Mostrando postagens com marcador violonista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador violonista. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Egberto Gismonti

english mobile

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti (Egberto Amin Gismonti), compositor, instrumentista e arranjador nasceu em uma família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio (5/12/1944), filho de pai libanês e mãe italiana. É considerado um dos maiores compositores brasileiros de música instrumental. Começou a estudar piano aos cinco anos.

Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Interessou-se pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu.

Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção O sonho, defendida pelos Três Morais, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da bossa nova. O álbum, hoje cult, acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental.

No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com Mercador de serpentes.

A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Naná Vasconcelos (Dança das cabeças, de 1976), Marlui Miranda, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Paschoal, Airto Moreira e Flora Purim.

Gravou quinze discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Através de seu selo Carmo, recomprou seu repertório inicial, e é um dos raros compositores brasileiros donos de seu próprio acervo.

Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco Alma, de 1987, tornaram-se hits, como Palhaço e Loro.

Fontes: Wikipédia; Clique Music.
Leia mais...

domingo, 30 de dezembro de 2007

Pingarilho

english mobile

Pingarilho

Pingarilho (Carlos Alberto Valle Pingarilho), compositor, instrumentista, cantor, artista plástico e arquiteto, nasceu no Rio de Janeiro em 07/01/1940. Primo de Marcos e Paulo Sérgio Valle, autodidata em gaita, estudou acordeom na Academia Mário Mascarenhas (1955) e violão com o professor Bandeirante (1956).

Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1950, atuando (na gaita, acordeom e bateria) em conjuntos musicais ao lado de Marcos Valle, que registrou, em 1964, sua composição Canção pequenina.

Ligado à chamada "segunda geração da bossa nova", ao lado de Marcos e Paulo Sérgio Valle, Dori Caymmi e Edu Lobo, entre outros.

Com destacada atuação na área da arquitetura, é autor de diversos projetos publicados em revistas e livros especializados. Leciona Arquitetura na Universidade Santa Úrsula. Realizou, no campo das artes plásticas, inúmeras exposições de seus trabalhos.

Em 1998, participou, como convidado especial, do show de lançamento do CD Rhythm traveller, de Dom Um Romão, realizado em espaços cariocas como Casa de Cultura Laura Alvim, Teatro Gláucio Gil e Mistura Fina.

Em 2002, lançou seu primeiro CD, Pingarilho - Histórias e Sonhos, atuando como cantor, violonista, pianista, gaitista e percussionista. O disco, produzido por Arnaldo DeSouteiro, contou com a participação de Eumir Deodato, Marcos Valle, Roberto Menescal, Thiago de Mello, Ithamara Koorax, Dom Um Romão, Jorge Pescara, Paula Faour, Marcelo Salazar, Bebeto Castilho, Zé Carlos Bigorna e Bidinho, entre outros.

No repertório, suas composições Samba do dom natural, Samba da pergunta, Samba de rei, Samba tempo, Todas as coisas do mundo, Eu só posso assim, todas com Marcos Vasconcellos, Cores do amor, Martim pescador, Seu encanto (c/ Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Ray Gilbert), Fogão de lenha, Das coisas que eu mais queria (c/ Lula Freire), Samba de luar, Encontro (c/ Millor Fernandes), Da serra pro mar e Histórias e sonhos (Stories and dreams), além de Plus fort que nous (Francis Lai e Pierre Barouh).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
Leia mais...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Dino Sete Cordas

english mobile

Dino Sete Cordas (Horondino José da Silva), instrumentista, violonista e compositor (Rio de Janeiro, 5/5/1918). Nascido no bairro de Santo Cristo, começou brincando com o violão do pai, que trabalhava como operário fundidor e tocava nas horas vagas.
Aos 14 anos já participava de serestas com os boêmios do bairro, e em 1935 começou a carreira profissional, acompanhando o cantor Augusto Calheiros em circos de Niterói, RJ. Tocava de ouvido, fazendo bordão nas variações que aprendia com o pai e os irmãos músicos: Lino, que tocava cavaquinho no Regional de Dante Santoro, e Jorginho, mais tarde ritmista do Conjunto Época de Ouro.
Em 1937 foi convidado para integrar o Regional de Benedito Lacerda, substituindo o violonista Ney Orestes, que adoecera. Trabalhava então como operário numa fábrica de sapatos, mas com a morte de Ney Orestes tornou-se efetivo no grupo e deixou a fábrica. Logo em seguida, Carlos Lentine, outro violonista do regional, foi substituído por Jaime Florence, o Meira, surgindo então a dupla de violonistas Dino-Meira, uma das mais famosas e duradouras da música popular brasileira. Como integrante do regional, gravou muitos discos, acompanhando os intérpretes famosos da época, Francisco Alves, Carmen Miranda, Luís Barbosa, Sílvio Caldas e Orlando Silva , entre outros.
Na década de 1940 iniciou estudos de teoria musical e, em 1950, quando o Regional de Benedito Lacerda se transformou no Regional do Canhoto, continuou a fazer parte do grupo. Foi nessa época (1950) que começou a tocar violão de sete cordas, até então utilizado somente pelo violonista Tute, no Grupo da Velha Guarda e no conjunto Diabos do Céu. Encomendou um violão especial, com a sétima corda grave afinada em dó, desenvolvendo e dinamizando o seu uso.
Como integrante do Regional do Canhoto, prosseguiu acompanhando inúmeros cantores e outros solistas, em gravações, shows e rádios. Em fins da década de 1950, com o surgimento da bossa nova, seguida do iê-iê-iê, o estilo da execução dos violonistas de regional ficou fora de moda. Passou então a usar uma guitarra elétrica e entrou para o conjunto de danças liderado por Paulo Barcelos.
Na segunda metade da década de 1960, com as gravações de discos de escolas de sambas, o violão bordão, chamado “de baixaria”, volta a ser requisitado. Em 1965 e 1967, participou da gravação dos dois LPs do show Rosa de Ouro, de Hermínio Bello de Carvalho, acompanhando as cantoras Clementina de Jesus e Araci Cortes, e o Conjunto Rosa de Ouro. Nessa fase, deu aulas de violão e atuou no Conjunto Época de Ouro, de Jacob do Bandolim.
A partir de 1970, com o ressurgimento do samba e do choro, em gravações, passou a tocar com grande número de cantores, como Beth Carvalho, Raul Seixas, Gilberto Gil, Carlinhos Vergueiro, Macalé, Vinícius de Morais, Toquinho e Cristina.
Em 1974 foi responsável pelos arranjos e pela regência de dois discos importantes, lançados pela etiqueta Marcus Pereira: A música de Donga, com Elisete Cardoso, Paulo Tapajós e outros, e o primeiro LP de Cartola. Dois anos depois, atuou novamente com Cartola, orquestrando o seu segundo LP, que lançou o sucesso As rosas não falam.
Em 1988 completou 63 anos ininterruptos de atuação como músico profissional, ostentando número invejável de participações em discos e shows de artistas de várias gerações. Considerado como o grande mestre do violão de sete cordas, lançou em 1991 um disco histórico em que tocou com outro virtuoso do instrumento, Raphael Rabello.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
Leia mais...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Canhoto da Paraíba

english mobile

Não são poucos os violonistas canhotos no Brasil. Alguns deles, com status de estrelas de primeiríssima grandeza (como o paulista Américo Giacomino, o Canhoto, o maior nome do instrumento no início do século), deram importantes contribuições para a fixação do violão como o mais brasileiro dos nossos instrumentos populares. Mas todos eles necessitavam inverter as cordas para aprender; primas para cima, bordões para baixo, de maneira que somente canhotos pudessem dedilhar o instrumento. Todos, menos um.

