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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Agenor de Oliveira

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Agenor de Oliveira, cantor e compositor, nasceu no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ, em 08/08/1949, onde conviveu desde pequeno com compositores da Portela, da União de Jacarepaguá e do Império Serrano. Integrou a ala de compositores da Portela e posteriormente a do Império Serrano.

Gravou o primeiro disco, Cabeças, no ano de 1983, no qual incluiu parcerias com o poeta Lula Dimoraes, M. Luz e Paulinho Lemos.

No ano de 1998 lançou o CD Agenor de Oliveira canta Noel Rosa, no qual interpretou clássicos do compositor carioca, entre eles Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro), Feitio de oração, Conversa de botequim e  Feitiço da Vila, parcerias de Noel e Vadico, além de Com que roupa, Último desejo, Três apitos, Onde está a honestidade?, Palpite infeliz e Filosofia. O disco contou com as participações especiais de Mauro Senise e Gilson Peranzzetta , sendo indicado no ano seguinte para o "Prêmio Sharp".

Em 2000 compôs com Jorgito Sapia, Wanderley Monteiro, Maurício Monteiro e Ronaldo Soares o samba Carioca da gema, com o qual o bloco carnavalesco "Simpatia É Quase Amor" desfilou naquele ano. No ano seguinte, ao lado de Cristina Buarque, Henrique Cazes, Xangô da Mangueira, Tânia Machado, Márcia e Eliane Duarte, Simone Lial e grupo Goiabada Cascão, participou do show em homenagem à Aracy de Almeida, no Teatro Gláucio Gil.

Em 2002, pela gravadora Rob Digital, lançou o CD Bafafá, no qual foram incluídas parcerias com Wanderley Monteiro, Zé Luiz do Império e Paulinho Lemos. O disco contou com arranjos de Rogério Souza (Nó Em Pingo D'Água) e textos de apresentação de Beth Carvalho, Nelson Sargento e Guilherme de Brito.

No ano de 2003 participou do show de inauguração da Praça Mauro Duarte, em Botafogo, que contou com o grupo Cozinha da Tia Néia, integrado por Eliane, Maurinho e Marquinhos Duarte, filhos do compositor e ainda com outros artistas, entre eles, Cristina Buarque, Delcio Carvalho, Noca da Portela, Eliane Faria, Simone Lial e Toninho Geraes.

No ano seguinte, em 2004 organizou o projeto Samba, choro e energia, apresentado na Lona Cultural João Bosco e em outros espaços do Rio de Janeiro, no qual reuniu no palco diversos artistas, entre eles Roberto Silva e Trio Madeira Brasil. Ainda em 2004, com Délcio Carvalho,  apresentou o projeto Quintas do samba, no Teatro Odisséia, na Lapa, no qual ambos receberam diversos convidados, entre os quais Wilson das Neves e Ivor Lancelotti.

Em 2005 Nilze Carvalho interpretou de sua autoria Valsa do sonho (c/ Paulinho Lemos) no CD Estava faltando você.

No ano de 2006 lançou pelo Selo Olho do Tempo, o CD É banto.

No ano de 2008 quatro composições de sua autoria, em parceria com o cantor e compositor Nelson Sargento, foram incluídas por este em seu CD Versátil, lançado pelo selo Olho do Tempo.

Em 2011 apresentou, ao lado do cantor e compositor Nelson Sargento, o show Pensamentos cantados, realizado no Teatro de Arena da Caixa Cultural, no Rio de Janeiro. O show, concebido a partir do livro Pensamentos de Nelson Sargento, contou com um repertório de clássicos do samba e da MPB separados por temas.

