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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano

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Nilo Amaro e Seus Cantores de  Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano - Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela.

O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil. Um de seus maiores sucessos foi a gravação de Leva eu (Sodade)" ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir...").

Lançaram dois LPs pela Odeon (1961 e 1963), reeditados, em 2000, na coletânea Seleção de Ouro - 20 Sucessos - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano, contendo as faixas Uirapuru (Murillo Latini e Jacobina), Leva eu sodade (Alventino Cavalcanti e Tito Neto), Suas mãos (Pernambuco e Antônio Maria), A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi), Azulão (Jayme Ovalle e Manuel Bandeira), Minha graúna (Avarese e Tito Neto), Dorinha (Ary Monteiro e Tito Neto), Tammy (Jay Livingston e Ray Evans), Fiz a cama na varanda (Ovídio Chaves e Dilu Melo), "Down by the riverside", Greenfields (Terry Gilkyson, Richard Deher, Romeo Nunes e Frank Miller), Vaqueiro prevenido (Jacobina e Manoel Macedo), Ellie Lou (You left me there in Charleston) (Sigmam, Loose, Olias e Romeo Nunes), Canção de ninar meu bem (Gracindo Junior e Bidu Reis), A lenda do Rio Amazonas (Jairo Aguiar), Urutau (Murillo Latini e Jacobina), Eu e você (Roberto Muniz e Jairo Aguiar), Devaneio (Djalma Ferreira e Luiz Antônio), Boa noite (Francisco J. Silva e Isa M. da Silva), Nobody knows the trouble I've seen (Nat King Cole e Gordon Jenkins).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Cor do Som

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a cor do som

A Cor do Som. Formado no final dos anos 70 no núcleo dos Novos Baianos (Dadi, baixo e guitarra; Armandinho, substituído por Victor Biglione e depois por Pedro Santana, guitarra e bandolim; Mu, teclados; Gustavo, substituído por Jorge Gomes, bateria; Ary Dias, percussão e Pepeu Didi, baixo), o grupo seguiu a linha da fusão entre ritmos nordestinos e rock.

O primeiro disco, A Cor do Som, de 1977, foi logo seguido por uma apresentação no festival de Montreux, na Suíça, em 1978, que se transformou em um disco ao vivo. Inicialmente voltada para a música instrumental, a banda estourou em 1979 com músicas cantadas, notadamente Beleza pura, de Caetano Veloso.

Nos anos 80 seus discos passaram por vários estilos, resultando em fusões de jazz, rock, reggae, choro e samba. Em 1985 a banda se dissolveu com alguns componentes seguindo carreira solo e outros voltando a ser músicos contratados de artistas consagrados. Entretanto, em 1996, o grupo juntou-se novamente para gravar o disco A Cor do Som Ao Vivo no Circo, pelo qual recebeu, no ano seguinte, o Prêmio Sharp de Melhor Grupo Instrumental.

No dia 24 de agosto de 2005, o grupo A Cor do Som volta à ativa com um registro acústico, gravado ao vivo na casa de shows Canecão (RJ). A apresentação foi marcada por diversas participações especiais, dentre elas de Moraes Moreira, em Davilicença, Caetano Veloso em Menino Deus e Daniela Mercury em Beleza pura, só para citar algumas. O show no Canecão gerou a gravação do CD e DVD A Cor do Som Acústico, com sua formação original: Armadinho, Dadi, Mú Carvalho, Gustavo Schroeter e Ary Dias.

O lançamento do trabalho registra a relevância histórica do grupo A Cor do Som no cenário musical brasileiro, com destaque para a habilidade de seus integrantes, instrumentistas com sólidas carreiras individuais.

Fonte: CliqueMusic - A Cor do Som
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terça-feira, 3 de julho de 2007

Turunas da Mauricéia

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Turunas da Mauricéia

Conjunto vocal e instrumental organizado em 1926 no Recife PE e composto por Luperce Miranda, Augusto Calheiros, Manuel de Lima (Manuel Bezerra de Lima, ?-Recife 1943), Piriquito (João Frazão ?-?) e Romualdo Miranda (Recife 1887-id. 1930).
Viajando para o Rio de Janeiro, sem Luperce Miranda, em 1927, tiveram uma estréia memorável no Teatro Lírico, em festa patrocinada pelo Correio da Manhã. Trajando roupas sertanejas, com chapéus de abas largas, Augusto Calheiros - o Patativa do Nordeste -, Manuel de Lima (violonista cego), Piriquito, também violonista, além de Riachão (bandolim) e Romualdo Miranda (violão), irmãos de Luperce, cantaram cocos, emboladas etc., ritmos até então pouco divulgados no Rio de Janeiro, apresentando-se na Rádio Clube com grande êxito.
Gravaram Helena (Luperce Miranda) e a embolada Pinião (Augusto Calheiros e Luperce Miranda), esta logo cantada em toda a cidade, tornando-se o grande sucesso do Carnaval de 1928.
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Bando da Lua

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Conjunto vocal formado em 1931 no Rio de Janeiro RJ, por Aloysio de Oliveira, violão e vocal; Hélio Jordão Pereira (Rio de Janeiro 1914-), violão; Vadeco (Osvaldo de Morais Éboli, Rio de Janeiro 1912-), pandeiro; Ivo Astolfi (1910-), violão tenor e banjo; e os irmãos Afonso Osório (Aracati CE 1913-Rio de Janeiro ?), ritmo e flautinha, Armando Osório (Aracati ?-?), violão, e Stênio Osório (Aracati 1909-Rio de Janeiro 1993), cavaquinho.

