sábado, 22 de março de 2008

Ari Sanches

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Ari Sanches (Ariovaldo Sanches Lopes), cantor, nasceu em 16/06/1944 no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo, onde poucos anos depois iniciou sua carreira, influenciado pela colônia italiana residente na região. Do tradicional bairro paulista ao reduto dos melhores cantores da época foi um pulo.

Em 1965, durante uma apresentação no Restaurante Fasano, em São Paulo, Ari conheceu Roberto Carlos, ídolo da Jovem Guarda que já despontava com grandes sucessos. A empatia entre os dois foi imediata e Roberto convidou Ari para participar, na semana seguinte, da estréia do primeiro programa da Jovem Guarda na Rede Record.

Todos os participantes do programa recebiam uma denominação criativa do Rei: Wanderléia era a ternurinha, Erasmo Carlos, o tremendão, e Ari ficou conhecido como a "granada romântica" porque, como contratado do Programa Jovem Guarda, interpretava com grande estilo as música italianas que faziam sucesso na época, simultaneamente ao movimento dos Beatles, rock e bossa nova. Nessa fase, gravou 6 LPs e vários compactos.

Com o término da Jovem Guarda, Ari Sanches e outros conhecidos cantores da época foram levados por Silvio Santos, ainda na Rede Globo, para o programa Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos 1970 a 1973.

A carreira ainda lhe reservava surpresas. Em 1974, Ari foi contratado por um grupo de empresários para atuar internacionalmente. Foram 12 anos viajando, especialmente para países da Europa, e diversas apresentações em navios.

Até hoje, Ari viaja freqüentemente, tem seu trabalho respeitado e seus shows fazem muito sucesso em outros países.

Em 1986 voltou a trabalhar com Silvio Santos no programa Qual é a Música. Logo depois, em 1989, Ari montou seu próprio grupo musical - a Banda 4ª Dimensão - e, com o formato Baile Show, passou a realizar diversas apresentações por todo o país.
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Bento Mossurunga

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Bento Mossurunga (Bento João de Albuquerque Mossurunga), regente, compositor e instrumentista, nasceu em Castro - PR, em 06/05/1879, e faleceu em Curitiba - PR, em 23/10/1970. Filho do tabelião João Bernardes de Albuquerque Mossurunga e de Graciliana Reis de Albuquerque Mossurunga, nasceu entre músicos (o pai e o irmão tocavam violão e viola, e as irmãs, órgão) e desde pequeno aprendeu a tocar violinha sertaneja. Cresceu em contato com violeiros populares, com a música produzida numa colônia de negros libertos que ficava perto de sua casa e com a música de bandas.

Tendo-se iniciado no piano com o ourives Manuel Cristino dos Santos, e em violino, teoria e solfejo com o italiano Augusto Mainardi, em 1895 foi para Curitiba, onde continuou os estudos com Adolfo Corradi, no Conservatório de Belas Artes. Na capital paranaense, além de trabalhar numa loja de chapéus e de estudar, freqüentava o Grêmio Musical Carlos Gomes, tendo convivido com os compositores e músicos da época. Depois de haver voltado a Castro em 1897, retornou a Curitiba em 1902, para retomar os estudos musicais; durante esse período lecionou piano e apresentou-se num café-concerto.

Em 1905, sua valsa Bela morena foi publicada pela revista carioca O Malho. Transferiu-se então para o Rio de Janeiro RJ, onde a princípio atuou como violinista no teatro de variedades Guarda Velha. Em 1907 ingressou no I.N.M. tendo estudado com Frederico Nascimento (harmonia), Francisco Braga (contraponto, composição e fuga) e Ernesto Ronchini (violino). Nessa época integrou, como primeiro violino, a orquestra do Centro Musical, regida por Francisco Braga.

Iniciou carreira de regente ao ingressar, em 1916, na companhia do Teatro São José, inicialmente como auxiliar do maestro José Nunes e, depois, com a morte deste, como diretor do teatro, a convite da Empresa Pascoal Segreto. De 1918 a 1922, supervisionou ensaios, fez instrumentações e musicou operetas, revistas e burletas, embora algumas passassem como de autoria de compositores conhecidos. Musicou peças de Luiz Peixoto, Cardoso de Meneses, Viriato Correia, Gastão Tojeiro, etc. Desempenhou depois a função de regente em diversos teatros cariocas, como o Lírico, o Apolo, o Carlos Gomes e o Recreio Dramático.

