sexta-feira, 8 de julho de 2011

Emílio do Lago

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Emílio do Lago (Emílio Eutiquiano Correia do Lago), compositor, pianista, regente e professor, nasceu em Franca, SP, em 1837, e faleceu na cidade de São Paulo, SP, em 7/1/1871. Filho de uma família de músicos, iniciou seu aprendizado em casa. Mais tarde, em Campinas, SP, tornou-se amigo de Carlos Gomes, que lhe dedicou a modinha Quem sabe.

Em 1860 passou a morar em São Paulo, como professor de piano e canto. Fez amizade com os estudantes da Faculdade de Direito, tendo participado de serenatas ao lado de Fagundes Varela (1841—1875) e musicado versos de Castro Alves, entre outros. Tomou parte, como solista ou acompanhante, em inúmeros concertos e recitais.

Em 1864 e 1865 foi sócio do comerciante Henrique Luís Levy, também artista, pai dos compositores Luís Levy e Alexandre Levy, vendendo pianos e partituras em São Paulo. Nos dois anos seguintes organizou e regeu uma pequena orquestra em espetáculos no Teatro São José.

Em agosto de 1868, por ocasião dos festejos pela tomada de Humaitá, na Guerra do Paraguai, foi ovacionado no Largo de São Gonçalo, quando a orquestra executou seu Hino patriótico, com versos de Castro Alves. No ano seguinte, chegou a ser convidado por Louis Moreau Gottschalk, em visita a São Paulo, para um concerto a quatro mãos, que não se realizou.

Em 1870 participou com Brasílio Itiberê da Cunha, então estudante de direito, de um concerto promovido pelo pianista chileno Tomás Rodenas, discípulo de Gottschalk.

Obras

Música orquestral: Hino patriótico, 1868.- Música instrumental: O cabrião, polca, p/piano, 1867; O canto da coruja, serenata, p/piano, 1865; Lágrimas da aurora, polca-mazurca, p/piano, 1864; Uma lembrança da amizade, p/piano, 1864; Marcha militar, p/piano, 1865; Reminiscências, mazurca, p/piano, 1864; Rosa mística, introdução e mazurca, p/piano, 1870; A seráfica, polca brilhante, p/piano, 1870; Sereia, mazurca, p/piano, 1868.- Música vocal: Canção do boêmio, recitativo, 1868; Último adeus do amor, opus 1, modinha, p/piano e canto, 1862.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

A impressão musical no Brasil - Parte 2

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Joseph Alfred Martinet - Botafogo, Rio de Janeiro - 1846
No ano seguinte, a firma foi comprada por Salmon & Cia. — Sucursal de R. Laforge, mudando-se para a Rua dos Ourives, 60, onde funcionou até 1853. Salmon & Cia., anteriormente instalados na Rua da Assembléia, 86, haviam iniciado a publicação de uma série de seis variações para piano, intitulada Flores guanabarenses (1842-1857). 

Como sucessores de R. Laforge reimprimiram várias peças dessa oficina, passando a numerar as chapas até 1869, quando a firma foi adquirida, juntamente com outras, por Narciso José Pinto Braga. Dentre as muitas coleções publicadas, destacam-se Progresso musical (1853-1857), O livro de ouro dos pianistas (1854-1857), Recreio dos flautistas (1856-1857), Abelha musical (1858-1859).

Em 1856 publicaram Rio de Janeiro — álbum pitoresco musical, com sete peças para piano de compositores brasileiros, impresso “em papel da China”, com litografias e desenhos de Martinet. Um fac-símile desse álbum foi lançado em 1958 pela Livraria Kosmos Editora.

Entre as oficinas litográficas que na primeira metade do século passado imprimiram material musical de relativa importância, está ainda a firma Heaton & Rensburg. 

George Mathias Heaton, pintor inglês, e Eduardo Rensburg, litógrafo holandês, chegaram juntos ao Brasil em 1840, estabelecendo-se na Rua do Hospício, 103, passando depois por outros endereços, até se fixarem, em 1842, na Rua da Ajuda, 68, quando iniciaram a publicação da coleção Ramalhete das damas, inicialmente sob orientação de Rafael Coelho Machado e interrompida oito anos depois. Constituída de peças para piano e canto, era ilustrada com retratos de compositores, e alguns números acompanhados de um texto sobre assuntos musicais, segundo os anúncios publicados no Jornal do Comércio da época

Em 1851 foram nomeados “litógrafos da Casa Imperial”. Da mesma oficina, em edições muito bem cuidadas, saíram ainda a Coleção de doze valsas, de Francisco Xavier Bontempo (1847); Harpa do trovador (1846), romances de Rafael Coelho Machado, dedicados à imperatriz, e Mauricinas (1849), peças para canto compostas pelo Dr. José Maurício Nunes Garcia, em homenagem a seu pai, o compositor do mesmo nome. Em 1856 dissolveram a sociedade, e E. Rensburg prosseguiu sozinho durante ainda muitos anos.

