Mostrando postagens com marcador jornalista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalista. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

João do Rio

english mobile

João do Rio
João do Rio (João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto), folclorista, teatrólogo, romancista e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 05/07/1881, e faleceu na mesma cidade, em 23/06/1921.

Era filho de educador Alfredo Coelho Barreto e de Florência Cristóvão dos Santos Barreto. Adepto do Positivismo, o pai fez batizar o filho na igreja positivista, esperando que o pequeno Paulo viesse a seguir os passos de Teixeira Mendes. Mas Paulo Barreto jamais levaria a sério a igreja contista, nem qualquer outra, a não ser como tema de reportagem.

Fez os estudos elementares e de humanidades com o pai. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Em 1918, estava no jornal Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio, com o qual se consagraria literariamente.

Pesquisou a vida e os costumes do Rio de Janeiro, reunindo suas impressões em vários livros. Escreveu também sobre o movimento literário e atividades religiosas.

Trabalhou nos períodicos Cidade do Rio, Gazeta de Notícias e O País, tendo participado da fundação do Rio-Jornal, a Pátria e Atlântida, e colaborado na revista Kosmos.

Ocupou a cadeira número 26 da Academia Carioca de Letras. Nos diversos jornais em que trabalhou, granjeou enorme popularidade, sagrando-se como o maior jornalista de seu tempo. Usou vários pseudônimos, além de João do Rio, destacando-se: Claude, Caran d’ache, Joe, José Antônio José.

Sobre folclore publicou As religiões do Rio, Rio de Janeiro, 1904 (2a. ed., Rio de Janeiro, 1906); A alma encantadora das ruas, Rio de Janeiro, 1908.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998; João do Rio - Passeiweb.
Leia mais...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Osvaldo Molles

english mobile

Osvaldo Molles (Santos, SP, 1913 - São Paulo, SP, 14/05/1967) aos 16 anos de idade iniciou sua carreira no jornalismo, trabalhando na redação do Diário Nacional e, em seguida, no São Paulo Jornal e no Correio Paulistano.

Viajou pelo interior do Brasil escrevendo reportagens sobre os nordestinos. Fixou residência em Salvador (BA), ocasião em que se juntou ao grupo fundador de O Estado da Bahia.

De volta a São Paulo, participou do lançamento da Rádio Tupi, iniciando sua carreira de grande sucesso na radiofonia nacional, que continuou crescente nas rádios Bandeirantes e Record.

Entre suas produções, podemos citar: História das Malocas, O crime não compensa e a História da literatura brasileira, levada ao ar durante dois anos consecutivos e que contou com a colaboração de Oswald de Andrade e Sérgio Milliet, dentre outros.

Como compositor fez, em parceria com Adoniran Barbosa e João B. dos Santos, o samba Conselho de mulher (1953); Tiro ao álvaro, com Adoniran; e em 1968 torna-se sucesso o samba Mulher, patrão e cachaça, feito também com Adoniran.

Inspirado em Saudosa Maloca, samba de Adoniran lançado pelos Demônios da Garoa em maio de 1955, Molles criou, na Rádio Record, o programa História das Malocas, onde Adoniran figurava como Charutinho, um negrinho malandro e boêmio, com sotaque italianizado dos paulistanos.

Gostava dos fraseados errados do companheiro, considerando-os a expressão do autêntico modo de falar do povo. E foi com a pretensão de aprofundar esse mergulho no espírito popular que Molles produziu esse programa. Sucesso absoluto, História das Malocas ficou no ar durante dez anos, de 1955 a 1965, chegando até a ser levado para a televisão.

Acompanhava de perto e incentivava todo o processo de criação de Adoniran Barbosa. Era ele quem enviava Adoniran para longos passeios pelas redondezas, para observar e extrair histórias para seus programas. Também foi Molles quem deu chance para o amigo e parceiro interpretar diversos tipos.

A parceria dos dois deu tão certo que, em 1946, a imprensa chamava Adoniran de "o milionário criador de tipos" e, Molles, "o milionário criador de programas". Nesse ano, Adoniran fazia nada menos do que dezesseis interpretações diferentes.

Na TV Record, produziu Gente que fala sozinho e outros sucessos, tendo sido agraciado, por onze anos consecutivos, com o Prêmio Roquete Pinto, além dos Prêmios Tupiniquim (4 vezes), Paulo Machado de Carvalho (melhor programador de 1959) , tendo sido condecorado com a Medalha de Ouro do Mérito Radiofônico. Com o roteiro do filme Simão, o caolho, obteve o Prêmio Governador do Estado de São Paulo e o Prêmio Saci.

Poeta, contista e romancista, conquistou o Prêmio Castro Alves e o Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, tendo suas crônicas publicadas nos jornais paulistanos O Tempo, Folha de São Paulo e Diário da Noite e na revista Manchete. Alguns críticos diziam ser ele o sucessor, na literatura paulista, de Antônio de Alcântara Machado.

Fontes: MPB Compositores - Adoniran Barbosa - Editora Globo; Piquenique Classe C - Boa Leitura Editora – São Paulo, sem data, pág. 345; http://www.releituras.com/omolles_natal.asp.
Leia mais...

Artur Azevedo

english mobile

O contista, poeta, teatrólogo e jornalista Artur Azevedo (Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo) nascido em São Luís (MA), em sete de julho de 1855, é considerado o pai do teatro musicado brasileiro. Filho de David Gonçalves de Azevedo e Emília Amália Pinto de Magalhães, aos oito anos demonstrou gosto para o teatro e fez adaptações de textos de autores como Joaquim Manuel de Macedo.

Muito cedo começou a trabalhar no comércio. Foi empregado na administração provincial e logo após foi demitido por publicar sátiras contra autoridades do governo. Ao mesmo tempo lançou as primeiras comédias nos teatros de São Luís (MA).
Antes de completar seus 20 anos foi para o Rio de Janeiro (1873) empregando-se no Ministério da Agricultura e também ensinando português no Colégio Pinheiro.

Mas foi no jornalismo que se desenvolveu em atividades que o projetaram como um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros. Fundou publicações literárias, como A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum. Colaborou em A Estação, ao lado de Machado de Assis, e no jornal Novidades, junto com Olavo Bilac, Coelho Neto, entre outros.

O BilontraNessa época escreveu as peças dramáticas como a opereta francesa La Filie de Madame Angot; fez a paródia A filha de Madame Angu (1876), que chamou as atenções gerais e criou as oportunidades para o começo de sua carreira teatral; O Liberato e A Família Salazar, que sofreu censura imperial e foi publicada mais tarde em volume, com o título de O escravocrata. Escreveu mais de quatro mil artigos sobre eventos artísticos, principalmente sobre teatro (figura ao lado: chamada para peça "O Bilontra": O Mequetrefe - Rio de Janeiro - 1885).

Suas operetas e revistas introduziram no Brasil o teatro musicado, sendo pioneira O Mandarim(1884), seguindo-se Cocota (1885) e O Bilontra (1886). Os textos críticos e bem-humorados sempre eram aplaudidos, mesmo pelos criticados. Um século depois, continuam a ser encenados, como A Capital Federal, escrita em 1897.

Em 1889, reuniu um volume de contos dedicado a Machado de Assis, seu companheiro na Secretaria da Viação. Em 1894, publicou o segundo livro de histórias curtas, Contos fora de moda, e mais dois volumes, Contos cariocas e Vida alheia. Morreu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1908.

Fontes: Artur Azevedo - Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa; História do Samba – Editora Globo; “O Bilontra” - Imagens – 1885 pelos jornais.
Leia mais...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Jota Efegê

english mobile

Jota Efegê (João Ferreira Gomes), jornalista, pesquisador, cronista, musicólogo e escritor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 27/1/1902, e faleceu na mesma cidade em 25/5/1987.
Entre 1919 e 1920, escreveu para o Jornal das Moças. Por essa mesma época, colaborou com o jornal Idéia Nacional que, entre seus redatores, contava com Carlos Maul. Em 1928, ingressou no jornal carioca Diário da Noite, passando a auxiliar Eustórgio Wanderley, fazendo crônicas carnavalescas.
A partir de 1930, trabalhou no Diário Carioca, aí permanecendo até 1960, quando se aposentou. Paralelamente, colaborou nas revistas Carioca, Noite Ilustrada e no terceiro caderno de O Jornal. Em 1931 publicou O Cabrocha, livro de crônicas e reportagens sobre as gafieiras cariocas.
Depois de alguns anos de aposentadoria, voltou a atuar na imprensa carioca, como colaborador do Jornal do Brasil (1964-1967) e depois em O Globo.
A partir da década de 1960, tornou-se historiador de nossa música popular, publicando os livros Ameno Resedá, o rancho que foi escola, Rio de Janeiro, 1965; Maxixe — a dança excomungada, Rio de Janeiro, 1974; Figuras e coisas da música popular brasileira — vol. 1, Rio de Janeiro, 1978, e vol. 2, Rio de Janeiro, 1980; Figuras e coisas do Carnaval carioca, Rio de Janeiro, 1982; e Meninos, eu vi, Rio de Janeiro, 1985, sendo os quatro últimos coletâneas de trabalhos publicados em jornais.
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
Leia mais...

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Mário de Andrade

english mobile

Mário de Andrade (Mário Raul de Morais Andrade). Poeta, escritor, musicólogo, folclorista, crítico, jornalista. São Paulo SP 9/10/1893—id. 25/2/1945. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa de Morais Andrade fez estudos secundários no Ginásio do Carmo, dos irmãos maristas, em São Paulo.