Antes faziam parte do Bloco do Bimbo, constituído de uns 30 rapazes de classe média, na maioria estudantes, que ganhou taça como o melhor conjunto musical do Flamengo. Reduzidos a sete elementos, fizeram-se ouvir pelo maestro J.Tomás, que os levou a um teste na gravadora Parlophon, sem resultado. O nome Bando da Lua foi sugestão de Nelson Gomes Pereira, primo de Hélio Jordão. Numa festa, o violonista Josué de Barros gostou deles, ensaiou-os e conseguiu gravação na Brunswick, que nesse momento estava fechando. No disco inaugural, cantaram Que tal a vida?, solo vocal de Aloysio, e Tá de mona, solo de Castro Barbosa, que apenas colaborava. Ambos os sambas eram de Maércio de Azevedo e Oldemar Gomes Pereira (Mazinho).

Voltaram a gravar somente em 1933, na Odeon, lançando no Carnaval um disco com a marcha Opa opa e o samba É tua sina, ambas de Maércio e Mazinho. Na Odeon, ainda fizeram um disco no meio do ano. Em 1934 foram para a gravadora Victor, já com um sucesso no Carnaval desse ano, a marcha A hora é boa, de Mazinho e Aluísio. Nessa altura já haviam criado estilo próprio e apresentavam novidades vocais e instrumentais. Excursionaram nesse ano, pela primeira vez, à Argentina, embarcando com Carmen Miranda. Embora contratados pela Radio Belgrano, de Buenos Aires, para programas separados, fizeram acompanhamento para Carmen. Na volta da Argentina, Armando desligou-se do grupo para ser bancário em Porto Alegre RS, fixando-se definitivamente em seis o número de elementos.

No Carnaval de 1935, lançaram com sucesso a marcha Segure na mão (Enéias e Martinez Grau) e, no meio do ano, o samba Mangueira (Assis Valente e Zequinha Reis). Nesse ano, também estrearam no cinema, no filme carnavalesco Alô, alô Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, no qual cantaram com Almirante a marcha Deixa a lua sossegada (João de Barro e Alberto Ribeiro), ao qual se seguiu Estudantes, de Wallace Downey. No final do ano realizaram nova temporada na Argentina.

No Carnaval de 1936, lançaram as marchas Não resta a menor dúvida (Noel Rosa e Hervé Cordovil) e Negócios de família (Assis Valente), que também cantaram no filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga. O maior sucesso veio com Maria Boa (Assis Valente). Nesse ano fizeram duas temporadas na Argentina.

No Carnaval de 1937, Assis Valente deu-lhes novos sucessos com os sambas Que é que Maria tem? e Cansado de sambar. Nesse ano, realizaram nova temporada, de quatro meses, pelo Prata, atuando na Radio El Mundo, de Buenos Aires, em teatros, em Baía Blanca e Rosário e na Radio Carve, de Montevidéu.

No Carnaval de 1938, fizeram sucesso com a marcha Bola preta (Assis Valente) e depois retornaram à Argentina, seguida do Chile, excursão que não se estendeu ao Peru e à Colômbia porque Stênio adoeceu. Começou aí a ligação artística com Carmen Miranda. Numa das noites em que se apresentavam com Carmen no Cassino da Urca, estava presente o empresário teatral americano Lee Shubert, que a convidou a ir aos E.U.A. Ela aceitou, com a condição da ida do Bando da Lua. O conjunto também se comprometeu a cantar no pavilhão brasileiro da Feira Mundial de New York, que estava para ser inaugurada. Embarcaram em 1939, com estréia na revista Streets of Paris, com grande sucesso. Meses depois, Ivo voltou para o Brasil, sendo substituído por Garoto (Aníbal Augusto Sardinha), que chegou a tempo de participar dos discos de Carmen Miranda na Decca e do seu filme, Serenata tropical (Down Argentine Way), da 20th Century-Fox. Na Decca, além do acompanhamento de Carmen, gravaram vários discos sozinhos, e, com o nome de Bando Carioca, a parte rítmica de gravações de músicas brasileiras e latino-americanas.

Voltaram com Carmen Miranda ao Brasil em 1940, para uma breve permanência, gravando então quatro músicas na Columbia para o Carnaval de 1941, com destaque para Samba da minha terra (Dorival Caymmi). Garoto preferiu ficar no Brasil, e foi substituído pelo cantor e violonista Nestor Amaral.

De 1931 a 1940, lançaram em nosso país 38 discos em 78 rpm, com 74 músicas, sendo 62 pela Victor. Em 1942 foi a vez de Hélio Jordão sair. Em 1944, Vadeco voltou ao Brasil, podendo ser considerado esse o fim do Bando da Lua original, que participou dos primeiros oito filmes de Carmen Miranda e de todos os seus espetáculos americanos.

Em 1948, Aloysio remontou o conjunto com elementos dissidentes dos Anjos do Inferno, que estavam nos EUA. Nessa segunda fase, ficou formado por Aloysio, solista vocal e violão, Lulu (Aluísio Antunes Ferreira), violão, Harry Vasco de Almeida, pistom e ritmo, e Russinho (José Ferreira Soares), pandeiro. Gravaram vários discos, um deles sendo escolhido pela revista Metronome, em 1950, como disco do mês. Nesse disco interpretaram Rag mop samba (Lee Wills, Anderson e Aluísio) e Bibbidi-bobbidi-boo (Hoffman, Livingston e David E. Santos).

Em 1954, a versão do antigo sucesso de Glenn Miller In the Mood (Garland e Razaf), que Aloysio transformou num bem-humorado Edmundo, também foi sucesso. Com a morte de Carmen Miranda em 1955, o conjunto se desfez. O conjunto foi o primeiro no Brasil a harmonizar as vozes e a fazer sucesso no exterior, servindo como modelo para vários outros grupos posteriores.