Na mesma Rua da Ajuda, 21, funcionava a Litografia de J. J. do Rego, responsável pela publicação do periódico Filo-Harmônico (1842), com peças de Francisco Manuel da Silva, João José Ferreira de Freitas, Cândido José de Araújo Viana Júnior etc. Conhecido como litógrafo no Rio de Janeiro desde 1832, Frederico Briggs funcionou na Rua do Ouvidor, 130, entre 1840 e 1843, e depois na Rua da Lampadosa, 6, quando deve ter iniciado atividades no campo da música, publicando obras de Rafael Coelho Machado (1840) e Antônio Tornaghi (1843).

No final desse ano, associou-se a Pedro Ludwig, que, por sua vez, dissolvera a sociedade que mantivera com Victor Larée, na Rua do Ouvidor, 66, este também impressor de música. A nova firma Ludwig & Briggs passou a funcionar na Rua do Carmo, 55 (1843), depois na Rua dos Pescadores (1846-1 849), e até 1870 na Rua dos Ourives, 142. Na década de 1830, com Pierre Laforge, o Rio de Janeiro ganhara a primeira imprensa de música da corte. Anteriormente, eram oficinas de gravadores, abridores e estampadores, na sua maioria franceses que, ocasionalmente, gravavam também música.

Com a instalação, em 1846, da Casa de Filippone e Cia., Abridores e Impressores, na Rua dos latoeiros (hoje Rua Gonçalves Dias), 59, no ano seguinte denominada Ed. Filippone e Cia. e por fim Imperial Imprensa de Música de Filippone e Cia. constituiu-se a primeira editora musical da cidade. 

Em 1847 foi aberta subscrição para a publicação de O Brasil Musical — periódico dedicado a Sua Majestade a Imperatriz do Brasil, que lançou mais de 500 peças entre 1848 e 1875, saindo duas por mês, uma para piano, outra para canto.

Desde o início foram precursores na impressão com chapas numeradas (Brasil Musical número 1 — Ch. Número 33), e no número 20 já declaravam possuir depósitos em Porto Alegre RS, Bahia, Pernambuco e Buenos Aires, Argentina. Foram também precursores na publicação de catálogos nas contracapas das peças que imprimiam, de frontispícios com belos trabalhos de gravação. O repertório apresentado, segundo o gosto da época, era quase exclusivamente de árias, cavatinas, transcrições para piano, para flauta, para violão e trechos de óperas italianas.

Em 1853 mudaram-se para a Rua do Ouvidor, 101, e dois anos mais tarde a firma admitiu como sócio Antônio Tornaghi (Filippone e Tornaghi), conhecido compositor e professor de canto e piano, que chegara ao Brasil em 1841 e do qual o próprio Filippone já publicara várias peças. Até então haviam lançado, entre outras coleções, Melodias celestes (1847), Tesouro da mocidade (1847), As ninfas brasileiras (1848), Pensamentos italianos (1848), Saudades de Bellini (1848), Choix de romances françaises (1851), Divertimento noturno (1850-1852), Noite do Rio de Janeiro (1850-1852), Saudades de Botafogo (1852), Brincadeira musical (1853), Ilustração musical (1854), Coleção de peças para concertina (1854), Novo álbum de modinhas brasileiras (1853) etc.

Por volta de 1862 mudaram-se para a Rua do Ouvidor, 93, entrando gradativamente em declínio as atividades da casa, que tivera seu período áureo na Rua do Ouvidor, 101. Outras coleções foram publicadas mais tarde: O Vesúvio (1859), Família imperial (1862), Estátua eqüestre (1862) e Soirées fluminenses

Domenico Filippone foi responsável pela editora entre 1873 e 1874; no ano seguinte, seus herdeiros assumiram a direção, e logo depois a firma passava à Viúva Filippone (1875-1884). A editora já não dispunha de oficina própria. Em 1884 o Estabelecimento de Músicas e Águas Minerais da Viúva Filippone & Filha publicava algumas peças de Ernesto Nazareth (Cruz, perigo!, Beija-flor, Não me fujas assim), e J. Filippone Ed., Rua Moreira César, 93 (nome da Rua do Ouvidor de 1897 a 1916), publicou ainda alguma música popular. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998.
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A impressão musical no Brasil - Parte 1

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O Príncipe regente Dom João
Até a criação da Imprensa Régia, por decreto do príncipe regente Dom João, a 13 de maio de 1808, era proibida a instalação de tipografias no Brasil. Mas já em princípios do século XVIII surgia em Recife PE uma pequena tipografia, logo confiscada, e em 1747 houve a tentativa, também fracassada, de A. Isidoro da Fonseca, no Rio de Janeiro RJ.

