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Osvaldo Molles (Santos, SP, 1913 - São Paulo, SP, 14/05/1967) aos 16 anos de idade iniciou sua carreira no jornalismo, trabalhando na redação do Diário Nacional e, em seguida, no São Paulo Jornal e no Correio Paulistano.
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O contista, poeta, teatrólogo e jornalista Artur Azevedo (Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo) nascido em São Luís (MA), em sete de julho de 1855, é considerado o pai do teatro musicado brasileiro. Filho de David Gonçalves de Azevedo e Emília Amália Pinto de Magalhães, aos oito anos demonstrou gosto para o teatro e fez adaptações de textos de autores como Joaquim Manuel de Macedo.
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Jota Efegê (João Ferreira Gomes), jornalista, pesquisador, cronista, musicólogo e escritor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 27/1/1902, e faleceu na mesma cidade em 25/5/1987.
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Mário de Andrade (Mário Raul de Morais Andrade). Poeta, escritor, musicólogo, folclorista, crítico, jornalista. São Paulo SP 9/10/1893—id. 25/2/1945. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa de Morais Andrade fez estudos secundários no Ginásio do Carmo, dos irmãos maristas, em São Paulo.
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Sérgio Bittencourt, compositor / jornalista, filho de Jacob do Bandolim, nasceu em 1941 no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade em 09/07/1979. Cresceu cercado pelas rodas de choro de seu pai e de seus grandes amigos chorões. Aos 18 anos, saiu da casa dos pais. Lutou desde a infância contra as seqüelas da hemofilia. Faleceu aos 38 anos de um enfarte.
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Mauro de Almeida (João Mauro de Almeida), letrista, jornalista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/1/1882 e faleceu em 19/6/1956. Iniciou-se no jornalismo em 1910, na redação de A Folha do Dia, do Rio de Janeiro, como repórter policial e cronista carnavalesco. Boêmio e freqüentador dos clubes carnavalescos, onde era conhecido como Peru dos Pés Frios, apontado como autor da maior parte da letra do famoso samba Pelo telefone, musicado por Donga, declarou em carta publicada na imprensa ter sido apenas o arreglador de versos conhecidos na época.
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Jorge Vidal Faraj, compositor e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 9/7/1901 e faleceu em 14/6/1963. Filho de imigrantes libaneses, donos de um armarinho no bairro de Botafogo, começou a trabalhar aos 14 anos de idade. Foi aprendiz de torneiro mecânico no Arsenal da Marinha e depois numa fábrica de tecidos, de onde saiu para trabalhar como mecânico de automóveis. Gostava muito de literatura e aos 18 anos escreveu seus primeiros versos, o soneto Brinde. Um ano depois deixou a profissão de mecânico e fundou, com amigos do bairro, um jornal semanário, O Botafogo, onde era responsável pela seção de poesia.
Em 1922 foi servir no Exército, sendo logo depois, como sargento, transferido para Mato Grosso. Em Campo Grande MT, um coronel convidou-o, em 1928, para dirigir o Diário do Estado, função que exerceu por dois anos, ao mesmo tempo em que publicava seu próprio semanário, O Chicote. Retornou ao Rio de Janeiro em 1930 e três anos depois viveu sua única experiência teatral, escrevendo e atuando na peça carnavalesca Bom-bocado, que estreou no Cassino Beira-Mar, em janeiro de 1934.
No mesmo ano foi repórter e redator no jornal popular O Avante e conheceu num café o compositor e flautista Benedito Lacerda. Ali o músico mostrou-lhe uma valsa, e ele fez a letra de Lela, gravada depois por Jaime Vogeler, na Odeon, e que iniciou uma parceria de muitos sucessos. Um ano depois, já como secretário de O Avante, compôs, com Benedito Lacerda, O telefone do amor, que Sílvio Caldas gravou na Odeon.
Em 1936 Francisco Alves, co-autor da música, gravou Tu deves ser das tais, na Victor. No mesmo ano, Carlos Galhardo gravou a valsa Apenas tu (com Roberto Martins) na Odeon. Depois desses sucessos, no ano seguinte fez a letra para o samba-canção de Roberto Martins Menos eu, gravado por Sílvio Caldas na Odeon, e, com Benedito Lacerda, a valsa É quase felicidade e o samba E a saudade ficou, gravados por Carlos Galhardo na Odeon. Também com Benedito Lacerda fez naquele ano Amor por correspondência, que Nuno Roland gravou na Odeon.
