segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O fruto do nosso amor

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Amado Batista

O fruto do nosso amor (1978) - Vicente Dias e Praião II
        D                      G                      
Amor perfeito existia entre nós dois,
A D
sem esperar que depois fosse tudo se acabar
D G
Mas neste mundo em que o perfeito não tem vida,
A D
não merecemos querida viver juntos e amar
D G
Nosso senhor para sempre te levou
A D
nem ao menos me deixou o fruto do nosso amor
D G
Aquele filho seria a nossa alegria,
A D
eu senti naquele dia ser um pai, ser um senhor

D G
No hospital, na sala de cirurgia,
A D
pela vidraça eu via você sofrendo a sorrir
D G
E seu sorriso aos poucos se desfazendo,
A D
então eu te vi morrendo sem poder me despedir
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Serenata

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Serenata (1978) - José Fernandes dos Santos e Amado Batista
 D           A                    D
Há como eu queria, voltar, ao passado.
A D
Cantar com meus amigos, pra você fazer serenata.
A D
Nas madrugadas vazias, de sereno meu violão molhado.
A G A D
Eu cantava em sua janela, eu era, o seu namorado.

A D
A lua descia do céu, eu cantando você acordava,
A D
Com os olhos cheios de amor, abria a janela e me beijava.
G A D
Depois de te dar uma flor, quase chorando eu ia embora.
G A D
A se voltasse este tempo, de poesia sem dor de outrora.

D A D
O tempo passou como as nuvens, sopradas pela tempestade.
A D
Onde está a minha alegria, já não tenho mais felicidade.
A
Vou cantar outra vez pra você,
D
Jogar fora essa dor que me mata.
A G A D
Vou chamar meu melhor amigo, e pra você fazer serenata
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O acidente

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Amado Batista

O acidente (1981) - Roberto Ney e Deny Wilson


G D
Eu me lembro que era tarde de Domingo
C D
Eu passeava no meu carro com meu bem
C G
Fazendo planos tão bonitos pra nós dois
C G
Eu não sabia que era a nossa despedida
D G
Alí naquela avenida, aconteceu logo depois

C G
Num cruzamento tão normal de uma cidade
D G
Em alta velocidade alguém veio sobre mim
C G
Tentei fugir saindo pra todo o lado
D G
Mas fiquei desesperado quando vi que era o fim
C
O acidente
G
Tão de repente
D G
Acaba toda a alegria de alguém
C G
E é nessa hora que a gente vê
D G
Não vale nada o dinheiro que se tem
G D
Meio confuso acordei num hospital
C D
A dor maior eu sentí no coração
C G
Entre soluços arrisquei a perguntar
C G
Mas já sabia pela cara das pessoas
D G
Que não eram nada boas as notícias pra me dar
C G
Num cruzamento tão normal de uma cidade
D G
Em alta velocidade a morte veio e a levou
C G
Tentei fugir da minha realidade
D G
Pensei na felicidade que pouco tempo durou

(repetir refrão)
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Ângelo Máximo

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Ângelo Máximo (Ângelo Ismael Máximo), cantor, nasceu em Goiânia-GO em 6/5/1948. Tem como seu grande sucesso Domingo feliz, da década de 1970. Vendeu milhares de discos e participou de uma série de fotonovelas.

Começou como calouro no programa do Sílvio Santos, onde teve seu lugar reconhecido na música. E assim em diante emplacou uma série de sucessos vendendo centenas de milhares de cópias e conquistando discos de ouro.

Músicas de maior sucesso como Domingo Feliz, A Primeira Namorada, Vem Me Fazer Feliz, dentre outras tocaram sem parar nos primeiros lugares da audiência das rádios.

Chegou a gravar versões das músicas de seu ídolo absoluto Elvis Presley, o qual também era uma fonte em seu estilo de vestimenta e as famosas costeletas dos anos 70 que Ângelo Máximo usou junto as roupas.

Além de se apresentar por praticamente todo o Brasil, Ângelo Máximo chegou a fazer também shows no exterior, nos Estados Unidos e Canadá.

