sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Índios Tabajaras

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Índios Tabajaras - Dupla formada pelos irmãos Antenor Moreira Lima (Tianguá CE) e Natalício Moreira Lima (Crato CE 1918—). Índios da tribo Tabajara, Muçaperê e Erundi (Terceiro e Quarto, em língua tupi) saíram de sua terra com a família em 1933, a pé, rumo do Rio de Janeiro RJ. Nos três anos de caminhada em que atravessaram o país, entraram em contato com violeiros e cantadores.

No Rio de Janeiro, por iniciativa do tenente Hildebrando Moreira Lima, registraram-se como cariocas: Muçaperê tornou-se Antenor e Erundi, Natalício. Por volta de 1945, cantaram pela primeira vez na Rádio Cruzeiro do Sul, do Rio de Janeiro, com o nome de Índios Tabajaras, assinando contrato com a emissora.

Doze anos depois excursionaram pela Argentina, Venezuela e México, onde estudaram música. Natalício compôs então uma série de músicas eruditas para violão.

Seguiram para os EUA, onde durante três anos se apresentaram em shows com repertório variado: de smoking, executavam obras eruditas, sobretudo Villa-Lobos; e com trajes indígenas, sambas e motivos folclóricos.

Voltaram ao Brasil em 1960, interrompendo a carreira por três anos, quando excursionaram novamente pelos EUA. Em meados da década de 1960 exibiram-se no Japão, Europa, China e outros países da Ásia, voltando ao Brasil em 1968, ano em que gravaram um disco com músicas havaianas.

Instalados em Nova York, EUA, lançaram em 1969-1970 um LP de músicas japonesas, onde se destaca Sakura-Sakura.

Gravaram 48 discos LP, que venderam milhões de cópias. O maior sucesso da dupla foi o fox Maria Helena, incluído em LP que vendeu um milhão e meio de exemplares.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998
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Toninho Horta

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Toninho Horta
Toninho Horta (Antônio Maurício Horta de Melo), instrumentista e cantor, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 2/12/1948. Sua primeira gravação foi no disco Clube da Esquina, tocando guitarra na faixa Trem azul.

Em 1970, fez parte como músico do espetáculo Tom & Elis, no Teatro Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1973, gravou o disco Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, pela EMI. Nas décadas de 1970 e 1980, participou dos discos de Milton Nascimento, Maria Bethânia, Dori Caymmi, Nana Caymmi, Gal Costa, Joyce, Edu Lobo, entre outros.

Lançou seu primeiro LP solo em 1980, Terra dos pássaros (gravação independente), em 1995 lançado nos EUA pela WEA. Ainda em 1980, lançou pela EMI o LP Toninho Horta, lançado nos EUA. em 1990, pela Capitol Records.

Em 1981 apresentou- se no show Toninho Horta e Orquestra Fantasma, no Teatro Nacional de Brasília DF. Quatro anos depois, apresentou-se no II Free Jazz Festival ao lado de Toots Thielemans e Bob MacFerrin.

Em 1988, após oito anos sem gravar, lançou nos EUA o disco Diamond Land, e, no ano seguinte, Moonstone, ambos pela Polygram/Verve. Já radicado em New York, EUA, lançou em 1992, também pela Polygram/Verve, o disco Once I Loved. Ainda em 1992, apresentou-se em Londres, Inglaterra, no Royal Festival Hall, acompanhando Marisa Monte.

No ano seguinte, acompanhou Caetano Veloso no Festival Viva Brasil 93, no Palais de Beaux Arts, em Bruxelas, Bélgica; e participou do I Heineken in Concert, ao lado de Gary Peacock e Silly Higgins, no Rio de Janeiro.

Ainda em 1993, lançou o disco Durango Kid — Part I (Big World Music), e, no ano seguinte, os discos Live in Moscow (B&W Records), na Inglaterra, e Toninho Horta e Carlos Fernando (Dubas-WEA), no Brasil. Também em 1994, ao lado de Phillip Catherine, participou do Xl Martinique Carrefour Mondial de la Guitarre, organizado pelo violonista cubano Leo Brower.

