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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Adonis Karan

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Adonis Karan, produtor cultural, nasceu na cidade de Novo Horizonte, SP, em 28/06/1943. Foi diretor nacional de projetos e eventos especiais da Rede Tupi de Televisão e coordenador geral de eventos da Rede Globo.

Durante seis anos, Karan viveu em Paris, como correspondente da Rede Globo. Nessa ocasião , foi ainda diretor artístico da casa noturna "Via Brasil", que levava artistas brasileiros e os divulgava na Europa. E foi assim que levou Martinho da Vila, Beth Carvalho, Jorge Ben Jor, Jair Rodrigues, Tânia Maria, Baden Powell e outros.

Para a RTF- Antenne 2, realizou um curta-metragem com Martinho de Vila. E dirigiu o documentário: "Bresil Insolite".

Além disso, organizou e coordenou festivais de música popular brasileira, como o" MPB-TV" Record em São Paulo; o "Brasil Canta no Rio", pela TV Excelsior; o "Festival Universitário" e de "Músicas para o Carnaval", da Rede Tupi; o "MPB Shell", para a Rede Globo; o "Som das Águas", para a Rede Manchete. Foram esses festivais que revelaram nossos principais compositores e compositores, tais como: Chico Buarque, Ivan Lins, Caetano Veloso. Gilberto Gil, Alceu Valença, Geraldo Vandré, Martinho da Vila e muitos outros.

Tendo essa ligação tão forte com todos esses artistas, produziu e dirigiu shows com todos eles, tanto  no Brasil, como nos Estados Unidos, onde, além dos citados acima, promoveu show com Elba Ramalho, João Gilberto, Carlos Lyra.

Karan foi diretor geral  da comemoração dos 50 anos de carreira de Sérgio Ricardo, que aconteceu no Rio de Janeiro e que contou com a presença de inúmeros outros artistas de relevância e também da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio.

Foi ainda produtor e coordenador geral do " Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro', que foi transmitido pela TVE- Rede Brasil.

Fonte: Museu da TV.
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sábado, 24 de setembro de 2011

Jorge Costa

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Jorge Costa, compositor, nasceu no Estado de Alagoas em 1922 e viveu parte de sua juventude em Recife, Pernambuco. Filho de família humilde, sem nenhuma formação profissional, depois de servir ao Exército Brasileiro, durante a Segunda Guerra Mundial, iniciou a sua trajetória para o sucesso.

Com sua vocação musical batendo mais forte, sempre dividiu seu tempo para se aproximar do mundo que o consagraria, principalmente quando no Rio, morando no Morro da Mangueira e se aproximando dos bambas da Verde e Rosa, como Nelson Cavaquinho, passando a integrar a Ala de compositores.

Em São Paulo, passa a participar de programas de Calouros em rádio e tv e a cantar em Boates, que eram os grandes templos da MPB. Reconhecido, passa a viver somente da música e para a música, com centenas de gravações de renomados artistas e orquestras.

Autor de muito vários sambas de sucesso: Triste madrugada, Baile do risca faca, Maria Simplicidade, Lar sem pão, Brigamos e muitos outros, Jorge Costa teve suas músicas gravadas por diversos cantores famosos tais como: Ângela Maria, Jair Rodrigues, Germano Mathias, Benito Di Paula, Noite Ilustrada, Beth Carvalho, Demônios da Garoa entre outros.

Sua carreira como cantor foi pequena. Gravou apenas dois LPs, que se tornaram raridade: Samba Sem Mentira (1968) e Jorge Costa e Seus Sambas (1973).

Jorge Costa morreu em 1995 e ainda hoje é pouco lembrado no mundo do samba.

Fontes: Escola do Samba; Dabliú Discos; Diário da Música; Vermute com Amendoim.
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quarta-feira, 9 de maio de 2007