As primeiras oficinas imprimindo música no Rio de Janeiro surgiram no início do séc. XIX; alguns desses estabelecimentos se incumbiam de editar e vender músicas.

John Ferguson & Charles Crokaat, com loja na Rua da Quitanda, 41, em 1824 anunciavam no Diário do Rio de Janeiro o que parece ser a mais remota referência a obra musical impressa no país, o “Hino Imperial e Constitucional de S. M. Imperial (Pedro I), para piano e cantoria, recentemente gravado e estampado nesta corte”.

Na mesma loja vendia-se a “Notícia da vida e das Obras de J. Haydn, por Joachin Le Breton” (Imprensa Régia, 1820), considerada a mais antiga obra sobre música impressa no Brasil, e ainda a “Arte de música para uso da mocidade brasileira, por um seu patrício”, impressa por Silva Porto & Cia. em 1823.

Entre os pioneiros destacam-se Francisco Chenot, estabelecido em 1830 como “abridor e estampador” na Rua dos Latoeiros, 126, e depois na Rua da Ajuda, 89, e, na mesma época, H. Furcy, “livreiro e editor de música”, com oficina de gravação na Rua do Cano (hoje Rua Sete de Setembro), 73.

O mais antigo exemplar de peça musical gravada é de cerca de 1833, “Uma saudade para sempre", composta por [M. Pimenta Chaves] um criado da Casa Imperial dedicada à Princesa "Dona Paula Mariana”, publicada pela Oficina Litográfica do Arquivo Militar (Higino José Lopes de Almeida), pertencente, como outras peças da mesma oficina, à seção de música da Biblioteca Nacional, Coleção Teresa Cristina Maria.

João Cristiano Müller, de origem dinamarquesa, estabeleceu-se em 1828, como negociante de pianos e música, na Lapa do Desterro, 76, contando em sua loja com um variado repertório nacional e estrangeiro, para venda e empréstimo. Em 1837, associou-se a H. E. Heinen, sendo ambos nomeados “fornecedores de música de S.M.I.”, com endereço na Rua Nova do Ouvidor, 1 e 36, e no mesmo ano foi elaborado o Catálogo da biblioteca musical de 1. C. Müller e H. E. Heinen, talvez o primeiro no gênero impresso no Brasil, do qual é conhecido um único exemplar, ricamente encadernado, que pertenceu à imperatriz Teresa Cristina Maria.

Em março de 1828 chegou ao Rio de Janeiro o clarinetista João Bartolomeu Klier, natural de Bremen, Alemanha, estabelecendo-se inicialmente como professor de música e, mais tarde, instrumentista da Capela Imperial. Três anos depois, abriu uma loja de música na Rua do Cano, 189, transferindo-se em 1832 para a Rua Detrás do Hospício (hoje Rua Buenos Aies), 95.

Em 1834 anunciou que mandara imprimir, com propriedade exclusiva, modinhas de Gabriel Fernandes da Trindade, e em 1836 já possuía uma imprensa própria de música, anunciando no ano seguinte a publicação de Terpsícore brasileira, coleção de valsas, contradanças etc. Após sua morte em 1855, teve como sucessores na firma suas filhas Francisca Klier & Irmã (1856-1859) e por fim A. J. Klier, sucessor de seu pai J. B. Klier.

A impressão regular de peças musicais no Rio de Janeiro teve início com Pierre Laforge, músico francês estabelecido por volta de 1834 com “estamparia de música” na Rua do Ouvidor, 149, que teria sido o responsável pela gravação das modinhas de Gabriel Fernandes da Trindade para J. B. Klier.

Em 1837 instalou-se na Rua da Cadeia (depois Rua da Assembléia), 89, onde funcionou até 1851, tendo gravado inúmeras peças, em sua maioria de pequeno formato (28 por 18 cm) e sem qualquer capa ou folha de rosto, apenas com as indicações necessárias na cabeça da própria música. Sua produção era constituída principalmente de modinhas, lundus e árias de óperas, de compositores como o padre José Maurício Nunes Garcia, Cândido Inácio da Silva, Gabriel Fernandes da Trindade, Pedro I, Francisco Manuel da Silva, Januário da Silva Arvelos, M. A. de Sousa Queirós, Francisco da Luz Pinto, Joseph Fachinetti, Antônio Tornaghi e outros.

