quinta-feira, 10 de maio de 2007

Odair José

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O compositor e cantor Odair José (Odair José de Araújo) nasceu em Morrinhos-GO em 16/8/1948. Começou a se interessar por música aos dez anos, aprendendo a tocar piano, gaita e violão de ouvido. Aos 12 anos foi para Goiânia-GO e aos 18 para o Rio de Janeiro-RJ, onde trabalhou em boates e circos de subúrbio.
Sua primeira composição, Vou tirar você desse lugar, data de 1970, ano em que teve sua primeira música gravada, Chato e atrevido, por Denise Barreto, na Odeon. Levado para a gravadora CBS por Rossini Pinto, um ano depois lançou um compacto simples com as músicas de sua autoria Minhas coisas e Meu céu é você.
Em 1973, fez dupla com Caetano Veloso no show Phono 73, cantando seu grande sucesso Pare de tomar a pílula . Gravou cinco LPs, na Phonogram.
Obras principais: Pare de tomar a pílula, 1973; Vou tirar você deste lugar, 1970.
Algumas músicas cifradas:
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Severino Araújo e a Orquestra Tabajara

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Severino Araújo nasceu em Limoeiro (PE) em 23/4/1917 e dirige a Orquestra Tabajara até hoje. O pai de Severino era mestre de banda em Limoeiro, e foi quem deu as primeiras noções de música. Ainda criança, adotou a clarineta como instrumento favorito.

Na década de 30 mudou-se para João Pessoa (PB), onde foi clarinetista da banda da polícia. Em 1936 escreveu o choro Espinha de bacalhau , uma de suas composições mais famosas. Ainda na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara, e com alguns integrantes dela partiu para o Rio de Janeiro no final dos anos 30.

Apenas em 1945 a Orquestra adotou oficialmente o Rio de Janeiro como sua sede. Inspirada nas big bands norte-americanas, a Orquestra anima bailes, festas e gafieiras desde os anos 40 até hoje, totalizando mais de 13 mil apresentações. Além de atuar em bailes e festas, a Orquestra Tabajara trabalhava em emissoras de rádio.

Com grande popularidade, a Orquestra gravou mais de 100 discos de 78 rpm, batendo recordes de longevidade, além de alicerçar o trabalho de cantores como Jamelão, com quem gravou dois discos-tributos a Lupicínio Rodrigues .

Durante a existência do Circo Voador, no Rio de Janeiro, a Tabajara era a atração tradicional dos domingos, com a Domingueira Voadora. O repertório é composto tanto de clássicos do jazz e da canção norte-americana quanto de temas da música brasileira. Severino Araújo, que foi aluno de Koellreuter, é autor de várias músicas executadas pela Orquestra, e comemorou seus 80 anos ainda à frente do grupo, regendo e ensaiando.
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Sivan Castelo Neto

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O compositor e instrumentista Sivan Castelo Neto (Ulisses Lelot Filho) nasceu em Campinas (SP) em 27/5/1904 e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 28/2/1984. Em São Paulo, em 1920, iniciou-se musicalmente com seu primo o professor Emílio Vautier. Com Savino de Benedictis teve as primeiras lições de harmonia, aperfeiçoando-se ao violino com Torquato Amore.
Autodidata em piano e orquestração, em 1930 teve sua canção Eu e você gravada por Max Cardoso, na Victor. Como violinista, atuou na Rádio São Paulo em 1924, formando um trio com o pianista Alberto Soles e o flautista Vicente Lima. No ano seguinte integrou como segundo violino, a orquestra do Teatro Santana, regida pelo maestro Giamarusti.
Sempre atuando em São Paulo, participou de orquestras de vários cinemas entre os quais o Odeon e o Royal. Foi diretor artístico da Rádio Educadora Paulista (hoje Gazeta) e da Rádio Bandeirantes. Como compositor, teve obras interpretadas por Jorge Fernandes, Orlando Silva e Leny Eversong, entre outros, alcançando grande sucesso como a valsa Se ela perguntar, gravada em 1931 por Gastão Formenti.
Em 1953 sua Valsa de Natal (com Hilton Gomes), obteve o primeiro lugar no concurso de músicas natalinas promovido pela Rádio Globo. De 1950 a 1963 manteve um estúdio de publicidade tendo escrito e gravado centenas de jingles. Fez várias versões. Usava também o pseudônimo de Navis.
Obras: O amor é assim, valsa, 1954; Eu e você, canção, 1930; Eu, o luar e você, bolero, 1959, Foi o vento.., foi a vida (c/Correia Júnior), canção, 1933; Foi tudo um sonho, valsa, 1931; Nem a saudade ficou, valsa, 1934; Se ela perguntar, valsa, 1931, Tema do boneco de palha (c/Vera Brasil), samba, 1961; Valsa dos noivos (C/José Roberto Medeiros), valsa, 1954.
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Sérgio Porto

