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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Paulo Gracindo

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Paulo Gracindo (Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo), famoso artista do rádio, teatro, cinema e televisão do país, nasceu em 16 de junho de 1911, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Demócrito Gracindo, que era político e que faleceu em 1928. Foi criado por sua mãe e guardou pela vida afora a educação, os modos, a nobreza de seu lar. Estudou direito, mas desde cedo quis ser ator.

Foi um dos últimos representantes da geração de intérpretes que surgiu nas novelas de rádio dos anos 40. Com uma carreira invejável, coroada de grandes sucessos, ídolo de seus colegas, costumava ser citado por eles como um dos poucos entre os chamados atores de sustentação que conseguiu colocar seu talento acima do charme dos galãs.

Gracindo foi para o Rio de Janeiro e iniciou a carreira teatral com a Companhia de Alda Garrido, tendo também integrado o elenco das principais companhias da época, como as de Procópio Ferreira, Elza Gomes e Dulcina. Ingressou na Tupi, como rádio-ator, passando em seguida para a Nacional. Foi levado pelas mãos de Olavo de Barros, diretor de teatro que também trabalhava na emissora. Interpretou personagens famosos, mas acabou conquistando o sucesso como animador de programas de auditório na década de 40.

Como essa atividade lhe rendesse bem financeiramente, Gracindo ficou anos afastado do teatro. Seguiram-se as novelas, tendo atuado no papel de Albertinho Limonta, herói do dramalhão mexicano O Direito de Nascer, considerado o maior êxito no gênero. Gracindo projetou-se ao lado de Brandão Filho num quadro humorístico que divertiu duas gerações, primeiro no rádio e depois no vídeo, o Primo Rico, que ridicularizava a vida do Primo Pobre.

Com a chegada da televisão, Gracindo levou seu programa de auditório para a TV Rio. Em 1968, transferia-se para a Rede Globo, passando a participar das telenovelas de Glória Madagan. Na emissora, foi o astro de diversas novelas, entre elas, O Bem Amado, onde personificou o prefeito Odorico Paraguaçú e chegou a atingir 70 pontos no Ibope em 1973. Em 1980, o personagem de Dias Gomes era ressuscitado e dava origem a um seriado. Nessa época, Gracindo foi o apresentador do programa 8 ou 800, ao lado de Silvia Falkenbourg.

Ainda pela Rede Globo, fez também as telenovelas A Próxima Atração, Sinal de Alerta (no papel de Tião Borges), Os Ossos do Barão (1973), O Casarão (no papel de um artista apaixonado, ao lado de Yara Cortes), Gabriela (1975, como o coronel Ramiro Bastos) e Roque Santeiro. Suas últimas aparições na TV foi na minissérie Agosto e no especial O Besouro e a Rosa, ambos em 1993.

Gracindo dedicou-se também ao cinema, com o surgimento das companhias Atlântida e Cinédia, atuando em O Meu Dia Chegará, Estrela da Manhã, João Ninguém (1937), Está Tudo Aí (1938), Anastácio (1939), Onde Estás, Felicidade? (1939), A Falecida (1965, de Leon Hirszman), Terra em Transe (1967, de Glauber Rocha), Tudo Bem (1978) e Amor Bandido (1978, de Bruno Barreto).

No teatro, trabalhou em Linhas Cruzadas, Frank Sinatra 4815, ao lado do filho em O Jogo do Crime e com Clara Nunes em Brasileiro, Profissão Esperança. Gracindo Jr. dirigiu o pai nas seguintes montagens teatrais: Paulo Gracindo - O Bem Amado (biografia teatralizada da vida do ator), Num Lago Dourado (1992) e A História é uma História (de Millor Fernandes, em 1994).

Paulo Gracindo faleceu aos 84 anos, em 4 de setembro de 1995.

Fontes: cinetvbrasil - PauloGracindo; Wikipédia - Paulo Gracindo; netsaber - Biografia de Paulo Gracindo.
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Barbosa Júnior

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Barbosa Júnior (Arthur Barbosa Júnior), radialista, cantor e humorista, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 17 de maio de 189... Seu apelido era “Tutu”. Teve seis irmãos e desde pequeno tomava parte em espetáculos organizados em sua casa.

Também foi ator (teatro e cinema) e compositor. Era irmão do cantor e compositor Luís Barbosa (Rio de Janeiro, 07/07/1910 - 08/10/1938) e do compositor Paulo Barbosa (Rio de Janeiro, 29/04/1900 - 04/12/1955) .

Na década de 20 estreou no teatro, levado pelas mãos de Aprígio de Oliveira, seu 1º personagem foi um “pau d’água”. Depois trabalhou nas companhias de Jayme Costa, Iracema Alencar, Leopoldo Froes, entre outras.

Em 1933, o locutor César Ladeira convidou-o para fazer programas na Rádio Mayrink Veiga, lá foi “Tutú”... permaneceu ali alguns anos e em 1941 foi para a Rádio Nacional. Alcançou muito sucesso principalmente como humorista de rádio.

Na Mayrink teve o famoso programa infantil “Picolino”. Barbosa (ou Brabosa, como chamava a si próprio) criou uma linguagem original: quecatrai (um quê que atrai), dequeoquê (de que cor que é) e o longo “heeeeim!” característico. Sua grande parceira em programas foi a grande atriz Ismênia dos Santos. Barbosa era engraçadíssimo, talentoso e muito querido pelo público.

Trabalhou em vários filmes e também em programas de TV. Estreou em disco gravando pela Odeon em 1934 a marcha Dona Helena (Ary Barroso e Nássara) e o intermezzo Cavalhada franciscana (Ary Barroso).

Era considerado um dos melhores amigos de Carmen Miranda no meio artístico, a tal ponto que, na volta da Pequena Notável ao Rio em 1954, ele foi um dos primeiros a encontrá-la e a saudá-la. Lançou as seguintes canções com Carmen: Casaquinho de tricô (Paulo Barbosa), Quem é? (Custódio Mesquita e Joraci Camargo), Que baixo (Milton Amaral), A Pensão da Dona Stella (Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago), Blague-blague (G. Filho e J. de Araújo) e Ginga-ginga.

Faleceu no Rio de Janeiro em março de 1965, aos 67 anos, sendo enterrado no Cemitério S. João Batista.

Discografia

• Dona Helena/Cavalhada franciscana (1934) Odeon 78
• Da discussão nasce a luz/Uma bebedeira (1935) Odeon 78
• Repinica/Mulher vampiro (1935) Odeon 78
• Professora na roça/Festa de São João (1936) Odeon 78
• Que baixo/Seu Virgulino (1939) Odeon 78
• Tenor de banheiro/as pupilas do seu Bocage (1939) Columbia 78
• Hino da alegria/Foi você (1940) Victor 78
• Chiquita/Macaco quando se coça quer chumbo (1940) Columbia 78
• Eu vou de beijoqueiro/O pierrô chorou.. (1941) Odeon 78
• Carangola xuxu/Aconteceu comigo (1943) Columbia 78

Fonte: Comunidade BARBOSA JÚNIOR - Orkut.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Osvaldo Molles

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Osvaldo Molles (Santos, SP, 1913 - São Paulo, SP, 14/05/1967) aos 16 anos de idade iniciou sua carreira no jornalismo, trabalhando na redação do Diário Nacional e, em seguida, no São Paulo Jornal e no Correio Paulistano.

