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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nonô e Naná

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Nonô e Naná - Dupla sertaneja formada por Alcides Felisbino de Souza, o Nonô (Formiga MG 22/11/1922 — São Paulo SP 01/07/1997) e Maria de Lourdes Sousa, a Naná (Formiga 19/8/1934—). Com o pseudônimo Nonô Basílio, Alcides estreou profissionalmente em 1934, aos 12 anos, cantando e tocando banjo no conjunto Irmãos Azevedo, que se apresentava em Formiga e cidades vizinhas. Quando o conjunto se transformou em orquestra, em 1938, deixou-o.

Também tocava violão, e passou a fazer serenatas, mediante pagamento. Em 1946 ingressou no curso da Corporação Musical Teófilo dos Reis, em São João del Rei MG, aprendendo saxofone e outros instrumentos de sopro. Dois anos depois, retornou à cidade natal.

Em 1950, na Rádio Tupi de São Paulo, conheceu o trio Palmeira, Luisinho e Zezinha. No ano seguinte, o trio gravou o primeiro disco de Nonô Basilio como compositor, pela Victor, Cantando sempre (com Mauro Pires), seguindo-se, pela Copacabana, Mulher ciumenta (com Palmeira), composição humorística lançada em disco por Jeca Mineiro e Mineirinho. 

Em 1952 escreveu outro sucesso, O piado do mutum, baseado em tema folclórico mineiro, gravado por Palmeira e Biá, na Victor. Três anos depois, retornou a Formiga e casou com Maria de Lourdes, formando com ela a dupla Nonô e Naná, que em 1956 foi levada por Cascatinha e Inhana para estrear no programa de Blota Júnior, na Rádio Record, de São Paulo. 

Contratada pela emissora, no ano seguinte gravou, pela Todamérica, o primeiro compacto, Mocinho sabido (Torrinha e Tito Neto) e Só quero você (Piraci e Dudu Basílio). Passou então a se apresentar em circos e parques de diversões, viajando por vários Estados. 

Em 1959, a dupla gravou um compacto simples na Chantecler, com Quando a saudade chegar (Gerson Santos e Cruz) e Uai, é?! (Jair Gonçalves). Continuou a viajar até 1962, quando gravou o primeiro LP, pela Chantecler, com destaque para a composição de Nonô Basílio Uma casa de caboclo, um de seus maiores sucessos. 

Em 1971, a dupla participou do filme No Rancho Fundo, de Osvaldo de Oliveira, e, no ano seguinte, Nonô tornou-se diretor sertanejo da gravadora Copacabana, lançando grandes sucessos, como Onde canta o sabiá (Nonô Basílio), Eterna saudade (Bernadete Albardeira e Ulisses Lucas), Na granja Cocodeco (Capitão Furtado e Zé Cupido) e Vale a pena viver (Mauro Pires e Zezão). 

Em 1973, a dupla gravou LP na Beverly, incluindo antigos sucessos e composições inéditas, como Judiaria (Lupicínio Rodrigues), Enxugue as lágrimas (Zito Vieira e Jorge Ab) e Orgulho de caboclinha (Nonô Basílio), dedicada a Naná. No mesmo ano a dupla gravou outro LP, na Philips, com a faixa de abertura Tem que ser assim (Odilon, filho mais velho do casal). 

A dupla manteve, no início da década de 1990, um programa na Rádio Difusora, de São Paulo, e lançou, em 1996, o primeiro e único CD, Nossa última lembrança. 

Autor de mais de 500 composições, Nonô Basilio tem músicas gravadas por cantores como Sérgio Reis, Chitãozinho e Xororó, Jeca Mineiro e Mineirinho, Cascatinha e Inhana, Tonico e Tinoco, Palmeira e Biá, Pedro Bento e Zé da Estrada, e muitos outros. 

Seus maiores êxitos incluem, além dos já citados, Mágoa de boiadeiro (c/Índio Vago), Terra sempre terra, Boiadeiro beija-flor, Amor de verdade. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Moreno e Moreninho

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Moreno e Moreninho - Dupla sertaneja formada em 1948, em Poços de Caldas MG, pelos irmãos Pedro Cioffi, o Moreno (Machado MG 1925—Poços de Caldas 1995) e João Cioffi, o Moreninho (Machado 1927—). A dupla estreou na Rádio Cultura, de Poços de Caldas e, depois de trabalhar quatro anos nessa cidade, transferiu-se para São Paulo SP, passando a atuar na Rádio Record. 

Gravou o primeiro disco em 1953, pela Sinter, no Rio de Janeiro RJ, cantando Tempo de criança (Francisco Lacerda e Ricarda Jardim) e Namoro moderno (de autoria da dupla). 

No ano seguinte, apresentou no Teatro Municipal, de São Paulo, a Folia de Reis, com um grupo autêntico de foliões e, em 1956, gravou pela Columbia, com muito sucesso, a congada Treze de Maio (Teddy Vieira, Riachão e Riachinho). 

A dupla participou, em 1973, do filme No rancho fundo, de Osvaldo de Oliveira, onde cantou Casa da Mãe Joana (Capitão Furtado e Moreno) e Sanfona furada (José Alves e Moreno). 

Moreninho formou com Minuano, em 1975, dupla que durou dois anos; no período gravaram um LP, Embaixada de Santo Reis. 

Após a morte de Moreno, já na década de 1990, formou dupla com sua filha, Morena (Ivone Cioffi Monteiro, Poços de Caldas 1957—). 

Em 1997 gravaram um CD, Abrindo novos caminhos, com a música de maior sucesso da antiga dupla com Moreno, João Boiadeiro (registrada agora como de Morena e Moreninho), em novo arranjo, e uma Folia de Reis modernizada, além de Minha mágoa, resposta de Moreninho a Cabecinha no ombro (Paulo Borges, 1961), gravada anteriormente por Cascatinha e Inhana . 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Roberta Miranda

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Roberta Miranda (Maria Albuquerque Miranda), cantora e compositora, nasceu em João Pessoa PB, em 28/9/1956. Começou a carreira profissional cantando em grupos de baile e, como compositora, chegou ao grande público em 1985, quando Jair Rodrigues gravou Majestade o sabiá.

Contratada pela Continental em 1986, gravou nove LPs. Ao término do contrato, em 1996, mudou-se para a Polygram.

Seus sucessos como cantora incluem os boleros Vá com Deus (Continental, 1987), Um minuto a mais (Continental, 1996), além de uma regravação de Cabecinha no ombro (Paulo Borges), em dueto com Fagner (Continental, 1992).

Sua composição Eu sou luz foi gravada em prol do projeto Criança Esperança com apoio da UNICEF, num disco-mix beneficente, com participação de Leandro e Leonardo, Tonico e Tinoco, Zezé di Camargo e Luciano, Gian e Giovani, Milionário e José Rico, Gaúcho da Fronteira, entre outros.

Em 1991 formou sua própria editora musical, Mariah Edições Musicais.

Foi jurada do Prêmio Sharp de Música, em 1995. No ano seguinte, ganhou um disco-tributo instrumental, com várias de suas composições interpretadas pelo maestro André Mazzini (selo ABW).

Em 1998, lançou o CD Paixão, pela Polygram, que contou com a participação especial das Irmãs Galvão na música Pedacinhos, de Carlos Randall.

Em 1999, lançou o CD Caminhos, o 12º da carreira e que em apenas dois meses vendeu cerca de 200 mil cópias. O grande sucesso do disco foi a música Amanhã, parceria com Reginaldo Rossi, que também cantou no disco.

Em 2000, lançou o CD Majestade, o sabiá - ao vivo, fazendo uma síntese de sua carreira em seu 13º disco. No mesmo ano, lançou seu primeiro DVD, Majestade o sabiá, pela Universal Music.

