terça-feira, 26 de junho de 2007

Músicas estrangeiras

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Miscelânea de canções de outros países, muitas com letras e títulos em português:
Canções hispânicas:
Canções italianas:
Canções francesas:
Alguns tangos:
E o meu acervo de boleros "inolvidables". Alguns boleros (poucos) são do Brasil :
Alguns compositores e cantores estrangeiros já publicados:
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Fagner

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Raimundo Fagner Cândido Lopes, nasceu em Óros, Ceará, em 13/10/1950. Caçula de uma família de cinco irmãos, desde pequeno gostava de música. Nos colégios onde estudou, costumava formar grupos vocais e conjuntos de iêiê-iê.
Começou a compor e a cantar músicas suas e em parceria com amigos em 1968, mesmo ano em que venceu o IV Festival de Música Popular do Ceará, com Nada sou, com Marcus Francisco, seu parceiro também em Luzia do algodão, apresentada, em 1969, no Festival de Música Popular da Rádio Assunção Cearense, que foi sua primeira composição gravada, sob o selo Orgacine. Até 1970 viveu em Fortaleza CE, onde participou de um programa semanal na TV Ceará, ao lado de Belchior, Rodger, Ednardo e Ricardo Bezerra.
Mudou-se para Brasília DF em 1971, ingressando na Faculdade de Arquitetura, da Universidade Federal de Brasília, curso que abandonou no final do primeiro ano. Ainda em 1971, classificou, respectivamente, em primeiro e sexto lugares no Festival do Centro de Estudos Universitários de Brasília, Mucuripe (com Belchior) e Manera, Fru-fru, manera (com Ricardo Bezerra), recebendo também o prêmio de melhor intérprete, melhor arranjo e hors-concours por seu Cavalo ferro (com Ricardo Bezerra).
Foi para o Rio de Janeiro RJ ainda em 1971, dedicando-se a partir daí à música e, em segundo plano, ao desenho e à pintura. Em dupla com Cirino, gravou um compacto RGE, cantando as músicas Nova conquista (sua autoria) e Copa luz (Cirino e Sérgio Costa). O sucesso surgiu com a gravação, na Philips, em 1972, de Mucuripe, por Elis Regina, música que ele próprio também gravou, no mesmo ano, num dos lados do segundo Disco de Bolso (no outro lado, Caetano Veloso interpretou Asa branca, de Luiz Gonzaga), lançado pelo semanário O Pasquim.
Contratado pela Philips, gravou um compacto duplo, incluindo as composições suas Amém - amém, Fim do mundo (com Fausto Nilo), Cavalo-ferro e Quatro graus (com Dedé). Apresentou esta última no VII FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, e gravou, em 1973, seu primeiro LP, Manera, fru-fru, manera, com a participação de Nara Leão e do percussionista Naná. Trabalhou com Chico Buarque na trilha sonora do filme Joana, a francesa, de Carlos Diegues, seguindo depois para Paris, França, a fim de se apresentar num espetáculo de artistas brasileiros no teatro Olympia. Na capital francesa, realizou estudos com o guitarrista flamenco Pedro Soler e com o cantor espanhol Pepe de la Matrona.
Seu segundo LP, Ave noturna, lançado pela Continental, saiu em 1975, com destaque para a faixa-título (com Cacá Diegues, da trilha de Joana, a francesa) e as músicas Astro vagabundo (com Fausto Nilo) e Última mentira (com Capinam). Em 1976 lançou o LP Raimundo Fagner, pela CBS, incluindo Asa partida (com Abel Silva) e Corda de aço (com Clodô). No ano seguinte, lançou o LP Orós, com arranjos, direção musical e participação de Hermeto Pascoal, com destaque para a música-título e Flor da paisagem (Robertinho do Recife e Fausto Nilo).
Gravou em 1978 o LP Quem viver chorará, com Motivo (poema de Cecília Meireles) e Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva). Em 1979, pela CBS, lançou o LP Beleza, ganhando no mesmo ano o Festival 79 da TV Tupi, com Quem me levará sou eu (Dominguinhos e Manduka). Mais um LP, em 1980, com Quixeramobim (Nonato Luís e Fausto Nilo) e Canção brasileira (Abel Silva e Sueli Costa).
Em 1982 lançou o LP Qualquer música, pela CBS, disco gravado nos E.U.A. e que incluía Vapor do Luna, canção do folclore nordestino adaptada por ele e Bigodeiro, Pensamento, gravada também por Cauby Peixoto, e Homem Feliz (João Donato e Abel Silva). Em 1983 lançou o LP Palavra de amor, com Guerreiros (Gonzaguinha) e a música-título, de Manassés e Fausto Nilo. Lançou pela BMG os discos Pedras que cantam (1984), Terral (1987) e Bateu saudade (1988).
Em 1993 saiu o CD Demais e, em 1994, Caboclo Sonhador. Em 1995 lançou o CD Retrato, destacando Distância (com Guilherme de Brito) e Poeira (Luís Bonan e Serafim C. Gomes). Em 1996 lançou o CD Raimundo Fagner, em que se destacam suas interpretações de Autonomia (Cartola), Canção em dois tempos (Vital Farias) e Letras de canção (Dominguinhos e Fausto Nilo). Pela BMG, saiu em 1997 o CD Terral, com destaque para O vendedor de biscoito (Gordurinha), Vorta morena (João Lira e Paulo César Pinheiro) e Forró do Tio Augusto (Luís Vieira).
Algumas músicas
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Fernando Brant