Viajou pelo interior do Brasil escrevendo reportagens sobre os nordestinos. Fixou residência em Salvador (BA), ocasião em que se juntou ao grupo fundador de O Estado da Bahia.

De volta a São Paulo, participou do lançamento da Rádio Tupi, iniciando sua carreira de grande sucesso na radiofonia nacional, que continuou crescente nas rádios Bandeirantes e Record.

Entre suas produções, podemos citar: História das Malocas, O crime não compensa e a História da literatura brasileira, levada ao ar durante dois anos consecutivos e que contou com a colaboração de Oswald de Andrade e Sérgio Milliet, dentre outros.

Como compositor fez, em parceria com Adoniran Barbosa e João B. dos Santos, o samba Conselho de mulher (1953); Tiro ao álvaro, com Adoniran; e em 1968 torna-se sucesso o samba Mulher, patrão e cachaça, feito também com Adoniran.

Inspirado em Saudosa Maloca, samba de Adoniran lançado pelos Demônios da Garoa em maio de 1955, Molles criou, na Rádio Record, o programa História das Malocas, onde Adoniran figurava como Charutinho, um negrinho malandro e boêmio, com sotaque italianizado dos paulistanos.

Gostava dos fraseados errados do companheiro, considerando-os a expressão do autêntico modo de falar do povo. E foi com a pretensão de aprofundar esse mergulho no espírito popular que Molles produziu esse programa. Sucesso absoluto, História das Malocas ficou no ar durante dez anos, de 1955 a 1965, chegando até a ser levado para a televisão.

Acompanhava de perto e incentivava todo o processo de criação de Adoniran Barbosa. Era ele quem enviava Adoniran para longos passeios pelas redondezas, para observar e extrair histórias para seus programas. Também foi Molles quem deu chance para o amigo e parceiro interpretar diversos tipos.

A parceria dos dois deu tão certo que, em 1946, a imprensa chamava Adoniran de "o milionário criador de tipos" e, Molles, "o milionário criador de programas". Nesse ano, Adoniran fazia nada menos do que dezesseis interpretações diferentes.

Na TV Record, produziu Gente que fala sozinho e outros sucessos, tendo sido agraciado, por onze anos consecutivos, com o Prêmio Roquete Pinto, além dos Prêmios Tupiniquim (4 vezes), Paulo Machado de Carvalho (melhor programador de 1959) , tendo sido condecorado com a Medalha de Ouro do Mérito Radiofônico. Com o roteiro do filme Simão, o caolho, obteve o Prêmio Governador do Estado de São Paulo e o Prêmio Saci.

Poeta, contista e romancista, conquistou o Prêmio Castro Alves e o Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, tendo suas crônicas publicadas nos jornais paulistanos O Tempo, Folha de São Paulo e Diário da Noite e na revista Manchete. Alguns críticos diziam ser ele o sucessor, na literatura paulista, de Antônio de Alcântara Machado.

Fontes: MPB Compositores - Adoniran Barbosa - Editora Globo; Piquenique Classe C - Boa Leitura Editora – São Paulo, sem data, pág. 345; http://www.releituras.com/omolles_natal.asp.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Ademar Casé

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Ademar Casé (1902-1993), radialista brasileiro, pai do diretor de teatro e TV Geraldo Casé e avô da atriz Regina Casé. Criador da primeira grande atração do rádio no Brasil, o Programa Casé, começou sua carreira vendendo aparelhos radiofônicos de porta em porta.

Sua técnica de vendas era inusitada: deixava o rádio na casa do freguês em potencial e quando voltava, dias depois, a venda estava garantida. Por seu grande sucesso como vendedor, teve acesso à direção do fabricante dos aparelhos, a Philips, com a qual conseguiu o aluguel de duas horas semanais em sua emissora.

Em 1932, colocou no ar o Programa Casé, que lançaria nomes como Almirante, Nássara, Sadi Cabral e Haroldo Barbosa, entre outros.

Neste programa, famosíssimo nos anos 1930 e 1940, Nássara criou o primeiro jingle brasileiro, Noel Rosa foi contra-regra e Carlos Lacerda, locutor.

Mais vendedor do que artista, Casé foi um pioneiro do rádio, combinando tino comercial e bom humor.

Fonte: Rádio Comunitária Areia FM - Nomes que fizeram a história do Rádio.
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Almirante

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Em 1927, quando cumpria serviço militar no Tiro Naval e era ordenança do comandante Mathias Costa, foi que Henrique Foreis Domingues virou Almirante. Chegava ao Rio de Janeiro o hidroavião Jahú, que cruzara o Atlântico, na primeira travessia entre a Europa e o Brasil, e a cidade parou para festejar os pilotos. Encarregado de cuidar de um arranjo de flores e de fazer a saudação aos homenageados, o ordenança Foreis desfilava no carro, ao lado do comandante. Foi com tal elegância que cumpriu suas funções, empertigado e posudo, que a certa altura alguém apontou para Mathias Costa e perguntou quem era. Ao saber ser o comandante, voltou a indagar: "E o outro?". "É o almirante" - foi o gracejo.

Um companheiro ouviu, a resposta virou brincadeira e nunca mais ninguém chamou Henrique a não ser por Almirante, que viria a ser A Maior Patente do Rádio. Henrique nasceu em 19 de fevereiro de 1908 no Rio, filho de Eduardo Foreis Domingues e de Maria José Foreis. Em 1914, morava em Juiz de Fora, onde o pai montara uma loja de armarinhos. Nessa cidade aprendeu a ler com professora particular. A família transferiu-se depois para Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, e ele e seus três irmãos foram matriculados no Colégio Alemão.
Veio daí o contato de Almirante com a música. Um professor alemão foi contratado para dar-lhe aulas de violino. A antipatia do aluno pelo instrumento e pelo professor fez com que o curso não fosse muito adiante. Em 1919, Eduardo mandou a família de volta para o Rio de Janeiro e Henrique foi estudar no Liceu Rio Branco, na Tijuca. Em 1920, estava no Colégio Salesiano de Santa Rita, em Niterói.
Com o pai adoecendo, Henrique e seu irmão Eduardo foram obrigados ao trabalho. Henrique se empregou em uma loja de objetos religiosos, cumprindo horário das segundas aos sábados, fazendo faxina aos domingos. À noite, estudava contabilidade. Tinha 16 anos quando seu pai morreu e, dois anos depois, estava no Tiro Naval, transformando-se para sempre em Almirante.
Já tinha alguma experiência como cantor quando foi chamado a integrar o conjunto Flor do Tempo, formado por rapazes da Vila Isabel, entre eles Braguinha. O compositor Braguinha que em 1928 estava a seu lado no Bando de Tangarás, no qual também aparecia outro rapaz da Vila, um certo Noel Rosa.
A fama que angariou e a experiência adquirida deram a Almirante base para iniciar carreira solo, quando os Tangarás se dispersaram. Em 1932, estava em Salvador e, em seguida, no Recife, ao lado de Carmen Miranda, arrancando aplausos. Em 1934, gravou O orvalho vem caindo, de Noel Rosa e Kid Pepe, e, em 1937, o sucesso foi Faustina, de Gadé. Gravou muito em 1938, mas os "estouros" foram Yes, nós temos bananas e Touradas em Madri, de Braguinha e Alberto Ribeiro.
Participou dos filmes Alô Alô Brasil, Estudantes, Alô, Alô Carnaval e Banana da Terra. Como radialista, no Rio e em São Paulo (rádios Nacional, Tupi, Clube, Globo, Record etc.), produziu, escreveu e dirigiu, em mais de 40 anos, quase uma centena de programas. Foi também dublador de desenhos de Walt Disney. Sofreu derrame cerebral em 1958 e sua força de vontade fez com que reaprendesse a falar, ler e escrever. Organizou o maior arquivo da música brasileira e nunca deixou de trabalhar até morrer. O que aconteceu aos 72 anos, no Rio de Janeiro em 22 de dezembro de1980.
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terça-feira, 3 de julho de 2007