Em 1999, teve a música Domingo feliz relançada no CD A discoteca doi Chacrinha volume 2 da Universal Music. Em 2000, lançou o CD Ângelo Máximo visita o sertão interpretando entre outras, Tô diferente, Ainda dói demais, Meu destino, Perdoa por te amar assim, De bem com a vida e Feitiço.

Continua se apresentando em programas de televisão e fazendo shows pelo país e além de cantor é hoje empresário, proprietário, junto à sua esposa Ana Clara, de dois restaurantes na Vila São Francisco (ao lado do Morumbi Shopping).

Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Domingo feliz

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Ângelo Máximo

Domingo feliz (Beautiful Sandy)
- D. Boone / Rod Macquen / versão: Rossini Pinto

A F#m
Meu domingo alegre vai ser
A F#m
Pois pretendo sair com você
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
A F#m
De mãos dadas vamos andar
A F#m
Muitos beijos iremos trocar
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
D A
Ah! Ah! Ah! Hoje é meu dia
E7 A
Eu vou ter, ter, ter o seu amor
D A
Para ser, ser, ser feliz ao seu lado
B7 E7
Oh! Oh! Oh! Ah! Ah! Ah!
A
Que dia feliz
A F#m
Tudo aquilo que eu quero vou ter
A F#m
Só você vai me compreender
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
A F#m
Nosso sonho de amor vai durar
A F#m
Pois pra sempre eu vou lhe adorar
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
D A
Ah! Ah! Ah! Hoje é meu dia...


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Antônio Adolfo

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Antônio Adolfo Maurity Sabóia, compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 10/2/1947. Aos sete anos começou a estudar violino e teoria musical no Conservatório de Música Lorenzo Fernandez. Entre os 11 e os 14 anos estudou em colégio interno, retomando, após esse período, o aprendizado musical com Ayrton Vallim.

Quando estudava no Colégio São Fernando, integrou como pianista, um conjunto que se apresentava em festinhas; nessa época passou a dedicar-se inteiramente ao piano e, em 1963, integrando o conjunto Samba Cinco, começou a freqüentar o Beco das Garrafas e a participar de sessões de jazz e bossa nova.

Em janeiro de 1964, convidado por Carlos Lyra para fazer parte do elenco musical da peça Pobre menina rica (Vinícius de Moraes e Carlos Lyra), para a encenação do Teatro de Bolso, formou o Trio 3-D, que se manteve até 1968, chegando a gravar quatro LPs. É desse ano sua primeira composição, o Tema 3-D.

Em 1967 conheceu Tibério Gaspar, seu parceiro mais constante. As primeiras composições da dupla foram Caminhada (finalista do II FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro, em 1967), Tema triste e Rosa branca. Em 1968 obtiveram sucesso com Sá Marina, interpretada por Wilson Simonal. No mesmo ano, no III FIC, concorreu com Visão, também em parceria com Tibério Gaspar.

Em 1969 foi à Europa, como pianista da cantora Elis Regina, e, de volta ao Brasil, no mesmo ano fez ainda músicas para novelas da TV Globo e participou do IV FIC (1969) com a música Juliana (com Tibério Gaspar), que obteve o segundo lugar, música interpretada pelo conjunto A Brazuca, organizado por ele, com o qual, além de muitas apresentações na televisão, excursionou ao Peru e gravou dois LPs na Odeon.

Em 1970, inscreveu Teletema (com Tibério Gaspar) no festival de Atenas, Grécia, que, interpretada por Evinha, obteve a segunda colocação. Ainda em 1970 venceram a fase nacional do V FIC com BR-3, cantada por Toni Tornado.

Quando A Brazuca se desfez em 1971, foi para os EUA, contratado pela Jerry Shayne Music lnc. Em março de 1972 retornou ao Brasil, passando a compor sozinho e a interpretar as suas músicas, lançando pela Philips o LP Antônio Adolfo. Em setembro desse ano viajou para os EUA, para fazer um curso com David Baker, na Indiana University of Music.