Em 2001 lançou o CD Tudo isto é fado, no qual gravou fados clássicos como Só nós dois, Nem às paredes confesso e Foi Deus, além de Amor dos meus amores, de sua autoria, contando com músicos que durante muitos anos acompanharam a cantora portuguesa Amália Rodrigues.

Em 2002, lançou o CD Pele de amor, com destaque para a música título, de sua autoria, Vício de amar e Não tem jeito não, parcerias com Lena Peres e Eu acho que estou perdendo você, de Gastão Lamounier e Carlos Colla. Ao longo de quase 15 anos de carreira vendeu cerca de 10 milhões de discos, tornando-se uma das artistas de maior sucesso no universo sertanejo.

Em março de 2003, 31 de março de 2003, junto com a atriz e diretora de teatro Bibi Ferreira foi homenageada pelo estado de Alagoas. As duas ganharam o prêmio pelo destaque na sociedade "Comenda da Nise da Silveira". Em maio do mesmo ano, atraiu diversas personalidades do mundo artístico em seu show no DirecTV, dirigido por Bibi Ferreira.

Em 2004, foi convidada para apresentar show no Museu do Ypiranga em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo.

Em 2005, foi indicada para o para o Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música Romântica, com o disco Alma Sertaneja, concorrendo com Roberto Carlos (Pra Sempre Ao Vivo No Pacaembu), Raimundo Fagner (Donos do Brasil), Leonardo (Leonardo Canta Grandes Sucessos) e Alexandre Pires (Alto Falante).

Em março de 2006, apresentou-se em temporada de 2 dias no Canecão, com casa lotada. No mesmo período apresentou-se no Programa Boa Noite Brasil, na TV Bandeirantes e no Programa Sabadaço, também na TV Bandeirantes, divulgando seu novo DVD Acústico ao vivo.

Em 2008, lançou o CD Senhora Raiz, pelo selo Sky Blue Music e Canto Livre. Em 2009, participou da gravação do show para o DVD Um Barzinho, Um Violão-Sertanejo, lançado pela Sony Music, cantando a música Vá com Deus.

Em março de 2010, participou do programa "Emoções Sertanejas", da TV Globo, que teve como objetivo homenagear o cantor e compositor Roberto Carlos, cantando a música Eu disse Adeus, de Roberto e Erasmo Carlos.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Sula Miranda

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Sula Miranda (Suely Brito de Miranda), cantora, nasceu em São Paulo SP, em 12/11/1963. Originária do bairro do Ipiranga, onde passou toda a infância e adolescência, formou-se em educação artística na Faculdade de Belas Artes.

Iniciou carreira profissional em 1978 no conjunto infanto-juvenil As Melindrosas, o qual abandonou em 1981 para participar como corista em musicais e no programa de Sílvio Santos.

O sucesso viria em 1986, quando adotou o nome artístico de Sula Miranda e gravou seu primeiro LP, Sula Miranda — vol.1, pelo selo 3M. O grande êxito da música Caminhoneiro do amor lhe rendeu seu primeiro Disco de Ouro e o título de “A rainha dos caminhoneiros”.

Com estilo ingênuo e presença constante em shows de feiras e festas agropecuárias, conquistou seguidos sucessos musicais: A voz do rádio (Paulo Camargo e Iara Camargo), 1987; Rumo certo (Joel Marques), 1988; Seu olhar (Mário Maranhão e Tivas), 1990, entre outros.

No fim da década de 1980, assinou contrato com a Continental, em que lançou outros êxitos sertanejos: Estrada afora (Paulo Debétio e Paulinho Rezende), Com o pé na estrada (The boxer, Paul Simon, versão de Mário Maranhão e Roberto Merli), 1992; Only Yesterday (Richard Carpenter e John Bettis, sua versão), 1996.

Em 1997 estreou o programa Sula Miranda Show, na TV Manchete, e o show Estrela Guia.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Geraldo Meirelles

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Geraldo Meirelles, apresentador, radialista e compositor, nasceu em Casa Branca, SP, em 24/2/1926. Conhecido como “O marechal da música sertaneja”, foi levado para o meio sertanejo pelo cunhado, o compositor Athos Campos, em 1961, na Rádio Nove de Julho, em São Paulo SP, no programa Crepúsculo Sertanejo.

Em 1962 foi para a televisão como apresentador do programa Canta Viola, na TV Cultura, de São Paulo, do qual participavam vários artistas sertanejos, tendo sido este o primeiro programa sertanejo de TV com duração superior a uma hora.

Em 1966 transferiu o programa para a TV Tupi, também de São Paulo, e, em 1971, para a TV Record, durando até 1995. Realizou espetáculos pelas cidades do interior com o mesmo nome do programa.

De 1970 a 1973 foi diretor artístico da gravadora Copacabana.

Em 1985 sofreu um acidente automobilístico em São Paulo. A partir daí, seu filho Marcelo Meirelles assumiu a parte de direção do programa, recebendo assessoria do pai. Após o acidente, voltou para Casa Branca, mas continuava fazendo o quadro “Na Beira do Forno”, em que eram apresentados artistas sertanejos de raiz (tradicionais).

Impulsionou a dupla Irmãs Galvão e os iniciantes Chitãozinho e Xororó.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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terça-feira, 8 de março de 2011

Benedito Seviero

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Benedito Seviero
Benedito Seviero (Benedito Onofre Seviero), compositor, nasceu em Boa Esperança do Sul, SP, em 20/10/1931. Sua primeira composição foi Santa Cruz da Serra (1950), gravada por Zé Mariano e Tibagi. Logo depois, Campanha e Cuiabano gravaram Peão vira o mundo, pela gravadora Sinter (atual Philips). 

Em 1951 mudou-se para Araraquara SP, indo definitivamente para São Paulo SP em 1956. No mesmo ano, obteve seu primeiro êxito com A volta do seresteiro, gravada por Zilo e Zalo, e lançou a música Dia de finados com Nenete, Dorinho e Nardeli. 

Em 1957, seu ano de maior sucesso, gravou Alma inocente, com Zilo e Zalo, Mulher de ninguém e Flor da lama, com Paiozinho e Zé Tapera, e Taça de dor, com Pedro Bento e Zé da Estrada. 

Nos anos seguintes, gravou com Silveira e Barrinha, Caçula e Marinheiro e Liu e Léu, entre outros. 

Compositor ainda em atividade, outras músicas suas de sucesso foram: Bete azul (1983), Som de cristal (1985), ambas com a dupla Joaquim e Manuel, pela Chantecler, Inferno da vida, Beco sem saída e Último adeus, esta com o Trio Parada Dura, na Copacabana. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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Zé Matão

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Zé Matão
Zé Matão (Benedito Francisco Alves), cantor e compositor, nasceu em Palestina SP, em 20/8/1938. Aos seis anos de idade, já tocava cavaquinho e aos oito começou a tocar violão e viola.

Aos 13 anos, formou com seu irmão mais velho uma dupla com o nome de Cardosinho e Caçula. Em 1956 formou dupla com Garcia, tocando nas rádios Tupi, Difusora e Nove de Julho.

Em 1966 gravaram na RCA Victor o disco Festa de violeiro, com destaque para Floral (Zé Carreiro e Zé Fortuna). A dupla perdurou por 18 anos, com sucessos como Dama de branco, Gato e sapato (ambas de Wanderlei Martins e Zé Pagão), Arrependido (da dupla) e Tapinha de amor (Leo Canhoto). 

Desfeita a dupla, gravou discos com vários outros nomes, entre eles Zé Matias e Mulatinho. Na década de 1990, formou nova dupla com J. Garcia (Jorge Machado). 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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domingo, 6 de março de 2011

Zezé Di Camargo e Luciano

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Zezé Di Camargo e Luciano - Dupla sertaneja formada pelos irmãos Mirosmar José de Camargo, o Zezé Di Camargo (Pirinópolis GO 1963—) e Welson David de Camargo, o Luciano (Pirinópolis 1973—), surgida no Natal de 1988, depois de um ano de vãs tentativas de Zezé de se lançar como cantor em São Paulo.

