quarta-feira, 9 de maio de 2012

Agenor de Oliveira

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Agenor de Oliveira, cantor e compositor, nasceu no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ, em 08/08/1949, onde conviveu desde pequeno com compositores da Portela, da União de Jacarepaguá e do Império Serrano. Integrou a ala de compositores da Portela e posteriormente a do Império Serrano.

Gravou o primeiro disco, Cabeças, no ano de 1983, no qual incluiu parcerias com o poeta Lula Dimoraes, M. Luz e Paulinho Lemos.

No ano de 1998 lançou o CD Agenor de Oliveira canta Noel Rosa, no qual interpretou clássicos do compositor carioca, entre eles Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro), Feitio de oração, Conversa de botequimFeitiço da Vila, parcerias de Noel e Vadico, além de Com que roupa, Último desejo, Três apitos, Onde está a honestidade?, Palpite infeliz e Filosofia. O disco contou com as participações especiais de Mauro Senise e Gilson Peranzzetta , sendo indicado no ano seguinte para o "Prêmio Sharp".

Em 2000 compôs com Jorgito Sapia, Wanderley Monteiro, Maurício Monteiro e Ronaldo Soares o samba Carioca da gema, com o qual o bloco carnavalesco "Simpatia É Quase Amor" desfilou naquele ano. No ano seguinte, ao lado de Cristina Buarque, Henrique Cazes, Xangô da Mangueira, Tânia Machado, Márcia e Eliane Duarte, Simone Lial e grupo Goiabada Cascão, participou do show em homenagem à Aracy de Almeida, no Teatro Gláucio Gil.

Em 2002, pela gravadora Rob Digital, lançou o CD Bafafá, no qual foram incluídas parcerias com Wanderley Monteiro, Zé Luiz do Império e Paulinho Lemos. O disco contou com arranjos de Rogério Souza (Nó Em Pingo D'Água) e textos de apresentação de Beth Carvalho, Nelson Sargento e Guilherme de Brito.

No ano de 2003 participou do show de inauguração da Praça Mauro Duarte, em Botafogo, que contou com o grupo Cozinha da Tia Néia, integrado por Eliane, Maurinho e Marquinhos Duarte, filhos do compositor e ainda com outros artistas, entre eles, Cristina Buarque, Delcio Carvalho, Noca da Portela, Eliane Faria, Simone Lial e Toninho Geraes.

No ano seguinte, em 2004 organizou o projeto Samba, choro e energia, apresentado na Lona Cultural João Bosco e em outros espaços do Rio de Janeiro, no qual reuniu no palco diversos artistas, entre eles Roberto Silva e Trio Madeira Brasil. Ainda em 2004, com Délcio Carvalho,  apresentou o projeto Quintas do samba, no Teatro Odisséia, na Lapa, no qual ambos receberam diversos convidados, entre os quais Wilson das Neves e Ivor Lancelotti.

Em 2005 Nilze Carvalho interpretou de sua autoria Valsa do sonho (c/ Paulinho Lemos) no CD Estava faltando você.

No ano de 2006 lançou pelo Selo Olho do Tempo, o CD É banto.

No ano de 2008 quatro composições de sua autoria, em parceria com o cantor e compositor Nelson Sargento, foram incluídas por este em seu CD Versátil, lançado pelo selo Olho do Tempo.

Em 2011 apresentou, ao lado do cantor e compositor Nelson Sargento, o show Pensamentos cantados, realizado no Teatro de Arena da Caixa Cultural, no Rio de Janeiro. O show, concebido a partir do livro Pensamentos de Nelson Sargento, contou com um repertório de clássicos do samba e da MPB separados por temas.

