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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Zimbo Trio

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"Formado pelo paulista de Bauru, Amílton Godoi (nascido em 1941), ao piano, o paraense de Belém, Luís Chaves (1931), no contrabaixo, e o paulistano Rubinho, Rubens Barsotti (1932), o Zimbo Trio surgiu em São Paulo em plena efervescência da bossa nova, em 1964.
Na epidemia de trios instrumentais do período, ele logo se destacou numa ninhada de cobras que trazia entre muitos os depurados Tamba Trio (Luís Eça, Bebeto, Hélcio Milito), Bossa 3 (Luís Carlos Vinhas, Tião Netto, Edison Machado) e Sambalanço Trio (César Camargo Mariano, Humberto Cleiber e Airto Moreira).
Lançado num show na boate Oásis, em São Paulo, ao lado da cantora e atriz Norma Benguel, o Zimbo alcançaria sucesso nos grandes shows de origem universitária que tomavam a cidade, incluindo o clássico O Fino da Bossa, do qual sairia o programa homônimo da TV Record comandado por Elis Regina.
A pegada vigorosa de arquitetura clássica do piano de Amílton (de formação erudita, estudou na escola de Magda Tagliaferro), o baixo conciso de Luís Chaves e a bateria sutil de Rubinho (que também solava sem as baquetas, utilizando as caixas como tumbadoras) transformaram-se em uma grife de qualidade instrumental capaz de erguer uma ponte entre as dissensões da MPB na época.
O arranjo do ZT para Garota de Ipanema (que eles foram um dos primeiros a gravar) era número imprescindível em suas apresentações. Por isso, eles tanto eram convocados ao programa O Fino, de Elis (com quem gravariam o memorável disco O Fino do Fino, de 1965) quanto ao tradicionalista Bossaudade, de Elizeth Cardoso, com quem excursionariam pelo Japão, além de gravar dois discos ao vivo na boate carioca Sucata, em 1969 e 1970.
Ao lado de Elizeth e seu descobridor, Jacob do Bandolim, o Zimbo ainda participaria de um dos shows mais importantes já realizados no país, no teatro João Caetano no Rio, em fevereiro de 1968, sob a direção de Hermínio Bello de Carvalho. O encontro da bossa modernizadora do trio com o choro nada conservador do exímio Jacob, unidos pela eternidade vocal de Elizeth, virou marco histórico, editado em nada menos de três LPs.
Ao longo de uma carreira de inúmeras excursões ao exterior, o grupo ainda difundiu seu saber fundando em 1973 o CLAM (Centro Livre de Aprendizado Musical), por onde passaram feras como a pianista paulista Eliane Elias, hoje uma renomada jazzista nos EUA, onde está radicada desde os 80.
Em 1974, ao lado da Orquestra Sinfônica de Buenos Aires eles provaram sua ressonância erudita atuando no Pequeno Concerto para o Zimbo Trio, escrito especialmente para eles pelo maestro Ciro Pereira. Com vários discos gravados ao lado de solistas instrumentais (Canhoto da Paraíba, Hector Costita, Heraldo do Monte e até o saxofonista de jazz americano Sonny Stitt) e centrados em repertórios de grandes autores (Milton Nascimento, Tom Jobim) à alta qualidade o Zimbo Trio aliou a façanha de ter resistido a todas os movimentos em um trajeto de longevidade à prova de modismos."
Tárik de Souza
ENSAIO - 28/4/1994
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Tamba Trio

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Tamba Trio 1962

Um dos grupos mais importantes da bossa nova, caracterizou-se sempre pela sofisticação na concepção musical e nos arranjos. No início acompanhavam principalmente cantoras, como Maysa e Leny Andrade, e ainda contavam com o pianista Luís Carlos Vinhas e o violonista Roberto Menescal.

A formação definitiva (Luiz Eça, piano, Hélcio Milito, bateria, Bebeto Castilho, baixo e sopros) estreou em março de 1962 no Bottle's Bar, no Beco das Garrafas. Lá realizaram os primeiros pocket-shows. Foi referência definitiva para uma série de trios instrumentais-vocais que surgiram na época.

Com microfones presos às lapelas, destacavam as realizações vocais que acrescentavam aos ricos arranjos instrumentais. O trio também realizou trabalhos com um enfoque erudito, tendo como resultado os discos Tamba Trio e Cordas e Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, que representam o encontro clássico-popular.

Depois de várias paralisações e a morte do pianista Luiz Eça em 1992, o trio voltou à atividade, com Weber Iago em seu lugar. Entre inéditos e coletâneas, o grupo já tem 15 discos lançados.

