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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Carlito Jazz

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Conjunto instrumental organizado no Rio de Janeiro em 1926 pelo baterista Carlito (Carlos Blassifera ?—Rio de Janeiro 1956), a pedido da senhora Rasimi, proprietária da companhia francesa Bataclan, para acompanhar as apresentações da companhia no Teatro Lírico.
Além de Carlito, baterista e líder, o conjunto era integrado por Donga, que tocava violão e banjo, pelo trompetista Sebastião Cirino, pelo pianista Augusto Vasseur, pelo violinista João Wanderley, pelo saxofonista Orosino e pelo trombonista Zé Povo.
O grupo apresentou-se com a companhia em São Paulo, Salvador e Recife, de onde seguiu para Paris, França. Na capital francesa, através do embaixador Sousa Dantas, atuou durante três meses no cabaré Palermo, com o nome de Carlito et son Orchestre. Apresentaram-se em outros cabarés, até que, ainda em 1926, depois de uma temporada no café Anglais, Donga e Wanderley deixaram o grupo e voltaram ao Brasil.
Vários instrumentistas europeus substituíram os brasileiros que foram se desligando do conjunto; viajando para a Itália, novamente foi contratado pela companhia Bataclan, que realizava uma tournée. Retornando a Paris, Carlito, junto com Sebastião Cirino e o trombonista Leonel, substituto de Zé do Povo, exibiram-se tocando antigos sucessos brasileiros no cabaré Ermitage, de emigrados russos; passaram alguns anos na Turquia e voltaram à França em 1930 a tempo de se apresentar na Grande Exposição Colonial de Paris, acompanhando a famosa vedete negra Josephine Baker.
Após uma temporada no cabaré Eve e vários anos no Chez les Nudistes, de Montmartre, em fins de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, Carlito e seus companheiros voltaram para o Brasil, depois de 14 anos na Europa.
Contratada pela Rádio Ipanema, do Rio de Janeiro, a 15 de agosto de 1940, a orquestra Carlito Jazz dissolveu-se pouco tempo depois. A partir de 1940, o líder, Carlito, atuou ainda como empresário de revistas teatrais. Quando morreu, em 1956, era funcionário do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.
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quinta-feira, 10 de maio de 2007

Severino Araújo e a Orquestra Tabajara

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Severino Araújo nasceu em Limoeiro (PE) em 23/4/1917 e dirige a Orquestra Tabajara até hoje. O pai de Severino era mestre de banda em Limoeiro, e foi quem deu as primeiras noções de música. Ainda criança, adotou a clarineta como instrumento favorito.

Na década de 30 mudou-se para João Pessoa (PB), onde foi clarinetista da banda da polícia. Em 1936 escreveu o choro Espinha de bacalhau , uma de suas composições mais famosas. Ainda na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara, e com alguns integrantes dela partiu para o Rio de Janeiro no final dos anos 30.

Apenas em 1945 a Orquestra adotou oficialmente o Rio de Janeiro como sua sede. Inspirada nas big bands norte-americanas, a Orquestra anima bailes, festas e gafieiras desde os anos 40 até hoje, totalizando mais de 13 mil apresentações. Além de atuar em bailes e festas, a Orquestra Tabajara trabalhava em emissoras de rádio.

Com grande popularidade, a Orquestra gravou mais de 100 discos de 78 rpm, batendo recordes de longevidade, além de alicerçar o trabalho de cantores como Jamelão, com quem gravou dois discos-tributos a Lupicínio Rodrigues .

Durante a existência do Circo Voador, no Rio de Janeiro, a Tabajara era a atração tradicional dos domingos, com a Domingueira Voadora. O repertório é composto tanto de clássicos do jazz e da canção norte-americana quanto de temas da música brasileira. Severino Araújo, que foi aluno de Koellreuter, é autor de várias músicas executadas pela Orquestra, e comemorou seus 80 anos ainda à frente do grupo, regendo e ensaiando.
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