Obras

A dor da parceria (c/ Rodrigo Lessa), A encomenda (c/ Paulinho Lemos), A saga do Joca (c/ Rodrigo Lessa), A valsa e o piano (c/ Sérgio Ricardo), Acabou meu sossego (c/ Nelson Sargento), Amar sem ser amado (c/ Nelson Sargento), Ânsia de amar (c/ Wanderley Monteiro e Jorgito Sápia), Antes e depois, Às margens da vida (c/ Délcio Carvalho), Bafafá (c/ Roberto D’Araújo), Bato tambor (c/ Paulinho Lemos), Cabeças, Cantiga pra um menino sem nome, Carioca da Gema (c/ Wanderley Monteiro, Jorgito Sápia, Ronaldo Soares e Maurício Monteiro), Clone barato (c/ Roberto D’Araújo), Dama da noite (c/ Délcio Carvalho), Desejo do destino (c/ Wanderley Monteiro), É banto, Filho de xangô (c/ Paulinho Lemos), Foi por um triz (c/ Paulinho Lemos), Iara (c/ Paulinho Lemos), Império do samba, Indefinível (c/ Lula Dimorais), Isso acontece (c/ Wanderley Monteiro e Jorgito Sápia), La paz, Meu bem volto já (c/ Lula Dimorais e Cataldi), Meu camarada, Meu coração faliu, Mira que choro (c/ Roberto Araújo), Nas águas da conquista, O céu sem luar (c/ Délcio Carvalho), O outro dentro de mim, Pablo, Pagode do pé sujo (c/ Lula Dimorais), Parceiro da ilusão (c/ Nelson Sargento), Pode parar (c/ Paulinho Lemos), Risco de bordado (c/ Moacyr Luz), Rolimã (c/ Celso Lima), Sedução de sereia (c/ Wanderley Monteiro e Zé Luiz), Sementes do tempo (c/ Luis Sérgio Cruz), Sinfonia imortal (c/ Nelson Sargento), Só eu sei (c/ Délcio Carvalho), Tavam (c/ Paulinho Lemos e L. S. Cruz), Tributo a Mauro Duarte, Valsa do sonho (c/ Paulinho Lemos).

Discografia

(2006) É banto • Selo Olho do Tempo • CD
(2002) Bafafá • Rob Digital • CD
(1998) Agenor de Oliveira canta Noel Rosa • Independente • CD
(1983) Cabeças • Independente • LP

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Adriana Peixoto

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Adriana Peixoto, cantora e compositora, nasceu em Niterói, RJ, em 23/4/1979. Vem de uma família tradicional no cenário musical brasileiro: é filha do pistonista Araken Peixoto (falecido em fevereiro de 2008) e sobrinha do cantor Cauby Peixoto, do maestro e pianista Moacyr Peixoto, e da cantora Andyara Peixoto (famosa nas décadas 40 e 50). Além disso, é sobrinha-neta do compositor e pianista Nonô, que acompanhava, entre outros, Noel Rosa e Carmen Miranda, e prima do sambista Ciro Monteiro e de Dalmo Medeiros, o mais novo integrante do grupo MPB4.

Atuou como cantora da noite na cidade de São Paulo durante 15 anos.

No ano de 2009 lançou o primeiro CD intitulado Adriana Peixoto, no qual fez dueto com Cauby Peixoto na faixa Altos e baixos (Sueli Costa e Aldir Blanc), além de interpretar Na batucada da vida, de Ary Barroso e Luiz Peixoto. No disco também foram incluídas as composições De cabeça pra baixo (Dalmo Medeiros e sua autoria), Zé Mané (Dalmo Medeiros e Marcelo Guimarães), Elizeth (Sueli Costa), Ação entre amigos (Danilo Caymmi), Encontro (Isolda), Outra vez nunca mais (Sueli Costa e Abel Silva), Passagem da ilusão (Miltinho e Paulo Cesar Pinheiro) e a regravação de Saudosa maloca, de Adoniran Barbosa, com arranjos do pianista cubano Yaniel Matos.

Neste mesmo ano de 2009 fez lançamento do CD no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, em show que contou com a participação especial de Dalmo Medeiros. Neste mesmo ano fez temporada de shows no Bar Brahma, na cidade de São Paulo.

Em 2010 fez shows em casas noturnas como Bourbon Street, SESC Santos e temporada no Bar Brahma. No ano seguinte, em 2011, apresentou-se em vários espaços, entre os quais Café Paon, Teatro da Galeria Olido com o show Só samba e na casa noturna Na Mata Café.