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Fernando Rocha Brant, letrista, nasceu em Caldas MG, em 9/10/1946. Formado em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte MG, trabalhava como repórter da sucursal de O Cruzeiro.
No começo da década de 1960, conheceu Milton Nascimento, mas só em 1967 começaram a compor juntos, quando este lhe propôs que escrevesse a letra para música sua. Depois de muitas recusas, escreveu Travessia, que foi apresentada por Milton Nascimento no II FIC, da TV Globo, no Rio de Janeiro RJ, tirando a segunda colocação. A música foi lançada no mesmo ano, no primeiro disco de Milton Nascimento, pela extinta gravadora Codil.
Em 1968, participaram de mais um festival - IV FMPB, da TV Record, de São Paulo - com Sentinela, defendida por Cynara e Cybele. Em 1968, no LP Courage, gravado nos E.U.A. pela A&M Records, Milton Nascimento gravou Travessia e Outubro. No ano seguinte, a Odeon lançou o LP Milton Nascimento, onde, além de Sentinela, apareciam outras composições da dupla, como Beco do Mota, Sunset Marquis 333 Los Angeles e Rosa do ventre.
No início de 1970 , compuseram a trilha sonora do curta-metragem Tostão, a fera de ouro, dirigido por Ricardo Gomes Leite e Paulo Laender, de que fazia parte a música Aqui é o país do futebol. No mesmo ano, no LP de Milton Nascimento, apareceram, entre outras, Para Lennon e McCartney (com Lô Borges e Márcio Borges) e Durango Kid (com Toninho Horta). Com este último compôs também Aqui, ó (incluída no LP de 1969 de Milton Nascimento) e Céu de Brasília, entre outras.
Em 1972, no LP de Milton Nascimento e Lô Borges - Clube da Esquina, da Odeon -, apresentou San Vicente e Ao que vai nascer, ambas em parceria com Milton Nascimento e Paisagem na janela, com Lô Borges.
Em 1974, no novo LP de Milton Nascimento, Milagre dos peixes (Odeon), apresentaram a faixa-título e Escravos de Jó. Além dos parceiros já citados, compôs, com Tavinho Moura, Peixe vivo, Nossa Senhora de Ó etc., e com Sirlan, Nove anos e Profissão de fé, entre outras.
Nas décadas de 1980 e 1990, continuou sendo o principal letrista de Milton Nascimento, participando com duas letras do último disco de Milton, Nascimento, premiado com o Grammy em 1998: Janela para o mundo e Louva-a-deus.
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Festival de San Remo