Fonte: CliqueMusic
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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Trio Esperança

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Trio Esperança

Trio Esperança. Conjunto vocal formado no Rio de Janeiro RJ em 1958 pelos irmãos Mário (Mário Correia José Maria, Rio de Janeiro 1948-), Regina (Regina Correia José Maria, Rio de Janeiro 1946-) e Evinha (Eva Correia José Maria, Rio de Janeiro 1951-).

Estreou em 1961 no programa de calouros de Hélio Ricardo e, em seguida, passou a apresentar-se no programa de José Messias, na Rádio Mundial, do Rio de Janeiro. Gravou então, na Odeon, Menino do amendoim (José Messias). O sucesso foi atingido com o lançamento de Filme triste (Loudermilk, versão de Romeu Nunes), incluído no LP Nós somos sucesso, da Odeon 1963, ao lado de O sapo (Jaime Silva e Neusa Teixeira).

O trio apresentou-se no programa Jovem Guarda, da TV Record, de São Paulo SP, destacando-se com Meu bem lollipop (Morris, versão de Gerson Gonçalves), Festa do Bolinha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Gasparzinho (Renato Correia).

Em 1965, gravou novo LP Três vezes sucesso, pela mesma fábrica, e no ano seguinte saiu o disco Festa do Bolinha, também na Odeon. Em 1967 e 1968 gravou os LPs A festa do Trio Esperança e O fabuloso Trio Esperança.

Nesse último ano, a cantora Evinha deixou o grupo e passou a atuar sozinha, tendo colocado em primeiro lugar, no IV FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, a Cantiga por Luciana (Paulinho Tapajós e Edmundo Souto). Integrado por outra irmã, Marisa (Marisa Correia José Maria, Rio de Janeiro 1957-), o conjunto gravou o LP Trio Esperança, em 1970, com Primavera (Cassiano e Rochael); Trio Esperança, em 1971, com Na hora do almoço (Belchior); Trio Esperança, em 1974, com Arrasta a sandália (Roberto Correia e John Lemos); e Trio Esperança, em 1975, com Marambaia (Henricão e Rubens Campos), todos na Odeon.

Residindo na Europa, continua ativo em shows e gravações para o mercado local. Em 1992 foi lançado no Brasil, pela Polygram, o disco A capela do Brasil.

Veja também:

Antonio Marcos / Celly Campello / Demetrius / Deny e Dino / Eduardo Araújo / Erasmo Carlos / Fevers, The / Golden Boys / Incríveis, Os / Jerry Adriani / Jet Blacks, The / Jordans, The / Jovem Guarda, História da / Jovem Guarda, Cifras da / Leno e Lílian / Martinha / Paulo Sérgio / Renato e seus Blue Caps / Roberto Carlos / Ronnie Cord / Ronnie Von / Rosemary / Sérgio Murilo / Silvinha / Tony Campello / Vanusa / Vips, Os / Wanderléia / Wanderley Cardoso

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Trio Yrakitan

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O Trio Yrakitan (conjunto vocal formado por Gilvan, João, Toni, Edinho, Odilon, e Yrakitan Brito) notabilizou-se nos anos 50 cantando principalmente boleros. Formado por jovens cantores em Natal (RN), o Trio fez sucesso em outros países antes de ser conhecido no Brasil. Foram para a Venezuela, Colômbia, Caribe e México, onde desenvolveram a técnica mexicana de vocalizar, que se tornou uma característica do Trio.
O nome foi dado pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo em 1951, e significa, em tupi, verde mel ou doce esperança. Voltaram ao Brasil em 1954 e foram contratados pela Rádio Nacional. O repertório era basicamente sambas-canções, boleros e alguma música mexicana, no gênero dos "mariachis".
Em 1965, a morte de Edinho gerou algumas modificações na direção artística do Trio. Nos anos 70 diversificaram um pouco a área de atuação, gravando um disco decarimbó, ritmo do norte do Brasil, e outros de samba e outros estilos em voga. Participaram de filmes, gravaram mais de 50 discos, e ainda se apresentam em shows e eventos, cantando principalmente música romântica.
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Trío Los Panchos

