segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Agnaldo Rayol

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Agnaldo Rayol (Agnaldo Coniglio Rayol), cantor, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 03/05/1938. Aos oito anos apresentou-se cantando no programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Transferiu-se com a família para Natal (RN), atuando na Emissora Natalense, mudando-se em seguida para a Rádio Araripe, de Crato (CE), e depois para a Rádio Poti, de Natal, em que também foi radioator.

Retornou ao Rio de Janeiro em 1951 para participar do filme Maior que o ódio (direção de José Carlos Burle), ao lado de Anselmo Duarte e Ilca Soares. Cinco anos depois, viajou para Natal numa excursão artística ao lado de Leny Eversong, e de volta foi ouvido pelos diretores da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, tendo sido contratado.

Gravou vários discos pela Copacabana, obtendo em 1964 o maior êxito, com a música Acorrentados (Encadenados) de Carlos Briz, versão de Miranda e Genival Melo. No ano seguinte, outro sucesso, com O princípio e o fim (Alain Barrière, versão de Nazareno de Brito).

Em 1966 foi contratado pela TV Record, de São Paulo SP, para fazer o Corte-Rayol Show, ao lado do humorista Renato Corte Real, programa que teve boa receptividade por dois anos. Participou também do programa Jovem Guarda, época em que foi o ator principal no filme Agnaldo, perigo à vista, de Reinaldo Pais de Barros (1969).

Entre seus outros sucessos, estão A praia (Jovan Wetter, versão de Bruno Silva) e Mente-me (Armando Domínguez, versão de F. da Silva). Em 1971 gravou pela Copacabana o LP O que eu canto, em que se destacava a música O velho e o novo (Taiguara); no ano seguinte, na mesma gravadora lançou o LP Imagem, com Irmão, só tem amor quem sabe amar (Luís Chaves).

Em 1981 venceu o Festival Internacional da Canção, no Uruguai. Durante oito anos apresentou na TV Cultura, de São Paulo, o programa Festa Baile; participou também de programas humorísticos, na TV Record, de São Paulo, e atuou em telenovelas, como As pupilas do senhor reitor, da TV SBT.

Continua fazendo shows em todo o Brasil e participando de programas de televisão. Recentemente fez sucesso cantando em italiano o tema de abertura da novela Terra Nostra, da TV Globo (Tormento d'amore).

CDs: Seleção de ouro, 1995, Movieplay ABW 84022; Todo o sentimento, 1997, BMG 7432147350-2.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora
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Agnaldo Timóteo

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Agnaldo Timóteo, cantor, nasceu em Caratinga (MG) em 16/10/1936. Era torneiro-mecânico na cidade natal quando se apresentou pela primeira vez num programa de calouros; gongado, continuou exibindo-se em circos, onde ganhava brindes de alimentos.

Em 1960 foi para o Rio de Janeiro, à procura de oportunidade. Foi garoto de recados, motorista, mandatário burocrático. Jair de Taumaturgo deu-lhe ocasião de se apresentar no programa Hoje é Dia de Rock. Em 1965 gravou seu primeiro LP, na Odeon, Surge um astro, destacando- se a música A casa do sol nascente (Alan Price, versão de Fred Jorge).

Com grande sucesso popular desde então, lançou um LP por ano, sempre na Odeon: O astro do sucesso, com Último telefonema (Donaggio e Pallavicini, versão de Bourget), em 1966; O sucesso é o astro, com Cartas de amor (Victor Young, versão de Osvaldo Santiago), 1967; Obrigado, querida, com Meu grito (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), seu maior sucesso, com mais de 600 mil cópias vendidas, 1968; Comanda o sucesso, com Eu vou sair para buscar você (Nelson Ned e Cláudio Fontana), 1969; O intérprete, com Que bom seria (Antonio Marcos e Mário Marcos), 1970; Sempre sucesso, com O último romântico (Donaggio e Pallavicini, versão de Marilena Amaral), 1971; Agnaldo Timóteo, com Adoração (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), 1972; Frustrações, com a faixa-título (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), 1973; Encontro de gerações, com Amor proibido (Dora Lopes e Clayton), 1974.

