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domingo, 7 de agosto de 2011

Renato Barros

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Renato Barros (Renato Cosme Vieira de Barros), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/09/1943. Em 1959 criou o grupo Renato e seus Blue Caps, que passou a se apresentar em bailes pela cidade.

Em 1966 teve a música Devo tudo a você gravada pelo cantor Jerry Adriani. O mesmo cantor gravou ainda Não me perguntem por ela, Triste amor, Uma vida inteira e Você quis zombar de mim, parceria com Ed Wilson, entre outras. 

Ainda em 1966, a cantora Wanderléia gravou Tudo morreu quando perdi você. No mesmo ano, foi de sua autoria um dos maiores sucessos do conjunto Renato e Seus Blue Caps, A primeira lágrima.

Em 1979, teve a música Eu não sabia que você existia com Tony gravada pela dupla Jane e Herondy.

Ao longo da carreira assinou parcerias com o irmão Paulo César Barros, Rossini Pinto, Lílian knapp e Ed Wilson, entre outros. Dois de seus maiores sucessos foram Menina linda e Feche os olhos, versões para as músicas I should have know better e All my loving, do conjunto inglês The Beatles, gravadas por Renato e Seus Blue Caps. Outro grande sucesso de sua carreira como compositor foi Devolva-me, parceria com Lilian Knapp e gravada inicialmente por Leno e Lilian e que no final dos anos 1990 ganhou um versão também de sucesso com a cantora Adriana Calcanhoto.

Em 1995 partcipou com seu conjunto das comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda com apresentações em diversas casas de shows.

Com mais de 50 músicas gravadas, teve composições registradas por Wanderley Cardoso, The Fevers, Roberto Carlos,  Erasmo Carlos e Leno e Lílian. Em contínua atuação como instrumentista e compositor, voltou a participar, em 2005, das comemorações dos 40 anos da Jovem Guarda, incluindo gravação de DVD comemorativo.

Obras

A garota que eu gosto, A pobreza, A saudade que ficou (c/ Ed Wilson),  Amor sem fim (c/ Alessandro),  Anjo rebelde (c/ Nanni e Cid Chaves),  Aprenda a me conquistar (c/ Lilian Knapp e Carlinhos),  Batom vermelho (c/ Nanni e Gelson Morais),  Blue caps twist,  Bonequinha,  Com você no coração (c/ Nanni),  Como há dez anos atrás,  Coração faminto (c/ Gileno),  Devo tudo a você,  Devolva-me (c/ Lilian Knapp),  Esta noite não sonhei com você,  Eu não aceito o teu adeus (c/ Mauro Motta),  Eu não sabia que você existia (c/ Tony),  Eu te amei demais,  Eu te amo,  Eu te quero, eu te adoro (c/ Rossini Pinto),  Feche os olhos (c/ Lennon e MacCartney),  Gamadinho por você,  Guerrilheiro do amor (c/ Nanni e Hugo Belardi),  Lar doce lar (c/ Carlinhos), Memórias (c/ Nanni), Menina feia,  Menina linda (c/ Lennon e MacCartney),  Meu amigo do peito,  Monaliza da tv (c/ Nanni),  Não foi o que eu fiz (c/ Pedrinho),  Não maltrate um coração,  Não me perguntem por ela,  Não vá embora sem me dizer,  Nos braços, nos olhos e no coração (c/ Nanni),  Nós dois,  O brinquedo se quebrou,  O feio (c/ Getúlio Côrtes),  O pica-pau (c/ Lilian Knapp),  Os costeletas (c/ Getúlio Côrtes e Carlinhos),  Pode me procurar (c/ Nanni),  Pra sempre (c/ Nanni),  Preciso ser feliz (c/ Paulinho e Lilian Knapp),  Primeira lágrima,  Querida Gina,  Se você soubesse (c/ Rossini Pinto),  Sem Suzana,  Sem você,  Sexo frágil (c/ Nanni),  Sim, sou feliz (c/ Paulo César Barros),  Só por causa de você (c/ Gileno),  Sou amor pra te entregar (c/ Massom),  Sou louco por ela (c/ Ed Wilson),  Suco de laranja (c/ Ernani Cardoso e Pantera),  Summer comes again, Triste amor,  Tudo morreu quando perdi você,  Um é pouco, dois é bom, três é demais,  Vamos fundo (c/ Nanni),  Vera Lúcia (c/ Paulinho),  Você deixou saudades (c/ Mauro Motta),  Você é um pedaço de mim,  Você não serve pra mim,  Você quis zombar de mim (c/ Ed Wilson),  Vou ao teu encontro (c/ Ernani Cardoso).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cleide Alves

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Cleide Alves (Cleide Alves da Silva - 5/12/1946 Rio de Janeiro, RJ), cantora, surgiu na vida artística em 1960, quando lançou o seu primeiro disco, pela gravadora Copacabana, interpretando Help, help, Maybe, de Fernando Costa, Alfredo Max e Chamarelli e Seguindo e cantando, de Roberto Correia.

Em 1962 gravou Chega, de Floyd Robinson e Demétrius e Meu anjo da guarda, de Rossini Pinto e Fernando Costa. No ano seguinte gravou do então pouco conhecido cantor e compositor Roberto Carlos, o twist Procurando um broto.

Em 1964 lançou o LP Twist, Hully Gully e Cleide Alves, pela RGE, acompanhada pelo conjunto Renato e seus Blue Caps. Atuou ao longo dos anos 60 gravando vários compactos e obtendo algum sucesso no período da Jovem Guarda.

Em 1968 lançou compacto simples com as músicas Você não serve pra ser meu namorado e Não me diga adeus agora. Com o declínio do movimento, afastou-se do meio artístico.

Nos anos 1990 retornou às gravações no disco comemorativo aos 30 anos da Jovem Guarda interpretando Estúpido Cupido.



Discografia

(1968) Você não serve para ser meu namorado / Não me diga adeu agora - RCA - Compacto simples, (1964) Twist, Hully Gully e Cleide Alves - RGE - LP, (1963) Habib twist / Procurando um broto - Copacabana - 78, (1961) Chega / Meu anjo da guarda - Copacabana - 78, (1960) Help, help, Maybe / Seguindo e cantando - Copacabana - 78.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Giane

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Giane

Giane (Georgina Morozinde dos Santos), cantora, nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, e pode ser considerada uma das precursoras da jovem guarda.