Fontes: http://www.adrianapeixoto.com; Dicionário Cravo Alvin da MPB.
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Adonis Karan

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Adonis Karan, produtor cultural, nasceu na cidade de Novo Horizonte, SP, em 28/06/1943. Foi diretor nacional de projetos e eventos especiais da Rede Tupi de Televisão e coordenador geral de eventos da Rede Globo.

Durante seis anos, Karan viveu em Paris, como correspondente da Rede Globo. Nessa ocasião , foi ainda diretor artístico da casa noturna "Via Brasil", que levava artistas brasileiros e os divulgava na Europa. E foi assim que levou Martinho da Vila, Beth Carvalho, Jorge Ben Jor, Jair Rodrigues, Tânia Maria, Baden Powell e outros.

Para a RTF- Antenne 2, realizou um curta-metragem com Martinho de Vila. E dirigiu o documentário: "Bresil Insolite".

Além disso, organizou e coordenou festivais de música popular brasileira, como o" MPB-TV" Record em São Paulo; o "Brasil Canta no Rio", pela TV Excelsior; o "Festival Universitário" e de "Músicas para o Carnaval", da Rede Tupi; o "MPB Shell", para a Rede Globo; o "Som das Águas", para a Rede Manchete. Foram esses festivais que revelaram nossos principais compositores e compositores, tais como: Chico Buarque, Ivan Lins, Caetano Veloso. Gilberto Gil, Alceu Valença, Geraldo Vandré, Martinho da Vila e muitos outros.

Tendo essa ligação tão forte com todos esses artistas, produziu e dirigiu shows com todos eles, tanto  no Brasil, como nos Estados Unidos, onde, além dos citados acima, promoveu show com Elba Ramalho, João Gilberto, Carlos Lyra.

Karan foi diretor geral  da comemoração dos 50 anos de carreira de Sérgio Ricardo, que aconteceu no Rio de Janeiro e que contou com a presença de inúmeros outros artistas de relevância e também da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio.

Foi ainda produtor e coordenador geral do " Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro', que foi transmitido pela TVE- Rede Brasil.

Fonte: Museu da TV.
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sábado, 24 de setembro de 2011

Tuca

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Tuca (Valenza Zagni da Silva), cantora e compositora, nasceu em 17/10/1944, em São Paulo, SP, e faleceu em 8/5/1978, na mesma cidade. Formou-se em música erudita, em 1957, pelo Conservatório Paulista, começando a compor nesse mesmo ano. Fez parte do Grupo de Música Popular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Em 1962 teve, pela primeira vez, uma canção de sua autoria registrada em disco, com a gravação de sua música Homem de verdade, pela cantora Ana Lúcia. Sua primeira apresentação profissional foi no programa "Primeira audição", produzido por João Leão e Horácio Berlinck para a TV Record (SP).

Participou, ainda na década de 1960, dos seguintes festivais: Festival Nacional de Música Popular da TV Excelsior (SP), interpretando com Airto Moreira a música Porta estandarte, de Geraldo Vandré e Fernando Lona, classificada em 1º lugar e premiada com o Berimbau de Ouro (1966); I Festival Internacional da Canção da TV Rio (RJ), apresentando Cavaleiro, de sua autoria e Geraldo Vandré, classificada em 2º lugar na fase nacional do festival (1966); O Brasil canta no Rio, interpretando, com a soprano Stella Maris, a canção de sua autoria Paixão segundo o amor, classificada em 3º lugar; e III Festival Internacional da Canção da TV Globo, apresentando a canção Mestre sala, de Reginaldo Bessa e Ester Bessa (1968).

Seu primeiro disco, Eu, Tuca, lançado pela Chantecler, com composições de sua autoria, introduziu a viola caipira nas orquestrações.

Convidada pelo Itamaraty, participou, ao lado de Gilberto Gil e do Jongo Trio, da Semana de Arte Brasileira, realizada na África. De volta ao Brasil, apresentou-se com Miéle e Ronaldo Bôscoli no Rui Bar Bossa (RJ), com o show "Uma noite perdida". Ainda com Miéle, inaugurou a boate Blow Up (SP) e apresentou-se na casa noturna Sucata (RJ).