A 21 de setembro de 1924 casou com Belosina Lima. Em 1930, de volta a Curitiba, passou a dirigir um curso de música e a trabalhar na Sociedade Musical Renascença, além de haver fundado a Sociedade Orquestral Paranaense.

Sempre produzindo para o teatro musicado e compondo hinos, canções e obras para orquestra, em 1946 organizou, com um grupo de estudantes e músicos, a Orquestra Estudantil de Concertos, que em 1958 se transformaria na Orquestra Sinfônica da Universidade do Paraná.

Em 1947, seu Hino do Paraná (1903) tornou-se o hino oficial do Estado. Professor, lecionou canto orfeônico no Colégio Estadual do Paraná e instrumentação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

Sua obra popular, que inclui numerosos sambas, tangos, choros, marchas carnavalescas, valsas, mazurcas, etc., perdeu-se em grande parte. Musicou, entre outras, as seguintes peças: Reco-reco, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, 1921; Olelê olalá, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses (em colaboração com Freire Júnior), 1922; Segura o boi, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, 1921; Meu bem, não chora!, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses (em colaboração com Assis Pacheco), 1922; Florzinha, opereta de Ivete Ribeiro (em colaboração com Henrique Vogeler), 1927; Gato, baeta, carapicu, revista de Cardoso de Meneses (em colaboração com Bernardo Vivas), 1920; Boas falas, revista de Bastos Tigre, 1927.

Obras

Música orquestral: Bucólica paranaense, s.d.; Dezenove de Dezembro, hino militar, 1904; Guaicará, s.d.; Hino do Paraná, 1903; Ingrata, mazurca, 1904; Marcha da cidade de Curitiba, s.d.; Ondas do Iapó, s.d.; Pintassilgo dos pinheirais, s.d.; Rincão, s.d.; Sapecada, s.d.
Música instrumental: Doce reminiscência, para piano, s.d.; Fantasia romântica, para violino e piano, s.d.; Serenata, para piano, s.d.; Serenata rústica, para celo e piano, s.d.
Música vocal: Bandeira do Brasil, para quatro vozes, s.d.; Berceuse, para canto e piano, s.d.; Canções paranaenses, para canto e piano, s.d.; Luar no mato, para canto e piano, s.d.; Nosso Brasil, para canto e piano, s.d.; Só, para canto e piano, s.d.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: Popular, Erudita e Folclórica, 2ª edição revista e atualizada, página 524, São Paulo - SP, Art Editora e Publifolha, 1998.
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Hermes Aquino

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Hermes Aquino (Hermes de Aquino), cantor e compositor, nasceu em Rio Grande-RS, em 21/5/1949. Sua composição Nuvem passageira, lançada em 1977, fez tanto sucesso que muitos costumam pensar que sua carreira resume-se somente a ela. Na verdade, ele tem outros sucessos, embora de menor porte, como Desencontro de Primavera (1977) e Santa Maria (1978).

Sua carreira já vinha de dez anos antes, inclusive como raro representante gaúcho do tropicalismo: Você Gosta?, parceria sua com Tom Zé, foi gravada por este e pelo grupo Liverpool em 1969, e Planador, parceria com sua prima Laís Marques, está nos únicos álbuns do Liverpool e do grupo carioca Os Brazões. Além disso, Sala de Espera, parceria com Laís Marques (e defendida por esta no Quarto Festival Internacional da Canção, em 1969), foi regravada pelo grupo O Bando.

O primeiro sucesso de Hermes como intérprete foi Flash, outra parceria com Laís, e com que participou do mesmo Quarto Festival Internacional da Canção. Morando em São Paulo, SP, desde a segunda metade dos anos 1960, Hermes só conseguiu gravar seu primeiro LP, Desencontro de Primavera em 1977, pelo selo Tapecar; no ano seguinte, mudou-se para a gravadora Capitol, que lançou seu segundo LP, Santa Maria.