Iniciou a carreira em meados da década de 1960, durante o início da Jovem Guarda.

Seu maior êxito, como cantora profissional, foi ter ganho o Festival de San Remo, realizado na Itália em 1972, interpretando a música Estrada do sol, samba-canção de Tom Jobim e Dolores Duran.

Discografia

Esta É Giane - A Voz Doçura (1964) - A pronúncia italianada dos erres era típica velha-guarda, e a paulista Giane, nascida numa fazenda em Ribeirão Preto, estaciona aqui nalgum ponto intermediário entre o comércio à antiga e o mercadão pop nascente da “música jovem”, em quindins infanto-juvenis como a versão de Dominique (de Soeur Sourire): Dominique, nique, nique, sempre alegre, esperando alguém que possa amar/ o seu príncipe encantado, seu eterno namorado, que não cansa de esperar. Aos ouvidos de hoje, soa menos infanto-juvenil que infanto-infantil, mas Dominique termina a canção condoída, punida, nique, nique, nique, sempre triste a chorar o amor que se acabou.

Giane (1965) - Preste Atenção, versão para Fais Attention (de J.L. Chauby e Bob du Pac), abre o LP em feitio de dramalhão. Sempre com um pé em lancha “jovem” e outro em canoa “antiga”, Giane parece nesse momento mais determinada a pular de corpo inteiro na segunda embarcação. Os vocais infantis de rotação acelerada, tipo Pato Donald, de Eu Não Posso Namorar podem soar vexatórios a ouvidos de 2008. Mas não custa lembrar que, em 1961, também eram usados num disco de “brotolândia” por uma adolescente gaúcha chamada Elis Regina.

Suavemente (1965) - “Suavemente”? Não, dramas, draminhas e dramalhões como Se Eu Pudesse Encontrar Você ou 15 Primaveras não autorizam o mimoso advérbio que titula o LP. Notas curiosas sobre a instabilidade e a incerteza no imaginário musical de Giane: a) a presença do sambão Lago da Felicidade, de Lúcio Cardim e Nello Nunes; b) a regravação lamuriosa (e emprestada de vozes solenes como a de Maysa) da toada acaipirada de Adoniran Barbosa Bom-Dia, Tristeza, com versos pré-bossa nova de mr. Vinicius de Moraes. Era 1965, Roberto Carlos já mandava tudo para o inferno.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; RUÍDO - blog musical de Pedro Alexandre Sanches
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sábado, 22 de março de 2008

Ari Sanches

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Ari Sanches (Ariovaldo Sanches Lopes), cantor, nasceu em 16/06/1944 no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo, onde poucos anos depois iniciou sua carreira, influenciado pela colônia italiana residente na região. Do tradicional bairro paulista ao reduto dos melhores cantores da época foi um pulo.

Em 1965, durante uma apresentação no Restaurante Fasano, em São Paulo, Ari conheceu Roberto Carlos, ídolo da Jovem Guarda que já despontava com grandes sucessos. A empatia entre os dois foi imediata e Roberto convidou Ari para participar, na semana seguinte, da estréia do primeiro programa da Jovem Guarda na Rede Record.

Todos os participantes do programa recebiam uma denominação criativa do Rei: Wanderléia era a ternurinha, Erasmo Carlos, o tremendão, e Ari ficou conhecido como a "granada romântica" porque, como contratado do Programa Jovem Guarda, interpretava com grande estilo as música italianas que faziam sucesso na época, simultaneamente ao movimento dos Beatles, rock e bossa nova. Nessa fase, gravou 6 LPs e vários compactos.

Com o término da Jovem Guarda, Ari Sanches e outros conhecidos cantores da época foram levados por Silvio Santos, ainda na Rede Globo, para o programa Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos 1970 a 1973.

A carreira ainda lhe reservava surpresas. Em 1974, Ari foi contratado por um grupo de empresários para atuar internacionalmente. Foram 12 anos viajando, especialmente para países da Europa, e diversas apresentações em navios.

Até hoje, Ari viaja freqüentemente, tem seu trabalho respeitado e seus shows fazem muito sucesso em outros países.

Em 1986 voltou a trabalhar com Silvio Santos no programa Qual é a Música. Logo depois, em 1989, Ari montou seu próprio grupo musical - a Banda 4ª Dimensão - e, com o formato Baile Show, passou a realizar diversas apresentações por todo o país.
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sábado, 8 de março de 2008

Márcio Greyck

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Márcio Greyck (Márcio Pereira Leite), cantor e compositor, nasceu em 30/08/1947 em Belo Horizonte MG. Aprendeu, de ouvido, a tocar violão, guitarra, baixo, bateria e piano. Iniciou carreira profissional em 1967, através do disc-jockey Dirceu Pereira, que o levou para gravar na Polydor.

A primeira composição, Venha sorrindo (1967), foi também a primeira gravada por ele, ainda em 1967, ano em que lançou um LP com seu nome, cuja faixa de destaque era Minha menina (Eleanor Rigby, de Lennon e McCartney, versão de Antônio Carlos Wallace).

De 1967 a 1968, foi contratado da TV Tupi de São Paulo, na qual comandava o programa O Mundo é dos Jovens.

Entre seus sucessos como compositor destacam-se: Impossível acreditar que perdi você (com Cobel, 1972), regravada com êxito por Fábio Júnior, em 1997, para a trilha da novela A indomada, da TV Globo; e Vivendo por viver (com Cobel), na interpretação de Zezé di Camargo e Luciano, também em 1997.

Como cantor, teve êxito com duas músicas do pop italiano: em 1972, O mais importante é o verdadeiro amor (Tanta voglia di lei, do grupo I Pooh) e, em 1973, Infinito (L’lnfinito, de Giancarlo Bigazzi e Toto Savio), ambas em versão de Fernando Adour.

Grava seus discos na CBS e tem como principais parceiros Cobel (seu irmão), Fernando Adour e Antônio Carlos Wallace.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira -Art Editora e PubliFolha.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ângelo Máximo

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Ângelo Máximo (Ângelo Ismael Máximo), cantor, nasceu em Goiânia-GO em 6/5/1948. Tem como seu grande sucesso Domingo feliz, da década de 1970. Vendeu milhares de discos e participou de uma série de fotonovelas.

Começou como calouro no programa do Sílvio Santos, onde teve seu lugar reconhecido na música. E assim em diante emplacou uma série de sucessos vendendo centenas de milhares de cópias e conquistando discos de ouro.