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Em 1946, em San Remo, cidade que fica ao norte da Itália e que vive graças à plantação de flores, um ilustre floricultor com tendências políticas, Sr. Amilcare Rambaldi, propõe idealizar um festival anual de músicas, no entanto devido a muitas dificuldades a idéia não foi aceita (foto ao lado: Cassino de San Remo).
Em 1951, Pier Busseti, diretor do Cassino Di San Remo, reativa a idéia do projeto de Rambaldi e graças à colaboração do Maestro Giulio Razzi, da RAI, nasce o Festival da canção italiana ou Festival de San Remo.
É uma das manifestações mais importantes da música italiana e acontece todo ano no teatro Ariston de Sanremo, a cidade das flores, na riviera ligúria. Representa uma ocasião para promover a tradição melódica italiana e é seguida por milhares de espectadores curiosos para saber o final da disputa. Aos vencedores, os prêmios e o tão esperado "estrelato". Participam cantores conhecidos e já famosos e também "marinheiros de primeira viagem"; as canções são votadas pelo jurado oficial e pelo jurado popular, composto por uma "amostra" representante de todas as faixas etárias.
A tv começou a transmitir o Festival em 55, e daquele tempo, Sanremo já atraía famílias inteiras e virava um fenômeno de costumes. As pessoas eram tão interessadas nas canções quanto no aspecto dos cantores que lançavam moda com estilos originais e transgressivos criados pelos principais estilistas que exportam a imagem da moda italiana ao exterior. A decoração do palco com as flores que representam a cidade dão um aspecto colorido ao espetáculo musical.
Nas edições anteriores, até mesmo cantores famosos eram convidados para participar cantando a música italiana. Mas a canção mais famosa que foi lançada pelo Festival continua sendo Volare de Domenico Modugno em 1959, e continua sendo a mais amada pelo público do Festival.
Nos anos 60 a opinião pública foi chocada com a morte de Luigi Tenco, músico que se suicidou na época do Festival, fazendo todos acreditarem que foi por causa de sua desqualificação do evento. E da mesma forma, se chocou com o rímel nos olhos de Bobby Solo...que depois foi criticado pela "pequena burguesia".
Os anos 70 foi caracterizado pelo declínio do Festival e pelas contestações estudantis. O Festival se "reprende" nos anos 80 e 90 e a edição de 99 é apresentada pela bela Laetitia Casta e por Fabrizio Fazio, ano depois que os apresentadores foram Raimondo Vianello, Veronica Pivetti e Eva Erzigova.
Nos últimos anos, virou polêmica o papel das apresentadoras que eram sempre estrangeiras, criando uma forte rejeição por parte das italianas. O espetáculo deu espaço a vários cômicos como Benigni, Grillo, Trio Solenghi, Lopez e Marchesini e Teo Teocoli, na pele de vários personagens.
Os vencedores de 1951 até a época atual está no website Bella Italia que pode ser acessado no seguinte endereço: http://www.italianoar.com/
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The Fevers

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The Fevers. Grupo formado no Rio de Janeiro RJ em 1964 com o nome de The Fenders por Almir Ferreira Bezerra (Recife PE 1945-) nos vocais, Liebert Ferreira Pinto (Rio de Janeiro RJ 1947-) no contrabaixo, Lécio do Nascimento (Rio de Janeiro 1943-) na bateria, Pedrinho (Pedro da Luz Evangevaldo Sousa, Salvador BA 1945-) na guitarra, Cleudir Teles Borges (Rio de Janeiro 1945-) nos teclados, e Jimmy Cruise nos vocais. Em 1965, Jimmy saiu do grupo e os outros decidiram mudar o nome para The Fevers.

Gravaram seus primeiros discos em 1965 e 1966 na Philips, os compactos Vamos dançar o letkiss (versão de Letkiss), Wooly Bully (de Domingo Samudio, em versão) e Não vivo na solidão.

Passando para a Odeon ainda em 1966, revelaram-se um dos mais importantes grupos vocais-instrumentais da Jovem Guarda. Fizeram (muitas vezes sem crédito nos discos) o acompanhamento instrumental de gravações de Eduardo Araújo (O bom), Deny e Dino (Coruja), Erasmo Carlos (os LPs O Tremendão e Você me acende), Roberto Carlos (gravações como Eu te darei o céu e Eu estou apaixonado por você), Golden Boys, Wilson Simonal (faixas como Mamãe passou açúcar ni mim), Trio Esperança (LP A festa do Bolinha), Jorge Ben (o LP O bidu/Silêncio no Brooklin) e o primeiro LP de Paulo Sérgio.

Os próprios Fevers conseguiram muitos sucessos, quase todos em ska, ritmo de origem jamaicana precursor do reggae, como De que vale tanto amor (Miguel, Almir e Rossini Pinto, 1971), Sinto mas não sei dizer (Sufferin' in the land, de Jimmy Cliff, 1970), Pra cima, pra baixo e Guerra dos sexos (Miguel Plopschi, Augusto César e Cláudio Rabelo, 1983, tema da novela homônima da TV Globo).

