quarta-feira, 20 de julho de 2011

João Ricardo

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João Ricardo (João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto), cantor, compositor, violonista e gaitista, nasceu em Ponte do Lima, Portugal, em 21/11/1949. Filho do poeta e jornalista português João Apolinário e da esteticista Maria Fernanda Gonçalves Talline Carneiro Teixeira Pinto. Na infância foi fortemente influenciado pelo rock desde cedo, em especial o francês através do grupo Les Chats Sauvages e Johnny Halliday, além do maior de todos, Elvis Presley.

Conheceu a música brasileira através de Miltinho e Dóris Monteiro, discos que seu pai tinha em casa. Em 1963 toma contato com o que viria a determinar a sua opção pela música: The Beatles. Tinha quatorze anos á época e se viu envolvido com a música brasileira de imediato. Cedo começou escrevendo letras para músicas de um vizinho que o levou a aprender violão para fazer as suas próprias. A partir dos dezessete, dezoito anos, compôs algumas das que viriam a se tornar clássicos da banda seminal que fundou, Secos e Molhados.

Em 1970, convidou dois amigos - Fredie (percussionista) e Pitoco (Viola de dez cordas) - para integrarem o conjunto Secos e Molhados. Logo depois, convidou Ney Matogrosso para ser o cantor principal. Alguns dos maiores sucessos do grupo foram composições suas, como O vira, parceria com Luli, Sangue latino, com Paulo Mendonça, e Flores astrais, com João Apolinário.

No dia 23 de maio de 1973, o grupo entra no estúdio Prova para gravar - em sessões de seis horas ao dia, por quinze dias, em quatro canais – seu primeiro disco, que vendeu mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo um milhão de cópias em pouco tempo.

Os Secos e Molhados se tornaram um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos e público. Em fevereiro de 1974, fazem um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil. Em agosto do mesmo ano, é lançado o segundo disco e João Ricardo decide reciclar os integrantes da banda.

Com a dissolução do grupo, em 1974, lançou-se em carreira solo. Foi contratado pela Philips e, no ano seguinte, lançou o seu primeiro LP solo com as composições Vira safado, Janelas verdes e Salve-se quem puder, entre outras.

Em 1976. lançou mais um disco. Ao final dos anos 1970 e início dos 1980, tentou trazer de volta ao cenário artístico o grupo Secos e Molhados, sem repetir o sucesso da formação original.

Fonte: Wikipedia,
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Gérson Conrad

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Gérson Conrad, cantor. compositor e viiolonista, nasceu em 15/4/1952, na cidade de São Paulo, SP. Tornou-se conhecido nacionalmente a partir de 1973 como integrante do grupo Secos e Molhados. Musicou o poema Rosa de Hiroshima, de Vinícius de Moraes, que se tornaria um dos sucessos do primeiro LP do grupo. No segundo disco do grupo, de 1974, foi compositor de mais uma canção, Delírio.

Com o término do conjunto, em 1974, uniu-se ao letrista Paulo Mendonça e à cantora e atriz Zezé Motta, lançando no ano seguinte, em 1975, o LP Gérson Conrad e Zezé Motta, no qual se destacariam Trem noturno e A dança do besouro.

Em 1981, fez um outro trabalho solo, Rosto Marcado, lançado pela gravadora Som Livre, seu último disco lançado até então.

Hoje Gérson Conrad tem sua banda, Trupi, que mantém em seu repertório algumas canções dos Secos e Molhados, e canções de blues e rock. Atualmente estava com o espetáculo que leva o nome de "Bons tempos", uma das canções escritas pelo próprio.

Obras

A dança do besouro (c/ Paulinho Mendonça), Delírio (c/ Paulinho Mendonça), El Rey (c/ João Ricardo), Fala (João Ricardo e Luli), Rosa de Hiroshima (c/ Vinicius de Moraes), Trem noturno (c/ Paulinho Mendonça)

Discografia

(1973) Secos e Molhados • Continental • LP; (1974) Secos e  Molhados • Continental • LP; (1975) Gérson Conrad e Zezé Motta • LP; (1981) GC • LP.

Fonte: Wikipedia.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nonô e Naná

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Nonô e Naná - Dupla sertaneja formada por Alcides Felisbino de Souza, o Nonô (Formiga MG 22/11/1922 — São Paulo SP 01/07/1997) e Maria de Lourdes Sousa, a Naná (Formiga 19/8/1934—). Com o pseudônimo Nonô Basílio, Alcides estreou profissionalmente em 1934, aos 12 anos, cantando e tocando banjo no conjunto Irmãos Azevedo, que se apresentava em Formiga e cidades vizinhas. Quando o conjunto se transformou em orquestra, em 1938, deixou-o.