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Bando de Tangarás

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tangaras
Conjunto vocal e instrumental organizado no Rio de Janeiro RJ em 1929 por Almirante, pandeiro e vocal; João de Barro, violão e vocal; Henrique Brito, violão; Noel Rosa, violão; e Alvinho (Álvaro Miranda Ribeiro, Rio de Janeiro 1909-), violão e vocal. Surgiu como prolongamento do conjunto amador Flor do Tempo, criado por João de Barro, Henrique Brito, Alvinho e outros colegas do Colégio Batista, de Vila Isabel, Rio de Janeiro, no início de 1928; em julho, o grupo passou a contar com a participação de Almirante. Reunindo-se na casa de Eduardo Dale, animador do grupo, e apresentando-se em festas familiares, chegou a exibir-se em Vitória ES, a convite do governador (figura: caricatura de Nássara do Bando de Tangarás).
No ano seguinte, quando recebeu proposta de gravação da Odeon, o grupo resolveu profissionalizar-se: selecionou elementos, convidou Noel Rosa - morador do bairro e já conhecido como bom violonista - e estreou com o nome de Bando de Tangarás, na Parlophon, subsidiária da Odeon, com o samba Mulher exigente (Almirante). Entre os diversos discos gravados desde então pela Odeon, destacaram-se o cateretê Anedota e a embolada Galo garnizé (ambos de Almirante); Festa de São João, cena regional de João de Barro em duas partes; e a célebre Na Pavuna (Almirante e Homero Dornellas), composta em fins de 1929 e grande sucesso do Carnaval do ano seguinte, onde apareceu pela primeira vez em disco uma batucada com tamborim, cuíca, surdo e pandeiro. Da gravação participaram ainda a pianista Carolina Cardoso de Meneses e o bandolinista Luperce Miranda.
Entre suas experiências e inovações, destacam-se a marcha Lataria (Almirante e João de Barro), gravada em 1930, com acompanhamento só de latas, e Eu vou pra Vila (Noel Rosa), acompanhada exclusivamente de pandeiros. O grupo chegou a incluir outros instrumentistas, como os violonistas Manuel de Lino e Sérgio Brito, e os garotos ritmistas Abelardo Braga e Daniel Simões. No mesmo ano participaram do filme Coisas nossas, produzido por Wallace Downey, cantando quatro músicas.
O conjunto gravou até 1931, quando se dissolveu e seus integrantes prosseguiram carreiras individuais. Nesse mesmo ano, Alvinho estreou como cantor, lançando Bangalô, primeira composição gravada de Orestes Barbosa, realizada de parceria com Osvaldo Santiago. Durante a década de 1930, gravou ainda uma série de discos, afastando-se depois do cenário musical.
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quinta-feira, 28 de junho de 2007

14 Bis

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14 Bis

Criado em 1979 em Minas Gerais, o 14 Bis (integrado por Flávio Venturini, teclado, violão e voz; Cláudio Venturini, guitarra; Vermelho, teclados; Sérgio Magrão, baixo; e Hely, bateria), resultou da fusão de integrantes das bandas O Terço e Bendegó. Flávio Venturini e Vermelho também faziam parte do Clube da Esquina, grupo de músicos mineiros que incluía Milton Nascimento e Beto Guedes.
O grupo fez sucesso na década de 80, quando lançou Todo azul do mar (F. Venturini), Canção da América (M. Nascimento / F.Brant), Espanhola (F. Venturini / G. Guarabyra). Flávio Venturini partiu para a carreira solo em 1987, mas o grupo continua em atividade com Hely Rodrigues em seu lugar. O CD "Bis Acústico", lançado em 1998, conta com a participação de diversos artistas.
Músicas cifradas
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terça-feira, 26 de junho de 2007

Golden Boys

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Golden Boys. Conjunto vocal formado em 1958 pelos irmãos compositores Roberto Correia José Maria (1940-), Ronaldo Correia José Maria (1942-) e Renato Correia José Maria (1944-) (irmãos de Evinha e dos componentes do Trio Esperança), e seu primo Valdir Anunciação (1941- ), todos nascidos no Rio de Janeiro (RJ).
Começaram num programa de calouros da Rádio Mauá, no Rio de Janeiro, e ainda em 1958 lançaram o primeiro LP, pela Copacabana, com uma faixa que chegou a se destacar nas paradas de sucesso: Meu romance com Laura (Jairo Aguiar).
Durante dois anos excursionaram pelo interior do país e, de volta ao Rio de Janeiro, conseguiram contrato com Walter Pinto, para atuar na revista musicada Tem bububu no bobobó, fazendo coro de apoio aos cantores; como eram menores de idade, os rapazes ficavam ao lado do palco, perto da orquestra dirigida pelo maestro Vicente Paiva.
Excursionaram ao Uruguai, apresentando-se por dois meses em boates e na televisão. Lançaram 11 LPs pela Philips e Odeon, com os seguintes sucessos: Se eu fosse você (Rossini Pinto), Michelle (Lennon e McCartney), Andança (Edmundo Souto e Danilo Caymmi), Mágoa (Tito Madi), Alguém na multidão (Rossini Pinto), Pensando nela (A. Xavier e Salomão José, versão de Rossini Pinto), O cabeção (Roberto Correia e Sílvio Son).
Realizaram tournées no Chile, Argentina, Venezuela, EUA., Martinica e Nassau, e, em 1971, com a saída de Renato, que passaria a diretor de produção na Odeon, o grupo se transformou em trio.
Compondo juntos ou separados, Roberto, Ronaldo e Renato são autores de vários sucessos lançados por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Wanderléia e outros cantores. Renato compôs É papo firme, lançada em 1967 por Roberto Carlos, e Casaco marrom (com Danilo Caymmi e Guttemberg Guarabira), grande êxito do repertório de Evinha (1970). Foi responsável, com Ronaldo, pela trilha sonora do filme Juventude e ternura, musical com Wanderléia e Erasmo Carlos, dirigido por Aurélio Teixeira, em 1967.
Ronaldo toca bateria, violão, baixo e ritmo, já participou de quase todos os festivais de música no Brasil e escreveu cerca de 30 músicas, entre elas um de seus grandes sucessos, Não precisas chorar, gravado por Roberto Carlos, em 1966 na CBS, e pelo conjunto, em 1967 na Odeon. O irmão mais velho, Roberto, teve seu maior êxito como autor de Eu já nem sei. Um dos mais antigos grupos em atividade, continuam participando de shows e gravações.
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terça-feira, 29 de maio de 2007