Durante os três anos seguintes, limitaram-se a compor e oferecer suas músicas para Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo (Solidão foi a de maior sucesso) e Sula Miranda, até que lançaram em 1991 um primeiro LP, com a música É o amor, seguido pelos discos Quem sou eu sem ela e Eu te amo (And I Love Her, Lennon e McCartney, versão de Roberto Carlos). 

Em 1993, a dupla assinou contrato com a Sony, e o primeiro trabalho foi lançado no ano seguinte, contando com a participação de Willie Nelson na música Eu só penso em você (versão de Always on My Mind). Na seqüência lançaram Coração na contramão, Coração está em pedaços, Saudade bandida, Vem cuidar de mim e Salva meu coração, todos pela gravadora Sony. 

Em 1995, lançaram disco, cantando em espanhol, que vendeu cerca de 150 mil cópias, graças à boa aceitação das músicas No puedo negar e Quem soy yo sin ella. 

Em 1996 venderam 1,8 milhões de cópias com o CD que trazia como grande sucesso a música Indiferença, de Zezé Di Camargo. O CD  de 1998 vendeu um milhão e 200 mil cópias antes mesmo de seu lançamento. Nesse CD, eles cantaram, pela primeira vez na carreira, músicas de cunho político, como foi o caso de Meu país, de Zezé Di Camargo e Deus salve a América, de Fauze e Jamil. 

Em 1999 começaram uma série de shows na cidade de Goiânia, que se espalharam pelo país, em campanha contra a violência. No mesmo ano, lançaram o CD Pare, que rapidamente estourou nas paradas de sucessos com a música título, de autoria de César Augusto e Piska.

Em 2000, realizaram temporada na Credicard Hall em São Paulo, em comemoração aos 10 anos de carreira da dupla, numa superprodução dirigida por Wolf Maia e  incluindo até a réplica de um helicóptero. Nesse show foi feito o lançamento do último CD da dupla, que saiu com venda antecipada de um milhão de cópias. Em 10 anos de carreira, a dupla se tornou recordista de vendas, com cerca de 17 milhões de discos vendidos. 

Em 2001 fizeram show no Rio de Janeiro onde cantaram, além de suas músicas conhecidas, outras não gravadas como a italiana Bella Senzanima e a inglesa How I can go on, gravada por Freddie Mercury. No mesmo ano gravaram seu segundo disco em espanhol, com antigos sucessos, além de Meu universo é você e Volta pra mim, sucessos do grupo Roupa Nova. Também em 2001, lançaram o 11º disco, com destaque para a música de trabalho Passou da conta, de Felipe e Bruno, além de Refém do amor, Nem mais uma dúvida, Diz pro meu olhar e Meu país, todas de autoria de Zezé di Camargo. No mesmo ano lançou o CD Zezé di Camargo e Luciano ao vivo, incluindo entre outras, o grande sucesso É o amor. Também nesse ano, apresentaram-se em shows internacionais, entre os quais, em Nova  Jersey, nos EUA.

Em 2002, a dupla lançou o 12º disco da carreira, totalmente com músicas inéditas, com destaque para A ferro e fogo, de Vinícius, João Victor e Valéria Leão, Preciso de um tempo, Sou assim, Só amor pra ela, todas de Zezé di Camargo. No mesmo período, foi lançado o primeiro DVD da dupla, com o repertório do CD.

Em março de 2003, ocuparam liderança no dial, com a música Sufocado figurando entre as cinco mais tocadas nas rádios. No mesmo ano, a dupla lançou seu décimo terceiro disco, com destaque para as músicas Para mudar a minha vida, sucesso da dupla e Tristezas do jeca, clássico de Angelino de Oliveira. Também no mesmo ano, receberam o Grammy Latino e foram escolhidos como a melhor dupla do ano em votação na Academia Brasileira de Letras. 

Em 2004, a dupla recebeu pela segunda vez o Grammy Latino e  emplacou o sucesso Nosso amor é ouro, tema da segunda edição da novela Cabocla, apresentada pela TV Globo e que foi uma das mais tocadas nas rádios de diversos estados, de junho a agosto,além de Pra mudar a minha vida, apontada em 2º lugar, segundo a Ecad. Já  tendo seus discos lançados na Argentina, Chile, Espanha, Portugal, México e Japão, além de ter exportado CDs para  Suíça e África do Sul, a dupla deteve o recorde de público, com 250 mil pessoas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Nesse mesmo ano, completando 14 anos de carreira e mais de 21 milhões de cópias vendidas, e, mantendo a grande infra-estrutura de espetáculo, que fez da dupla uma pioneira na realização de superproduções de shows fora do eixo Rio-São Paulo, os irmãos lançaram o  DVD  Zezé Di Camargo & Luciano Ao Vivo na Estrada, com direção de César Augusto.

Em 2005, fizeram o show  Álbum de família, em duas únicas apresentações no Claro Hall, no Rio de Janeiro, com direção de Jorge Fernando. Nesse ano, estando a dupla entre os três únicos artistas brasileiros que superaram amarca de 100 mil DVDs vendidos e  fazendo em média 120 shows por ano no Brasil, e no exterior, como no Japão, EUA e África, a dupla permaneceu com músicas, em primeiro lugar nas rádios de todo país. 

 Campeã de audiência em programas de TVs, e já tendo seus discos lançados na Argentina, Chile, Espanha, Portugal, México e Japão, além de ter exportado CDs para  Suíça e África do Sul, a dupla deteve o recorde de público com 250 mil pessoas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. No mesmo ano, a Sony Music lançou a coleção Dois Corações e uma História, que traz os 100 maiores sucessos da dupla,  reunidos em sete Cds e um DVD com clipes inéditos dos cantores.

Nesse mesmo ano, a trajetória da dupla foi transportada para o cinema, com o filme  2 Filhos de Francisco - A História de Zezé Di Camargo & Luciano, uma produção, orçada em R$6,5 milhões, da Conspiração Filmes, Globo Filmes e da Columbia TriStar Filmes do Brasil a que se juntou a ZCL Produções, dos dois irmãos Camargo, sob a estreante direção de Breno Silveira.

Em abril de 2006, com uma média de 120 shows por ano e um milhão de cópias por CD lançado, lançaram o box Raridades, comemorativo dos 15 anos de carreira da dupla, já tendo atingido 22 milhões de cópias e mantendo a tradição de estar entre os artistas mais executados e pedidos pelo público. 

Em 2007, foram vencedores do Prêmio Tim, na categoria Canção Popular - Melhor Dupla. No mesmo ano, o CD Diferente, recebeu indicação ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música Romântica. 

Em 2008, a dupla lançou o 16º disco da carreira, que levou o nome da dupla como título, encerrando assim um ano bastante difícil, em chegou a pairar sobre eles a ameaça do fim da dupla, devido a um problema nas cordas vocais de Zezé di Camargo. 

Para o ano de 2009, a dupla agendou a realização do cruzeiro É o amor no navio Costa Mágica, com viagem partindo de Santos (SP) em direção a  Angra dos Reis (RJ). No mesmo ano, estrearam novo show no Rio, com 30 músicas selecionadas em seus 17 anos de carreira. 

Em 2010, iniciaram sua segunda temporada de Shows em Cruzeiros, no navio Costa Concórdia. O trajeto começou em Santos e foi até Búzios, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, a dupla continuou, como garotos propaganda, a promover os produtos da linha de temperos Sazón, da empresa  joponesa Ajinomoto. A imagem de Zezé di Camargo e Luciano, junto com a música É o amor, de Zezé di Camargo, foram associados à logomarca da multinacional desde meados da década de 1990.