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Sérgio Porto (Sérgio Marcus Rangel Porto), cronista, radialista e compositor, conhecido também como Stanislaw Ponte Preta, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/1/1923 e faleceu na mesma cidade em 30/9/1968.
Iniciou carreira jornalística escrevendo para a revista Sombra, em 1949. Dois anos depois estava no jornal Diário Carioca, em 1953 na Tribuna de Imprensa e em 1954 na Última Hora, do Rio de Janeiro, onde, sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, deu início às crônicas satíricas que lhe deram fama.
Escreveu em 1953 a Pequena história do jazz e no ano seguinte foi colaborador da Revista de Música Popular, fundada por seu tio Lúcio Rangel e Pérsio de Morais. Com Lúcio Rangel e o pintor Santa Rosa fundou a revista O Mundo Ilustrado.
Em 1956 escreveu com Nestor de Holanda TV para crer, e com Luís Iglésias, no ano seguinte, Quem comeu foi pai Adão, revistas teatrais encenadas com êxito. Escreveu shows musicais para boates, entre os quais o levado em 1964 na boate Zum-Zum, do Rio de Janeiro, com Araci de Almeida e Billy Blanco e apresentação dele próprio.
Como compositor destacou-se com o Samba do crioulo doido, gravado pelo Quarteto em Cy no LP Em Cy maior, em 1968, pela Elenco. O samba glosa a dificuldade dos compositores de escolas de samba quando obrigados a estudar a História do Brasil para compor os enredos dos desfiles. Suas crônicas começaram a ser reunidas em livro a partir de 1961, com Tia Zulmira e eu, culminando em 1966 com o Febeapá, festival de besteira que assola o país. Foi em certo momento, pela linguagem, estilo, temas e críticas, a encarnação da “alma carioca”.
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Elvis Presley