Também tocava violão, e passou a fazer serenatas, mediante pagamento. Em 1946 ingressou no curso da Corporação Musical Teófilo dos Reis, em São João del Rei MG, aprendendo saxofone e outros instrumentos de sopro. Dois anos depois, retornou à cidade natal.

Em 1950, na Rádio Tupi de São Paulo, conheceu o trio Palmeira, Luisinho e Zezinha. No ano seguinte, o trio gravou o primeiro disco de Nonô Basilio como compositor, pela Victor, Cantando sempre (com Mauro Pires), seguindo-se, pela Copacabana, Mulher ciumenta (com Palmeira), composição humorística lançada em disco por Jeca Mineiro e Mineirinho. 

Em 1952 escreveu outro sucesso, O piado do mutum, baseado em tema folclórico mineiro, gravado por Palmeira e Biá, na Victor. Três anos depois, retornou a Formiga e casou com Maria de Lourdes, formando com ela a dupla Nonô e Naná, que em 1956 foi levada por Cascatinha e Inhana para estrear no programa de Blota Júnior, na Rádio Record, de São Paulo. 

Contratada pela emissora, no ano seguinte gravou, pela Todamérica, o primeiro compacto, Mocinho sabido (Torrinha e Tito Neto) e Só quero você (Piraci e Dudu Basílio). Passou então a se apresentar em circos e parques de diversões, viajando por vários Estados. 

Em 1959, a dupla gravou um compacto simples na Chantecler, com Quando a saudade chegar (Gerson Santos e Cruz) e Uai, é?! (Jair Gonçalves). Continuou a viajar até 1962, quando gravou o primeiro LP, pela Chantecler, com destaque para a composição de Nonô Basílio Uma casa de caboclo, um de seus maiores sucessos. 

Em 1971, a dupla participou do filme No Rancho Fundo, de Osvaldo de Oliveira, e, no ano seguinte, Nonô tornou-se diretor sertanejo da gravadora Copacabana, lançando grandes sucessos, como Onde canta o sabiá (Nonô Basílio), Eterna saudade (Bernadete Albardeira e Ulisses Lucas), Na granja Cocodeco (Capitão Furtado e Zé Cupido) e Vale a pena viver (Mauro Pires e Zezão). 

Em 1973, a dupla gravou LP na Beverly, incluindo antigos sucessos e composições inéditas, como Judiaria (Lupicínio Rodrigues), Enxugue as lágrimas (Zito Vieira e Jorge Ab) e Orgulho de caboclinha (Nonô Basílio), dedicada a Naná. No mesmo ano a dupla gravou outro LP, na Philips, com a faixa de abertura Tem que ser assim (Odilon, filho mais velho do casal). 

A dupla manteve, no início da década de 1990, um programa na Rádio Difusora, de São Paulo, e lançou, em 1996, o primeiro e único CD, Nossa última lembrança. 

Autor de mais de 500 composições, Nonô Basilio tem músicas gravadas por cantores como Sérgio Reis, Chitãozinho e Xororó, Jeca Mineiro e Mineirinho, Cascatinha e Inhana, Tonico e Tinoco, Palmeira e Biá, Pedro Bento e Zé da Estrada, e muitos outros. 

Seus maiores êxitos incluem, além dos já citados, Mágoa de boiadeiro (c/Índio Vago), Terra sempre terra, Boiadeiro beija-flor, Amor de verdade. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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Olodum

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O Olodum, grupo musical e cultural, foi fundado em Salvador, Bahia, em 25 de abril de 1979. Criado como bloco por um grupo de jovens negros do bairro Maciel-Pelourinho, o Olodum (“deus dos deuses”, na língua ioruba) estreou no Carnaval de 1980. No ano seguinte, já com mais de dois mil associados, desfilou exaltando a história do país africano Guiné-Bissau.

Em 1983, depois de reorganização interna, nasceu o Grupo Cultural Olodum, que passou a implementar projetos sociais e culturais (projeto Rufar dos Tambores, cursos afro-brasileiros, Banda Mirim Olodum) e, em 1984, foi reconhecido como entidade de utilidade pública municipal e estadual.

Seu primeiro LP, Egito, Madagascar, de 1987, com a música Faraó (Luciano Gomes dos Santos), transformou-se em fenômeno de execução na Bahia. No terceiro LP, Do deserto do Saara ao Nordeste brasileiro, em 1989, a música mais tocada foi Revolta Olodum (Domingos Sérgio e José Olissan). Ainda em 1989, o grupo fez seus primeiros shows na Europa e, no ano seguinte, foi ao Japão, Argentina e Chile, voltando também à Europa.

Ganhou o Prêmio Sharp de Música, como melhor grupo regional, nos anos de 1990, 1992, 1993 e 1994. Acompanhou Paul Simon na faixa The Obvious Child, de seu disco The Rhythm of the Saints, de 1990. O videoclipe da música, gravado no Pelourinho, em Salvador, foi exibido em 140 países. O grupo tocou também com outras estrelas internacionais: Michael Jackson, Jimmy Cliff, Wayne Shorter e Herbie Hancock.