No alto sertão paraibano, na lendária cidade de Princesa Isabel (onde "pau-pereira já roncou", como cantava Luiz Gonzaga), entre nove irmãos, nasceu Francisco Soares de Araújo, em 19 de maio de 1928. O avô era clarinetista da banda, o pai tocava violão, os irmãos distribuíam-se entre vários instrumentos e logo o Chico começou a tocar todos eles, por conta própria. Tanto assim que, já adolescente, tomou puxão de orelha de "seu" vigário, que tolerava a maneira suingada como seu pequeno sacristão tocava os sinos, mas não perdoou quando o flagrou rasgando o frevo Vassourinhas, no... órgão da igreja.

Mas Chico gostava mesmo era de violão. O problema é que para ensiná-lo "só mesmo na frente do espelho", como dizia seu pai, quando desanimou da tarefa. Canhoto irreversível, tratou de aprender sozinho. Como o instrumento era usado pela família toda, não podia inverter as cordas, o negócio era simplesmente virá-lo ao contrario, de cabeça para baixo e...tocar.

Tocar magistralmente, a ponto de em pouco tempo a confraria dos gênios musicais brasileiros saber dele. Pixinguinha, Luperce Miranda, Tia Amélia, Severino Araújo, Dilermando Reis já sabiam que pelo Nordeste - agora já adulto, tocando no Regional da Rádio Jornal do Comercio do Recife, depois de estágio nas mesmas funções na Rádio Tabajara, de João Pessoa - existia um violonista fora de série, à altura dos melhores do país.

Em 1959, visita o Rio de Janeiro e em um sarau na famosa casa de Jacob do Bandolim, em Jacarepaguá, torna-se amigo de todos os seus ídolos, principalmente do jovem Paulinho da Viola, que o homenageia com o choro Abraçando o Chico Soares. Nunca quis fazer carreira no Sul, mesmo tendo gravado um LP (produzido por Paulinho), preferindo continuar sua vida de "chorão" ao lado dos amigos no Recife.

Tão bom compositor quanto intérprete, Canhoto da Paraíba - nome com que se inscreveu definitivamente na história do violão brasileiro - realizou algumas incursões por São Paulo e Rio de Janeiro, exibindo um talento que sempre deixou um gosto de "quero mais" nos que tiveram contato com ele.

Arley Pereira
ENSAIO - 12/4/1994
Leia mais...

Manduca do Catumbi

english mobile

Manduca do Catumbi, violonista, nascido (circa 1842) e falecido (circa 1920), provavelmente na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Era padrinho de batismo do compositor e violonista Heitor Catumbi. Morava no Catumbi, bairro carioca do qual herdou o apelido.

Trabalhou em uma litografia na Rua da Assembléia. Faleceu em uma festa de núpcias, enquanto executava uma valsa. Acompanhador e solista muito famoso entre os chorões da velha guarda. Gostava de cantar lundus ao violão.

Segundo Alexandre Gonçalves Pinto, em seu livro O Choro (Reminiscências dos chorões antigos), tocava com a cabeça caída sobre o instrumento e usava anéis de latão cravejados de pedras falsas:

"Manduca de Catumby era um chorão celebre de gloriosa tradição, typo idoso, de cor parda, de alta estatura e usava a cabelleira partida ao meio e a tradicional sobre-casaca, trabalhava numa litographia na rua da Assembléa, trazia nos dedos uns aneis de latão com pedras de vidro, e quando dedilhava o violão que era o seu instrumento chamava a attenção dos assistentes pelo brilho das pedras falsas focalizadas pelo reflexo da luz do lampeão."

"... era um chorão solista e bom acompanhador que pouco se utilizava dos bordões, porém, fazia proezas nas cordas de tripas, sendo por esta razão respeitado e admirado por outros chorões, em bora não tendo elegancia, pois tocava com a cabeça cahida sobre o instrumento, sabia tirar partido nos chôros que executava, ainda possuía uma outra especialidade: tocava com gosto e não se tornava rogado aos pedidos que lhe eram solicitados, era calmo, concentrado, modesto, e de expressões delicadas e muito considerado pelo modo, porque se sabia conduzir entre outros chorões, de seu tempo, eis porque digo que Manduca de Catumby, fez a sua época no tempo que os violões não estavam valorizados como hoje se acham. Aqui, nestas linhas, fica descripto o perfil pouco mais ou menos de um chorão da velha guarda."

Fontes: O Choro (Reminiscências dos chorões antigos), 1936- Alexandre Gonçalves Pinto; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
Leia mais...

Guinga

english mobile

Guinga

Guinga (Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar), violonista, compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 10/6/1950. Dentista de profissão, iniciou a carreira no II FIC, em 1967. Foi lançado como compositor pelo conjunto MPB-4, em 1973, com duas gravações: Conversa com o coração e Maldição de Ravel, ambas em parceria com Paulo César Pinheiro.

Como violonista, participou de numerosas gravações nas décadas de 1970 e 1980, tendo acompanhado Cartola na primeira gravação de As rosas não falam. Em 1989 estreou seu primeiro show ao lado de Paulo César Pinheiro e Ithamara Koorax, no bar Vou Vivendo, em São Paulo SP.

Em 1991 gravou seu primeiro disco, Simples e absurdo (Velas), com participações de Chico Buarque, Leny Andrade e Leila Pinheiro, entre outros. Seu segundo disco, Delírio carioca (1993, Velas), contou com interpretações de Djavan, Fátima Guedes e Leila Pinheiro, além do próprio compositor.

Suas músicas têm sido gravadas por grandes nomes: Bolero de Satã (com Paulo César Pinheiro), por Elis Regina e Cauby Peixoto; Catavento e girassol (com Aldir Blanc), por Leila Pinheiro; Esconjuros (com Aldir Blanc), por Sérgio Mendes; e cinco instrumentais pelo violonista Turíbio Santos no disco Fantasias brasileiras.

Em 1996 lançou o CD Cheio de dedos, que recebeu três prêmios Sharp. Nesse trabalho, principalmente instrumental, destacam-se os choros Cheio de dedos, Picotado e Nó na garganta, o baião Dá o pé, louro, a salsa Me gusta a lagosta, além de três faixas cantadas: Blanchiana, com vocalise do próprio compositor, Impressionados (com Aldir Blanc), interpretada por Chico Buarque, e Ária de opereta (com Aldir Blanc), por Ed Mota.

