terça-feira, 13 de setembro de 2011

Celso Ricardi

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Celso Ricardi (João Batista), cantor e compositor, nasceu na cidade mineira de Ituiutaba (circa 1950). De estilo romântico, participou de inúmeros programas de auditório na década de 1970.

Estreou em discos em 1973, quando lançou pela gravadora Sinter um compacto simples com as músicas Te amo eternamente e Cadê Karina?. No mesmo ano, participou da trilha sonora da novela Mulheres de areia da Rede Tupi, sucesso na época, lançada pelo selo Sinter/Philips, na qual interpretou Te amo eternamente (While we're still young), de Paul Anka e Chouckroun, e versão de Dino Rossi, fazendo razoável sucesso.

Em 1974, particpou da trilha sonora da novela Os Inocentes, da Rede Tupi, em LP lançado pelo selo Mercury/Philips. Nesse disco cantou a balada Por que te amo? (Perche ti amo), de Bigazzi e Savio, e versão de Zani. No mesmo ano, participou também da coletânea Músicas na passarela, da Polyfar/Philips, com a mesma música, que se tornaria seu maior sucesso.

Em 1975, sua gravação da balada Olha-me nos olhos foi incluída no LP Sucessos de ouro - VOL. 8 da Polyfar/Philips.

Em 1976, lançou pela Polydor o LP Celso Ricardi, no qual interpretou as canções Viva (Vive), de S. Denis, R. Hernández e G. Freitas, e Recordações de um amor (Je ne sais pas ton nom), de M. Delancray e M. Simille, ambas em versões de Leonardo; Outra vez, de Mesure e Richard, com versão do ainda não famoso escritor Paulo Coelho; Eu preciso, de Lui e Freitas; Volta (Amore sbagliato), de A. Toscani, A. Sotgiu, F. Gatti e C. Minellono, e versão de Fernando Adour; Eu preciso de você, de sua autoria, Sandro Tavares e Edi Silva; Um dia de arco-íris (Um giorno di arcobaleno), de Masini, Pintucci e Di Bari, e versão de Kátia Maria; Posso lhe mostrar meu mundo, de Paulinho Camargo e Maxiliano; Você é o som da minha canção, de Rony Carlos e Paulinho Camargo; Eu e a noite, de Isolda e Milton Carlos; Sem você, de sua autoria e Rony Carlos, e Quero ter você toda uma existência, de Dora Lopes, Gilson Harmonia e Sérgio Lopes. Nesse ano, seu sucesso Porque te amo foi incluído na coletânea Os galãs do programa Silvio Santos.

Em 1978, gravou Quero te amar agora, que fez parte do LP Sucesso fantástico, da gravadora Continental.

Em 1992, lançou pela gravadora Hermisom o LP Celso Ricardi, com as músicas O amor e a fantasia, de Eunice Barbosa e D'Carlos; Brasil fauna e flora, de Edinho da Mata e Vera Lima; Reprise, de Carlos Randall, Di Marco e Luis Berto; Saudade de Ituiutaba, de Hermínio Conterrâneo; Te amo eternamente, de Dino Rossi; Doente de amor, de Wilian e Taguai; Igualdade dos sexos, de sua autoria e Edinho da Mata; Volta, com Ernane Claudino e Ilda; Gotas de saudade, de Joel Marques, e seu grande sucesso Porque te amo.

Na década de 1990, abandonou a carreira artística e passou a residir na cidade de São Paulo, tornando-se proprietártio de uma loja de telefonia celular. Por volta de 2005, participou do programa do Ratinho.

 Obras

Eu preciso de você - com Sandro Tavares e Edi Silva; Igualdade dos sexos - com Edinho da Mata; Sem você - com Rony Carlos; Volta - com Ernane Claudino e Ilda

Discografia 

(1992) Celso Ricardi - Hermisom - LP
(1978) Sucesso fantástico - Participação - Continental - LP
(1976) Celso Ricardi - Polydor - LP
(1976) Os galãs do programa Silvio Santos - Participação - Independente - LP
(1975) Sucessos de ouro - VOL. 8 - Participação - Polyfar/Philips - LP
(1974) Trilha sonora da novela Os Inocentes - Participação - Mercury/Philips - LP
(1974) Músicas na passarela - Participação - Polyfar/Philips - LP
(1973) Te amo eternamente/Cadê Karina - Sinter - Compacto simples
(1973) Trilha sonora da novela Mulheres de areia - Participação - Sinter/Philips - LP

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Por Onde Canta? - Celso Ricardi. 
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domingo, 4 de setembro de 2011

Chico Santana

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Chico Santana (Francisco Felisberto Santana), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22/9/1911, e faleceu na mesma cidade, em 26/3/1988. Residiu em Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio de Janeiro considerado um celeiro de sambistas. Foi levado por Alvaiade para a Ala de Compositores da Portela.