Músicas de maior sucesso como Domingo Feliz, A Primeira Namorada, Vem Me Fazer Feliz, dentre outras tocaram sem parar nos primeiros lugares da audiência das rádios.

Chegou a gravar versões das músicas de seu ídolo absoluto Elvis Presley, o qual também era uma fonte em seu estilo de vestimenta e as famosas costeletas dos anos 70 que Ângelo Máximo usou junto as roupas.

Além de se apresentar por praticamente todo o Brasil, Ângelo Máximo chegou a fazer também shows no exterior, nos Estados Unidos e Canadá.

Em 1999, teve a música Domingo feliz relançada no CD A discoteca doi Chacrinha volume 2 da Universal Music. Em 2000, lançou o CD Ângelo Máximo visita o sertão interpretando entre outras, Tô diferente, Ainda dói demais, Meu destino, Perdoa por te amar assim, De bem com a vida e Feitiço.

Continua se apresentando em programas de televisão e fazendo shows pelo país e além de cantor é hoje empresário, proprietário, junto à sua esposa Ana Clara, de dois restaurantes na Vila São Francisco (ao lado do Morumbi Shopping).

Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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quinta-feira, 5 de julho de 2007

Carlos Imperial

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Carlos Imperial (Carlos Eduardo Corte Imperial), compositor, nasceu em Cachoeira do Itapemirim ES em 24/11/1935 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 4/11/1992. Desde cedo se interessou por música, colecionando discos importados. Mais tarde, já no Rio de Janeiro, conheceu Johnny Alf, de quem se tornou aluno de piano. Participou de clubes de jazz com sessões aos domingos à tarde.
No inicio da década de 1950 fez sua primeira composição Menina, e estreou como ator no programa Câmara Um, de Jaci Campos, na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Passando depois a assistente daquele produtor, fez quadros de rock no programa Meio dia.
Em 1958, comandando o programa Clube do Rock, na TV Continental, do Rio de Janeiro, foi o descobridor do cantor Roberto Carlos, que estreou em disco em 1959 com duas músicas suas, João e Maria e Fora do tom, gravadas na Philips. No ano seguinte Roberto Carlos gravou mais duas músicas de sua autoria, Brotinho sem juízo e Canção do amor nenhum.
Nessa época, apresentava os programas Festa de Brotos, na TV Tupi, e Os Brotos Comandam, na TV Continental e Radio Guanabara, onde surgiram diversos ídolos da jovem guarda, como Eduardo Araújo, e Renato e seus Blue Caps. A partir da afirmação do movimento, compôs musicas de sucesso como Goiabão e Vem quente que eu estou fervendo (ambas com Eduardo Araújo), gravadas respectivamente por Eduardo Araajo e Erasmo Carlos.
Também nessa fase alcançou grande êxito com Mamãe passou açúcar em mim, gravada por Wilson Simonal, e com A praça, que, gravada por Ronnie Von e por Wilson Simonal, se tornou um de seus maiores sucessos como compositor. Compôs também em parceria com Ataulfo Alves, pouco antes da morte deste, três sambas, dos quais Você passa, eu acho graça, foi o de maior popularidade.
A partir da década de 1970 dedicou-se ao jornalismo, à produção de filmes e à política, sendo o vereador mais votado do Rio de Janeiro em 1984.
Obras: Brotinho sem juízo, 1960; Canção do amor nenhum, 1960; Fora do tom, 1959; Goiabão (c/Eduardo Araújo), 1967; João e Maria, 1959; Mamãe passou açúcar em mim, s.d.; Menina, s.d.; A praça, 1967; Vem quente que eu estou fervendo (c/Eduardo Araújo), s.d.; Você passa e eu acho graça (c/Ataulfo Alves), 1971.
Fonte: Enciclopédia da música Brasileira - Art Editora PubliFolha
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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Antonio Marcos

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Antonio Marcos (Antônio Marcos Pensamento da Silva), cantor, compositor e ator, nasceu em São Paulo SP, em 8/11/1945, e faleceu em 5/4/1992. Trabalhou como office-boy, vendedor de varejo e balconista de loja de calçados, passando pelos programas de calouros, para chegar ao rádio e finalmente à televisão. De 1960 a 1962, destacou-se no programa de Estevam Sangirardi, cantando, tocando violão e fazendo humorismo.
Em 1967 integrou o coral Golden Gate e atuou nas peças Pé coxinho e Samba contra 00 Dólar, de Moraci do Val, no Teatro de Arena. Convidado por Ramalho Neto, gravou seu primeiro disco pela RCA, como integrante do conjunto Os Iguais, tornando-se logo solista e fazendo sucesso com a música Tenho um amor melhor que o seu (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), que reapareceu em seu primeiro LP e vendeu mais de 300 mil exemplares.
A partir daí, seguiram-se outros sucessos, como Oração de um jovem triste (Alberto Luís) e Como vai você (com Mário Marcos). Foi lançado no cinema por J. B. Tanko, no filme Pais quadrados... filhos avançados (1970), participando também de Som, amor e curtição (1972) e de outros, além de atuar em peças teatrais, como Arena conta Zumbi (Teatro de Arena, direção de Augusto Boal, 1969) e Hair (Teatro Aquarius, direção de Altair Lima, 1970). Atingiu seu maior sucesso em 1973, com O Homem de Nazaré (Cláudio Fontana). Tem oito LPs em português e quatro em castelhano, além de gravações feitas no exterior.
Em 1991 pretendia lançar um LP contendo uma versão de Imagine, de John Lennon, mas Yoko Ono, viúva de John, vetou a versão, o que, aliado à falência da gravadora (Esfinge), impediu o lançamento do disco. Morreu vítima de complicações resultantes do alcoolismo. Após sua morte, foram lançados os CDs Acervo, 1994 (coletânea RCA/BMG) e Aplauso, 1996 (coletânea RCA/BMG).
Algumas músicas cifradas:
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Celly Campello