CDs: Simples e absurdo, 1991, Velas 1 1-VOOl; Cheio de dedos, 1996, Velas 11-V199.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Leia mais...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Quincas Laranjeiras

english mobile

Quincas Laranjeiras (Joaquim Francisco dos Santos), violonista e compositor, nasceu em Olinda, PE, em 08/12/1873, e faleceu no Rio de Janeiro em 04/02/1935. Filho de José Francisco dos Santos e de Flausina Maria dos Santos, veio para o Rio de Janeiro com apenas seis meses de idade. Seu pai era carpinteiro de profissão, embora gozasse fama de bom violeiro.
Com 11 anos, foi trabalhar na Fábrica de Tecidos Aliança, em Laranjeiras, bairro onde morava desde sua chegada à cidade. Daí a origem de seu apelido. Iniciou seus estudos musicais com João Elias, professor e regente da Banda da Fábrica, como estudante de flauta, passando em seguida ao violão.
Em 1889, tornou-se funcionário da antiga Inspetoria de Higiene e Assistência, posteriormente Departamento Municipal de Assistência. Aposentou-se em 1925, sendo saudado por seu chefe pelos "bons serviços, prestados com zelo, dedicação e escrupulosa honestidade". Em 1926 passou a residir na Rua Nascimento Silva, em Ipanema.
Freqüentava a Casa de Música Rabeca de Ouro, instalada na Rua da Carioca, onde travou conhecimento com os grandes violonistas da época. Junto a outros colegas do instrumento, colaborou para a fundação e organização da Estudantina Arcas, onde passou a lecionar violão. Destacou-se como violonista da orquestra da Estudantina Euterpe, formada à base de instrumentos de corda. Participou do grupo que se reunia no Cavaquinho de Ouro situado na atual Rua da Carioca, do qual faziam parte Heitor Villa-Lobos, Anacleto de Medeiros, Zé do Cavaquinho, Juca Kalut, João Pernambuco, Irineu de Almeida, entre outros.
Foi uma das figuras de destaque da orquestra do Rancho Ameno Resedá. Além de acompanhador, foi solista do instrumento, tendo estudado e executado obras de Carcassi, Carulli, marcando uma atuação mais voltada para o violão clássico. Acredita-se que tenha sido o introdutor do ensino de violão por música no Rio de Janeiro, utilizando o Método de Dionísio Aguado. Posteriormente, foi um grande divulgador do método "A escola de Tárrega". Dentre seus alunos, destacam-se Levino Albano da Conceição, José Augusto de Freitas e Antônio da Costa Rabello.
Em 1928, passou a colaborar com a revista " O Violão", apresentando nos dois números iniciais arranjos para violão das obras "A casinha do meu bem" e "Casa de caboco", de Hekel Tavares e Luiz Peixoto. Sua composição mais conhecida, a valsa "Dores d'alma", é um exemplo pioneiro na utilização do arraste - efeito resultante do deslizar de um dedo sobre a corda grave do violão - e que será popularmente conhecido com a interpretação de Dilermando Reis.
Participou ao lado de Sátiro Bilhar, Chico Borges, Mário Cavaquinho, Irineu de Almeida, entre outros, da serenata em homenagem a Santos Dumont, organizada por Eduardo das Neves em 7 de setembro de 1903. Convidado por Catulo da Paixão Cearense, participou como seu acompanhador do concerto realizado no Instituto Nacional de Música, apresentando-se também como solista. Em sua casa na Rua Nascimento Silva, em Ipanema, reunia alunos e amigos dentre os quais Patrício Teixeira, João Pernambuco e José Rebelo da Silva. Obras: Andantino, Dores d'alma, Prelúdio em ré menor, Sabará, Sonhos que passam.
Quincas Laranjeira

Quincas Laranjeira
1919: Quincas (sentado com o violão), ao lado de Catulo Cearense (de pé). Foto do Acervo da Biblioteca Nacional.
"Quincas Laranjeira era bom amigo, exímio violonista, grande artista, modesto e atencioso, de maneiras esplendorosas, por isso tinha em cada colega do choro um verdadeiro admirador de suas excelentes qualidades. Como funcionário Municipal, era fiel cumpridor de seus deveres, na qualidade de porteiro de higiene, atendia o público com presteza e a delicadeza que lhe era peculiar. Aposentou-se no posto de escriturário, era primus interpari no circulo dos grandes chorões de violão, como executor e professor era valorizado, que digam os seus inúmeros discípulos que tanto o consideravam pela maneira afável que dispensava aos seus alunos, ele deixou muitas produções.

Quincas Laranjeira, sempre teve a sua época e finalmente desapareceu do meio de seus amigos e dos chorões da velha guarda, sem que a nossa imprensa lhe prestasse as honras que merecia, partindo com ele todas as suas ilusões de um artista que elevou o seu nome e de seu instrumento o violão, que teve nele um pedestal de glórias.

Quincas foi o continuador de Catullo, nos salões aristocráticos do violão, elevando-o até ao Conservatório de Música para depois ser conquistado pela nata social, onde o violão tem primazia quando manejados por tocadores do quilate de Quincas Laranjeira."
O Choro - Reminiscências dos chorões antigos - Rio de Janeiro, 1936 (Alexandre Gonçalves Pinto)
Leia mais...

Bittencourt Sampaio

english mobile

Bittencourt Sampaio (Francisco Leite de Bittencourt Sampaio), poeta, violonista e cantor, nasceu em Laranjeiras, província de Sergipe. Estudou Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo.
Sabe-se que gostava de fazer experiências de magia branca nas "repúblicas" ou casas de família, distraindo a todos com sua alegria e bom-humor. Promovia saraus literários e musicais e gostava de acompanhar-se ao violão. Fez carreira política, chegando a administrar a província do Espírito Santo. Foi também diretor da Biblioteca Nacional. Escreveu em diversos periódicos da época, entre eles, a "República". Faleceu, no Rio de Janeiro, a 10 de outubro de 1895.
Autor da letra do famoso "Hino Acadêmico" da Faculdade de Direito. É dele também a letra de uma das modinhas mais conhecidas do Brasil: Quem sabe? (Tão longe de mim distante). Ambas em parceria com o maestro Carlos Gomes. Representante do romantismo literário no Brasil. O "Hino acadêmico" foi gravado em 1974, em versão instrumental, Editora Três - Companhia Brasileira de Discos Phonogram (Detsche Grammophon 2.530.506-B, 3).
Hino Acadêmico - Música de Carlos Gomes e letra de Bittencourt Sampaio
"Sois da Pátria a esperança fagueira, / Branca nuvem de um róseo porvir;
Do futuro levais a bandeira, / Hasteada na frente a sorrir.
Mocidade, eia avante, eia avante! / Que o Brasil sobre vós ergue a fé;
Este imenso colosso gigante / Trabalhai por erguê-lo de pé!
0 Brasil quer a luz da verdade, / E uma c'roa de louros também,
Só as leis que nos dêem liberdade, / Ao gigante das selvas convém!
Vossa estrela reluz radiante, / Oh! erguei-a vós todos, com fé,
Este imenso colosso gigante / Trabalhai por erguê-lo de pé!
É nas letras que a Pátria querida / Há de um dia, fulgente, se erguer,
Velha Europa, curvada e abatida, / Lá de longe que inveja há de ter!
Nós iremos marchando adiante, /Acenando o futuro com fé,
Este imenso colosso gigante / Trabalhai por erguê-lo de pé!
Orgulhoso o bretão lá dos mares / Respeitar-nos então há de vir,
São direitos sagrados os lares, / Nunca mais ousarão nos ferir.
Auriverde pendão fulgurante / Hasteai-o, mancebos, com fé!
Este imenso colosso gigante, / Trabalhai por erguê-lo de pé!
São imensos os rios que temos, / Nossos campos quão vastos que são!
As montanhas tão altas, que vemos, / De um futuro bem alto serão.
0 futuro não vai mui distante, / Já podeis acená-lo com fé,
Este imenso colosso gigante, / Trabalhai por erguê-lo de pé!
Nossos pais nos legaram guerreiros, / Honra a glória, virtude e saber;
Nós os filhos de pais brasileiros, / Pela Pátria devemos morrer!
Mocidade eia avante, eia avante! / Que o Brasil sobre vós ergue a fé!
Este imenso colosso gigante, / Trabalhai por erguê-lo de pé!"
Leia mais...