Em 1911, matriculou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo nos cursos de música, piano e canto, diplomando-se em 1917. Publicou os primeiros ensaios de crítica de arte em jornais e revistas, e seu primeiro livro, Há uma gota de sangue em cada poema (São Paulo, 1917). Foi o início de uma atividade intelectual das mais vigorosas da história literária e artística do país.

Em 1922 tornou-se professor de história da música e de estética musical do conservatório onde se diplomara e publicou Paulicéia desvairada, obra pioneira da poesia modernista do Brasil. A crítica conservadora cobriu o livro e seu autor de insultos e ápodos, ressalvando-se, entretanto, os pronunciamentos de Amadeu Amaral e João Ribeiro, que demonstraram compreensão para o “movimento modernista” que se iniciava e que culminou com a realização da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal, de São Paulo, em fevereiro de 1922, e da qual terá sido, possivelmente, a figura principal.

Em 1924 assumiu no conservatório a cátedra de história da música e de piano. Somente depois de ter publicado algumas Obras de literatura — poesia, prosa e crítica — voltou-se para a música, com uma série de Obras em que fixou as bases teóricas para a formação de uma consciência musical brasileira. Com o Ensaio sobre a música brasileira (São Paulo, 1928) esboçou os rumos para a sistematização dos estudos musicológicos no Brasil.

No ano seguinte publicou o Compêndio de história da música (São Paulo, 1929), depois reescrito e reintitulado Pequena história da música (São Paulo, 1942), e a seguir Modinhas imperiais (São Paulo, 1930), antologia de peças do século XIX, precedida de um prólogo e de notas bibliográficas em que aborda em profundidade a história da modinha brasileira de salão. Em Música, doce música (São Paulo, 1933) reuniu escritos, conferências e crítica.

Em 1935 foi nomeado pelo prefeito Fábio Prado para a direção do então criado Departamento de Cultura, da prefeitura de São Paulo. Teve nesse encargo a colaboração de Paulo Duarte, que o indicara ao prefeito. Criou os parques infantis, a Discoteca Pública Municipal, e, para incentivar o cultivo da música, empregou recursos oficiais na criação da Orquestra Sinfônica de São Paulo, do Quarteto Haydn (depois Quarteto Municipal), do Coral Paulistano e de um Coral Popular.

Desligou-se do Departamento de Cultura em 1936 e assumiu, no Rio de Janeiro, o Instituto de Artes, da Universidade do Distrito Federal, onde também passou a reger a cátedra de filosofia e história da arte. Desse ano é o ensaio A música e a canção populares no Brasil, editado pelo Serviço de Cooperação Intelectual do Ministério das Relações Exteriores, e depois incluído no volume VI das Obras completas.

Ainda em 1936 efetuou o tombamento dos monumentos históricos paulistas para o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que ajudara a projetar. Em 1937 fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo e foi um dos organizadores do I Congresso da Língua Nacional Cantada, cujos trabalhos constam dos Anais publicados em 1938 pelo Departamento de Cultura da prefeitura de São Paulo.

Em 1939, com a extinção da Universidade do Distrito Federal, passou a trabalhar no Serviço (hoje Instituto) do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Elaborou, na época, o projeto de uma Enciclopédia Brasileira, nunca materializado.

Em 1940 o Instituto Brasil - Estados Unidos publicou sua conferência A expressão musical dos Estados Unidos, incluída no volume VII das Obras completas. Retornou a São Paulo em 1941, onde passou a ser assessor técnico da seção paulista do IPHAN e reassumiu a cátedra de história da música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Nesse ano a Editora Guaíra, de Curitiba PR, lançou seu livro Música do Brasil, contendo estudos sobre história e folclore, incluídos nos volumes XI e XVIII das Obras completas.

Foi uma das inteligências mais construtivas do Brasil e sua obra atesta uma atividade intelectual e artística que se desdobram em setores dos mais variados aspectos, como a questão da língua nacional e os problemas fonéticos do canto erudito e da declamação lírica em vernáculo. Suas contribuições para o desenvolvimento da música no Brasil seriam depois enaltecidas por Camargo Guarnieri e Francisco Mignone, entre muitíssimos outros.

Influenciou por todo o país o trabalho de pesquisa do folclore musical, em particular o de Frutuoso Viana e o de Luciano Gallet (reuniu as pesquisas deste último em Estudos de folclore, Rio de Janeiro, 1934, para o qual escreveu um ensaio histórico e critico).

Em fevereiro de 1970 a Biblioteca Municipal Mário de Andrade dedicou-lhe número especial de seu Boletim bibliográfico, contendo, além de estudos, uma “Cronologia geral da obra de Mário de Andrade”. Inúmeros trabalhos e escritos seus publicados em revistas e jornais foram incorporados às suas Obras completas, cuja publicação, iniciada em 1944 pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, compreende 20 volumes, dos quais os volumes XIII (Música de feitiçaria no Brasil, 1963) e XVIII (Danças dramáticas do Brasil, 3 tomos, 1959) foram organizados por Oneyda Alvarenga (sistematização geral, introdução e notas).

Dos demais volumes relacionados com música e folclore brasileiros citem-se: VI — Ensaio sobre a música brasileira (Ensaio sobre a música brasileira; A música e a canção populares no Brasil), 1962; VII — Música, doce música (Música doce música; A expressão musical nos Estados Unidos), organizado por Oneyda Alvarenga, 1963; VII — Pequena história da música, 1942; IX — Namoros com a medicina (Terapêutica musical; Medicina dos excretos), s.d.; XI — Aspectos da música brasileira (Evolução social da música no Brasil; Os compositores e a língua nacional; A pronúncia cantada e o problema nasal brasileiro através dos discos; O samba rural paulista; Cultura musical), 1965; XVI — Padre Jesuíno do Monte Carmelo, 1963; Modinhas imperiais, 1964.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Leia mais...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Sérgio Bittencourt

english mobile

Sérgio Bittencourt, compositor / jornalista, filho de Jacob do Bandolim, nasceu em 1941 no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade em 09/07/1979. Cresceu cercado pelas rodas de choro de seu pai e de seus grandes amigos chorões. Aos 18 anos, saiu da casa dos pais. Lutou desde a infância contra as seqüelas da hemofilia. Faleceu aos 38 anos de um enfarte.

Como jornalista, desenvolveu estilo de crítica duro e desaforado. Como pessoa, no entanto, era um sentimental. Trabalhou em vários órgãos de imprensa cariocas, os jornais Correio da Manhã, O Globo, e O Fluminense, e na Revista Amiga, em rádio, atuou nas Rádios Capital, Carioca, no Rio de Janeiro, e Mulher, de São Paulo.

Atuou também como jurado dos famosos programas de calouros da TV, "Um instante, Maestro!", "A Grande Chance" e "Programa Flávio Cavalcanti", todos apresentados por Flávio Cavalcanti. Apresentou na Rádio Nacional o programa "Fim de noite", posteriormente levado ao ar na Rádio Mauá.

Teve sua primeira composição gravada em 1965, "Estrelinha", na voz de Eliana Pittman. Em 1966, classificou-se em quarto lugar no II Festival da Música Brasileira, na TV Record, com a música "Canção de não cantar", interpretada pelo conjunto MPB4. Em 1968, foi vencedor do festival "O Brasil canta o Rio", com a música "Modinha", interpretada pelo cantor Taiguara. Essa música seria ainda regravada por Nelson Gonçalves, Carlos José, Waleska , e Tito Madi, entre outros. Nesse ano, Waleska regravou "Estrelinha". No I Festival Internacional da Canção, classificou a música "Canção a medo", na interpretação do MPB-4 e do Quarteto em Cy.

Em 1970, sua música "Acorda, Alice" foi proibida pela censura da ditadura militar devido ao verso "Acorda, Alice/Que o país das maravilhas acabou". Posteriormente, com a abertura política, foi gravada por Waleska.

Em 1971, apresentou-se com Ataulpho Alves Junior e Waleska em show na boate Fossa, no Rio de Janeiro. Entre os diversos shows que apresentou está "Vamos falar de muito amor", que contou com as participações de Ribamar, Waleska, Mano Rodrigues e Márcia de Windsor.

Seu grande sucesso foi "Naquela mesa", comovida homenagem póstuma ao seu pai Jacob, gravado por Elisete Cardoso em seu LP "Preciso aprender a ser só", de 1972, pela Copacabana, música que ganharia não só outras gravações posteriores como seria incorporada ao repertório informal de seresteiros, boêmios e amantes da MPB. Entre os diversos intérpretes que regravaram "Naquela mesa" estão Nelson Gonçalves e Paul Mauriat.

Outra de suas composições que recebeu várias regravações foi "Eu quero", registrada por Cláudio Faissal, Nelson Gonçalves, Carlos José, Waleska e Elymar Santos. Como jurado de TV, fazia questão de deixar clara sua proposta de defender a música brasileira, marcando publicamente uma linha nacionalista.


Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
Leia mais...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Mauro de Almeida

english mobile

Mauro de Almeida (João Mauro de Almeida), letrista, jornalista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/1/1882 e faleceu em 19/6/1956. Iniciou-se no jornalismo em 1910, na redação de A Folha do Dia, do Rio de Janeiro, como repórter policial e cronista carnavalesco. Boêmio e freqüentador dos clubes carnavalescos, onde era conhecido como Peru dos Pés Frios, apontado como autor da maior parte da letra do famoso samba Pelo telefone, musicado por Donga, declarou em carta publicada na imprensa ter sido apenas o arreglador de versos conhecidos na época.
Escreveu diversas peças de teatro, algumas em parceria com Luís Rocha e Cardoso de Meneses; atuou também como ator amador. Foi sócio-fundador da SBAT, em 1917
Leia mais...

Duque

english mobile

Duque (Antônio Lopes de Amorim Diniz), dançarino, revistógrafo, compositor e jornalista, nasceu em 10/01/1884, em Salvador (BA), e faleceu em 28/01/1953, no Rio de Janeiro (RJ). De origem modesta, formou-se dentista aos 20 anos, abrindo consultório em Salvador. Em 1906 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a freqüentar os pontos de encontro da boêmia carioca. Interessado em teatro, no mesmo ano estreou na peça Gaspar Cacete, de Eduardo Garrido, ao lado de outros amadores, tendo sido muito elogiado pela crítica carioca.

Mais tarde, abandonou o teatro para dedicar-se à dança, onde se destacou por criar coreografia própria, com figurações exóticas, para as danças brasileiras, especialmente o maxixe, que empolgava a sociedade de então. Sem deixar a profissão de dentista, apresentava-se dançando nos clubes noturnos.

Em 1909 passou seu consultório a outro dentista e foi para Paris, França, como representante de um produto farmacêutico, até que apareceu a oportunidade de exibir-se nos salões e teatros da capital francesa, dançando o maxixe. Fez grande sucesso ao lado de Maria Lino e Arlette Dorgère, e, já famoso, inaugurou em 1913 o Dancing Palace, no Luna Park, apresentando-se ao lado de sua partenaire Gaby, acompanhado pela Orquestre dês Hawaiens. Foi responsável pela transformação do maxixe e outras danças, consideradas no Brasil de baixa origem, em ritmos elegantes e apreciados nas altas rodas. Pouco depois, ainda na capital francesa, abriu uma escola de danças e fez apresentações em Londres, Inglaterra, e Nova York, Estados Unidos.

Retornando ao Brasil em 1915, fundou uma academia de danças e no ano seguinte excursionou para Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires, Argentina. Atuou também no cinema, sendo protagonista, ao lado de Gaby, do filme Entre a arte e o amor (direção Angle Brazilian), em 1918. Três anos depois voltou a Paris para tomar parte num campeonato de danças modernas, e em 1922, no Brasil, apresentou-se no elegante cabaré carioca Assírio, com o conjunto Oito Batutas.

Obtendo na época financiamento do milionário Armando Guinle, promoveu a ida do conjunto para a França, com o objetivo de divulgar o samba e outros ritmos brasileiros aos franceses, como ele próprio já o fizera com sucesso em relação ao maxixe. Em Paris, o conjunto rebatizado por ele de Les Batutas, apresentou-se com grande êxito no dancing Scheherazade. De volta ao Rio de Janeiro, passou a dedicar-se ao jornalismo, como cronista teatral. Nessa época, compôs algumas músicas, como os sambas Os batutas (com Pixinguinha) e o Cachorro da mulata (com China).

Em 1926 seu maxixe Cristo nasceu na Bahia (com Sebastião Cirino) obteve grande sucesso e em julho do ano seguinte duas composições suas, o samba Passarinho do má e a marcha Albertina, foram gravadas na Odeon por Francisco Alves, nas duas faces do primeiro disco produzido eletricamente no Brasil.

Em 1929 outro samba de sua autoria, Sarambá (com J. Tomás), obteve grande sucesso. Dois anos depois, findou, nos escombros do antigo Teatro São José, a Casa de Caboclo, inaugurada em 9 de setembro de 1932, teatro típico que apresentava burletas de estilo sertanejo. Na inauguração estavam presentes como padrinhos da iniciativa, os poetas Ana Amélia de Queirós Carneiro de Mendonça e Olegário Mariano, Pixinguinha dirigindo um pequeno conjunto musical, e a famosa dupla Jararaca e Ratinho. Com o sucesso, a companhia teatral mudou-se para o Teatro Fênix. A Casa de Caboclo marcou época na vida artística brasileira, tendo lançado grandes artistas como Derci Gonçalves.

Em 1939 assumiu o cargo de diretor do Cassino Atlântico e no ano seguinte encerrou as atividades de sua companhia teatral, depois de uma infeliz excursão a Buenos Aires. Permanecendo no cassino até 1942, dedicou o resto da vida ao teatro. Na década de 1950 ingressou na política, candidatando-se a vereador pelo Partido Republicano, no Rio de Janeiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Editora Art
Leia mais...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Arlindo Marques Jr.

english mobile

Arlindo Marques Jr. (Arlindo Coelho Marques Júnior), compositor, jornalista e revistógrafo, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 1/8/1913, e faleceu em 4/6/1968. Cursou o Colégio Pedro II, iniciando o curso de direito, que abandonou no terceiro ano. Trabalhou nos jornais Radical, A Gazeta e Última Hora, entre outros.
Para o Carnaval de 1932 compôs sua primeira música, a marcha Sobe no bonde, gravada por Murilo Caldas na Columbia. Foi ainda autor de várias revistas para artistas da época, como Walter Pinto, Derci Gonçalves e Alda Garrido.
Seu parceiro mais constante foi Roberto Roberti, com quem compôs suas músicas de maior sucesso: o samba Queixas de colombina e a marcha Foi numa noite assim, as primeiras a serem gravadas, por Carmen Miranda na Odeon, em 1935; Abre a janela, lançado por Orlando Silva para o Carnaval de 1938, em discos Victor; O homem sem mulher não vale nada, gravado por Orlando Silva, na Vittor, em 1939; e a marcha Nós, os carecas, lançada pelos Anjos do Inferno, na Columbia, em 1942.
Foi um dos fundadores da SBACEM, fazendo parte de sua primeira diretoria, em 1946; nesse ano lançou outro sucesso em parceria com Roberto Roberti e Ismael Silva, o samba Se eu tiver que escolher, gravado por Orlando Silva na Odeon. Mais tarde, desligou-se da SBACEM, passando para a UBC. Em 1953 campôs outro sucesso, o samba Sistema nervoso (com Wilson Batista e Roberto Roberti), gravado por Orlando Correia.
Obras
Abre a janela (c/Roberto Roberti), samba, 1938; A bela adormecida (c/Roberto Roberti), samba, 1938; Cartão postal (c/Paulo Barbosa), valsa, 1946; Dolores (c/Alberto Ribeiro e Marino Pinto), samba, 1942; Encontrei minha amada (c/Roberto Roberti), samba, 1940; O homem sem mulher não vale nada (c/Roberto Roberti), samba, 1939; Música, maestro (c/Roberto Roberti), samba, 1940; Nega pelada, me deixa (c/Roberto Roberti), samba, 1943; Nós, os carecas (c/Roberto Roberti), marcha, 1942; Se eu tiver que escolher (c/Roberto Roberti e Ismael Silva), samba, 1946; Só vindo ao Brasil pra ver (c/Roberto Roberti), samba, 1943.
Leia mais...

Cristóvão de Alencar

english mobile

Cristóvão de Alencar (Armando de Lima Reis), compositor, jornalista e radialista, nasceu em São Paulo SP , em 8/1/1910, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 23/11/1983. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, desde muito jovem interessou-se por música popular, participando do bloco carnavalesco Faz Vergonha, para o qual chegou a compor alguns sambas.
A marcha Olha pra lua (com Nássara) foi sua primeira composição gravada, em 1934, por Francisco Alves, na Victor. Em 1935 começou a trabalhar na Rádio Guanabara, onde ficou conhecido como Amigo Velho, palavras com que iniciava seu programa naquela emissora. Sua composição mais conhecida, o samba Arrependimento, foi feita nesse ano com parceria e interpretação de Sílvio Caldas, gravada na Odeon.
Sua marcha-rancho Mal-me-quer (com Newton Teixeira) foi grande sucesso no Carnaval de 1940, interpretada por Orlando Silva. Dircinha Batista e Gilberto Alves foram os intérpretes da maioria de suas composições.
Foi um dos fundadores da UBC, da qual chegou a ser presidente. Adotando também o nome de Armando Reis, teve como principais parceiros Newton Teixeira, Nássara e Georges Moran.
Obras
Algum dia eu te direi (c/Felisberto Martins), valsa, 1942; Arrependimento (c/Sílvio Caldas), samba, 1935; Até breve (c/Ataulfo Alves), samba, 1937; Bis, maestro, bis (c/J. Maia), samba, 1940; Clube dos barrigudos (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; Escocesa (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; Longe dos olhos (c/Djalma Ferreira), samba-canção, 1936; Mal-me-quer (c/Newton Teixeira), valsa, 1940; Não há, ó gente, ó não (c/Antônio Almeida), marcha, 1937; Pela primeira vez (c/Noel Rosa), samba, 1936; Quando a saudade chegar (c/Paulo Barbosa), valsa, 1943; Ruas do Japão (c/Haroldo Lobo), marcha, 1944; A vida continua (c/Felisberto Martins), valsa, 1940; Vinte e cinco anos (c/Wilson Batista), samba, 1942
Leia mais...