De volta ao Brasil, passou a trabalhar como músico, arranjador e professor do Centro Musical Antônio Adolfo, no Rio de Janeiro. Também organiza cursos e oficinas em universidades dos E.U.A. e Europa. Publicou no Brasil diversos livros de iniciação musical e lançou, internacionalmente, o vídeo didático Secrets of Brazilian Music e o livro e CD Brazilian Music Workshop. Gravou discos no Brasil e no mercado internacional.

Em 1996 recebeu o Prêmio Sharp pela composição instrumental Cristalina. Tem trabalhado na releitura de pioneiros da música popular brasileira, como João Pernambuco, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, trabalho exemplificado no CD Chiquinha com jazz, de 1997.

Obras: BR-3 (c/Tibério Gaspar), 1970; Caminhada (c/Tibério Gaspar), 1967; Emaú, 1995; Glória, Glorinha (c/Tibério Gaspar), 1970; Juliana (c/Tibério Gaspar), 1969; Meia-volta (c/Tibério Gaspar), 1969; Quem viu Helô (c/Tibério Gaspar), 1970; Rosa branca (c/Tibério Gaspar), 1967; Sá Marina (c/Tibério Gaspar), 1968; Teletema (c/Tibério Gaspar), 1970; Visão (c/Tibério Gaspar), 1968; Zabumbaia, 1995.

CD: Chiquinha com jazz, 1997, Artesanal.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.
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Tibério Gaspar

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Tibério Gaspar Rodrigues Pereira, compositor, produtor musical e violonista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/9/1943. Ingressou na Faculdade de Engenharia, mas abandonou o curso para dedicar-se à música.
Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram Caminhada, finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), Tema triste e Rosa branca. Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da canção Caminhada, por Agostinho dos Santos.
Em 1968, sua canção Sá Marina (com Antonio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento Música Nossa (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle. No ano seguinte, participou do IV Festival Internacional da Canção com Juliana (com Antonio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brasuca e classificada em 2º lugar no evento.
Em 1970, representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com Teletema (com Antonio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção com BR-3 (com Antonio Adolfo), defendida por Toni Tornado e Trio Ternura.
Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes O matador profissional, Balada dos infiéis, Ascenção e queda de um paquera, Memórias de um gigolô, O enterro da cafetina, Romualdo e Juliana e Beth Balanço. Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como O cafona, Véu de noiva, Assim na terra como no céu, Verão vermelho e Irmãos Coragem.
Classificou canções em vários festivais, como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados.
Participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Toni Tornado, Cristina Conrado e Eudes, entre outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do XV Festival Antense da Canção.
Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal e Coca-Cola, entre outros.
Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão. Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves, no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa Som Livre Exportação (TV Globo), no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Susana de Moraes e Ivan Lins.
Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show Passaporte (Teatro Rival).
Como intérprete de suas canções, lançou, em 2002, o CD Tibério canta Gaspar. Em 2005, representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com sua canção Matilde (com Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado.
Fonte: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.
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sábado, 20 de outubro de 2007

Alfredo Português

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Alfredo Português (Alfredo Lourenço), compositor, nasceu em Portugal no ano de 1885 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 10/9/1957. Marinheiro mercante, quando vivia em Portugal era fadista no bairro da Alfama, em Lisboa.

Veio para o Brasil como contratado da Marinha Mercante Brasileira, indo morar em Santo Antônio, bairro do Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, onde logo começou a freqüentar rodas de sambistas.

Por volta de 1936, adotou Nelson Matos (que mais tarde seria conhecido como Nelson Sargento) como afilhado, que na época tinha 12 anos. Com ele começou a freqüentar a extinta escola Unidos da Mangueira, para a qual passou a comporem parceria com Moçoró. Nessa época já era conhecido como Alfredo Português.

Em 1941 atuava no programa A Voz do Morro, de Paulo Roberto, na Rádio Cruzeiro do Sul, do qual participavam também Cartola e Paulo da Portela, que conhecera na escola de samba Lira do Amor, do subúrbio carioca de Bento Ribeiro.

Por volta de 1947, convidado por Carlos Cachaça, foi para o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, tornando-se seu compositor. Em 1948 compôs Rio São Francisco, em parceria com seu afilhado, Nelson Sargento, e em 1950, com o mesmo parceiro, fez Apologia dos mestres.