Mas Hermes desentendeu-se com a gravadora a ponto de voltar a seu Estado natal, onde vive até hoje como produtor de jingles.

Fonte: Arquivo do Rock
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sábado, 8 de março de 2008

Márcio Greyck

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Márcio Greyck (Márcio Pereira Leite), cantor e compositor, nasceu em 30/08/1947 em Belo Horizonte MG. Aprendeu, de ouvido, a tocar violão, guitarra, baixo, bateria e piano. Iniciou carreira profissional em 1967, através do disc-jockey Dirceu Pereira, que o levou para gravar na Polydor.

A primeira composição, Venha sorrindo (1967), foi também a primeira gravada por ele, ainda em 1967, ano em que lançou um LP com seu nome, cuja faixa de destaque era Minha menina (Eleanor Rigby, de Lennon e McCartney, versão de Antônio Carlos Wallace).

De 1967 a 1968, foi contratado da TV Tupi de São Paulo, na qual comandava o programa O Mundo é dos Jovens.

Entre seus sucessos como compositor destacam-se: Impossível acreditar que perdi você (com Cobel, 1972), regravada com êxito por Fábio Júnior, em 1997, para a trilha da novela A indomada, da TV Globo; e Vivendo por viver (com Cobel), na interpretação de Zezé di Camargo e Luciano, também em 1997.

Como cantor, teve êxito com duas músicas do pop italiano: em 1972, O mais importante é o verdadeiro amor (Tanta voglia di lei, do grupo I Pooh) e, em 1973, Infinito (L’lnfinito, de Giancarlo Bigazzi e Toto Savio), ambas em versão de Fernando Adour.

Grava seus discos na CBS e tem como principais parceiros Cobel (seu irmão), Fernando Adour e Antônio Carlos Wallace.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira -Art Editora e PubliFolha.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Eustórgio Wanderley

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Eustórgio Wanderley nasceu no dia 5 de setembro de 1882, na cidade do Recife, PE, onde estudou e morou durante quase toda sua vida. Adulto, dedicou-se ao jornalismo, atuando no Diário da Manhã e no Jornal do Recife.

Dando vazão aos seus pendores musicais, foi parceiro de Nelson Ferreira em diversas valsas e canções, sendo um dos primeiros pernambucanos a participar, pelo selo da RCA – Victor, da discografia brasileira, através de suas cançonetas que fizeram muito sucesso, como A pianista, O almofadinha e A melindrosa.

Durante o tempo que morou no Rio escreveu no Correio da Manhã, em A Noite Ilustrada, no Jornal do Brasil e em O Malho.

Em 1909 compôs a versão mais e picante e maliciosa da polca No bico da chaleira (a primeira versão foi escrita por Juca Storoni também no mesmo ano), gravada na Casa Edison pelos Os Geraldos.

Poeta, teatrólogo, foi membro da Academia Pernambucana de Letras e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco.

Quando residia no Recife, publicou em dois volumes, Tipos Populares do Recife Antigo (1953/54).

Faleceu no dia 31 de maio de 1962, no Rio de Janeiro.

Fonte: Dicionário de Folcloristas Brasileiros.
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Adelmar Tavares

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Adelmar Tavares (Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti), advogado, professor, jurista, magistrado e poeta, nasceu em Recife, PE, em 16 de fevereiro de 1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de junho de 1963.

Ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde colou grau em 1909. Ainda estudante, começou a colaborar na imprensa como redator do Jornal Pequeno. Em 1910, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ocupou importantes cargos.

Foi professor de Direito Penal na Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro; promotor público adjunto (1910); curador de resíduos e testamentos (1918); curador de órfãos (1918-1940); advogado do Banco do Brasil (1925-1930); desembargador da Corte de Apelação do Distrito Federal (1940) e presidente do Tribunal de Justiça (1948-1950).

Enquanto desenvolvia sua carreira na magistratura, Adelmar Tavares continuava colaborando na imprensa, e seu nome se tornara conhecido em todo o Brasil no setor da trova, sendo considerado, até hoje, o maior cultor desse gênero poético no Brasil.