Em 1850 iniciou a publicação de coletâneas para piano e canto, como Delícias da jovem pianista, Recreação da jovem fluminense, Progresso da jovem pianista, Ramalhete dos principiantes, Grinalda da jovem pianista etc.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998.
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Beto Sem Braço

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Beto Sem Braço (Laudemir Casemiro), cantor, compositor e sambista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1940, e faleceu na mesma cidade, em 15/4/1993. Trabalhou como feirante e seu pseudônimo lhe foi dado na infância, em conseqüência de uma queda de cavalo, na qual perdeu o braço direito.

Pertenceu à Ala de Compositores da Vila Isabel e mais tarde, transferiu-se para a Escola de Samba Império Serrano. Em 1987, descontente com a desclassificação de seu samba, atirou no presidente e no vice-presidente da escola Jamil Cheiroso e Roberto Cunha, respectivamente.

Para o Império Serrano compôs o seu maior sucesso carnavalesco, Bum, bum baticumbum, prugurundum, em parceria com Aluízio Machado. Nesta escola foi diretor de bateria por vários anos.

No início da década de 1970 estreou no mercado fonográfico com a gravação de Ai que vontade, interpretada porOsvaldo Nunes, tornando-se o seu primeiro sucesso em nível nacional.

Em 1978, Beth Carvalho, no LP De pé no chão, gravou de sua autoria Marcando bobeira (c/ Dão e João Quadrado). No ano seguinte, Almir Guineto, no LP Jeito de amar, pela gravadora RGE, incluiu Lindo requebrado (com Almir Guineto, Carlos Senna e Adalto Magalha).

No ano de 1977, Paulinho Mocidade interpretou Põe pimenta (com Jorginho Saberás) no LP Se o caminho é meu, pela RCA.

Na década de 1980, Beth Carvalho interpretou várias composições suas, como Quando o povo entra na dança (com Carlito Cavalcanti), no LP Sentimento brasileiro (1980); em 1981, a cantora incluiu no disco Na fonte, outra composição sua, Escasseia, em parceria com Aluízio Machado e Zé do Maranhão; em 1983, o LP Suor no rosto obteve um grande sucesso devido à interpretação de Camarão que dorme a onda leva  (com Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz) e, no ano seguinte, Beth Carvalho, juntamente com Martinho da Vila, interpretaram São José de Madureira (c/ Zeca Pagodinho), em novo disco da cantora.

Em 1986, Zeca Pagodinho incluiu várias composições suas em seu disco, como Quando eu contar, Iaiá (c/ Serginho Meriti); Vou lhe deixar no sereno (c/ Jorginho Saberás); Cidade do pé junto (c/ Zeca Pagodinho); e Brincadeira tem hora (c/ Zeca Pagodinho), muito divulgadas em rodas de samba e emissoras de rádio por todo o país. 

No ano de 1987, Jovelina Pérola Negra, no disco Luz do repente, incluiu duas músicas suas, Feira de São Cristóvão (c/ Bandeira Brasil) e Calango do morro, em parceria com Paulo Vizinho. Ainda nesse ano, no LP Perfume de champanhe, Almir Guineto cantou Coisa da roça, parceria de ambos, e o grupo Exporta Samba gravou Daltônico Varela (com Serginho Meriti), Samba em Berlim e Morena do canjerê, ambas em parceria com Joel Menezes. 

Em 1990, Zeca Pagodinho gravou diversas composições de Beto Sem Braço no CD Mania de gente, pela gravadora RCA, entre elas, Aonde será que eu vá, em parceria com Martinho da Vila.

No ano de 1996,  Boi, parceria sua com J. C. Santos, foi gravada por Zeca Pagodinho no CD Deixa clarear; em 1999, ainda Zeca Pagodinho, no disco Ao vivo, interpretou Camarão que dorme a onda leva e São José de Madureira. Nesse mesmo ano, Leci Brandão, no disco Auto-estima, gravou de sua autoria Com toda essa gente, em parceria com Dudu Nobre e Zeca Pagodinho.

No ano 2000, Zeca Pagodinho interpretou A paisagem, no disco Água da Minha Sede. Neste mesmo ano, Nininha, Almirzinho, Kléber, Nonana da Mangueira e Luizinho SP gravaram o CD Pagode de Mesa - Terra Samba. No disco, feito ao vivo na casa de show Terra Samba, em São Paulo, foi incluída uma composição de sua autoria, Pintou uma lua lá, em parceria com Maurição.