Em 1969, viajou para a Europa, fixando residência em Paris durante seis anos. Fez turnês por vários países como Espanha, Itália e Holanda.

Voltou para o Brasil em 1975, para o lançamento de seu LP Drácula, I love you, gravado na França.

Em 1977, produziu um quadro com Fafá de Belém para o especial de Milton Nascimento realizado na TV Bandeirantes (SP) por Roberto de Oliveira.

Morreu no ano seguinte, aos 34 anos, em função de uma parada cardíaca provocada por sucessivos regimes de emagrecimento.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Jorge Costa

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Jorge Costa, compositor, nasceu no Estado de Alagoas em 1922 e viveu parte de sua juventude em Recife, Pernambuco. Filho de família humilde, sem nenhuma formação profissional, depois de servir ao Exército Brasileiro, durante a Segunda Guerra Mundial, iniciou a sua trajetória para o sucesso.

Com sua vocação musical batendo mais forte, sempre dividiu seu tempo para se aproximar do mundo que o consagraria, principalmente quando no Rio, morando no Morro da Mangueira e se aproximando dos bambas da Verde e Rosa, como Nelson Cavaquinho, passando a integrar a Ala de compositores.

Em São Paulo, passa a participar de programas de Calouros em rádio e tv e a cantar em Boates, que eram os grandes templos da MPB. Reconhecido, passa a viver somente da música e para a música, com centenas de gravações de renomados artistas e orquestras.

Autor de muito vários sambas de sucesso: Triste madrugada, Baile do risca faca, Maria Simplicidade, Lar sem pão, Brigamos e muitos outros, Jorge Costa teve suas músicas gravadas por diversos cantores famosos tais como: Ângela Maria, Jair Rodrigues, Germano Mathias, Benito Di Paula, Noite Ilustrada, Beth Carvalho, Demônios da Garoa entre outros.

Sua carreira como cantor foi pequena. Gravou apenas dois LPs, que se tornaram raridade: Samba Sem Mentira (1968) e Jorge Costa e Seus Sambas (1973).

Jorge Costa morreu em 1995 e ainda hoje é pouco lembrado no mundo do samba.

Fontes: Escola do Samba; Dabliú Discos; Diário da Música; Vermute com Amendoim.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Olmir Stocker

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Olmir Stoker, mais conhecido como Alemão, guitarrrista e compositor, nasceu em Taquari, Rio Grande do Sul, em 17/06/1936. Em Porto Alegre, trabalhou na rádio gaúcha e acompanhou na guitarra diversos artistas na tevê, com especial destaque para Elis Regina.

Fez parte do quinteto de Breno Sauer com quem gravou seis álbuns e excursionou pelo Brasil. Em São Paulo, começou a trabalhar com Roberto Carlos e Wanderléia. Em seguida, se juntou ao saxofonista Casé e Hermeto Pascoal na banda “Brasilian Octopus”. Participou de importantes festivais e turnês, no Japão, Canadá, Estados Unidos da América, Espanha, França, Itália e Suíça.

Membro efetivo da Associação Internacional de Guitarras; leciona no Centro de Estudos Musicais CEM) – antiga ULM (Universidade Livre de Música). Acompanhou vários artistas (mais de noventa), entre eles, Gregório Barrios, Ângela Maria, Nelson Ned, Simone, Lanny Gordin, Jonas Sant´Anna, e outros. Participou de diversos grupos musicais, como o renomado Medusa.

Compositor de mais de 1500 canções, tem como uma de suas canções O caderninho, primeiramente interpretado por Erasmo Carlos, porém atingindo mais de trinta e seis interpretações diferentes por outros renomados cantores.

Já em carreira solo, gravou em 1981 o seu primeiro disco, Longe dos olhos perto do coração, vendendo aproximadamente trinta mil cópias. Em 1987 gravou com uma formação em quarteto Alemão bem brasileiro e, em 1990, Só sabor.

É autor do projeto que leva informações às escolas primárias, para melhoria da cultura musical brasileira; entre outros.