Suas trovas sempre mereceram referência na história literária brasileira. Sua obra poética caracteriza-se pelo romantismo, lirismo e sensibilidade, sendo recorrentes temas como o da saudade e o da vida simples junto à natureza. É de sua autoria, junto com o compositor Abdon Lyra, a modinha Estela (1910).

Era membro da Sociedade Brasileira de Criminologia, do Instituto dos Advogados, da Academia Brasileira de Belas Artes, membro e patrono da Academia Brasileira de Trovas. Era considerado o Príncipe dos Trovadores Brasileiros. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras em 1948.

Obras

Descantes, trovas (1907); Trovas e trovadores, conferência (1910); Luz dos meus olhos, Myriam, poesia (1912); A poesia das violas, poesia (1921); Noite cheia de estrelas, poesia (1925); A linda mentira, prosa (1926); Poesias (1929); Trovas (1931); O caminho enluarado, poesia (1932); A luz do altar, poesia (1934); Poesias escolhidas (1946); Poesias completas (1958).
Fonte: Academia Brasileira de Letras http://www.academia.org.br/.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Edith Veiga

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Edith Veiga (15/2/1939 - Juquiá, SP). Nascida no interior paulista, teve uma infância simples e com 15 anos, devido à morte de seu pai, mudou com a família para São Paulo. Ali trabalhou como demonstradora de artigos eletrodomésticos e cabelereira. Começou a participar de programas de calouros, entre os quais, "O telefone está chamando" e "A Hora do Pato".

Sua carreira deslanchou em 1961, quando obteve o segundo lugar no concurso "A Voz de Ouro ABC", programa que era líder de audiência da TV Record de São Paulo, cantando o samba-canção Castigo (Dolores Duran), sucesso da cantora Marisa Gata Mansa. Esta apresentação foi vista pelo diretor artístico da gravadora Chatecler, o cantor e compositor Diogo Mulero, o Palmeira, que gostou de seu timbre de voz e resolveu contratá-la.

Na ocasião, gravou o bolero Faz-me rir (Me da Risa) (F. Yoni e E. Arias - versão de Teixeira Filho) e o fox Never on Sunday (M. Hadjidakis e Steve Bernard - versão de Valéria). Faz-me rir tornou-se um dos maiores sucessos do ano e o disco vendeu 500 mil cópias, sendo o principal êxito da carreira de Edith Veiga.

Em seguida, gravou o bolero De quem estás enamorado (De quién estás enamorada - Rafael Ramirez e Alba Prado), a balada Rumores (de Joaquim Prieto - versão: Palmeira), o samba Volta (Ruth Amaral e Manoel Teixeira) e o bolero Minha vida em tuas mãos (Nízio). Faz-me rir", Rumores e Tua vida em minhas mãos fizeram muito sucesso e foram incluídas juntamente como o bolero Vivemos para amar (Luiz Mergulhão, Toso Gomes e Umberto Silva) em um compacto duplo. Por conta do sucesso alcançado, a gravadora Chantecler lançou no mesmo ano o LP Faz-Me Rir e outros sucessos. Com o sucesso obtido com seus primeiros discos foi agraciada com os troféus "Roquete Pinto" e "Chico Viola", na categoria de "Cantora Revelação".

Em 1962, estreou como compositora gravando o bolero Saia da frente em disco que trazia no lado A o bolero Sozinha (Rago e Teixeira Filho), que fez sucesso e propiciou o lançamento de um LP com o mesmo título. Nesse disco, fizeram sucesso as músicas Acho graça, e a música título, que foi tema da novela A canção que a noite levou, da TV Tupi, na qual ela chegou a atuar ao lado do cantor Hugo Santana.

Em 1963, sua carreira se encontrava no auge e era considerada uma das principais cantoras do país, tendo feito shows no Japão, Europa e em quase toda a América Latina. Ainda em 63 lançou o LP Noite Sem Ninguém. Também em 1963, passou a apresentar, no Canal 2 de São Paulo, o programa "Edith Veiga em Dois Tempos", que ficou mais de um ano no ar, onde recebia personalidades da época, e nele apresentou pela primeira vez ao público o cantor Altemar Dutra.