Em 1992 lançou o LP A música do Olodum, com o grande sucesso Nossa gente (Roque Carvalho), regravado por Caetano Veloso e Gilberto Gil no CD Tropicália 2. O disco lançado no ano seguinte, O movimento, com a canção Requebra (Pierre Onassis e Nego), vendeu mais de 250 mil cópias.

Abandonando aos poucos a ênfase na percussão, característica de seus primeiros discos, em prol de maior instrumentação de sopros, cordas e teclados, o grupo continuou gravando: lançou em 1995 Sol e mar, gravado ao vivo no Festival de Montreux, Suíça, com regravações dos maiores sucessos do grupo; em 1996, o CD Roma negra; e em 1997, o CD Liberdade, comemorando 18 anos de carreira.

O grupo já gravou diversos discos, apresentando-se em muitos países da América Latina e Europa. No ano de 2005, a Banda Olodum, uma parte do bloco, a mais conhecida, que conta com 30 percussionista apresentou-se ao lado da cantora Sandy e da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) através do "Projeto Aquarius", na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A música do Olodum se baseia no chamado “samba-reggae” — fusão de ritmos brasileiros e jamaicanos, juntamente com elementos de forró, funk, pop e outros gêneros — originalmente criado por Mestre Neguinho do Samba, que se integrou ao grupo em 1983.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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Ná Ozzetti

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Ná Ozzetti (Maria Cristina Ozzetti), cantora, nasceu em São Paulo SP, em 12/12/1958. De família de músicos, seu irmão Dante é violonista e integra a banda da cantora, Marco é guitarrista e Marta é flautista.

Formada em artes plásticas, só começou a cantar em 1978, quando os integrantes do grupo Rumo a ouviram numa praia de Parati RJ e a convidaram para ser a cantora do grupo. Passou a dedicar-se à música, fez cursos de piano e canto. Permaneceu com o grupo até 1992.

Gravou pela Continental seu primeiro disco solo em 1993: Ná Ozzetti incluindo regravações de antigos sucessos, como Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos ), No Rancho Fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) e canções de Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik e Luís Tatit.

Seu segundo disco foi Ná (1994, WEA). Bem acolhida pela crítica, começou a se apresentar mais em São Paulo, e fez um especial na 1V Cultura, Canto em qualquer canto (1995).

Em 1996 lançou o CD Love Lee Rita, seu terceiro disco, apenas com músicas de Rita Lee. Em 1996- 1997 fez shows no Tom Brasil, em São Paulo.

Fundou a Ná Records, lançando, em 1999, seu disco Estopim, que registrou suas composições Canto em qualquer canto (c/ Itamar Assumpção) e Toque de reunir (c/ Luis Tatit), entre outras.

Em 2000, participou do Festival da Música Brasileira (TV Globo), interpretando a canção Show (Luis Tatit e Fábio Tagliaferri), tendo sido contemplada com o prêmio de Melhor Intérprete, que lhe valeu a gravação do CD, pela Som Livre, Show, lançado no ano seguinte.

Em 2001, apresentou-se, ao lado de José Miguel Wisnik e Luís Tatit, no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), no ciclo "São Paulo: da vanguarda ao pop".

Sob a supervisão de Eduardo Gudin, apresentou-se no Sesc Pompéia (SP), ao lado das cantoras Jane Duboc, Monica Salmaso, Celine Imbert, Tetê Espíndola, Vânia Bastos e Myriam Peracch, e da Orquestra Jazz Sinfônica, sob a regência de João Maurício Galindo, interpretando canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, cujas partituras mantiveram os arranjos originais de Leo Peracchi para o LP Por toda a minha vida (1959), de Lenita Bruno. O trabalho foi lançado, em 2002, pela Dabliú Discos, no CD Canções de Tom e Vinicius. O Mestre Leo Peracchi e a Jazz Sinfônica.

Em 2004, apresentou-se, ao lado de Jards Macalé, Nó em Pingo D'água e Selma do Côco, no Auditório Gilberto Freyre, da Funarte, no Rio de Janeiro, marcando a volta do "Projeto Pixinguinha", percorrendo, em seguida, outras cidades brasileiras.

Em 2005, lançou,com em duo com André Mehmari, o CD Piano & Voz, contendo Vôo da bailarina (André Mehmari e Cristina Saraiva) e músicas de Pixinguinha (Rosa), Caetano Veloso (O ciúme), Dante Ozzetti e Luiz Tatit (Nosso amor), entre outras. Nesse mesmo ano, a gravadora MCD relançou os CDs Ná (1994) e Estopim (1999) em luxuosas edições com capa em digipack, notas da artista e faixas-bônus.