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Elvis Presley
Elvis Aaron Presley, nas circunstâncias mais humildes, nasceu para Vernon e Gladys Presley em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississipi no dia 8 de janeiro de 1935. Seu irmão gêmeo, Jessie Garon, nasceu morto, e Elvis cresceu como filho único. Ele e seus pais se mudaram para Memphis, Tennessee em 1948, e Elvis lá se formou na Humes High School em 1953.
As influências musicais de Elvis eram a música pop e country da época, a música gospel que ele ouvia na igreja e nas noites de cantoria que ele freqüentava, e o R&B que ele absorveu na histórica Beale Street quando adolescente em Memphis.
Em 1954, ele iniciou sua carreira musical no lendário selo Sun Records em Memphis. No fim de 1955, seu contrato foi vendido para RCA Victor. Em 1956, ele era uma sensação internacional. Com um som e estilo que unicamente combinavam suas diversificadas influências e confundiam e desafiavam as barreiras raciais da época, ele conduziu uma nova era da música e cultura pop Americana.
Ele estrelou 33 filmes de sucesso, fez história com suas aparições na televisão e especiais, e foi muito aclamado por suas apresentações que frequentemente quebravam recordes, suas turnês e em Las Vegas. Globalmente, ele já vendeu mais de um bilhão de discos, mais do que qualquer outro artista. Suas vendas americanas o garantiraram prêmios de ouro, platina e multi-platina por seus 149 álbuns e singles, muito mais do que qualquer outro artista.
Entre seus muitos prêmios estão 14 indicações ao Grammy (3 prêmios) da National Academy of Recording Arts & Sciences, o prêmio Grammy por sua obra, que recebeu aos 36 anos, e a nomeação como um dos 10 Jovens Homens Mais Proeminentes da Nação em 1970 nos EUA.
Sem nenhum dos privilégios que seu status de celebridade poderiam ter o concedido, ele serviu seu país no Exército dos EUA. Seu talento, beleza, sensualidade, carisma e bom humor o tornou querido para milhões, assim como a humildade e bondade que demonstrou durante sua vida. Conhecido pelo mundo por seu primeiro nome, ele é considerado uma das figuras mais importantes da cultura pop do século 20. Elvis morreu em sua casa em Memphis, Graceland, em 16 de agosto de 1977.
Entre seus sucessos musicais podemos destacar, "Hound Dog", "Don't Be Cruel", "Love me Tender", "All Shook up", "Teddy Bear", "Jailhouse Rock", "It's Now or Never", "Can´t Help Falling in Love", "Surrender", "Crying In The Chapel", "In The Ghetto", "Suspicious Minds", "Don't Cry Daddy", "The Wonder of You", "Burning Love", "My Boy" e "Moody Blue".
Especificamente na Europa, canções como "Wooden Heart", "You Don't Have To Say You Love Me", "My Boy" e "Moody Blue", foram também marcantes.
Particularmente no Brasil, foram bem-sucedidas as canções "Kiss me Quick", "Bossa Nova Baby", "Bridge Over Troubled Water", "Sylvia" e "My Boy", dentre outras que também marcaram época.
Após sua morte, novos sucessos advieram como "Way Down" (logo após seu falecimento), "Always On My Mind", "Guitar Man", "A Little Less Conversation" e "Rubberneckin". Ainda hoje, quase trinta anos após sua morte, é o detentor de maior número de "hits" nas paradas mundiais e o recordista de vendagem de discos em todos os tempos.
Algumas músicas cifradas:
Fontes: Elvis.com e Wikipedia
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Sílvio Salema

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O cantor e musicólogo Sílvio Salema (Sílvio Salema Garção Ribeiro), nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 30/10/1901 faleceu na mesma cidade em 29/10/1976. Iniciou carreira como cantor em 1928, gravando na Parlophon a canção Benzinho do coração (Ari Kerner), e o tango Quando me beijas (Pedro Cabral), além do fado-tango Guitarrada (Eduardo Souto).
No ano seguinte gravou na Parlophon o tango Por um beijo do tempo (Pedro Cabral), a valsa Olhar de fogo (Plínio Brito), Modinha brasileira (De Chocolat) e, na Victor, o samba Virou boba (Sinhô), a valsa-canção Voz solitária (João Martins), o samba Rosa, meu amor (Rogério Guimarães e Dudu Filho) e a toada Quando as frô pega nascê (Josué de Barros e Rogério Guimarães).
Em 1930 gravou, na Victor, a marcha Eu sou é ulio (Freitinhas) e a valsa Inconstante (Edmundo Henriques). Gravou, em 1932, Onde está o meu amor (Capiba e J. Coelho Filho) e Valsa verde (Capiba e Ferreira dos Santos).
Dedicado à música brasileira nos aspectos popular, coral e sobretudo folclórico, tornou-se estudioso e pesquisador, chegando a escrever uma tese sobre a origem do samba, arquivada na Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.
Destacou-se também como professor, ensaiador e regente de canto orfeônico, tendo ao lado de Heitor Villa-Lobos incentivado o canto orfeônico escolar. Foi também autor de canções escolares como Carneirinho de algodão (com Villa-Lobos) e Soldadinhos (com Narbal Fontes).