No ano de 2002, Deni Lima gravou um disco só com composições de Beto Sem Braço: Deni de Lima canta Beto Sem Braço, lançado pela gravadora Virrec, que, entre outras, apresenta as inéditas Panos de Buda, Marimbondo dá melUm dia de rei e ainda outras regravações.

Dentre os muitos sucessos de sua carreira estão Manera mané e Meu bom juiz, ambas interpretadas por Bezerra da Silva. Entre os vários intérpretes das 463 músicas gravadas estão Alcione, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva e Fundo de Quintal.

O compositor morreu em 15 de abril de 1993, aos 53 anos, no Rio de Janeiro, vitimado por tuberculose.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Wikipedia.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Emílio Santiago

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Emílio Santiago (Emílio Vitalino Santiago), cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6 de Dezembro de 1946. Frequentando a faculdade de Direito na década de 1970, começou a cantar em festivais universitários e participou do programa de calouros de Flávio Cavalcanti na extinta TV Tupi, chegando às finais.

Trabalhou, também, como crooner da orquestra de Ed Lincoln, além de muitas apresentações em boates e casas de espetáculos noturnas. Em 1973 lançou o primeiro compacto, com as canções Transa de amor e Saravá Nega, que ocasionou maiores participações em rádios e programas televisivos.

O primeiro LP foi lançado pela CID em 1975, com canções esquecidas de compositores consagrados como Ivan Lins, João Donato, Jorge Ben Jor, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, dentre outros. 

Transferiu-se no ano seguinte para a Philips/Polygram, permanecendo neste selo até 1984, pelo qual lançou dez álbuns - todos com pouca repercussão. Foi escolhido como melhor intérprete no Festival dos Festivais, da TV Globo em 1985, com a canção Elis Elis.

O sucesso veio na verdade em 1988, quando lançou o LP Aquarela Brasileira pela Som Livre, um projeto especial de sete volumes, dedicado exclusivamente ao repertório de música brasileira; todos ultrapassaram a marca de quatro mil cópias vendidas. Nesta época, lançou também outros projetos especiais, como um tributo ao cantor Dick Farney (Perdido de amor, 1995) ou regravando clássicos do bolero hispânico (Dias de Luna, 1996).

Assinou com a Sony Music em 2000. O disco que marca a estreia na nova gravadora é Bossa Nova, que trouxe muitos clássicos do gênero e também rendeu um DVD. Prosseguiu com Um sorriso nos lábios (2001), um tributo a Gonzaguinha e outro ao compositor acreano João Donato em 2003.

O mais recente álbum foi O melhor das aquarelas ao vivo, onde reviu o repertório de música brasileira que gravou a partir do álbum Aquarela Brasileira (1988), e que entre os méritos conta ser o primeiro disco ao vivo de Emílio e o segundo DVD da carreira, após Bossa nova.

Discografia

* 1975 - Emílio Santiago
* 1976 - Brasileiríssimas
* 1977 - Comigo é assim
* 1977 - Feito pra ouvir
* 1978 - Emílio
* 1979 - O canto crescente de Emílio Santiago
* 1980 - Guerreiro coração
* 1981 - Amor de lua
* 1982 - Ensaios de amor
* 1983 - Mais que um momento
* 1984 - Tá na hora
* 1988 - Aquarela Brasileira
* 1989 - Aquarela Brasileira 2
* 1990 - Aquarela Brasileira 3
* 1991 - Aquarela Brasileira 4
* 1992 - Aquarela Brasileira 5
* 1993 - Aquarela Brasileira 6
* 1995 - Aquarela Brasileira 7
* 1995 - Perdido de amor
* 1996 - Dias de luna
* 1997 - Emílio Santiago
* 1998 - Emílio Santiago
* 1998 - Preciso dizer que te amo
* 2000 - Bossa nova
* 2001 - Um sorriso nos lábios
* 2003 - Emílio Santiago encontra João Donato
* 2005 - O melhor das Aquarelas - ao vivo
* 2007 - De um jeito diferente
* 2010 - Só Danço Samba

Fontes: Wikipedia; Clique Music.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mutinho

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Mutinho (Lupicínio Moraes Rodrigues), baterista e compositor, nascido em Porto Alegre em 4 de fevereiro de 1941, é sobrinho do famoso compositor Lupicínio Rodrigues. Compôs inúmeras canções e teve importantes parceiros como Vinícius de Moraes e Toquinho.

Em 1968 ocorreu sua primeira apresentação internacional em Buenos Aires. Em seguida, foi para o Rio de Janeiro convidado pela pianista Tânia Maria, famosa nos Estados Unidos, onde reside até hoje, para tocar em São Paulo na Catedral do Samba. Posteriormente formou um grupo musical com o guitarrista Macumbinha e passaram a acompanhar artistas como: Elis Regina, Pery Ribeiro, Leny Andrade e outros.