Ainda em 1937 lançou outro sucesso, com música de Ataulfo Alves, Rainha da beleza, gravado por Orlando Silva na Victor. A este seguiram-se novos destaques, em 1938, como as valsas feitas em parceria com Benedito Lacerda, Rosário de lágrimas, gravada por Nuno Roland na Odeon, e Meu coração a teus pés, que Orlando Silva gravou na Victor. Ainda em 1938, Carlos Galhardo gravou, também na Victor, a batucada Mania de quem ama (com Augusto Garcez).
No ano seguinte Sílvio Caldas gravou, com grande sucesso, Deusa da minha rua (com Newton Teixeira), cuja letra pode ser citada como exemplo de sua melhor poesia. Em 1940 seu samba (com música de Custódio Mesquita) Preto velho foi gravado com grande sucesso por Sílvio Caldas. No ano seguinte o samba Eu trabalhei (com Roberto Roberti) fez sucesso no Carnaval.
Sempre dividiu suas atividades de letrista com a de jornalista, tendo trabalhado em A Gazeta de Notícias, A Nota, O Mundo e Mundo Ilustrado, entre outros periódicos. Foi sócio fundador da UBC e em 1944 participou da criação da SBACEM. A partir de 1958 foi inspetor da SBACEM, SADEMBRA e SBAT no Norte e Nordeste do país, e, de 1960 a 1962, conseIheiro da SBACEM. Morreu no Hospital da Curicica, Rio de Janeiro.
Obra completa
Abana baiana (c/Roberto Roberti e César Brasil), samba, 1941; Abre alas (c/J. Piedade), marcha, 1940; A alma do tatu (c/Gastão Viana e Roberto Roberti), samba, 1946; Amor por correspondência (c/Benedito Lacerda), samba, 1937; Andorinha do amor (c/J. Batista), marcha, 1952; Apenas tu (c/Roberto Martins), valsa, 1936; Aquela casa discreta (c/Newton Teixeira), valsa, 1942; Arlequim (c/Rubens Soares e Nelson Gonçalves), marcha-rancho, 1958; Bela como as flores (c/Cesar Brasil), samba-canção, s.d.; A beleza dos teus olhos (c/Frazão), samba, 1950; Bem boa (c/Roberto Martins), samba, 1939; Cadê arlequim (c/Roberto Martins), marcha, s.d.; Café da amargura (c/Erasmo Silva), samba-canção, 1953; Cara bem boa (c/Benedito Lacerda), marcha, 1936; Casa, casa, viúvinha (c/Humberto Porto), marcha, 1941; Coitadinho de mim (c/J. Batista), samba, 1942; Dança, mas nao encosta (c/Roberto Roberti), samba, 1941; Datilógrafa (c/ Nelson Batista), samba-canção, 1953; De qualquer cor (c/E. Santo), samba, 1957; Deusa da minha rua (c/Newton Teixeira), valsa, 1939; Doce mentira (c/Aristeu Queirós e José Batista), bolero, 1952; Duas janelas (c/Nilson Batista), samba, 1942; Duas sombras (c/Roberto Martins), valsa, 1939; E a saudade ficou (c/Benedito Lacerda), samba, 1937; É quase felicidade (c/Benedito Lacerda), valsa, 1937; Eu trabalhei (c/Roberto Roberti), samba, 1941; Formosa mulher (c/Kid Pepe), samba, 1937; Garota do dancing (c/Alberto Ribeiro), samba-canção, 1939; Ísis (c/Benedito Lacerda), valsa, 1935; Judia rara (c/Roberto Martins), samba, s.d.; Lela (c/Benedito Lacerda), valsa, 1937; Língua comprida (c/lsaias Ferreira e Alberto Jesus), marcha, s.d.; Mania de quem ama (c/Augusto Garcez), batucada, 1938; Menos eu (c/Roberto Martins), samba-canção, 1937; Mentira carioca (c/César Brasil), marcha, 1939; Meu coração a teus pés (c/Benedito Lacerda), valsa, 1938; Meu segredo (Roberto Martins), samba, s.d.; Mil corações (c/Ataulfo Alves), valsa, 1938; Moleque teimoso (c/Roberto Martins), chorinho, 1939; Não devemos fingir (c/José Batista), samba, 1953; Não troquemos de mal (c/R. Brito), fox trot, 1943; Nunca mais (c/Roberto Martins), samba, 1937; Onde está meu pensamento (c/Antônio Almeida), samba, 1943; Onde estás, primavera? (c/Newton Teixeira), valsa, 1941; Palhaço tem a sua vez (c/Benedito Lacerda), marcha, 1937; Pobreza não é defeito (c/Antônio Almeida), batucada, 1942; Preto velho (c/Custódio Mesquita), samba, 1940; Primavera, primavera (c/Ronaldo Lupo), samba, s.d.; Professora (c/Benedito Lacerda), samba, 1938; Professora suburbana (c/Roberto Martins), samba, 1956; Quantos louros (c/Roberto Roberti e César Brasil), marcha, s.d.; Quantos somos (c/Arlindo Marques Júnior), marcha, 1941; Quem mandou, coração (c/Roberto Martins), samba, 1938; Rainha da beleza (c/Ataulfo Alves), samba, 1937; Rainha sem trono (c/Benedito Lacerda), samba, 1935; Rosário de lágrimas (c/Benedito Lacerda), valsa, 1938; O samba do assobio (c/Vicente Paiva e Roberto Roberti), s.d.; Sem saber onde estás (c/Ronaldo Lupo), samba-canção, s.d.; Sol e chuva (c/Roberto Martins), valsa, 1942; Stella (c/Roberto Martins), samba, 1951; O telefone do amor (c/Benedito Lacerda), samba, 1935; Terceira valsa de amor (c/Roberto Martins), 1938; Tico-tico de campina (c/Roberto Martins), samba, s.d.; Trabalhei (c/Roberto Martins), marcha, s.d.; Tu deves ser das tais (c/Frandisco Alves), valsa, 1936; Último beijo (c/Roberto Martins), valsa, 1939; Vai cair (c/Benedito Lacerda), samba, s.d.; Vivo bem na minha terra (c/Gastão Viana), samba, 1941; A vontade do freguês (c/Malfitano), marcha, 1942.
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Marcadores: compositor, jorge faraj, jornalista
Orestes Barbosa , compositor, escritor e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 7/5/1893 e faleceu em 15/8/1966. Filho do major Caetano Lourenço da Silva Barbosa e de Maria Angélica Bragança Dias Barbosa, nasceu em Aldeia Campista, bairro perto de Vila Isabel. A família morou na ilha de Paquetá e, quando ele tinha sete anos, foi para o bairro da Gávea.
Aprendeu a ler, nos jornais e letreiros de bonde, com Clodoaldo Pereira de Moraes, pai de Vinícius de Moraes. Nessa época começou a se interessar por violão e com dez anos já sabia tocar. Durante a infância, a família viveu em dificuldades financeiras e somente aos doze anos entrou numa escola, o Liceu de Artes e Ofícios, onde aprendeu o ofício de revisor.
Em 1907 o menino, que já fazia alguns versos, conseguiu seu primeiro emprego como revisor no jornal O Século, dirigido por Rui Barbosa. Depois de algum tempo, deu início a uma longa militância jornalística, que se estenderia ao Diário de Notícias, O Imparcial, A Folha, A Crítica, A Manhã, A Gazeta e A Notícia. Estreou como poeta em 1917 com o livro de versos Penumbra sagrada.
Em 1920 foi a Portugal, onde entrevistou Teófilo Braga, estando também com Guerra Junqueiro pouco antes da morte deste. Como jornalista, incluía-se entre os que criticavam os acontecimentos e as autoridades da época, com destemor e ironia. Seus artigos levaram-no várias vezes à prisão, sendo que a primeira ocorreu em 1921, por haver denunciado o Grêmio Euclides da Cunha como aproveitador dos direitos autorais do patrono. Nesse mesmo ano publicou seu primeiro livro de crônicas-reportagens, Na prisão, que contava histórias de dentro do cárcere. Ainda em 1921 apareceu Água-marinha, seu segundo livro de poesias.
Mais ou menos em 1925, quando ainda existiam só três rádios no Rio de Janeiro - rádios Sociedade, Clube do Brasil e Mayrink Veiga -, foi um dos primeiros a manter uma coluna radiofônica no jornal A Manhã. Durante a presidência Artur Bernardes (1922-1926), esteve novamente preso, mas escrevendo sempre: Bam-bam-bam, 1923; Portugal de perto!, 1923; O português no Brasil, 1925; O pato preto, 1927; todos em prosa.