Secos e Molhados

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Secos e Molhados. Conjunto vocal formado em 1971 por Ney Matogrosso, cantor; Gérson Conrad (São Paulo SP 1952-), cantor e compositor; João Ricardo (João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto, Ponte do Lima, Portugal 1949-), cantor e compositor.
Ney já havia se apresentado como amador em Brasília DF, onde morava, e tentara o rádio e a televisão, além de cantar em boates. O grupo surgiu no início de 1973 em São Paulo SP, e em agosto do mesmo ano gravou o LP Secos e Molhados, pela Continental, com Sangue latino (João Ricardo e Paulo Mendonça), O vira (João Ricardo e Luli) e Rosa de Hiroshima (Gérson Conrad e Vinícius de Moraes).
O disco foi sucesso nacional, possibilitando ao conjunto apresentar-se numa série de espetáculos, entre os quais se destacam os shows no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro RJ, e no Ginásio Presidente Médici, em Brasília.
No ano seguinte, o grupo exibiu-se na televisão mexicana, gravou seu segundo LP, Secos e Molhados, com Flores astrais (João Ricardo e João Apolinário), e Tercer mundo (João Ricardo e Julio Cortázar). Ainda em 1974 o conjunto se desfez, passando seus integrantes a atuar individualmente.
João Ricardo lançou um disco em 1975, João Ricardo, pela Philips, com suas composições Vira safado, Janelas verdes e Salve-se quem puder; apresentou-se no Teatro Bandeirantes, de São Paulo; e tentou depois ressuscitar o Secos e Molhados pelo menos quatro vezes, com diferentes formações, nenhuma incluindo qualquer outro membro original do grupo.
Gérson Conrad ligou-se ao letrista Paulo Mendonça, à atriz e cantora Zezé Mota e a uma banda de oito elementos e gravou pela Som Livre Gérson Conrad e Zezé Mota, com Trem noturno e A dança do besouro (ambas com Paulo Mendonça). Gravou outros discos solo e continua compondo e fazendo shows.
Algumas músicas cifradas
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domingo, 20 de maio de 2007

Anjos do Inferno

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Anjos do Inferno - Conjunto vocal e instrumental organizado no Rio de Janeiro/RJ em dezembro de 1934, teve sua fase de maior popularidade, como sexteto, na primeira década de 1940. Liderado pelo carioca Oto Alves Borges (Rio de Janeiro 1913—), que atuava como crooner, incluía inicialmente os violonista Moacir Bittencourt e Filipe Brasil, os irmãos Antonio Barbosa (pandeiro) e José Barbosa (violão tenor), além de Milton Campos, um dos primeiros instrumentistas brasileiros a utilizar o pistom nasal (imitação do som de pistom comprimindo as fossas nasais).
O grupo, cujo nome foi escolhido numa alusão a orquestra de estúdio Diabos do Céu, de grande renome na época, sob a direção de Pixinguinha, estreou profissionalmente nas rádios Cajuti e Cruzeiro do Sul, gravando pela primeira vez, na Columbia, o disco Morena complicada (Kid Pepe) e Amei demais (Kid Pepe e Siqueira Filho), sem no entanto alcançar repercussão.
Em 1936 Oto Borges desligou-se do grupo para retomar suas atividades de funcionário público, sendo substituído pelo cantor Léo Vilar. Recém-chegado de uma excursão pelos EUA, como integrante da orquestra de Jonas Silva, o carioca Léo Vilar cujo verdadeiro nome era Antônio Fuína (1914—1969) — assumiu a liderança do conjunto, que ainda em 1936 passou a apresentar-se no Cassino Icaraí e na Rádio Mayrink Veiga, gravando na Columbia Maria foi à fonte (Kid Pepe).
Em 1938 Milton Campos e os irmãos Barbosa foram substituídos por Alberto Paz (Rio de Janeiro 1920—) (pandeiro), Aluísio Ferreira (morto no Rio de Janeiro em 1980) (violão tenor) e Harry Vasco de Almeida (pistom nasal). Com essa formação estreou na Rádio Tupi e exibiu-se no Cassino da Urca, alcançando seu primeiro grande êxito com o lançamento do samba-canção Bahia, oi!... Bahia (Vicente Paiva e Augusto Mesquita), gravado na Columbia em dezembro de 1939, para o carnaval do ano seguinte.
Como artistas exclusivos dessa gravadora lançaram, em 1940 e 1941, diversos discos de grande sucesso, entre os quais os sambas Helena, Helena (Secundino e Antônio Almeida), Que bate fundo é esse? (Bide e Armando Marçal), Brasil pandeiro (Assis Valente), Você já foi à Bahia?, Requebre que eu dou um doce (ambos de Dorival Caymmi) e a batucada Nega do cabelo duro (Rubens Soares e David Nasser).
Em 1942, com a saída de Alberto Paz, Moacir Bittencourt e Filipe Brasil, entraram para o conjunto Hélio Verri (pandeiro), Roberto Medeiros, conhecido como Paciência (violão), e Walter Pinheiro (violão). No mesmo ano Renato Batista, irmão da cantora Marília Batista, substituiu durante alguns meses o violonista Walter Pinheiro.
Em 1944 participaram do filme Abacaxi azul, de J. Rui. No mesmo ano transferiram-se par a Victor, e entre os maiores êxitos gravados nesse selo estao o samba Bolinha de papel (Geraldo Pereira) e a marcha O cordão dos puxa-sacos (Eratóstenes Frazão e Roberto Martins).
Em 1946, com o pandeirista Russinho (Jose Ferreira Soares) substituindo Hélio Verri, o conjunto excursionou pela Argentina e de lá seguiu para o México, em cuja capital permaneceu de 1947 a 1951, atuando em shows e clubes noturnos e participando de onze filmes mexicanos, oito dos quais ao lado de Ninon Sevilla, grande estrela da época. Durante esse período, em 1948, Aluísio Ferreira, Walter Pinheiro, Harry Vasco de Almeida e Russinho transferiram-se para os EUA, passando a integrar o conjunto Bando da Lua. Para substituí-los, Léo Vilar convidou os ex-integrantes do conjunto Os Namorados, o violonista Nanai (Arnaldo Humberto de Medeiros, Rio de Janeiro 1923-São Paulo SP 1990), o violão-tenor Chicão (Francisco Guimarães Coimbra), que também tocava tanta e participava do grupo Quitandinha Serenaders, e o pandeirista e cantor Miltinho, que mais tarde faria carreira individual como intérprete. Com esses novos elementos, o conjunto viajou pelos E.U.A., apresentando-se em Los Angeles ao lado de Carmen Miranda, e durante dois anos manteve na cidade do México um programa radiofônico intitulado Coisas e Aspectos do Brasil.
Em 1951, depois de uma tournée pelo Chile e Argentina, retornaram ao Brasil, contratados pela Rádio Jornal do Comércio, de Recife/PE. Nos dois anos seguintes atuaram no Rio de Janeiro e em São Paulo SP, apresentando-se nas rádios Tupi, Excelsior e Nacional, e realizando temporadas nas boates Monte Carlo e Óasis.
Desfeito o grupo em 1953, por problemas financeiros, o conjunto reapareceria em 1959 novamente liderado por Léo Vilar — que atuava como crooner e ritmista e mais o violonista Gaúcho, o pandeirista Miguel Ângelo, e o ritmista Paulo César no tantã. Durante seis meses apresentaram-se como atração da revista De Cabral a JK, de Max Nunes, J. Maia e José Mauro, encenada no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.
Finalmente, em 1967, os membros antigos do sexteto de Léo Vilar, Walter Pinheiro, Aluísio Ferreira, Roberto Medeiros, Harry Vasco de Almeida e Russinho reuniram se para tocar as segundas-feiras no Arena Clube de Arte, no Rio de Janeiro, realizando uma série de shows em que relembravam os velhos tempos, contando a história de seu conjunto e de outros de sua época.
Apesar das numerosas alterações em toda a sua longa existência de aproximadamente 30 anos de atividades no Brasil e no exterior, constituíram-se num dos conjuntos vocais mais facilmente identificáveis, em parte pela utilização do pistom nasal. CD: Samba da minha terra (c/Bando da Lua, Grupo X Quatro Ases e Um Curinga), 1991, Revivendo CD-019
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sexta-feira, 18 de maio de 2007