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Celly Campello (Célia Campelo Gomes Chacon), cantora, nasceu em São Paulo SP em 18/6/1942. Aos seis anos apresentou-se pela primeira vez na Rádio Cacique, de Taubaté SP, cidade onde se criou. Ainda criança, estudou violão, piano e balé e, aos 12 anos, já tinha programa próprio na Rádio Cacique. Gravou seu primeiro disco (Odeon), aos 15 anos, cantando Handsome boy (Mário Genari Filho e Celeste Novais), a mesma dupla de autores de Forgive me, interpretada por seu irmão, Tony Campello, do outro lado do disco.
Ainda em 1958 estreou na televisão, no programa Campeões do Disco, da TV Tupi, de São Paulo. Durante dois anos, a partir de 1959, apresentou o programa Celly e Tony em Hi-Fi, na TV Record, de São Paulo, e nesse mesmo ano, começou a colecionar prêmios: ganhou o troféu Chico Viola (1959, 1960, 1961, 1962, este em conjunto com Tony Campello), o Roquete Pinto (1959, 1960 e 1961) e o Tupiniquim (1959).
Até 1962, participou de shows e programas de televisão por todo o país. Foi a primeira grande estrela nacional do rock'n'roll, tendo gravado oito LPs, nos quais se destacou com as músicas Estúpido Cupido (Neil Sedaka e H. Greenfield, versão de Fred Jorge), Lacinhos cor de-rosa (Michie Grant, versão de Fred Jorge), Banho de lua (P. de Fillippi e F.Migliacci, versão de Fred Jorge), Túnel do amor (Patty Fischer e Bob Roberts, versão de Fred Jorge), Hei Mama (Paul Anka, versão de Fred Jorge), Broto legal (H. Earnhart, versão de Renato Corte Real) e Billy (Kendis & Pauley e Joey Goodwin, versão de Fred Jorge), gravações feitas de fins de 1958 a 1960.
Participou de dois filmes Jeca Tatu (dirigido por Milton Amaral, 1959) e Zé do Periquito (dirigido por Mazzaropi e Ismar Porto, em 1960) e, em 1962, quando se casou, parou de cantar, só voltando para participar do Festival de Música Popular de Juiz de Fora MG, em 1972, e para uma temporada, em 1975, na série Cuba-libre em Hi-Fi, da boate paulista Igrejinha, onde se apresentou ao lado de outros cantores que fizeram sucesso na sua época, como Tony Campello, Carlos Gonzaga, Ronnie Cord, George Friedman, Baby Santiago e Dan Rockabilly.
Em 1975-1976, seu sucesso Estúpido Cupido serviu de tema e inspiração da telenovela homônima, da TV Globo. Na década de 1970 gravou um LP e vários compactos pela RCA. Faleceu em Campinas (SP), no dia 4 de março de 2003, vitimada por um câncer de mama contra o qual lutava desde 1996.
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terça-feira, 26 de junho de 2007

Demetrius

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Demetrius (Demétrio Zahra Neto), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP em 28/3/1942. Iniciou a carreira em fins da década de 1950, gravando rocks no selo Young, como Hold me so tight, de sua autoria.
Em 1961 passou para a gravadora Continental, emplacando vários êxitos, entre eles A bruxa (Baby Santiago), em 1964, e Ritmo da chuva (Rhythm of the Rain, de John Gummoe, versão dele próprio), no mesmo ano. Mudando-se para a RCA em 1965, lançou Ternura, sua versão para Somehow it Got to Be Tomorrow Today (Estelle Levitt), versão que faria mais sucesso na voz de Wanderléia, em 1966.
Além de gravar rocks, compôs canções em estilo sertanejo, como O que será que as outras têm que a linda não tem?, grande sucesso com Ari Toledo em 1969, na gravadora Fermata. Entre suas composições que gravou com êxito sobressaem Ei, meu pai (RCA, 1971 ) e Nas voltas do mundo (RCA, 1973).
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Deny e Dino

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Deny e Dino. Dupla vocal formada pelos cantores e compositores José Rodrigues da Silva, o Deny (Santos SP 1944-) e Décio Scarpelli, o Dino (Santos 1942-São Paulo SP 1994). Conheceram-se em Santos em 1956 e, identificados pelo mesmo gosto musical - o rock , decidiram apresentar-se em dupla.
No final da década de 1950, exibiram-se como Os Boas Pintas em programas de rádio e boates. Na década seguinte, convidados para participar dos programas de televisão de Hugo Santana, adotaram os cognomes de Deny e Dino, gravando o primeiro compacto na Odeon, com a música Coruja (da dupla), que obteve sucesso.
Presentes no programa Jovem Guarda da TV Record, de São Paulo, lançaram outras composições, como Eu não me importo, Lição de moral, O estranho homem do disco voador, incluídas no LP Coruja (Odeon, 1966).
Em 1969 a dupla gravou o LP Deny e Dino, na mesma fábrica. Os sucessos da dupla incluem: O maior golpe do mundo (Continental, 1975), com música-título de Marcos Lago e Dino Rossi, e Cantem comigo (Top Tape, 1973).
Após a morte do companheiro em 1994, Deny continuou carreira com outro parceiro, que manteve o cognome Dino, e gravou o CD Essencial (selo Acervo, 1995), com regravações de antigos sucessos ao lado de músicas novas. Deny participou também de shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda e passou a apresentar programas de rádio dedicados ao rock das décadas de 1950 e 1960.
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Eduardo Araújo

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Eduardo Araújo (Eduardo Oliveira Araújo), cantor e compositor, nasceu em Juaíma MG em 23/7/1945. Filho de fazendeiros, estudou interno num colégio de Belo Horizonte MG, onde começou a cantar em 1960, no programa de Aldair Pinto. No mesmo ano seguiu para o Rio de Janeiro RJ, para estudar veterinária. Aí cantou no programa de Jair Taumaturgo, Hoje é Dia de Rock, da TV-Rio, e fez sua primeira composição, Deixe o rock.
Gravou seu primeiro disco, um compacto duplo, intitulado Garoto do rock, na Philips, em 1961, e participou dos programas de Carlos Imperial, Os Brotos Comandam e Festival da Juventude. Voltou em seguida para a fazenda do pai, onde ficou quatro anos, até que o sucesso de seus companheiros o entusiasmou.
Em 1967, quando a Jovem Guarda estava no auge, voltou para o Rio de Janeiro e gravou, de sua autoria, O bom (Odeon), seu maior sucesso, e depois Goiabão (com Carlos imperial), também obtendo êxito. No mesmo ano, contratado pela TV Excelsior, de São Paulo SP, conseguiu um programa próprio, O Bom, que apresentava em companhia de Silvinha, com quem se casaria dois anos depois.
Em 1969 foi contratado pela TV Record, de São Paulo, para atuar em vários programas, e foi artista da RCA entre 1972 e 1975. Ainda em 1975 fez um show no Teatro Bandeirantes, de São Paulo, e no Teresa Raquel, do Rio de Janeiro, Pelos caminhos do rock, também título de seu LP lançado no mesmo ano.
Nas décadas de 1980 e 1990 inclinou-se para o country-rock, assumindo suas raízes sertanejas (uma de suas primeiras gravações foi uma versão em twist de Maringá, de Joubert de Carvalho). Em 1990 lançou Pé na estrada, primeiro LP brasileiro a ser lançado simultaneamente a um vídeo. Participou dos shows 30 anos de Jovem Guarda, em 1995-1996.
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The Fevers