Participou de importantes eventos como o Free Jazz Festival em São Paulo, onde também tocou Horace Silver e Max Roach; Montreal´s Festival (1988 e 1989);e The Week of People´s Sound at the Town hall em Nova Iorque (1989), sendo um dos músicos mais aplaudidos pela platéia norte-americana.

Em 1992, os músicos Alemão e Zezo Ribeiro formaram um duo, gravando Música Viva e Brasil Geral, trabalho que o levou a participar de eventos como Internacional Meething of Guitars em Buenos Aires, de 1993; Brasil Embassies Concerts, de 1993, no Uruguai, Argentina, Chile e Espanha, e do Internacional Festival of Guitars no Chile (1993 e 1994). Em 1995 gravaram “De A a Z”, impulsionando ainda mais sua carreira. Em turnê pela Europa, participou do Jazz Club´s na Espanha, França, Alemanha, Dinamarca e Suécia (1994). Executou concertos no Teatro Municipal de Córdoba na Espanha e no Teatro do Conservatório Nacional de Perpignan na França.

Apresentou-se também no III Festival Internacional de Guitarras em Buenos Aires (1995) na Argentina, convidado pelo organizador do evento Juan Falu (sobrinho de Eduardo Falu), membro da Associação Internacional de Guitarras; e em Guitarras Del Mundo em Quito no Equador (1996). Com o “DUO”, o músico Alemão já se apresentou em mais de 23 países, passando pelos cinco continentes em mais de 160 concertos, tendo se apresentado inclusive no Festival de Jazz de Montreal, tocando suas próprias composições nos ritmos brasileiros (samba, xaxado, baião, choro, valsa e vários outros) com jazz.

No Brasil, suas apresentações são constantes em conceituados espaços culturais como o Memorial da América Latina; SESCs e Expo Musics.

Fonte: Wikipédia.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Geraldo Nunes

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Geraldo Nunes, cantor e compositor, nasceu em Teófilo Otoni, Minas Gerais, em 1932. Em 1960 gravou seu primeiro disco, pela gravadora Chantecler, com a toada Lenço vermeio, de Nino Ferraz e Caetano Somma e o xaxado Fazenda véia, de Tatá Sales e Chacrinha.

Em 1962 gravou pela Continental, de sua autoria e Coronel Narcizinho o rasqueado As três Marias e de Elias Soares a toada Nordeste sangrento. Em 1964, Luiz Gonzaga gravou de sua autoria o baião Viva o Zé Arigó. Em 1965 teve a composição Minha serenata, parceria com João Silva, gravada por Wanderley Cardoso na Copacabana.

Em 1968, Wanderley Cardoso gravou Bobo do baile, parceria dos dois e Eu não sou ioiô, parceria com Cláudio Fontana. Em 1971 Eduardo Araújo gravou A canção do povo de Deus, pela Odeon.

Em 1989, compôs com João Silva Faça isso não, gravado por Luiz Gonzaga.

Como cantor um de seus sucessos foi "A véia debaixo da cama", de J. Andrade, gravada nos anos de 1970. Gravou pela Candem os LPs "Na onda do sucesso" volumes I e II. Seus maiores sucessos como compositor foram "O bom rapaz" e "Meu amor brigou comigo", gravadas por Wanderley Cardoso os anos 1960, no auge da Jovem Guarda.

Em 1999 teve a música "A véia debaixo da cama" relançada no CD "A discoteca do Chacrinha", pela Universal Music. Em 2001, o sanfoneiro Renato Leite gravou "Mentira cabeluda", parceria com Joca de Castro.

Obra
A canção do povo de Deus; Arrependimento (c/ Paulo Márcio); Bobo do baile (c/ Wanderley Cardoso); Caso de emergência (c/ Antônio Queiroz); Eu não sou ioiô (c/ Cláudio Fontana); Faça isso não (c/ João Silva); Mentira cabeluda (c/ Joca de Castro);  Meu amor brigou comigo; Minas lágrimas (c/ Arnoldo); Minha serenata (c/ João Silva); O amor nasce de um beijo; O bom rapaz;   Viva o Zé Arigó.