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O Bolero, em princípio, parecia destinado somente a solistas, até que em 14 de de maio de 1944, no Teatro Hispânico de Nova York, dois mexicanos e um porto-riquenho interpretam o bolero de maneira diferente, a três vozes, com o máximo requinte. O êxito não se faz esperar e o grupo ganha fama com o pseudônimo de "Trio Los Panchos”.
Entre 1945 a 1948 cantam por todas as Américas, onde em intervalos, cantam também na Radio City Music Hall (1946).
Em 1948 realizam sua primeira viagem ao Brasil que dura três meses. Ao regressarem para Nova York seus discos não paravam de tocar nas ilhas de Cuba, Porto Rico, Santo Domingo, norte do México e sul dos Estados Unidos, começando a época de ouro para esse trio.
Depois desse triunfo nos Estados Unidos, mudam-se para o México, onde e amissora XEW, que era então a mais poderosa nesse país, lhes dá espaço (Programa Nestlé) e apresentações em diversos centros noturnos de categoria como “El Patio” e Teatro T’ivoli simultâneamente; desta forma captam a admiração e o coração dos mexicanos.
Em 1951 começam uma longa turnê pelo Caribe e América do Sul; visitam o Panamá, Guatemala, Cuba, Porto Rico, Santo Domingo, Venezuela, Colômbia, Equador, Perú e Chile . Durante seus cinqüenta anos de história participaram em mais de 35 filmes.
Algumas músicas
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quinta-feira, 10 de maio de 2007

Três Morais

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Três Morais, Os - Conjunto formado em 1963 pelos irmãos Jane Vicentina do Espírito Santo (Tatuí SP 1943—), Sidney do Espírito Santo (Sorocaba SP 1925—) e Roberto do Espírito Santo (Tatuí 1935—).
Começaram atuando individualmente em conjuntos e orquestras, até se reunirem no conjunto que adotava o sobrenome da mãe - Morais — para gravar jingles. Sidney já havia atuado anteriormente nos conjuntos vocais Garotos Vocalistas (1948), Os Quatro Amigos (1950) e Conjunto Farroupilha (1958).
Mais tarde o conjunto gravou de Ely Arcoverde Sambachiana, composição inspirada no conjunto Swingle Singers. Depois de atuar com repertório quase erudito, começou a interpretar músicas populares em vários programas musicais da época, como O Fino da Bossa e o show Bo-64, através do qual se lançou na televisão.
Jane participou do LP Chico Buarque de Hollanda, cantando a música Com açúcar e com afeto (Chico Buarque), que gravaria sozinha mais tarde. O conjunto gravou três LPs e em 1970 a cantora Jane se casou com o show-man Herondy Bueno, formando com ele uma dupla. Foi então substituída no trio pela cantora Vera Lúcia, originaria do conjunto Alpha Centauri.
Com a nova formação, o trio gravou pela Continental um LP, apresentando grandes sucessos, como as marchas-rancho Pastorinhas (João de Barro e Noel Rosa) e Estrela do mar (Marino Pinto e Paulo Soledade). Entre as composições de Sidney destaca-se Além (com Edson Borges), com várias gravações.
Em maio de 1997 o grupo voltou a reunir-se, com a formação original, apresentando o show Parabéns, Música Brasileira, no projeto Clube da Bossa, organizado por Jane às terças-feiras no restaurante A Baiúca, em São Paulo. Na ocasião cantaram músicas de Tom Jobim, Paulinho Nogueira, Milton Nascimento, Egberto Gismonti e Ely Arcoverde, entre outros.
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Trigêmeos Vocalistas

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Trigêmeos Vocalistas, Os - Conjunto organizado em 1937, em São Paulo SP, pelos irmãos Armando Carezzato (São Paulo 1917—), e os gêmeos Raul Carezzato (São Paulo 1921—) e Humberto Carezzato.
Depois de se apresentarem individualmente desde crianças, apareceram como o Trio Carezzato, no programa de calouros dirigido por Nilo Melo, no Teatro Colombo, de São Paulo. Foram então contratados para se apresentar na boate Tabu e na Rádio Difusora, de São Paulo, mudando o nome para Os Trigêmeos Vocalistas.
Em 1939 o conjunto foi contratado por Raul Roulien, para uma temporada no Cassino Atlântico, do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo que ingressou na Rádio Nacional; passou depois para a Rádio Globo, voltando novamente para a Nacional.
Gravou em 1940, na Victor, Sacrifício demais (Assis Valente e Leandro Medeiros) e Vieni! Vieni! (Vicente Scotto). O conjunto apresentou-se em Punta del Este e La Ascensión, Uruguai, atuando ainda com Geysa Bôscoli em Buenos Aires, Argentina, fazendo parte do elenco da Rádio Nacional.
Gravou para o Carnaval de 1949, na Odeon, a marcha Os boca negra (Jaú e Dovasal Monteiro Pires). Nesse mesmo ano, fez sucesso com a gravação da rumba El cumbanchero (Rafael Hernández) e o corrido mexicano Don Pedrito (Djalma Esteves e Célio Monteiro), em discos Columbia.
No ano seguinte o sucesso veio com os foxes Eu vou sapatear (Nicola Bruni) e Vaqueiros de Marajó (Stan Jones, versão de Santos Rodrigues), na mesma gravadora. Em 1951, gravou, ainda na Columbia, o fox Tictoc-bum (Charles Trenet, versão de Santos Rodrigues).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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Trio de Ouro