Ainda em 2010, a dupla lançou o livro Zezé di Camargo e Luciano, dois corações e uma história. O título, que foi lançado pela Editora Abril, conta a trajetória dos dois irmãos, desde a infância pobre no interior de Goiás, até o sucesso atual, e contém também mais de 100 fotos de bastidores de shows, momentos íntimos, e ensaios exclusivos. Ainda neste ano, foram indicados para o Prêmio Multishow de Música brasileira, na categoria melhor artista sertanejo.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Miltinho Rodrigues

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Miltinho Rodrigues
Miltinho Rodrigues (Hilton Rodrigues dos Santos), cantor e compositor, nasceu em Goiânia, GO, em 2/5/1941. Desde criança gostava de cantar e aos 17 anos assinou seu primeiro contrato com a Rádio Nacional, de Brasília DF, onde apresentava um repertório romântico que incluia músicas em castelhano.

Mais tarde, foi a São Paulo SP e conheceu Tibagi (Oscar Rosa), que acabara de desfazer sua dupla com Zé Mariano e estava procurando outro parceiro. Formou, então, dupla com Tibagi, gravando várias músicas sertanejas. 

Passou depois a cantar sozinho, lançando discos de sucesso pela Chantecler, em 1967, destacando-se Ébrio de amor (Palmeira e Ramoncito Gomes), Prisioneiro do amor e Você não apareceu, estas duas de sua autoria. 

No ano seguinte gravou, também pela Chantecler, versões e composições estrangeiras, além dos êxitos Confissão de amor (Luciano e Ademar Garcia), Entre lágrimas (com Bolinha), Fica mais um pouco (com Noel Costa) e Quem será (Evaldo Gouveia e Jair Amorim). 

Em 1972, na Continental, lançou um LP que incluía os sucessos Tentação, com Piquerobi (Madalena Maria Pires), Sagrado amor (Roberto Stanganelli e Francisco Barreto), Por que será? (com Milton Yamada) e Destino fere e às vezes mata (com Benedito Seviero). No ano seguinte, novamente na Chantecler, gravou novo LP, destacando-se Prisioneiro do amor, Quando o sol raiar e Você (todas de sua autoria), além de Garota triste (com Orlando Gomes). 

Em 1974 lançou pela Cartaz outro LP, com, entre outros, os sucessos Para o que der e vier e Todinha para mim (ambas de Roberto Stanganelli e Francisco Barreto), gravando, no ano seguinte, pela Califórnia, dois LPs, destacando-se de sua autoria O grande milagre e Amor, saudade e tristeza (com Argonauta), além de Fortuna dos namorados (César França e José Maria). 

De 1976 a 1978 afastou-se da vida artística, trabalhando em Goiânia como publicitário. Em 1979, em Franca SP, foi convidado para viajar com o Trio Parada Dura, apresentando-se em circos, feiras e teatros. 

Integrante da equipe de produção da gravadora Chantecler desde o início da década de 1980, em 1981 voltou a apresentar-se em vários Estados e lançou um novo disco. Seus maiores sucessos incluem, além dos já citados, Pombinha branca, Meu martírio e Roda gigante. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mandi e Sorocabinha

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Mandi e Sorocabinha
Mandi e Sorocabinha - Dupla sertaneja formada por Manuel Rodrigues Lourenço, o Mandi (Anhembi SP 25/1/1901—Piracicaba SP 12/3/1987) e Olegário José de Godói, o Sorocabinha (Piracicaba SP 3/1/1895—São Paulo SP 10/7/1995).

Lourenço, nascido no bairro rural do Bom Retiro, em Anhembi, formou-se professor primário em 1920. Com os colegas Lulu (Luis Antônio de Oliveira Júnior), Astrogildo de Lima Pezza e Brochado (Antônio Ferraz de Arruda), todos de origem sertaneja, constituiu, em 1917, o Quarteto Caboclo, que se apresentava cantando e sapateando em benefício do grêmio da Escola Normal.

Quando era diretor do grupo escolar rural do bairro de Dois Córregos, em Piracicaba, conheceu, tocando viola numa venda, o caboclo Olegário. Iniciando um dueto com ele, notou que suas vozes combinavam.

Olegário era filho do machadeiro e cantador Nhô Juca Sorocaba, ou Sorocabão, nascera no bairro e cantava desde os 12 anos, e em 1924 participara do grupo de Cornélio Pires. Ao saber que era filho de Sorocabão, Cornélio o apelidara de Sorocabinha.

Voltaria a fazer parte, em 1929, da Turma de Cornélio Pires, na gravação de discos caipiras na Columbia. Cornélio havia pedido a Tales de Andrade que selecionasse cantadores em Piracicaba, que ganhavam quase nada pelas gravações. Lourenço viu que também poderia gravar em proveito próprio. Escreveu à Victor, propondo a gravação de uma música de sua autoria.

Dado o êxito dos discos caipiras de Cornélio, a gravadora enviou equipamento e técnicos do Rio de Janeiro RJ para Piracicaba, e a 25 de outubro de 1929 foram gravados, no salão nobre da Escola Normal, dez números com o Orfeão Piracicabano, regido pelo professor Fabiano R. Lozano.

Mas a Victor exigiu as dez músicas interpretadas por Lourenço, Olegário e seu pessoal — batizados de Turma Caipira da Victor — que incluía as meninas Avelina, Durvalina e Maria Imaculada, filhas de Olegário, além de Sebastião, Antônio Estêvão (catireiro) e Sebastião Roque. Gravaram então a moda-de-viola Casamento da onça, uma das primeiras a serem gravadas, só antecedida por Jorginho do sertão, lançada dois meses antes no selo de Cornélio Pires.

Em 1930, contratados pela Parlophon, Lourenço e Olegário passaram a usar os apelidos de Mandi e Sorocabinha, pois não achavam direito gravar em outra marca com os próprios nomes, que utilizavam na Victor.

Viajando periodicamente ao Rio de Janeiro para gravar, cantaram na Rádio Mayrink Veiga ao lado de Gastão Formenti, Carmen e Aurora Miranda, Pixinguinha e outros. Apresentaram-se também no Cassino da Urca, a convite de Alvarenga e Ranchinho, que costumavam recitar a antológica poesia de Lourenço, Papai Noel medroso, escrita em 1933, sem lhe creditar a autoria.

A dupla gravou de 1929 a 1940 e, sem contar as reedições, totalizou 55 discos com 110 músicas, todas de sua própria autoria, pois cantador de verdade não cantava música dos outros. São quase todas modas-de-viola, com acompanhamento, conforme a tradição, de apenas uma viola, tocada por um ou outro.

Em 1932, a dupla participou do filme Vamos passear com Cornélio Pires?, produzido por Cornélio, cantando Caboclo feliz, Caipira murtado e Imposto do selo.

No final de 1936, Olegário mudou-se para São Paulo, tornando-se operário, e depois, por muitos anos, porteiro das lojas Mesbla. Ainda chegou a cantar no rádio ao lado das filhas, ou com outros parceiros, no programa de Chico Carrité. Com Mandi fez apenas gravações, já que este, então diretor do Departamento de Ensino Rural da Secretaria da Educação, nãodispunha mais de tempo.

Tendo abandonado a vida artística, Olegário passou a apresentar-se apenas em ocasiões especiais, como no I Congresso do Folclore Brasileiro, em 1951, no Rio de Janeiro, a convite de Rossini Tavares de Lima.

Lourenço aposentou-se em 1950, elegeu-se duas vezes vereadora como presidente da Câmara assumiu, por volta de 1965, a Prefeitura Municipal de Piracicaba.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

João Paulo e Daniel

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João Paulo e Daniel - Dupla sertaneja formada por José Henrique dos Reis (Brotas SP 1960—1997) e José Daniel Camilo (Brotas 1968—), que se conheceram como concorrentes em festivais de música pelo interior do Estado de São Paulo, até que em 1981 descobriram que suas vozes se entrosavam e resolveram cantar juntos.