Fez temporada no Norte e Nordeste, acompanhado por um conjunto de Juiz de Fora MG, organizado por Fernando Simões. Gravou discos no México, o LP Song by Brazilian International Famous Agnaldo Timoteo e o disco The Good Voice of Brazil, editado nos EUA e Inglaterra. Em 1982 lançou o disco Sonhar contigo.

Cd: Ao Nelson com carinho, 1997, Globo/Columbia 419097-2.

Algumas músicas cifradas e letras: A casa do sol nascente, A noiva, A volta do boêmio, Aline, Creio em ti, Foi Deus, Meu grito, Os brutos também amam, Os verdes campos da minha terra, Quem é?, Quem sabe?, Tudo passará.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.
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Meu grito

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Agnaldo Timóteo

Meu grito (1968) -Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Se eu demoro
E7
Mas aqui eu vou morrer
D
Isso é bom
A
Mas eu não vivo sem você
A7
Eu não penso mais em nada
D Dm
A não ser, só em voltar
A E7
Vou depressa e levo o meu amor nas mãos

Para lhe dar
A
Já não durmo
E7
Morro até só em pensar
D
E se canto
A
Só o seu nome quero gritar
A7
Mas seu grito todo mundo
D Dm
De repente vai saber
A E7
Que eu morro de saudade
A D A
E de amor por você
E7
Aí, que vontade de gritar
A
Seu nome bem alto e no infinito
E7
Dizer que o meu amor é grande
A
Bem maior do que meu próprio grito
A7
Mas só falo bem baixinho
D Dm
E não conto pra ninguém
A E7
Pra ninguém saber seu nome
A D A
Eu grito só meu bem.

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Os verdes campos da minha terra

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Agnaldo Timóteo

E
Se algum dia
A E
À minha terra eu voltar

Quero encontrar
B
As mesmas coisas que deixei
E E7 A
Quando o trem parar na estação
Am E
Eu sentirei no coração
B7 E
A alegria de chegar
E7 A
De rever a terra em que nasci
Am E
E correr como em criança
B7 E B7
Nos verdes campos do lugar
E
Quero encontrar
A E
A sorrir para mim
B
O meu amor na estação a me esperar
E E7 A
Pegarei novamente a sua mão
Am E
E seguiremos com emoção
B7 E
Pros verdes campos do lugar
E7 A
E revivo os momentos de alegria
Am E
Com meu amor a passear
B7 E
Nos verdes campos do meu lar.

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Os brutos também amam

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Agnaldo Timóteo

G
Você jamais vai entender
Am
O amor que eu lhe dei
D7
Talvez estranho pra você
G
Mas só eu sei o quanto amei
No mundo triste de onde eu vim
G7 C
Nada disso tem valor
Cm G
Nele tudo se embrutece
Em Am
Mas o coração esquece
D7 G C G
Quando tem um grande amor
Dm G7
Você não devia esperar
C
Que eu fosse diferente do que sou
A7
Com amor seria fácil entender
D7
O meu jeito meio rude de querer
G
Que pena tudo terminar
Am
Da maneira que acabou
D7
O seu amor não foi bastante
G
Pra querer-me como eu sou
Você um dia vai saber
G7 C
Que eu te amei como ninguém
Cm G
Minhas lágrimas reclamam
Em Am
Elas dizem no meu pranto
D7 G C G
Que os brutos também amam
Dm G7
Você não devia esperar...

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Alcides Dias Lopes

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Alcides Dias Lopes, também chamado de ‘Malandro Histórico da Portela’, foi um dos mais lendários nomes da Portela, responsável pela resposta de improviso na segunda parte das composições (mestre de canto) durante os desfiles e as rodas de samba.