Tute e o violão de 7 cordas

english mobile

Tute (Artur de Souza Nascimento), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 01/07/1886 e faleceu em 15/06/1957. Inicialmente fez parte da Banda do Corpo de Bombeiros como bombeiro (tocador de bombo) e coma pratista (tocador de pratos).
Mais tarde, como violonista, integrou a orquestra do Teatro Rio Branco, dirigida por Paulino Sacramento. Na ausência eventual de Antônio Maria Passos, flautista efetivo dessa orquestra, propôs como substituto o flautista Pixinguinha, então com 15 anos, que iniciou, assim, sua carreira de profissional (foto ao lado: Tute com Pixinguinha).
Foi violonista de vários conjuntos, entre os quais o Grupo Chiquinha Gonzaga, o Grupo da Velha Guarda, Os Cinco Companheiros, Gente Boa, a Orquestra Copacabana (tocando banjo), a Orquestra Victor Brasileira.
De 1929 a 1945, foi companheiro de Luperce Miranda (bandolim) na Rádio Mayrink Veiga e Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Também com Luperce, acompanhou Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e um casal de bailarinos a Buenos Aires, Argentina, em 1931.
Foi introdutor, nos conjuntos de choro e nos conjuntos regionais de que fazia parte, do violão de sete cordas, com a sétima corda afinada em dó.
"O violão de sete cordas foi idealizado por Tute no início do século XX. Tute era violonista do conjunto Os Oito Batutas, liderado por Pixinguinha. No estilo ‘choro’, o violão se caracteriza por frases de contraponto geralmente em escala descendente, utilizando-se somente as cordas graves. Daí o nome ‘baixaria’. Tute sentia necessidade de algumas notas mais graves, daí a idéia de colocar uma corda a mais nos bordões. Ele idealizou, desenvolveu e tocou o ‘7 Cordas’ até 1950, quando faleceu" (Raphael Rabello).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha
Leia mais...

Cupertino de Menezes

english mobile

Cupertino de Menezes, compositor, maestro, flautista e violinista nasceu em 18/9/1868 e faleceu em 18/10/1950 na cidade do Rio de Janeiro RJ. Filho de Capitulina Maria da Conceição e Juvêncio Acto de Menezes, nasceu em Porto Alegre, quando lá se detiveram os pais, que atuavam como enfermeiros, ajudando a transportar soldados feridos na guerra do Paraguai. Seu nome foi dado em homenagem ao santo do dia, São José de Cupertino. Quando a guerra terminou, em 1870, a família transferiu-se para o Rio de Janeiro.
Aos 14 anos de idade, ingressou como artífice na Marinha, no Arsenal da Ilha das Cobras. Ali aprendeu inicialmente a tocar trompete, abandonando depois esse instrumento para dedicar-se à flauta. Quando deixou o Arsenal, estudou harmonia e orquestração.
Dirigiu bandas importantes como a da Brigada Policial, a da Casa Faulhaber e a da Casa Edison. Escreveu o chótis Tardes amenas, que se tornou a canção Manhãs de abril ao receber letra do poeta Hermes Fontes. Esta composição foi gravada por vários artistas dentre os quais a atriz Abgail Maia que a incluiu em seu repertório. Posteriormente Catulo da Paixão Cearense também colocou letra em Tardes amenas, chamando-a Fascinação por teus olhos, omitindo o nome de Cupertino quando a inseriu na "Lira dos salões".
Em 1914, Alvarenga Fonseca e Armando Oliveira fizeram uma paródia de Tardes amenas - Lua cheia - para o ator Bernardino Machado, que a cantou na revista "Chuá", imitando um bêbado. Em 1923, fundou a Estudantina Euterpe, onde teve diversos alunos entre os quais o compositor Jaime Ovale.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora
Cupertino

"Grande maestro, flauta fluente e sonoroso "primus interpares" entre seus componentes pelo gosto e modo de exprimir com sentimento as suas produções, e também as de Callado, Rangel, Viriato e de outros tantos por mim descritos. Agora já se acha velho e retirado dos choros, tendo se dedicado ao violino tornando-se um admirador de Paganini. Formou até uma sociedade de aprendizagem de músicos onde tem se aproveitado grande quantidade de moças e moços que já se acham diplomados pelo Instituto de Música. Tem de sua lavra grande quantidade de choros. Apesar de não vê-lo há muito tempo, acho que ainda vive para a felicidade dos seus inúmeros alunos e de seus amigos, que no rol deles se encontra o escritor".
A bela vivenda de Manoel Vianna

"Fui convidado pelo grande Professor Cupertino, para assistir um conjunto de chorões lá para as bandas de Água Santa. Tomando um trem de subúrbios, saltei no Engenho de Dentro, onde esperei um ônibus para aquelas bandas. Depois de muito esperar, enfim, chegou o tal ônibus, onde me foi impossível embarcar, tal o assalto da grande população que ali também esperava. Enfim, pacientemente esperei outro, porque no primeiro fui completamente barrado, pisado, e com a roupa toda amassada. Na chegada do segundo, tomei coragem, e consegui entrar, não sem grande custo. E lá fui no tal veículo que cai daqui, cai para acolá, lá cheguei com os órgãos internos todos soltos de seu competente lugar. Já um pouco distante, já eu ouvia o mavioso som da maravilhosa flauta do Professor Cupertino.

Em passos cadenciados, cheguei à casa, que era um verdadeiro paraíso, onde habitaram nossos primeiros pais. Ao chegar à porteira da casa, visto por Vianna e Cupertino, foi um delírio! Vianna todo sorridente veio me receber à porteira dando-me um abraço que ainda sinto o seu contato. Cupertino recebeu-me sorridente e agradecendo o meu comparecimento ao seu convite. Estavam todos tocando em um belo terraço que tem a sua casa. Sentando-me em uma das cadeiras depois de ter cumprimentado a todos, agarrei de unhas e dentes um mavioso violão, que pousava em cima de uma cadeira, e assim fui fazendo um Mi menor com seus acordes, agradando a todos os componentes do conjunto. Faltava ali um cavaquinho, e tocando eu também este instrumento, Vianna trouxe-me um e entregou-me, eu então o afinando comecei manhosamente a dedilhar contentando mais ou menos a todos.