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Sônia Carvalho

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Sônia Carvalho (Maria de Nazaré Reis), cantora, nasceu em São Paulo/SP em 27/2/1914 e faleceu em Taubaté/SP em 11/5/1988. Iniciou a carreira em 1929, na Rádio Educadora Paulista.
Em 1934 gravou na Odeon seu primeiro disco, com a marcha Beijos e o samba Vejo o céu todo estrelado (ambos de André Filho). Logo depois, foi para a Victor, que procurava uma substituta para Carmen Miranda, então na Odeon.
Em seu primeiro disco na Victor lançou os sambas A infelicidade me persegue e O dia morreu, ambos de Assis Valente, o segundo em dueto com o compositor.
Seus gêneros prediletos eram as canções românticas e regionais e as versões de melodias famosas, mas gravou também sambas e marchas por interesse das gravadoras. Seu repertório incluiu músicas de Ary Barroso, André Filho, Floriano Pinho e outros, e duas composições de sua autoria: a marcha Te logo e o samba A vida é um samba, este último em parceria com Ivani Ribeiro.
Em 1936 foi contratada pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que estava sendo inaugurada, tornando-se uma das cantoras mais bem pagas da emissora. Em 1937 gravou na Columbia seus dois últimos discos; no mesmo ano casou-se e abandonou a carreira.
Deixou uma discografia que vai de 1934 a 1937, totalizando dez discos com 20 músicas. Em 1939 lançou Nelson Gonçalves, recomendando o ao então diretor da Rádio São Paulo, o maestro Gabriel Migliori.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.
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Stefana de Macedo

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Stefana de Macedo (Stefana de Moura Macedo) - 29/1/1903, Recife, PE - 1/9/1975, Rio de Janeiro, RJ - foi uma das principais cantoras-pesquisadoras brasileiras, a quem nossa memória folclórica muito deve.

Incluiu 43 músicas de características regionais nos seus 22 discos gravados. São cocos, toadas pernambucanas, cateretês, maracatus, corta-jacas, baiões, canções do Amazonas, tanto de domínio público (muitas vezes com adaptações suas) quanto de autores conhecidos, numa época em que só os homens atuavam nesse setor, abrindo caminho para artistas que vieram depois, como Dilu Melo, Inezita Barroso e Ely Camargo.

Quando tinha nove anos de idade, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio R. William e teve aulas de violão com Patrício Teixeira e Rogério Guimarães, logo começando a cantar e tocar em festas familiares.

Em 1926 apresentou-se ao violão no Cassino do Copacabana Palace, quando esse instrumento ainda estava restrito à então chamada malandragem. No ano seguinte, apresentou-se no I.N.M., no Rio de Janeiro, e no Teatro Municipal, de São Paulo.

Em 1928 estreou em disco interpretando pela Odeon as canções Tenho uma raiva de vancê e Sussuarana, ambas de Luiz Peixoto e Hekel Tavares. Sussuarana obteve grande sucesso, embora tivesse sido gravada pouco antes por Gastão Formenti. No mesmo ano, gravou de Catulo da Paixão Cearense o samba Leonor e de Hekel Tavares e Joraci Camargo, a canção Lua cheia.

Em 1929 apresentou-se no Teatro Municipal, de São Paulo e gravou pela Columbia o samba-choro Bambalelê, a canção Stela, os corta-jaca A mulher e o trem e O homem e o relógio, o cateretê Bicho caxinguelê, a toada Saia do sereno, o batuque Dança do Quilombo dos Palmares, talvez a música brasileira mais antiga conhecida, com a primeira gravação de um batuque com batida na caixa do violão, executada por ela, e a canção História triste de uma praieira seu maior sucesso, todos de motivo popular, com arranjos de sua autoria. No mesmo ano, gravou de João Pernambuco os cocos Tiá de Junqueira e Biro biro iaiá e as toadas Siricóia e Vancê, esta última em parceria com E. Tourinho.

