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domingo, 9 de setembro de 2007

Mais uma valsa, mais uma saudade

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Mais uma valsa, mais uma saudade (valsa) - 1937
Lamartine Babo e José Maria de Abreu

-----D -----------------------------F°
Mais uma valsa / Mais uma saudade
----------D------- Eb°----- A7
De alguém que não me quis
Em---------------------------- Bb7 ---A7------- Em ---A7/5+---- D
Vivo cantando a sós pela cidade /------- Fingindo---- ser---- feliz

D7 -----------------------------G-------- E7
Fiz das lembranças uma coleção nem sei
----------------------------------Em------ A7
Quantas palavras no meu coração gravei
-----D -------------------------C7--- B7
Mais uma valsa / Mais uma saudade
-------Em----------- A7 ---------D
Saudade que nos vem de alguém
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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Italiana

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Italiana (valsa) - 1936 - Osvaldo Santiago, Paulo Barbosa e José maria de abreu

Eu em tua voz ouvi
Gondoleiros a cantar
E Veneza entrevi
Flutuando ao luar
Na luz do teu olhar

Tu és italiana uma canção de amor
Teu beijo é para mim dos Alpes uma flor
Abriu-se em minh´alma um vulcão
Vesúvio da minha paixão

Tu és italiana a tela de um pintor
A musa de um poeta, a lira de um cantor
Teu riso me traz fragor de cristais
Enredos de romances sensuais
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Boa noite, amor

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A presença de Francisco Alves no rádio está marcada por esta valsa, prefixo e sufixo de suas audições. Além de gravada por ele duas vezes - em 1936 e 1950 -, a canção tem, na condição de prefixo, outras gravações suas de programas radiofônicos, como o realizado no Largo da Concórdia em São Paulo, em 26.09.52, que foi o último de sua vida.
No dia seguinte, um sábado, um caminhão que trafegava pela Via Dutra, à altura de Pindamonhangaba, chocou-se violentamente com seu automóvel, um Buick azul, tendo o cantor morte instantânea.
Chico, que não gostava de viajar de avião, estava com uma certa pressa de chegar ao Rio, a fim de se apresentar descansado em seu programa na Rádio Nacional, domingo ao meio-dia. (Curioso o horário desse programa, sempre anunciado pomposamente pela locutora Lúcia Helena: "Ao se encontrarem os ponteiros na metade do dia...").
"Boa Noite Amor" é a mais conhecida composição da dupla José Maria de Abreu e Francisco Matoso, sendo típica de um pianista (Abreu), como se percebe pelo detalhe harmônico nos compassos 13 a 16 ("Se eu souber que o sonho teu / foi o mesmo sonho meu...") de preparação à idéia principal, que é explorada de três maneiras diferentes. Tem também uma introdução cantada, o recitativo, marcante na obra de José Maria de Abreu e provavelmente herdada da música americana.
Já a letra, de Francisco Matoso, sobre uma despedida apaixonada, não foge ao trivial romântico da época. "Boa Noite Amor" teve uma gravação importante em 1972, que encerra emocionalmente o disco do ano de Elis Regina, em brilhante arranjo de César Camargo Mariano (ao piano), com orquestra de cordas. Embora pouca gente saiba, "Boa Noite Amor" possui uma letra em inglês, de Maria C. Rego, editada pela Vitale ("Good-night sweetheart / my love divine / my dreams belong to you...").

Boa noite amor (valsa) - 1936 - José M. de Abreu e Francisco Matoso-- clique para ouvir amostra da música

Gbm-------- B7 -----E
Quando a noite descer
Dbm----- Gbm -----B7--------- E---- Dbm
Insinuando ------um triste adeus
Gbm ------B7--------- E
Olhando nos olhos teus
Gb7---------- B--------- Gb7---- B7
Hei de, beijando teus dedos, dizer:
---------Am ----B7
Boa noite, amor
-----------D ------B7
Meu grande amor
-------E ----Db7---- Gbm
Contigo eu sonharei
---------Bm ----Ab7--- Dbm
E a minha dor esquecerei
-------------Gb7
Se eu souber que o sonho teu
----C7------------------ B7
Foi o mesmo sonho meu . . .