Em 1995 lançou o disco Durango Kid—Part II (Big World Music), além de dois CDs no Japão: Foot on the Road (Polygram) e Toninho Horta e Joyce — Sem você (Shinsei Do). Nessa mesma época, apresentou-se no Japão e foi convidado para participar de um CD em auxílio às vítimas do terremoto em Kobe, ao lado de Herbie Hancock, Keith Jarret, Pat Metheny e Ryuchi Sakamoto.

Em dezembro de 1995, excursionou pelas principais capitais do Brasil. Outros CDs gravados: Diamond Land, Moonstone, Serenade, Flávio Venturini e Toninho Horta, 1997, Dubas, este referente ao show de 1989 apresentado no Circo Voador, com participação de Guilherme Arantes.

Obra

Afternoon in Thailand (c/E. Ki Ribas), 1995; Akiko’s Song, 1995; Beijo partido, 1980; Bons amigos (c/Ronaldo Bastos), 1980; Canário azul, 1973; Diana (c/Fernando Brant), 1980; Foot on the Road, 1995; Manuel o audaz (c/Fernando Brant), 1973; Mocidade, 1994; Nenel (c/Michael Colina), 1995; Party in Olinda, 1995; Tecno burguer (After rain), 1995; Viver de amor (c/Ronaldo Bastos), 1980.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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Natho Henn

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Nathalino Henn
Natho Henn (Nathalino Henn), compositor e pianista, nasceu em Quaraí, RS, em 26/12/1901, e faleceu em Porto Alegre, RS, em 1/8/1958. Iniciou-se no piano com a mãe aos cinco anos de idade.

Tendo estudado em Montevidéu, Uruguai, com Williams Kokler e Eduardo Fabini (1883—1950), retornou a Quaraí, onde lecionou piano e compôs músicas sobre temas folclóricos.

Mudou-se para Livramento RS e fundou um curso musical, que hoje tem seu nome. Em 1942 fixou-se em Porto Alegre.

A 18 de maio de 1946 realizou um concerto na Associação Brasileira de Imprensa, do Rio de Janeiro RJ, na segunda parte de uma conferência proferida pelo jornalista Paulo Antônio Moritz sobre o Rio Grande do Sul.

Obra

Música orquestral: Hino Glória ao Brasil, 1943/4. 

Música instrumental: A carreta, p/piano, c.1945; Feitiço, p/piano, c.1945; Imembuí, bailado p/piano, s.d.; Páginas do Sul, p/piano, c.1945; Pastoral, p/piano, c.1945; Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, bailado p/piano, 1955; Rolinha, p/piano, c.1945; Toada, p/piano, c.1945. 

Música vocal: Canção do baú, p/canto e piano, s.d.; Caravelas, p/canto e piano, s.d.; Trovas, p/canto e piano, 1943. 

 Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noel Guarany

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Noel Guarany (Noel Borges do Canto Fabrício da Silva), cantor, compositor, instrumentista e folclorista, nasceu em Bossoroca, distrito de São Luís Gonzaga, RS, em 26/12/1941, e faleceu na cidade de Santa Maria, RS, em 6/10/1998. Estreou como compositor em 1957, com a música Fandango na fronteira, inspirada em motivos folclóricos.

Aos 18 anos empreendeu viagem por vários países da América do Sul, cantando e tocando viola em troca de comida. Depois de um ano, voltou ao Brasil para cumprir o serviço militar; em seguida, viajou novamente, pesquisando as músicas dos países sul-americanos até 1964.

Em 1965 passou a dedicar-se à pesquisa da música rural gaúcha. Ainda em 1965 participou de um festival latino-americano de folclore em que desenvolveu trabalhos com Osvaldo Sousa e Aníbal Sampaio, duas das maiores autoridades sul-americanas em cancioneiro guarani.

Em 1971 lançou sua obra poética e musicada Filosofia de gaudério, gravando no mesmo ano seu primeiro LP no selo Premier. Em 1973 gravou na Phonogram o LP Destino missioneiro, e dois anos depois o LP Noel Guarany sem fronteiras, na Coronado, com as músicas Filosofia de gaudério e Chimarrita sem fronteira, entre outras.