Casou-se em 1967, diminuindo o ritmo das apresentações. Com o nascimento da primeira filha no ano seguinte, praticamente se afastou das gravações. Retornou aos discos em 1972, quando lançou pela gravadora Sinter dois compactos simples.

Em 1974, lançou novo LP, Edith Veiga, mais de dez anos após ter lançado o último. Na década de 1970, participou de importantes programas na televisão como "Almoço com as Estrelas", "Globo de Ouro", "Silvio Santos", e "Chacrinha". Neste ano, teve a composição Menino incluída na trilha sonora do filme A força do sexo.

Em 1976, fez sucesso com a música Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei, de Silfrancis e Jean Garfunkel, lançada em compacto simples. Em 1977, lançou o LP Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei.

Em 1980, se apresentou no Carnegie Hall, nos EUA. No mesmo ano, gravou diretamente de Nova York dois clips para o programa "Fantástico" da TV Globo interpretando as músicas Fim de comédia, de Ataulfo Alves, e Não lhe quero mais.

Em 1982 lançou o LP Pensando em ti. Em 1987 gravou o LP Como Se Fosse. No mesmo ano foi lançado o LP Faz-me-rir e outros sucessos de Edith Veiga. Em 1988 lançou pela RGE o LP Começo da Vida.

Em 1989, casou-se pela segunda vez e por imposição do marido abandonou a carreira artística e passou a residir em sua cidade natal. Entretanto, no ano de 2001, retornou à carreira artística realizando shows por todo o Brasil.

Em 2003, lançou o CD Edith Veiga canta Amália Rodrigues - Eternamente o Fado. Em 2004, foi homenageada pelo selo Revivendo com o lançamento do CD Faz-me rir com 18 gravações originais totalmente remasterizadas. No mesmo ano, fez o primeiro show aberto ao público da nova casa de shows Nauty Club.

Em 2006, em comemoração aos 45 anos de carreira, lançou dois novos CDs, O sucesso de Edith Veiga e a coletânea Warner 30 Anos. Os discos foram apresentados ao público em show realizado no Teatro Augusta, em São Paulo, e que contou com as participações de Agnaldo Timóteo e Cauby Peixoto.

Nas décadas de 1960 e 1970, período de seu maior sucesso, ficou conhecida como "A Rainha do bolero". Foi chamada pelo apresentador Chacrinha de "As pernas que cantam".

Fonte: Site Oficial.
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Grupo Caxangá

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caxangá

Por volta de 1913 João Pernambuco (João Teixeira Guimarães - Jatobá PE, 02/11/1883 - Rio de Janeiro RJ, 16/10/1947) teve a idéia de formar o Grupo Caxangá, de inspiração nordestina, tanto no repertório, como na indumentária, onde cada integrante do conjunto adotava para si um codinome sertanejo.

Em sua primeira formação, o grupo reunia o próprio Pernambuco (Guajurema), Caninha (Mané Riachão), Raul Palmieri, Jacó Palmieri (Zeca Lima), Pixinguinha (Chico Dunga), Henrique Manoel de Souza (Mané Francisco), Manoel da Costa (Zé Porteira), Osmundo Pinto (Inácio da Catingueira), Bonfiglio de Oliveira, Quincas Laranjeiras, Zé Fragoso, Lulu Cavaquinho, Nelson Alves, José Correia Mesquita, Vidraça e Borboleta.

Em 1914 Donga integra o Caxangá com o nome de guerra de "Zé Vicente". No carnaval deste ano o grupo percorre os principais pontos da Avenida Rio Branco, e o batuque Caboca di Caxangá torna-se grande sucesso musical.

O grupo se dissolve em 1919. Os artistas se integram a outros conjuntos como os Turunas Pernambucanos e Oito Batutas.