Fontes: Wikipedia; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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sábado, 17 de setembro de 2011

Sérgio Dias

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Sérgio Dias, produtor e guitarrista, nasceu em São Paulo SP, em 01/12/1950. Ligado à música desde a infância, formou ainda a adolescente o grupo Os Mutantes, uma das bandas seminais do rock brasileiro, ao lado do irmão Arnaldo Batista e de Rita Lee.

Em 1980, desfeito o grupo, Sérgio partiu para os Estados Unidos, convidado pelo produtor Eddie Offord para gravar seu primeiro disco solo, "Sergio Dias". Morou em Nova York por mais de dez anos, sempre atuando como guitarrista e chegando a tocar ao lado de figuras como Gil Evans, John McLaughlin, Eumir Deodato, Airto Moreira e Flora Purim.

Em 1990 gravou "Mato Grosso" ao lado do guitarrista inglês Phil Manzanera, e no ano seguinte lançou internacionalmente um novo disco, "Mind Over Matter", que saiu no Brasil pela Natasha. Em 1994 é a vez de "Song of The Leopard", que começou a ser gravado numa viagem à África do Sul.

Voltou a morar no Brasil no começo da década de 1990, radicando-se em Araras (RJ), onde montou um estúdio caseiro. Mesmo assim continuou indo com freqüência aos Estados Unidos.

Em 1993 foi eleito por 25 guitarristas brasileiros como o melhor em seu instrumento, e participou de festivais como o Nescafé & Blues (1996), além de shows individuais em casas noturnas.

Em 2000 lançou "Estação da Luz" pelo seu próprio selo, Lotus Music.

Discografia

Estação da Luz - Lotus Music - 2000; Song of the Leopard - Black Sun (USA) - 1997; Mind Over Matter - Expression Records (Inglaterra)/Natasha Records - 1991; Mato Grosso - Phil Manzanera & Sérgio Dias - Black Sun (USA) - 1990; Sérgio Dias - CBS - 1980.

Fonte: Cliquemusic
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cecéu

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Cecéu (Mary Maciel Ribeiro), cantora e compositora, nasceu em 02 de Abril de 1950 na cidade de Campina Grande, na Paraíba. É filha de Severino Lourenço Ribeiro e Maria Maciel Ribeiro. Morou 10 anos no Rio de Janeiro, radicando-se depois em São Paulo. É casada com o compositor Antônio Barros.

Quando menina acompanhava o pai comerciante ao centro da cidade e lá fazia questão de comprar a Revista do Rádio. "Desde muito pequena eu era encantada por rádio. Lembro de uma festinha de aniversário que fui e estava tocando Iracema, dos Demônios da Garoa, na radiola.

A música é triste, conta a história de uma moça que é atropelada a poucos dias do casamento. Aquilo me sensibilizou tanto que não consegui aproveitar a festa com as outras crianças. Eu tinha só sete anos e fui tocada pela música".

A influência de Cecéu sempre foi a música romântica. "Gosto de músicas que falam de sentimento, de coração. Todo mundo tem um coração, não é mesmo?". Apaixonada por programas de rádio, ela conta que sua infância foi marcada por cantores que não combinavam com sua faixa etária como Ângela Maria, Cauby Peixoto, Emilinha Borba e o rei do bolero Anísio Silva. "Minha mãe tentava me convencer que aquelas não eram músicas para criança, mas nem adiantava.

Conheceu Luiz Gonzaga  nos anos de 1970, quando fazia gravações na CBS com os Três do Nordeste e Marinês. Ficou amiga do Rei do Baião e sempre que este ia à Campina Grande, costumavam dividir o mesmo palco.

Em 1982 o cantor Ney Matogrosso gravou com enorme sucesso Por debaixo dos panos. No mesmo ano a cantora Elba Ramalho obteve sucesso espetacular com o xote Bate coração, gravado ao vivo no Festival de Montreux na Suiça.

Em 1985, teve seu Forró nº 1", gravado por Luiz Gonzaga no LP Sanfoneiro macho. No mesmo ano Jorge de Altinho gravou Nem que pare o coração, que deu nome ao disco  Beijo na boca.