Em 1970, Paulinho da Viola produziu para a gravadora RGE o LP "Portela, passado de glória". Neste primeiro disco da Velha-Guarda da Portela participou cantando da música Vida fidalga, em parceria com Alvaiade. No ano seguinte, Paulinho da Viola gravou Passado de glória (c/ Monarco).

No ano de 1976, Eliana Pittman interpretou De Paulo da Portela a Paulinho da Viola, uma composição de sua autoria em parceria com Monarco. Neste mesmo ano, Cristina Buarque em seu disco Prato e faca, gravou outra composição de sua autoria. No ano seguinte, Beth Carvalho despontou com um dos maiores sucessos de sua carreira Saco de feijão, gravada em seu LP "Botequins da vida".

Em 1978, no LP "Arrebém", pela Continental Discos, Cristina Buarque interpretou Muito embora abandonado (c/ Mijinha). A faixa ainda contou com a participação especial da Velha-Guarda da Portela, da qual o compositor fazia parte. Neste mesmo ano no LP "De pé no chão", Beth Carvalho incluiu Lenço, parceria com Monarco. Ainda neste ano, Vania Carvalho interpretou sua composição Pranto.

No ano de 1986, o produtor japonês Katsounuri Tanaka lançou para o mercado japonês o disco "Doce Recordação - Velha-Guarda da Portela". O LP, lançado pelo selo Office Sambinha, trazendo a formação original da Velha Guarda da Portela que incluía Chatim, Manacéia, Alberto Lonato e Chico Santana, além do cavaquinho de Osmar do Cavaco.

Em 1990, foi gravado para o mercado japonês o disco "Resgate", de Cristina Buarque. Neste CD, foi incluída Adeus, eu vou partir (c/ Mijinha), que teve a Velha Guarda da Portela como participação especial nesta faixa. Mais tarde, em 1994, a gravadora Saci relançou o disco para o mercado brasileiro.

No ano de 1999, Tanaka produziu também para o mercado japonês o disco "Velhas companheiras". Neste CD, reunindo as velhas guardas da Portela e Mangueira, incluiu de sua autoria Vaidade de um sambista.

No ano 2000, a cantora e compositora Marisa Monte, filha do ex-diretor da Portela Carlos Monte, produziu pelo Selo Phonomotor o CD "Tudo azul", da Velha-Guarda da Portela. Neste disco, foram regravadas Noite em que tudo esconde, por Paulinho da Viola, e Lenço, em parceria com Monarco, gravada por Zeca Pagodinho e Velha Guarda da Portela.

Em 2001 foi lançado o livro "A Velha Guarda da Portela" (Ed. Manati) de autoria Carlos Monte e João Batista Vargens, no qual os autores fazem várias referências ao compositor, um dos fundadores da Velha Guarda da Portela.

Em 2002, pelo selo Phonomotor de Marisa Monte, Argemiro da Portela lançou o CD "Argemiro Patrocínio". Neste disco foi incluída uma parceria de Chico Santana com Argemiro Patrocínio Dizem que o amor.

Em 2004 Monarco e a Velha-Guarda da Portela, juntamente com Beth Carvalho, interpretaram Saco de feijão no DVD "Beth Carvalho - a madrinha do samba".

Obra

Adeus, eu vou partir (c/ Mijinha), De Paulo da Portela a Paulinho da Viola (c/ Monarco), Dizem que o amor (c/ Argemiro Patrocínio), Existe um traidor entre nós, Hino da Velha Guarda da Portela, Lenço (c/ Monarco), Minha querida (c/ Manacéia), Muito embora abandonado (c/ Mijinha), Noite em que tudo esconde (c/ Alvaiade), Passado de glória (c/ Monarco), Pranto, Saco de feijão, Vaidade de um sambista, Vida fidalga (c/ Alvaiade).

Fontes: Portela Web; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Marcelo Nova

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Marcelo Nova (Marcelo Drummond Nova), cantor e compositor, nasceu em Salvador, Bahia, em 16/8/1951. Foi vocalista da banda baiana Camisa de Vênus, desde o início dos anos 1980 até o seu primeiro final em 1987.

Em 1988 iniciou sua carreira solo tendo gravado, no ano seguinte, um LP ao lado de Raul Seixas, intitulado A Panela do Diabo. Em 1995, reuniu-se com o Camisa de Vênus e lançou mais dois álbuns, sendo um ao vivo e outro de estúdio. Em 1998 retomou a sua carreira solo.

Reúne-se esporadicamente com o Camisa de Vênus e seu último trabalho de estúdio é o álbum O Galope do Tempo de 2005. É conhecido, principalmente, pelas músicas Beth morreu, Eu não matei Joana D'Arc, Simca Chambord e Só o fim, com o Camisa de Vênus, e Pastor João e a igreja invisível e Carpinteiro do Universo, com Raul Seixas.