Por incumbência de Arnaldo Guinle, Pernambuco viaja por vários Estados, para recolher temas folclóricos brasileiros, trabalho do qual participam também Donga e Pixinguinha.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Zezé Gonzaga

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zeze gonzaga

Zezé Gonzaga (Maria José Gonzaga), cantora, nasceu em Manhuassu, MG (03/09/1926). Filha e neta de músicos, sua mãe chamava-se Oraide e era flautista. O pai, Rodolpho, era "luthier", tendo inclusive construído um instrumento para Luperce Miranda.

Começou a cantar aos 13 anos, quando se mudou para a cidade vizinha de Além-Paraíba e passou a apresentar-se no Rex Clube. Recebeu incentivo da família, que apoiava que seguisse a carreira de cantora lírica. Começou a estudar canto com a professora Graziela de Salerno, que gostava muito de seu registro de soprano ligeiro, e além de canto, estudou piano e leitura musical.

Fez seus estudos escolares na cidade vizinha de Porto Novo, com bolsa de estudos, compensada por pequenos serviços realizados por seu pai, já que sua família vivia com dificuldade. Foi em Porto Novo que fez sua primeira apresentação, cantando a valsa Neusa, de Antônio Caldas (pai do cantor Sílvio Caldas), grande sucesso de Orlando Silva.

Iniciou sua carreira como caloura no programa de Ary Barroso, em 1942. Na ocasião, recebeu a nota máxima ao interpretar Sempre no meu coração. Logo em seguida, recebeu convite para se apresentar no programa radiofônico Escada do Jacó, do popular radialista Zé Bacurau. Depois de curta temporada no Rio de Janeiro, retornou a Porto Novo para continuar seus estudos. Nessa época, costumava fazer pequenas apresentações num clube de jazz, o que lhe causou problemas na escola, pois além da discriminação racial, enfrentava a discriminação por ser artista.

Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1945. Nesse ano, conquistou o primeiro lugar no programa Pescando estrelas, da Rádio Clube do Brasil, apresentado por Arnaldo Amaral. Isso lhe valeu um contrato de 800 mil-réis com a emissora, que duraria até 1948. Nessa época, formou com a cantora Odaléa Sodré (filha de Heitor Catumbi) uma dupla chamada As Moreninhas do Ritmo. Com a parceira, cantou no conjunto do pianista Laerte, na Rádio Jornal do Brasil.

Em 1948, assinou contrato com a Rádio Nacional do Rio. Foi levada para lá a partir de um contato do cantor Nuno Roland, que marcou uma reunião com ela a pedido do diretor geral da rádio, Victor Costa. Na ocasião, Victor Costa lhe ofereceu um salário bem mais alto e a cantora, dias depois, já integrava o "cast" da Nacional, tendo como "padrinhos musicais" o próprio Victor Costa, ao lado do cantor Paulo Tapajós.

No ano seguinte, gravou seu primeiro disco, pela Star, com os sambas-canção Inverno, de Clímaco César e Desci, de Alcir Pires Vermelho e Cláudio Luiz. Foi por essa época que Paulo Gracindo começou a chamá-la de "minha namorada musical", em seu programa na Rádio Nacional, nos anos 1940, devido a sua técnica e afinação impecável. Depois, integrou vários conjuntos vocais (de diversas formações), alguns dos quais são: As Moreninhas, Cantores do céu e Vocalistas modernos. Além disso, participou do coro de inúmeras gravações na Rádio Nacional.

Em 1951, gravou pela Sinter o samba-canção Foi você, de Paulo César e Ênio Santos, e o bolero Canção de Dalila, de Victor Young, com versão de Clímaco César com o qual fez bastante sucesso. Nesta etiqueta gravou outros discos solo e também com o grupo As Moreninhas.

Em 1952, gravou os sambas Não quero lembrar, de Sávio Barcelos, Ailce Chaves e Paulo Marques e Quero esquecer, de Brasinha, Salvador Miceli e Mário Blanco, a valsa Festa de aniversário, de Joubert de Carvalho e a marcha Um sonho que eu sonhei, de Alcyr Pires Vermelho e Sá Róris.