Lançou, em 2009, o CD Balangandãs, com a participação de Dante Ozzetti (violão), Mário Manga (guitarra, violoncelo e violão tenor), Sérgio Reze (bateria) e Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo acústico). No repertório, canções das décadas de 1930 a 1950.

Em 2010, voltou a se reunir com os demais integrantes do grupo Rumo - Luiz Tatit, Hélio Ziskind, Gal Oppido, Paulo Tatit, Pedro Mourão, Zecarlos Ribeiro, Akira Ueno e Geraldo Leite -, para o lançamento do CD Sopa de concha, interpretando um repertório de músicas do passado pesquisado por Geraldo Leite: Gosto mais do outro lado (Assis Valente), de 1934, Não resta a menor dúvida (Hervé Cordovil e Noel Rosa), de 1935, Honrando um nome de mulher (Gadé e Valfrido Silva), de 1936, entre outras. 

O disco contou com a participação de Swami Jr (direção artística, arranjos, violão 7 cordas e baixo), Milton Mori (cavaquinho e bandolim), Guilherme Kastrup e Douglas Alonso (percussões), e ainda de Mario Manga (dobro e violão tenor), Andre Mehmari (piano), Toninho Ferragutti (acordeom), Nailor Proveta (sax alto, sax soprano e clarineta), Popó (tuba), Mané Silveira (sax alto), Tiquinho (trombone), Ubaldo (sax tenor), Nahor Gomes (trumpete), Fábio Tagliaferri (viola), Valdir Ferreira (trombone de vara) e Júnior Galante (trumpete), como músicos convidados.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Emílio do Lago

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Emílio do Lago (Emílio Eutiquiano Correia do Lago), compositor, pianista, regente e professor, nasceu em Franca, SP, em 1837, e faleceu na cidade de São Paulo, SP, em 7/1/1871. Filho de uma família de músicos, iniciou seu aprendizado em casa. Mais tarde, em Campinas, SP, tornou-se amigo de Carlos Gomes, que lhe dedicou a modinha Quem sabe.

Em 1860 passou a morar em São Paulo, como professor de piano e canto. Fez amizade com os estudantes da Faculdade de Direito, tendo participado de serenatas ao lado de Fagundes Varela (1841—1875) e musicado versos de Castro Alves, entre outros. Tomou parte, como solista ou acompanhante, em inúmeros concertos e recitais.

Em 1864 e 1865 foi sócio do comerciante Henrique Luís Levy, também artista, pai dos compositores Luís Levy e Alexandre Levy, vendendo pianos e partituras em São Paulo. Nos dois anos seguintes organizou e regeu uma pequena orquestra em espetáculos no Teatro São José.

Em agosto de 1868, por ocasião dos festejos pela tomada de Humaitá, na Guerra do Paraguai, foi ovacionado no Largo de São Gonçalo, quando a orquestra executou seu Hino patriótico, com versos de Castro Alves. No ano seguinte, chegou a ser convidado por Louis Moreau Gottschalk, em visita a São Paulo, para um concerto a quatro mãos, que não se realizou.

Em 1870 participou com Brasílio Itiberê da Cunha, então estudante de direito, de um concerto promovido pelo pianista chileno Tomás Rodenas, discípulo de Gottschalk.

Obras

Música orquestral: Hino patriótico, 1868.- Música instrumental: O cabrião, polca, p/piano, 1867; O canto da coruja, serenata, p/piano, 1865; Lágrimas da aurora, polca-mazurca, p/piano, 1864; Uma lembrança da amizade, p/piano, 1864; Marcha militar, p/piano, 1865; Reminiscências, mazurca, p/piano, 1864; Rosa mística, introdução e mazurca, p/piano, 1870; A seráfica, polca brilhante, p/piano, 1870; Sereia, mazurca, p/piano, 1868.- Música vocal: Canção do boêmio, recitativo, 1868; Último adeus do amor, opus 1, modinha, p/piano e canto, 1862.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

A impressão musical no Brasil - Parte 2

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Joseph Alfred Martinet - Botafogo, Rio de Janeiro - 1846
No ano seguinte, a firma foi comprada por Salmon & Cia. — Sucursal de R. Laforge, mudando-se para a Rua dos Ourives, 60, onde funcionou até 1853. Salmon & Cia., anteriormente instalados na Rua da Assembléia, 86, haviam iniciado a publicação de uma série de seis variações para piano, intitulada Flores guanabarenses (1842-1857). 

Como sucessores de R. Laforge reimprimiram várias peças dessa oficina, passando a numerar as chapas até 1869, quando a firma foi adquirida, juntamente com outras, por Narciso José Pinto Braga. Dentre as muitas coleções publicadas, destacam-se Progresso musical (1853-1857), O livro de ouro dos pianistas (1854-1857), Recreio dos flautistas (1856-1857), Abelha musical (1858-1859).