Irmãs Pagãs

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Irmãs Pagãs - Dupla vocal formada pelas irmãs Rosina Pagã (Rosina Cozzolino), Itararé, SP - 1919 e Elvira Pagã (Elvira Cozzolino) Itararé, SP - 1920 - Rio de Janeiro, RJ - 8/5/2003.

As irmãs Cozzolino ainda na infância transferiram-se com a família para o Rio de Janeiro, onde passaram a estudar no colégio Imaculada Conceição, situado em Botafogo. Organizavam e participavam de muitas festas e, por intermédio de integrantes do Bando da Lua, passaram a conhecer alguns artistas da época.

Em 1935, apresentaram-se com os Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema, ocasião em que foram apresentadas por Heitor Beltrão como as Irmãs Pagãs. Foram levadas para a Rádio Mayrink Veiga pelo radialista César Ladeira, fazendo grande sucesso na década de 1930.

Em seu primeiro disco na Odeon, gravaram as marchas Não foi assim, de Antenógenes Silva e Osvaldo Santiago, e O carnaval é rei, também de Antenógenes em parceria com Ernâni Campos. Nesse mesmo ano, mais dois discos, dos quais se destaca a marcha Não beba tanto assim, de Geraldo Décourt, apresentada pela dupla no filme Alô, alô, carnaval, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro.

Em 1936, participaram do filme Cidade mulher, de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de Noel Rosa), cantando com Orlando Silva. Em 1937, gravaram sambas de Assis Valente, dentre os quais Se você me deixar, Oba oba, Tristeza e O samba acabou. Foram contratadas pela Rádio Nacional e, neste período, excursionaram por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile.

Em 1938, passaram a gravar na Columbia, destacando-se o grande sucesso carnavalesco Eu não te dou a chupeta, de Silvino Neto e Plínio Bretas. Dentre os êxitos da dupla estão os sambas Nobreza, de Assis Valente, e a marcha Água mole em pedra dura, de Sátiro de Melo e Manuel Moreira, sucesso de 1940.

Com o casamento de Elvira, a dupla chegou ao fim, deixando um total de 13 discos gravados. Rosina seguiu carreira solo, tendo gravado mais 11 discos até 1946, entre eles a versão Chiu... chiu... (N. Molinari e Oswaldo Santiago) e participado de vários filmes como atriz. Ainda nesse ano, seguiu turnê em Cuba, EUA e México, cidade onde se casou e passou a residir.

Elvira Pagã seguiu carreira como estrela do teatro de revista, tendo gravado mais de dez discos entre os anos de 1944 e 1953, tendo destque o samba Na feira do cais dourado (Nelson Teixeira e Nelson Trigueiro). Alcançou grande notoriedade, sobretudo por sua atuação como vedete, sendo considerada uma das mais belas mulheres de sua época - os anos 40, 50 e até começo dos 60.

A partir dos anos 70, Elvira começou a pintar, passando logo depois a realizar temas esotéricos em seus trabalhos. Em meados dos anos 1990, demonstrando grande instabilidade de comportamento, ao alterar momentos de euforia com rasgos de ira, recusou-se terminantemente a fazer depoimento para o Museu da Inglaterra. Em 1979 Elvira Pagã foi homenageada com um rock da cantora Rita Lee.