Em 1953, gravou o baião É sempre o papai, de Miguel Gustavo. No ano seguinte, gravou o bolero Meu sonho, de Pedroca e Alberto Ribeiro e o Baião manhoso, de Manoel Macedo e Marcos Valentim. Ainda em 1954, foi contratado pela Columbia e gravou o fox Canário triste, de V. Floriano com versão de Juvenal Fernandes e o samba canção Razão de tudo, de Umberto Silva e Nilton Neves.

Em 1955, gravou os sambas canção Sedução, de Carlito e Nazareno de Brito e Óculos escuros, de Valzinho e Orestes Barbosa, seu maior sucesso. Em 1956, gravou a toada Moreno que desejo, de Bruno Marnet e a valsa Natal das crianças, de Blecaute. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, Zezé Gonzaga, que foi considerado o melhor disco do ano e trazia entre suas faixas "Ai ioiô (Linda flor), de Henrique Vogeler e Luiz Peixoto, que passou a ser considerada uma de suas grandes interpretações, além de Nunca jamás, de Lalo Ferreira, numa versão de Marques Porto.

Em 1957, gravou os boleros Não sonhe comigo, de Fernando César, Tédio, de Fernando César e Nazareno de Brito e Vivo a cantar, de Cícero Nunes e Bruno Marnet. No ano seguinte, gravou o samba jongo Cafuné", de Denis Brean e Gilberto Martins e o samba canção Saia do caminho, de Custódio Mesquita e Evaldo Rui.

Em 1959, gravou duas músicas da parceria Tom Jobim e Vinícius de Moraes: o samba A felicidade e Eu sei que vou te amar. Em 1961, passou a gravar na Continental e registrou A montanha, de Agueró e Moreu, com versão de Fernando César e o samba Que culpa tenho eu?, de Armando Nunes e Othon Russo. No mesmo ano, gravou o bolero Há sempre alguém, de Luiz Mergulhão e Umberto Silva e o samba Um beijo, nada mais, de Almeida Rego e Índio.

Em 1962, gravou a balada Rosa de Maio, de Custódio Mesquita e Evaldo Rui, o rasqueado Decisão cruel, de Palmeira e o samba Neném, de Tito Madi.

Considerada uma das mais belas vozes do cast da Rádio Nacional, era com freqüência escalada para participar dos grandes musicais noturnos da emissora, dos quais eram responsáveis os grandes maestros como Radamés Gnattali, Léo Peracchi e outros. Gravou vários discos infantis pela fábrica Carrossel, com produção de Paulo Tapajós, e na Continental, quando se juntou aos Trios Madrigal e Melodia, para cantar e contar historinhas para crianças.

Na década de 1960, associou-se com o maestro Cipó e Jorge Abicalil em uma agência de jingles, vinhetas e trilhas para rádio, TV e cinema (a Tape Produções Musicais Ltda.), onde trabalhava como cantora e compositora. Em parceria com o escritor, produtor e apresentador de rádio Luiz Carlos Saroldi, compôs o tema de abertura do Projeto Minerva, apresentado pela Rádio MEC.

Em 1967, gravou o LP Canção do amor distante pelo selo Fontana com destaque para Sorri, de Elton Medeiros e Zé Kéti, Faça-me o favor, de Fernando César e Britinho, Não fique triste não, de Jorge Ben e Veja lá, de Luiz Fernando Freire e Baden Powell.

Em 1979, gravou com o Quinteto de Radamés Gnattali um disco em homenagem a Valzinho, que também participou do disco só de composições suas, com produção de Hermínio Bello de Carvalho. O disco Valzinho - Um doce veneno teve, além da edição brasileira, uma tiragem destinada ao mercado estrangeiro.

Fez algumas apresentações nos anos 1980 com o grupo Cantoras do Rádio, ao lado de Nora Ney, Rosita Gonzales, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima, que lhe renderam dois CDs. Em 1999 gravou o disco Clássicas ao lado da cantora Jane Duboc, que também rendeu show encenado no Rio, São Paulo e outras praças brasileiras. O disco trazia entre outras, Linda flor, de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto, Olha, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos e Cidade do interior, de Mário Rossi e Marino Pinto, entre outras. No mesmo período, também participou do espetáculo Lupicínio Rodrigues, ao lado de Áurea Martins, montado em várias casas noturnas do Rio e de São Paulo.