Também um bom grupo de bailes, foi eleito melhor conjunto para bailes em 1968 e lançou um LP chamado Os reis do baile. Em 1969 entrou o guitarrista Luís Cláudio; em 1977 entrou outro guitarrista, Augusto César, que ficaria pouco tempo; em 1979, Almir foi substituído por Michael Sullivan. De 1965 a meados dos anos de 1980 o grupo incluiu o saxofonista Miguel Plopschi (Bucareste, Romênia 1943-), também produtor dos discos do grupo e mais tarde diretor artístico da gravadora RCA/BMG.

Os próprios Fevers também mudaram para a RCA/BMG em meados da década de 1980. Com mais de 30 LPs gravados, os Fevers hoje, além de Liebert e Almir incluem Otávio Henrique da Silva Monteiro (Rio de Janeiro 1962-, bateria), Luís Cláudio Elbert de Castro (Rio de Janeiro 1955-, vocais e percussão), Rama (José do Patrocínio Amaral, São João Del Rey MG 1958-, teclados e guitarra solo), Castro (Rio de Janeiro 1947-, teclados} e Miguel Ângelo Pereira.

Veja também:

Antonio Marcos / Celly Campello / Demetrius / Deny e Dino / Eduardo Araújo / Erasmo Carlos / Golden Boys / Incríveis, Os / Jerry Adriani / Jet Blacks, The / Jordans, The / Jovem Guarda, História da / Jovem Guarda, Cifras da / Leno e Lílian / Martinha / Paulo Sérgio / Renato e seus Blue Caps / Roberto Carlos / Ronnie Cord / Ronnie Von / Rosemary / Sérgio Murilo / Silvinha / Tony Campello / Trio Esperança / Vanusa / Vips, Os / Wanderléia / Wanderley Cardoso