Cristóvão de Alencar

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Cristóvão de Alencar (Armando de Lima Reis), compositor, jornalista e radialista, nasceu em São Paulo SP , em 8/1/1910, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 23/11/1983. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, desde muito jovem interessou-se por música popular, participando do bloco carnavalesco Faz Vergonha, para o qual chegou a compor alguns sambas.
A marcha Olha pra lua (com Nássara) foi sua primeira composição gravada, em 1934, por Francisco Alves, na Victor. Em 1935 começou a trabalhar na Rádio Guanabara, onde ficou conhecido como Amigo Velho, palavras com que iniciava seu programa naquela emissora. Sua composição mais conhecida, o samba Arrependimento, foi feita nesse ano com parceria e interpretação de Sílvio Caldas, gravada na Odeon.
Sua marcha-rancho Mal-me-quer (com Newton Teixeira) foi grande sucesso no Carnaval de 1940, interpretada por Orlando Silva. Dircinha Batista e Gilberto Alves foram os intérpretes da maioria de suas composições.
Foi um dos fundadores da UBC, da qual chegou a ser presidente. Adotando também o nome de Armando Reis, teve como principais parceiros Newton Teixeira, Nássara e Georges Moran.
Obras
Algum dia eu te direi (c/Felisberto Martins), valsa, 1942; Arrependimento (c/Sílvio Caldas), samba, 1935; Até breve (c/Ataulfo Alves), samba, 1937; Bis, maestro, bis (c/J. Maia), samba, 1940; Clube dos barrigudos (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; Escocesa (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; Longe dos olhos (c/Djalma Ferreira), samba-canção, 1936; Mal-me-quer (c/Newton Teixeira), valsa, 1940; Não há, ó gente, ó não (c/Antônio Almeida), marcha, 1937; Pela primeira vez (c/Noel Rosa), samba, 1936; Quando a saudade chegar (c/Paulo Barbosa), valsa, 1943; Ruas do Japão (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; A vida continua (c/Felisberto Martins), valsa, 1940; Vinte e cinco anos (c/Wilson Batista), samba, 1942
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Evaldo Rui

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Evaldo Rui (Evaldo Rui Barbosa), compositor e radialista nasceu no Rio de Janeiro RJ em 9/4/13 e faleceu em 4/8/1954. A mãe, Maria Isabel Barbosa, desde criança freqüentava o rancho Ameno Resedá, de que o avô havia sido porta-estandarte.
Morador da Vila Isabel, na década de 1930 ingressou em rádio como seu irmão Haroldo Barbosa, começando na Rádio Philips, como contra-regra nos programas Casé e Horas do Outro Mundo, e como locutor esportivo. Trabalhou também nas rádios Educadora, Guanabara, Nacional, onde foi chefe da discoteca, e Mauá, da qual foi diretor artístico. Em televisão, trabalhou na TV Tupi e na TV Record, de São Paulo.
Freqüentador do Café Nice, no Rio de Janeiro, ponto de encontro de músicos e compositores, em 1943 começou a compor em parceria com Custódio Mesquita, com quem fez cerca de vinte músicas em estilo romântico. A primeira delas foi o bolero-canção Para que viver (1943) e, entre as de maior sucesso, destacam-se Promessa (1943), Como os rios que correm para o mar e Valsa do meu subúrbio (1944), na voz de Sílvio Caldas; Rosa de maio e Gira, gira, gira, gravados em 1944 por Carlos Galhardo; Valsinha do Turi-Turé, gravada por Linda Batista, e Feitiçaria, gravado por Sílvio Caldas, ambos em 1945.
Após a morte de Custódio Mesquita, lançou ainda músicas da dupla, como Saia do caminho, gravado por Araci de Almeida em 1946; Viva o samba, por Linda Batista em 1947; e Adeus, por Dircinha Batista em 1949. Em 1950 o samba Nega maluca (com Fernando Lobo), interpretado por Linda Batista, foi grande sucesso de Carnaval. Fez também várias versões, como Amada minha, Duas almas e Dez minutos mais.
Obras
Como os rios que correm pro mar (c/Custódio Mesquita) samba, 1944; Feitiçaria (com Custódio Mesquita), samba, 1945; Madrugada (com Herivelto Martins), samba, 1948; Nega maluca (com Fernando Lobo), samba, 1950; Noturno em tempo de samba (c/Custódio Mesquita), samba, 1944; Pretinho (c/Custódio Mesquita), samba, 1944; Promessa (c/Custódio Mesquita), samba, 1943; Rosa de maio (com Custódio Mesquita), fox, 1944; Saia do meu caminho (c/Custódio Mesquita), samba, 1946; Valsa do meu subúrbio (com Custódio Mesquita), valsa, 1944.
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segunda-feira, 2 de julho de 2007

Mário Lago

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Mário Lago, compositor, ator, poeta, escritor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 26/11/1911 e faleceu em 31/5/2002. Filho único do maestro Antônio Lago, foi aluno do Colégio Pedro II de 1923 a 1926, ano em que publicou seu primeiro poema, Revelação, na revista Fon-Fon. Concluiu o ginasial no Curso Superior de Preparatórios e bacharelou-se em direito em 1933, exercendo a advocacia apenas por três meses. Nesse mesmo ano começou a escrever revistas para teatro - Figa de Guiné e Grande estréia, ambas com Álvaro Pinto.

Como letrista, estreou, em 1935, com Menina, eu sei de uma coisa (com Custódio Mesquita), marcha gravada por Mário Reis, no ano seguinte. Com o mesmo parceiro fez o fox-canção Nada além, sucesso nacional, em 1938, na voz de Orlando Silva, e uma série de músicas compostas especialmente para revistas encenadas pela Companhia Casa de Caboclo e pela Companhia Tró-ló-ló.

De 1938 a 1940, trabalhou como funcionário público, chegando a chefe de seção de estatísticas sociais e culturais do Departamento de Estatística do Estado do Rio de Janeiro; foi nomeado membro do conselho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mas não tomou posse.