O primeiro disco, Amor sempre amor, saiu em 1985 pela gravadora Chantecler, com Nossa música (Ana Franco e Benedito Seviero), Siriema do serrado e Brincar de esconder (ambas de José Fortuna e Paraíso).

Depois vieram Planeta coração (1987), destacando-se a música-título (Eduardo Lages e Jorginho Ferreira), Metade da minha vida (Um sonho maior) (Joel Marques) e Sertão (José Fortuna e Paraíso); e João Paulo e Daniel (1989), em que sobressaem a regravação de Desejo de amar (Gabu e Marinheiro), do repertório da sambista Eliana de Lima, e Marcas de um amor (Vicente Dias e Cleide Gentil Rossi).

Em 1992 surgiu João Paulo e Daniel — Vol. 4 com Gosto de hortelã (Dimarco e José Antônio), Tá faltando amor (Pinochio e Daniel) e Você virou mania (Maria da Paz e Nino).

Lançado em 1994, João Paulo e Daniel— Vol. 5, incluindo Dia de visita (Moacir Franco), Cuida de mim (Edinho da Mata e Silmara Pierini) e Saudade (César Augusto e William Santana), conquistou discos de ouro e de platina.

No ano seguinte, a dupla lançou mais um disco de sucesso, João Paulo e Daniel — Vol. 6, com destaque para Hoje eu sei (Rick e Alexandre), Alguém (César Augusto e Piska) e Que dure para sempre (Peninha).

João Paulo e Daniel — Vol. 7 saiu em 1996, trazendo o maior sucesso da dupla, Estou apaixonado (Estoy enamorado, de Donato e Estefano, versão de Carlos Colla), e mais Minha estrela perdida e Mil loucuras de amor (ambas de César Augusto e Piska), Pedindo bis (Tivas e Valdir de Lazzari) e Frente a frente (Royce do Cavaco). Ainda naquele ano o novo selo Globo/Continental lançou a coletânea Os 14 maiores sucessos de João Paulo e Daniel, que chegou a 500 mil cópias vendidas.

Em abril de 1997, ainda pela mesma gravadora, agora como Continental, a dupla lançava seu último disco, João Paulo e Daniel — Vol. 8, trazendo Ela tem o dom de me fazer chorar e Louco de desejo (ambas de César Augusto e Piska), As coisas são como são (Peninha), A loira do carro branco (Paraíso e Jesus Belmiro) e Poeira da estrada (João Paulo e Rick).

Em setembro do mesmo ano o cantor João Paulo morreu em acidente automobilístico na Estrada dos Bandeirantes, no Estado de São Paulo.



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Jeca Mineiro

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Jeca Mineiro
Jeca Mineiro (José Silva), compositor e cantor, nasceu em Arceburgo, MG, em 04/09/1913. Cresceu entre violeiros e catireiros. Aos dez anos, começou a cantar e tocar cavaquinho nas festas de sua cidade.

Aos 15 anos, ganhou uma viola da avó; mudou-se para São José do Rio Pardo SP, e começou a tocar em festas. Em 1946 mudou-se para São Paulo SP, onde formou dupla com Chico Carretel, apresentando-se na Rádio Cruzeiro do Sul.

Em 1947, em parceria com Motinha, atuou no programa Serra da Mantiqueira, da Rádio Bandeirantes. Sua primeira música, Boiadeiro paulista, foi composta em 1948 e gravada no ano seguinte por Zé Pagão e Nhô Rosa, na Continental.

De 1949 a 1965, formou dupla com Mineirinha, quando gravou seu primeiro disco em 78 rpm. Gravaram na Copacabana vários sucessos, entre eles Mulher ciumenta (Nonô Basílio). Parou de cantar em 1968, mas continuou compondo.

Em 1973 compôs Fuscão preto (com Atílio Versuti), lançada sem êxito pela dupla Giovante e Mariel. A música só estourou em 1982, quando foi regravada por Almir Rogério, chegando a vender mais de 700 mil cópias. Regravada por mais de 20 duplas sertanejas, bateu todos os recordes de execução nas rádios e de vendagem de discos, na época.

Em 1983, Almir Rogério atuou no filme Fuscão preto (de Jeremias Moreira Filho), que fez sucesso na Itália (Fiat nero) e nos EUA (Black Mustang). Outros sucessos: A dama de vermelho (com Ado Benatti), Não beba mais não (com Orlandinho), Copo de festa, Lembranças que o tempo não apaga, Cinzas e espumas (com Atílio Versutti). 

Suas músicas foram gravadas por Chitãozinho e Xororó, Tonico e Tinoco, Gaúcho da Fronteira, e outras duplas conhecidas.

Em São Paulo, trabalhou na Rádio Bandeirantes, apresentando o programa Serra da Mantiqueira, e na Rãdio Cultura, com o programa Lá no Pé da Serra.

Principais obras

A Dama de Vermelho
(Jeca Mineiro e Ado Benatti),  A Solidão me Tortura (Jeca Mineiro e Sebastião Vito),  Alma de Gaúcho (Jeca Mineiro e Ado Benatti),  Alma do Ferreirinha (Jeca Mineiro e Zilo),  Amar Não é Crime (Jeca Mineiro e Paiozinho),  Amarga Saudade (Jeca Mineiro e Zelão),  Amor Ausente (Jeca Mineiro e Nascim Filho),  Aperte Minha Mão (Jeca Mineiro),  Baile Gaúcho (Jeca Mineiro e Milton Cristofani),  Caboclo de Fato (Jeca Mineiro e Kambukira),  Cante Comigo (Jeca Mineiro e Campanha),  Cinzas e Espumas (Jeca Mineiro e Atilio Versuti),  Copo de festa (Jeca Mineiro),  Desconfiada (Jeca Mineiro e Zelão),  Égua Preta (Jeca Mineiro e Atilio Versuti),  Eterno Apaixonado (Jeca Mineiro e Labareda),  Fazendeira Vaidosa (Jeca Mineiro),  Força do Destino (Jeca Mineiro e Ado Benatti),  Fuscão Preto (Jeca Mineiro e Atilio Versuti),  Grades de Ferro (Jeca Mineiro e Anésio Cardoso),  Ilusão Perdida (Jeca Mineiro e Maria Terezinha),  Jamais te Esquecerei (Jeca Mineiro),  Lábios Doces (Jeca Mineiro e Zé Tapera),  Lembranças que o Tempo Não Apaga (Jeca Mineiro e Luiz de Castro),  Mãezinha Feliz (Jeca Mineiro e José Fortuna),  Mandamento Sagrado (Jeca Mineiro e Sebastião Vitor),  Meu Diário (Jeca Mineiro e Teixeira Filho),  Meu Sabiá (Jeca Mineiro e Atilio Versuti),  Meu Sistema (Jeca Mineiro),  Minas Gerais (Jeca Mineiro e Moreno),  Morrendo de Amor (Jeca Mineiro e Milton Cristofani),  Não Bebas Mais Não (Jeca Mineiro e Orlandinho),  Não Bebas por Mim (Jeca Mineiro),  Pé Vermelho (Jeca Mineiro), Perfume de Meu Bem (Jeca Mineiro),  Poema de Amor (Jeca Mineiro e Nascim Filho),  Por que Mentir? (Jeca Mineiro e Sertãozinho),  Quem é que Não Sente (Jeca Mineiro e José Russo),  Remorso (Jeca Mineiro e Benedito Seviero),  Romance Infeliz (Jeca Mineiro e Moreno),  Traidor (Jeca Mineiro e Piraci),  Vai com Deus (Jeca Mineiro e Labareda).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998; Recanto Caipira - Jeca Mineiro.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Gerson Filho

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Gerson Filho (Gerson Argolo Filho), compositor e acordeonista, nasceu na histórica cidade de Penedo no interior de Alagoas, famosa por suas serestas, em 1928. Aprendeu a tocar sanfona ainda criança.