Obras

A dor da parceria (c/ Rodrigo Lessa), A encomenda (c/ Paulinho Lemos), A saga do Joca (c/ Rodrigo Lessa), A valsa e o piano (c/ Sérgio Ricardo), Acabou meu sossego (c/ Nelson Sargento), Amar sem ser amado (c/ Nelson Sargento), Ânsia de amar (c/ Wanderley Monteiro e Jorgito Sápia), Antes e depois, Às margens da vida (c/ Délcio Carvalho), Bafafá (c/ Roberto D’Araújo), Bato tambor (c/ Paulinho Lemos), Cabeças, Cantiga pra um menino sem nome, Carioca da Gema (c/ Wanderley Monteiro, Jorgito Sápia, Ronaldo Soares e Maurício Monteiro), Clone barato (c/ Roberto D’Araújo), Dama da noite (c/ Délcio Carvalho), Desejo do destino (c/ Wanderley Monteiro), É banto, Filho de xangô (c/ Paulinho Lemos), Foi por um triz (c/ Paulinho Lemos), Iara (c/ Paulinho Lemos), Império do samba, Indefinível (c/ Lula Dimorais), Isso acontece (c/ Wanderley Monteiro e Jorgito Sápia), La paz, Meu bem volto já (c/ Lula Dimorais e Cataldi), Meu camarada, Meu coração faliu, Mira que choro (c/ Roberto Araújo), Nas águas da conquista, O céu sem luar (c/ Délcio Carvalho), O outro dentro de mim, Pablo, Pagode do pé sujo (c/ Lula Dimorais), Parceiro da ilusão (c/ Nelson Sargento), Pode parar (c/ Paulinho Lemos), Risco de bordado (c/ Moacyr Luz), Rolimã (c/ Celso Lima), Sedução de sereia (c/ Wanderley Monteiro e Zé Luiz), Sementes do tempo (c/ Luis Sérgio Cruz), Sinfonia imortal (c/ Nelson Sargento), Só eu sei (c/ Délcio Carvalho), Tavam (c/ Paulinho Lemos e L. S. Cruz), Tributo a Mauro Duarte, Valsa do sonho (c/ Paulinho Lemos).

Discografia

(2006) É banto • Selo Olho do Tempo • CD
(2002) Bafafá • Rob Digital • CD
(1998) Agenor de Oliveira canta Noel Rosa • Independente • CD
(1983) Cabeças • Independente • LP

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Adonis Karan

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Adonis Karan, produtor cultural, nasceu na cidade de Novo Horizonte, SP, em 28/06/1943. Foi diretor nacional de projetos e eventos especiais da Rede Tupi de Televisão e coordenador geral de eventos da Rede Globo.

Durante seis anos, Karan viveu em Paris, como correspondente da Rede Globo. Nessa ocasião , foi ainda diretor artístico da casa noturna "Via Brasil", que levava artistas brasileiros e os divulgava na Europa. E foi assim que levou Martinho da Vila, Beth Carvalho, Jorge Ben Jor, Jair Rodrigues, Tânia Maria, Baden Powell e outros.

Para a RTF- Antenne 2, realizou um curta-metragem com Martinho de Vila. E dirigiu o documentário: "Bresil Insolite".

Além disso, organizou e coordenou festivais de música popular brasileira, como o" MPB-TV" Record em São Paulo; o "Brasil Canta no Rio", pela TV Excelsior; o "Festival Universitário" e de "Músicas para o Carnaval", da Rede Tupi; o "MPB Shell", para a Rede Globo; o "Som das Águas", para a Rede Manchete. Foram esses festivais que revelaram nossos principais compositores e compositores, tais como: Chico Buarque, Ivan Lins, Caetano Veloso. Gilberto Gil, Alceu Valença, Geraldo Vandré, Martinho da Vila e muitos outros.

Tendo essa ligação tão forte com todos esses artistas, produziu e dirigiu shows com todos eles, tanto  no Brasil, como nos Estados Unidos, onde, além dos citados acima, promoveu show com Elba Ramalho, João Gilberto, Carlos Lyra.

Karan foi diretor geral  da comemoração dos 50 anos de carreira de Sérgio Ricardo, que aconteceu no Rio de Janeiro e que contou com a presença de inúmeros outros artistas de relevância e também da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio.

Foi ainda produtor e coordenador geral do " Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro', que foi transmitido pela TVE- Rede Brasil.

Fonte: Museu da TV.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gracia do Salgueiro

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Gracia do Salgueiro (Graciano Campos), compositor, cantor e percussionista, nasceu em Além Paraíba, Minas Gerais, em 19 de junho de 1927 e é autor de canções como 1800 colinas, Cortina do meu lar, Cuidado com a minha viola, Pagode do Gago, Dedo na viola, Pandeiro e viola, Presença de Noel (em parceria com Martinho da Vila), entre outras.

Gracia compôs a sua primeira música, Cortina do meu lar (gravada pela cantora Ademilde Fonseca), em 1958, mesmo ano em que ingressou na Ala dos Compositores da escola de samba carioca Acadêmicos do Salgueiro, na qual compôs seu primeiro samba-enredo. Ao longo da década de 1960, apresentava-se em programas de televisão e em clubes do Rio de Janeiro.

Em 1974, Gracia participou do LP Olé do Partido Alto (com vários artistas, como Catoni, Wilson Moreira, Edson Menezes e Ary do Cavaco, entre outros), no qual interpretou Zé Trocado, composta em parceria com Roberto Nunes. Ainda naquele mesmo ano, a cantora Beth Carvalho incluiu 1800 Colinas - canção de autoria de Gracia - no LP Pra Seu Governo. Graças ao sucesso desse samba, um dos primeiros da carreira da cantora, ela foi convidada a fazer uma turnê pela França, onde o disco seria também editado. 

