Mostrando postagens com marcador batista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador batista. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de julho de 2007

Marília Batista

english mobile

Marília Batista (Marília Monteiro de Barros Batista), cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 13/4/1918 e faleceu em 9/7/1990. Neta do poeta Luís Monteiro de Barros, começou a tocar violão e a compor desde criança e mais tarde estudou no I.N.M., formando-se em teoria, solfejo e harmonia, e abandonando o curso de piano no quarto ano.
A 29 de agosto de 1930, com 12 anos, levada pelo jornalista Lauro Sarno Nunes (pai de Max Nunes), deu seu primeiro recital de violão no Cassino Beira-Mar, cantando entre canções sertanejas, sambas e cateretês, suas primeiras composições.
Josué de Barros (lançador de Carmen Miranda), que a ouviu, ofereceu-se para lhe dar aulas de violão, de graça. Durante seis meses estudou com ele, mas depois, como pretendia ser concertista, tomou aulas de violão clássico com José Rebelo. Em 1931, convidada para cantar no espetáculo Uma Hora de Arte, no Grêmio Esportivo Onze de Junho, conheceu Noel Rosa e, numa festa na casa da cantora Elisinha Coelho, onde também cantou e foi muito aplaudida, conheceu Hekel Tavares, Luiz Peixoto, Almirante e Bando de Tangarás. No ano seguinte, acompanhada de João Martins (bandolim) e Rogério Guimarães (violão), gravou pela Victor seu primeiro disco, cantando duas composições suas feitas em parceria com seu irmão Henrique Batista - o samba Pedi, implorei e a marcha Me larga.
Em 1933, a convite de Almirante, participou, ao lado de Sílvio Caldas e Ary Barroso, do show Broadway Cocktail, levado no Cine-Teatro Broadway, e logo depois foi contratada por Ademar Casé, que assistira ao espetáculo, para seu programa na Rádio Philips. No programa Casé, apresentou-se inicialmente (1934) ao lado de Noel Rosa, com quem improvisava versos cantados com o estribilho "De babado sim / De babado não", e depois sozinha (1935), lançando pelo rádio o samba de Noel Pela décima vez.
No ano seguinte gravou, com Noel, na Odeon, De babado (Noel Rosa e João Mina) e Cem mil réis (Noel Rosa e Vadico). Ainda com Noel e acompanhada pelo conjunto de Benedito Lacerda, lançou mais dois discos nesse ano: pela Victor, os dois cantaram os sambas Quem ri melhor (Noel Rosa) e Quantos beijos (Noel Rosa e Vadico); e, em disco Odeon, registraram Provei (Noel Rosa e Vadico) e Você vai se quiser (Noel Rosa). Aos poucos, foi-se tornando conhecida como compositora e uma das principais intérpretes de Noel Rosa. Já por essa época, seu trabalho lhe valeu o título de Princesinha do Samba e, em 1940, gravou na Victor o samba-canção de Noel Rosa Silêncio de um minuto.
Em 1945 casou-se e interrompeu por alguns anos suas atividades musicais, retornando à vida artística cinco anos depois, quando lançou pela Musidisc o LP Samba e outras coisas, que reuniu as composições que fez com o irmão Henrique Batista - Nunca mais, Você não é feliz porque não quer, Imitação, Vai, eu te dou liberdade, Praia da Gávea, Vila dos meus amores e mais duas composições de Noel Rosa.
Pela mesma etiqueta, gravou, em 1954, LP só com músicas de Noel Rosa, nele incluindo o samba Tipo zero e, nove anos mais tarde, voltou a gravar só composições do compositor de Vila Isabel, num álbum com dois LPs, editado pelo selo Nilser, de Nilo Sérgio, intitulado História musical de Noel Rosa.
Em 1967 voltou a gravar sambas desse compositor. Em toda a sua carreira, gravou cerca de 30 discos, além dos LPs citados. Dentre seus méritos, o maior foi ter contribuído para a divulgação de Noel Rosa.
Leia mais...