Em 1856 publicaram Rio de Janeiro — álbum pitoresco musical, com sete peças para piano de compositores brasileiros, impresso “em papel da China”, com litografias e desenhos de Martinet. Um fac-símile desse álbum foi lançado em 1958 pela Livraria Kosmos Editora.

Entre as oficinas litográficas que na primeira metade do século passado imprimiram material musical de relativa importância, está ainda a firma Heaton & Rensburg. 

George Mathias Heaton, pintor inglês, e Eduardo Rensburg, litógrafo holandês, chegaram juntos ao Brasil em 1840, estabelecendo-se na Rua do Hospício, 103, passando depois por outros endereços, até se fixarem, em 1842, na Rua da Ajuda, 68, quando iniciaram a publicação da coleção Ramalhete das damas, inicialmente sob orientação de Rafael Coelho Machado e interrompida oito anos depois. Constituída de peças para piano e canto, era ilustrada com retratos de compositores, e alguns números acompanhados de um texto sobre assuntos musicais, segundo os anúncios publicados no Jornal do Comércio da época. 

Em 1851 foram nomeados “litógrafos da Casa Imperial”. Da mesma oficina, em edições muito bem cuidadas, saíram ainda a Coleção de doze valsas, de Francisco Xavier Bontempo (1847); Harpa do trovador (1846), romances de Rafael Coelho Machado, dedicados à imperatriz, e Mauricinas (1849), peças para canto compostas pelo Dr. José Maurício Nunes Garcia, em homenagem a seu pai, o compositor do mesmo nome. Em 1856 dissolveram a sociedade, e E. Rensburg prosseguiu sozinho durante ainda muitos anos.

Na mesma Rua da Ajuda, 21, funcionava a Litografia de J. J. do Rego, responsável pela publicação do periódico Filo-Harmônico (1842), com peças de Francisco Manuel da Silva, João José Ferreira de Freitas, Cândido José de Araújo Viana Júnior etc. Conhecido como litógrafo no Rio de Janeiro desde 1832, Frederico Briggs funcionou na Rua do Ouvidor, 130, entre 1840 e 1843, e depois na Rua da Lampadosa, 6, quando deve ter iniciado atividades no campo da música, publicando obras de Rafael Coelho Machado (1840) e Antônio Tornaghi (1843).

No final desse ano, associou-se a Pedro Ludwig, que, por sua vez, dissolvera a sociedade que mantivera com Victor Larée, na Rua do Ouvidor, 66, este também impressor de música. A nova firma Ludwig & Briggs passou a funcionar na Rua do Carmo, 55 (1843), depois na Rua dos Pescadores (1846-1 849), e até 1870 na Rua dos Ourives, 142. Na década de 1830, com Pierre Laforge, o Rio de Janeiro ganhara a primeira imprensa de música da corte. Anteriormente, eram oficinas de gravadores, abridores e estampadores, na sua maioria franceses que, ocasionalmente, gravavam também música.

Com a instalação, em 1846, da Casa de Filippone e Cia., Abridores e Impressores, na Rua dos latoeiros (hoje Rua Gonçalves Dias), 59, no ano seguinte denominada Ed. Filippone e Cia. e por fim Imperial Imprensa de Música de Filippone e Cia. constituiu-se a primeira editora musical da cidade. 

Em 1847 foi aberta subscrição para a publicação de O Brasil Musical — periódico dedicado a Sua Majestade a Imperatriz do Brasil, que lançou mais de 500 peças entre 1848 e 1875, saindo duas por mês, uma para piano, outra para canto.

Desde o início foram precursores na impressão com chapas numeradas (Brasil Musical número 1 — Ch. Número 33), e no número 20 já declaravam possuir depósitos em Porto Alegre RS, Bahia, Pernambuco e Buenos Aires, Argentina. Foram também precursores na publicação de catálogos nas contracapas das peças que imprimiam, de frontispícios com belos trabalhos de gravação. O repertório apresentado, segundo o gosto da época, era quase exclusivamente de árias, cavatinas, transcrições para piano, para flauta, para violão e trechos de óperas italianas.

Em 1853 mudaram-se para a Rua do Ouvidor, 101, e dois anos mais tarde a firma admitiu como sócio Antônio Tornaghi (Filippone e Tornaghi), conhecido compositor e professor de canto e piano, que chegara ao Brasil em 1841 e do qual o próprio Filippone já publicara várias peças. Até então haviam lançado, entre outras coleções, Melodias celestes (1847), Tesouro da mocidade (1847), As ninfas brasileiras (1848), Pensamentos italianos (1848), Saudades de Bellini (1848), Choix de romances françaises (1851), Divertimento noturno (1850-1852), Noite do Rio de Janeiro (1850-1852), Saudades de Botafogo (1852), Brincadeira musical (1853), Ilustração musical (1854), Coleção de peças para concertina (1854), Novo álbum de modinhas brasileiras (1853) etc.