No ano seguinte, mais duas canções do sambista foram gravadas: Jorginho do Império incluiu Na beira do mar, no LP Viagem encantada, e Beth interpretou Pandeiro e Viola, que deu título ao disco da cantora de 1975.

Nos anos seguintes, Beth Carvalho gravou Se você quiser e Cuidado com a minha viola. Outras duas cantoras interpretaram sambas de Gracia. Em 1978, Janaína gravou O tema é o dinheiro e Elizeth Cardoso regravou 1800 colinas - este, o maior sucesso do compositor.

Em 1986, participou, junto com os sambistas Aluísio Machado e David Correa, do álbum Pique Brasileiro, na qual foi incluída Pagode do Gago, grande sucesso de Gracia. A mesma canção foi incluída no único disco-solo da carreira do compositor, Gracia do Salgueiro, daquele mesmo ano.

No ano de 1997, o cantor Fabiano interpretou gravou Presença de Noel, parceria de Gracia com Martinho da Vila.

Com a participação da cantora Zélia Duncan, Beth Carvalho regravou o sucesso 1800 Colinas para o álbum Casa de Samba 4, de 2000. A mesma Beth incluiu esse samba no DVD Beth Carvalho - A Madrinha do Samba, gravado em 2004. Também naquele ano, a cantora Tereza Gama lançou o CD Aos mestres com carinho, no qual interpretou Dedo na Viola.

Fonte: Wikipedia - A Enciclopédia Livre.
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domingo, 6 de março de 2011

Zeca Pagodinho

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Zeca Pagodinho (Jessé Gomas da Silva Filho), cantor e compositor, nasceu no subúrbio de Irajá, Rio de Janeiro, RJ, em 4/2/1959. Foi anotador de jogo do bicho antes de iniciar sua carreira musical. Desde cedo se destacou no círculo das rodas de samba que freqüentava no subúrbio do Rio de Janeiro, onde apresentou suas primeiras composições e revelou sua voz rouca e rasgada de partideiro.

Em 1981, no bloco carnavalesco Cacique de Ramos, em que se reuniam todas as quartas-feiras compositores e cantores num encontro denominado “pagode”, conheceu Beth Carvalho, que o convidou a participar de seu disco, no qual cantou o samba Camarão que dorme a onda leva, de sua autoria em parceria com Arlindo Cruz.

Em 1982 foi convidado pela RGE para participar de um disco que reunia outros quatro novos talentos do samba: Jovelina Pérola Negra, Pedrinho da Flor, Elaine Machado e Mauro Diniz. O disco, com o nome de Raça brasileira, foi grande sucesso de vendas e execução. A partir daí, iniciou sua carreira solo, gravando samba de raiz e partido-alto, ao mesmo tempo prestigiando os novos compositores e retornando aos nomes mais representativos do samba da Portela e da Império Serrano.

Seu primeiro LP solo, Zeca Pagodinho, saiu pela RGE em 1986. Ainda por essa gravadora, lançou Patota de Cosme (1987), mudando depois para a BMG, na qual gravou Jeito moleque (1988), Boêmio feliz (1989), Mania da gente (1990), Pixote (1991), Zeca Pagodinho, um dos poetas do samba (1992) e Alô mundo (1993).

Na Polygram, com a qual assinou contrato em 1995, já gravou três CDs: Samba pras moças (1995), Deixa clarear (1996) e Hoje é dia de festa (1997). Entre seus grandes sucessos destacam-se Quando eu contar (Iaiá), de Beto sem Braço e Serginho Meriti, em 1986; SPC (com Arlindo Cruz), em 1986; Samba pras moças (Roque Ferreira e Grazielle), em 1995; Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana), em 1996; e O dono da dor (Nelson Rufino), em 1997.

Seu CD Zeca Pagodinho ao vivo vendeu mais de meio milhão, em 1999. No disco Casa de samba 2, gravou com Caetano Veloso a música Com que roupa?, de Noel Rosa. Anos mais tarde, no disco Casa de samba 4, também produzido por Rildo Hora, dividiu com Sandra de Sá a faixa Judia de mim, parceria com Wilson Moreira.

Ganhou sete Discos de Ouro e dois de Platina. Suas constantes apresentações no Metropolitan, uma das maiores casas de shows da América Latina, somaram um público superior a um milhão de espectadores só no período 1999/2000.