Lançou-se como compositor com a valsa Devolve, gravada por Carlos Galhardo em 1940, ano em que apresentou também, em gravação da dupla Joel e Gaúcho, uma de sua mais famosas composições, Aurora (com Roberto Roberti), sucesso no Carnaval do ano seguinte e que obteve mais tarde repercussão internacional, graças à interpretação de Carmen Miranda, que a incorporou ao seu repertório básico.

Em 1942 estreou como artista de teatro na peça O sábio, encenada pela Companhia Joraci Camargo. Compôs com Ataulfo Alves sambas famosos, como Ai, que saudades da Amélia (1942) e Atire a primeira pedra (1944). Começou a trabalhar em rádio, em 1944, na Pan-Americana, de São Paulo SP, passando desde então por diversas emissoras cariocas e paulistas: Nacional, do Rio de Janeiro (de 1945 a 1948), Mayrink Veiga (1948), Bandeirantes, de São Paulo (1949), e novamente Nacional (1950).

Em 1953 compôs com Chocolate outro grande sucesso, É tão gostoso, seu moço, gravado por Nora Ney. Foi responsável pela produção de vários programas e novelas, como Lendas do Mundo, Romance Kolynos e a novela Presídio de mulheres, irradiada durante cinco anos. Em 1951 produziu na Rádio Nacional o programa Doutor Infezulino e mais tarde criou a figura do "Jacó de uma palavra só", no programa Largo da Harmonia, que se tornou bastante conhecido.

Estreou na televisão no programa Câmera Um, na TV-Rio, em 1954. Como ator, em 1966 foi contratado peia TV Globo, na qual trabalhou em várias novelas, como Cuca legal, Pecado capital, O casarão e Brilhante, numa carreira de mais de 30 anos. Publicou, em 1975, pela Editora Civilização Brasileira, uma obra de pesquisa folclórica intitulada Chico Nunes das Alagoas. Além de Orlando Silva e Carlos Galhardo, teve suas músicas gravadas por Francisco Alves, Ataulfo Alves, Nora Ney, Jorge Goulart e Deo.

Sua última composição, o samba Três sorrisos (com Chocolate), é de 1962. Participou de vários filmes, como Balança mas não cai, de Paulo Vanderlei (1953), Terra em transe, de Glauber Rocha (1967) e São Bernardo, de Leon Hirszman (1973).

Publicou os livros: Na rolança do tempo (1976) e no ano seguinte a seqüência, Bagaço de beira-estrada, ambos pela Editora Civilização Brasileira, Coleção Tempo e Contratempo, Rio de Janeiro; e Meia porção de sarapatel (1986), Editora Rebento. Em 1991, seus familiares publicaram o livro Segredos de família, homenagem aos seus 80 anos de idade.

Em 1997 foi publicada sua biografia: Mário Lago - Boêmia e política, de autoria de Mônica Veloso, Editora Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro. No mesmo no, Gilberto Gil homenageou-o com o lançamento da música O mar e o lago (letra de 1985). Houve ainda a estréia do espetáculo Causos e canções de Mário Lago, no Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro, dirigido por Mário Lago Filho.

Obras

Ai que saudades da Amélia (c/Ataulfo Alves), samba, 1942; Atire a primeira pedra (c/Ataulfo Alves), samba, 1944; Aurora (c/Roberto Roberti), marcha, 1940; Dá-me tuas mãos (c/Roberto Martins), fox, 1939; Devolve, valsa, 1940; Enquanto houver saudade (c/Custódio Mesquita), valsa, 1938; É tão gostoso, seu moço (c/Chocolate), samba, 1953; Fracasso, samba, 1946; Menina, eu sei de uma coisa (c/Custódio Mesquita), marcha, 1936; Nada além (c/Custódio Mesquita), fox- canção, 1938; Número um (c/Benedito Lacerda), valsa, 1939; Sambista da Cinelândia (c/Custódio Mesquita), samba, 1936; Será?, valsa, 1945; Três sorrisos (c/Chocolate), 1962; Vida vazia (c/Chocolate), samba, 1954.
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Silvino Neto

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Silvino Neto (Silvério Silvino Neto) compositor, cantor e radialista nasceu em São Paulo SP em 21/7/1913 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 12/6/1991. Estreou em 1931 na Rádio Educadora Paulista (depois Gazeta), como cantor de tangos, com o pseudônimo de Pablo González, atuando depois em outras emissoras paulistas. No ano seguinte, passou a cantar música brasileira, por sugestão do compositor Marcelo Tupinambá, começando também a compor.
Em 1933, seu repertório já incluía músicas de sua autoria, como as valsas Uma saudade a mais, uma esperança a menos (com Carlos Morais), Que importa para nós dois a despedida, que Orlando Silva gravaria em 1939, além de Valsa dos namorados e Adeus (Cinco letras que choram), que seriam gravadas por Francisco Alves. Um ano depois, cantou com as orquestras de Osvaldo Borba, Gaó, Martínez Grau, Eduardo Patané, entre outras, formando também, com Alvarenga e Ranchinho, um trio de grande sucesso, Os Mosqueteiros da Garoa.
Deixou sua carreira de cantor romântico em 1936, época em que atuava na Rádio São Paulo, e transferiu-se para o Rio de Janeiro RJ. Ali, no ano seguinte, entrou em contato com o diretor da Rádio Nacional, Oduvaldo Cozzi, que o aconselhou a deixar de cantar e a dedicar-se ao humorismo, campo em que já tinha experiência, pois no início da carreira também fora humorista e imitador.
Assim, no dia 4 de janeiro de 1938, apresentou-se na Rádio Nacional imitando Arnaldo Pescuma, Carlos Galhardo e Lamartine Babo, obtendo grande sucesso. No mesmo ano Orlando Silva gravou com êxito na Victor sua valsa-canção Uma saudade a mais, uma esperança a menos e em 1940 o próprio Silvino gravou a marcha Senhorita Pimpinela (com Paulo Barbosa). Desse ano em diante conquistou grande popularidade com seus programas humorísticos, como o Pensão da Pimpinela, que ficou no ar até 1942, Aventuras da Pimpinela, até 1944 e, a seguir, Pimpinela, Anestésio e o Telefone.
Com o fim do Estado Novo, criou um programa chamado Futebol Político, em que imitava Getúlio Vargas, Ademar de Barros e outros políticos. Em 1945, participou com Derci Gonçalves da revista Fogo no pandeiro. No ano seguinte, voltou a gravar, com Entrou areia e Essa é fina, e um ano depois sua música Adeus (Cinco letras que choram), foi gravada com sucesso por Francisco Alves.
Ainda em 1947 voltou a atuar com Derci Gonçalves na revista Conféti na boca, participando ainda de Passo da girafa, com Mara Rúbia, em 1949, ano em que também fez A borracha é nossa (com Eros Volúsia).
Em 1950, depois de uma campanha eleitoral basicamente humorística, foi eleito vereador com maioria de votos pelo antigo Distrito Federal. Em 1953 retornou ao rádio, atuando na Rádio Mayrink Veiga. No mesmo ano compôs Trezena de Santo Antônio e, em 1955, Sóror Maria e Cristo Redentor, estas duas gravadas por Orlando Silva. No ano seguinte, deixou a Mayrink Veiga, passando a apresentar-se esporadicamente em programas de rádio e televisão.
Trabalhando como fiscal do Instituto Brasileiro do Café, continuou compondo sucessos, como Fantasma da felicidade, gravado por Ângela Maria, O Rio será sempre Rio, lançado por Dircinha Batista no Carnaval de 1961, A fome é nossa, gravação de Anestésio, Saudade da saudade, lançado por Dircinha Batista e Amanhã chorarei por mim, gravado por Nuno Roland.
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Denis Brean

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Denis Brean (Augusto Duarte Ribeiro), compositor, jornalista e radialista nasceu em Campinas SP, em 28/2/1917 e faleceu em São Paulo SP, em 16/8/1969. Jovem ainda, interessou-se por música, formando com seus colegas do Colégio Ateneu Paulista, de Campinas, o Conjunto do Duarte, que tocava em festinhas.