- Então Cupertino disse: Vamos a um choro? E colocando a sua maviosa flauta aos lábios tocou uma belíssima polca de Callado, que eu felizmente, apesar dos anos passados, ainda me lembrava. Pois todos os chorões sabem que o cavaquinho é um instrumento que nestes choros é de uma necessidade de grande valor. E então o Professor Cupertino, desfiou o rosário, tocando Callado, Viriato, Silveira, Luizinho e outros grandes flautas antigos e modernos, que era uma delícia."
O Choro - Reminiscências dos chorões antigos - Rio de Janeiro, 1936 (Alexandre Gonçalves Pinto)
Leia mais...

Roberto Xavier de Castro

english mobile

Roberto Xavier de Castro, violinista e compositor nasceu em 16/5/1890 na cidade de São Francisco da Uruburetama (atual Itapajé) e faleceu em 30/10/1952 na mesma cidade. Ficou bastante conhecido no Ceará a partir das modinhas Julieta e Maria, compostas em parceria com o poeta Amadeu Xavier de Castro.
Em 1926 obteve vitória judicial contra o cantor e compositor paulista Paraguassu pelo plágio de sua valsa A pequenina cruz do teu rosário, composta inicialmente em versos de Fernando Weyne com o título de Loucuras (1897) .
Obras: A pequenina cruz do teu Rosário (c/ versos de Fernando Weyne), Adélis, Edméia, Julieta (c/ versos de Amadeu Xavier de Castro), Maria (c/ versos de Amadeu Xavier de Castro) e Palmeira.
Leia mais...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Canhoto

english mobile

Américo Jacomino, o Canhoto, conhecido também como Canhoto do Violão, compositor e instrumentista, nasceu na rua do Carmo, em São Paulo, em fevereiro de 1889 e faleceu no dia 7 de setembro de 1928. Filho de imigrantes napolitanos, nunca freqüentou escola, tendo aprendido a ler e a escrever em casa, com o pai e o irmão mais velho, Ernesto, que tocava violão e bandolim. Desde garoto interessou-se por violão, que ele tocava, mesmo sem inverter as cordas, na posição de canhoto, o que deu origem a seu nome artístico. Aos 16 anos começou sozinho a aprender cavaquinho, época em que já tocava em serenatas. Ao mesmo tempo arranjou emprego de pintor de painéis, chegando a fazer pinturas murais em casas elegantes de São Paulo.

Em 1907, durante uma serenata no bairro da Mooca, conheceu o cantor Paraguaçú, com quem começou a apresentar-se em cinemas, ganhando 5 mil-réis por noite. Assim, tocou no Cinema Bresser, da Rua Bresser (Brás), no Cine Brás Bijou, da Avenida Rangel Pestana, e no Éden-Teatro, da Rua Mauá, apresentando-se também em circos e restaurantes. Em 1913, já conhecido na capital paulista como bom violonista, gravou pela primeira vez, na Odeon, na série 120.000, a valsa Belo Horizonte, a polca Pisando na mala, o dobrado Campos Sales e a mazurca Devaneio.
Em 1916 gravou suas valsas Beijos e lágrimas e Acordes do violão, primeiro título de Abismo de rosas, peça clássica do violão brasileiro. Em 1918 gravou os tangos Madrugando e Recordações de Cotinha. Na época da Primeira Guerra Mundial, compôs a Marcha triunfal brasileira e, em 1919, foi convidado, com uma garota de dez anos, Abigail Gonçalves (mais tarde a cantora lírica Abigail Alessio), a formar um trio com Viterbo Azevedo, para apresentações teatrais, em que Viterbo encarnaria o Jeca Tatu, famoso personagem de Monteiro Lobato. No mesmo ano o Trio Viterbo-Abigail-Canhoto estreou em São Paulo e em seguida excursionou por cidades do interior mas teve sua carreira interrompida em Poços de Caldas MG, onde Viterbo foi assassinado. Em dezembro foi para o Rio de Janeiro, dando um recital de violão no Teatro Lírico.
De volta a São Paulo em 1920, iniciou a produção de músicas carnavalescas, embora continuasse a compor outros gêneros. Lançou, para o Carnaval daquele ano, Ai, Balbina e no ano seguinte Já se acabô (ambas com Arlindo Leal). Ainda em 1922 deu um recital no Cinema São José, em Itapetininga SP Na ocasião, conheceu Maria Vieira de Morais, filha de um político local, e casou com ela no dia 22 de setembro do mesmo ano, tendo no cartório se declarado italiano. Instalou-se em São Paulo, onde abriu loja de instrumentos musicais.
Em 1923, ao lado de Paraguaçu, foi um dos pioneiros da Rádio Educadora Paulista, primeira emissora do Estado. Em 1925 gravou a Marcha triunfal brasileira e regravou Abismo de rosas. Ainda em 1925, em Avaré SP, onde dera um recital, conheceu Joubert de Carvalho, que na época estudava medicina no Rio de Janeiro, tornando-se seu amigo. Pouco depois, Joubert dedicou-lhe uma canção, Os teus olhos. Um ano depois gravou como cantor a Marcha dos marinheiros e no ano seguinte o samba Só na Bahia é que tem (ambos de sua autoria), pela Odeon, o segundo regravado em seguida por Francisco Alves.
Em fevereiro de 1927, no Rio de Janeiro, participou do concurso O que é Nosso, patrocinado pelo jornal Correio da Manhã e realizado no Teatro Lírico, quando executou três músicas de sua autoria, a Marcha triunfal brasileira, Viola, minha viola e Abismo de rosas, vencendo o concurso e recebendo o título de Rei do Violão Brasileiro. De volta a São Paulo, organizou o grupo Turunas Paulistas, com quatro violões, dois cavaquinhos, flauta, saxofone, reco-reco, maracaxá e pandeiro.
Em março de 1928 retornou ao Rio de Janeiro, gravando algumas de suas composições em solos de violão e de cavaquinho. Durante uma dessas gravações começou a sentir-se mal, sendo atendido por seu amigo, já médico, Joubert de Carvalho. Em seu último disco, gravou a valsa Mexicana e o cateretê Uma noite na roça (com João do Sul). Voltou a São Paulo, onde, por influência do sogro, foi nomeado lançador da prefeitura. Contudo, voltou a sentir-se mal do coração, e os médicos aconselharam-no a tratar-se com o cardiologista Miguel Couto no Rio de Janeiro, onde tencionava fazer novas gravações. Pouco depois seu estado de saúde se agravou, sendo então trazido para São Paulo, onde morreu.
Leia mais...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Toquinho