Por volta de 1862 mudaram-se para a Rua do Ouvidor, 93, entrando gradativamente em declínio as atividades da casa, que tivera seu período áureo na Rua do Ouvidor, 101. Outras coleções foram publicadas mais tarde: O Vesúvio (1859), Família imperial (1862), Estátua eqüestre (1862) e Soirées fluminenses. 

Domenico Filippone foi responsável pela editora entre 1873 e 1874; no ano seguinte, seus herdeiros assumiram a direção, e logo depois a firma passava à Viúva Filippone (1875-1884). A editora já não dispunha de oficina própria. Em 1884 o Estabelecimento de Músicas e Águas Minerais da Viúva Filippone & Filha publicava algumas peças de Ernesto Nazareth (Cruz, perigo!, Beija-flor, Não me fujas assim), e J. Filippone Ed., Rua Moreira César, 93 (nome da Rua do Ouvidor de 1897 a 1916), publicou ainda alguma música popular. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998.
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A impressão musical no Brasil - Parte 1

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O Príncipe regente Dom João
Até a criação da Imprensa Régia, por decreto do príncipe regente Dom João, a 13 de maio de 1808, era proibida a instalação de tipografias no Brasil. Mas já em princípios do século XVIII surgia em Recife PE uma pequena tipografia, logo confiscada, e em 1747 houve a tentativa, também fracassada, de A. Isidoro da Fonseca, no Rio de Janeiro RJ.

As primeiras oficinas imprimindo música no Rio de Janeiro surgiram no início do séc. XIX; alguns desses estabelecimentos se incumbiam de editar e vender músicas.

John Ferguson & Charles Crokaat, com loja na Rua da Quitanda, 41, em 1824 anunciavam no Diário do Rio de Janeiro o que parece ser a mais remota referência a obra musical impressa no país, o “Hino Imperial e Constitucional de S. M. Imperial (Pedro I), para piano e cantoria, recentemente gravado e estampado nesta corte”.

Na mesma loja vendia-se a “Notícia da vida e das Obras de J. Haydn, por Joachin Le Breton” (Imprensa Régia, 1820), considerada a mais antiga obra sobre música impressa no Brasil, e ainda a “Arte de música para uso da mocidade brasileira, por um seu patrício”, impressa por Silva Porto & Cia. em 1823.

Entre os pioneiros destacam-se Francisco Chenot, estabelecido em 1830 como “abridor e estampador” na Rua dos Latoeiros, 126, e depois na Rua da Ajuda, 89, e, na mesma época, H. Furcy, “livreiro e editor de música”, com oficina de gravação na Rua do Cano (hoje Rua Sete de Setembro), 73.

O mais antigo exemplar de peça musical gravada é de cerca de 1833, “Uma saudade para sempre", composta por [M. Pimenta Chaves] um criado da Casa Imperial dedicada à Princesa "Dona Paula Mariana”, publicada pela Oficina Litográfica do Arquivo Militar (Higino José Lopes de Almeida), pertencente, como outras peças da mesma oficina, à seção de música da Biblioteca Nacional, Coleção Teresa Cristina Maria.

João Cristiano Müller, de origem dinamarquesa, estabeleceu-se em 1828, como negociante de pianos e música, na Lapa do Desterro, 76, contando em sua loja com um variado repertório nacional e estrangeiro, para venda e empréstimo. Em 1837, associou-se a H. E. Heinen, sendo ambos nomeados “fornecedores de música de S.M.I.”, com endereço na Rua Nova do Ouvidor, 1 e 36, e no mesmo ano foi elaborado o Catálogo da biblioteca musical de 1. C. Müller e H. E. Heinen, talvez o primeiro no gênero impresso no Brasil, do qual é conhecido um único exemplar, ricamente encadernado, que pertenceu à imperatriz Teresa Cristina Maria.

Em março de 1828 chegou ao Rio de Janeiro o clarinetista João Bartolomeu Klier, natural de Bremen, Alemanha, estabelecendo-se inicialmente como professor de música e, mais tarde, instrumentista da Capela Imperial. Três anos depois, abriu uma loja de música na Rua do Cano, 189, transferindo-se em 1832 para a Rua Detrás do Hospício (hoje Rua Buenos Aies), 95.

Em 1834 anunciou que mandara imprimir, com propriedade exclusiva, modinhas de Gabriel Fernandes da Trindade, e em 1836 já possuía uma imprensa própria de música, anunciando no ano seguinte a publicação de Terpsícore brasileira, coleção de valsas, contradanças etc. Após sua morte em 1855, teve como sucessores na firma suas filhas Francisca Klier & Irmã (1856-1859) e por fim A. J. Klier, sucessor de seu pai J. B. Klier.