Jorge Faraj

english mobile

Jorge Vidal Faraj, compositor e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 9/7/1901 e faleceu em 14/6/1963. Filho de imigrantes libaneses, donos de um armarinho no bairro de Botafogo, começou a trabalhar aos 14 anos de idade. Foi aprendiz de torneiro mecânico no Arsenal da Marinha e depois numa fábrica de tecidos, de onde saiu para trabalhar como mecânico de automóveis. Gostava muito de literatura e aos 18 anos escreveu seus primeiros versos, o soneto Brinde. Um ano depois deixou a profissão de mecânico e fundou, com amigos do bairro, um jornal semanário, O Botafogo, onde era responsável pela seção de poesia.

Em 1922 foi servir no Exército, sendo logo depois, como sargento, transferido para Mato Grosso. Em Campo Grande MT, um coronel convidou-o, em 1928, para dirigir o Diário do Estado, função que exerceu por dois anos, ao mesmo tempo em que publicava seu próprio semanário, O Chicote. Retornou ao Rio de Janeiro em 1930 e três anos depois viveu sua única experiência teatral, escrevendo e atuando na peça carnavalesca Bom-bocado, que estreou no Cassino Beira-Mar, em janeiro de 1934.

No mesmo ano foi repórter e redator no jornal popular O Avante e conheceu num café o compositor e flautista Benedito Lacerda. Ali o músico mostrou-lhe uma valsa, e ele fez a letra de Lela, gravada depois por Jaime Vogeler, na Odeon, e que iniciou uma parceria de muitos sucessos. Um ano depois, já como secretário de O Avante, compôs, com Benedito Lacerda, O telefone do amor, que Sílvio Caldas gravou na Odeon.

Em 1936 Francisco Alves, co-autor da música, gravou Tu deves ser das tais, na Victor. No mesmo ano, Carlos Galhardo gravou a valsa Apenas tu (com Roberto Martins) na Odeon. Depois desses sucessos, no ano seguinte fez a letra para o samba-canção de Roberto Martins Menos eu, gravado por Sílvio Caldas na Odeon, e, com Benedito Lacerda, a valsa É quase felicidade e o samba E a saudade ficou, gravados por Carlos Galhardo na Odeon. Também com Benedito Lacerda fez naquele ano Amor por correspondência, que Nuno Roland gravou na Odeon.

Ainda em 1937 lançou outro sucesso, com música de Ataulfo Alves, Rainha da beleza, gravado por Orlando Silva na Victor. A este seguiram-se novos destaques, em 1938, como as valsas feitas em parceria com Benedito Lacerda, Rosário de lágrimas, gravada por Nuno Roland na Odeon, e Meu coração a teus pés, que Orlando Silva gravou na Victor. Ainda em 1938, Carlos Galhardo gravou, também na Victor, a batucada Mania de quem ama (com Augusto Garcez).

No ano seguinte Sílvio Caldas gravou, com grande sucesso, Deusa da minha rua (com Newton Teixeira), cuja letra pode ser citada como exemplo de sua melhor poesia. Em 1940 seu samba (com música de Custódio Mesquita) Preto velho foi gravado com grande sucesso por Sílvio Caldas. No ano seguinte o samba Eu trabalhei (com Roberto Roberti) fez sucesso no Carnaval.

Sempre dividiu suas atividades de letrista com a de jornalista, tendo trabalhado em A Gazeta de Notícias, A Nota, O Mundo e Mundo Ilustrado, entre outros periódicos. Foi sócio fundador da UBC e em 1944 participou da criação da SBACEM. A partir de 1958 foi inspetor da SBACEM, SADEMBRA e SBAT no Norte e Nordeste do país, e, de 1960 a 1962, conseIheiro da SBACEM. Morreu no Hospital da Curicica, Rio de Janeiro.

Obra completa

Abana baiana (c/Roberto Roberti e César Brasil), samba, 1941; Abre alas (c/J. Piedade), marcha, 1940; A alma do tatu (c/Gastão Viana e Roberto Roberti), samba, 1946; Amor por correspondência (c/Benedito Lacerda), samba, 1937; Andorinha do amor (c/J. Batista), marcha, 1952; Apenas tu (c/Roberto Martins), valsa, 1936; Aquela casa discreta (c/Newton Teixeira), valsa, 1942; Arlequim (c/Rubens Soares e Nelson Gonçalves), marcha-rancho, 1958; Bela como as flores (c/Cesar Brasil), samba-canção, s.d.; A beleza dos teus olhos (c/Frazão), samba, 1950; Bem boa (c/Roberto Martins), samba, 1939; Cadê arlequim (c/Roberto Martins), marcha, s.d.; Café da amargura (c/Erasmo Silva), samba-canção, 1953; Cara bem boa (c/Benedito Lacerda), marcha, 1936; Casa, casa, viúvinha (c/Humberto Porto), marcha, 1941; Coitadinho de mim (c/J. Batista), samba, 1942; Dança, mas nao encosta (c/Roberto Roberti), samba, 1941; Datilógrafa (c/ Nelson Batista), samba-canção, 1953; De qualquer cor (c/E. Santo), samba, 1957; Deusa da minha rua (c/Newton Teixeira), valsa, 1939; Doce mentira (c/Aristeu Queirós e José Batista), bolero, 1952; Duas janelas (c/Nilson Batista), samba, 1942; Duas sombras (c/Roberto Martins), valsa, 1939; E a saudade ficou (c/Benedito Lacerda), samba, 1937; É quase felicidade (c/Benedito Lacerda), valsa, 1937; Eu trabalhei (c/Roberto Roberti), samba, 1941; Formosa mulher (c/Kid Pepe), samba, 1937; Garota do dancing (c/Alberto Ribeiro), samba-canção, 1939; Ísis (c/Benedito Lacerda), valsa, 1935; Judia rara (c/Roberto Martins), samba, s.d.; Lela (c/Benedito Lacerda), valsa, 1937; Língua comprida (c/lsaias Ferreira e Alberto Jesus), marcha, s.d.; Mania de quem ama (c/Augusto Garcez), batucada, 1938; Menos eu (c/Roberto Martins), samba-canção, 1937; Mentira carioca (c/César Brasil), marcha, 1939; Meu coração a teus pés (c/Benedito Lacerda), valsa, 1938; Meu segredo (Roberto Martins), samba, s.d.; Mil corações (c/Ataulfo Alves), valsa, 1938; Moleque teimoso (c/Roberto Martins), chorinho, 1939; Não devemos fingir (c/José Batista), samba, 1953; Não troquemos de mal (c/R. Brito), fox trot, 1943; Nunca mais (c/Roberto Martins), samba, 1937; Onde está meu pensamento (c/Antônio Almeida), samba, 1943; Onde estás, primavera? (c/Newton Teixeira), valsa, 1941; Palhaço tem a sua vez (c/Benedito Lacerda), marcha, 1937; Pobreza não é defeito (c/Antônio Almeida), batucada, 1942; Preto velho (c/Custódio Mesquita), samba, 1940; Primavera, primavera (c/Ronaldo Lupo), samba, s.d.; Professora (c/Benedito Lacerda), samba, 1938; Professora suburbana (c/Roberto Martins), samba, 1956; Quantos louros (c/Roberto Roberti e César Brasil), marcha, s.d.; Quantos somos (c/Arlindo Marques Júnior), marcha, 1941; Quem mandou, coração (c/Roberto Martins), samba, 1938; Rainha da beleza (c/Ataulfo Alves), samba, 1937; Rainha sem trono (c/Benedito Lacerda), samba, 1935; Rosário de lágrimas (c/Benedito Lacerda), valsa, 1938; O samba do assobio (c/Vicente Paiva e Roberto Roberti), s.d.; Sem saber onde estás (c/Ronaldo Lupo), samba-canção, s.d.; Sol e chuva (c/Roberto Martins), valsa, 1942; Stella (c/Roberto Martins), samba, 1951; O telefone do amor (c/Benedito Lacerda), samba, 1935; Terceira valsa de amor (c/Roberto Martins), 1938; Tico-tico de campina (c/Roberto Martins), samba, s.d.; Trabalhei (c/Roberto Martins), marcha, s.d.; Tu deves ser das tais (c/Frandisco Alves), valsa, 1936; Último beijo (c/Roberto Martins), valsa, 1939; Vai cair (c/Benedito Lacerda), samba, s.d.; Vivo bem na minha terra (c/Gastão Viana), samba, 1941; A vontade do freguês (c/Malfitano), marcha, 1942.

Leia mais...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Orestes Barbosa

english mobile

Orestes Barbosa , compositor, escritor e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 7/5/1893 e faleceu em 15/8/1966. Filho do major Caetano Lourenço da Silva Barbosa e de Maria Angélica Bragança Dias Barbosa, nasceu em Aldeia Campista, bairro perto de Vila Isabel. A família morou na ilha de Paquetá e, quando ele tinha sete anos, foi para o bairro da Gávea.

Aprendeu a ler, nos jornais e letreiros de bonde, com Clodoaldo Pereira de Moraes, pai de Vinícius de Moraes. Nessa época começou a se interessar por violão e com dez anos já sabia tocar. Durante a infância, a família viveu em dificuldades financeiras e somente aos doze anos entrou numa escola, o Liceu de Artes e Ofícios, onde aprendeu o ofício de revisor.

Em 1907 o menino, que já fazia alguns versos, conseguiu seu primeiro emprego como revisor no jornal O Século, dirigido por Rui Barbosa. Depois de algum tempo, deu início a uma longa militância jornalística, que se estenderia ao Diário de Notícias, O Imparcial, A Folha, A Crítica, A Manhã, A Gazeta e A Notícia. Estreou como poeta em 1917 com o livro de versos Penumbra sagrada.