No término de 1972, foi convidado para acompanhar Vinícius de Moraes e Toquinho, junto com o Quarteto em Cy, no Segundo Circuito Universitário no Rio de Janeiro.

Acompanhando Vinícius e Toquinho, apresentou-se no Uruguai, Argentina, Equador, México e Venezuela. Em 1976 em turnê pela Europa, ao lado de Vinícius, Toquinho e Maria Creuza, apresentou-se no Olympia de Paris e no Sistina de Roma.

Em 1977, acompanhou as estrelas Tom Jobim, Vinícius, Toquinho e Miúcha em temporada de 8 meses no Canecão, Rio de Janeiro. Em razão do sucesso o espetáculo estendeu-se para outros países: Argentina (Buenos Aires); França (Paris); Itália (Roma, Milão, Firenze) chegando até ao oriente médio.

Foram feitas outras turnês pelos países da Europa, pelas Américas e Oriente, sendo que no Japão gravaram discos com Sadao Watanabe.

Após o falecimento de Vinícius de Moraes, Mutinho acompanhou Toquinho até 1996.

Como compositor foi reverenciado muitas vezes por Tom Jobim, que fazia questão de mostrar a todos o "baterista compositor" com suas belíssimas composições. Começou a compor desde cedo, sendo algumas de suas canções já tocadas pelo grupo Canta Povo, que ajudou a criar em 1966 em Porto Alegre.

Da amizade com Macumbinha nasceram: Escadaria e Razão bonita de viver.

Durante o Circuito Universitário, quando procurava Vini­cius de Moraes para propor uma parceria, no Hotel em que estavam hospedados em Ribeirão Preto, SP, foi interpelado por Toquinho, que ouvindo a melodia interessou-se em fazer uma letra em homenagem ao velho poetinha. Como o mesmo estava curtindo uma nova paixão, dedicaram-lhe o grande sucesso Turbilhão, que se tornou o carro chefe do Disco das mãos, de Vinicius e Toquinho em 1975.

Outro grande sucesso, Escravo da alegria, foi composto juntamente com Toquinho. Inspiração para a música foi uma frase de caminhão que dizia: "Se o amor é fantasia, eu me encontro em pleno carnaval"

Em 1983, Mutinho é convidado por Toquinho para compor Casa de brinquedos, tendo participado de quase todas canções.

Em 1984 a dupla compõe Ao que vai chegar. Com letra de Toquinho, a música homenageia Pedro, o primogênito de Toquinho, que nasceria naquele ano.

Em 1997 Mutinho presenteia Toquinho, pelo nascimento de sua filha, com Canção para Jade . Tendo letra de Sergio Iódice foi Gravada em 1997 em italiano com o título Set Innamorerai.

Algumas obras

Turbilhão (com Toquinho), Escravo da alegria (com Toquinho), Na terra, no céu ou no mar (com Toquinho e Luiz Alves), Oi lá (com Toquinho), O caderno (com Toquinho), A bola (com Toquinho), Até rolar pelo chão (com Vinicius de Moraes), Valsa dos músicos (com Vinicius de Moraes), Na escadaria (com Macumbinha).

Fonte: Wikipédia.
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domingo, 12 de junho de 2011

Chucho Martinez

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Chucho Martinez (Jesús Bojalil Gil) nasceu em 19/12/1917 em Puebla, Puebla, México, e faleceu em 22/5/1988. Era filho de Felipe Bojalil e Carmen Gil de Bojalil. Morou, em sua infância, nas cidades de Misantla e Jalapa, Veracruz, vivendo mais tarde, na América Central, em Cuba e Porto Rico. Também residiu no Canadá e nos EUA.

Iniciou sua carreira artística numa turnê pelo México com o grande maestro Gonzalo Curiel en 1934. A turnê começou em Tampico.

Sua primeira composição foi a valsa Ensoñación. Destacou-se reconhecidamente como compositor e intérprete. Com uma personalidade forte, brilhante moço, muito amistoso e alegre, possuía o dom de ter muitos amigos.

Gostava muito de viajar. Como esporte praticava a natação. Distraia-se nos bailes, num bom filme, e quando tinha oportunidade jogava dominó. Escutava todo o titpo de música, desde popular, clássica ou estrangeira.

Sua composição que obteve maior sucesso foi "Dos arbolitos", porque foi gravada em diversos países por intérpretes estrangeiros famosos. Algumas canções compôs em parceira com Pablo e Carlos Martínez Gil.