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The Fevers. Grupo formado no Rio de Janeiro RJ em 1964 com o nome de The Fenders por Almir Ferreira Bezerra (Recife PE 1945-) nos vocais, Liebert Ferreira Pinto (Rio de Janeiro RJ 1947-) no contrabaixo, Lécio do Nascimento (Rio de Janeiro 1943-) na bateria, Pedrinho (Pedro da Luz Evangevaldo Sousa, Salvador BA 1945-) na guitarra, Cleudir Teles Borges (Rio de Janeiro 1945-) nos teclados, e Jimmy Cruise nos vocais. Em 1965, Jimmy saiu do grupo e os outros decidiram mudar o nome para The Fevers.

Gravaram seus primeiros discos em 1965 e 1966 na Philips, os compactos Vamos dançar o letkiss (versão de Letkiss), Wooly Bully (de Domingo Samudio, em versão) e Não vivo na solidão.

Passando para a Odeon ainda em 1966, revelaram-se um dos mais importantes grupos vocais-instrumentais da Jovem Guarda. Fizeram (muitas vezes sem crédito nos discos) o acompanhamento instrumental de gravações de Eduardo Araújo (O bom), Deny e Dino (Coruja), Erasmo Carlos (os LPs O Tremendão e Você me acende), Roberto Carlos (gravações como Eu te darei o céu e Eu estou apaixonado por você), Golden Boys, Wilson Simonal (faixas como Mamãe passou açúcar ni mim), Trio Esperança (LP A festa do Bolinha), Jorge Ben (o LP O bidu/Silêncio no Brooklin) e o primeiro LP de Paulo Sérgio.

Os próprios Fevers conseguiram muitos sucessos, quase todos em ska, ritmo de origem jamaicana precursor do reggae, como De que vale tanto amor (Miguel, Almir e Rossini Pinto, 1971), Sinto mas não sei dizer (Sufferin' in the land, de Jimmy Cliff, 1970), Pra cima, pra baixo e Guerra dos sexos (Miguel Plopschi, Augusto César e Cláudio Rabelo, 1983, tema da novela homônima da TV Globo).

Também um bom grupo de bailes, foi eleito melhor conjunto para bailes em 1968 e lançou um LP chamado Os reis do baile. Em 1969 entrou o guitarrista Luís Cláudio; em 1977 entrou outro guitarrista, Augusto César, que ficaria pouco tempo; em 1979, Almir foi substituído por Michael Sullivan. De 1965 a meados dos anos de 1980 o grupo incluiu o saxofonista Miguel Plopschi (Bucareste, Romênia 1943-), também produtor dos discos do grupo e mais tarde diretor artístico da gravadora RCA/BMG.

Os próprios Fevers também mudaram para a RCA/BMG em meados da década de 1980. Com mais de 30 LPs gravados, os Fevers hoje, além de Liebert e Almir incluem Otávio Henrique da Silva Monteiro (Rio de Janeiro 1962-, bateria), Luís Cláudio Elbert de Castro (Rio de Janeiro 1955-, vocais e percussão), Rama (José do Patrocínio Amaral, São João Del Rey MG 1958-, teclados e guitarra solo), Castro (Rio de Janeiro 1947-, teclados} e Miguel Ângelo Pereira.

Veja também:

Antonio Marcos / Celly Campello / Demetrius / Deny e Dino / Eduardo Araújo / Erasmo Carlos / Golden Boys / Incríveis, Os / Jerry Adriani / Jet Blacks, The / Jordans, The / Jovem Guarda, História da / Jovem Guarda, Cifras da / Leno e Lílian / Martinha / Paulo Sérgio / Renato e seus Blue Caps / Roberto Carlos / Ronnie Cord / Ronnie Von / Rosemary / Sérgio Murilo / Silvinha / Tony Campello / Trio Esperança / Vanusa / Vips, Os / Wanderléia / Wanderley Cardoso

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Golden Boys

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Golden Boys. Conjunto vocal formado em 1958 pelos irmãos compositores Roberto Correia José Maria (1940-), Ronaldo Correia José Maria (1942-) e Renato Correia José Maria (1944-) (irmãos de Evinha e dos componentes do Trio Esperança), e seu primo Valdir Anunciação (1941- ), todos nascidos no Rio de Janeiro (RJ).
Começaram num programa de calouros da Rádio Mauá, no Rio de Janeiro, e ainda em 1958 lançaram o primeiro LP, pela Copacabana, com uma faixa que chegou a se destacar nas paradas de sucesso: Meu romance com Laura (Jairo Aguiar).
Durante dois anos excursionaram pelo interior do país e, de volta ao Rio de Janeiro, conseguiram contrato com Walter Pinto, para atuar na revista musicada Tem bububu no bobobó, fazendo coro de apoio aos cantores; como eram menores de idade, os rapazes ficavam ao lado do palco, perto da orquestra dirigida pelo maestro Vicente Paiva.
Excursionaram ao Uruguai, apresentando-se por dois meses em boates e na televisão. Lançaram 11 LPs pela Philips e Odeon, com os seguintes sucessos: Se eu fosse você (Rossini Pinto), Michelle (Lennon e McCartney), Andança (Edmundo Souto e Danilo Caymmi), Mágoa (Tito Madi), Alguém na multidão (Rossini Pinto), Pensando nela (A. Xavier e Salomão José, versão de Rossini Pinto), O cabeção (Roberto Correia e Sílvio Son).
Realizaram tournées no Chile, Argentina, Venezuela, EUA., Martinica e Nassau, e, em 1971, com a saída de Renato, que passaria a diretor de produção na Odeon, o grupo se transformou em trio.
Compondo juntos ou separados, Roberto, Ronaldo e Renato são autores de vários sucessos lançados por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Wanderléia e outros cantores. Renato compôs É papo firme, lançada em 1967 por Roberto Carlos, e Casaco marrom (com Danilo Caymmi e Guttemberg Guarabira), grande êxito do repertório de Evinha (1970). Foi responsável, com Ronaldo, pela trilha sonora do filme Juventude e ternura, musical com Wanderléia e Erasmo Carlos, dirigido por Aurélio Teixeira, em 1967.
Ronaldo toca bateria, violão, baixo e ritmo, já participou de quase todos os festivais de música no Brasil e escreveu cerca de 30 músicas, entre elas um de seus grandes sucessos, Não precisas chorar, gravado por Roberto Carlos, em 1966 na CBS, e pelo conjunto, em 1967 na Odeon. O irmão mais velho, Roberto, teve seu maior êxito como autor de Eu já nem sei. Um dos mais antigos grupos em atividade, continuam participando de shows e gravações.
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Os Incríveis