Iniciou a carreira artística no Rio de Janeiro no início dos anos 1950 e teve o apoio da dupla Venâncio e Corumbá.

Em 1953, gravou seu primeiro disco pela Todamérica interpretando ao acordeom, de sua autoria, a Quadrilha da cidade e o baião Catingueira no sertão.

Em 1954, venceu o concurso de calouros "Caminho da vitória" na Rádio Guanabara, sendo logo em seguida contratado pela emissora. No mesmo ano, lançou os baiões: Baião do soldado e Baião em Caxias, a polca Casa velha, todas de sua autoria e a rancheira Marombando, com Salvador Miceli, entre outras composições.

Em 1955, lançou de sua autoria os choros Comendo e chorando e Choramingando. Lançou também no mesmo ano o baião Torcida do Flamengo, com Pachequinho. Em 1956, gravou os baiões Sete quedas de sua autoria e Baião paulista, em parceria com Ermínio Vale. Em 1957, gravou de sua autoria o baião Macaco é Tio Antônio, a marcha Agüenta o banzeiro, com Miguel Lima e a marcha Por mulher nunca chorei de parceria com Otávio Filho. 

Em 1958, lançou a polquinha Pra livrá de confusão, de Miguel Lima e a rancheira Papai me disse, de Sebastião Silva e Astrogildo Meireles, ambas com vocal de Luiza Vidal. No mesmo ano, lançou o LP Gerson Filho e seu fole de oito baixos onde gravou a quadrilha, ritmo bastante popular no Nordeste e praticamente ainda não gravado até aquela ocasião. Nesse período sua carreira tomou grande impulso com ele fazendo muitas apresentações em circos, praças públicas e festas por todo o Brasil.

Em 1959, gravou o Baião da capelinha de sua autoria e o Forró de Zé Lagoa em parceria com Francisco Anísio, famoso comediante, então em começo de carreira. Em 1960, lançou os forrós: Forró no salão, de Agenor Lourenço e Dini Goulart e Namoro no forró, de Miguel Lima, Aguiar Filho e Geraldo Maia. Em 1961, gravou de João Silva e Penedo o forró Ó, Lia e de sua autoria e Aguiar Filho o baião De Penedo a Propriá. Em 1963, gravou dele e Otávio Filho o Baião da meia-noite e dele e Doca o forró Na bodega do Bodega.

Em 1969, após muitos anos residindo no Rio de Janeiro retornou para o Nordeste, indo morar em Sergipe, onde passou a apresentar, desde então, o programa "Forró no asfalto" na Rádio Difusora de Aracaju. Em 1970, passou a atuar na Chantecler/Continental, onde gravou cerca de 17 discos, entre os quais: É pra valer, Ingazeira do Norte e Levanta poeira. 

Em 1982, lançou o disco Gerson Filho - Xote da cobra doida, interpretando diversas composições de sua autoria, entre as quais: Tropé seguro, com Isnaldo Santos, Minha festa, nossa festa, Xote da cobra doida e Forró de chão batido, de sua autoria. Um de seus principais parceiros foi Isnaldo Santos, com quem compôs entre outras, a quadrilha Dança comigo, o Forró na bulandeira e o xote Esse xote é bom.

Obra

Agüenta o banzeiro (c/ Miguel Lima), Arrasta-pé de vaqueiro (c/ Ofrísio Acácio), Baião calado (c/ Salvador Miceli), Baião da alta-roda, Baião da capelinha, Baião da meia-noite (c/ Otávio Filho), Baião do soldado, Baião em Caxias, Baião paulista (c/ Ermínio Vale), Balança o ganzá (c/ Isnaldo Santos), Canaan, Casa velha, Catingueira no sertão, Chamego do Henrique (c/ Aguiar Filho), Choramingando, Choveu na minha roça, Comendo e chorando, Dança comigo (c/ Isnaldo Santos), De Penedo a Propriá (c/ Aguiar Filho), Desengonçado (c/ Otávio Filho), Devagar com o andor (c/ Salvador Miceli), Esse xote é bom (c/ Isnaldo Santos), Eta pagode bom (c/ Salvador Miceli), Fanfarronada, Figura de mulher (c/ J. Varriol), Forró de chão batido, Forró do Zé Lagoa (c/ Francisco Anísio), Forró na bulandeira (c/ Isnaldo Santos), Galinha arrepiada, Imperial, Lambari dançante, Macaco é Tio Antônio,Madrugada (c/ Irmãos Orlando), Mangaba, Maracanã, Marombando (c/ Salvador Miceli), Maroto (c/ Salvador Miceli), Minha festa, nossa festa,Na bodega do Bodega (c/ Doca), No pé do imbuzeiro (c/ Isnaldo Santos), Nossa polca (c/ Aguiar Filho), O Dia do papai, O Gogó da ema (c/ Salvador Miceli), Peixada no Pina (c/ Salvador Miceli/Carlos Filgueiras), Por mulher nunca chorei (c/ Otávio Filho), Quadrilha brasileira (c/ Aguiar Filho), Quadrilha da cidade, Quadrilha na roça, Respingadinho (c/ Otávio Filho), Roedeira (c/ Ari Monteiro), Segure-gure (c/ Otávio Filho), Sete quedas, Tá certo assim (c/ Isnaldo Santos), Tem dó (c/ João Barros), Tenência do Tangerino (c/ Isaías de Freitas), Torcida do Flamengo, Três e trezentos (c/ Miguel Lima), Tropé seguro (c/ Isnaldo Santos), Valsa do vira (c/ Salvador Miceli), Xodó de sanfoneiro, Xote da cobra doida, Xote da pindaíba (c/ Isnaldo Santos).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Barnabé

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Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.

Ainda adolescente, juntou-se aos artistas de um parque de diversões, apresentando-se em circos e cinemas como Nhô Peroba, que tocava violão e contava piadas. Levado para São Paulo pela dupla Tonico e Tinoco, passou a participar dos programas de rádio Na Beira da Tuia e Peru que Fala.

Gravou seu primeiro disco como Barnabé em 1965, na Continental, obtendo sucesso imediato. Seu humor ingênuo e espontâneo, misturando piadas e músicas caipiras bem-humoradas, como Sanfona da véia (Brinquinho e Brioso), Casamento do Barnabé (Capitão Furtado), O esculhambeque (paródia do sucesso da Jovem Guarda O calhambeque), rendeu ainda mais três LPs antes de sua morte, em 1968.

A partir de 1970, seu irmão caçula, José Ferreira de Melo (Ribeirão do Pinhal PR, 09/12/1949) passou a usar o mesmo nome artístico e lançou ainda nesse ano seu primeiro disco pela Continental. Nessa gravadora, o segundo Barnabé gravou mais de oito LPs e, entre suas composições, estão Bailinho bom (com Palmar) e Ponto negro (com M. Nascimento), sucesso de Chitãozinho e Xororó.

Publicou três livros de piadas editados pela Luzero. Na década de 90 continuou viajando por todo o Brasil e apresentando seus shows em circos, praças e rodeios.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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sábado, 30 de agosto de 2008

Duo Guarujá

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Dupla sertaneja formada por Nilsen Ribeiro e Armando Castro. Nilsen começou cantando em festas de amigos, onde impressionava os convidados. Acabou impressionando também a Armando Castro, crooner do grupo Vagalumes do Luar, que era conjunto exclusivo da Rádio Record e da gravadora Continental. Durante um ano fez parte da equipe contratada pela Rádio Farroupilha.