A impressão regular de peças musicais no Rio de Janeiro teve início com Pierre Laforge, músico francês estabelecido por volta de 1834 com “estamparia de música” na Rua do Ouvidor, 149, que teria sido o responsável pela gravação das modinhas de Gabriel Fernandes da Trindade para J. B. Klier.

Em 1837 instalou-se na Rua da Cadeia (depois Rua da Assembléia), 89, onde funcionou até 1851, tendo gravado inúmeras peças, em sua maioria de pequeno formato (28 por 18 cm) e sem qualquer capa ou folha de rosto, apenas com as indicações necessárias na cabeça da própria música. Sua produção era constituída principalmente de modinhas, lundus e árias de óperas, de compositores como o padre José Maurício Nunes Garcia, Cândido Inácio da Silva, Gabriel Fernandes da Trindade, Pedro I, Francisco Manuel da Silva, Januário da Silva Arvelos, M. A. de Sousa Queirós, Francisco da Luz Pinto, Joseph Fachinetti, Antônio Tornaghi e outros.

Em 1850 iniciou a publicação de coletâneas para piano e canto, como Delícias da jovem pianista, Recreação da jovem fluminense, Progresso da jovem pianista, Ramalhete dos principiantes, Grinalda da jovem pianista etc.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998.
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Beto Sem Braço

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Beto Sem Braço (Laudemir Casemiro), cantor, compositor e sambista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1940, e faleceu na mesma cidade, em 15/4/1993. Trabalhou como feirante e seu pseudônimo lhe foi dado na infância, em conseqüência de uma queda de cavalo, na qual perdeu o braço direito.

Pertenceu à Ala de Compositores da Vila Isabel e mais tarde, transferiu-se para a Escola de Samba Império Serrano. Em 1987, descontente com a desclassificação de seu samba, atirou no presidente e no vice-presidente da escola Jamil Cheiroso e Roberto Cunha, respectivamente.

Para o Império Serrano compôs o seu maior sucesso carnavalesco, Bum, bum baticumbum, prugurundum, em parceria com Aluízio Machado. Nesta escola foi diretor de bateria por vários anos.

No início da década de 1970 estreou no mercado fonográfico com a gravação de Ai que vontade, interpretada porOsvaldo Nunes, tornando-se o seu primeiro sucesso em nível nacional.

Em 1978, Beth Carvalho, no LP De pé no chão, gravou de sua autoria Marcando bobeira (c/ Dão e João Quadrado). No ano seguinte, Almir Guineto, no LP Jeito de amar, pela gravadora RGE, incluiu Lindo requebrado (com Almir Guineto, Carlos Senna e Adalto Magalha).

No ano de 1977, Paulinho Mocidade interpretou Põe pimenta (com Jorginho Saberás) no LP Se o caminho é meu, pela RCA.

Na década de 1980, Beth Carvalho interpretou várias composições suas, como Quando o povo entra na dança (com Carlito Cavalcanti), no LP Sentimento brasileiro (1980); em 1981, a cantora incluiu no disco Na fonte, outra composição sua, Escasseia, em parceria com Aluízio Machado e Zé do Maranhão; em 1983, o LP Suor no rosto obteve um grande sucesso devido à interpretação de Camarão que dorme a onda leva  (com Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz) e, no ano seguinte, Beth Carvalho, juntamente com Martinho da Vila, interpretaram São José de Madureira (c/ Zeca Pagodinho), em novo disco da cantora.

Em 1986, Zeca Pagodinho incluiu várias composições suas em seu disco, como Quando eu contar, Iaiá (c/ Serginho Meriti); Vou lhe deixar no sereno (c/ Jorginho Saberás); Cidade do pé junto (c/ Zeca Pagodinho); e Brincadeira tem hora (c/ Zeca Pagodinho), muito divulgadas em rodas de samba e emissoras de rádio por todo o país. 

No ano de 1987, Jovelina Pérola Negra, no disco Luz do repente, incluiu duas músicas suas, Feira de São Cristóvão (c/ Bandeira Brasil) e Calango do morro, em parceria com Paulo Vizinho. Ainda nesse ano, no LP Perfume de champanhe, Almir Guineto cantou Coisa da roça, parceria de ambos, e o grupo Exporta Samba gravou Daltônico Varela (com Serginho Meriti), Samba em Berlim e Morena do canjerê, ambas em parceria com Joel Menezes. 

Em 1990, Zeca Pagodinho gravou diversas composições de Beto Sem Braço no CD Mania de gente, pela gravadora RCA, entre elas, Aonde será que eu vá, em parceria com Martinho da Vila.