Estreou como letrista em 1930, com a música Bangalô (com Osvaldo Santiago), gravada por Alvinho, na Odeon, 1931. Nesse mesmo ano, duas músicas suas, em parceria com J. Tomás, foram gravadas na Victor: o fox Flor do asfalto e o samba Carioca, por Castro Barbosa. Ainda em 1931, cantou pela primeira vez em disco, Nega, meu bem (Heitor dos Prazeres), na Parlophon, e em 1933 sua marchinha As lavadeiras (com Nássara), na Columbia. Por essa época, com a colaboração de Nássara, fundou A Jornada, jornal que durou seis meses e que tinha como epígrafe "Não quero saber quem descobriu o Brasil; quero saber quem é que bota água no leite". As pautas mais constantes eram da língua brasileira e campanhas contra a Light. Foi influenciado por suas críticas que Noel Rosa compôs o samba Não tem tradução (1933), em que faz referência às particularidades próprias do idioma falado no Brasil.
Em 1933, com Noel Rosa, fez o samba Positivismo, gravado pelo próprio Noel na Columbia; com Nássara fez Caixa Econômica, samba, gravado por João Petra de Barros e Luís Barbosa, na Victor. Ainda nesse ano a Livraria Educadora, do Rio de Janeiro, editou Samba, livro de crônicas que, em estilo telegráfico, registra a ascensão do samba urbano. Assíduo freqüentador do Café Nice, foi parceiro de grandes compositores, como Custódio Mesquita, Nonô, Noel Rosa, Francisco Alves, Wilson Batista e, seu parceiro mais constante, Sílvio Caldas, com quem compôs valsas e canções que marcaram época na música popular e firmaram a fama de seresteiro do cantor.
Francisco Alves gravou em 1934, na Odeon, a marcha Há uma forte corrente contra você, e na Victor a valsa-canção A mulher que ficou na taça, a valsa Romance e a canção Adeus (todas em parceria com Francisco Alves). Nesse mesmo ano, compôs com Nonô a canção Olga, gravada por Castro Barbosa na Odeon. Ainda em 1934, Sílvio Caldas gravou na Victor Serenata e, no ano seguinte, na Odeon, a valsa-canção Quase que eu disse (ambas com o cantor). De 1934 é Santa dos meus amores, valsa registrada na Victor por Sílvio Caldas, que no ano seguinte gravou na Odeon Torturante ironia.
Em 1937 gravou, também na Odeon, Arranha-céu e a canção Chão de estrelas, hoje antológica. Em 1938 Sílvio Caldas gravou pela Columbia a valsa-canção Suburbana, outra grande criação da dupla. Ainda nesse ano compuseram A única rima, gravada mais tarde por Sílvio Caldas. Além das letras para valsas e canções, ponto forte de sua obra, fez ainda letras para sambas de outros parceiros: com Ataulfo Alves fez O negro e o café, que o próprio Ataulfo gravou na Victor em 1945; com Custódio Mesquita, o samba-choro Flauta, cavaquinho e violão, gravado por Araci de Almeida na Odeon em 1946; com Wilson Batista, Cabelo branco, gravado por Carlos Galhardo na Victor em 1946, e Abigail, gravado por Orlando Silva na Odeon em 1947; com Valzinho compôs Óculos escuros, gravado em 1955 por Zezé Gonzaga.
Na década de 1970 foi relembrado por Paulinho da Viola, que, no LP Paulinho da Viola, gravado na Odeon em 1971, regravou Óculos escuros. Em 1974 Macalé gravou Imagens (com Valzinho), em seu LP Aprender a nadar, pela Philips.
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Denis Brean (Augusto Duarte Ribeiro), compositor, jornalista e radialista nasceu em Campinas SP, em 28/2/1917 e faleceu em São Paulo SP, em 16/8/1969. Jovem ainda, interessou-se por música, formando com seus colegas do Colégio Ateneu Paulista, de Campinas, o Conjunto do Duarte, que tocava em festinhas.