Em 2000, participou do Projeto MPB: A História de Um Século, estrelando o primeiro da série de quatro shows no CCBB, Do choro ao samba, ao lado de Paulo Sérgio Santos e Maria Tereza Madeira, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin.

Em 2001, apresentou show no Paço Imperial no rio dem Janeiro. Em 2002, gravou pelo selo Biscoito Fino o CD Sou apenas uma senhora que canta, dedicado à parceira de profissão Elizeth Cardoso, no qual interpretou, entre outras, Meu consolo é você, de Roberto Martins e Nássara, Vida de artista, de Sueli Costa e Abel Silva, Pra machucar meu coração, de Ary Barroso, Chão de estrelas, de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa e Por que te escondes?, letra inédita do poeta Thiago de Mello para um choro de Pixinguinha.

Fonte: Cantoras do Brasil - Zezé Gonzaga
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Wilma Bentivegna

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Wilma Bentivegna, cantora (17/07/1929, São Paulo, SP). Natural da capital paulista, Wilma Bentivegna foi uma importante cantora no rádio paulista na década de 50, mesmo não tendo sido uma cantora de popularidade nacional. De estatura baixa, sempre pareceu uma menina, sendo chamada por todos de Wilminha.

Começou sua carreira aos nove anos no programa Clube do Papai Noel, de Homero Silva, na Rádio Difusora. Começou depois a atuar em radioteatro na Rádio Tupi, sob direção de Otávio Gabus Mendes e na Rádio Difusora, com Oduvaldo Viana. Fazia papeis infantis, pois sua voz também era de menina. Foi a caçula da Caravana da Alegria, que viajou por várias cidades do interior de São Paulo.

Atuou já no primeiro dia da TV Tupi, cantando junto com os Garotos Vocalistas. Foi contratada pela gravadora Sinter em 1954, ocasião em que gravou a guaracha Me voy a morir (F. Cabrera) e o samba-canção Chove (Geraldo Vietri). Em 1955 foi contratada pela Rádio Nacional de São Paulo e pela TV Paulista.

Em 1956 passou a gravar pela Odeon, lançando o fox Rififi (Gerard e Rue - versão de Haroldo Barbosa) e o bolero Ama-me amor (Panzeri e Mascheroni - versão de Valdir Cardoso).

Em 1957, gravou as canções Pollyana (N. Schultze e B. Balzo - versão de Ribeiro Filho) e Marcelino, pão e vinho (P. Sorozobal e P. Sorozobal Jr - versão de Ribeiro Filho), duas de suas gravações de maior projeção nacional.

Em 1959 gravou a canção francesa Hino ao amor (Edith Piaf e Monnot - versão de Odair Marzano), o seu maior sucesso,e o samba Só tristeza (Paulo Rogério e Odair Marzano).

Em 1960 gravou Minha devoção (O. Cesana) e o samba-canção Vontade de enlouquecer (Guerra Peixe e Odair Marzano). Em 1961 lançou As folhas verdes de verão (D. Tiomkin e P. F. Webster - versão de Paulo Rogério) e Canção do amor que eu lhe dou (Lourival Faissal). Em 1962 gravou Canção de um triste (Paulo Rogério e Oldair Marzano) e Preciso de alguém (Paulo Rogério).

Em 2005, o selo Revivendo lançou o CD Wilma Bentivegna - Hino ao amor com 18 interpretações suas, entre as quais, a música título, pela qual ficou conhecida fora do estado de São Paulo.

Especializou-se em gravar principalmente versões de canções estrangeiras de sucesso na época. Além de cantora, Wilma Bentivegna foi uma das pioneiras da televisão, tendo sido também apresentadora e atriz de novelas. Fez TV de Vanguarda (TV Tupi) e Teledrama Três Leões (TV Paulista), em papéis célebres, em companhia de atores importantes.

Foi apresentadora de O Mundo é das Mulheres, ao lado de Hebe Camargo, Lourdes Rocha e Eloísa Mafalda.

Fonte: Cantoras do Brasil - Wilma Bentivegna.
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