Na infância era muito tímido e concentrava todas as suas horas livres em ouvir música. Ficava tardes e tardes inteiras apenas ouvindo música e prestando atenção aos detalhes, aos instrumentos e ao modo pelo qual eles eram tocados nos vários discos. Foi nessa época que teve o primeiro contato com o rock and roll, quando pediu que seu pai lhe comprasse um disco de Little Richard, chamado Here's Little Richard. Aos 14 anos viu Raulzito e os Panteras tocarem ao vivo, o que o fez perceber que era possível tocar o estilo de música que ele gostava aqui no Brasil.

Na adolescência e início da fase adulta trabalhou com seu pai, que tinha uma clínica de fisioterapia, fazendo pedigrafia. Trabalhou também vendendo seguros antes de montar uma loja de discos chamada Néctar, em meados dos anos 70. Com a loja de discos, Marcelo conseguiu um emprego em uma rádio de Salvador, a Aratu FM, passando a ser responsável por um programa, chamado Rock Special, e pela programação da rádio.

Com o programa de rádio, Marcelo Nova tornou-se conhecido fora da Bahia por pessoas no Rio e em São Paulo, ligadas a gravadoras, que lhe chamavam para dar opinião sobre vários discos que eles recebiam das matrizes e não tinham a menor idéia do que se tratava e de como comercializar aquilo.

No início dos anos 80, Marcelo Nova vendeu o ponto da loja e, com o dinheiro, fez uma viagem para Nova Iorque onde tomou contato com o movimento punk. Percebeu que, com o conhecimento musical que ele tinha adquirido - aliado à filosofia punk do "faça você mesmo", poderia montar uma banda e fazer música mesmo sem grandes virtuosismos.

Quando voltou de Nova Iorque, Marcelo chamou um amigo que tinha conhecido na TV Aratu, Robério Santana, para formar uma banda que tocasse rock and roll e punk rock. A banda foi formada ainda em 1980 e, após o lançamento de um compacto, ficaram famosos na Bahia o que lhes abriu as portas para gravarem um álbum.

A banda duraria sete anos e lançaria, nesse primeiro período, quatro álbuns de estúdio e um ao vivo, ficando conhecida no Brasil inteiro e chegando a vender mais de 300 mil cópias do disco Correndo o Risco.

O Camisa de Vênus voltaria a se reunir em 1995, lançando mais dois álbuns, sendo um ao vivo e outro de estúdio. Após novo fim da banda em 1997, a banda se reuniria esporadicamente nos próximos anos. Atualmente encontra-se em atividade com Eduardo Scott (ex-Gonorréia) substituindo Marcelo Nova nos vocais.

Após o último álbum da primeira formação do Camisa de Vênus, Marcelo Nova juntou músicos para formar uma banda de apoio para a sua carreira solo. A primeira formação da banda Envergadura Moral conta com Gustavo Mullem nas guitarras, João Chaves (o Johnny Boy) nos teclados, Carlos Alberto Calasans no baixo, e o veterano Franklin Paolilo na bateria. Após ensaios e apresentações, gravaram o primeiro disco, Marcelo Nova e a Envergadura Moral, lançado em 1988.

Em 1984, durante um show do Camisa de Vênus no Circo Voador, o grupo foi avisado que Raul Seixas viria para assisti-los e queria conhecê-los. O que acabou acontecendo foi uma festa com o Camisa de Vênus, mais Raul Seixas, tocando covers de clássicos do rock para quem compareceu ao show.

A partir daí, Marcelo Nova e Raul Seixas tornaram-se grandes amigos. Em 1989 decidem gravar um disco juntos e saem em turnê, realizando 50 shows. Mais tarde naquele ano seria lançado o segundo álbum da carreira solo de Marcelo Nova, A Panela do Diabo, que viria a ser o último álbum de Raul Seixas, lançado dois dias antes da sua morte. Depois deste disco, Marcelo Nova foi tido por muitos como o sucessor de Raul Seixas, título do qual ele nunca gostou e o qual sempre contestou.

No início dos anos 90, Marcelo Nova estava em turnê quando o presidente Fernando Collor confiscou as cadernetas de poupança de todo mundo e, portanto, os shows que ele tinha marcado foram cancelados. Ele resolveu, então, pegar um violão e sair com mais um músico, sem nenhum instrumento elétrico, fazendo uma turnê acústica, o que trouxe a ideia de fazer um álbum inteiro com essa sonoridade.

Em 1991, saía o disco Blackout, primeiro disco integralmente acústico da história do rock nacional, que marca a entrada de André Christovam, substituindo Gustavo Mullem, nos violões da banda Envergadura Moral.

No próximo álbum, em 1994, Marcelo Nova pegou a sonoridade acústica e inverteu-a completamente, produzindo um disco com muita guitarra e bem pesado. O álbum recebeu o nome de A Sessão sem Fim e traz o guitarrista veterano Luis Sérgio Carlini, que ganhou fama como guitarrista da banda de Rita Lee nos anos 70, o Tutti Frutti.