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quinta-feira, 17 de maio de 2007

Garotos da Lua

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Garotos da Lua – Grupo vocal inspirado no estilo de grupos vocais americanos, que já teve em sua formação Jonas Silva, Acyr Bastos Mello, Milton Silva, Alvinho Sena, Toninho Botelho e João Gilberto.
Estreou em disco em 1946, gravando na Continental a rumba Caravana, versão de Ernâni Reis para a composição Caravan, do músico americano Duke Ellington e In the Mood, de J. Garland, em versão para samba de autoria de Inaldo Vilarim.
Em 1947, gravaram pela Star o samba Se ela reclamar, de Nestor de Holanda e Geraldo Medeiros, e a marcha Cê-cê, de G. Queiroz e Marrins, com versão de Carvalhinho. São de 1950 as gravações, pela Todamérica, da marcha Recruta biruta, de Antônio Almeida, Nássara e Alberto Ribeiro, e do samba Bateria, sentido, de Erasmo Silva.
Em 1951, lançaram o bolero Quando você recordar, de Valter Souza e Milton Silva, e os sambas Amar é bom, de Zé Kéti e Jorge Abdala, e Anjo cruel, de Wilson Batista e Alberto Rego. Em 1953, foram gravados na Sinter, os sambas O direito de chorar e Não interessa, de Russo do Pandeiro e Aristeu Queiroz.
Em 1954, gravaram os sambas Oh, sol, de Ari Macedo e Ari dos Santos, e Não adianta, de Raimundo Olavo e Rogério Nascimento, e ainda a valsa O homem do trapézio, de O'Kee e R. Sinatra, com versão de Haroldo Barbosa, e o samba Feitiço da Vila, de Noel Rosa e Vadico.
São de 1956 as gravações do samba Não diga não, de Tito Madi e Georges Henri, e do beguine Vou tentar esquecer, de Edgardo Luiz. Em 1957, o vocal gravou na RCA Victor o calipso Matilda, de H. Thomas, com versão de Júlio Nagib, e o samba Ginga das palmas, de Carioca.
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segunda-feira, 14 de maio de 2007

Joel e Gaúcho

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Joel e Gaúcho
Joel e Gaúcho - Dupla vocal formada em 1930, no Rio de Janeiro, que teve sua fase principal até 1947, composta pelo cantor Joel de Almeida, nascido no Rio de Janeiro em 1913 e falecido em São Paulo em 1993 e o violonista e cantor Francisco de Paula Brandão Rangel, o Gaúcho nascido na cidade de Cruz Alta no Rio Grande do Sul em 1911 e falecido no Rio de Janeiro em 1971.
Em 1932 Joel trabalhava na Casa Edison, de Fred Figner, e da janela costumava ver compositores subirem a escada de um prédio próximo, a fim de que o pianista Freitinhas fizesse a escrita de suas músicas. Um dia resolveu apresentar suas composições a ele. Para sua surpresa Freitas marcou uma gravação na Odeon. Seu parceiro na ocasião foi Breno Bonifácio e nesse disco gravaram em dueto dois sambas, Eu quero é viver e Meu prazer, de autoria de ambos.
Ao chegar do Rio Grande do Sul Gaúcho conheceu Joel em 1933, nas rodas boêmias do bairro carioca da Tijuca, e logo começaram a se apresentar em festas e serenatas. No ano seguinte Renato Murce levou-os para seu programa Horas do Outro Mundo, na Rádio Phillips. Contratados pela emissora passaram a cantar no Programa Casé, com Gaúcho acompanhando ao violão e Joel batucando no chapéu de palha. Foram chamados de os irmãos Gêmeos da Voz por Alziro Zarzur, embora Cesar Ladeira tenha sido creditado com a invenção do apelido.
Em 1935 a dupla obteve seu primeiro destaque em disco com Estão batendo (Gadé e Valfrido Silva) gravado na Columbia. Em 1936, pela Victor, lançaram Pierrô apaixonado (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa) marcha de grande sucesso no Carnaval, que marcou o início de uma série de êxitos carnavalescos. No mesmo ano a dupla participou do filme Alô, alô Carnaval passando também a se apresentar nos cassinos da Urca e Atlântico além do Copacabana Palace Hotel.
No Carnaval de 1940 a dupla obteve outro grande sucesso com “ Cai, cai (Roberto Martins) lançando no mesmo ano a marcha Maria Caxuxa (Antônio Almeida e Saint-Clair Sena) e, no carnaval de 1941, Aurora (Roberto Roberti e Mário Lago) com enorme êxito. No ano seguinte a dupla gravou o sucesso A mulher do padeiro (J. Piedade, Germano Augusto e Bruni) e em 1943 a marcha O Danúbio...azulou (Nássara e Eratóstenes Frazão).
Outro grande êxito da dupla foi o Boogie-woogie do rato (Denis Brean) lançado em 1947, ano em que também excursionou por Buenos Aires, Argentina, apresentando-se na boate Embassy e na Rádio El Mundo. Na capital argentina a dupla se desfez, tendo Joel lá permanecido como cantor e Gaúcho retornado ao Brasil.
De volta ao país em 1952, Joel tornou a formar dupla com Gaúcho, mas somente por breve período, pois no mesmo ano, após algumas apresentações, Gaúcho abandonou o rádio e foi morar em Itacuruça, Rio de Janeiro. Joel prosseguiu carreira sozinho, como cantor e compositor, principalmente carnavalesco, tendo obtido grande sucesso em 1956, com sua gravação de Quem sabe, sabe (com Carvalhinho).
Dois anos depois, outro destaque, com Madureira chorou (Carvalhinho e Júlio Monteiro) época em que também trabalhou como diretor artístico da gravadora Polydor durante um ano e meio. Nessa função resolveu lançar um cantor jovem para concorrer com João Gilberto: assim, 1959, produziu o primeiro disco de Roberto Carlos.
Em 1962 Joel e Gaúcho se encontraram novamente para gravar o LP Joel e Gaúcho, na RCA Victor, relançando antigos sucessos como Aurora, Cai, cai e Pierrô apaixonado, entre outras, com orquestração de José Meneses. Depois da morte de Gaúcho, Joel , conhecido como o Magrinho Elétrico, continuou sua carreira sozinho, como cantor compositor e radialista, apresentando programas noturnos na Rádio Tupi, de São Paulo.
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Namorados da Lua