Em 1930 gravou pela Colúmbia o batuque Mãe Maria Camundá de sua autoria e o baião Estrela D'Alva de João Pernambuco. No mesmo ano gravou a toada Como se dobra o sino, de motivo popular com arranjos de sua autoria. Também fez arranjos de outros motivos populares, entre os quais o coco O-le-lê Tamandaré e a canção Rede do Ceará. Gravou diversas composições de João Pernambuco, entre as quais Manacá dos gerais, de parceria de João e E. Tourinho. Gravou diversas composições de Amélia Brandão Nery, entre as quais a cantiga Casa de farinha e a canção Nos cafundó do coração. Ainda em 1930 gravou do compositor pernambucano Raul Moraes o coco Lenhadô.

Em 1931 cantou no filme Coisas nossas, de Alberto Byington. Em 1933 gravou de sua autoria, o maracatu Dois de oro e a canção Sodade véia. Em 1935 deu dois recitais no Teatro Colón, de Buenos Aires, Argentina; no primeiro, com a presença do mundo oficial da Argentina e do Brasil, executou na primeira parte suas canções ao violão e, na segunda, com Heitor Villa-Lobos ao piano, músicas do compositor.

Em 1939 regravou a canção História triste de uma praieira, com arranjos de sua autoria e versos de Adelmar Tavares. Em 1942 gravou a canção Rede do Ceará, de motivo popular e arranjos de sua autoria.

Em fins dos anos 1950, a cantora Ely Camargo gravou de sua autoria e Aldemar Tavares, História triste de uma Praieira. A partir dos anos 1950 só se apresentava em raros recitais, consolidando, contudo, uma aura de elegância e sofisticação, sempre saudada por intelectuais, críticos e até músicos eruditos.

Em 1968 gravou histórico depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som. Passou seus últimos anos de vida na cidade de Volta Redonda, sempre esquecida pela chamada grande "mídia".