No ano de 1996,  Boi, parceria sua com J. C. Santos, foi gravada por Zeca Pagodinho no CD Deixa clarear; em 1999, ainda Zeca Pagodinho, no disco Ao vivo, interpretou Camarão que dorme a onda leva e São José de Madureira. Nesse mesmo ano, Leci Brandão, no disco Auto-estima, gravou de sua autoria Com toda essa gente, em parceria com Dudu Nobre e Zeca Pagodinho.

No ano 2000, Zeca Pagodinho interpretou A paisagem, no disco Água da Minha Sede. Neste mesmo ano, Nininha, Almirzinho, Kléber, Nonana da Mangueira e Luizinho SP gravaram o CD Pagode de Mesa - Terra Samba. No disco, feito ao vivo na casa de show Terra Samba, em São Paulo, foi incluída uma composição de sua autoria, Pintou uma lua lá, em parceria com Maurição.

No ano de 2002, Deni Lima gravou um disco só com composições de Beto Sem Braço: Deni de Lima canta Beto Sem Braço, lançado pela gravadora Virrec, que, entre outras, apresenta as inéditas Panos de Buda, Marimbondo dá mel e  Um dia de rei e ainda outras regravações.

Dentre os muitos sucessos de sua carreira estão Manera mané e Meu bom juiz, ambas interpretadas por Bezerra da Silva. Entre os vários intérpretes das 463 músicas gravadas estão Alcione, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva e Fundo de Quintal.

O compositor morreu em 15 de abril de 1993, aos 53 anos, no Rio de Janeiro, vitimado por tuberculose.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Wikipedia.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Emílio Santiago

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Emílio Santiago (Emílio Vitalino Santiago), cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6 de Dezembro de 1946. Frequentando a faculdade de Direito na década de 1970, começou a cantar em festivais universitários e participou do programa de calouros de Flávio Cavalcanti na extinta TV Tupi, chegando às finais.

Trabalhou, também, como crooner da orquestra de Ed Lincoln, além de muitas apresentações em boates e casas de espetáculos noturnas. Em 1973 lançou o primeiro compacto, com as canções Transa de amor e Saravá Nega, que ocasionou maiores participações em rádios e programas televisivos.

O primeiro LP foi lançado pela CID em 1975, com canções esquecidas de compositores consagrados como Ivan Lins, João Donato, Jorge Ben Jor, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, dentre outros. 

Transferiu-se no ano seguinte para a Philips/Polygram, permanecendo neste selo até 1984, pelo qual lançou dez álbuns - todos com pouca repercussão. Foi escolhido como melhor intérprete no Festival dos Festivais, da TV Globo em 1985, com a canção Elis Elis.

O sucesso veio na verdade em 1988, quando lançou o LP Aquarela Brasileira pela Som Livre, um projeto especial de sete volumes, dedicado exclusivamente ao repertório de música brasileira; todos ultrapassaram a marca de quatro mil cópias vendidas. Nesta época, lançou também outros projetos especiais, como um tributo ao cantor Dick Farney (Perdido de amor, 1995) ou regravando clássicos do bolero hispânico (Dias de Luna, 1996).

Assinou com a Sony Music em 2000. O disco que marca a estreia na nova gravadora é Bossa Nova, que trouxe muitos clássicos do gênero e também rendeu um DVD. Prosseguiu com Um sorriso nos lábios (2001), um tributo a Gonzaguinha e outro ao compositor acreano João Donato em 2003.

O mais recente álbum foi O melhor das aquarelas ao vivo, onde reviu o repertório de música brasileira que gravou a partir do álbum Aquarela Brasileira (1988), e que entre os méritos conta ser o primeiro disco ao vivo de Emílio e o segundo DVD da carreira, após Bossa nova.

Discografia

* 1975 - Emílio Santiago
* 1976 - Brasileiríssimas
* 1977 - Comigo é assim
* 1977 - Feito pra ouvir
* 1978 - Emílio
* 1979 - O canto crescente de Emílio Santiago
* 1980 - Guerreiro coração
* 1981 - Amor de lua
* 1982 - Ensaios de amor
* 1983 - Mais que um momento
* 1984 - Tá na hora
* 1988 - Aquarela Brasileira
* 1989 - Aquarela Brasileira 2
* 1990 - Aquarela Brasileira 3
* 1991 - Aquarela Brasileira 4
* 1992 - Aquarela Brasileira 5
* 1993 - Aquarela Brasileira 6
* 1995 - Aquarela Brasileira 7
* 1995 - Perdido de amor
* 1996 - Dias de luna
* 1997 - Emílio Santiago
* 1998 - Emílio Santiago
* 1998 - Preciso dizer que te amo
* 2000 - Bossa nova
* 2001 - Um sorriso nos lábios
* 2003 - Emílio Santiago encontra João Donato
* 2005 - O melhor das Aquarelas - ao vivo
* 2007 - De um jeito diferente
* 2010 - Só Danço Samba

Fontes: Wikipedia; Clique Music.
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