Em 1934 mudou-se com a família para São Paulo, passando a trabalhar como escriturário. Ingressou na Faculdade de Direito, da Universidade de São Paulo, mas não chegou a fazer o curso, preferindo dedicar-se ao jornalismo. Dois anos depois, sua música Poesia da uva obteve o primeiro prêmio na Festa da Uva de Jundiaí SP, gravada por Ciro Monteiro, em disco não comercial.
Em 1937, o Grupo X lançou em disco seu samba Brazilian clipper, pela Columbia, e no ano seguinte, pela mesma gravadora, o Modelo de beleza. Em 1944 lançou a valsa carnavalesca No tempo da onça, gravada com enorme sucesso por Carlos Galhardo na Victor. Mas seu maior sucesso foi obtido com Boogie-woogie na favela, gravado por Ciro Monteiro em 1945 na Victor, regravado nos dias anos seguintes por Zacarias e sua Orquestra e pelos Anjos do Inferno, respectivamente.
Ainda em 1947, seu samba Bahia com H foi gravado por sucesso por Francisco Alves na Odeon. Formou com Osvaldo Guilherme, que já conhecia há quatro anos, uma parceria que ia produzir dezenas de músicas, sendo a primeira Onde há fumaça, há fogo, gravada em 1947 por Joel e Gaúcho, tendo na outra face do disco o sucesso Boogie woogie do rato (de sua autoria). Na época, era um dos poucos compositores paulistas que gravavam no Rio de Janeiro RJ.
Em 1950 compôs, com Raul Duarte, a toada Marrequinha, gravada por Isaura Garcia. Compôs ainda La vie en samba (com Blota Júnior), gravado na Odeon por Dircinha Batista em 1951, a mesma cantora que lançou, também pela Odeon, o baião Mambo não (com Luiz Gonzaga), lançando no ano seguinte a marcha Grande Caruso (com Osvaldo Guilherme), grande sucesso carnavalesco, interpreta do em disco Odeon por João Dias.
Trabalhou ainda como jornalista em São Paulo, no City News, Shopping News, Diário de São Paulo (sob o pseudônimo de Ribeiro Maia) e finalmente em A Gazeta Esportiva, onde permaneceu por mais de vinte anos. Foi produtor de rádio, televisão e discos, tendo lançado na Odeon, entre outros, Hebe Camargo e Mário Genari Filho. Na CBS produziu o LP Brasil na Copa do Mundo, em 1958, com os principais gols do Brasil e seis músicas de sua autoria e Osvaldo Guilherme, Aquarela da vitória, Brasil, campeão do mundo, Copa que pedimos a Deus, Futebol em tempo de samba, Os reis do futebol e Vingamos o Maracanã.
O grupo Simonetti e sua Orquestra gravou pela RGE um LP só com músicas suas, entre as quais Bahia com H, A moda de cavaquinho, Boogie-woogie na favela, Festa do samba (com Osvaldo Guilherme) e Moleque teimoso.
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Antônio Maria Araújo de Morais, compositor e jornalista, nasceu no Recife PE (17/3/1921) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (15/10/1964). Nasceu numa casa grande da Rua União, e seu avô materno, Rodolfo Araújo, era rico proprietário na região, dono do Engenho Cachoeira Lisa. Sua infância passou-se entre o velho sobrado da cidade e o engenho do avô, onde costumava ir durante as férias escolares, com os irmãos e primos. Recebeu formação típica das famílias ricas da época, tendo aulas particulares de piano e de francês. O padrão econômico da família, porém, caiu muito, quando o pai, também usineiro, enfrentou uma crise financeira, vindo a morrer pouco depois.
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Jair Amorim (Jair Pedrinha de Carvalho Amorim), compositor e jornalista, nasceu em Santa Leopoldina ES, em 18/7/1915 e faleceu em São José dos Campos SP, no dia 15/10/1993. Cursou o primário em Colatina ES e o ginasial em Petrópolis RJ, no internato do Colégio São Vicente de Paula, onde, aos 13 anos, já escrevia versos em português para músicas estrangeiras. Dois anos depois, com a morte do pai, foi obrigado a abandonar os estudos e trabalhar.
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Miguel Gustavo (Miguel Gustavo Werneck de Souza Martins), compositor, jornalista, poeta e radialista nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 24 de março de 1922 e faleceu em 22 de janeiro de 1972 aos 50 anos de idade. Era um cronista musical. Retratava em suas músicas o que de mais importante estava acontecendo nos meios sociais da época.
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