LP Noel Guarany Sem Fronteira 1975
Participou do segundo volume da série Música popular do Sul, da Marcus Pereira, cantando, além de Filosofia de gaudério, Potro sem dono, de Paulo Portela Fagundes.

Gravou ainda os discos Alma, garra e melodia, em 1981, pela Marcus Pereira, e Noel Guarany e os missioneiros, em 1988, pela Discoteca.

Cada vez mais debilitado por uma doença degenerativa no cérebro, permaneceu recolhido em seu sítio na localidade de Vila Santos, na cidade de Santa Maria. Morreu no dia 06 de outubro de 1998, na Casa de Saúde de Santa Maria, tendo sido enterrado em Bossoroca, sua terra natal.

Playlist Noel Guarany - Sem Fronteira - 1975:





Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolhas - 2a. Edição - 1998; Música gaúcha para download - Noel Guarany.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Oscar Guanabarino

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Oscar Guanabarino
Oscar Guanabarino (Oscar Guanabarino de Sousa e Silva), pianista, compositor e crítico, nasceu em Niterói, RJ, em 29/11/1851, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 17/1/1937.

Aos seis anos iniciou-se no piano com Achille Arnaud, estreando como recitalista aos 15 anos de idade, em concerto realizado no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro.

Aperfeiçoou-se em harmonia com Gioacchino Giannini, tendo recebido lições de piano de Louis Moreau Gottschalk. Ainda jovem, escreveu a comédia As filhas da titia, encenada no Coliseu Teatro, do Rio de Janeiro, de propriedade de seu pai, o escritor, historiador, poeta e comediógrafo Joaquim Norberto de Sousa e Silva.

Manteve durante muito tempo curso de piano numa das salas do antigo Teatro Lírico e exerceu durante vinte anos a crítica musical no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro.

Publicou O professor de piano (coletânea de artigos para a Revista Musical), Rio de Janeiro, 1881.

Inimigos íntimos

Heitor Villa-Lobos sofreu ataques desde que começou a apresentar suas peças de vanguarda, no Rio, em 1918. Foi chamado de bárbaro, louco, petulante, autodidata. Esse professor de piano e folhetinista atuou como flagelo do modernismo e do nacionalismo.

Fã do canto lírico de Carlos Gomes, iniciou fama de mal-humorado por volta de 1890, ao atacar os primeiros músicos que usavam o folclore em suas peças. Quando Villa-Lobos apareceu com suas suítes sincopadas e dissonantes, o velho crítico fulminou-o com todo o seu arsenal de conceitos. Os dois chegaram a trocar bengaladas em um concerto nos anos 20. Guanabarino atacou-o até morrer.

Na coluna Pelo Mundo das Artes, do Jornal do Commercio (uma das últimas a levar a rubrica de 'folhetim'), em 1934, comentou uma festa orfeônica organizada pelo compositor informando que 'a concorrência foi diminutíssima - apenas 100 pessoas na platéia, se tanto, o que quer dizer que o público rejeita o sr. Villa-Lobos e a sua música, mesmo quando lhe é oferecida gratuitamente'.

Guanabarino inspirou novos rivais, como Gondim da Fonseca e Carlos Maul (1887-1971). Este último publicou, em 1962, o ensaio A Glória Escandalosa de Villa-Lobos. Ali, acusava o compositor de haver rapinado o folclore. Villa-Lobos achava graça das acusações. A posteridade não as levou a sério.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha- 2a. Edição - 1998; Revista Época on line.
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Golpe de Estado

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Golpe de Estado - Grupo paulistano de hard-rock formado em fins de 1985 por Catalau (André Leandro Marechal, São Paulo SP 1959—), vocais; Hélcio Teixeira Aguirra (São Paulo 1959—), guitarra; Nelson Gomes Brito (São Paulo 1960—), contrabaixo; e Paulo Jorge Zinner (São Paulo 1959—), bateria.