Em 1951, Nilsen e Armando se casaram. Resolveram formar uma dupla adotando o nome artístico de Duo Guarujá, escolhido em concurso. Em 1955, gravaram o primeiro disco cantando a canção italiana Non dimenticare e a guarânia Filha de Maria, de Mário Vieira e Ado Benatti. Fizeram grande sucesso.

Em 1956, recebem o Prêmio Roquette Pinto como o melhor duo vocal. Também naquele período, três músicas suas entraram nas paradas de sucesso. Em 1958, gravaram dois de seus maiores sucessos, o huapango Cucu-rru-cucu Paloma de T. Mendez e Carlos Américo, e a guarânia Cabecinha no ombro, de Paulo Borges. Cabecinha no ombro permaneceu seis meses em primeiro lugar nas paradas e obteve todos os prêmios de música na época. Seu repertório compunha-se predominantemente de boleros.

Em 1960, gravaram o bolero Alguém me disse, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e a guarânia Serenata suburbana, de Capiba.

Em 1977, fizeram a gravação da música Despedida, de Roberto Carlos. Ao longo da carreira gravaram cerca de 30 discos 78 rpm e 23 Lps.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Campanha e Cuiabano

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Antônio Campanha (Campanha) nasceu em Monte Alto-SP no dia 05/12/1925; Olívio Campanha (Cuiabano) nasceu também em Monte Alto-SP no dia 05/03/1928 e faleceu em São José do Rio Preto-SP no dia 16/06/1981.

Antônio iniciou sua carreira musical ainda criança, com apenas 12 anos de idade, quando formou dupla com seu irmão mais velho Augusto Campanha, que era considerado excelente cantor e violeiro, na época. Integrou com alguma regularidade a dupla Campanha e Angelim e, quando já contava com seus 20 anos, Antônio venceu um concurso de cantadores na região e integrou também a dupla Campanha e Paulista.

Junto com seu irmão Olívio, Antônio chegou tocar em alguns circos em São José do Rio Preto-SP. A dupla com Olívio foi formada nessa época, no ano de 1948, ocasião na qual começaram cantando na Rádio PRB-8 de São José do Rio Preto-SP. A nova dupla costumava se apresentar com o nome de "Irmãos Campanha" e também como "Campanha e Seu Ir mão".

No ano de 1952, Antônio e Olívio seguiram para a capital paulista onde fizeram um teste na Rádio Nacional, com o diretor Costa Lima. Foram aprovados e se apresentaram durante vários anos nessa famosa emissora paulistana. Antes disso, os dois irmãos estiveram pertinho de fechar o contrato com a extinta Rádio Tupi, mas acabaram, de última hora, perdendo a vaga para a dupla Palmeira e Luizinho. Foi por sujestão dos compositores Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr. que Antônio e Olívio acabaram adotando para a dupla o nome artístico de "Campanha e Cuiabano", apesar de Olívio não ter nascido em Cuiabá.

De acordo com Ayrton Mugnaini Jr. em seu livro Enciclopédia das Músicas Sertanejas e também no encarte do CD da dupla na Série Luar do Sertão lançada pela BMG, "...numa reunião de amigos, incluindo Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr., comentou-se que 'Irmãos Campanha' não era um bom nome, por ser pouco marcante, não destacando um ou outro integrante da dupla. Perguntou-se quem mais se destacava; era Antônio, o compositor. Então ele ficou sendo o Campanha. Faltava um nome marcante para seu irmão; e o escolhido foi Cuiabano, por ser sonoro e ainda não ter sido usado por qualquer outra dupla vocal..."

O primeiro disco 78 RPM de Campanha e Cuiabano foi gravado no ano de 1953, com o cururu Barra Bonita (Arlindo Pinto - Priminho) e a moda campeira Pião Vira-Mundo (Campanha - Benedito Seviero). No ano seguinte, Campanha e Cuiabano conheceram o acordeonista Célio Cassiano Chagas, o Celinho, de Conceição das Alagoas-MG, que se juntou à dupla e os acompanhou durante alguns anos, porém, somente em apresentações ao vivo.

A partir de 1960, Celinho passou a acompanhar a dupla Pedro Bento e Zé da Estrada, com quem se apresenta até os dias atuais. Campanha e Cuiabano também foram acompanhados em algumas gravações pelo acordeonista Pirigoso. Foi no ano de 1957, que Campanha e Cuiabano gravaram pela primeira vez Meu passarinho (Campanha - Zé Rosa) , sem dúvida, o maior sucesso da dupla.

Também merecem destaque outras belíssimas interpretações de Campanha e Cuiabano tais como Genuína cana verde (Celinho - Lázaro Franco de Godoy), Novo Castelo (Campanha - Pirigoso), Um berrante na solidão (Ramon Cariz - George AB), Desprezo de amor (Souza - Campanha), Rolinha cabocla (João Pacífico - Raul Torres), Morrendo de saudade (Jane Rossi da Rocha - Cuiabano), Lá na fazenda (Francisco Lacerda - Ricarda Jardim) e Rei da estrada (Quintino Eliseu - Luiz Alves Pereira), apenas para citar algumas.

Apesar de terem gravado na Sinter, Copacabana, RCA, Odeon e Chantecler, a discografia de Campanha e Cuiabano encontra-se quase que totalmente esquecida e praticamente inexistente no comércio, excessão apenas ao CD da série Luar do Sertão que a BMG remasterizou no ano 2000, com belíssimas interpretações bastante representativas da dupla, gravadas entre 1961 e 1963.

Cuiabano, pouco antes do seu falecimento em 1981, chegou a transferir seu nome artístico ao seu outro irmão João Jaime Campanha (nascido em Palestina-SP em 1943 e falecido em São José do Rio Preto-SP em 1999). Campanha ainda chegou a formar uma dupla com o acordeonista Pirigoso com quem gravou o LP Mourão da porteira pela K-Tel em 1981. E em 1983 Campanha chegou a gravar em carreira-solo o LP Baile das cordas pelo selo Laço.

Consta que Campanha trabalha atualmente como empreiteiro na compra e venda de imóveis e também apresenta o seu programa de rádio na Emissora Independência de Mirassol-SP.

Fontes: Boa Música Brasileira; Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista Viola Caipira.
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Célia e Celma

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A dupla sertaneja Célia (Célia Mazzei - Ubá, MG - 2/11/1952) e Celma (Celma Mazzei - Ubá, MG - 2/11/1952), irmãs gêmeas, começaram a cantar ainda crianças. O pai era fotógrafo profissional e nas horas vagas tocava bombardino numa banda da cidade de Ubá.

Aos cinco anos de idade começaram a cantar no rádio e em circos da cidade. Participaram de festas típicas e religiosas, foram coroadeiras de Nossa Senhora, e pelas ruas da pequena cidade acompanhavam os irmãos mais velhos em tradicionais serenatas. Estudaram música no Rio de Janeiro e se diplomaram pelo Instituto Villa-Lobos. Paralelamente começaram a cantar,como profissionais,em orquestras de baile.

Em 1975, viajaram ao Japão e, na casa Saci Pererê, se apresentaram por seis meses cantando música brasileira. Em 1990 participaram da novela Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete, na qual foram as personagens Luminada e Luminosa. Em 1995, receberam do governo de Minas Gerais o título Embaixador do Centenário, pelo trabalho em prol da cultura do estado.

Celia e Celma já dividiram o palco com grandes nomes, como Cauby Peixoto, Emílio Santiago e até mesmo com o ministro da cultura, Gilberto Gil, cantando Aquarela do Brasil no centenário de Ary Barroso, em 2003, no Palácio do Planalto.
Produzem, dirigem e apresentam o programa Celia & Celma, no Canal Rural, desde abril de 1998, espaço aberto para a música de raiz e o folclore brasileiro. São autoras dos livros A cozinha caipira de Celia & Celma, Nova Fronteira, 1994, e Por todos os cantos, Ibrasa, 2004, com prefácio do jornalista Sérgio Cabral e apresentação do vice-presidente da república, José Alencar Gomes da Silva.