Em 1934 mudou-se com a família para São Paulo, passando a trabalhar como escriturário. Ingressou na Faculdade de Direito, da Universidade de São Paulo, mas não chegou a fazer o curso, preferindo dedicar-se ao jornalismo. Dois anos depois, sua música Poesia da uva obteve o primeiro prêmio na Festa da Uva de Jundiaí SP, gravada por Ciro Monteiro, em disco não comercial.

Em 1937, o Grupo X lançou em disco seu samba Brazilian clipper, pela Columbia, e no ano seguinte, pela mesma gravadora, o Modelo de beleza. Em 1944 lançou a valsa carnavalesca No tempo da onça, gravada com enorme sucesso por Carlos Galhardo na Victor. Mas seu maior sucesso foi obtido com Boogie-woogie na favela, gravado por Ciro Monteiro em 1945 na Victor, regravado nos dias anos seguintes por Zacarias e sua Orquestra e pelos Anjos do Inferno, respectivamente.

Ainda em 1947, seu samba Bahia com H foi gravado por sucesso por Francisco Alves na Odeon. Formou com Osvaldo Guilherme, que já conhecia há quatro anos, uma parceria que ia produzir dezenas de músicas, sendo a primeira Onde há fumaça, há fogo, gravada em 1947 por Joel e Gaúcho, tendo na outra face do disco o sucesso Boogie woogie do rato (de sua autoria). Na época, era um dos poucos compositores paulistas que gravavam no Rio de Janeiro RJ.

Em 1950 compôs, com Raul Duarte, a toada Marrequinha, gravada por Isaura Garcia. Compôs ainda La vie en samba (com Blota Júnior), gravado na Odeon por Dircinha Batista em 1951, a mesma cantora que lançou, também pela Odeon, o baião Mambo não (com Luiz Gonzaga), lançando no ano seguinte a marcha Grande Caruso (com Osvaldo Guilherme), grande sucesso carnavalesco, interpreta do em disco Odeon por João Dias.

Trabalhou ainda como jornalista em São Paulo, no City News, Shopping News, Diário de São Paulo (sob o pseudônimo de Ribeiro Maia) e finalmente em A Gazeta Esportiva, onde permaneceu por mais de vinte anos. Foi produtor de rádio, televisão e discos, tendo lançado na Odeon, entre outros, Hebe Camargo e Mário Genari Filho. Na CBS produziu o LP Brasil na Copa do Mundo, em 1958, com os principais gols do Brasil e seis músicas de sua autoria e Osvaldo Guilherme, Aquarela da vitória, Brasil, campeão do mundo, Copa que pedimos a Deus, Futebol em tempo de samba, Os reis do futebol e Vingamos o Maracanã.

O grupo Simonetti e sua Orquestra gravou pela RGE um LP só com músicas suas, entre as quais Bahia com H, A moda de cavaquinho, Boogie-woogie na favela, Festa do samba (com Osvaldo Guilherme) e Moleque teimoso.

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Haroldo Barbosa

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Haroldo Barbosa, compositor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 21/3/1915 e faleceu em 5/9/1979. Nascido no bairro de Laranjeiras, aos sete anos foi morar em Vila Isabel. Durante o dia estudava no Colégio São Bento e à noite tocava cavaquinho nos bailes de Vila Isabel. Aos 18 anos foi trabalhar como contra-regra na Rádio Philips, com o irmão, o futuro compositor Evaldo Rui, colaborando no programa Casé, do qual participavam grandes nomes do mundo artístico. Com esse programa transferiu-se para a Rádio Sociedade, onde, além de contra-regra, organizou a discoteca e foi locutor.
Passou depois a exercer essas funções na Rádio Transmissora e, logo em seguida, na Nacional, onde também foi locutor esportivo. Usando sua experiência anterior, desenvolveu várias atividades na Rádio Nacional, que liderava a audiência na época: escreveu o enredo de O Grande Teatro, de César Ladeira, um dos maiores sucessos do rádio, organizou uma orquestra sinfônica com 68 integrantes que já atuavam na emissora, e criou, por volta de 1945, o programa A Canção Romântica, especialmente para Francisco Alves, que deu um novo impulso à carreira do cantor.
Mais tarde passou a dirigir o programa Um Milhão de Melodias, no qual vários cantores se apresentavam interpretando versões de sua autoria. Seu primeiro sucesso como compositor foi a marchinha Barnabé (com Antônio Almeida), uma sátira ao funcionalismo público, que se tornou sinônimo de funcionário público de categoria modesta. Seguiram-se outros sucessos, como os sambas De conversa em conversa (com Lúcio Alves), em 1943, gravado por Isaura Garcia na Victor, em 1947, Adeus, América e Tintim por tintim (ambas com Geraldo Jacques), lançadas por Os Cariocas na Continental e Sinter, respectivamente. Mais tarde, deixou a Nacional e foi para a Rádio Mayrink Veiga, onde se tornou responsável por diversos programas humorísticos, lançando inclusive Chico Anísio e Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. Esse Norte é de Morte, A Cidade se Diverte, Alegria da Rua foram alguns de seus sucessos na programação da emissora.
Com Geraldo Jacques fez ainda o samba Joãozinho Boa Pinta, gravado por Fafá Lemos na Victor, em 1954, e, com seu mais bem sucedido parceiro, Luiz Reis, compôs Palhaçada, samba lançado por Miltinho (RGE), em 1963. Miltinho gravou várias outras músicas desta dupla, entre as quais Só vou de mulher, Devagar com a louça e Meu nome é ninguém. Tiveram ainda composições gravadas por Elizeth Cardoso (Tudo é magnífico, Nossos momentos, entre outros), Dóris Monteiro (Fiz o bobão), Araci de Almeida (Não se aprende na escola) e Nora Ney.
É autor de inúmeras versões: Trolley Song, Poinciana, Mala guefla, Adiós, pampa mia, Adiós muchachos, Uno, Amor. Sua atividade de compositor diminuiu quando foi para a TV Globo, onde passou a trabalhar na produção de programas humorísticos, ao lado de Max Nunes, seu parceiro em programas de humor desde os tempos da Rádio Nacional.
Obras
Adeus, América (c/Geraldo Jacques), samba, 1948; Bar da noite (c/Bidu Reis), samba, 1953; Canção da manhã feliz (c/Luís Reis), samba, 1962; De conversa em conversa (Eu não sou limão) (c/Lúcio Alves), samba, 1947; Devagar com a louça (c/Luís Reis), samba, 1963; Eu quero um samba, samba, 1945; Joãozinho boa pinta (c/Geraldo Jacques), samba, 1954; Meu nome é ninguém (c/Luís Reis), samba, 1962; Moeda quebrada (c/Luís Reis), samba, 1961; Não se aprende na escola, samba, 1950; Nossos momentos (c/Luís Reis), marcha-rancho, 1961; Notícia de jornal (c/Luís Reis), samba, 1961; Palhaçada (c/Luís Reis), samba, 1963; Pra que discutir com madame (c/Janet de Almeida), samba, 1956; Quando esse nego chega, samba, 1948; Só vou de mulher (c/Luís Reis), samba, 1961; Tudo é magnífico (c/Luís Reis), samba, 1961.
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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Miguel Gustavo