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Gal Costa

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Gal Costa

Maria da Graça Costa Pena Burgos, cantora, nasceu em Salvador BA em 26/9/1945. Criada no bairro da Graça, desde cedo se interessou por música. O pai tocava violão, e a família a incentivou a tornar-se cantora. Antes dos 15 anos começou a tocar e cantar, apresentando-se em festas escolares. Era a época da bossa nova, e seu estilo de interpretação recebeu influência de João Gilberto.
Através de Dedé, em 1963 conheceu Caetano Veloso e, no ano seguinte, foi convidada para participar do show Nós, por exemplo, encenado em junho de 1964 no Teatro Vila Velha, que marcou a estréia do grupo dos baianos (ela, ainda com o nome de Maria da Graça, mais Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé). Juntos apresentaram-se em outros shows em Salvador, e em 1965, quando Maria Bethânia gravou seu primeiro LP, participou da faixa Sol negro (Caetano Veloso).
Já em São Paulo SP, no segundo semestre desse ano estreou no palco com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Tom Zé, no espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal no T.B.C., de São Paulo. Ainda em 1965, gravou um compacto interpretando Eu vim da Bahia (Gilberto Gil) e Sim, foi você (Caetano Veloso). No ano seguinte, no I FIC, da TV Rio, do Rio de Janeiro RJ, interpretou Minha senhora (Gilberto Gil e Torquato Neto) e, por sugestão de Guilherme Araújo, seu empresário, adotou o nome Gal Costa.
Em 1967, ao lado de Caetano Veloso, gravou o LP Domingo. Em 1968 gravou duas canções de Caetano Veloso no LP Tropicália ou Panis et circensis, Mamãe coragem e Baby, que se tornaram seus primeiros sucessos e marcas do movimento tropicalista. No mesmo ano, firmou-se como cantora junto ao grande público no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, ìnterpretando Divino maravilhoso (Gilberto Gil e Caetano Veloso), que alcançou o terceiro lugar. Seu primeiro LP individual foi lançado no ano seguinte pela Philips, e logo depois a cantora apresentou-se no Teatro de Arena, de São Paulo, em show produzido por Guilherme Araújo. Depois de uma temporada na boate Sucata, do Rio de Janeiro, realizou uma série de espetáculos em várias cidades do país.
Ainda em 1969, gravou na Philips o LP Meu nome é Gal e, no ano seguinte, esteve na Inglaterra. De volta ao Brasil, apresentou-se novamente na boate Sucata, lançando com grande sucesso a canção London, London (Caetano Veloso). Juntamente com o frevo-canção Deixa sangrar(Caetano Veloso), London, London foi destaque no LP Legal, gravado na volta de uma viagem da cantora a Portugal.
Em 1971 obteve êxito com o show Deixa sangrar, de Paulo Lima, Duda e Hélio Oiticica, estreado no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, e, depois, apresentado em São Paulo, no Teatro Vereda, e em outras capitais. Em 1971, quando João Gilberto visitou o Brasil, participou de programa com ele e Caetano Veloso, gravado pela TV Tupi, de São Paulo. O show seguinte, Gal a todo vapor, dirigido por Wally Sailormoon e gravado em álbum duplo pela Philips, lançado em 1972, marcou seu amadurecimento como cantora. Nesse ano, com a volta de Caetano Veloso e Gilberto Gil da Europa, os três participaram de espetáculos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em 1973 foi a Cannes, França, com Gilberto Gil, apresentando-se no MIDEM. No mesmo ano, realizou o show Índia, estreado no TUCA, de São Paulo, e gravou o LP de mesmo nome. Em 1976 reencontrou Caetano, Gil e Bethânia no show e disco Doces bárbaros. Nesse ano, gravou canções de Dorival Caymmi no LP Gal canta Caymmi. Ainda na década de 1970, lançou pela Polygram Caras e bocas (1977), Água viva (1978), Gal tropical (1979) e Meu nome é Gal (1979).
Na década de 1980 consagrou-se como uma das maiores intérpretes da música brasileira, prosseguindo a carreira internacional. Entre os discos desse período destacam-se: Aquarela do Brasil (1980), Gal Costa (1981), que incluiu um dos maiores sucessos de sua carreira, Festa do interior (Morais Moreira e Abel Silva), Baby Gal (1983), Bem bom (1985).
O início dos anos de 1990, ampliou seu repertório com o disco e show Plural (BMG, 1990), que incluiu composições de Carlinhos Brown, Jorge Ben Jor e Cole Porter, além de clássicos como Noel Rosa. Em 1994 apresentou-se no polêmico espetáculo O sorriso do gato de Alice, dirigido por Gerald Thomas, que recebeu os prêmios Sharp e APCA do ano. Em 1995, lançou Mina d'água do meu canto, com oito músicas de Chico Buarque e oito de Caetano Veloso, além de uma parceria dos dois homenageando Tom Jobim. Foi lançado em 1996 o CD duplo Doces bárbaros.
Em 1997 comemorou 30 anos de carreira com o lançamento do CD e vídeo Acústico MTV (BMG), gravado em julho do mesmo ano no Memorial da América Latina, em São Paulo. Entre os pontos altos do espetáculo, estão os encontros com convidados como Luís Melodia (Pérola negra), Herbert Víana(Lanterna dos afogados) e as novas interpretações para Camisa amarela(Ary Barroso), Sua estupidez (Erasmo e Roberto Carlos) e Vapor barato (Jards Macalé). Em janeiro de 1998 a Polygram lançou a caixa-antologia 30 anos de barato, com 3 CDs incluindo gravações do período 1967-1983.
Algumas músicas
Acontece, Aquarela do Brasil, Arrastão, Assum preto, Até quem sabe, Atrás da porta, Baby, Bôto, Camisa amarela, Canto triste, Carolina, Como dois e dois, Coração vagabundo, Corcovado, Deixa sangrar, Dindi, É luxo só, Espinha de bacalhau, Eu te amo, Faceira, Falsa Baiana, Festa de rua, Flor de maracujá, Flor do cerrado, Folhetim, Força estranha, Inquietação, Já era tempo, Joana Francesa, João Valentão, Jogada pelo mundo, London, London, Modinha para Gabriela, Mucuripe, Na Baixa do Sapateiro, Na batucada da vida, Nada será como antes, Nem eu, Nova estação, O cantador, O ciúme, O que tinha de ser, Os argonautas, Paula e Bebeto, Pérola negra, Pra dizer adeus, Retrato em branco e preto, São Salvador, Sua estupidez, Tatuagem, Trem das onze, Vaca profana, Vapor barato, Você não entende nada, Volta.
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