Após a volta do Camisa de Vênus, em 1998, Marcelo Nova tem uma ideia de gravar um disco só com releituras de músicas de sua carreira, experimentando novos arranjos. A ideia surgiu quando ele viu uma ultra-sonografia de um feto e ocorreu-lhe que ele pulsava num ritmo exato, não tinha futuro, nem passado, era um ponto de luz. Assim, gravou o disco Eu Vi o Futuro, Baby. Ele É Passado com apenas um músico (o multi-instrumentista Johnny Boy) que, com a exceção do próprio Marcelo Nova em uma das faixas, tocou todos os instrumentos. Este é o último álbum de Marcelo a sair por uma grande gravadora, a extinta Abril Music.

No ano seguinte, Marcelo Nova lança dois álbuns ao vivo a partir de dois shows selecionados por um fã, Luís Augusto Conde. São eles o Grampeado em Público - Volume I e Grampeado em Público - Volume II que saíram pelo selo independente Baratos Afins e foram distribuídos apenas nos shows que Marcelo Nova realizou pelo país, tendo vendido cerca de 6 mil cópias.

Em 2001, sairia a caixa tripla Tijolo na Vidraça, na qual o artista faz um apanhado da sua carreira contando com músicas antigas remasterizadas, releituras e inéditas. Depois de um tempo excursionando pelo país, Marcelo Nova solta, em 2003, uma coletânea com grandes sucessos de sua carreira, tanto solo como com o Camisa de Vênus, chamada Em Ponto de Bala.

No ano de 2005, após 13 anos compondo e criando o conceito, sai seu último álbum de inéditas, O Galope do Tempo. O álbum possui características existencialistas, indo do nascimento à morte.

Atualmente, Marcelo Nova excursiona com sua banda de apoio fazendo shows pelo país afora.

Fonte: Wikipedia.
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Cláudio Roberto

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Cláudio Roberto (Cláudio Roberto Andrade de Azevedo), compositor, nasceu em Vassouras, RJ, e foi um dos principais parceiros de Raul Seixas.

As primeiras composições dos dois ocorreram em 1977 no disco "O dia em que a terra parou", de Raul Seixas, para o qual compuseram as músicas Tapanacara, No fundo do quintal da escola, Eu quero mesmo, Sapato 36, Você e outras, entre as quais, os sucessos O dia em que a Terra parou e Maluco beleza.

Um de seus maiores sucesso com o roqueiro baiano foi o Rock das aranhas, de 1987, proibido pela censura federal e liberada mediante a intervenção do escritor e crítico musical R. C. Albin.

Em 1988 fez sucesso com Cowboy fora da lei, música do último disco de Raul Seixas, que trazia ainda da parceria dos dois as músicas Gente, Cantar, Quando acabar, o maluco sou eu e Loba, as duas últimas com a participação de Lena Coutinho.

Nos últimos anos do século vinte, afastou-se praticamente da vida artística, passando a viver em um sítio em Miguel Pereira.

Obras

Abre - te sésamo (c/ Raul Seixas), Aluga-se (c/ Raul Seixas), Angela (c/ Raul Seixas), Baby (c/ Raul Seixas), Beira do pantanal (c/ Raul Seixas), Cantar (c/ Raul Seixas), Cowboy fora da lei (c/ Raul Seixas), De cabeça pra baixo (c/ Raul Seixas), Eh meu pai (c/ Raul Seixas), Eu quero mesmo (c/ Raul Seixas), Gente (c/ Raul Seixas), Loba (c/ Raul Seixas e Lena Coutinho), Maluco beleza (c/ Raul Seixas), Negócio é (c/ Eduardo Brasil), No fundo do quintal da escola (c/ Raul Seixas), O dia em que a terra parou (c/ Raul Seixas), Paranóia II (c/ Raul Seixas e Lena Coutinho), Quando acabar o maluco sou eu (c/ Raul Seixas e Lena Coutinho), Que luz é essa? (c/ Raul Seixas), Rock das "aranha" (c/ Raul Seixas), Sapato 36 (c/ Raul Seixas), Sim (c/ Raul Seixas), Só pra variar (c/ Raul Seixas), Tapanacara (c/ Raul Seixas) e Você (c/ Raul Seixas).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Carlos Colla

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Carlos Colla (carlos carvalho colla), instrumentista, compositor e produtor musical, nasceu em Niterói, RJ, em 5/8/1944. Filho de imigrante italiano, vive hoje na capital fluminense.

Desde muito jovem, interessou-se por música. Aos 14 anos mudou-se com a família para Teresóolis, região serrana do Rio, onde conheceu e fez amizade com o violonista Alfredo Pessegueiro do Amaral. Teve dois filhos no primeiro casamento, Carlos Colla Júnior e Daniela, e, do relacionamento de dois anos e meio com a Miss Brasil Marisa Fully Coelho, uma filha, Laura.

Durante anos, Carlos Colla custeou os estudos se apresentando nas noites do Rio, até ser convidado por MaurÍcio Duboc para participar do conjunto musical O Grupo.

Foi numa apresentação do conjunto O Grupo no Canecão que Carlos Colla e Roberto Carlos se conheceram. Acompanhado de Maurício Duboc, Colla foi pedir ao Rei uma música e, prontamente, Roberto Carlos respondeu: "tudo bem, desde que vocês façam uma pra mim".