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Os Incríveis. Grupo paulistano vocal-instrumental de pop-rock. Iniciou em 1962 com o nome The Clevers e era formado por: Mingo (Domingos Orlando, São Paulo SP 1943-1995), vocal e guitarra-base: Risonho (Waldemar Mozena, Lins SP 1943-), guitarra-solo; Manito (Antonio Rozas Sánchez, Vigo, Espanha 1943-), teclados e saxofone; Netinho (Luís Franco Thomaz, Santos SP 1946-), bateria; e Neno (Dermeval Rodrigues, Presidente Epitácio SP 1940-), contrabaixo.
Descobertos pelo empresário e apresentador de TV Antônio Aguilar, foram contratados pela gravadora Continental e fizeram sucesso já a partir do primeiro disco, um 78 rpm com arranjo em ritmo de twist para uma canção espanhola antiga, El Relicario (José Padilla). Além do sucesso com seus próprios discos, o grupo acompanhou vários artistas, como Demetrius (A bruxa) e Orlando Alvarado.
Ainda na década de 1960, Neno deixou o conjunto, entrando para os Jordans, substituído por Nenê (Lívio Benvenutti Jr., São Paulo SP 1947-), cuja semelhança de apelido causa certa confusão entre os fãs.
Em 1965, Aguilar, numa jogada promocional, batizou outro grupo como The Clevers e divulgou a notícia de que iriam processar o grupo antigo, dando a este o novo nome de Os Incríveis, tirado de um de seus LPs, Os incríveis The Clevers.
Em 1968, o grupo, já com o novo nome, desligou-se de Aguilar e da Continental, indo para a RCA Victor, na qual teve seu momento de maior êxito, com vários sucessos até 1972, entre eles O milionário (Mike Maxfieid, do grupo inglês The Dakotas), 1968; Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones (versão de sucesso do italiano Gianni Morandi, feita pelo novo empresário do grupo, Brancato Jr., embora creditada aos Incríveis), 1968; Embora (Nenê e Brancato Jr.), 1969; e Eu te amo, meu Brasil (Dom, da dupla Dom e Ravel), 1970.
Em 1967-1968 apresentaram-se ao vivo no Japão e Europa, além de gravarem um LP especial para o mercado latino-americano, Los lncreíbles (CBS Argentina).
Em 1974, desinteressado da música pop mais comercial, o conjunto começou a se dispersar: Manito foi para o grupo de rock progressiva O Som Nosso de Cada Dia, Netinho entrou para o grupo de hard-pop-rock Casa das Máquinas, Nenê tornou-se contrabaixista de estúdio dos mais requisitados. Assim, muitas das últimas gravações têm, do grupo inicial, apenas a participaçâo de Minga.
O grupo original se reuniu em 1981 para um LP na RCA. Em fins da década de 1980, realizou shows em todo o Brasil, mas com formação variável: de algumas apresentações participaram Risonho e Sandro (Sandro Haick Thomaz, São Paulo 1971-), filho de Netinho, no lugar de Minga (que cuidava de sua própria produtora e gravadora, a New Vision). O grupo continua ativo, tendo participado de gravações e shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda.
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Jerry Adriani

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Jerry Adriani (Jair Alves de Sousa), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP, em 29/11/1947. Filho de operários, aos quatro anos de idade aprendeu canções italianas com a avó materna e, dos sete aos nove anos, estudou acordeom. Em 1959 iniciou o aprendizado de canto, freqüentando durante quatro anos os conservatórios de Santo André SP e São Caetano SP. Nessa época participou do coral da Associação Cultural e Artística de São Caetano.
Sua estréia no rádio, ainda como amador, foi no programa Galera do Nelson, da Rádio Nacional, de São Paulo. Em seguida, usando o pseudônimo de Jerry, atuou no programa Ritmos para a Juventude, de Antônio Aguilar. De 1962 a 1964 foi crooner do conjunto Os Rebeldes, interpretando um repertório de baladas italianas, rocks e canções românticas. Como integrante desse conjunto, iniciou sua carreira na TV Tupi, de São Paulo, e, contratado pela CBS, em 1964 gravou seu primeiro LP, Italianíssimo. Nessa ocasião, adotou o nome artístico de Jerry Adriani, estreando também como autor em 1965 com Só a saudade, que gravou em disco da CBS.
A partir de 1964 passou a atuar em rádio e televisão, principalmente na TV Record. Atuou ainda como apresentador nos programas Excelsior a Go-Go (TV Excelsior), Bonzinhos Até Certo Ponto (TV Tupi) e Globo de Ouro (TV Globo). Tem realizado shows em todo o país e já empreendeu viagens ao exterior, exibindo-se na televisão mexicana e em Caracas, Venezuela, em 1972. No ano seguinte, apresentou-se nos E.U.A. e no Canadá, participando ainda do Festival de Ancón, em Lima, Peru, em 1974.
Estreou no cinema como ator em Essa gatinha é minha (produção de Herbert Richers e Jece Valadão, 1966), atuando como produtor associado e astro principal dos filmes Jerry, a grande parada e Em busca do tesouro, de 1967, ambos dirigidos por Carlos Alberto de Sousa Barros.
De 1964 a 1974 gravou cerca de um LP por ano, na CBS, totalizando quase 200 canções, entre as quais Querida (Don't Let Them Move, de Garret e Howard, versão de Rossini Pinto) e Um grande amor (l Knew Righf Away, de Cogan e Foster, versão de Romeu Nunes), do LP Um grande amor, de 1965; Ninguém poderá julgar-me (Nessuno mi puoi giudicare, de Panzeri, versão de Nazareno de Brito), do LP Devo tudo a você, de 1966; Quem não quer (Black is Black, de Hayes e Grainger, versão de Rossini Pinto), do LP Vivendo sem você, de 1967; Deve existir por aí (Getúlio Cortes), do LP Esperando você, de 1968: e Doce, doce amor (Raul Seixas e Mauro Mota), do LP Pensa em mim, de 1972.
Em 1990 lançou o LP Elvis vive, com versões em português de sucessos de Elvis Presley. Participou dos discos e shows intitulados 30 anos de Jovem Guarda, em 1995-1996. Em 1997 comemorou seus 50 anos de idade com um show no Teatro Popular do Sesi, em São Paulo, cantando Elvis Presley, Raul Seixas, Jovem Guarda e a geração 1980 do rock nacional.
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quarta-feira, 20 de junho de 2007