---------Am---- B7
Boa noite, amor
-------D------- B7
E sonha, enfim,
---------E -------E7 -------A ------Db7
Pensando sempre em mim,
----------A----------- B7
Na carícia de um beijo
---------E--------- Db7
Que ficou no desejo
--------Am ----------B7 -----E---- C7---- E
Boa noite, meu grande amor !
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terça-feira, 3 de julho de 2007

José Maria de Abreu

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José Maria de Abreu, compositor, instrumentista e regente, nasceu em Jacareí SP, em 12/11/1911, e faleceu no Rio de Janeiro em 15/11/1966.Iniciou-se na música com o pai, o maestro Juvenal Roberto de Abreu, que lhe ensinou os rudimentos musicais no violão, piano, trompete e violino. Em 1917, mudou-se com a família para São Paulo SP, e em 1921 para Itapetininga SP. Em 1922 era o primeiro trompete da banda da escola, tendo nessa época composto sua primeira música, o Hino do grupo escolar.
Em 1926 começou a trabalhar na orquestra do Cine Íris, de Itapetininga, tocando trompete, violino e, logo depois, piano. No ano seguinte ingressou na Escola de Farmácia de Itapetininga, abandonando-a logo em seguida para substituir o maestro da companhia de revistas de Otília Amorim, Sebastião Arruda e Abílio Meneses. Ainda em 1927 atuou como maestro no Teatro Boa Vista, em São Paulo, onde passou a viver em 1928, trabalhando como pianista nas casas Sotero e Di Franco. Nesse mesmo ano apareceu uma de suas primeiras músicas gravadas - Recordando (com Salvador de Morais) -, valsa interpretada por Francisco Alves.
Por ocasião da revolução de 1932, compôs o hino Vencer ou morrer, com versos de Ari Kerner. Quando se transferiu para o Rio de Janeiro, em 1933, inscreveu Promessa (com Ari Kerner) num concurso de músicas juninas promovido pelo jornal A Noite, obtendo o primeiro lugar. Logo depois a canção foi gravada por Gastão Formenti.
De 1933 a 1938 atuou como pianista contratado da Rádio Mayrink Veiga e em 1934 escreveu a opereta Sonho Azul, com libreto de Ciro Ribeiro e Raul Sena. Ainda nesse ano tornou-se parceiro de Francisco Matoso, com quem fez alguns dos maiores clássicos do gênero romântico da década de 1930.
Seu primeiro êxito foi também a primeira música da dupla, Boa noite, amor, valsa gravada em 1936 por Francisco Alves, que mais tarde passou a ser prefixo do cantor na Rádio Nacional. Dessa parceria surgiriam ainda outros sucessos, como o samba-canção Fui feliz (1936), a canção Cancioneiro (1936) e as valsas Ao ouvir esta canção hás de pensar em mim (1940) e Horas iguais (1937).
Em 1938 ingressou na Rádio Clube (hoje Mundial) como pianista, tendo feito, nessa época, várias versões de música popular estrangeira. Com a morte de Francisco Matoso em 1941, tornou-se parceiro de Jair Amorim em 1942, com quem, durante dez anos, compôs seus sucessos mais conhecidos, como Um cantinho e você (1948), Ponto final (1949), Alguém como tu (1952) e Sempre teu. Grande melodista, seu slogan era "Rei da Valsa".
Obras
Alguém (c/Francisco Matoso), valsa, 1938; Alguém como tu (c/Jair Amorim), samba, 1952; Ao ouvir esta canção hás de pensar em mim (c/Francisco Matoso), valsa, 1940; Boa noite, amor (c/Francisco Matoso), valsa, 1936; Brigamos outra vez (c/Jair Amorim), fox-canção, 1946; Cancioneiro (c/Francisco Matoso), canção, 1936; Um cantinho e você (c/Jair Amorim), samba, 1948; Eu, você e mais ninguém (c/Saint-Clair Sena), fox-trot, 1942; Horas iguais (c/Francisco Matoso), valsa, 1937; Italiana (c/Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago), valsa, 1936; Mais uma valsa, mais uma saudade (c/Lamartine Babo), valsa, 1937; Naná (c/Jair Amorim), fox-trot, 1946; Não me pergunte (c/Jair Amorim), samba, 1949; Pegando fogo (c/Francisco Matoso), marcha, 1939; Torre de marfim (c/0svaldo Santiago e Paulo Barbosa), valsa, 1938; Uma valsa azul (c/Lamartine Babo), valsa, 1944; Valsa da formatura (c/Lamartine Babo), valsa, 1952; Vingança (c/Francisco Matoso), canção regional, 1936; Você de mim não tem dó, toada, 1949.
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