Carlos Colla se entregou ao desafio de corpo e alma e compôs com Maurício as músicas A namorada e Negra, que Roberto Carlos gravou em 1971. Nascia o compositor e a parceria de grandes sucessos, Colla e Duboc. Desde então, Carlos Colla figura entre os compositores preferidos do Rei, com mais de 40 sucessos gravados por ele.

Em 1977, Roberto Carlos explodia nas rádios com mais uma composição de Carlos Colla, o eterno sucesso Falando sério. A repercussão foi tamanha que, tempos depois, Falando sério seria gravada por inúmeros artistas, em vários idiomas.

Em 1974, Carlos Colla graduou-se bacharel em Direito. Durante dez anos, exerceu brilhantemente a carreira de advogado, mas não abandonou o amor pela música e tampouco a inquietação de compor as canções encomendadas pelo mais importante intérprete brasileiro, Roberto Carlos.

No ano de 1980, Carlos Colla trabalhava na OAB do Rio de Janeiro e presenciou a explosão da famosa carta bomba, episódio que marcou a história política do Brasil e também assinalou o fim de sua carreira advocatícia. Colla passou a dedicar-se inteiramente à sua arte, e presenteou o público com uma enorme quantidade de composições que, na voz de grandes intérpretes da MPB, se transformaram na trilha sonora da vida de milhares de brasileiros.

Carlos Colla emplacou vários sucessos e produziu muitos artistas, dentre os quais, o cantor mexicano Luis Miguel, e a turnê Brasil do grupo musical Menudo, fenômeno porto-riquenho.

Como intérprete, gravou suas composições em dois trabalhos: um LP, pela gravadora Som Livre, e um CD, pela Transcontinental. Em 2009 lançou seu primeiro DVD "50 Anos de Música", pela Diamond, onde comemora seus 50 anos de carreira e seus grandes sucessos.

Até hoje, intérpretes, grupos musicais, bandas e inúmeras duplas sertanejas, gravam canções de Carlos Colla.

A partir de então, Carlos Colla compôs várias músicas gravadas por artistas. Também atuou com produtor, já tendo produzido o Menudo no Brasil, assim como Luis Miguel.

Algumas obras

Falando sério
(parceria com Maurício Duboc), Roberto Carlos; Pra te dar Felicidade (parceria Kely Reinttz) - Alcione; Dança do Côco, Xuxa; Hoje a noite não tem luar, Legião Urbana; ; Daqui prá frente (parceria com Maurício Duboc), Vanusa; Cortinas (parceria com Fred Falcão), Vanusa; Eu quero mais (parceria com Lilian Knapp), Sandy e Júnior; Pra que mentir (parceria com Marcos Valle), Erasmo Carlos; Mel na minha boca (parceria com Nenéo), Grupo Desejos; Meu disfarce (parceria com Carlos Roque), Fafá de Belém; Anoiteceu (parceria com Mauro Motta), Fafá do Belém; Sinto muito (parceria com Chico Roque), Wanderléia; Tô deixando você (parceria com Chico Roque), Chitãozinho e Xororó; Na hora do adeus (parceria com Chico Roque e Matogrosso), Matogrosso e Mathias; Orgulho não leva a nada (parceria com Michael Sullivan), The Fevers; Doces algemas (parceria com Nenéo), Wanderley Cardoso; Avenida paulista (parceria com Gilson), Wanderley Cardoso; Eu quero ter felicidade (parceria com Peninha), José Daniel Camillo; Um gato que vai (versão de "Un gatto nel blu"), José Daniel Camillo; Sotaque do Interior (parceria Kely Reinttz)- Alex e Gabriel.

Fonte: Wikipedia.
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domingo, 7 de agosto de 2011

Maurício Tapajós

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Maurício Tapajós (Maurício Tapajós Gomes), compositor, instrumentista, cantor e produtor musical, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/12/1943, e faleceu na mesma cidade, em 21/04/1995. Nascido em uma família carioca com forte ligação musical (o pai, Paulo Tapajós, era radialista, compositor e cantor e foi, com os irmãos, responsável pela estréia musical do poeta Vinícius de Moraes na parceria Loura ou morena, de 1928; o irmão Paulinho também é músico), começou a compor na década de 60.

Sua primeira composição gravada foi Carro de boi (com Cacaso), pelo conjunto Os Cariocas.

Em 1966, assinou a direção musical e a trilha sonora, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho e Antonio Carlos Brito (Cacaso), da ópera popular João Amor e Maria, de autoria de Hermínio Bello de Carvalho. O musical foi encenado no Teatro Jovem (RJ), por um elenco formado por Betty Faria, Fernando Lébeis, José Wilker, José Damasceno, Cécil Thiré e os integrantes do grupo vocal MPB-4, com direção de Kleber Santos e Nélson Xavier e cenários de Marcos Flaksman. A trilha sonora do espetáculo, de sua parceria com Hermínio Bello de Carvalho, foi lançada em disco.