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Namorados da Lua. Conjunto vocal organizado no Rio de Janeiro/RJ em 1941 e desfeito em 1947. Teve quatro formações diferentes, sempre liderado por Lúcio Alves, crooner, arranjador e violonista do grupo. Composto por Nei Costa, Agostinho, Geraldo, Joãozinho e Madalena, apresentou-se em público pela primeira vez em 1941, tirando o primeiro lugar no programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi.
Em 1942 gravou seu primeiro disco 78 rpm pela Victor, cantando Vestidinho de Iaiá e Te logo, sinhá (ambas de Assis Valente). Com a saída de Agostinho e Geraldo e a entrada de Russinho — José Ferreira Soares —, o grupo gravou em 1944 na Continental seu segundo disco, Agora sim e Caráter de mulher (ambas de Francisco Santos e João Dinis).
No ano seguinte, gravaram com sucesso na mesma marca os sambas Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida) e Morena faceira (Janet de Almeida). A partir dessa gravação, o grupo passou a ser destaque nas programações da Rádio Tupi e gravou dois discos. Novamente com outra formaçao — Lúcio, Nei Costa, Russinho, Joãozinho, Chiquinho (Francisco Storino), Rui Peres e Horaci Medela —, o grupo apresentou-se em temporada no Cassino Atlântico.
Em dezembro de 1945, o grupo se desfez e, em 1946, Lúcio formou novo conjunto, para atender a um compromisso de Carnaval, do qual faziam parte Chiquinho, Miltinho, Nanai (Arnaldo Humberto de Medeiros), Silveirinha (Otaciliano Silveira) e Chicão (Francisco Guimarães Coimbra). Com essa formação, o grupo fez uma temporada no Cassino Copacabana, durante o Carnaval daquele ano, voltou a gravar pela Continental e foi contratado pela Rádio Nacional, até ser desfeito, definitivamente, em 1947.
Dessa última formação, as músicas de mais sucesso foram Dança do ban zan-zan (Janet de Almeida e Francisco Storino) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), em abril de 1946; Não bobeie, Calamazu (Caco Velho e Nilo Silva) em maio de 1946;
Em 1947 alcançam sucesso com a gravação do samba De conversa em conversa (Lúcio Alves e Haroldo Barbosa), com a cantora Isaura Garcia na Victor; e Guerra ao pardal (Alberto Ribeiro e Peterpan), marcha lançada no Carnaval de 1948, último disco do grupo.
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quinta-feira, 10 de maio de 2007

Quatro Diabos

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Quatro Diabos - Conjunto vocal integrado pelos estudantes da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Carlos Monteiro de Sousa (Carlos José Monteiro de Sousa, Niterói/RJ 1916 id. 1975), líder do conjunto, e mais tarde maestro e arranjador, Nelson Eduarao Souto (Rio de Janeiro 1917—id. 1979), Roberto Gonzaga e Luis Domes Carneiro.
O grupo estreou em 1934 na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, no Esplêndido Programa, de Valdo Abreu, onde se apresentou cantando Porteira infernal, composição dos próprios integrantes. Só no disco de estréia, na Odeon, porque o cantor Arnaldo Pescuma juntou-se a eles, apareceram como os Cinco Diabos, lançando para o carnaval de 1935 as marchas Muita gente tem falado de você (Mano Paulo e Arnaldo Pescuma) e A mais bonita do planeta (Nelson Souto e Roberto Gonzaga).
Depois, no filme carnavalesco Alô, alô Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, de 1935, todos os cinco cantaram a marcha Menina internacional (João de Barro e Alberto Ribeiro), com Dircinha Batista. Nesse ano os quatro excursionaram com Carmen Miranda e Aurora Miranda a Belo Horizonte MG e gravaram um disco com a marcha Meu coração (Kid Pepe e Jose Fernandes) e o samba Você foi a culpada (Kid Pepe e Buci Moreira).
Em 1936 cantaram no filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga, a marcha Muito riso e pouco siso (João de Barro e Alberto Ribeiro), novamente com Dircinha Batista, e gravaram para o Carnaval um disco com os sambas Bombardeio de cidade (Mano Travassos de Araújo) e Sou escravo do destino (Kid Pepe, Germano Augusto e José da Silva).
Fonte: Enciclopédia da música Brasileira - Art Editora
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Trigêmeos Vocalistas

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Trigêmeos Vocalistas, Os - Conjunto organizado em 1937, em São Paulo SP, pelos irmãos Armando Carezzato (São Paulo 1917—), e os gêmeos Raul Carezzato (São Paulo 1921—) e Humberto Carezzato.
Depois de se apresentarem individualmente desde crianças, apareceram como o Trio Carezzato, no programa de calouros dirigido por Nilo Melo, no Teatro Colombo, de São Paulo. Foram então contratados para se apresentar na boate Tabu e na Rádio Difusora, de São Paulo, mudando o nome para Os Trigêmeos Vocalistas.
Em 1939 o conjunto foi contratado por Raul Roulien, para uma temporada no Cassino Atlântico, do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo que ingressou na Rádio Nacional; passou depois para a Rádio Globo, voltando novamente para a Nacional.
Gravou em 1940, na Victor, Sacrifício demais (Assis Valente e Leandro Medeiros) e Vieni! Vieni! (Vicente Scotto). O conjunto apresentou-se em Punta del Este e La Ascensión, Uruguai, atuando ainda com Geysa Bôscoli em Buenos Aires, Argentina, fazendo parte do elenco da Rádio Nacional.
Gravou para o Carnaval de 1949, na Odeon, a marcha Os boca negra (Jaú e Dovasal Monteiro Pires). Nesse mesmo ano, fez sucesso com a gravação da rumba El cumbanchero (Rafael Hernández) e o corrido mexicano Don Pedrito (Djalma Esteves e Célio Monteiro), em discos Columbia.
No ano seguinte o sucesso veio com os foxes Eu vou sapatear (Nicola Bruni) e Vaqueiros de Marajó (Stan Jones, versão de Santos Rodrigues), na mesma gravadora. Em 1951, gravou, ainda na Columbia, o fox Tictoc-bum (Charles Trenet, versão de Santos Rodrigues).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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Titulares do Ritmo