Também tiveram participação, cantando em cena, em O viajante, filme de Paulo César Sarraceni, de 1998, e atuaram no documentário Carrego comigo, de Chico Teixeira, de 2002. Participaram ainda do programa Meu Cunhado, no SBT, em 2004, ao lado do comediante Ronald Golias.
Discografia
Pilantrália (c/Carlos Imperial e a Turma da Pesada), 1970, Odeon LP; O coelhinho e o ratinho. Célia e Celma para o público infantil, 1970, Odeon Cs; Portela e Dó ré mi fá (Turma da Pesada), 1971, Odeon Cs; Cabo Frio devagar, 1971, Continental Cs; Procurando tu (Turma da Pesada), 1972, CID Cs; Célia e Celma. Vem quente que eu estou fervendo, 1978, Continental Cs; Célia e Celma, 1987, 3M LP; Na cozinha caipira de Célia e Celma, 1996, CD; Ary Mineiro (Revivendo), 1998, CD; Caipirarte, 1999, CPC-Umes CD.
Fontes: Senac-SP; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ely Camargo

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Ely Camargo

Ely Camargo, cantora e compositora, nasceu em Goiás GO (12/2/1930). Influenciada pelo pai, o maestro e regente da Orquestra Sinfônica, de Goiânia GO, Joaquim Edison Camargo, participou ainda criança de programas na Rádio Clube de Goiânia e de coros de igreja.

Em 1960 atuou no conjunto vocal Trio Guairá, de Goiânia, e nos dois anos seguintes apresentou-se no programa que ela mesma produzia na Rádio Brasil Central, retransmitido em Brasília DF pela Rádio e TV Nacional.

Mudou-se para São Paulo SP em 1962, e assinou contrato com a Rede Tupi (rádio e televisão), gravando ainda o primeiro LP, Canções de minha terra, pela Chantecler, etiqueta pela qual lançou sua primeira composição, Boneca de pano, em 1966.

Pesquisadora de folclore, formou acervo particular em suas viagens pelo Norte e Nordeste do Brasil, firmando-se como uma das mais fiéis e competentes intérpretes de música folclórica brasileira.

Gravou 12 LPs, entre os quais Folclore do Brasil, Gralha azul, Danças folclóricas e folguedos populares do Brasil, Cantos da minha gente, Cantigas do povo — Água da fonte, além de uma série de compactos. Tem discos lançados em Portugal, África do Sul, Itália e Alemanha.

Integrante do conselho da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia GO, produz, apresenta e interpreta os seguintes programas semanais na Rádio Universitária da Universidade Federal de Goiás: Brasil de Canto a Canto, Ely Camargo Convida e Alma Brasileira.

Algumas músicas do seu repertório: Azulão, História triste de uma praieira, Luar do sertão, Maringá, Sodade meu bem sodade, Vida marvada, Viola cantadera.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora E PubliFolha.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Abel e Caim

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Abel e Caim é uma dupla sertaneja formada pelos primos José Vieira (Itajobi SP 1929—) e Sebastião Silva (Monte Azul Paulista SP 1944—). Sebastião, o Caim, iniciou carreira na infância, integrando o Trio Mirim, que em 1955 tinha um programa próprio, de muito sucesso, na Rádio Clube de Marília SP.
Em 1956 José (Abel) formou dupla com Xupim, atuando na Rádio A Voz de Catanduva. Mais tarde, os dois primos se encontraram e resolveram apresentarem-se juntos em São Paulo SP, atuando na TV Cultura, canal 2, no programa Cidade Sertaneja.
Em 1966, foram premiados num torneio de violeiros, ocasião em que Gilberto Meireles sugeriu que adotassem o nome artístico de Abel e Caim. No ano seguinte, a dupla gravou o primeiro LP na Chantecler, incluindo, entre outros, os sucessos Desilusão (Dadá), Santa Luzia (Iolando Mondim e Dorival Teixeira) e Mãe amorosa (Tanabi e Aleixinho), sendo este um dos maiores destaques de sua carreira. No ano seguinte lançou outro LP pela Chantecler, com os sucessos A bandinha (Leo Canhoto), Menino boiadeiro (Tanabi) e A natureza (Dino Franco), entre outros.
Em 1968 a dupla gravou duas músicas pela Continental, Derradeiro adeus (Dino Franco) e Milagre do retrato (Sulino e Paulo Calandro), e dois anos depois, pela etiqueta Tropicana da CBS lançou outro LP, em que se destacaram as faixas Arca de Noé (Martins Neto) e Pretinho aleijado (Teddy Vieira e Luisinho).
Em 1972, na RCA, a dupla gravou um LP, incluindo os sucessos Chuva, sangue da terra (Lourival dos Santos e Tião Carreiro) e Triste ocorrência (Jack e Abel), lançando em 1975 mais um LP, pela Continental, com os sucessos O barco (Jack e Abel), O menino e o cachorro (Dino Franco e Caim), Adeus, boiada (Nestor e Zeca) e Ingratidão de filho (Jack e Caim), entre outros.
Trinta anos depois do primeiro disco gravado, a dupla continua se apresentando com sucesso em feiras, rodeios e circos, principalmente em cidades do interior.
CDs

Abel e Caim, 1991, Continental 997280-2; Som da Terra: Abel e Caim, 1994, Warner 997780-2.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Angelino de Oliveira

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Angelino de Oliveira, compositor e instrumentista, nasceu em Itaporanga SP (21/4/1888) e faleceu em São Paulo SP (24/4/1964). Filho único de modestos lavradores que se mudaram para Botucatu SP quando ele tinha seis anos. Autodidata, tocava violão, guitarra portuguesa e violino, na orquestra do Gabinete Literário e Recreativo, e trombone na Banda de Música São Benedito.
Por volta de 1917, formou o Trio Viguipi, que com ele no violino, José Maria Castro Pérez no violão e Luís Batista de Carvalho Cardoso no piano, apresentou-se na capital, Santos SP e cidades do interior do Estado.
Apresentou oficialmente em primeira audição sua célebre canção ou toada paulista Tristezas do jeca no Clube 24 de Maio, em 1918, com seu acompanhamento ao violão. Foi gravada originalmente (sem a letra) pela Orquestra Brasil-América, em disco Odeon lançado no final de 1923.
Em 1926 a Odeon lançou Tristezas do Jeca cantada por Patrício Teixeira com grande êxito. Morando em Ribeirão Preto SP desde 1924, voltou a Botucatu e abriu uma loja de instrumentos, A Musical, exercendo também as atividades de dentista prático e diretor artístico da PRF-8 Rádio Emissora de Botucatu.
Sua discografia é pequena em relação ao que produziu. Grande boêmio, nunca se preocupou em gravar ou sequer guardar suas músicas. Só o zelo de amigos conseguiu salvar algumas das 80 relacionadas. Em 1930, Paraguaçu, com o pseudônimo de Maracajá, no selo vermelho de Cornélio Pires na Columbia, gravou A incruziada, canção-toada, e Cantando o aboio. No mesmo ano, o Trio Ortega gravou Cabocla do sertão.
Em 1931, Paraguaçu gravou com sucesso Tenho pena de meus olhos, canção-toada, também cantada por ele no filme O campeão de futebol, da Sincrocinex, desse ano. Em 1936, o mesmo Paraguaçu lançou a canção Lua cheia e, no ano seguinte, regravou Tristezas do Jeca, um enorme êxito. Em 1942, Cobrinha e Capitão, cantores de Piracicaba SP, gravaram Caboclo velho e Saudades de Botucatu.
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