english mobile

toquinho

Toquinho (Antônio Pecci Filho), compositor, instrumentista e cantor, nasceu em São Paulo em 6/7/1946. Aos 12 anos começou a estudar violão com Paulinho Nogueira. Em 1963 conheceu Chico Buarque, que também iniciava sua carreira, compondo juntos, no ano seguinte, Lua cheia, música que seria lançada no segundo LP de Chico Buarque, na RGE.
Em 1964, Toquinho iniciou carreira profissional, atuando como violonista nos shows do Teatro Paramount, a convite do produtor e radialista Walter Silva. No mesmo ano, como solista, gravou seu primeiro disco, um compacto da RGE que incluía Primavera (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes) e Só tinha de ser com você (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira). Ainda em 1964, conheceu Baden Powell, com quem se apresentou em diversas ocasiões.
Em 1965 foi para o Rio de Janeiro RJ, e estudou harmonia com Oscar Castro-Neves. Por essa época, novamente por intermédio de Chico Buarque, começou a participar de apresentações de cantores como Sylvia Telles, Alaíde Costa, Nara Leão e Sérgio Ricardo, fazendo o acompanhamento, e dirigiu a parte musical da peça Liberdade, liberdade, de Millor Fernandes e Flávio Rangel, em sua encenação no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo. Na mesma época, participou várias vezes do programa de Walter Silva, na TV Tupi.
Em 1966 lançou seu primeiro LP, O violão de Toquinho. No ano seguinte foi contratado pela TV Excelsior de São Paulo, para atuar no programa Ensaio Geral, onde se apresentou pela primeira vez como cantor venceu em 1968 a eliminatória paulista do FNMP da TV Excelsior, com Na boca da noite, parceria de Paulo Vanzolini.
Em 1969 foi para Roma, Itália, apresentando-se com Chico Buarque em shows e em televisão. Ainda ao lado de Chico Buarque, e da cantora norte-americana Josephine Baker, excursionou por várias cidades italianas. No mesmo ano, sua música Que maravilha (com Jorge Ben Jor) alcançou grande sucesso numa gravação da RGE em que os dois compositores apareciam cantando e tocando violão.
Em fins de 1969, iniciou sua parceria com Vinícius de Moraes e, no ano seguinte, ao lado de Marília Medalha, fizeram show no Teatro Castro Alves, em Salvador BA. Logo depois se apresentaram em Buenos Aires, Argentina, na boate La Fusa. Ainda em 1970, foi o responsável pela parte musical da peça Castro Alves pede passagem, de Gianfrancesco Guarnieri.
Em 1971 foi lançado um LP, pela RGE, com as primeiras composições da dupla com Vinícius, entre as quais Como dizia o poeta e Tarde em Itapoã. Estava consolidada a parceria e, juntos, iniciaram intensa atividade artística, fazendo show por todo o país e lançando cerca de 20 LPs. Maria-vai-com-as-outras (1971), Testamento (1971) e Regra três (1972) foram alguns de seus sucessos.
Em 1973 trabalhou mais uma vez com Gianfrancesco Guarnieri, compondo as músicas das peças Botequim e Um grito parado no ar, lançadas em LP pela RGE. No mesmo ano apresentou-se com Clara Nunes e Vinícius de Moraes, no show O poeta, a moça e o violão, no teatro Castro Alves, em Salvador
Em 1974, As cores de abril e Como é duro trabalhar (ambas com Vinícius de Moraes), foram incluídas na trilha sonora da novela Fogo sobre terra, da TV Globo, é lançadas pela Philips em LR No mesmo ano, gravou um LP individual, pela RGE, no qual, além de interpretar composições antigas, como Na boca da noite, solou ao violão Ingênuo (Pixinguinha e Benedito Lacerda).
Nos anos seguintes saíram os LPs Vinícius/Toquinho (1975, Philips), Le Brésíl de Vinicius de Moraes avec Maria Creusa et Toquinho (França, 1975, EMI/IPathé Marconi), Toquinho e Vinícius - O poeta e o violão (1975, RGE), Deus lhe pague (1976, EMI), com músicas de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, Ornella Vanoni, Vinícius de Morais, Toquinho - ta voglia, La pazzia, t`inconscíenza, L'allegria (Itália, 1976, RCA Victor), Toquinho & Vinícius (1977, RGE), Tom, Vinícius, Toquinho e Miúcha (1977, Som Livre), gravado ao vivo no Canecão do Rio de Janeiro, Vinícius-Antologia poética (1977. Phonogram) e Amália/Vinícius (1978, Chantecler).
A parceria Toquinho e Vinícius de Moraes comemorou dez anos em 1979, com shows e o LP 10 anos de Toquinho e Vinícius (Philips). Em 1980 saíram os LPs Vinicius de Moraes - Poeta y amígo, Philips, em castelhano; Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes, álbum duplo, Som Livre; Toquinho/Vinícius - Um pouco de ilusão, Ariola, último disco da dupla, e A arca de Noé (Ariola), seguido por A arca de Noé 2 (1981). Os dois últimos foram depois lançados na Itália, para onde excursionou em seguida e onde lançou seu primeiro disco após a morte de Vinícius, Doce vida, no qual inaugurava parceria com Francis Hime e Cacaso.
Em 1982 teve sucesso na Itália com o disco Acquarello (com Guido Morra e Maurizio Fabrizio), tornando-se o primeiro brasileiro a receber um disco de ouro nesse país. Em 1986, em parceria com Elifas Andreto, compôs dez músicas inspiradas na Declaração Universal dos Direitos da Criança, da Unicef, junto com a peça de teatro Canção dos Direitos da Criança.
Em 1991 foi lançado o álbum triplo A história dos shows inesquecíveis - Poeta, moça e violão; Vinícius; Clara e Toquinho, pela Collector's Editora e, em 1993, foi publicado o Songbook Vinícius de Moraes, em três volumes (Lumiar Editora, Rio de Janeiro). Completou 30 anos de carreira, em 1995, com o lançamento de um CD comemorativo.
Músicas cifradas:
Veja também:
Leia mais...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Carlos Lyra