No ano 2000, lançou o disco Água da minha sede pela gravadora Universal, que vendeu 600 mil cópias e no qual interpretou Alto lá, composta em parceria com Sombrinha e Arlindo Cruz, tema da novela O Clone, da Rede Globo. Incluiu ainda a faixa-título Água da minha sede (Dudu Nobre e Roque Ferreira), Maneco telecoteco (Marques e Roberto Lopes), Delegado Chico Palha (Tio Hélio e Nilton Capolino), A ponte (Elton Medeiros e Paulo César Pinheiro), Perfeita harmonia (Almir Guineto, Bidubi e Bandeira Brasil), Nunca vi você tão triste (Monarco e Alcino Corrêa), Preservação das raízes (Barberinho do Jacarezinho e Luiz Grande), Pagode fino trato (Carlos Roberto da Mangueira) e Jura, de autoria de Sinhô (José Barbosa da Silva), cuja música foi incluída na novela O Cravo e a Rosa, da Rede Globo.

No ano 2001, ao lado de vários artistas participou, na casa de show Tom Brasil, em São Paulo, de uma homenagem a João Nogueira. No show interpretou as composições Do jeito que o rei mandou e Sonho de bamba, sendo o disco lançado logo após pela gravadora Jam Music. Ainda em 2001, idealizou e possibilitou junto à gravadora Universal o disco Quintal do Pagodinho, produzido por Rildo Hora.

Em 2002, ao lado de outros artistas, participou do disco Os melhores do ano III, CD no qual interpretou com Dudu Nobre a música Faixa amarela (Zeca Pagodinho, Jessé Pai, Luiz Carlos e Beto Gago). Ainda em 2002, com produção de Rildo Hora, lançou o CD Deixa a vida me levar. No disco contou com a participação da Velha-Guarda da Portela em duas faixas, incluiu de sua autoria Chove, é o céu que chora, parceria com Mauro Diniz, Riquezas do Brasil (Candeia e Valdir 59), Meu modo de ser (Zé Roberto), Calangueei (Almir Guineto), Amor não me maltrate (Monarco), Nega Judite (Leandro Dimenor) e a faixa-título Deixa a vida me levar, de autoria de Serginho Meriti e Eri do Cais, que seria ainda mais veiculada depois que os jogadores brasileiros a elegeram a música preferida nos encontros informais da seleção na Copa do Mundo de futebol de 2002.


Em 2003, participou do CD Duetos, de Neguinho da Beija-Flor, disco no qual interpretou, com o anfitrião, Fé e raiz. Recebeu o prêmio de "Melhor Cantor de Disco de Samba" pelo CD Deixa a vida me levar, no Prêmio Tim de Música, no Teatro Municipal do Rio. Lançou o CD e DVD Zeca Pagodinho Acústico MTV, com arranjos de Rildo Hora e Paulão Sete Cordas e ainda a participação dos músicos Mauro Diniz, Henrique Cazes e Jorge Gomes. No CD foram incluídos alguns de seus maiores sucessos que chegou à marca de 530 mil cópias vendidas e o DVD vendeu 230 mil cópias.

Ganhou o Prêmio Tim 2004 na categoria "Melhor Cantor de Samba". Neste mesmo ano foi um dos convidados de Beth Carvalho no DVD Beth Carvalho - a madrinha do samba, no qual interpretou em dueto com a anfitriã as faixas Camarão que dorme a onda leva (c/ Arlindo Cruz e Beto Sem Braço) e Ainda é tempo de ser feliz, de autoria de Arlindo Cruz, Sombra e Sombrinha.

No ano de 2005 lançou o CD À vera, no qual interpretou de sua autoria Quem é ela (c/ Dudu Nobre), Cavaco e sapato (c/ Nei Lopes) e Zeca, cadê você? (c/ Jorge Aragão), faixa na qual contou com as participações especiais de Marcelo D2, Seu Jorge e Baixinho (caseiro de Zeca Pagodinho).

No ano de 2006 gravou o CD e DVD Acústico MTV Zeca Pagodinho II - Gafieira, no qual recriar o clima dos bailes de gafieira das noites carioca dos anos 40 e 50. Acompanhado de uma orquestra com 39 músicos, aliada à banda do cantor, sob as batutas dos maestros Rildo Hora, Leonardo Bruno, Jota Moraes, Lincoln Olivetti, Vitor Santos, Cristóvão Bastos, Julinho Teixeira e Paulão 7 Cordas.

No ano de 2007, junto a Rildo Hora e Max Pierre, fundou o selo "Zecapagodiscos", selo de samba ligado à gravadora Universal, gravando neste mesmo ano um DVD com 22 faixas nas quais contou com 44 artista em duplas inusitadas interpretando clássicos e sucessos nacionais.