Jair Rodrigues

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Jair Rodrigues
O cantor Jair Rodrigues (Jair Rodrigues de Oliveira) nasceu em Igarapava, São Paulo, em 06/2/1939. Em criança, cantava hinos sacros na igreja de Nova Europa SP, para onde se mudara com um ano de idade. Trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate, antes de se apresentar várias vezes num programa de calouros, em São Carlos SP, em 1958.
Transferiu-se então, para São Paulo, trabalhando na Alfaiataria Primor como ajudante. Depois de classificar-se em primeiro lugar como calouro no Programa de Cláudio de Luna, na Rádio Cultura, começou a cantar nas boates paulistas Asteca, Urca, São Bento, Djalma e La Vie en Rose.
Em 1962 estreou na Rádio Tupi, em São Paulo, e gravou pela Philips, especialmente para ser tocada pela Rádio Record, a música Marechal da vitória (Alfredo Borba), dedicada a Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira que foi bicampeã mundial de futebol. Lançou ainda um compacto simples pela mesma gravadora, com Balada do homem sem Deus (Fernando César e Agostinho dos Santos) e Coincidência (Venâncio e Corumbá).
No ano seguinte, gravou na Philips seu primeiro LP O samba como ele é, e por volta de 1964, quando se apresentava na boate paulista Stardust, conheceu Alberto Paz e Edson Meneses, compositores de Deixa isso pra lá, música que, ao ser gravada em 1964, no LP Vou de samba com você (Philips), se tornou grande sucesso, lançando seu nome nas paradas de disco.
Em abril do ano seguinte, foi convidado às pressas pelo produtor Walter Silva para participar de um show no Teatro Paramount, em São Paulo, substituindo Baden Powell. Participou do espetáculo, ao lado de Elis Regina e do Jongo Trio, sendo pouco depois lançado o LP Dois na bossa, gravado ao vivo nessa ocasião pela Philips e que se tornou um dos LPs mais vendidos no Brasil.
Com Elis Regina, foi contratado em maio de 1965 pela TV Record, de São Paulo, para o programa O Fino da Bossa, no qual os dois funcionavam como intérpretes principais e apresentadores. Defendeu ao lado do Trio Marayá (vocal) e Trio Novo (instrumental), no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1966, a música Disparada (Geraldo Vandré e Teo de Barros), incluída no seu LP O sorriso do Jair, dividindo o primeiro lugar com A banda(Chico Buarque). Nesse ano, lançou pela Philips um de seus maiores sucessos, o samba Tristeza (Niltinho e Haroldo Lobo).
Ao lado de Elis Regina e do Zimbo Trio, excursionou, no ano seguinte, por Portugal (Cassino Estoril), Argentina (Teatro Famoso), Angola (Cine Ávis) e ainda pelo Uruguai e Brasil. Com Elis, gravou ao vivo ainda mais dois volumes na série Dois na bossa (1966 e 1967) e lançou sozinho o LP Jair, que incluía o samba Triste madrugada (Jorge Costa), que fez muito sucesso.
Sua primeira composição foi Na brincadeira do mundo, feita em 1969 com Carlos Odilon e incluida no mesmo ano no LP Jair de todos os sambas, no qual outro grande sucesso foi Casa de bamba (Martinho da Vila).
Em 1971, com Os Originais do Samba, apresentou- se no MIDEM, em Cannes, França, e em Estocolmo, Suécia, participando, no ano seguinte, do Festival de Carnaval, do Waldorf Astoria, em New York, EUA. Em 1972, seu sucesso foi Tengo-tengo (ou Mangueira, minha querida madrinha), samba-enredo do Salgueiro, de Zuzuca, que repetiu o êxito do ano anterior, Festa para um rei negro, do mesmo autor e escola.
Ainda em 1972, sua composição Se Deus quiser (com Wando) foi gravada em seu LP Com a corda toda. Tendo gravado novos LPs em 1973 (Orgulho de um sambista) e 1974 (Abra um sorriso novamente e Jair Rodrigues dez anos depois), participou novamente do MIDEM, em 1975, ano em que cantou no Teatro Olympia, em Paris, França, espetáculo de que resultou um disco gravado ao vivo. No mesmo ano, gravou seu 17° LP Eu sou o samba, que incluía Vai, meu samba (Ari do Cavaco e Otacílio de Sousa).
Nas décadas seguintes continuou sendo um dos cantores que mais vendeu discos no Brasil, gravando: Minha hora e vez (1976); Estou com o samba e não abro (1977); Pisei chão (1978); Couro comendo e Antologia da seresta n 1 (1979); Estou lhe devendo um sorriso (1980); Antologia da seresta n 2 e Alegria de um povo (1981); Jair Rodrigues de Oliveira (1982); Carinhoso (1983); Luzes do prazer (1984); Jair Rodrigues (1985); Jair Rodrigues (1988); Lamento sertanejo (1991); Viva meu samba (1994); Eu sou (1996).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.
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