Em 1920 foi a Portugal, onde entrevistou Teófilo Braga, estando também com Guerra Junqueiro pouco antes da morte deste. Como jornalista, incluía-se entre os que criticavam os acontecimentos e as autoridades da época, com destemor e ironia. Seus artigos levaram-no várias vezes à prisão, sendo que a primeira ocorreu em 1921, por haver denunciado o Grêmio Euclides da Cunha como aproveitador dos direitos autorais do patrono. Nesse mesmo ano publicou seu primeiro livro de crônicas-reportagens, Na prisão, que contava histórias de dentro do cárcere. Ainda em 1921 apareceu Água-marinha, seu segundo livro de poesias.

Mais ou menos em 1925, quando ainda existiam só três rádios no Rio de Janeiro - rádios Sociedade, Clube do Brasil e Mayrink Veiga -, foi um dos primeiros a manter uma coluna radiofônica no jornal A Manhã. Durante a presidência Artur Bernardes (1922-1926), esteve novamente preso, mas escrevendo sempre: Bam-bam-bam, 1923; Portugal de perto!, 1923; O português no Brasil, 1925; O pato preto, 1927; todos em prosa.

Estreou como letrista em 1930, com a música Bangalô (com Osvaldo Santiago), gravada por Alvinho, na Odeon, 1931. Nesse mesmo ano, duas músicas suas, em parceria com J. Tomás, foram gravadas na Victor: o fox Flor do asfalto e o samba Carioca, por Castro Barbosa. Ainda em 1931, cantou pela primeira vez em disco, Nega, meu bem (Heitor dos Prazeres), na Parlophon, e em 1933 sua marchinha As lavadeiras (com Nássara), na Columbia. Por essa época, com a colaboração de Nássara, fundou A Jornada, jornal que durou seis meses e que tinha como epígrafe "Não quero saber quem descobriu o Brasil; quero saber quem é que bota água no leite". As pautas mais constantes eram da língua brasileira e campanhas contra a Light. Foi influenciado por suas críticas que Noel Rosa compôs o samba Não tem tradução (1933), em que faz referência às particularidades próprias do idioma falado no Brasil.

Em 1933, com Noel Rosa, fez o samba Positivismo, gravado pelo próprio Noel na Columbia; com Nássara fez Caixa Econômica, samba, gravado por João Petra de Barros e Luís Barbosa, na Victor. Ainda nesse ano a Livraria Educadora, do Rio de Janeiro, editou Samba, livro de crônicas que, em estilo telegráfico, registra a ascensão do samba urbano. Assíduo freqüentador do Café Nice, foi parceiro de grandes compositores, como Custódio Mesquita, Nonô, Noel Rosa, Francisco Alves, Wilson Batista e, seu parceiro mais constante, Sílvio Caldas, com quem compôs valsas e canções que marcaram época na música popular e firmaram a fama de seresteiro do cantor.

Francisco Alves gravou em 1934, na Odeon, a marcha Há uma forte corrente contra você, e na Victor a valsa-canção A mulher que ficou na taça, a valsa Romance e a canção Adeus (todas em parceria com Francisco Alves). Nesse mesmo ano, compôs com Nonô a canção Olga, gravada por Castro Barbosa na Odeon. Ainda em 1934, Sílvio Caldas gravou na Victor Serenata e, no ano seguinte, na Odeon, a valsa-canção Quase que eu disse (ambas com o cantor). De 1934 é Santa dos meus amores, valsa registrada na Victor por Sílvio Caldas, que no ano seguinte gravou na Odeon Torturante ironia.

Em 1937 gravou, também na Odeon, Arranha-céu e a canção Chão de estrelas, hoje antológica. Em 1938 Sílvio Caldas gravou pela Columbia a valsa-canção Suburbana, outra grande criação da dupla. Ainda nesse ano compuseram A única rima, gravada mais tarde por Sílvio Caldas. Além das letras para valsas e canções, ponto forte de sua obra, fez ainda letras para sambas de outros parceiros: com Ataulfo Alves fez O negro e o café, que o próprio Ataulfo gravou na Victor em 1945; com Custódio Mesquita, o samba-choro Flauta, cavaquinho e violão, gravado por Araci de Almeida na Odeon em 1946; com Wilson Batista, Cabelo branco, gravado por Carlos Galhardo na Victor em 1946, e Abigail, gravado por Orlando Silva na Odeon em 1947; com Valzinho compôs Óculos escuros, gravado em 1955 por Zezé Gonzaga.

Na década de 1970 foi relembrado por Paulinho da Viola, que, no LP Paulinho da Viola, gravado na Odeon em 1971, regravou Óculos escuros. Em 1974 Macalé gravou Imagens (com Valzinho), em seu LP Aprender a nadar, pela Philips.

Leia mais...

Denis Brean

english mobile

Denis Brean (Augusto Duarte Ribeiro), compositor, jornalista e radialista nasceu em Campinas SP, em 28/2/1917 e faleceu em São Paulo SP, em 16/8/1969. Jovem ainda, interessou-se por música, formando com seus colegas do Colégio Ateneu Paulista, de Campinas, o Conjunto do Duarte, que tocava em festinhas.

Em 1934 mudou-se com a família para São Paulo, passando a trabalhar como escriturário. Ingressou na Faculdade de Direito, da Universidade de São Paulo, mas não chegou a fazer o curso, preferindo dedicar-se ao jornalismo. Dois anos depois, sua música Poesia da uva obteve o primeiro prêmio na Festa da Uva de Jundiaí SP, gravada por Ciro Monteiro, em disco não comercial.

Em 1937, o Grupo X lançou em disco seu samba Brazilian clipper, pela Columbia, e no ano seguinte, pela mesma gravadora, o Modelo de beleza. Em 1944 lançou a valsa carnavalesca No tempo da onça, gravada com enorme sucesso por Carlos Galhardo na Victor. Mas seu maior sucesso foi obtido com Boogie-woogie na favela, gravado por Ciro Monteiro em 1945 na Victor, regravado nos dias anos seguintes por Zacarias e sua Orquestra e pelos Anjos do Inferno, respectivamente.

Ainda em 1947, seu samba Bahia com H foi gravado por sucesso por Francisco Alves na Odeon. Formou com Osvaldo Guilherme, que já conhecia há quatro anos, uma parceria que ia produzir dezenas de músicas, sendo a primeira Onde há fumaça, há fogo, gravada em 1947 por Joel e Gaúcho, tendo na outra face do disco o sucesso Boogie woogie do rato (de sua autoria). Na época, era um dos poucos compositores paulistas que gravavam no Rio de Janeiro RJ.

Em 1950 compôs, com Raul Duarte, a toada Marrequinha, gravada por Isaura Garcia. Compôs ainda La vie en samba (com Blota Júnior), gravado na Odeon por Dircinha Batista em 1951, a mesma cantora que lançou, também pela Odeon, o baião Mambo não (com Luiz Gonzaga), lançando no ano seguinte a marcha Grande Caruso (com Osvaldo Guilherme), grande sucesso carnavalesco, interpreta do em disco Odeon por João Dias.

Trabalhou ainda como jornalista em São Paulo, no City News, Shopping News, Diário de São Paulo (sob o pseudônimo de Ribeiro Maia) e finalmente em A Gazeta Esportiva, onde permaneceu por mais de vinte anos. Foi produtor de rádio, televisão e discos, tendo lançado na Odeon, entre outros, Hebe Camargo e Mário Genari Filho. Na CBS produziu o LP Brasil na Copa do Mundo, em 1958, com os principais gols do Brasil e seis músicas de sua autoria e Osvaldo Guilherme, Aquarela da vitória, Brasil, campeão do mundo, Copa que pedimos a Deus, Futebol em tempo de samba, Os reis do futebol e Vingamos o Maracanã.

O grupo Simonetti e sua Orquestra gravou pela RGE um LP só com músicas suas, entre as quais Bahia com H, A moda de cavaquinho, Boogie-woogie na favela, Festa do samba (com Osvaldo Guilherme) e Moleque teimoso.

Leia mais...