Recebeu a medalha Agustín Lara pela "Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM)". O diploma "Honor al Mérito" do Lyons Club de Monterrey, em maio de 1975; diploma "Impactos Musicales Cuervo", por seu trabalho em favor da música mexicana. Placa de Prata de PHAM, pelo seu sucesso que ultrapassou as fronteiras do México.

Foi nomeado filho adotivo de Misantla, em maio de 1975. Diploma de honra ao mérito pela "Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM)", por seus anos de carreira artística, em março de 1984. Também foi homenageado na Venezuela, como um grande compositor..

Possuidor de uma grande voz e ter domínio sobre a própria, era admirado e amado. Quando estudava o canto, em sua juventude, seu professor e maestro o reprovou e lhe aconselhou a abandonar a música.

Sua maior satisfação foi sempre o reconhecimento, o aplauso e o carinho do seu público, tanto para suas composições, como para suas intepretações. Sua vida, se jeito de ser, o define e o considera como um dos homens mais maravilhosos do mundo.

Fonte: Traduzido e adaptado do espanhol - Site: http://www.marielilasagabaster.net/autores.php?id=138.
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María Luisa Escobar

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María Luisa Escobar
María Luisa Escobar, pianista e compositora, nasceu em Caracas, Venezuela, em 5/12/1903, e faleceu na mesma cidade, em 14/5/1985. Criança ainda, iniciou seus estudos de piano e composição no Colégio Lourdes da capital venezuelana, continuando, em seguida, no Instituto Welgelegen Habay da ilha Curaçao. Aos 14 anos de idade, viajou para Paris, onde aperfeiçoou seus estudos de piano, canto e composição sob a direção musical do professor Roger Ducasse.

O ateneu de Caracas foi fundado em 1931 por sua iniciativa, criando também a Associação Venezuelana de Autores e Compositores, bem como lutou incansavelmente, pelos direitos autorais dos artistas de seu país. O ateneu congregava pintores, escultores, novelistas, poetas, historiadores, músicos, o mundo do teatro e do balé, impulsionando a cultura internacionalmente.

María Luisa González Gragirena, que adotou o sobrenome Escobar depois de seu segundo casamento com o violinista José Antonio Escobar Saluzzo, reunia em sua casa um grupo de mulheres com a intenção de formar uma junta que haveria de fundar, mais tarde, um centro dedicado a Cultura, a Arte e a Ciência. O nome de Ateneu de Caracas foi proposto por Eva Mondolfi.

Sobre a SACVEN, a Sociedade Venezuelana de Autores e Compositores, os primeiros direitos autorais eram pagos pela própria María Luisa, que lutou muito pelo reconhecimento dos direitos dos artistas, músicos, compositores e escritores na Venezuela.

Escreveu numerosas canções, baladas, operetas e dramas musicais. Seu famoso bolero Desesperanza (referente a seu filho que morreu num acidente) e cujas conhecidas palavras letras são: "Nunca me iré de tu vida, Ni tú de mi corazón...", foi gravada pelo tenor venezuelano Alfredo Sadel e em 1950 foi selecionada como "canção do ano".

Fontes: Pinceladamusical.blogspot.com; María Luisa Escobar, compositora y mujer de vanguardia - Por: Carmen Cristina Wolf - in criticaliterariahispanoamericana.blogspot.com.
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Genival Lacerda

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Genival Lacerda, cantor e compositor do gênero forró, nasceu em Campina Grande, PB, em 5 de abril de 1931. Seus principais sucessos foram Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de pilha.

Sua carreira começou na Região Nordeste e ao longo dela gravou 70 discos. Morando em Campina Grande, Paraíba, ainda cumpre sua agenda de shows e recentemente fez uma participação no filme Foliar Brasil, sem data para estrear nos cinemas.

Na década de 50 foi morar em Pernambuco e em 1955 decide gravar seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa Coco de 56. Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, seu concunhado, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. 

Contudo, o sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música Severina Xique-Xique, cujo verso "ele tá de olho é na butique dela" se tornou o mais popular do compositor. Graças a essa composição de sua autoria e João Gonçalves ele vendeu cerca de 800 mil cópias. 

Em 1976, lança o disco Vamos Mariquinha, que contém as faixas É aí que você se engana, Forró da gente, Sanfoneiro alagoano, Eu preciso namorar e A mulher da cocada.

Em abril de 2010, a cantora Ivete Sangalo (que se preparava para um show no Madison Square Garden, de Nova York, no fim do mesmo ano), gravou em dueto com o cantor campinense a música O Chevette da menina. A música, cuja personagem central se chama Ivete, narra, num tom jocoso e de duplo sentido, a história de uma moça que supostamente empresta seu Chevette a um conhecido e o recebe todo machucado. O refrão diz:

"Coitadinha da Ivete
Facilitou, estragaram seu Chevette
Mas coitadinha da Ivete
Em menos de uma semana estragaram seu Chevette..."