Dircinha Batista

english mobile

Dircinha Batista (Dirce Grandino de Oliveira), cantora e compositora, nasceu em São Paulo SP em 7/4/1922. Filha do ventríloquo e humorista Batista Júnior (João Batista de Oliveira), de quem adotou o sobrenome artístico, e irmã da cantora Linda Batista, sua família já morava no Rio de Janeiro RJ, no bairro do Catete.Aos quatro anos, começou a ser alfabetizada num grupo escolar da Praça José de Alencar, cursando os dois anos seguintes, respectivamente, nos colégios Sion e São Marcelo. Já aos seis anos fez sua estréia, cantando Morena cor de canela (Ari Kerner), em um espetáculo organizado por Raul Roulien, no Teatro Santana, em São Paulo, para o qual o pai tinha sido convidado. Passou então a apresentar-se como cantora, acompanhando o pai em suas apresentações.
Ainda em 1928, cantou com sucesso no Cine Boulevard, em Vila Isabel, Rio de Janeiro. No ano seguinte ingressou no Colégio Divina Providência, onde terminou o curso primário. Em 1930, com oito anos, gravou seu primeiro disco, na Columbia, com o nome de Dircinha de Oliveira. As duas primeiras músicas gravadas, Borboleta azul e Dircinha, eram de autoria de seu pai, e o acompanhamento foi feito por Gaó, Jonas e Zezinho (Zé Carioca).
Em 1933 gravou pela Odeon seu segundo disco, cantando A órfã e Anjo enfermo (Cândido das Neves), que, junto com Tute, a acompanhou no violão. Um ano mais tarde, estreou na Rádio Cajuti (hoje Vera Cruz), participando do programa de Francisco Alves; aí ficou apenas um ano, passando em seguida para a Rádio Clube (hoje Mundial).
Em 1935, quando cursava o ginásio no Ateneu São Luís, estreou no cinema, cantando Eu vi você no posto três (João de Barro), no filme Alô, alô, Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro. No ano seguinte, já com o nome de Dircinha Batista, cantou e dançou no filme de Ademar Gonzaga Alô, alô, Carnaval, interpretando as marchas Pirata e Muito riso, pouco siso (ambas de João de Barro e Alberto Ribeiro), gravadas no mesmo ano em disco Victor, da mesma forma que as marchinhas Meu sonho foi balão (Alberto Ribeiro) e Meu moreno (Hervé Cordovil).
A marchinha Periquitinho verde (Nássara e Sá Róris), seu primeiro grande sucesso, no Carnaval de 1938, aconteceu quase que por acaso: em 1937, Benedito Lacerda convidou-a para gravar na Columbia Não chora, música de sua autoria e de Darci de Oliveira, e, como não houvesse música para o outro lado do disco, Nássara terminou a segunda parte de Periquitinho verde no próprio estúdio, a tempo de ser incluída na gravação.
Em 1938, participou de três filmes: Bombonzinho, de Mesquitinha, e Banana da terra e Futebol em família, ambos de J. Rui. No final desse ano, gravou pela Columbia a marcha Tirolesa (Osvaldo Santiago e Paulo Barbosa), muito cantada no Carnaval seguinte. O ano de 1939 trouxe vários sucessos para a intérprete, contratada pela Columbia até 1953: entre eles, o chorinho Moleque teimoso (Roberto Martins e Jorge Faraj) e a marcha Barba Azul (Osvaldo Santiago). Com a marcha Upa, upa (Meu trolinho) (Ary Barroso), marcou com êxito sua presença no Carnaval de 1940. Ainda nesse ano, foi escolhida como A Cantora da Cidade pelo jornal carioca O Globo, participou do filme Laranja da china, de J. Rui, e passou a pertencer, após curto período, ao elenco da Rádio Ipanema.
Sua primeira viagem artística ao exterior foi realizada também em 1940, quando se apresentou na Rádio Municipal e no Teatro Colón, de Buenos Aires, Argentina, em programas mantidos pelo governo brasileiro para propaganda do café.
A partir de 1943 seus discos passam a sair com o selo Continental (até 1948), e no mesmo ano começou a trabalhar na Rádio Tupi. Fez parte do elenco do filme Abacaxi azul, de J. Rui, em 1944, gravando outro sucesso para o Carnaval de 1945, o samba Eu quero é sambar (Peterpan e Alberto Ribeiro).
Em 1947, participou do filme Fogo na canjica, de Luís de Barros, e no ano seguinte foi a primeira artista a ser eleita Rainha do Rádio pela Associação Brasileira de Rádio. Fez sua estréia como radioatriz na novela Meu amor, de Hélio do Soveral, e gravou Nunca (Lupicínio Rodrigues), em 1951, ano em que também fez parte da Companhia Teatral de Derci Gonçalves, apresentando-se no Teatro Glória, do Rio de Janeiro. No final desse mesmo ano, assinou contrato com as rádios Nacional e Clube. Nesta última fez o programa Recepção, escrito por Eugênio Lira Francisco e dirigido musicalmente pelo maestro Alceu Bocchino. Quando a Rádio Clube fechou, permaneceu apenas na Rádio Nacional, onde fazia o programa Galeria Musical, escrito por Paulo Roberto e com direção musical de Leo Peracchi.
O ano de 1953 marcou sua segunda experiência teatral, também no Teatro Glória, desta vez com a Companhia Barreto Pinto, além de sua transferência para a gravadora Victor, onde gravou um de seus maiores êxitos, o samba-canção Se eu morresse amanhã de manhã (Antônio Maria). Nos seis anos seguintes participou de sete filmes: Carnaval em Caxias, de Paulo Wanderley, em 1954; Guerra ao samba, de Carlos Manga, em 1955; Tira a mão daí, de J. Rui, e Depois eu conto, de José Carlos Burle, em 1956; Metido a bacana, de J. B. Tanko, em 1957; É de xuá, de Vítor Lima, em 1958; e Mulheres à vista, de J. B. Tanko, em 1959.
No Carnaval de 1958, fez sucesso com a música Mamãe, eu levei bomba (J. Júnior e Oldemar Magalhães). Como repórter e animadora de programas, passou a trabalhar na TV Tupi, em 1961. Para o Carnaval de 1963, gravou, pela Mocambo, a marchinha O último a saber, de Klécius Caldas e Brasinha, a mesma dupla de Casa de sapé, que foi seu sucesso no Carnaval de 1965.
Em 1964 lançou A índia vai ter neném (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira). Na década de 1970 encerrou sua carreira, depois de mais de 40 anos de atividades artísticas e mais de 300 gravações em 78 rpm.
Leia mais...