Em 1986, outra de suas composições, Engabelando, em parceria com Bella Maria foi gravada por Luiz Gonzaga, que em 1987, gravaria Zé Budega e em 1988, Moela e coração, de sua parceria com Zé Mocó e Cajueiro velho. Ainda em 1986, a cantora Marinês, em seu LP Tô chegando, gravou Vida acomodada, Jorge de Altinho gravou Na cama, no chão e Não lhe solto mais e Dominguinhos, no LP Gostoso demais, gravou Chameguinho.

Em 1987, a mesma Marinês gravou Forró pé de chinelo, Chamego na farinha e Balaio de paixão, que deu nome ao disco e Jorge de Altinho gravou Calor de verão, que também deu nome ao seu disco daquele ano e Xodó beleza.

Em 1989, em seu último disco, o Rei do Baião gravou de sua autoria, as composições Coração molim, Na lagoa do amor e Baião agrário, esta em parceria com Maranguape. O trio de forró Os Três do Nordeste fez sucesso com suas composições Prá virar lobisomem, Por debaixo dos panos, Da boca pra fora, Forró casamenteiro e Amor sobrando.

Em 1990, o sanfoneiro Sivuca gravou em seu LP Um pé no asfalto, outro na buraqueira, sua composição Forró da gente.

Em 1994 teve a composição Esse Brasil é meu, parceria com Antônio Barros, gravada por Dominguinhos. Em 1998, a cantora Elba Ramalho gravou o forró Chameguinho. No mesmo ano, Marinês e Elymar Santos gravaram ao vivo a composição Bate coração.

Em 1999, Flávio José gravou Bebê chorão e banda Mastruz com Leite gravou seu Forró nº 1, pela BMG. No mesmo ano, teve a música Menino de colo gravada pelo cantor brega Falcão no CD 500 anos de chifre - O brega do brega.

Em 2000, lançou pelo selo CPC-Umes/Eldorado, o CD Forró nº 1, junto com o marido Antônio Barros. Um de seus grandes sucesso foi o baião Paraí-ba, gravado por Messias Holanda e regravado em 2000 por Zé Ramalho no CD duplo Nação nordestina.

Obras

A procura de forró, Amor com café, Amor sobrando, Baião agrário (c/ Maranguape), Balaio de paixão, Bate coração, Bebê chorão, Beijo na boca, Cajueiro velho, Calor de verão, Chamego na farinha, Chameguinho, Coisa linda (c/ Antônio Barros), Como eu sou (c/ Antônio Barros), Coração molim, Da boca prá fora, Energia (c/ Zé Mocó), Engabelando (c/ Bella Maria), Esse Brasil é meu (c/ Antônio Barros), Fogo na paia (c/ Antônio Barros), Forró casamenteiro, Forró da gente, Forró nº 1, Forró pé de chinelo, Menino de colo, Moela e coração (c/ Zé Mocó), Na cama, no chão, Na lagoa do amor, Não lhe solto mais, Né mentira não, Nem que pare o coração, Ninguém desata esse nó, O neném, O pavio e o lampião (c/ Antônio Barros), Paraí-ba, Por debaixo dos panos, Por essa paixão, Pra tu e eu (c/ Antônio Barros), Pra virar lobisomen, Pra você gostar, Vida acomodada, Xodó beleza.


Fontes: O Norte On Line; Sai do Sofá; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Antônio Barros

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Antônio Barros (Antônio Barros Silva), cantor, compositor e poeta, nasceu em 11/3/1930, no pequeno Município de Queimadas de Campina Grande, Paraíba. Casado com a compositora e cantora Cecéu, fixou residência em São Paulo.

Nos anos 1960 morou no Rio de Janeiro e tocou triângulo no regional de Luiz Gonzaga, na casa de quem morou na Ilha do Governador. Trabalhou como contrabaixista no navio Ana Neri, que fazia cruzeiros turísticos pelo litoral brasileiro.