The Jet Black's

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The Jet Black's. Grupo paulistano, um dos pioneiros do rock instrumental no Brasil, na linha dos ingleses Shadows (tirou seu nome de Jet black, sucesso desse grupo) e dos norte-americanos Ventures, embora também tivesse êxito com gravações vocais.

Formado em 1961 com o nome The Vampires, seus integrantes eram Gato (José Provetti, Valparaíso SP 1941-Rio de Janeiro RJ 1996), guitarra-solo e órgão; Jurandi (Jurandi Trindade Abreu de Silva, Rio das Contas BA 1943-), bateria; Orestes, guitarra-base; Ernestico, saxofone; e José Paulo, contrabaixo.

Contratados pela Chantecler, gravaram em 1962 o primeiro disco, um 78 rpm com duas regravações dos Shadows, Apache e KonTikí. O disco fez sucesso e seguiram-se os LPs Hully gully (1962) e Twist - The Jet Black's Again (1963).

Fizeram o acompanhamento instrumental em Rua Augusta de Ronnie Cord (1964), nos LPs de Deny e Dino e de Roberto Carlos (ambos 1966) e em diversas gravações de Sérgio Reis, Celly Campello e outros. Em 1965 fizeram suas primeiras gravações vocais, no LP The Jet Black's (1965), incluindo Susie-4, regravação do norte-americano Dale Hawkins, lançada também em compacto, junto com Theme for Young Lovers, outro original dos Shadows e que se tornaria o maior sucesso do grupo (curiosamente, a gravação dos Shadows é em ritmo de baião, e a do grupo brasileiro em rock-balada).

Em 1968, Guilherme Dotta (São Caetano do Sul SP, 1944-) entrou para o grupo, que fez sucesso até 1969, quando passou a ter formação variável em torno de Jurandi; desde a década de 1980, apresentam-se em shows e gravam esporadicamente, principalmente novas versões de seus sucessos dos anos de 1960.

Participaram, em 1995, da caixa de CDs 30 anos da Jovem Guarda (Polygram), com nova gravação de Apache. Em 1998, o nome Jet Black's foi assumido pelo tecladista Douglas Dotta (São Caetano do Sul 1968-); filho de Guilherme, que dá continuidade ao trabalho do grupo.

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Antonio Marcos / Celly Campello / Demetrius / Deny e Dino / Eduardo Araújo / Erasmo Carlos / Fevers, The / Golden Boys / Incríveis, Os / Jerry Adriani / Jordans, The / Jovem Guarda, História da / Jovem Guarda, Cifras da / Leno e Lílian / Martinha / Paulo Sérgio / Renato e seus Blue Caps / Roberto Carlos / Ronnie Cord / Ronnie Von / Rosemary / Sérgio Murilo / Silvinha / Tony Campello / Trio Esperança / Vanusa / Vips, Os / Wanderléia / Wanderley Cardoso

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The Jordans

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The Jordans

The Jordans. Um dos maiores grupos de rock instrumental do início da década de 1960, na linha dos ingleses Shadows e dos norte-americanos Ventures. 0 que distinguia os Jordans de outros grupos brasileiros na mesma linha, como Os Incríveis e The Jet Black's, era o uso de instrumentos pouco comuns no pop-rock instrumental, como vibrafone, bandolim e três guitarras elétricas.
O grupo se formou em São Paulo SP, no bairro da Mooca, em janeiro de 1956, com Aladdin (Romeu Mantovani Sobrinho, São Paulo 1941-), guitarra-solo; Sinval (Olímpio Sinval Drago, Jaú SP 1942-), guitarra-base; Tony (José de Andrade, São Paulo 1944.-), contrabaixo; Foguinho (Valdemar Botelho Júnior), bateria; e Irupê (Irupê Teixeira Rodrigues), saxofone e trompete.
Tiraram seu nome do grupo vocal The Jordanaires, que participava das gravações de Elvis Presley. Apareceram na televisão pela primeira vez em 1958, num programa comandado por Tony e Celly Campello, na Record. A primeira gravação do grupo foi um 78 rpm pela Espaciall Mocambo, o instrumental Boudah (G. Dovan e B. Drean), no início de 1961. O grupo lançou Manito (tocando bateria enquanto Foguinho servia o exército) e Mingo, que depois formaram o conjunto The Clevers. Mais tarde, o trompetista Neno, também do The Clevers, passou a fazer parte do grupo.
Contratado pela Copacabana em 1961, o conjunto gravou vários 78 rpm, LPs e compactos. Seus sucessos incluem: Blue star (Victor Young), em 1964, e Tema de Lara (Maurìce Jarre), em 1966. Aladdin saiu em fins de 1968 e o grupo se dissolveu pouco tempo depois. Irupê transferiu-se para o grupo de samba Raça Negra, como saxofonista e arranjador.
Em 1995, com Aladdin, Sinval, Tony, Foguinho e, eventualmente, Manito, o conjunto gravou um disco de reunião, Bons tempos. Ainda ativo na segunda metade da década de 1990, foi citado em revistas francesas e inglesas como um dos remanescentes latino-americanos do pop instrumental dos anos de 1960.
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A Jovem Guarda

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Jovem Guarda

Num sentido estrito, a expressão "Jovem Guarda" designou um programa da TV Record, de São Paulo SP, estreado em setembro de 1965 e findo em 1969, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia; mas tem sido comumente empregada para definir gênero musical também conhecido como iê-iê-iê, seja, a versão brasileira do rock internacional.