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O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973).
Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla. Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.
Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.
Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim ES 1926 ), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.
O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.
Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.
Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.
CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.
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Trio Madrigal

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O conjunto vocal Trio Madrigal era formado pelo maestro Alceu Bocchino na Rádio Mayrink Veiga, em 1946, com Edda Cardoso (Rio de Janeiro RJ 1925—), Magda Marialba (Rio de Janeiro 1921—), ex-integrante do coro clássico do Cassino da Urca, e Margarida Oliveira, irmã de Dalva de Oliveira, que, seis meses depois, retirou-se para casar, substituída por Lolita Koch Freire (Pernambuco 1915—), cantora de música sacra e de câmara.
Capaz de interpretar os mais difíceis e sugestivos arranjos, em 1947 o trio foi convidado pela Rádio Nacional a ocupar o lugar das Três Marias, que tinham se transferido para a Rádio Tupi. Em 1949 estrearam em disco, gravando na Continental com Ivon Curi a valsa Mademoiselle Hortensia (Louiguy e Jacques Plante). Em 1951 obtiveram sucesso com o baião Chuva miudinha (Manezinho Araújo e Fernando Lobo).
Cantavam em todos os programas da Rádio Nacional, sozinhas, acompanhando cantores ou junto com o Trio Melodia, com o qual gravaram 38 músicas. Os dois trios reunidos lançaram pela Continental seleções de grande sucesso: Cantigas de roda, Cantigas de São João e Cantigas de Natal (1951); Festa de São João (1952), com Almirante e Jorge Goulart Cantigas populares (1952) e Tudo é baião (1954). Cantigas de roda ganhou o prêmio de honra da Associação Brasileira de Discos.
No ano seguinte, o Trio Madrigal obteve o mesmo prêmio com o fox Bom-dia Mister Eco (Bill Pitman e Belinda Pitman), cuja gravação exigiu muitos ensaios e a criatividade do técnico Norival Reis, que idealizou uma câmara de eco. A partir da gravação da valsa Lili (Deutsche e Kaper), em 1953, Magda foi substituída por Yelda Tavares Gomes da Silva (Niterói RJ 1929—), soprano, que mais tarde cantaria óperas e daria recitais.
Gravaram até 1955, em 78 rpm, um total de 49 discos com 81 músicas, dentro de um repertório bem variado, que incluiu canções folclóricas, regionais e internacionais, bem como jingles. Em 1956 participaram do filme Tira a mão daí, de J. Rui. Nesse ano, o conjunto dissolveu-se.
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Trio Melodia

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O conjunto vocal Trio Melodia foi formado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro RJ em 1943, a fim de suprir as necessidades do programa Um Milhão de Melodias. Era constituído por Paulo Tapajós, chefe de departamento da emissora e ex-integrante do duo Irmãos Tapajós, e pelos cantores Nuno Roland e Albertinho Fortuna, que continuaram suas carreiras paralelamente.
O trio gravou apenas na Continental e estreou em disco em 1945, com a toada De papo pro á (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e o samba Pregões cariocas (João de Barro ).
Nuno Roland e Albertinho Fortuna também cantaram solos nas gravações do conjunto, caso de Nuno Roland no grande sucesso Lancha nova, marcha de João de Barro e Antônio Almeida, no Carnaval de 1950.
Entre os sucessos do trio, destacou-se o rojão Catirina (Jararaca), no mesmo ano. Até 1955 gravaram, em 78 rpm, 37 discos com 62 músicas.
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Trio Surdina

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O Trio Surdina surgiu em 1952, produzido por Paulo Tapajós, então diretor artístico da Rádio Nacional. Formado por Fafá Lemos (violino e solos de assobio), Chiquinho (acordeom) e ele próprio (violão), o trio gravou dois LPs de 10 polegadas, a convite de Nilo Sérgio, pela Musidisc.
Realizadas no próprio estúdio da Rádio Nacional, nessas gravações foram incluídos mais dois elementos no grupo, o contrabaixista Vidal e o ritmista Bicalho.
Lançado em 1953, o primeiro LP, Trio Surdina, trazia, entre outras, suas músicas O relógio da vovó (com Fafá Lemos e Chiquinho do Acordeom) e Duas contas (Garoto), e ainda Na madrugada (Nilo Sérgio).
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Trio Nagô

