lançou seus maiores sucessos. Em 1979 passou a ter como parceiro o músico Roberto de Carvalho; lançaram o LP Rita Lee (Som Livre), com Doce vampiro, Chega mais e Mania de você, estas duas da dupla.
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Em 1980 atingiu enorme sucesso com o LP Rita Lee, que incluiu, entre outras, Lança perfume e Caso sério, ambas em parceria com Roberto de Carvalho, além de Ôrra meu! e Baila comigo. Ainda no início dos anos de 1980, gravou Joujou e balangandãs, ao lado de João Gilberto.
Em 1982 lançou o LP Rita Lee & Roberto de Carvalho (Som Livre), que incluía os sucessos Flagra e Cor-de-rosa-choque, além da homenagem a João Gilberto, Brasil com S, todas composições da dupla. Em 1983, o LP Bombom, todo em parceria com Roberto de Carvalho, obteve grande repercussão. Nesse mesmo ano, realizou tournée por todo o Brasil, dando início aos mega-shows.
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Em 1987 transferiu-se para a EMI, lançando o LP Flerte fatal. Em 1988 participou do filme Dias melhores virão, com Cacá Diegues, e gravou o LP Zona zen, sem muita repercussão.
Em 1992 fez sozinha o show e o LP Bossa and Roll, em que se aventurou pela bossa nova mas, em 1995, retornou ao rock debochado e apresentou o espetáculo A marca da Zorra, em parceria com Roberto de Carvalho. Em 1996, foi homenageada por Ná Ozzetti, que gravou o CD Lovelee Rita, só com suas músicas.
Em maio de 1997 recebeu o Prêmio Sharp de personalidade da música brasileira, pelo conjunto de sua obra tornando-se a primeira mulher a ganhar este prêmio. Em julho de 1997 lançou seu vigésimo sexto disco, Santa Rita de Sampa, pela Polygram.
Algumas músicas

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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Tony Campello

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Tony Campello (Sérgio Beneli Campello), cantor e produtor, nasceu em São Paulo SP em 24/2/1936. Interessou-se por música desde os nove anos, passando a estudar sozinho violão e piano. De 1953 a 1958, integrou o conjunto Ritmos OK, em Taubaté SP, tendo também atuado, de 1956 a 1958, no Mário Genari Filho e Conjunto.
Fez sua primeira apresentação em televisão na antiga TV Paulista e exibiu-se no programa Galera do Nelson, da Rádio Nacional, de São Paulo. Gravou o primeiro disco em 1958, Forgive me (Odeon); no verso do disco, sua irmã Celly Campello cantava Handsome Boy (ambas de Mário Genari Filho e Celeste Novais).
Nos dois anos seguintes, apresentou com a irmã o programa Celly e Tony em Hi-Fi, na TV Record, de São Paulo, participando ainda de shows e programas de televisão nas principais cidades do país.
Gravou seis LPs pela Odeon, fazendo sucesso com as músicas Boogie do bebê (J. Parker e Relin, versão de Fred Jorge), Pertinho do mar (Sílvio Pereira de Araújo) e Canário (Norman Luboff, Marilyn Keith e Alan Berman, versão de Fred Jorge), gravada em dupla com Celly.
Trabalhou nos filmes Jeca Tatu, dirigido por Milton Amaral, 1959, e Zé do Periquito, dirigido por Mazzaropi e Ismar Porto, em 1960. Em 1961 e 1962, recebeu o troféu Chico Viola, sendo que o segundo foi em conjunto com sua irmã. Viajou nos dois anos seguintes para o Paraguai e Peru. Produziu para a RCA Victor discos dos artistas Celly Campelo, Os Incríveis, Carlos Gonzaga e Chris McClayton e lançou em disco, entre outros, a dupla Deny e Dino, Sérgio Reis, Silvinha e Luís Fabiano.
Em 1974 ganhou o prêmio Rock 74 pela produção do disco Rock das quebradas. Apresentou-se em 1975 na boate Igrejinha, de São Paulo, onde foram organizados os shows Cuba-libre em Hi-Fi, promovendo a volta de cantores de sucesso do final da década de 1950 e início da de 1960 -Celly Campello, Carlos Gonzaga, Ronnie Cord, George Friedman, Baby Santiago e Dan Rockabilly.
Como produtor e pesquisador de música sertaneja, produziu quase todos os discos de Sérgio Reis desde 1967, além da série de coletâneas Luar do Sertão da BMG Ariola (nome da RCA Victor desde 1985). Continua a se apresentar em shows pelo interior de São Paulo.
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