David Nasser

english mobile


David Nasser, letrista, jornalista e escritor, nasceu em Jaú SP, em 1/1/1917 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 10/12/1980. Passou a infância em São Lourenço MG, trabalhando como charreteiro e entregador de pão para pagar os estudos.
Aos 13 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a viver de sua féria como vendedor ambulante. Pouco depois começou a trabalhar em jornais. Aos 18 anos fez a primeira letra para um samba: Chorei quando o dia clareou (com Nelson Teixeira) gravado em 1939 por Araci de Almeida.
Plantonista do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, entre 1935 e 1943, freqüentava muito a noite carioca, especialmente o Café Nice, ponto de encontro de compositores. Nessa época conheceu Alcir Pires Vermelho, com quem mais tarde faria várias músicas.
Em 1939 Carmen Miranda lançou pela Odeon o partido-alto Candeeiro (com Kid Pepe). No ano seguinte fez sucesso com Canta Brasil (com Alcir Pires Vermelho), gravado por Francisco Alves. A batucada Nega do cabelo duro (com Rubens Soares), considerada um dos clássicos da música popular brasileira, foi gravada em discos Columbia pelos Anjos do Inferno, para a Carnaval de 1942.
Durante toda a década de 1940 e parte da de 1950, destacou-se praticamente a cada ano com uma música de meio de ano ou de Carnaval: seus destaques em 1942 foram a marcha Alô, alô, América (com Haroldo Lobo) e o bolero Esmagando rosas (com Alcir Pires Vermelho), ambos gravados na Odeon por Francisco Alves.
Em 1943 compôs várias músicas com Custódio Mesquita, entre as quais A valsa de Maria; no mesmo ano o conjunto Quatro Ases e Um Curinga lançou a marcha Alô, Tio Sam (com Haroldo Lobo). Dois anos depois compôs com Roberto Martins o fox Tudo em vão. Em 1948 Francisco Alves gravou na Odeon sua marcha Rasguei meu pierrô. No ano seguinte Nelson Gonçalves gravou pela RCA-Victor Serpentina (com Haroldo Lobo) e Dircinha Batista lançou pela Odeon A Coroa do rei, que foi uma das músicas mais cantadas no Carnaval de 1950.
Em 1952 Francisco Alves lançou Confete (com Jota Júnior), marcha que teve inúmeras regravações. Em fins da década de 1940 e durante a de 50 tornou-se, ao lado de Jean Manzon, um dos mais bem sucedidos repórteres e articulistas políticos na revista O Cruzeiro. Marcou ainda sua presença como compositor com Normalista (com Benedito Lacerda), Hoje quem paga sou eu e Carlos Gardel (ambos com Herivelto Martins), todos gravados por Nelson Gonçalves.
Foram seus principais parceiros Alcir Pires Vermelho, Custódio Mesquita, Francisco Alves, Roberto Martins, Nelson Gonçalves, Herivelto Martins, Armando Cavalcanti, Klécius Caldas e Rubens Soares, entre outros. Publicou vários livros entre os quais, no campo da música: A vida trepidante de Carmen Miranda, Rio de Janeiro, 1966; Chico Viola, Rio de Janeiro, 1966; e Parceiro da Glória, Rio de Janeiro, 1983.
Leia mais...

Eratóstenes Frazão

english mobile

Frazão (Eratóstenes Alves Frazão), compositor e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 17/1/1901 e faleceu em 17/4/1977. Filho do maestro Sebastião Alves Frazão, começou a aprender flauta e violão aos 12 anos, e estudou teoria musical com Ábdon Lira, no Colégio Militar, do Rio de Janeiro.
Foi aluno da Escola de Medicina e Veterinária, mas resolveu seguir a carreira jornalística, começando a trabalhar na redação de O País, passando depois por outros órgãos da imprensa carioca, como os jornais A Notícia, A Folha, e a revista humorística D. Quixote. Mudou-se, em 1926, para São Paulo SP a fim de participar da fundação do jornal A Nota do Dia, tendo trabalhado também no Diário de São Paulo, Diário da Noite e Diário Nacional.
Regressou ao Rio de Janeiro como cronista parlamentar, passando a escrever para o diário A Manhã e, depois, Crítica, A Noite, Gazeta de Notícias e Vanguarda. Escreveu peças teatrais (comédias e revistas), e destacou-se na música popular brasileira entre as décadas de 1930 e 1950.
Fazia parte da turma de compositores que se reunia no Café Nice. Sua primeira composição gravada foi a paródia O sem trabalho - sobre a melodia de Sussuarana (Hekel Tavares) - em 1931, na Parfophon, por Luís Antônio, pseudônimo usado por Nássara, seu futuro parceiro de sucessos carnavalescos e grande amigo. Estreou no rádio em 1934, como produtor, no Programa Casé, na Rádio Philips, transferindo-se depois para a Rádio Educadora e mais tarde para a Rádio Guanabara.
Em parceria com Nássara, venceu o Concurso de Músicas Carnavalescas, promovido pela prefeitura do antigo Distrito Federal, em 1935, com Coração ingrato, gravada por Sílvio Caldas, na Odeon, e em 1939 com Florisbela, o seu maior sucesso, gravada também por Sílvio Caldas, na Odeon. Foi premiado no mesmo concurso, em 1941, com Nós queremos uma valsa (também com Nássara), gravada por Carlos Galhardo, na Victor.
Sócio fundador da ABCA, participou da fundação da UBC em 1942. Nesse ano, tornou a vencer o Concurso de Músicas Carnavalescas, com Lero-lero (com Benedito Lacerda), gravada por Orlando Silva, na Victor. Em 1946 e em 1947 destacou-se com duas composições feitas com Roberto Martins, O cordão dos puxa-sacos, lançada em discos Victor pelo conjunto Anjos do Inferno, e Marcha dos gafanhotos, gravada por Albertinho Fortuna, na Continental.
Eleito presidente da UBC em 1948, exerceu o cargo por dois anos e em 1952 participou da Conferência Sul-Americana do Direito Autoral, em Santiago, Chile. Outros sucessos seus foram Chuva miúda, gravada por Sílvio Caldas, na Victor; A voz do povo, interpretada por Orlando Silva, na Victor; Quem cantar meu samba, lançada por Orlando Silva, na Victor; Fica doido varrido (com Benedito Lacerda), cantada por Sílvio Caldas, na Victor, e Choro do bebê (com Maria Gomes), gravada por Orlando Silva, na Copacabana.
Leia mais...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Marino Pinto

english mobile

Marino Pinto (Marino do Espírito Santo Pinto), compositor e jornalista, nasceu em Bom Jardim RJ, em 18/7/1916 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 28/1/1965. Filho de Diogo Feliciano Pinto, barbeiro que tocava violão e cantava nas horas vagas, foi para o Rio de Janeiro, em 1927, morar com um tio. No ano seguinte, ingressou no Ginásio São Bento, onde conheceu o músico Plácido Oliveira, seu grande incentivador. Nessa época fez sua primeira composição, Ilka, dedicada à namorada.
Em 1929, freqüentando a Rádio Philips, tornou-se amigo do cantor Sílvio Caldas e da cantora Sônia Barreto. Em 1934 entrou na Faculdade de Direito, onde conheceu J. Maia, autor de teatro musicado, e o caricaturista Ozon, com os quais passou a freqüentar o meio jornalístico e o Café Nice, ponto de reunião dos artistas, tornando-se amigo dos grandes compositores da época, entre os quais Orestes Barbosa, Custódio Mesquita, Jorge Faraj e Mário Lago. Nessa época, trancou a matrícula na faculdade e começou a trabalhar no jornal Avante.
Em 1936, foi credenciado pelo jornal O Globo como seu representante na assembléia legislativa do Rio de Janeiro e, nessa função, conheceu o então interventor Ernâni do Amaral Peixoto, de quem se tornou amigo. Trabalhou depois nos jornais A Pátria, A Nação, O Mundo e A Nota e nas sucursais da Folha de S. Paulo.
Em 1939 fez a letra de Fale mal, mas fale de mim (com Ataulfo Alves), dedicado ao escritor teatral Paulo Magalhães e gravado por Araci de Almeida. No ano seguinte ainda com Ataulfo Alves, compôs Positivamente não e Continua, também gravados por Araci, na Victor. Ainda em 1940, fez Deus no céu e ela na terra (com Wilson Batista), gravado por Carlos Galhardo, e em 1941 compôs N-A-O-til, não (com Wilson Batista).
Em 1942 fez A morena que eu gosto (com Wilson Batista) e Aos pés da cruz (com Zé da Zilda), grande sucesso na voz de Orlando Silva. No ano seguinte, abandonou o jornalismo e passou a trabalhar como gerente da Casa Waldeck cujos vendedores eram Milton de Oliveira e Haroldo Lobo, o qual, mais tarde, seria seu parceiro no samba Por mais um pouco e na marcha Retrato do velho. Ainda em 1943, em parceria com Sílvio Caldas, compôs 50%, gravado por Araci de Almeida.
Deixando o emprego e dedicando-se somente à música, em 1945 compôs Ele disse adeus (com Claudionor Cruz), samba gravado por Araci de Almeida, na Odeon. Em 1946, com Nestor de Holanda e outros compositores, fundou a SBACEM. Nesse mesmo ano, compôs Eu, ele e você (com Luís Bittencourt), que foi gravado por Orlando Silva, na Odeon.
Em 1947 fez Cidade do interior (com Mário Rossi), lançado pela Odeon, na voz de Araci de Almeida. Ainda nesse ano, escreveu a segunda parte da letra de Segredo e Cabelos brancos, composições de Herivelto Martins que se tornaram grandes êxitos nas vozes de Dalva de Oliveira e dos Quatro Ases e Um Curinga, respectivamente. Também em 1947, compôs o samba Rei do circo (com José Roy e Mário Rossi), onde antecipava a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República.
No Carnaval de 1951 Vargas já era presidente, quando Francisco Alves lançou, com muito sucesso, a marcha Retrato do velho (com Haroldo Lobo). Nesse ano, foi nomeado censor do Departamento Federal de Segurança Pública e obteve novo sucesso com a gravação da música Se o tempo entendesse (com Mário Rossi), por Lúcio Alves.
Em 1957 e 1958 foi presidente do conselho deliberativo da SBACEM. Ainda em 1958, compôs Prece (com Vadico), gravado por Helena de Lima. Em 1959, foi eleito conselheiro vitalício da SBACEM e no ano seguinte tornou-se presidente da entidade. Ainda em 1960, Elizeth Cardoso lançou pela Copacabana o LP Magnífica, incluindo apenas composições dele com seus parceiros. Em 1962 e 1964 foi reeleito para a presidência da SBACEM.
De 1965 é sua última música, a valsa Minha cidade (com Mário Rossi). Deixou cerca de 300 composições, inclusive muitos sucessos de Carnaval, como Chega, já é demais (com Humberto Porto), gravado por Carlos Galhardo em 1940, e Jacarepaguá (com Paquito e Romeu Gentil), gravado pelos Vocalistas Tropicais em 1949.
Leia mais...