Em 1967, Mudando de conversa (com Hermínio Bello de Carvalho) obteve sucesso na interpretação de Dóris Monteiro.

Teve diversas músicas gravadas na década de 1970, incluindo o clássico anticensura Pesadelo, com Paulo César Pinheiro ("você corta um verso/ eu escrevo outro/ você me prende vivo/ eu escapo morto") e o hino da anistia To voltando. Criou sua própria gravadora, Saci (Sociedade de Artistas e Compositores Independentes). Pela Saci lançou Olha aí e o LP duplo Aldir Blanc & Maurício Tapajós.

Foi fundador da Amar (Associação dos Músicos, Arranjadores e Regentes) e presidente da entidade.

No ano de sua morte, foi realizado, no Teatro João Caetano (RJ), o show tributo "Amigos lembram Maurício Tapajós", com a participação de Paulinho Tapajós, Mu Carvalho, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Carlinhos Vergueiro, João Nogueira, Sérgio Ricardo, Cristina Buarque, Miúcha, Os Cariocas, O Trio, Cristóvão Bastos, Zezé Gonzaga, Célia Vaz, Alaíde Costa, Moacyr Luz, Marco Sacramento, Paulo Malaguti, Elza Maria e Amélia Rabelo, entre outros.

Maurício Tapajós faleceu aos 51 anos, em 21 de abril de 1995.

Fontes: CliqueMusic; Memorial da Fama.
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Renato Barros

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Renato Barros (Renato Cosme Vieira de Barros), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/09/1943. Em 1959 criou o grupo Renato e seus Blue Caps, que passou a se apresentar em bailes pela cidade.

Em 1966 teve a música Devo tudo a você gravada pelo cantor Jerry Adriani. O mesmo cantor gravou ainda Não me perguntem por ela, Triste amor, Uma vida inteira e Você quis zombar de mim, parceria com Ed Wilson, entre outras. 

Ainda em 1966, a cantora Wanderléia gravou Tudo morreu quando perdi você. No mesmo ano, foi de sua autoria um dos maiores sucessos do conjunto Renato e Seus Blue Caps, A primeira lágrima.

Em 1979, teve a música Eu não sabia que você existia com Tony gravada pela dupla Jane e Herondy.

Ao longo da carreira assinou parcerias com o irmão Paulo César Barros, Rossini Pinto, Lílian knapp e Ed Wilson, entre outros. Dois de seus maiores sucessos foram Menina linda e Feche os olhos, versões para as músicas I should have know better e All my loving, do conjunto inglês The Beatles, gravadas por Renato e Seus Blue Caps. Outro grande sucesso de sua carreira como compositor foi Devolva-me, parceria com Lilian Knapp e gravada inicialmente por Leno e Lilian e que no final dos anos 1990 ganhou um versão também de sucesso com a cantora Adriana Calcanhoto.

Em 1995 partcipou com seu conjunto das comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda com apresentações em diversas casas de shows.

Com mais de 50 músicas gravadas, teve composições registradas por Wanderley Cardoso, The Fevers, Roberto CarlosErasmo Carlos e Leno e Lílian. Em contínua atuação como instrumentista e compositor, voltou a participar, em 2005, das comemorações dos 40 anos da Jovem Guarda, incluindo gravação de DVD comemorativo.

Obras

A garota que eu gosto, A pobreza, A saudade que ficou (c/ Ed Wilson),  Amor sem fim (c/ Alessandro),  Anjo rebelde (c/ Nanni e Cid Chaves),  Aprenda a me conquistar (c/ Lilian Knapp e Carlinhos),  Batom vermelho (c/ Nanni e Gelson Morais),  Blue caps twist,  Bonequinha,  Com você no coração (c/ Nanni),  Como há dez anos atrás,  Coração faminto (c/ Gileno),  Devo tudo a você,  Devolva-me (c/ Lilian Knapp),  Esta noite não sonhei com você,  Eu não aceito o teu adeus (c/ Mauro Motta),  Eu não sabia que você existia (c/ Tony),  Eu te amei demais,  Eu te amo,  Eu te quero, eu te adoro (c/ Rossini Pinto),  Feche os olhos (c/ Lennon e MacCartney),  Gamadinho por você,  Guerrilheiro do amor (c/ Nanni e Hugo Belardi),  Lar doce lar (c/ Carlinhos), Memórias (c/ Nanni), Menina feia,  Menina linda (c/ Lennon e MacCartney),  Meu amigo do peito,  Monaliza da tv (c/ Nanni),  Não foi o que eu fiz (c/ Pedrinho),  Não maltrate um coração,  Não me perguntem por ela,  Não vá embora sem me dizer,  Nos braços, nos olhos e no coração (c/ Nanni),  Nós dois,  O brinquedo se quebrou,  O feio (c/ Getúlio Côrtes),  O pica-pau (c/ Lilian Knapp),  Os costeletas (c/ Getúlio Côrtes e Carlinhos),  Pode me procurar (c/ Nanni),  Pra sempre (c/ Nanni),  Preciso ser feliz (c/ Paulinho e Lilian Knapp),  Primeira lágrima,  Querida Gina,  Se você soubesse (c/ Rossini Pinto),  Sem Suzana,  Sem você,  Sexo frágil (c/ Nanni),  Sim, sou feliz (c/ Paulo César Barros),  Só por causa de você (c/ Gileno),  Sou amor pra te entregar (c/ Massom),  Sou louco por ela (c/ Ed Wilson),  Suco de laranja (c/ Ernani Cardoso e Pantera),  Summer comes again, Triste amor,  Tudo morreu quando perdi você,  Um é pouco, dois é bom, três é demais,  Vamos fundo (c/ Nanni),  Vera Lúcia (c/ Paulinho),  Você deixou saudades (c/ Mauro Motta),  Você é um pedaço de mim,  Você não serve pra mim,  Você quis zombar de mim (c/ Ed Wilson),  Vou ao teu encontro (c/ Ernani Cardoso).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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Waly Salomão