Fonte: Cantoras do Brasil - Stefana de Macedo

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Stellinha Egg

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Stellinha Egg (Stella Maria Egg), cantora, nasceu em Curitiba (PR) em 18/7/1914 e faleceu na mesma cidade em 17/6/1991. Cresceu recebendo a influência do ambiente musical existente em sua família e com cinco anos começou a cantar em festas da Igreja Evangélica.
Sua carreira profissional se iniciou na Rádio Clube Paranaense, em Curitiba. Venceu um concurso de melhor intérprete do folclore brasileiro e foi contratada a partir daí pela Rádio Tupi de São Paulo, para onde se transferiu logo depois. Na capital paulista trabalhou nas Rádios São Paulo e Cultura.
No início da década de 40, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde se apresentou ao lado de Dorival Caymmi e Sílvio Caldas. Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Continental, interpretando a toada Uma lua no céu... outra lua no mar, de Jorge Tavares e Alaíde Tavares, e o coco Tapioquinha de coco, de Jorge Tavares e Amirton Valim.
No ano de 1945, casou-se com o maestro Lindolfo Gaya, que conhecera na Rádio Tupi, de São Paulo, e que a partir daí trabalharia nos arranjos de suas músicas, e de quem gravou, entre outras músicas, o samba Não consigo esquecer você, a toada Mais ninguém, parceria com Eme de Assis e o samba canção Um amor para amar.
Em 1949, gravou de Ary Barroso, o samba canção Terra seca. Em 1950, gravou o baião Catolé, de Humberto Teixeira e Lauro Maia. No mesmo ano, foi eleita no Congresso Internacional de Folclore, em Araxá, Minas Gerais, como a Melhor Cantora Folclórica.
Em 1952, gravou a rancheira Toca sanfoneiro, dela e Luiz Gonzaga, e a canção Luar do sertão, de Catulo da Paixão Cearense. Em 1953, gravou, de Dorival Caymmi, as canções O mar e Vento. Gravou também do mesmo autor, o samba canção Nunca mais. Em 1954, gravou ainda de Caymmi, os batuques Noite de temporal e A lenda do Abaeté.
Entre 1955 e 1956 excursionou à Europa, apresentando-se na URSS, França, Polônia, Finlândia, Itália e Portugal, acompanhada do maestro Lindolfo Gaia. Em 1956, gravou o xote O torrado, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas e o clássico baião Fiz a cama na varanda, grande sucesso de Dilu Melo. Em 1960, gravou na Odeon cantando com o Trio Yrakitan a limpa-banco Entrevero no jacá, de Barbosa Lessa e Danilo Vital.
Dedicada ao estudo e pesquisa do folclore brasileiro, gravou diversas composições de domínio público e folclóricas, tais como a toada Garoto da lenha de Angico, a toada Boi Barroso, Samba lelê, A moda da carranquinha, Cantigas do meu Brasil e outras. Gravou ainda o LP Luar do sertão, com composições de Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros. Gravou diversos LPs dedicados a distintos aspectos da música popular e folclórica, entre os quais: Modas e modinhas, com modas de viola e modinhas, antigas e modernas; Vamos todos cirandar, com canções de roda; e Músicas do nosso Brasil, com canções tradicionais brasileiras.
Fonte: Cantoras do Brasil – Stellinha Egg.

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Paralamas do Sucesso

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Paralamas do Sucesso: Grupo formado em Brasília DF, um dos mais importantes do rock brasileiro da década de 1980, funde o rock com o ska e o reggae jamaicanos, músicas latino-americanas e carimbó, além de outros ritmos brasileiros.
Iniciado em 1982 por Bi Ribeiro (Felipe Ribeiro, Rio de Janeiro RJ 1961) no contrabaixo, Herbert Viana (João Pessoa PB 1961) na guitarra e Vital Dias na bateria, substituído por João Barone (Rio de Janeiro 1962) em 1983.
Foi inspirado em Vital que Herbert Viana compôs Vital e sua moto, primeiro êxito do grupo e um dos pontos altos do primeiro LP, Cinema mudo, de 1983, pela EMI. O segundo LP, O passo do Lui (1984), consolidou a posição do grupo como dos mais criativos do pop-rock brasileiro, incluindo sucessos como Óculos, Meu erro (regravada por Zizi Possi e Nelson Gonçalves), Ska, Romance ideal e Me liga (todas de Herbert Viana).
O terceiro LP, Selvagem? (1986), trouxe dois dos maiores sucessos do ano, Alagados (composição do trio) e Melô do marinheiro, adaptação brasileira do dub, estilo de reggae que consiste numa melodia monocórdica sobre uma linha de baixo repetitiva. Em 1986-1987 apresentaram-se com êxito em Buenos Aires (Argentina), Paris (França) e no Festival de Jazz de Montreux (Suíça).
Outros discos do trio são D (ao vivo em Montreux, 1987), Bora-Bora (1988), Big-bang (1989), Os grãos (1991), Severino (1994), Vamo bate lata (1995) e Nove luas (1996). Outros sucessos do grupo incluem Patrulha noturna (1983), Quase um segundo (1988), Lanterna dos afogados (1989), Luís Inácio (300 Picaretas) (1995), Uma brasileira (1996, parceria de Herbert Viana com Carlinhos Brown e participação de Djavan) e La bella luna (1996).
Herbert Viana lançou dois discos solo: É Batumaré (1993) e Santorini Blues (1997).
Músicas cifradas dos Paralamas do Sucesso:
Fonte: Cifrantiga - História da MPB e Cifras; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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