Antônio Maria

english mobile

Antônio Maria Araújo de Morais, compositor e jornalista, nasceu no Recife PE (17/3/1921) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (15/10/1964). Nasceu numa casa grande da Rua União, e seu avô materno, Rodolfo Araújo, era rico proprietário na região, dono do Engenho Cachoeira Lisa. Sua infância passou-se entre o velho sobrado da cidade e o engenho do avô, onde costumava ir durante as férias escolares, com os irmãos e primos. Recebeu formação típica das famílias ricas da época, tendo aulas particulares de piano e de francês. O padrão econômico da família, porém, caiu muito, quando o pai, também usineiro, enfrentou uma crise financeira, vindo a morrer pouco depois.
Freqüentou o Colégio Marista, em Recife, e no final do curso, aos 18 anos, já se tornara amigo de Fernando Lobo, Arlindo Gouveia e Hugo Gonçalves Ferreira (Hugo Peixa). Por essa época, começou sua vida boêmia pelos bares e cabarés da cidade. Foi estudante de agronomia e, na usina da família, exerceu atividades de técnico de irrigação de cana-de-açúcar.
Em 1934, conseguiu seu primeiro emprego como locutor e apresentador de programas musicais, feitos com discos, na Rádio Clube de Pernambuco e, em 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava seu amigo Fernando Lobo. Ali, seu primeiro emprego foi como locutor esportivo da Rádio Ipanema, dirigida na época por Carlos Frias, da qual acabou sendo dispensado por seu estilo inovador de irradiar jogos (criou várias expressões novas para esse tipo narração). Com Fernando Lobo, viveu algum tempo na boêmia e, tornando-se famoso nos bares cariocas, onde já improvisava alguns sambas, resolveu voltar para Recife, já que não conseguia trabalho fixo. Lá, trabalhou em jornais, fez músicas para publicidade e foi também locutor esportivo.
Em maio de 1944, casou com Mariinha Gonçalves Ferreira, filha do usineiro Tonico Ferreira e irmã de seu amigo Hugo Peixa. Foi então para Fortaleza CE, onde trabalhou como locutor esportivo da Rádio Clube do Ceará. Ficou quase um ano nessa emissora e, em seguida, passou a diretor de produção das Emissoras Associadas, em Salvador BA, onde conheceu Dorival Caymmi, de quem se tornou grande amigo.
Em 1948 mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a exercer o cargo de diretor de produção na Rádio Tupi, também das Emissoras Associadas, e assinando em O Jornal uma coluna que se tornou famosa - o "Jornal de Antônio Maria", onde escrevia diariamente crônicas sobre os mais diversos assuntos. Foi o primeiro diretor de produção da TV Tupi, inaugurada a 20 de janeiro de 1951, e até essa data já havia feito muitos jingles, principalmente com Geraldo Mendonça e o maestro Aldo Taranto. Não tocava instrumento e compunha cantarolando a música, fazendo a letra à medida que compunha. Em Recife, já havia composto um frevo (de uma série de cinco) chamado Frevo número um , gravado pelo Trio de Ouro, em 9 de agosto de 1951; o Frevo nº 2 do Recife foi gravado por Luís Bandeira, acompanhado de Severino Araújo e sua Orquestra.
Em 1951, fez com Fernando Lobo o samba Querer bem, gravado por Araci de Almeida. Mas até essa época ainda não se tornara conhecido como compositor. No início de 1952, com outros colegas da Rádio Tupi, transferiu-se para a Rádio Mayrink Veiga, ganhando o maior salário de rádio daquela época: 50.000 cruzeiros por mês. Nessa emissora, atuou como locutor esportivo e produziu vários programas que iam ao ar à noite e tinham grande audiência, como Alegria da Rua, Regra Três e Musical Antártica.
Seu sucesso como compositor começou em 1952, quando Nora Ney, então cantora estreante, lançou de sua autoria o samba-acalanto Menino grande e o samba-canção Ninguém me ama (com Fernando Lobo). Por volta de 1953, compôs com Vinícius de Moraes o samba Quando tu passas por mim, gravado por Araci de Almeida na Continental e, depois, por Dóris Monteiro, e o Dobrado de amor a São Paulo (gravado por Araci de Almeida), homenagem que os dois amigos prestavam à cidade de que tanto gostavam e que costumavam visitar juntos.
Ainda em 1953, compôs com Zé da Zilda os sambas Não fiz nada, Não vá embora e Meu contrabaixo, os dois primeiros gravados pelo próprio Zé da Zilda, na Odeon, e o último gravado por Araci de Almeida, na Continental. No ano seguinte, conheceu Ismael Neto, líder de Os Cariocas, e do primeiro encontro dos dois nasceu a Valsa de uma cidade; ainda em 1954, fizeram juntos o choro lento Carioca 1954, o samba-canção Sei perder e Canção da volta, que lançou Dolores Duran como cantora.
Parceria, última composição feita com Ismael Neto, foi gravada, em 1956, pelo conjunto Os Cariocas. Nos anos seguintes, teve novos parceiros como Manezinho Araújo, em Cajueiro doce, e Evaldo Gouveia, em Canção ninar gente grande. Com Luiz Bonfá, compôs Manhã de Carnaval, com numerosas gravações, e Samba de Orfeu, em 1959, ambos para o filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus; e, com o mesmo parceiro, fez ainda Faça o que quiser, em 1959, e Canção da mulher amada, em 1960. Nesse ano, compôs com Pernambuco Mais que a minha vida, A canção dos olhos, Suas mãos, um de seus maiores sucessos, e O amor e a rosa.
Vítima de um segundo enfarte, faleceu em 1964. Depois de sua morte, foi homenageado num espetáculo só com músicas suas e de Dolores Duran - Brasileiro profissão esperança - escrito por Paulo Pontes, que estreou em 1970, com Maria Bethânia e Raul Cortês, no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, e que, em 1974, foi levado na cervejaria carioca Canecão por Ciara Nunes e Paulo Gracindo. Em 1997 a cantora Marisa Gata Mansa, lançou o CD Encontro com Antônio Maria, em que interpreta 14 músicas do compositor, entre elas o Frevo n. 2 do Recife, clássico do gênero, Manhã de Carnaval, Samba de Orfeu, A canção dos seus olhos e O amor e a rosa.
Algumas músicas

Obra completa
Aconteceu (c/Ismael Neto), choro, 1954; Aconteceu em São Paulo, samba, 1954; Ai! que medo (c/Ismael Neto), mambo, 1954; Amor de janela (c/Pernambuco), samba, 1961; O amor e a rosa (c/Pernambuco), samba, 1960; O amor que Deus nos deu (c/João Roberto Kelly), samba-canção, s.d.; Bate, coração (c/Vinícius de Moraes), samba-canção, 1960; Cajueiro doce (c/Manezinho Araújo), toada, 1957; Canção da mulher amada (c/Luís Bonfá), 1960; Canção da volta (c/Ismael Neto), samba-canção, 1954; A canção dos seus olhos (c/Pernambuco), samba, 1960; Canção para ninar gente grande (c/Evaldo Gouveia), samba-canção, 1958; Carioca 1954 (c/Ismael Neto), choro lento, 1955; Cartas (c/Ismael Neto), samba-canção, 1955; Coisas do amor (c/Pernambuco), samba, s.d.; Concerto no céu (c/Pernambuco), fox, s.d.; Desse amor melhor (c/Pernambuco), samba, s.d.; Dez noites (c/lsmael Neto), toada, s.d.; Dobrado de amor a São Paulo (c/Vinícius de Moraes), dobrado, 1954; Domingo, samba-canção, s.d.; Dorme (c/Pernambuco), beguine, s.d.; Faça o que quiser (c/Luís Bonfá), samba-canção, 1959; Fique comigo (c/Moacir Silva), samba-canção, s.d.; Frevo número dois do Recife, frevo-canção, 1954; Frevo número três do Recife, frevo, s.d.; Frevo número um do Recife, frevo, 1951; Fulana de Tal, samba-canção, 1954; Gostar de alguém (c/Zacarias), samba, s.d.; Hoje não (c/Zé da Zilda), samba, s.d.; Insensato coração (c/Paulo Soledade), samba, 1956; Madrugada 3 e 5 (c/Ismael Neto e Reinaldo Dias Leme), samba, 1955; Mais que a minha vida (c/Pernambuco), samba, 1960; Manhã de Carnaval (c/Luís Bonfá), samba-canção, 1959; Menino grande, samba-acalanto, 1952; Meu contrabaixo (c/Zé da Zilda), samba, 1953; Minha amada dormiu, samba-canção, 1954; Não fiz nada (c/Zé da Zilda), samba, 1953; Não vá embora (c/Zé da Zilda), samba, 1953; Ninguém me ama (c/Fernando Lobo), samba, 1952; Ninguém sabe de nós (c/Moacir Silva), samba-canção, 1962; A noite é grande (c/Fernando Lobo), marcha, s.d.; Nós era sete (c/Zé Gonzaga), polca, 1952; Onde anda você (c/Reinaldo Dias Leme), samba, 1953; Parceria (c/Ismael Neto), samba, 1956; Pense em mim, samba-canção, 1954; Podem falar (c/Ismael Neto), samba-canção, 1953; Portão antigo, samba-canção, 1955; Preconceito (c/Fernando Lobo), samba, 1953; Quando ela se foi (c/Moacir Silva), samba-canção, s.d.; Quando tu passas por mim (c/Vínícíus de Moraes), samba, 1953; Querer bem (c/Fernando Lobo), samba, 1951; Recife, frevo-canção, 1952; O Rio amanhecendo (c/Ismael Neto), samba, 1955; Rio-São Paulo (c/Reinaldo Dias Leme), maxixe, s.d.; Samba de Orfeu (c/Luís Bonfá), samba, 1959; Sangue quente (c/Moacir Silva), samba, 1963; São Paulo (c/Paulo Soledade), samba, s.d.; Se eu morresse amanhã, samba-canção, 1953; Sei perder (c/Ismael Neto), samba-canção, 1955; Suas mãos (c/Pernambuco), samba, 1960; O tempo marcou (c/Reinaldo Dias Leme), samba, s.d.; Os teus encantos (c/Moacir Silva), samba, s.d.; Valsa de uma cidade (c/Ismael Neto), valsa, 1954; Vem hoje (c/Moacir Silva), samba, 1960; Vou pra Paris (c/Fernando Lobo), samba, 1954.
Leia mais...

