Mostrando postagens com marcador eduardo souto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eduardo souto. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de agosto de 2007

Tatu subiu no pau

english mobile

Em "Tatu Subiu no Pau", classificada como "samba à moda paulista", Eduardo Souto mostrava a intenção de diversificar o repertório com uma peça bem ao estilo vitorioso de Marcelo Tupinambá. E acertou em cheio, pois criou uma composição tipicamente caipira, baseada em motivos folclóricos e que, apesar dessa característica, apareceu com destaque no carnaval. Para isso, contribuiriam seus métodos de divulgação, que incluíam a execução repetida das músicas nos pianos da Casa Carlos Gomes, com distribuição das letras aos transeuntes, e até a criação de um bloco que freqüentava a Festa da Penha.

Para fora do Rio iam os discos de sua orquestra, gravados pela Casa Edison, da qual foi diretor artístico por vários anos. Ao iniciar-se a década de 1930, quando o samba e outras bossas começaram a tomar conta de nossa música, deixaram de brilhar as estrelas de Souto e de alguns de seus contemporâneos, como Freire Júnior e Freitinhas (José Francisco de Freitas).



Tatu Subiu no Pau (1923) - Eduardo Souto----clique para ouvir amostra da música


---A-------------- -E7------------------ A
Tatu subiu no pau / É mentira de mecê
----F7-------------- Bm-------- E7----------- A
Lagarto ou lagartixa / Isso sim é que pode sê
--------A-------------------- E7-------------------------- A
O melhor da galinha é o ovo / Que se pode comê gostoso

----------F7---------------- Bm-------- E7---------------- A
A moléstia do pinto é o gôgo / A coberta do velho é o fogo
---A ---------------E7------------------- A
Tatu subiu no pau / É mentira de mecê
-----F7----------------- Bm--------- E7====------ A
Santo Antônio ajudando? / Isso sim é que pode sê
Leia mais...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

O despertar da montanha

english mobile

"Você acaba de fazer o seu "Danúbio Azul", disse o professor Guilherme Fontainha a Eduardo Souto, quando este lhe mostrou, ao piano, "O Despertar da Montanha". Peça essencial do repertório pianístico brasileiro, típica dos saraus do início do século, "O Despertar da Montanha" é a obra mais conhecida de Souto. Lançada em 1919, com sucesso imediato, tem na capa da edição inicial curioso desenho, que mostra uma cena pastoril de natureza européia: ao pé de suntuosa montanha, um pastor descansa tocando flauta, enquanto seu cão vigia um rebanho de quinze ovelhas...

Mas, se a cena é européia, a composição é bem brasileira, tendo ajudado até a fixar uma forma de tango, que Eduardo Souto chama de tango de salão, diferente dos tangos de Nazareth, mais próximos do choro. "O Despertar da Montanha" tem uma letra de Francisco Pimentel, que nada lhe acrescenta.

O Despertar da Montanha - 1919--- clique para ouvir amostra da música
(Eduardo Souto e Francisco Pimentel)
A noite entra na agonia, / E os primeiros raios, / Na moldura do horizonte, / Iniciam seus ensaios, / Doura-se um monte... / E os ramos mais felizes, / Os que estão mais altos, / Lutam em matizes, / No cimo do planalto... / Sai da sombra um novo dia.

É a luz da madrugada, / Entrando suavemente na floresta, / Beija os ninhos, / É a festa, / Desperta os passarinhos / Envolve os velhos troncos, / Vindo através das folhagens, / E os gritos, pios, uivos, guinchos, roncos, / Em acordes selvagens, / Anunciam a alvorada.

Desses cantos, sob o sol da manhã, / Em linda festa pagã, / Escorre a vida, cheia de encantos, / E transborda, numa chuva de cores, / E entre os vales sonhadores, / A montanha acorda.
Leia mais...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Eduardo Souto

english mobile

A obra variada do compositor Eduardo Souto, que teve parceiros tão famosos quanto João de Barro e Bastos Tigre, abrangeu gêneros como a valsa, o tango, o samba, a marchinha e o choro. Eduardo Souto nasceu em São Vicente SP, em 14 de abril de 1882. Aos seis anos de idade já tocava valsas no piano da família e aos 11 foi para o Rio de Janeiro RJ estudar o instrumento. Compôs sua primeira valsa, Amorosa, aos 14 anos. Em 1902 abandonou os estudos para se empregar num banco, onde trabalhou por 15 anos. Tomou-se famoso com o fado-tango O despertar da montanha (1919) (clique para ouvir a música), que adquiriu celebridade internacional.
Em 1920, o compositor fez sucesso no carnaval com a marchinha Pois não, com João da Praia, uma das composições pioneiras no gênero. Nesse mesmo ano, abriu a Casa Carlos Gomes, uma loja de música que se tornou ponto de encontro de compositores renomados. Organizava orquestras e corais e participava de peças teatrais musicadas quando foi designado pelo governo brasileiro paca organizar o programa musical de recepção aos reis da Bélgica.
O maior sucesso carnavalesco de Eduardo Souto foi Tatu subiu no pau (1924) (clique para ouvir a música), gênero em que se destacou também com Batucada (1931), em parceria com João de Barro, e Gegé (1932), com Getúlio Marinho. É autor do hino Glorioso, do Botafogo Futebol e Regatas, e da romântica Do sorriso das mulheres nasceram as flores, esta em parceria com Bastos Tigre. Em 1932, abandonou a música e voltou a trabalhar em banco. Eduardo Souto morreu no Rio de Janeiro em 18 de agosto de 1942.
Fonte:A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34
Leia mais...