Em 2008 lançou seu 19º disco Uma prova de amor produzido por Rildo Hora. No CD interpretou Eta povo pra lutar (Brasil, Badá, Magaça e Bernine), Pra ninguém mais chorar (Fred Camacho, Dudu Nobre e Almir Guineto), Não há mais jeito (Monarco e Mauro Diniz), Sincopado ensaboado (Marcos Diniz, Barbeirinho do Jacarezinho e Luiz Grande), Falsas juras (Candeia e Casquinha), Pecadora (Jair do Cavaquinho e Joãozinho da Pecadora), Manhã brasileira (Manacéa) com particpação especial da Velha-Guarda da Portela, Esta melodia (Babu da Portela e Jamelão), Sambou... Sambou (João Donato e Jorge Mello) com particpação ao piano de João Donato, Ogum com particpação especial de Jorge Ben Jor declamando Oração a São Jorge, Se eu pedir pra cantar (Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz), Sempre atrapalhado (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho), Sujeito pacato (Serginho Meriti e Claudinho Guimarães), Normas da casa (Zé Roberto), além da faixa-título de Nélson Rufino e Toninho Gerais.

Em 2010 finalizou, com produção de Rildo Hora, o disco Vida da minha vida, no qual contou com a participação especial de Nelson Sargento. O show de lançamento do disco ocorreu no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, com direção artística do pesquisador Sérgio Cabral e direção musical de Paulão 7 Cordas.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Beth Carvalho

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Beth Carvalho (Elizabeth Santos Leal de Carvalho), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 5/5/1946. Criada na Zona Sul, já aos sete anos participava de programas de calouros, como o Trem da Alegria, da Rádio Mayrink Veiga.
Com essa idade entrou para a E.N.M.U.B., onde estudou iniciação musical e teoria. Por volta de 1961, participou de shows de bossa-nova em colégios e faculdades, apresentando-se mais tarde em festivais universitários. Sua primeira gravação foi feita em 1965: um compacto simples para a RCA Victor, com a música Por quem morrer de amor (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli).
Nos dois anos seguintes, cantou nos espetáculos Música nossa, ao lado de Egberto Gismonti e Tibério Gaspar, e Hora e vez do samba, com Zé Kéti e Os Cinco Crioulos, e fez parte do Conjunto 3-D, integrado por Antônio Adolfo, (piano), Chico Batera (bateria), Luís (contrabaixo) e Eduardo Conde, com quem cantava em dupla.
Em 1968, classificou em terceiro lugar no III FIC, da TV Globo, do Rio, a música Andança (Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi), que defendeu acompanhada dos Golden Boys. No ano seguinte, lançou seu primeiro LP, pela Odeon - Andança - e, a partir de 1971, quando gravou Rio Grande do Sul na festa do preto forro (samba-enredo do G.R.E.S. Unidos de São Carlos), passou a interpretar só sambas.
Transferindo-se para a gravadora Tapecar, lançou em disco compacto simples Amor, amor (do bloco carnavalesco Bafo da Onça) e a seguir gravou, em 1973, o LP Canto para um novo dia. Pela mesma gravadora, lançou, em 1974, o LP Pra seu governo. O disco fez muito sucesso e foi editado na França, onde, na mesma época, fez uma temporada numa boate parisiense.
Passou a apresentar-se em shows, acompanhada pelo grupo A Fina Flor do Samba. Em 1975 lançou o LP Pandeiro e viola (Tapecar) e em 1976, Mundo melhor (RCA). A partir de 1977, sua carreira tomou novo impulso com os LPs Nos Botequins da Vida (RCA) que vendeu 400 mil cópias, e De pé no chão (RCA, 1978), um dos primeiros na onda do pagode carioca. Seu disco seguinte, No pagode, de 1979, incluiu o sucesso Coisinha do pai (Jorge Aragão, Luiz Carlos e ???) - posteriormente incluído no repertório eletrônico da sonda espacial Pathfinder.
No carnaval de 1984, foi homenageada pela Escola de Samba Unidos do Cabuçu com o enredo Beth Carvalho, a enamorada do samba. Apelidada "a madrinha do pagode", no início da década de 90 comemorou 25 anos de carreira com Pérolas, disco em que interpreta clássicos de Adoniran Barbosa, Pixinguinha, Cartola e outros.
Em 1996 lançou Brasileira da gema, seu primeiro disco inédito em cinco anos e teve quatro álbuns relançados em CD Nos Botequins da Vida; De pé no chão; No pagode e Sentimento brasileiro.
Algumas músicas:
Veja também:
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