Jair Amorim

english mobile

Jair Amorim (Jair Pedrinha de Carvalho Amorim), compositor e jornalista, nasceu em Santa Leopoldina ES, em 18/7/1915 e faleceu em São José dos Campos SP, no dia 15/10/1993. Cursou o primário em Colatina ES e o ginasial em Petrópolis RJ, no internato do Colégio São Vicente de Paula, onde, aos 13 anos, já escrevia versos em português para músicas estrangeiras. Dois anos depois, com a morte do pai, foi obrigado a abandonar os estudos e trabalhar.
No Diário da Manhã, de Vitória ES, foi revisor, paginador, cronista social, crítico teatral e de cinema, passando depois para o diário capixaba A Gazeta, onde assinava a coluna social.
Em 1940, convidado para dirigir a Rádio Clube do Espírito Santo, produziu vários programas e estreou como locutor, lendo noticiário do governo estadual. Por essa época, fazia letras para músicas de blocos carnavalescos de clubes de Vitória e começou a escrever letras para as melodias da dupla Moacir Araújo e Clóvis Cruz.
Um ano mais tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde, a princípio, escrevia crônicas de rádio para as revistas Carioca e Vamos Ler. Após ser aprovado num teste, foi contratado pela Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), onde tentou aproximar-se do pianista da rádio, José Maria de Abreu, que acabara de perder seu parceiro Francisco Matoso. Sua primeira oportunidade surgiu quando o cantor Arnaldo Amaral pediu uma letra em português para a música María Elena - do mexicano Lorenzo Barcelata, muito em moda na época. No mesmo dia, sua versão para Maria Elena - a primeira escrita profissionalmente - estava pronta e era imediatamente lançada por Arnaldo Amaral, em selo Continental. O sucesso despertou a atenção de José Maria de Abreu, que o procurou como parceiro para a composição Bem sei, de 1942.
Nos dez anos seguintes, a dupla produziu vários sucessos, como Um cantinho e você (1948), Ponto final (1949) e Alguém como tu (1952). Em 1944 entrou para o quadro de locutores da Agência Nacional, sendo o responsável pelas apresentações dos atos presidenciais. Transferiu-se da Rádio Mundial para a Mayrink Veiga em 1948, voltando para a primeira em 1952, onde lançou seu programa Discos na Vitrina.
Como secretário e diretor da UBC, conheceu Evaldo Gouveia, em 1958, que fora legalizar sua situação arrecadadora. No mesmo dia fizeram a primeira música em parceria, Conversa, gravada no ano por Alaíde Costa, na Victor. Desde então já compuseram mais de 150 Obras entre sambas-canções, boleros, valsas, marchas-ranchos, baladas. Em 1962 compuseram Poema do olhar, gravado por Miltinho, E a vida continua, gravado por Morgana. Em 1963, lançaram Samba sem pim-pom, O bilhete e Serenata da chuva.
A partir deste período, Altemar Dutra se tornou o principal intérprete de seus sambas no gênero dor-de-cotovelo, e dos boleros tristes e saudosistas. São de Altemar Dutra os lançamentos de: Tudo de mim (1963), Sentimental demais, Que queres tu de mim, O trovador, Somos iguais (todos de 1964). Outros sucessos da dupla foram Garota moderna, gravado por Wilson Simonal, em 1965, O conde, gravado por Jair Rodrigues em 1969; no ano seguinte, os dois parceiros lançaram a valsa Minha canção para você.
Algumas músicas
Obras
Alguém como tu (c/José Maria de Abreu), samba, 1952; Alguém me disse (c/Evaldo Gouveia), bolero, 1960; Aperta-me em teus braços (c/José Maria de Abreu), bolero, 1953; Baião das velhas cantigas, 1954; Bloco da solidão (c/Evaldo Gouveia), marcha-rancho, 1971; Brigamos outra vez (c/José Maria de Abreu), fox-canção, 1946; Cantiga de quem está só (c/Evaldo Gouveia), samba, 1960; Um cantinho e você (c/José Maria de Abreu), samba, 1948; Conceição (c/Dunga), samba, 1956; O conde (c/Evaldo Gouveia), samba, 1969; Garota moderna (c/Evaldo Gouveia), samba, 1965; Maria dos meus pecados (c/Dunga), samba, 1957; O mundo melhor de Pixinguinha (c/Evaldo Gouveia), samba-enredo, 1973; Não me pergunte (c/José Maria de Abreu), samba, 1949; Ninguém chora por mim (c/Evaldo Gouveia), samba, 1960; Poema do olhar (c/Evaldo Gouveia), samba, 1962; Que queres tu de mim (c/Evaldo Gouveia), bolero, 1964; Se alguém telefonar (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1957; Sentimental demais (c/Evaldo Gouveia), bolero, 1964; Serenata da chuva (c/Evaldo Gouveia), samba, 1963; O trovador (c/Evaldo Gouveia), marcha-rancho, 1965.
Leia mais...

Miguel Gustavo

english mobile

Miguel Gustavo (Miguel Gustavo Werneck de Souza Martins), compositor, jornalista, poeta e radialista nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 24 de março de 1922 e faleceu em 22 de janeiro de 1972 aos 50 anos de idade. Era um cronista musical. Retratava em suas músicas o que de mais importante estava acontecendo nos meios sociais da época.
Começou como discotecário da Rádio Vera Cruz em 1941. Mais tarde passou a escrever programas de rádio. Em 1950 começou a compor jingles tendo se notabilizado nesta atividade com vários jingles de grande repercussão podendo ser destacado o que foi composto para as Casas da Banha com aproveitamento da melodia de Jesus, alegria dos homens de Johann Sebastian Bach.
Sua primeira música gravada foi Primeiro amor, interpretada por Luiz de Carvalho, Os Tocantins e Dilu Mello em gravação Continental lançada em julho/agosto de 1946. Em 23 de setembro de 1947, Ataulfo Alves gravou na Victor o samba O que é que eu vou dizer em casa, de sua autoria e Miguel Gustavo. Foi seu primeiro sucesso musical.
Em 1952 voltou a fazer sucesso com A valsa da vovozinha composta em parceria com Juanita Castilho e Edmundo de Souza e gravada por Carlos Galhardo. Ainda neste ano compôs com Celestino Silveira, seu companheiro de Rádio Globo, as canções relacionadas com Portugal: Trigueirinha e Pregões de Portugal, escritas após uma viagem de Celestino Silveira àquele país amigo.
Em 1953 voltou a fazer sucesso com É sempre o papai, um baião de sua autoria que Zezé Gonzaga gravou na Sinter. Em 1955 teve início o ciclo de crítica ao Café Soçaite onde ele procurava ridicularizar os personagens que freqüentavam as colunas sociais de Jacinto de Thormes e Ibrahim Sued. Depois veio o ciclo da Brigitte Bardot onde ele declarava em música a sua admiração pela linda artista francesa. No carnaval criticou as fanzocas de rádio, o presidente J.K. e satirizou a Dona Gegé, o Chacrinha e outros programas de rádio ou televisão.
Mais tarde veio o ciclo dos sambas de breque com Moreira da Silva: O conto do pintor, O rei do gatilho, O último dos Moicanos, O sequestro de Ringo, O rei do cangaço e Morengueira contra 007. Para a Copa de futebol de 1970, no México, ele criou o extraordinário Pra frente Brasil ao participar de um concurso organizado pelos patrocinadores das transmissões dos jogos.
O sucesso foi tanto que no carnaval do ano seguinte a música figurou entre as mais cantadas e até hoje é lembrada com carinho pela torcida brasileira. Mas ele tem letras magníficas em marchas e sambas maravilhosos cantados por Elizeth Cardoso (Partido baixo do partido alto e Achados e perdidos); Dircinha Batista (Carnaval prá valer); Jorge Veiga (Independência ou morte); Carminha Mascarenhas (Per omnia saecula saeculorum); Isaura Garcia (O samba do crioulo); Araci de Almeida (Conselho inútil, E dai ?...) e muitos outros.
Leia mais...