Ainda no decorrer de 2010, outro que também prestou homenagem ao cantor paraibano (desta vez de forma lúdica) foi o apresentador Rodrigo Faro, no seu programa Melhor do Brasil, na Record.

Fonte;: Wikipedia - A Enciclopédia Livre.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Neguinho da Beija-Flor

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Neguinho da Beija-Flor (Luís Antônio Feliciano Marcondes), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29/6/1949. Aprendeu música com seu pai, Benedito Marcondes, pistonista da Orquestra Tabajara, em Vila Isabel.

A família mudou-se para Nova Iguaçu RJ e, depois, para Nilópolis RJ. Aos dez anos, ganhou duas latas de goiabada em um concurso musical, cantando um samba de Jamelão.

Em 1975 tornou-se puxador oficial dos sambas-enredo da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis. No ano seguinte, ganhou seu primeiro título no Carnaval carioca, com o samba-enredo Sonhar com rei dá leão.

Lançou seu primeiro disco em 1980: Vida no peito (CBS). Em seguida, lançou os LPs Meu sorriso (CBS) e Quem te ama sou eu (Polygram), entre outros. Ganhou o Prêmio Sharp como melhor cantor de samba em 1991, e em 1994 a Polygram lançou seu CD Neguinho da Beija-Flor, da Vila e da viola.

Em 1997, pela PolyGram, gravou o CD Reencontro, no qual incluiu de sua autoria Meu Rio de Janeiro e Meu mundo novo

Em 1998, abriu um show de Tina Turner no Maracanã e desfilou em Paris, França, por ocasião da Copa do Mundo, com um grupo de sambistas organizado por Joãosinho Trinta. No ano posterior, pela gravadora Indie Records, lançou o disco Essência pura, no qual interpretou Paixão de um velho cais (Franco e Serginho Procópio), Sol de primavera (Acyr Marques e Arlindo Cruz), Quero te dar força pra lutar (Netinho, Serginho Procópio e Luiz Cláudio Picolé) e Feliz sambista, de autoria de Délcio Luiz e Carlito Cavalcanti.

No ano 2000, ainda pela Indie Records, lançou o CD Neguinho da Beija-Flor ao vivo - 25 anos de fé e raiz, no qual fez um retrospecto de carreira e interpretou Bem melhor que você, Malandro também chora, 1000 anos de vida, Malandro chorão e Meu sorriso, todas de sua autoria.

Em 2002, ao lado de outros artistas, participou do CD Os melhores do ano III, disco no qual interpretou juntamente com Thobias da Vai-Vai e Eliane de Lima Não deixe o samba morrer (Edson e Aluísio) e ainda a faixa Talismã em dueto com o grupo Raça Negra. 

Em janeiro de 2003, foi uma das atrações, em Brasília, na festa de posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva. No carnaval deste mesmo ano a Beija-Flor desfilou com o samba-enredo O povo conta a sua história: "Saco vazio não pára em pé. A mão que faz a guerra faz a paz, de autoria de Betinho, J.C, Coelho, Ribeirinho, Glyvaldo, Luís Otávio, Manoel do Cavaco, Serginho Sumaré e Vinícius, sendo a campeã do Grupo Especial. 

Lançou o 23º disco de sua carreira Duetos, disco no qual participaram Alcione na faixa Recomeço, João Bosco em O campeão, Zeca Pagodinho em Fé e raiz, grupo Raça Negra na faixa Talismã, Roberto Ribeiro na composição Recomeçar, Simone em A deusa da passarela, grupo Pique Novo na música Desabafo, e outros mais.

Em 2004, como puxador de samba da Beija-Flor conseguiu o bi-campeonato após um desfile embaixo de uma forte chuva. A Escola levou para o sambódromo o samba-enredo Manôa - Manaus - Amazônia - Terra Santa... que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz de autoria de Cláudio Russo, Zé Luiz, Marquinhos, Jessi e Leleco.

No ano de 2005 a Beija-Flor foi tri-campeã. A escola desfilou com sete sambas-enredo de sua autoria. Neste mesmo ano lançou por seu próprio selo musical NB Show, o CD Nos braços da comunidade

Em 2010 participou do show especial de Natal do cantor e compositor Roberto Carlos, realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Neste show comandou a bateria da Escola de Samba Beija-Flor como puxador oficial do samba enredo de 2011 "A simplicidade de um rei", composto em homenagem a Roberto Carlos.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
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