Excelente partideiro, fez fama sua prodigiosa memória, capaz de impressionar até mesmo os mais experientes versadores. Foi ainda o grande responsável pelo registro oral das obras de Paulo da Portela e de seus companheiros mais antigos, fundadores da Escola. Era capaz de contar com detalhes toda a história da Portela.

Nasceu (17-12-1909) e morreu (09-11-1987) no Rio de Janeiro, cidade que amava. Na juventude, levou vida de malandro, vagando sem destino e sem ocupação fixa pelas ruas do Rio. Seu primeiro emprego só veio depois do casamento com Guiomar, com quem teve quatro filhos.

Foi manobrista e sinalizador de trens da Rede Ferroviária Federal, trabalhando perto do subúrbio de Benfica. Tornou-se então um ‘chefe de família’, aposentando-se em 1947. Porém, mesmo trabalhando, Alcides nunca faltava aos ensaios da Escola. Estava sempre presente, com sua fisionomia fechada, seu tronco avantajado e seu modo simples de se vestir.

Em 1947, compôs seu samba mais conhecido, a autobiográfica ‘Vivo Isolado do Mundo’ (‘Eu vivia/ isolado do mundo/ quando eu era vagabundo/ sem ter um amor/ hoje em dia/ eu me regenerei/ sou um chefe de família/ da mulher que amei’).

A primeira gravação desta música foi feita por Candeia e Manacéia, que incorporaram alguns versos, cantados até hoje nas rodas de samba. Monarco parece ter feito a gravação definitiva e Zeca Pagodinho regravou o samba, dando-lhe nova roupagem. Seu primeiro samba gravado foi ‘Olinda’ – também chamado de ‘Vem, Ó Linda’ –, parceria com Jair do Cavaquinho. A gravação se deu em 1965, com o próprio Jair e o conjunto ‘A Voz do Morro’.

Participou do primeiro disco da Velha Guarda da Portela, em 1970, com o belíssimo samba ‘Ando Penando’. Um de seus parceiros mais constantes foi Monarco. Da dupla se destacam: ‘Amor de Malandro’, ‘Enganadora’ (gravadas por João Nogueira), ‘Você pensa que eu me Apaixonei’ (gravada por Beth Carvalho), ‘Se eu soubesse vem Depois’ (gravada por Roberto Ribeiro), ‘Abra as Vistas, Rapaz’ (gravada por Zeca Pagodinho) e ‘Deixa meu nome em Paz’ (gravada por Monarco e Velha Guarda da Portela).

Outro parceiro importante foi Chico Santana, com quem compôs ‘Eu vou Embora’, ‘Minha Orelha’ e ‘Quanto mais eu Rezo’ (todas gravadas por Jorge Aragão). Um dos maiores divulgadores póstumos da obra de Alcides foi Zeca Pagodinho, que gravou ‘Dona do meu Coração’ (com participação de Argemiro), ‘Já sei de tudo, Mulher’, ‘Meu Tamborim’ e ‘Vivo Muito Bem’, entre outros.

Alcides compôs ainda com sambistas como Nelson Cavaquinho – parceria que permanece inédita até hoje. Apesar de ter sido excelente intérprete e compositor, Alcides Lopes jamais gravou um disco individual. Os únicos registros disponíveis são duas participações ao lado de Dona Ivone Lara nas músicas ‘Quando a Maré’ (de Antônio Caetano) e ‘Já Chegou quem Faltava’ (de Nilson Gonçalves), presentes no disco ‘Samba – Minha Verdade, Minha Raiz’ (Odeon, 1978). Como reconhecimento por sua contribuição à Portela, seu retrato foi incluído na galeria do Pavilhão de canto do Portelão.

