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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Henrique de Mello Moraes

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Bororó e Henrique Mello Moraes, o palhaço
alegre e a bailarina triste do Carnaval de 1932
Henrique de Mello Moraes, cantor, compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 8/12/1912. Seu nascimento foi comemorado com música, pois o pai trouxe uma banda para tocar em casa e convidou vários amigos, entre os quais o caricaturista e compositor J. Carlos.

Desde criança gostava de cantar, sendo apelidado de Pequeno Caruso pela família. Foi funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil, onde conheceu o compositor Cândido das Neves, o Índio. Com outros amigos, entre os quais Bororó, Osvaldo Simões e Rogério Guimarães, fazia serestas pelas madrugadas, no bairro da Gávea, acompanhando-se ao violão.

Iniciou a carreira no rádio por 1932, cantando na Rádio Educadora do Brasil, do Rio de Janeiro, no programa de Gastão Lamounier com Albenzio Perrone. Apresentava-se também em outros programas da emissora, atuando ainda na Rádio Clube e Mayrink Veiga. Paralelamente, fazia serestas pelos bairros cariocas.

Por essa época, deixou a Central do Brasil, gravando seu primeiro disco pela Parlophon, com Eduardo Souto, em 1932, com as músicas Velho solar (André Filho) e a fantasia Un peu d’amour (J. Carlos).

Em seguida, gravou três músicas de Índio, a Rosa morena, Luar de minha terra, nas quais o compositor participou fazendo a segunda voz, e Versos de longe, composta especialmente para ele.

Formado em direito em 1934, assumiu o cargo de delegado de polícia, deixando a Rádio Educadora e suas atividades artísticas. Tio de Vinícius de Moraes, é conhecido como Henriquinho.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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terça-feira, 3 de julho de 2007

Bororó

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Bororó (Alberto de Castro Simões da Silva), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 15/10/1898 e faleceu em 7/6/1986. Nascido no bairro do Botafogo, aprendeu a tocar violão com o pai, Sinhozinho (Alberto Simoens da Silva), conhecido boêmio contador de anedotas e autor de diversas peças satíricas.

Ganhou o apelido quando fazia o primário no Colégio Santo Inácio: nessa ocasião, um grupo de índios Bororo visitou sua casa e, assim que o professor soube, passou a chamá-lo de Bororó. O apelido pegou entre os colegas e ele passou a se envolver em brigas, que acabaram por provocar sua expulsão e a transferência para o Colégio Santo Alberto, onde fez até o terceiro ano ginasial.

Aos 18 anos já fazia apresentações como violonista. Por volta de 1920 começou sua carreira de compositor fazendo músicas para ranchos carnavalescos, entre os quais o Flor da Estopa e o Mimosas Cravinas. Junto com outros seresteiros famosos, como Melo Morais Filho, formou um grupo com Carlinhos Santos Cruz (bandolim), Fernando Albuquerque (banjo), Eudóxio Correia (banjo), que se apresentava em festas cantando modinhas, lundus etc.

Em 1939 obteve sucesso com sua primeira composição gravada - Da cor do pecado - na voz de Sílvio Caldas. Em 1940, Orlando Silva lançou pela Vitor seu choro Curare, que se tornou clássico no repertório do cantor. Em 1943 Sílvio Caldas gravou o samba-choro que marcaria seu último grande sucesso como compositor, Que é que é? (com Evrágio Lopes).

Publicou o livro Gente da madrugada: flagrantes da vida noturna, Guavira Editores, Rio de Janeiro, 1982, no qual narra a vida de personagens da boêmia carioca.
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