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Titulares do Ritmo: Conjunto vocal integrado por Francisco Nepomuceno de Oliveira, o Chico (Fortaleza CE 1927—), líder, compositor, arranjador, violonista, pianista; Geraldo Nepomuceno de Oliveira (Fortaleza 1931—), cantor e violonista, Domingos Ângelo de Carvalho (Moeda MG 1921—), cantor; João Cândido Brito (Bom Jesus do Galho MG 1928—), cantor; Joaquim Alves (Valença BA 1921—); e Sóter Cordeiro (São João Evangelista MG 1926—São Paulo SP 1984).
Foi organizado por 1941, quando seus componentes ainda ginasianos e todos cegos, se conheceram no instituto São Rafael, em Belo Horizonte MG. O conjunto estreou na Rádio Inconfidência, dessa cidade, cantando Como se faz uma cuíca (Pedro Caetano). Contratado pela emissora, seguiu em 1948 para São Paulo SP, estreando na Rádio Gazeta e alcançando grande sucesso na década de 1950, quando atuou na Rádio Bandeirantes.
Em 1951 gravou com sucesso o samba Não põe a mão (Mutt, Buci Moreira e Arnô Canegal). Em 1953 lançou, na Victor, a toada Sodade matadera (Davi Raw e Manezinho Araújo) e Mulher de artista (Geraldo Tavares), lançando para o Carnaval Lulu (Jorge Roy e Orlando Monello), e o fox-trot Serenata ao luar (José Maria de Abreu), além de gravar, pela Todamérica, E ela não vem (Hervé Cordovil e Vicente Leporace) e o baião Que saudade, menina (Castro Barbosa).

Ainda nessa década gravaram 16 LPs, entre os quais Homenagem ao Bando da Lua (Copacabana), Jóias musicais (Copacabana), Concerto de música popular (Copacabana), Os fabulosos Titulares do Ritmo (RCA). Tinham também dois programas exclusivos nas rádios Tupi e Record, e criaram a firma Pauta — Gravações e Propaganda onde gravaram jingles comerciais. Após a década de 1970, com mais de 35 anos de carreira, passaram a viver de shows pelo interior de São Paulo.
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domingo, 14 de janeiro de 2007

Vocalistas Tropicais

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O conjunto vocal-instrumental Vocalistas Tropicais foi organizado em 1942, em Fortaleza CE, passando por diversas formações, até fixar-se com Nilo Xavier da Mota (Fortaleza 1922—), líder, arranjador, violonista e cantor; Arlindo Borges (Recife PE 1921—), solista de violão, Raimundo Evandro Jataí de Sousa (Fortaleza 1926—), cantor, arranjador e violeiro; Artur de Oliveira (Fortaleza 1922), cantor e afoxê; e Danúbio Barbosa Lima (Fortaleza 1921), tantã.
Atuaram na Rádio Clube do Ceará e em 1944 excursionaram pelo Maranhão, seguindo depois para Manaus AM. Em 1945 foram para o Rio de Janeiro Ri, onde cantaram em festas, até serem contratados pela Rádio Mundial.
No ano seguinte, lançaram seu primeiro disco, pela Odeon, com o fox Papai, mamãe, você e eu (Paulo Sucupira) e Tão fácil, tão bom (Lauro Maia). Paulo Sucupira (Fortaleza 1924—) pertenceu ao conjunto, chegando a gravar vários dos primeiros discos como crooner, tendo depois abandonado o grupo. Transferiram-se, então, para a Radio Tupi, atuando também nos cassinos cariocas, depois fechados, quando passaram a se apresentar em shows, alem de participarem de filmes.
Em 1948 lançaram pela Odeon os sucessos Exaltação a Noel (Valdemar Ressurreição) e Não manche o meu panamá (Alcibíades Nogueira). Obtiveram grande sucesso no Rio de Janeiro com músicas carnavalescas, como a marcha Jacarepaguá (Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto), lançada para o Carnaval de 1949; e as marchas de Paquito e Romeu Gentil Daqui não saio, para o Carnaval de 1950, e Tomara que chova, para o Carnaval de 1951, todos pela Odeon.
Também obtiveram êxito com o fox Trevo de quatro folhas (Harry Wood e Morton Dixon, versão de Nilo Sérgio), de 1949, e Não fale mal de ninguém (Dias da Cruz e Ciro Monteiro), de 1952, ambos gravados na Odeon.
Em 1953 lançaram na Continental, com o cantor Rui Rei, para as festas Juninas, a marcha Pedido a São João (Herivelto Martins e Darci Oliveira) e o baião Marieta vai (Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti), gravando ainda o Samba, maestro (Alcibíades Nogueira).
No ano seguinte, lançaram em disco Continental a marcha Guarda-chuva de pobre (Raul Sampaio, Francisco Anísio e Rubens Silva) e o samba O lugar da solteira (Clemente Moniz e Guilherme Neto). Para o Carnaval de 1956 gravaram na Copacabana a marcha Turma do funil (Mirabeau, Milton de Oliveira e Urgel de Castro), desfazendo-se o conjunto por essa mesma época.
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