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O conjunto vocal e instrumental Trio Nagô foi formado em Fortaleza CE em 1950 por Evaldo Gouveia, Mário Alves (Fortaleza 1914—), e Epaminondas de Sousa (Fortaleza 1928—).
Com repertório folclórico e temas nordestinos, Evaldo Gouveia e Mário Alves, ao violão, e Epaminondas, no atabaque, apresentaram-se inicialmente com o nome de Trio Iracema, na Rádio Clube do Ceará, fazendo programas também nas Rádio Poti, de Natal RN, Araripe, do Crato CE, Borborema, de Campina Grande PB, e na Rádio Tamandaré, de Recife PE.
O trio recebeu convite para participar dos festejos de aniversário da TV Tupi, de São Paulo SP, representando o Ceará, permanecendo na cidade por um mês, seguindo depois para uma temporada na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre RS.
De volta ao Ceará, passou pelo Rio de Janeiro, onde cantou no programa de César de Alencar, com grande êxito. Terminando o contrato que o prendia à Rádio Clube do Ceará, o trio se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Jornal do Brasil e pela gravadora Sinter.
Apresentou-se nas boates Vogue, do Rio de Janeiro, e Oásis, de São Paulo. Gravou no primeiro disco o rasqueado Moça bonita (Gilvan Chaves e Alcir Pires Vermelho) e o maracatu Paisagem sertaneja (Hortênsio Aguiar).
Em 1952 iniciou programa semanal na Rádio Record, de São Paulo, que ficou no ar até 1957. Em 1953 o conjunto foi contratado pela Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, prosseguindo as gravações na Sinter, destacando-se o baião Mulatinha sarará (Walter Tourinho e Isaias Ferreira) e a toada Aquarela cearense (Valdemar Ressurreição).
Na Continental, gravou Aquarela cearense em ritmo de samba e Boiadeiro (Armando Cavalcanti e Klécius Caldas). Para a Victor, gravou os LPs Um passeio com o Trio Nagô e Ouvindo o Trio Nagô.
Em 1956, o trio excursionou pela Europa, representando o Brasil na festa do conhaque e do café em Paris, França. Com a saída de Mário Alves, em 1962, o conjunto se desfez, sendo reorganizado meses depois, com a entrada de Manuel Batista.
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quarta-feira, 9 de maio de 2007

Trio Mocotó

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Trio Mocotó
O conjunto instrumental Trio Mocotó foi formado em São Paulo SP por Fritz Escovão (Luís Carlos de Sousa, Rio de Janeiro RJ 1943—), Nereu Gargalho (Nereu de São José, Rio de Janeiro 1945—) e Joãozinho Paraíba (João Carlos Fagundes Gomes, São Paulo 1951—).
Fritz Escovão tocava cuíca desde menino e participara de regionais e escolas de samba; Nereu Gargalho começou a tocar pandeiro aos cinco anos foi componente do G.R.E S Império Serrano; Joãozinho Paraíba chegou a bateria através do jazz, embora também integre o Império Serrano, no Rio de Janeiro.
O trio organizou-se quando os sambistas se conheceram na boate Jogral, acompanhando outros artistas, mas a carreira começou mesmo ao lado de Jorge Ben, com o grande sucesso da apresentação de Charles Anjo 45, no IV FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em 1969.
O trio gravou, então, um compacto com a música Coqueiro verde (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), partindo logo depois para Cannes, França, onde acompanhou Jorge Ben em sua apresentação no MIDEM. Seguiu para a Itália e em 1972 excursionou pelo Japão com grande sucesso.
De volta ao Brasil, acompanhou Vinícius de Moraes, Toquinho e Marília Medalha no circuito universitário por estes organizado, e depois seguiu para o México, onde fez temporada de dois meses.
O conjunto gravou, em 1973, um LP na RGE que incluía Maior é Deus (Felisberto Martins e Fernando Martins) e Desapareça (Fritz Escovão), realizando a partir de então numerosas apresentações em shows de boate ou com o cantor Jorge Ben.
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Trio de Ouro

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O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973).
Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla. Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.
Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.
Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim ES 1926 ), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.
O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.
Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.
Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.
CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.
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