A Jovem Guarda foi, entretanto, cristalização de uma tendência bem anterior: a informação do rock’n’roll norte-americano da década de 1950 já criara no Brasil um mercado de consumidores e aficionados, permitindo que, desde 1957, os primeiros cantores e compositores brasileiros do gênero tentassem reproduzir o ritmo com letras em português ou cantando no original.

Entre os maiores expoentes desse período estavam os irmãos Tony e Celly Campello, Sérgio Murilo, Ed Wilson e, em fase pouco posterior, Ronnie Cord e os grupos The Jordans, The Jet Blacks e The Clevers. O trio central — Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderleia entrou em cena justamente quando começava a se acentuar a queda de popularidade dos primeiros artistas brasileiros do rock’n’roll.

Em 1961, Celly Campelo decidiu afastar-se da vida artística, enquanto as atenções se voltavam para a bossa nova e, nos meios de comunicação, sobreviviam poucos espaços: o programa Hoje é Dia de Rock, de Jair de Taumaturgo, na Rádio Mayrink Veiga carioca; o Clube do Rock, de Carlos Imperial, na TV-Rio, e Crush em Hi-Fi, na TV Record, de São Paulo.

Em discos, os sucessos rareavam: Marcianita, com Sérgio Murilo, Diana, com Carlos Gonzaga. Roberto Carlos optou, então, por algum tempo, pela bossa nova, mas Erasmo Carlos e Wanderléia decidiram insistir, tentando divulgar um tipo de música que, nessa época, já tinha muito de bolero e samba-canção, misturado ao ritmo do rock’n’roll. No Rio de Janeiro RJ, Ed Wilson, Cleide Alves, Renato e seus Blue Caps também esperavam sua oportunidade.

Foi o repentino sucesso de um compositor e intérprete radicado em São Paulo que abriu a brecha para o que seria a Jovem Guarda: em 1963, Ronnie Cord conseguiu bons índices de venda e popularidade com o rock Rua Augusta (de Hervé Cordovil), chamando a atenção do público e dos homens de media para as figuras de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, principalmente, autores de Parei na contramão. Em seguida, É proibido fumar e Festa de arromba (da mesma dupla) confirmaram a existência do mercado.

Foi dessa música — onde os dois celebram textualmente seus companheiros de vida artística e preferência musical — que surgiu a idéia de um programa de televisão, concretizado pela TV Record paulista, na época grande investidora em música popular. Inicialmente o programa deveria chamar-se Festa de Arromba e ocuparia uma hora ociosa, a tarde de domingo, vaga desde a proibição de transmissão dos jogos de futebol. Com o nome definitivo de Jovem Guarda, o programa foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1965, reunindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, os cantores Eduardo Araújo, Sérgio Murilo, Agnaldo Rayol, Reynaldo Rayol, Martinha, Cleide Alves, Meyre Pavão, Rosemary e os grupos The Jordans, The Jet Blacks, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis e Golden Boys.

Rapidamente, a Jovem Guarda tornou-se uma das grandes atrações da emissora, reunindo grandes plateias de adolescentes no Teatro Record, mas foi a partir de 1966, com o grande sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos Quero que vá tudo para o inferno, que o programa tomou proporções nacionais e passou a ser sinônimo de movimento ou tendência musical.

Outros artistas se juntaram ao grupo inicial: Ronnie Von, Vanusa, De Kalafe, Deny e Dino, Leno e Lílian, Antônio Marcos, Os Vips, Os Brasões, The Pops, entre outros. Seguindo o exemplo da Apple, promotora dos Beatles, a agência de publicidade Magaldi, Maia & Prosperi passou a coordenar industrialmente a imagem do trio central da Jovem Guarda, criando as marcas Calhambeque, Tremendão e Ternurinha para uma série de produtos que ia de bonecas a calças e blusas.

Vários compositores de outras áreas começaram então a se interessar pelos ritmos da Jovem Guarda, como Jorge Ben, que passou a freqüentar o programa, e os baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso, que, aconselhados pela cantora Maria Bethânia, incorporaram ao seu trabalho elementos do iê-iê-iê, como as guitarras que acompanhavam Domingo no parque e Alegria, alegria, no III FMPB, da TV Record, em 1967.

Segundo Erasmo Carlos, foi justamente a Tropicália — movimento que Gil e Caetano fundaram nesse período — uma das principais causas do esvaziamento da Jovem Guarda. “A Tropicália — diz ele — era uma Jovem Guarda com consciência das coisas, e nos deixou num branco total”.

Mas, antes de se extinguir totalmente no início de 1969, diluída pela superexposição ao consumo, pelo cansaço e esgotamento criativo de seus participantes e pelos prejuízos que levaram Magaldi, Maia & Prosperi a desistir dos esquemas comerciais, a Jovem Guarda deixou sua contribuição, alimentando vários programas semelhantes na televisão, como a Festa do Bolinha, de Jair de Taumaturgo, na TV-Rio carioca, e publicações especializadas, como a revista Reis do iê-iê-iê, sucessora do que a Revista do rock tinha sido para o rock’n’roll brasileiro na década de 1950.

Além de projetar nacionalmente alguns de seus ídolos, o movimento foi em grande parte responsável pela posterior assimilação de instrumentos eletrônicos na música brasileira de todas as tendências e pela fusão de informações estrangeiras e dados nacionais que caracterizou a produção musical na década de 1970.

No início da década seguinte, Leo Jaime, os Titãs, a Blitz e outros intérpretes e grupos roqueiros retomaram a musicalidade simples e direta da Jovem Guarda, constituindo a Nova Jovem Guarda.

Em 1995, remanescentes da Jovem Guarda se reuniram para comemorar os 30 anos do movimento, gravando uma caixa de cinco CDs para a Polygram, onde recriam os antigos sucessos, e fazendo uma serie de shows com com êxito nacional: Wanderléia, Erasmo Carlos, Ronnie Von, Bobby de Carlo, Os Vips, Os Incriveis, Martinha, Leno e Lílian, Golden Boys e outros.

Ainda em 1995, a Paradoxx lançou dois CDs com vários artistas da Jovem Guarda, mas gravados ao vivo, nos shows comemorativos; e, no ano seguinte, a revista Caras colocou no mercado uma coleção de seis CDs e fascículos, contando a historia da Jovem Guarda e com remasterizações das gravações originais.
Protagonistas
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