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Miguel Gustavo (Miguel Gustavo Werneck de Souza Martins), compositor, jornalista, poeta e radialista nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 24 de março de 1922 e faleceu em 22 de janeiro de 1972 aos 50 anos de idade. Era um cronista musical. Retratava em suas músicas o que de mais importante estava acontecendo nos meios sociais da época.
Começou como discotecário da Rádio Vera Cruz em 1941. Mais tarde passou a escrever programas de rádio. Em 1950 começou a compor jingles tendo se notabilizado nesta atividade com vários jingles de grande repercussão podendo ser destacado o que foi composto para as Casas da Banha com aproveitamento da melodia de Jesus, alegria dos homens de Johann Sebastian Bach.
Sua primeira música gravada foi Primeiro amor, interpretada por Luiz de Carvalho, Os Tocantins e Dilu Mello em gravação Continental lançada em julho/agosto de 1946. Em 23 de setembro de 1947, Ataulfo Alves gravou na Victor o samba O que é que eu vou dizer em casa, de sua autoria e Miguel Gustavo. Foi seu primeiro sucesso musical.
Em 1952 voltou a fazer sucesso com A valsa da vovozinha composta em parceria com Juanita Castilho e Edmundo de Souza e gravada por Carlos Galhardo. Ainda neste ano compôs com Celestino Silveira, seu companheiro de Rádio Globo, as canções relacionadas com Portugal: Trigueirinha e Pregões de Portugal, escritas após uma viagem de Celestino Silveira àquele país amigo.
Em 1953 voltou a fazer sucesso com É sempre o papai, um baião de sua autoria que Zezé Gonzaga gravou na Sinter. Em 1955 teve início o ciclo de crítica ao Café Soçaite onde ele procurava ridicularizar os personagens que freqüentavam as colunas sociais de Jacinto de Thormes e Ibrahim Sued. Depois veio o ciclo da Brigitte Bardot onde ele declarava em música a sua admiração pela linda artista francesa. No carnaval criticou as fanzocas de rádio, o presidente J.K. e satirizou a Dona Gegé, o Chacrinha e outros programas de rádio ou televisão.
Mais tarde veio o ciclo dos sambas de breque com Moreira da Silva: O conto do pintor, O rei do gatilho, O último dos Moicanos, O sequestro de Ringo, O rei do cangaço e Morengueira contra 007. Para a Copa de futebol de 1970, no México, ele criou o extraordinário Pra frente Brasil ao participar de um concurso organizado pelos patrocinadores das transmissões dos jogos.
O sucesso foi tanto que no carnaval do ano seguinte a música figurou entre as mais cantadas e até hoje é lembrada com carinho pela torcida brasileira. Mas ele tem letras magníficas em marchas e sambas maravilhosos cantados por Elizeth Cardoso (Partido baixo do partido alto e Achados e perdidos); Dircinha Batista (Carnaval prá valer); Jorge Veiga (Independência ou morte); Carminha Mascarenhas (Per omnia saecula saeculorum); Isaura Garcia (O samba do crioulo); Araci de Almeida (Conselho inútil, E dai ?...) e muitos outros.
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domingo, 20 de maio de 2007

Capitão Furtado

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Capitão Furtado (Ariovaldo Pires), compositor, nasceu em Tietê SP em 31/8/1907, e faleceu em São Paulo SP, em 10/11/1979. Sobrinho de Cornélio Pires, em 1928 foi levado pelo tio ao então diretor da Columbia, Wallace Downey, passando a trabalhar como seu secretário em 1929, em São Paulo SP
Em seguida, participou do programa inaugural da Rádio Cruzeiro do Sul, que estava sendo organizada por Wallace Downey, substituindo um artista que havia faltado, no papel de um fazendeiro caipira, tendo sido logo contratado.
Ainda em 1929 estreou como compositor, com a toada Coração, em parceria com seu conterrâneo Marcelo Tupinambá, gravada por Januário de Oliveira. Dois anos depois, colaborou como assistente no filme Coisas nossas, produzido e dirigido por Wallace Downey, e, em 1932, ano da Revolução Constitucionalista, adotou o pseudônimo de Capitão Prudêncio Pombo Furtado, depois abreviado para Capitão Furtado.
Em 1934, transferiu- se para a recém-inaugurada Rádio São Paulo junto com os componentes do programa Cascatinha do Genaro. A mudança foi ótima para todos, pois o programa aí alcançou sucesso absoluto. Em 1935 atuou como coordenador artístico do filme Fazendo fita, de Vitório Capelaro, em que foi incluída sua toada Coração. Nesta ocasião, conheceu a dupla Alvarenga e Ranchinho, convidando-os a participar do filme.
No ano seguinte, obteve o primeiro prêmio em um concurso de música carnavalesca organizado pela prefeitura de São Paulo com a marcha Mulatinha da caserna (com Martinez Grau). Com o dinheiro do prêmio foi para o Rio de laneiro RJ com Alvarenga e Ranchinho, levando um sucesso da dupla, a moda-de-viola Itália e Abissínia (com a dupla), e que seria gravada na Odeon. Visitou a Rádio Tupi, onde fez um programa improvisado com Alvarenga e Ranchinho, a convite do diretor artístico da emissora. Ouvidos por Assis Chateaubriand, os três foram contratados e passaram a se apresentar como a Trinca do Bom Humor, três vezes por semana.
Gravaram vários discos pela Odeon, os primeiros intercalando piadas com números musicais, como Futebol (moda-de-viola), Meu coração (rancheira), A baixa do café (toada). Com a atriz Jurema de Magalhães, gravou a poesia Adoração (Campos Negreiros), sendo apelidado por Tia Chiquinha (Sílvia Autuori) de “o caipira que fala com o coração”, slogan que adotou para sua carreira.
Ainda no Rio, foi assistir à prova automobilística Circuito da Gávea e um dos locutores passou-lhe o microfone, depois dos comentários. Improvisando versos humorísticos, imediatamente agradou o público, formando uma multidão de ouvintes junto ao palanque da Rádio Tupi. Ouvido pelo diretor da Victor, Mr Evans, foi contratado pela gravadora, lançando com a Trinca do Bom Humor o disco Liga dos bichos e Vida do Zé Luís (ambas com Alvarenga e Ranchinho).
Teve outros discos lançados pela Odeon em 1936, como Caipira em Hollywood, cateretê de sua autoria gravado em dupla com Alda Garrido, e a moda-de-viola Calango (com Alvarenga e Ranchinho), no qual a menina Gilda Magalhães contava anedotas. No ano seguinte, gravou na Victor Natal do sertão (Lucilia Guimarães Villa-Lobos e Luís Guimarães), com a participação de Tia Chiquinha e o Coro dos Apiacás, formado por crianças, entre os quais dois meninos que se tornariam famosos, Luiz Bonfá e Lúcio Alves.
Em 1939, seu amigo Palmeirim Silva inscreveu sua peça O tesouro do sultão no concurso promovido pelo Serviço Nacional de Teatro, sob o patrocínio do Ministério da Educação. Vencedora, a peça foi montada por Jardel Jércolis, com música de Radamés Gnattali, cumprindo temporada de sucesso no Teatro João Caetano, do Rio de Janeiro, e depois em outros Estados e países vizinhos. Nesse mesmo ano, retornou a São Paulo, onde se fixou definitivamente. Criou na Rádio Difusora o programa Arraial da Curva Torta, que revelou artistas como a dupla Tonico e Tinoco (batizada por ele), Blecaute e a futura apresentadora Hebe Camargo, que na época formava com sua irmã a dupla caipira Rosalinda e Florisbela.
Em 1940, Orlando Silva gravou na RCA Victor a valsa E o vento levou, de sua autoria, e Gilberto Alves gravou Linda flor que morreu (com Jota Soares). Durante a década de 1940, realizou numerosas versões de sucessos internacionais. Em 1948, em Salvador BA, dirigiu por algum tempo a Rádio Excelsior local. Voltou a São Paulo em fins de 1949 e, no ano seguinte, começou a trabalhar na Rádio Cultura.
De 1952 a 1956 voltou a atuar na Rádio Difusora, que deixou para coordenar programas de música caipira patrocinados pela Alpargatas. Passou a viajar por todo o Brasil para divulgar Roda de Violeiros, programa que promoveu o primeiro campeonato de amadores, reunindo 3.250 grupos de 512 cidades do país, e revelando diversas duplas de cantores.
Em 1963 foi para a Rádio Bandeirantes, de São Paulo, e aí permaneceu até 1966, quando se aposentou. Na época, sua marcha Mulatinha de caserna foi oficializada pelo então prefeito de São Paulo, Faria Lima, como hino do Carnaval paulista. Em 1967, embora aposentado, exerceu por algum tempo as funções de coordenador de música e versões da Editora Fermata, mas logo se afastou do meio artístico. CD : Ao Capitão Furtado — Marvada viola, 1997, Funarte/ Atração Fonográfica ATR 32019 (Série Acervo da Música Brasileira, n 2).
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quinta-feira, 17 de maio de 2007