O samba-enredo, homenagem de Mangueira a Miguel Couto, Osvaldo Cruz, Rui Barbosa e Ana Néri, não chegou a ser cantado na avenida. Uma semana antes do Carnaval, a direção da escola resolveu alterar o enredo, que passou a ser Saúde, Lavoura, Transporte e Educação, para o qual foi composto outro samba que acompanhou o desfile da Mangueira.

Em 1954, compôs o samba-enredo Aspectos do Rio e, em 1955, ainda com Nelson Sargento, fez Cântico à natureza, grande sucesso da escola, gravado por Jamelão, na Continental. Essa música seria regravada, mais tarde, ainda por Jamelão e, mais recentemente, por Renata Lu, sendo aclamada, em 1975, como um dos dez melhores sambas da escola.

Autor de muitos sambas, a maioria inédita em disco e só conhecida nos morros, era pintor de profissão.

Obras:

Apologia dos mestres (c/Nelson Sargento), samba- enredo, 1950; Aspectos do Rio, samba-enredo, 1954; Cântico à natureza (c/Nelson Sargento), samba-enredo, 1955; Rio São Francisco (c/Nelson Sargento), samba- enredo, 1948.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.
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Nelson Sargento

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Nelson Sargento (Nelson Mattos), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/7/1924. Aos dez anos já saía na antiga escola de samba Azul e Branco, do morro do Salgueiro, e aos 12 foi com a mãe para a Mangueira, indo depois morar na casa do padrinho, Alfredo Português.

Ali entrou em contato com sambistas como Cartola e Nelson Cavaquinho, com os quais aprendeu violão. Apelidado de Nelson Sargento quando deu baixa no Exército, começou a freqüentar com Alfredo Português a escola de samba Unidos da Mangueira, hoje extinta.

Em 1947 já tinha alguns sambas de sua autoria; levado por Carlos Cachaça para a ala dos compositores da Mangueira, compôs com Alfredo Português, no ano seguinte, seu primeiro samba-enredo para a escola, o Rio São Francisco.

Em 1950, com o mesmo parceiro, fez Apologia aos mestres, samba-enredo em que a escola homenageava Miguel Couto, Osvaldo Cruz, Rui Barbosa e Ana Néri, mas que não chegou a ser cantado na avenida, sendo substituído por outro. No mesmo ano, levou para a ala alguns compositores como Darci, Cícero, Pelado e Batista.

Por quatro anos seguidos perdeu a competição; mas, em 1955, seu samba-enredo Cântico à natureza (com Jamelão e Alfredo Português) foi popularmente consagrado e gravado com grande sucesso por Jamelão, na Continental. Dois anos mais tarde, com a morte de Alfredo Português, passou a compor com Carlos Marreta, lançando Vai dizer a ela, e, em 1958, foi eleito presidente da ala dos compositores da Mangueira, afastando-se da escola quatro anos depois.

Em 1963, freqüentando o Zicartola em sua fase áurea, conheceu Hermínio Bello de Carvalho e foi convidado a integrar o conjunto que atuava nesse restaurante dos também mangueirenses Cartola e sua mulher Zica. Dois anos mais tarde, participou do musical Rosa de ouro, produzido por Hermínio Bello de Carvalho, no Teatro Jovem, do Rio de Janeiro, com Araci Cortes, Clementina de Jesus e o conjunto Rosa de Ouro, integrado por Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Jair do Cavaquinho e Nescarzinho do salgueiro.

Ao terminar a temporada foi convidado a participar do conjunto A Voz do Morro, com Zé Keti e o pessoal do Rosa de Ouro, além de Oscar Bigode e José Cruz. Com esse conjunto, participou da gravação do LP Roda de samba, volume II, pela Musidisc, em 1965 e, no ano seguinte, do LP A voz do morro, pela RGE.

Em 1967, como integrante do conjunto Os Cinco Crioulos, gravou três LPs na Odeon, entre eles Samba... no duro. Mais tarde recebeu convite para gravar na Marcus Pereira, além de cantar em algumas faixas de uma coleção de discos sobre a história das escolas de samba, lançada pela Rio Gráfica Editora.