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Waly Salomão (Waly Dias Salomão), poeta, ensaísta e letrista, nasceu em Jequié, BA, em 03/09/1943, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 05/05/2003. Filho de pai sírio e mãe baiana, viveu sua infância na cidade natal, mudando-se, na adolescência, para Salvador (BA) para cursar o 2º grau. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia, embora nunca tenha exercido a profissão.

Nos anos 1960, aproximou-se de artistas que se identificaram com o movimento tropicalista, como Torquato Neto, Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso ,Gilberto Gi e Jards Macalé. No entanto, Salomão nunca se identificou como integrante do movimento estético tropicalista.

Poeta e letrista — além de produtor cultural e diretor artístico —, é co-autor de músicas como Mel e Talismã, ambas com Caetano e que viraram título dos discos de Maria Bethânia de 1979 (ultrapassando a marca de 1 milhão de cópias) e 1980, Anjo exterminador (com Macalé, também título do disco de Bethânia de 72), Mal Secreto (com Macalé), Assaltaram a gramática (com Lulu Santos, grande sucesso dos Paralamas), Balada de um vagabundo (com Roberto Frejat, gravada por Cazuza), Pista de dança (com Adriana Calcanhotto, gravada pela própria em Marítimo) e Vapor barato (com Jards Macalé), composta em 1968 e gravada por Gal Costa no disco Fa-tal em 1972, que voltou a fazer sucesso em 1995 na trilha sonora do filme Terra Estrangeira.

Ainda na década de 70 desenvolveu a Morbeza (morbidez + beleza) romântica, linha pela qual Jards Macalé lançou o disco Aprender a nadar. O espetáculo Fa-tal, marco na carreira de Gal, foi dirigido por Waly.

Lançou seu primeiro livro do poemas em 1971, Me Segura que Eu Vou Dar um Troço, com textos escritos durante uma temporada passada na prisão, paginados e diagramados pelo artista plástico Hélio Oiticica, amigo de toda a vida e de quem escreveu a biografia, Qual é o Parangolé

No ano seguinte participou da organização e edição de Os Últimos Dias de Paupéria, coletânea de artigos do poeta e amigo Torquato Neto, morto em 1972.

Junto com Torquato fez a revista Navilouca, que só teve um número mas fez história. Nessa época, passou a assinar como Wally Sailormoon, pseudônimo que logo abandonou. Outros de seus livros foram Gigolô de bibelôs, Surrupiador de souvenirs, Algaravias, Lábia e Tarifa de embarque, lançado em 2000.

Obras

A cabeleira de Berenice (c/ Moraes Moreira), A fábrica do poema (c/ Adriana Calcanhoto), A voz de uma pessoa vitoriosa (c/ Caetano Veloso), Alteza (c/ Caetano Veloso), Anjo exterminado (c/ Jards Macalé), Assaltaram a gramática (c/ Lulu Santos), Assim sem mais (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Balada de um vagabundo (c/ Roberto Frejat), Berceuse crioulle,Campeão olímpico de Jesus (c/ Caetano Veloso), Da gema (c/ Caetano Veloso), Dandara, a flor do gravatá (c/ Gilberto Gil), Domingos Jorge Velho em Pernambuco (c/ Gilberto Gil), Dona do castelo (c/ Jards Macalé), Ganga zumba, o poder da bugiganga (c/ Gilberto Gil), Grafitti (c/ Caetano Veloso e Antônio Cícero), Holofotes (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Ladrão de fogo (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Lenda de São João (c/ Moraes Moreira), Luz do sol (c/ Carlos Pinto), Maio, maio, maio (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Mal secreto (c/ Jards Macalé), Mel (c/ Caetano Veloso), Memória da pele (c/ João Bosco), Misteriosamente (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Musa cabocla (c/ Gilberto Gil), Negra melodia (c/ Jards Macalé), O cometa (c/ Gilberto Gil), O dono do pedaço (c/ Caetano Veloso e Antônio Cícero), O faquir da dor (c/ Jards Macalé), O revólver do meu sonho (c/ Gilberto Gil e Roberto Frejat), O senhor dos sábados (c/ Jards Macalé), Odalisca em flor (c/ Moraes Moreira), Olho de lince (c/ Waly Salomão), Olho-d'água (c/ Caetano Veloso), Paranóia (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Pista de dança (c/ Adriana Calcanhoto), Pontos de luz (c/ Jards Macalé), Quilombo (c/ Gilberto Gil), Remix século vinte (c/ Adriana Calcanhoto), Revendo amigos (c/ Jards Macalé), Rua Real Grandeza (c/ Jards Macalé), Sábios costumam mentir (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Saída de emergência (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Senhor dos sábados (c/ Waly Salomão), Talismã (c/ Caetano Veloso), Trem-bala (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Vapor barato (c/ Jards Macalé), Zé Pilantra (c/ Itamar Assunção), Zona de fronteira (c/ João Bosco e Antônio Cícero), Zumbi, a felicidade guerreira (c/ Gilberto Gil).