Paulo Tapajós

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Paulo Tapajós, cantor, compositor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 20/10/1913 e faleceu em 29/12/1990. Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes e música com o maestro Lorenzo Fernandez, além de aprender piano com Maria Siqueira e canto com Cecília Rudge e Riva Pasternak. Estudando violão sozinho, chegou a lecionar o instrumento por vários anos, abandonando mais tarde o desenho para se dedicar exclusivamente à música.
Em 1927, formou com os irmãos Haroldo e Osvaldo o trio vocal Irmãos Tapajós, que se apresentava em festas de amigos e que, no ano seguinte, estreou na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Ainda em 1928 escreveu sua primeira composição, editando-a pela Casa Vieira Machado.
Com a saída de Osvaldo em 1932, formou uma dupla com o irmão Haroldo, gravando Loura ou morena (Haroldo Tapajós e Vinícius de Moraes), de 1928. A dupla gravou, também na Odeon, a marcha Decadência de pierrô (Lamartine Babo e Alcir Pires Vermelho) e o samba Eu chorei (Alvaiade e Alcides Lopes), além de Noite azul (Carlos Armando Pascoalini e Rogério Cardoso).
Em 1933, compôs com Vinícius de Morais o fox-canção Canção da noite. Em 1942, Haroldo abandonou a dupla e as atividades artísticas; prosseguiu então, individualmente, como cantor, diretor e produtor de programas, contratado pela Rádio Nacional. Transferindo-se para a Rádio Tupi, em 1946, como diretor artístico, voltou à Rádio Nacional dois anos depois, sendo produtor da emissora durante a sua fase de ouro. Com Nuno Roland e Albertinho Fortuna, formou o Trio Melodia e criou o conjunto de serenatas Turma do Sereno.
Em 1951 compôs o samba Morreu o Anacleto (com Dunga). Em 1956 gravou na Sinter o LP Luar do Sertão, interpretando músicas de Catulo da Paixão Cearense. Participou das primeiras dublagens de desenhos de Walt Disney, planejando ainda emissoras de rádio em diversas cidades, além de pesquisar e estudar a música popular brasileira.
Em 1966, fez parte da comissão executiva do I FIC, da TV-Rio, Rio de Janeiro, permanecendo como diretor artístico até maio de 1970. Participou, em 1971, do LP lançado pela RCA, Os saraus de Jacó - Jacó do Bandolim recebe o modinheiro Paulo Tapajós, que aproveitou fitas do famoso bandolinista, com seu conjunto Época de Ouro.
Em 1972 escreveu o capítulo sobre a música popular brasileira no livro Brasil, uma história dinâmica, obra didática muito elogiada pela UNESCO. Durante a década de 1980 participou de vários encontros e festivais de música como a X e a XII Califórnia da Canção Gaúcha (Carazinho RS), o I Acorde, Seminário de Defesa da Música Brasileira (Tramandaí RS), o I Seminário dos Festivais de Música Gaúcha (Guaíba RS), o Festival Comunicasom de Goiânia GO, o Sercapo - Festival da Canção Popular de Cascavel PR, e os III e IV Encontros de Pesquisadores de Música Popular Brasileira, no Rio de Janeiro.
Em 1990 participou do I Ciclo de Debates sobre Rádio e Televisão, promovido pela Futevê-M.E.C., no Rio de Janeiro. Pai dos compositores e cantores Paulinho e Maurício Tapajós e da cantora Dorinha Tapajós (os dois últimos já falecidos), Paulo Tapajós produziu, dirigiu e apresentou, ao longo de vários anos e até o dia de sua morte, o programa radiofônico Domingo Musical, do Projeto Minerva.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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segunda-feira, 14 de maio de 2007