Em 1972, Paulinho da Viola gravou sua composição Falso moralista, em seu LP A dança da solidão. Sua música Cântico à natureza, regravada por Jamelão e também pela cantora Renata Lu, foi, em 1975, considerada pela Mangueira como um dos dez melhores sambas da escola em todos os tempos.

Um de seus maiores sucessos foi o samba Agoniza mas não morre, lançado em 1978 por Beth Carvalho. Compôs ainda o samba Triângulo amoroso, dedicado à Mangueira, gravado em 1979 no seu LP Sonho de um sambista, lançado pela Eldorado.

Profissionalmente, é pintor de paredes, dedicando-se também à pintura primitivista. Desde 1973, como artista plástico, realizou diversas exposições individuais, entre elas no Arquivo da Cidade (1983), Museu da Imagem e do Som (1993), Câmara Municipal do Rio de Janeiro (1994). Em 1984, com Alice Campos, Francisco Duarte e Dulcinéia Duarte, escreveu a monografia Um certo Geraldo Pereira, premiada pela Funarte no Projeto Lúcio Rangel. Lançou em 1986 o LP Encanto da paisagem, Kuarup (reeditado em CD pela Rio Arte). O Clube de Criação de São Paulo lançou o LP Inéditas — Nelson Sargento, em 1990.

Na década de 1990 iniciou carreira internacional, viajando para o Japão a convite de um empresário japonês e incentivado por Henrique Cazes. Em 1996, foi condecorado com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por serviços prestados à arte e à cultura.

Lançou o CD Inéditas do Mestre Cartola, gravado no Japão (selo Tartaruga), com músicas ainda não registradas em disco, como Velho Estácio, de 1930, à qual acrescentou uma segunda parte à letra. Comemorou 73 anos de idade e 60 de samba, em 1997, com festa na quadra da Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra, em São Gonçalo RJ.

Ainda em 1997 apresentou-se no Projeto Pixinguinha, em várias capitais brasileiras. O documentário Nelson Sargento, de Estêvão Ciavatta Pantoja, foi premiado no VIII Festival de Curtas-Metragens de São Paulo. O filme mostra o morro da Mangueira pelos olhos poéticos de um dos últimos sambistas da velha guarda em atividade.

Pai de 11 filhos (sete naturais e quatro de criação), desde 1990 viaja quase todo ano para o Japão, onde faz shows e grava discos.

Obras: Agoniza mas não morre, 1978, Apologia aos mestres (c/Alfredo Português), samba-enredo, 1950; Berço de bamba, 1990; Cântico à natureza (ou As quatro estações do ano) (c/Jamelão e Alfredo Português), samba-enredo, 1955; Falso amor sincero, 1979; Idioma esquisito, 1996; Nas asas da canção, (c/Dona Ivone Lara), 1990; Rio São Francisco (c/Alfredo Português), samba-enredo, 1948; Sonho de um sambista, 1979; Triângulo amoroso, samba, s.d.; Vai dizer a ela (c/Carlos Marreta), 1957.

CDs: Sonho de um sambista, 1995, Eldorado 584090; O encanto da paisagem, 1996, Rio Arte KCDRDO 13/96-1.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editoa / PubliFolha.
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domingo, 9 de setembro de 2007

Mais uma valsa, mais uma saudade

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Mais uma valsa, mais uma saudade (valsa) - 1937
Lamartine Babo e José Maria de Abreu

-----D -----------------------------
Mais uma valsa / Mais uma saudade
----------D------- Eb°----- A7
De alguém que não me quis
Em---------------------------- Bb7 ---A7------- Em ---A7/5+---- D
Vivo cantando a sós pela cidade /------- Fingindo---- ser---- feliz

D7 -----------------------------G-------- E7
Fiz das lembranças uma coleção nem sei
----------------------------------Em------ A7
Quantas palavras no meu coração gravei
-----D -------------------------C7--- B7
Mais uma valsa / Mais uma saudade
-------Em----------- A7 ---------D
Saudade que nos vem de alguém
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