english mobile

Carlos Lyra

Carlos Lyra (Carlos Eduardo Lyra Barbosa), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro em 11/05/1939. Por várias gerações, a música faz parte das atividades de sua família. Estudou em colégio de jesuítas e aprendeu a tocar violão pelo método Paraguaçu. Ainda no colégio, conheceu Roberto Menescal, que também tocava violão, e os dois começaram a estudar juntos, nascendo nessa época a idéia de formar uma academia de violão.
A escola, que funcionava em Copacabana, virou ponto de encontro de futuros artistas, como Marcos Vale, Edu Lobo, Nelson Linse Barros, Nara Leão, Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli (um de seus primeiros parceiros), e teve grande influência na divulgação do violão como instrumento importante na bossa nova.
Nessa época, apresentava-se em festas, tocando e cantando com amigos. Sua primeira composição foi o samba-canção Quando chegares (1954), que só mais tarde receberia letra. Apresentou em 1954, em concurso na TV-Rio, sua composição Menina, defendida pelo cantor Carlos Dias (depois Geraldo Vandré).
No ano seguinte, Sílvia Telles gravou a música em 78 rpm, pela Odeon, que trazia ainda Foi a noite (Tom Jobim e Newton Mendonça), e que foi considerado um dos discos precursores da bossa nova.
Em 1956 compôs Maria Ninguém, letra e música de sua autoria. Participou, nesse período, do conjunto de Bené Nunes, tocando violão elétrico. Em 1957, Os Cariocas gravaram, de sua autoria, Criticando, samba-colagem, com fragmentos de bolero, jazz e rock-balada. Começou também a se apresentar em shows universitários, ao lado de Alaíde Costa, Sílvia Teles, Oscar Castro Neves, Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal.
Em 1959 destacou-se com Lobo bobo, Saudade fez um samba (ambas com Ronaldo Boscoli) e Maria ninguém, gravadas por João Gilberto no LP Chega de saudade, na Odeon. Ainda em 1959, gravou o primeiro disco: Carlos Lira -Bossa nova, pela Philips, com texto de Ary Barroso na contracapa. Em 1960 musicou a peça A mais-valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Viana Filho, e compôs Gosto de você (com Carlos Fernando Fortes). No mesmo ano, conheceu Vinícius de Moraes, seu parceiro em inúmeras composições, entre as quais Você e eu, Nada como ter amor, Coisa mais linda e Minha namorada.
Em 1961 lançou Se é tarde, me perdoa e Canção que morre no ar (ambas com Ronaldo Bôscoli), e Quem quiser encontrar o amor (com Geraldo Vandré). No mesmo ano musicou duas peças infantis de Maria Ciara Machado (O dragão e A fada) e a peça de Francisco de Assis e Nelson Lins e Barros, Um americano em Brasília, da qual faziam parte as músicas Mister Golden (com Daniel Caetano), Maria do Maranhão (com Nelson Lins e Barros) e Canção do subdesenvolvido (com Chico de Assis). A última foi gravada sob o patrocínio da UNE, mas recolhido quando a peça foi proibida pela censura.
Ligado ao CPC da UNE, que procurava questionar a herança cultural da música popular brasileira, começou a fazer contatos com outros compositores populares, resultando daí uma parceria com Zé Kéti no Samba da legalidade. Mais tarde, comporia Influência do jazz, concluindo pela dificuldade de ligação da bossa nova com o samba tradicional.
Em 1962 musicou o episódio Couro de gata, de Joaquim Pedro de Andrade, do filme Cinco vezes favela, e a peça Gimba, de Gianfrancesco Guarnieri; e compôs Aruanda (com Geraldo Vandré), É tão triste dizer adeus (com Nelson Lins e Barros) e Pobre menina rica (com Vinícius de Moraes). Apresentou-se, em novembro do mesmo ano, no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em New York, E.U.A., cantando Maria ninguém e Lobo bobo, show no qual o quarteto Bossa-Rio, de Sérgio Mendes, tocou Influência do jazz.
Em 1963 fez parte do elenco (sendo também o autor das músicas) da peça Pobre menina rica, apresentada inicialmente sob forma de show na boate carioca Au Bon Gourmet, com participação de Vinícius de Moraes (autor do texto e das letras das músicas) e da cantora Nara Leão, que estava sendo lançada. Sob sua direção, a peça foi montada depois no Teatro Maison de France, no Rio de Janeiro, e em seguida no Teatro de Bolso, quando então contou com a participação de Ari Toledo, cantando Pau-de-arara (com Vinícius de Moraes), interpretação que o tornou conhecido.
Ainda em 1963 voltou aos E.U.A., foi diretor musical do Teatro de Arena e do Centro Popular de Cultura, promoveu apresentações de Zé Kéti, Cartola, Nelson Cavaquinho e João do Vale, e musicou o filme Bonitinha mas ordinária, de José Pereira de Carvalho, além de ter composto com Vinícius de Moraes Marcha da quarta-feira de cinzas.
Gravou pela CBS, em 1964, com Dulce Nunes, Moacir Santos, Catulo de Paula e Telma, o LP Pobre menina rica, com músicas do show, como Cartão de visita, Sabe você, Marcha do amanhecer, Primavera, Pau-de-arara e Canção do amor que chegou (todas com Vinícius de Morais). Viajou, nesse ano, para os E.U.A., onde participou com Stan Getz do festival de jazz de Newport.
Em 1965 excursionou com Stan Getz por cidades norte-americanas e pelo Brasil, Japão, Canadá e Europa, e lançou pela Columbia o LP The sound of Ipanema, em parceria com Paul Winter. A partir de então, passou longa temporada no México, onde se apresentou com Stan Getz e, depois, trabalhou como locutor e tradutor nas Olimpíadas, musicou cerca de dez curtas-metragens e peças teatrais, fez jingles para a televisão e estudou teatro e literatura espanhola.
Compôs, em 1966, Lá vem o bloco (com Rui Guerra), e musicou o filme de Joaquim Pedro de Andrade O padre e a moça. Dirigiu em 1970, no México, a peça Ouviu falar em dragão, recebendo por esse trabalho o prêmio de melhor diretor e ator do ano. Lá, conheceu sua mulher, Katherine, atriz, cantora e modelo profissional, e em 1971 voltou ao Brasil para lançar os LPs ...E no entanto é preciso cantar, com participação de Chico Buarque, e Eu e elas, ambos pela Philips.
Fez a música Tudo o que eu sou eu dei para a telenovela O cafona, da Rede Globo, e compôs Essa passou (com Chico Buarque). Em 1973 mudou para a gravadora Continental e lançou o LP Carlos Lira. No ano seguinte, gravou o LP Herói do medo, que seria lançado em 1975. Ainda em 1974, mudou-se para Los Angeles, E.U.A., onde estudou astrologia. Dois anos mais tarde, voltou ao Brasil e lançou o livro O seu verdadeiro signo, pela Codecri, Rio de Janeiro.
Em 1979 participou do congresso da UNE em Salvador ocasião em que dirigiu coro de cinco mil estudantes na interpretação de sua música Hino da UNE, composta em parceria com Vinicius de Morais (1963). No ano seguinte, musicou a peça Vidigal, de Millor Fernandes. Em 1983 compôs, com Paulo César Pinheiro, as músicas para a peça As primícias, de Dias Gomes, e a música para a letra O negócio é amar, de Dolores Duran. Em 1984 estreou 25 anos de bossa nova, no Teatro dos Quatro; o show foi gravado ao vivo em 1986 e lançado em disco, pela gravadora 3M, no ano seguinte.
Em 1987 apresentou-se na Espanha com Caetano Veloso, Toquinho e Nana Caymmi. Um ano depois, apresentou-se no Japão, com Leila Pinheiro e o Quarteto em Cy. Em 1991, sua peça Pobre menina rica foi remontada, sob direção de Aderbal Júnior. No ano seguinte excursionou pela Espanha e Portugal, além de ter participado do Festival Pescara Jazz, ao lado de Gerry Mulligan e Gary Burton. Em 1993, após permanecer seis anos afastado dos estúdios, gravou no Japão o CD Bossa Lira, pela BMG-Victor. Em 1994 lançou pela Editora Lumiar o Songbook Carlos Lira, e, em seguida, o livro Ayanamsa - astrologia sideral, pela Editora Maltese. No ano seguinte, iniciou temporada de shows pelo Brasil.
Em 1996 compôs os temas de Policarpo Quaresma - Herói do Brasil (fiIme de Paulo Tiago), fez curta temporada no Japão e, no final do ano, estreou o show Vivendo Vinícius, com Leila Pinheiro, Toquinho e Baden Powell. Em 1997 lançou o CD Get us Bossa Nova (Pony Canyon Records) e estreou o show 40 anos de Bossa Nova, em Tóquio, ao lado de Roberto Menescal, Leila Pinheiro, Astrud Gilberto e outros.
Algumas músicas
Veja também:
Leia mais...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