Em 1970, numa dessas viagens compôs Procurando tu, a partir de lembranças da infância e entregou a música para gravação pelo Trio Nordestino. Aceitou a parceria de J. Luna disc-jóquei baiano que ajudou a divulgar a música no nordeste, tornando-se um dos sucessos daquele ano e regravada por ele mesmo, Ivon Curi e Jackson do Pandeiro, entre outros. Outros de seus sucessos gravados pelo Trio Nordestino foram, Corte o bolo, Cuidado com as coisas, É madrugada e Faz tempo não lhe vejo.

Em 1974 teve a música Vou ver Luiza, parceria com Lindolfo Barbosa gravada por Bastinho Calixto pela EMI. Um dos muitos grupos que gravaram suas composições e obteve sucesso foi o trio Os Três do Nordeste, que alcançou as paradas de sucesso com É proibido cochilar, Forró do poeirão, Forró de tamanco e Homem com H.

Em 1981 teve a música Estrela de ouro, com José Batista gravada por Luiz Gonzaga e Gonzaguinha e Quebra pote, pelo Trio Mossoró, na gravadora Copacabana. No mesmo ano conheceu outro grande sucesso, Homem com H, composta anos antes para a novela O bem amado e gravada dessa vez por Ney Matogrosso e tornando-se um dos grandes sucesso do ano.Também no mesmo ano, Zé Piata gravou na Copacabana o forró Procurando tu, parceria com J. Luna.

Em 1982 obteve outro grande sucesso com o xote Bate coração, parceria com a mulher Cecéu e gravada ao vivo no ano anterior por Elba Ramalho no festival de Montreux na Suiça.

Em 1983 Dominguinhos gravou É madrugada. Em 1985 o mesmo Dominguinhos gravou Forró do quem quer, parceria com Oseinha. Em 1986 Luiz Gonzaga gravou Forró da matadeira e em 1988, com participação de Carmélia Alves, Vamos ajuntar os troços.

Em 1992 Dominguinhos gravou Coisa linda, parceria com Cecéu. Em 1996 teve gravada Com você na cabeça, com Cecéu, por Jorge de Altinho. Em 2001 Flávio José gravou O que a gente faz.

Compôs mais de 700 músicas ao longo da carreira. Em 2004, É proibido cochilar, de sua autoria foi incluída no segundo CD do grupo Cabruêra, ganhando nova leitura. Nesse ano, as músicas Xaxado bossa nova e Já faz um tempo não lhe vejo foram gravadas pelo Trio Nordestino no CD Baú do Trio Nordestino 2.

Em 2005, teve o xote Já faz tempo não lhe vejo gravado pelo sanfoneiro Waldonis, no CD Anjo querubim, lançado pela Kuarup Discos. Em 2007, teve a música Procurando tu, com J. Luna, gravada pelo cantor e compositor Kojak do Forró, no álbum ao vivo O afilhado do rei do ritmo Jackson do Pandeiro. O CD/DVD, de lançamento independente, produzido por Kleber Matos, foi uma homenagem ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro.

Obras

Açúcar na café Bate coração (c/ Cecéu), Burra namoradeira, Coisa linda (c/ Cecéu), Com você na cabeça (c/ Cecéu), Como eu sou (c/ Cecéu), Coração em festa, Corte o bolo, Cuidado com as coisas, É madrugada, É proibido cochilar, Esse Brasil é meu (c/ Cecéu), Estrela de ouro (c/ José Batista), Fogo na "paia" (c/ Cecéu), Forró da maiadeira, Forró de tamanco, Forró do poeirão, Forró do quem quer (c/ Oseinha), Homem com "H", Já faz tempo não lhe vejo, Ninguém pode com você, O pavio e o lampião (c/ Cecéu), O que a gente faz, Pra eu e tu (c/ Cecéu), Procurando tu (c/ J. Luna), Quadrilha do Manoel, Quebra pote, Saudade que dói, Só voltarei amanhã, Vamos ajuntar os troços, Vou ver Luiza (c/ Lindolfo Barbosa), Xaxado bossa nova, Xote do bêbado.

Fontes: Site do compositor Antônio Barros; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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