Fontes: Wikipédia; CliqueMusic.
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Luiz Galvão

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Luiz Galvão (Luís Dias Galvão), compositor e escritor, nasceu em Juazeiro, BA, em 1937. Mudou-se para Salvador, onde conheceu Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor, com os quais criou o conjunto Os Novos Baianos em 1968.

Conhecia João Gilberto desde a adolescência em Juazeiro, o que permitiu que, quando os Novos Baianos fossem para o Rio de Janeiro após realizarem É Ferro na Boneca (1970) em São Paulo, ele contatasse o pai da bossa nova e este influenciasse todo o grupo, culminando no álbum mais aclamado deles, Acabou Chorare (1972).

Sua trajetória na música popular brasileira é extensa. Em 1968, Galvão participou do V Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record (SP), com a canção De Vera (em parceria com Moraes Moreira), interpretada pelo grupo Novos Baianos.

Nos anos 70, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a viver comunitariamente com todos os músicos do grupo, em um sítio localizado em Vargem Grande, onde gravaram Acabou chorare, comunicando-se constantemente com Gilberto.

Escreveu a maioria das canções gravadas pelo conjunto, musicadas por Moraes Moreira, entre elas Acabou chorare, Preta pretinha e Mistério do planeta. O grupo se desfez em 1978, voltando a se reunir no final do século passado, para a gravação do CD ao vivo Infinito Circular.

Publicou, em 1997, o livro Anos 70: Novos e Baianos, lançado pela Editora 34 (SP), relatando a trajetória do grupo.

Hoje em dia mora em Salvador e tem dois cd's de poesias inéditas, lançados de forma independente.

Obras

A menina dança (c/ Moraes Moreira), Acabou chorare (c/ Moraes Moreira), Besta é tu (c/ Moraes Moreira e Pepeu Gomes), Casca de banana que eu pisei (c/ Moraes Moreira), Colégio de Aplicação (c/ Moraes Moreira), De Vera (c/ Moraes Moreira), É ferro na boneca (c/ Moraes Moreira), Felicidade no ar (c/ Moraes Moreira), Mistério do planeta (c/ Moraes Moreira), Preta pretinha (c/ Moraes Moreira), Só se não for brasileiro nessa hora (c/ Moraes Moreira), Sorrir e cantar como Bahia (c/ Moraes Moreira), Swing de Campo Grande (c/ Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor), Tinindo trincando (c/ Moraes Moreira), Um bilhete para Didi (c/ Moraes Moreira)

Fonte: Wikipedia.
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sábado, 30 de julho de 2011

Armando Fernandes

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Armando Fernandes, o Mamão (Armando Fernandes Aguiar), cantor e compositor, nasceu em 24/8/1938, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Apaixonou-se por samba desde sua infância, quando aos 11 anos desfilou no carnaval pelas ruas de sua cidade, no bloco da escola onde estudava.

Participou do II Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora, no final dos anos 1960, com sua canção Adeus diferente, interpretada por Ellen de Lima, e obteve sucesso, como compositor, com a música Tristeza pé no chão, gravada por Clara Nunes, em 1976.

Lançou o CD Mamão com açúcar, contendo suas composições , O beco não perde o tom, Botei seu nome na bandeira, Amor nem pensar e Ao amigo Toninho, todas com Carioca, Sete costados (c/ Marcinho Itaboray), Falou e disse, Samba do aniversário, Endereço, De sapato branco, Decisão, Cordão de metal, Paulinho tanto do tanto, Vila Furtado e Tristeza pé no chão.

Sua primeira composição foi Água deu, água levou contando desavenças de carnaval. Ao longo de sua carreira compôs cerca de 200 sambas. Sua composição mais famosa foi Tristeza pé no chão gravada por Clara Nunes com enorme sucesso.

Fontes: Paixão e Romance; Dicionário Cravo Albin da MPB.

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