Lourival Faissal

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Lourival Faissal, compositor, radialista, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 17/11/1922. Como radialista atuou durante longos anos na Rádio Nacional e foi chefe do Departamento de sonoplastia nessa emissora.
Como compositor, ficou conhecido como o "Rei das versões", especializando-se em fazer versões de músicas estrangeiras. Teve composições gravadas por diferentes intérpretes, entre os quais, Blecaute, Ângela Maria, Anísio Silva, Trio Nagô, Luiz Gonzaga, Irmãs Galvão, Linda Batista, Elisete Cardoso e Emilinha Borba.
Um de seus principais parceiros foi Getúlio Macedo, com quem compôs entre outras, o mambo Covarde, o samba-canção Há de existir meu amor, o ragtime Ano novo, ano bom, a marcha Nosso Natal e as valsas Meu papai e Mãezinha querida.
Em 1946, Emilinha Borba gravou pela Continental o samba Acapulco, versão de música de Gordon e Warren. Em 1950, Carlos Galhardo lançou na RCA a valsa Solidão, parceria com Olga Nobre. Em 1951, Emilinha Borba interpretou o bolero Dez anos, composição de Rafael Hernández e Adelaide Chiozzo gravou na Star a marcha Noite de lua, com Chocolate.
Em 1952, as seguintes músicas foram gravadas: o baião Vaqueiro romântico, com Chocolate na RCA Victor por Bob Nelson; o samba-canção Divórcio, parceria com Getúlio Macedo, por Linda Batista e o tango A media luz, versão de composição de E. Donato, por Nelson Gonçalves.
São de 1953 as gravações do samba Você sabe muito bem, com Benê Alexandre e Getúlio Macedo, ainda na Continental por Emilinha Borba e do bolero Linda cigana, versão de música de Livingstone e Evans, pelo Trio Madrigal.
Em 1954, Nelson Gonçalves gravou na RCA o samba-canção Como se previa, com Getúlio Macedo; Risadinha gravou na Odeon a marcha-rancho Meu jardim, com Jarbas Albuquerque; Osvaldo Borba e sua Orquestra gravou o Mambo das normalistas com Clínio Cavalcânti e Bel Luz também na Odeon; Dircinha Batista gravou na RCA o bolero Botões de laranjeira com Getúlio Macedo e o Trio de Ouro gravou também na RCA a Balado do ouro negro, versão de uma composição de Webster e Tiom Kim. Também no mesmo ano, a cantora Zaíra Cruz gravou na RCA Victor a valsa Noite santa, e a canção Vi mamãe beijar Papai Noel, esta última uma versão para música de T. Connor.
Em 1955, o Trio Yrakitan lançou na Odeon a canção Feliz Natal...Boas Festas com Irani de Oliveira, Zaíra Cruz gravou na RCA a rumba Baratinha; Nelson Gonçalves, também na RCA gravou o tango Esta noite me embriago (Esta noche me emborracho) com Discépolo e Jorge Veiga gravou o Hino da torcida do Flamengo, parceria com Getúlio Macedo.
Em 1956 foram gravados a valsa Dia dos nossos avós com Arsênio de Carvalho por Zaíra Cruz na RCA e o beguine Praia Vermelha com Getúlio Macedo, também na RCA pelo Trio Itapoan.
Em 1957, Pedroca do Trompete e seu Conjunto gravou na Sinter o bolero Intenção, parceria com Getúlio Macedo; Adelaide Chiozzo gravou a marcha Tua companheira, com Getúlio Macedo e o Trio Nagô gravou o bolero Dúvida, parceria com C. Navarro.
Em 1958 suas músicas foram gravadas por Ângela Maria (o samba Apaixonada) na Copacabana, Carolina Cardoso de Menezes (o mambo Covarde, parceria com Getúlio Macedo) na Odeon, os Vocalistas Modernos (regravação do bolero Covarde) e Chiquinho e sua orquestra (o bolero Arranca minha vida, parceria com Getúlio Macedo) os dois últimos pela Sinter.
Em 1959, Anísio Silva gravou na Odeon a guarânia Quero beijar-te as mãos, parceria com Arsênio de Carvalho, regravada no ano seguinte pela dupla Cascatinha e Inhana.
Em 1960, Carlos Galhardo gravou na RCA Victor o samba-canção Presença viva do nosso amor, parceria com Getúlio Macedo e Hebe Camargo gravou também na Odeon o bolero Eu tenho um pecado novo, versão de composição de Moraes e Martinez.
Em 1961, compôs com Luiz Gonzaga a marcha Alvorada da paz gravada no mesmo ano pelo Rei do Baião na RCA. Ainda no mesmo ano, Orlando Silva gravou a Canção do amor que lhe dou.
Sua intérprete mais constante foi Emilinha Borba, que gravou de sua autoria, entre outras, o bolero Em nome de Deus com Alvarado, o fox-samba Istambul uma versão da composição de Simon e Kennedy, o tango Desengano, com o maestro Patané e o bolero Chuvas de abril com D. Sylvia e Silvers, todas pela Continental.
Teve, ao logo da carreira, mais de 100 composições gravadas. Seu maior sucesso foi a guarânia Quero beijar-te as mãos, com Arsênio de Carvalho.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Capitão Barduíno

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Capitão Barduíno (Pedro Astenori Marigliani), compositor e radialista, nasceu em Socorro/SP em 13/11/1904 e faleceu em São Paulo em 1/8/1967. Filho de italianos, desde criança pretendeu trabalhar em rádio.
Em 1937, levado pelo Capitão Furtado à gravadora Odeon, estreou como compositor, quando Nhá Zefa e Juca Matias lançaram a moda-de-viola Casá!? só ansim, com musica de Nhá Zefa (Maria de Leo). Dedicou-se esporadicamente à composição, destacando-se A enxada e a caneta (com Teddy Vieira), lançado por Zico e Zeca, na Columbia.
Em 1939, na Rádio Bandeirantes, de São Paulo, foi contratado por Otávio Gabus Mendes, então diretor artístico da emissora e responsável pelo nome por que ficou conhecido. Como redator e apresentador de programas de rádio, destacou-se com A Câmara dos Despeitados, sátira política que marcou época.

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quinta-feira, 10 de maio de 2007

Sérgio Porto

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Sérgio Porto (Sérgio Marcus Rangel Porto), cronista, radialista e compositor, conhecido também como Stanislaw Ponte Preta, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/1/1923 e faleceu na mesma cidade em 30/9/1968.
Iniciou carreira jornalística escrevendo para a revista Sombra, em 1949. Dois anos depois estava no jornal Diário Carioca, em 1953 na Tribuna de Imprensa e em 1954 na Última Hora, do Rio de Janeiro, onde, sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, deu início às crônicas satíricas que lhe deram fama.
Escreveu em 1953 a Pequena história do jazz e no ano seguinte foi colaborador da Revista de Música Popular, fundada por seu tio Lúcio Rangel e Pérsio de Morais. Com Lúcio Rangel e o pintor Santa Rosa fundou a revista O Mundo Ilustrado.
Em 1956 escreveu com Nestor de Holanda TV para crer, e com Luís Iglésias, no ano seguinte, Quem comeu foi pai Adão, revistas teatrais encenadas com êxito. Escreveu shows musicais para boates, entre os quais o levado em 1964 na boate Zum-Zum, do Rio de Janeiro, com Araci de Almeida e Billy Blanco e apresentação dele próprio.
Como compositor destacou-se com o Samba do crioulo doido, gravado pelo Quarteto em Cy no LP Em Cy maior, em 1968, pela Elenco. O samba glosa a dificuldade dos compositores de escolas de samba quando obrigados a estudar a História do Brasil para compor os enredos dos desfiles. Suas crônicas começaram a ser reunidas em livro a partir de 1961, com Tia Zulmira e eu, culminando em 1966 com o Febeapá, festival de besteira que assola o país. Foi em certo momento, pela linguagem, estilo, temas e críticas, a encarnação da “alma carioca”.
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