Fontes: Agencia do Samba e Choro - Alcides Malandro Histórico (biografia); Site Oficial da G. R. E. S. Portela - Alcides Lopes (foto).
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Candeia

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Candeia (Antônio Candeia Filho), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17/8/1935 e faleceu em 16/11/1978. O pai era tipógrafo e sambista, tocava flauta, gostava muito de chorinho e foi o criador das “comissões de frente” (grupo de representantes da diretoria da escola de samba) que saíam nos desfiles carnavalescos.
Começou a freqüentar as rodas de samba aos seis anos, participando também, mais tarde, das reuniões na casa de dona Ester, ponto de encontro de sambistas, no subúrbio de Osvaldo Cruz, onde conheceu Zé da Zilda, Luperce Miranda e Claudionor Cruz. Tocava violão e cavaquinho, jogava capoeira e costumava freqüentar terreiros de candomblé. Como membro da escola de samba Vai Como Pode, participou do núcleo original de sambistas que fundou a G.R.E.S. da Portela.
Em 1953 compôs seu primeiro samba-enredo para a nova escola, Seis datas magnas (com Altair Marinho), que conseguiu a nota máxima do júri do desfile, caso até então inédito. Na década de 1950, foi ainda o compositor de dois sambas-enredo que deram à Portela um terceiro e um primeiro lugares, respectivamente: Festas juninas em fevereiro, em 1955, e Legados de Dom João VI, em 1957 (ambos com Valdir 59).
Dirigiu o conjunto Mensageiros do Samba, no início da década de 1960, realizando as primeiras apresentações do grupo, fora do morro, no restaurante Zicartola, e gravando também um LP na Philips. Em 1961 ingressou na polícia, mas foi obrigado a se afastar logo por causa de um tiro na espinha que o deixou paralítico. Passando a andar em cadeira de rodas, compôs com Paulinho da Viola Minhas madrugadas, música gravada por este cantor em 1966.
Estreou como intérprete gravando um LP pela Equipe, em 1970, ano em que o conjunto Nosso Samba lançou em disco o seu Dia de graça. Ainda em 1970, Clementina de Jesus incluiu no seu LP três composições suas, feitas em parceria com Davi do Pandeiro: Vai de saudade, Os partideiros e A paz no coração. Um ano depois, Paulinho da Viola gravou Filosofia do samba e Clara Nunes, Anjo moreno e Seriorerê. Lançou ainda dois LPs Seguinte.., raiz, com as composições: A hora e a vez do samba e Vai pro lado de lá (com Euclenes) e Roda de samba nr. 2, pela CID, com a música Acalentava.
Muito respeitado por sua firme posição em favor do negro, em 1975 deixou a Portela e criou o Grêmio Recreativo de Arte Negra Escola de Samba Quilombo, do qual foi o primeiro presidente. Publicou com Isnard Escola de samba, a árvore que esqueceu a raiz, Ed. Lidador/SEEC, Rio de Janeiro, 1978.
Morreu no dia em que iria acertar os últimos detalhes do lançamento do LP Axé, pela gravadora WEA, o segundo nessa gravadora e o sétimo de sua carreira. Em 1987 foi publicado o livro Candeia: luz da inspiração, de João Batista M. Vargens, Martins Fontes/Funarte, col. MPB, vol. 20, Rio de Janeiro, 1987.

Obras: Filosofia do samba, 1971; A flor e o samba, samba, 1969; Meu dinheiro não dá (c/Catoni), 1971; Minhas madrugadas (c/Paulinho da Viola), 1966; Seis datas magnas (c/Altair Marinho), samba-enredo, 1953.

CDs: Candeia, Aniceto do Império, Mestre Marçal e Velha Guarda da Portela, 1997, Funarte/Atração Fonográfica ATR 32025 (Série Acervo Funarte de Música Brasileira, n 21); Filosofia do samba, 1997, ABW 99812; Samba da antiga, 1997, Copacabana 99814.
Fonte: Dicionário da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.
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Alzira Espíndola

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Nascida no Mato Grosso do Sul, em uma família de músicos, iniciou-se profissionalmente no grupo Lírio Selvagem, onde tocava com seus irmãos — inclusive a cantora Tetê Espíndola.

Com o fim do grupo, começa uma carreira solo como cantora, compositora e instrumentista. Tocou com o violeiro Almir Sater antes de lançar seu primeiro disco solo, "Alzira Espíndola", pelo selo 3M.