João Gilberto

english mobile

João Gilberto

Por causa da batida rítmica diferente de violão que lançou no final da década de 1950, João Gilberto é considerado por muitos como o iniciador do movimento musical que ficaria conhecido em todo o mundo como bossa nova.
João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira nasceu em Juazeiro BA, em 10 de junho de 1931. Trabalhou como crooner em Salvador e em 1949 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde integrou o conjunto vocal Garotos da Lua. Atuou depois Como cantor e violonista no Rio e São Paulo.
Em 1958 acompanhou Elizeth Cardoso na gravação do LP Canção do amor demais, quando lançou em duas faixas - Chega de saudade e Outra vez- o estilo de harmonização e acentuação rítmica que caracterizaria a bossa nova. No mesmo ano lançou dois discos simples, como cantor, em característico estilo intimista, e, no ano seguinte, lançou o primeiro LP, Chega de saudade, com sucesso imediato.
Com o êxito mundial da bossa nova, João Gilberto transferiu-se, no início da década de 1960, para Nova York, onde tornou-se um dos mitos da música popular contemporânea. No final da década de 1980 voltou a morar no Rio de Janeiro.
Algumas músicas
A felicidade, A primeira vez, A tonga da mironga do kabuletê, Adeus, América, Águas de março, Amor certinho, Amor em paz, Aos pés da cruz, Avarandado, Bahia com H, Bolinha de papel, Bim bom, Brazil com S, Chega de saudade, Coisa mais linda, Corcovado, Curare, Da cor do pecado, De conversa em conversa, Desafinado, Dindi, Disse alguém (All of me), Doralice, É luxo só, Eclipse, Ela é carioca, Eu sambo mesmo, Eu sei que vou te amar, Falsa Baiana, Insensatez, Isto aqui, o que é?, Izaura, Jou jou balagandans, Lobo bobo, Manhã de Carnaval, Maria Ninguém, O astronauta, O barquinho, O pato, O samba da minha terra, Outra vez, Presente de Natal, Rosa Morena, Sandália de prata, Saudade da Bahia, Se é tarde, me perdoa, Segredo, Só em teus braços, Trenzinho (Trem de ferro), Trevo de quatro folhas, Wave.
Veja também:
Leia mais...

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Dilermando Reis

english mobile

Dilermando Reis

Dilermando Reis, instrumentista e compositor, nasceu em Guaratinguetá/SP em 22/9/1916 e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 2/1/1977. Estudou violão inicialmente com o pai, o violonista Francisco Reis. Em 1933, após assistir a um recital do violonista cego Levino da Conceição, que se apresentava em Guaratinguetá, entusiasmou-se e passou a acompanhá-lo em suas atuações pelo interior do país.
No Rio de Janeiro, começou a ganhar a vida ensinando violão em casas de música da época, como a Bandolim de Ouro e a Guitarra de Prata, na Rua da Carioca. Em 1935, conheceu Renato Murce, que o levou para a Rádio Clube do Brasil.
Companheiro de boêmia de Francisco Alves, João Petra de Barros e outros, tornou-se um dos mais famosos violonistas do rádio carioca, atuando principalmente na Rádio Nacional, de cujo elenco participou até 1969.
Em 1941 a Columbia lançou seu primeiro disco, que incluía a valsa Noite de lua e o choro Magoado (ambos de sua autoria). Em 1941 e 1942, integrou uma orquestra de 12 violões que atuou no Cassino da Urca e na Rádio Clube do Brasil. Gravou ainda com sucesso, em discos de 78 rpm, o bolero Penumbra, o calango Calanguinho (ambos de sua autoria), o jongo Interrogando (João Pernambuco) e a valsa Alma nortista (de sua autoria).
Em 1953, excursionou pelos EUA, atuando na CBS, de New York. Desde a década de 1950 até meados dos anos de 1960, lançou vários LPs na Continental, como solista de violão, entre os quais Sua Majestade o violão, Melodias da alvorada, Abismo de rosas e Presença de Dilermando Reis.
Teve muitos alunos famosos, como Bola Sete, Darci Vilaverde e, como amador, o presidente Juscelino Kubitschek. Em 1972 gravou o LP Dilermando Reis interpreta Pixinguinha e, em 1975, lançou O violão brasileiro de Dilermando Reis, ambos pela Continental.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora
Leia mais...

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Jesy Barbosa

english mobile

Jesy Barbosa (Jesy de Oliveira Barbosa), cantora, violonista, jornalista e poetisa, nasceu em Campos/RJ em 15/11/1902, e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 30/12/1987. Filha de um jornalista e mãe musicista, tocava violão e teve aulas de canto.
Iniciou carreira profissional em 1928, na Rádio Sociedade, no Rio de Janeiro a convite de Roquete Pinto. Pioneira da gravadora Victor, em 1928 lançou seu primeiro disco, com as canções Olhos pálidos, de Josué de Barros, e Medroso de amor, de Zizinha Bessa, nas quais colocou os versos.
De 1929 a 1933 lançou 26 discos, quase todos na Victor, interpretando composições de Marcelo Tupinambá, Joubert de Carvalho, Cândido das Neves, Gastão Lamounier, Henrique Vogeler, entre outros.
Seus maiores sucessos foram as canções Minha viola e Sabiá cantador (ambas de Randoval Montenegro), a canção-toada Volta (1930, de M. Lopes de Castro), o tango Queixas (1932, de Zelita Vilar e Rhea Cibele), e o fox-canção Saudades do arranha-céu (1933, de J. Tomás e Orestes Barbosa), pela Columbia.
Foi eleita Rainha da Canção Brasileira em 1930, em concurso promovido pelo Diário Carioca. No ano seguinte, foi elogiada pelo príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VIII da Inglaterra, que visitava o Rio de Janeiro; em sua homenagem, gravou o tango Príncipe de Gales (Gastão Lamounier e M. Lopes de Castro).
Além da carreira de cantora, desenvolveu intensa e variada atividade intelectual: foi contista, teatróloga, conferencista e poetisa, tendo publicado Cantigas de quem perdoa, Livraria Freitas Bastos, São Paulo, 1963.
Trabalhou em várias revistas e jornais, e na Rádio Globo foi redatora durante nove anos, além de radioatriz, novelista e apresentadora. Segundo Orestes Barbosa no livro "Samba", de 1933, sua especialidade eram "as canções de emoção e pensamento".

Leia mais...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Mário Gennari Filho

english mobile

Mário Gennari Filho, multiinstrumentista (acordeom, violão, piano, solovox, guitarra havaiana), professor e compositor, nasceu em São Paulo/SP em 07/07/1930 e faleceu em junho de 1989. Estreou com apenas oito anos, descoberto pelo Capitão Barduíno, que o lançou em seu programa na Rádio Bandeirantes, de São Paulo.
Dois anos depois, gravou seu primeiro disco, a convite da Columbia, Viajando pela Itália. Dessa fábrica passou para a Odeon, onde gravou grandes sucessos: Casinha pequenina (domínio público); Maringá (Joubert de Carvalho), Chuá, chuá (Sá Pereira e Ari Pavão).
Durante quatro anos trabalhou na Rádio Bandeirantes, deixando-a pela Tupi, onde ficou 12 anos, e depois, com o aparecimento da televisão, começou a apresentar-se em várias emissoras paulistas.
Junto com a também acordeonista Rosani M. de Barros, teve um conservatório para o ensino do acordeom em São Paulo, que formou vários instrumentistas. Excursionou por muitos Estados e obteve várias vezes o prêmio Roquete Pinto como melhor solista instrumental.

Fontes: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000; Dicionário Cravo Albin da MPB.
Leia mais...