Em 1990 excursionou por diversos países com Itamar Assumpção e a banda Isca de Polícia, gravando em seguida seu segundo disco, "AMME" pelo selo Baratos Afins. Com esse disco foi indicada ao prêmio Sharp de 1992, categoria Melhor Cantora Pop.

Pela mesma gravadora lança em 1996 "Peçamme", que tem no repertório parcerias com Itamar, Luli e Lucina. Em 1999 grava com a irmã Tetê um CD de clássicos da música regional, "Anahí" (Dabliú).

2000 foi o ano de "Ninguém Pode Calar" (Dabliú), disco baseado no repertório da cantora Maysa.

Fonte: Alzira Espíndola - CliqueMusic
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Amado Batista

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Amado Batista (Amado Rodrigues Batista), cantor / compositor, nasceu em 17/2/1951 na cidade de Catalão (GO ), onde seus pais trabalhavam na lavoura. Aos 14 anos, foi para a capital e lá trabalhou em diversos ofícios, de faxineiro a balconista, chegando a subgerente de uma livraria.

Em 70, aplicou suas economias comprando uma pequena loja de discos, conseguindo nos anos seguintes abrir mais três lojas na capital goiana. Nessa época já compunha e cantava, influenciado principalmente por Roberto Carlos, e foi representante de um pequeno selo de música regional, o Chororó. Suas composições caracterizam-se por melodias simples e letras sentimentais, numa variação do rock-balada.

O primeiro sucesso foi Desisto (com Reginaldo Sodré), em 1976. No ano seguinte, lançou seu primeiro LP, Amado Batista canta o amor, ainda pela Anhembi Chororó. Em 1978 foi contratado pela Continental, gravadora da qual se tornaria o campeão de vendagem, e no ano seguinte obteve sucesso nacional com O fruto do nosso amor (Vicente Dias e Praião II).

Sempre fiel ao rock-balada, em 1987 passou a gravar na RCA/BMG. Seus outros êxitos incluem Serenata (com José Fernandes dos Santos), 1978, O julgamento (Walter José e Sebastião Ferreira da Silva), 1979, O acidente (Roberto Ney e Deny Wilson), 1981, Ah! se eu pudesse (Vicente Dias), 1982, e Hospício (com Reginaldo Sodré), 1987.

Um dos campeões de vendagem da música brasileira, em 22 anos de carreira totalizou mais de 12 milhões de cópias vendidas.

CD: O melhor de Amado Batista, 1997, RCA/BMG 7432-52025-2.

Algumas músicas cifradas: Desisto, O fruto do nosso amor, O acidente, Serenata.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; CliqueMusic.

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Desisto

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Desisto (1976) - Amado Batista e Reginaldo Sodré
Tom-A

Intodução:A E D A

A
Rosto que beijei

Corpo que abracei
E B E
Olhos de fazer sonhar
E7
São coisas que eu
D
Não posso esquecer
E A
Mas pretendo abandonar

Juras que ouvi

Frases que escrevi
A7 D
Pra enfeitar nossa ilusão

Não importam mais
A
Ficam para trás
E A A7 (Intro:)
Talvez em seu coração
{Bis}

A
Tudo que cantei

Que já lhe mostrei
E B E
Faz parte de uma canção
E7
Que eu quis compor
D
Porém me faltou
E7 A
Certa imaginação

O que eu consegui

Ou não consegui
A7 D
Vivendo junto a você

Já se acabou
A
O vento levou
E A A7 (Introdução)
Você sabe bem por que
{Bis}

A
A vida é assim

Tudo tem um fim
E B E
Não precisa se guardar
E7
Pois se eu sofrer
D
Não culparei você
E A
Isso o tempo fará

Vou dizer adeus

Para os sonhos meus
A7 D
E a tudo que construí

Adeus meu amor
A
Sabes bem que sou
E A A7
Obrigado a desistir
{Bis}

E A
Obrigado a desistir...
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