Catalau havia integrado o Casa das Máquinas, Hélcio fora guitarrista do Harppia e Nelson e Paulo vinham de outros grupos, como o Fickle Pickle de André Christovam e Pepino Irritadiço. 

O grupo lançou seu primeiro LP, Golpe de Estado, em 1986 (selo Baratos Afins) e foi imediatamente aclamado como um dos melhores grupos de hard-rock nacional.

Seguiram- se os discos Forçando a barra (1988), Nem polícia nem bandido (Eldorado, 1989), Quarto Golpe (Eldorado, 1991) e Zumbi (Eldorado, 1995). O grupo abriu shows brasileiros dos grupos ingleses Jethro Tull (1990), Nazareth (1990) e Deep Purple (1991).

Catalau deixou o grupo em 1996, lançando em 1997 seu primeiro disco solo, Magos do som (pela Baratos Afins), com participação do guitarrista Lanny Gordin, e Paulo Zinner atuou como baterista no grupo de Rita Lee, além de gravar com o Fickle Pickle em 1994. O novo cantor do grupo passou a ser Rogério (Rogério Fernandes, São Paulo 1965—), exFickle Pickle e ex-Big Balls.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha -2a. Edição - 1998;
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Belmácio Pousa Godinho

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Belmácio Pousa Godinho
Belmácio Pousa Godinho, compositor e instrumentista, nasceu em Piracicaba, SP, em 27/5/1892, e faleceu em Ribeirão Preto, SP, em 21/2/1980. Na escola, cedo revelou sua inteligência privilegiada e seu pendor para a música, que então se estudava no curso primário. Também nele se desenhava o futuro craque de futebol.

Como seresteiro, encheu de música as ruas quietas de Piracicaba do início do século. Tocou na Orquestra Lozano e também teve orquestras próprias, que se apresentavam em bailes familiares, convescotes, reuniões cívicas.

Compunha com facilidade, com singeleza e segurança, sobretudo valsas dolentes e melancólicas — primeira e segunda partes em tom menor e terceira em tom maior, no modelo primitivo.

Alguns de seus chorinhos, como Catando conchinhas, fizeram época. Produziu mais de 300 composições, muitas encontradas apenas em cadernos, copiadas pelos músicos seresteiros. Sua obra abrangeu formas musicais variadas: charleston, choro, fox-trot, hino, maxixe, mazurca, noturno, polca, quadrilha, ragtime, schottisch, tanguinho, tango, twostep e valsa.

Foram seus parceiros, como letristas: Américo Garrido, Angel Castroviejo, Angelino de Oliveira, Ariovaldo Pires, Arlindo Leal, Batista Júnior, Benedito Costa, Bento Tosca, Daniel Amaral Abreu, Duque de Abramonte, Felipe Tedesco, João Taful e Juvenal Guimarães.

Em O Malho, revista do Rio de Janeiro RJ, publicou, entre outras, a valsa E. C. XV de Novembro.

Formado em 1916 pela Escola Complementar, mudou-se no ano seguinte para Ribeirão Preto, onde passou a lecionar como professor primário e prosseguiu em sua movimentação artística e esportiva, neste último setor como presidente do Comercial Futebol Clube.

Obra

Adeus, escola (com Benedito Costa), 1967; Alma de caipira (com Benedito Costa), tanguinho, 1918; Alvorecer, 1972; O amor faz chorar, schottisch, 1914; Baile da saudade (c/Benedito Costa), valsa, 1943; Balada, 1971; Beijando flores, valsa, 1920; Brisas de maio, 1970; Catando conchinhas, tanguinho à carioca, s.d.; Chega pra cá (c/L. B.), tanguinho sertanejo, 1918; Conquistadô (c/Benedito Costa), tanguinho, 1919; Cristina, valsa, 1971; Elegia, 1966; Encanto, 1970; Enlevo (c/Benedito Costa), valsa, s.d.; Esporte Clube XV de Novembro, s.d.; Eu e ela, valsa, 1914; Fantasia, 1973; Flor de mi vida (c/Angel Castroviejo), tango, s.d.; Hino do Comercial Futebol Clube, s.d.; Humoresque, 1971; Imagem, 1971; Intuições poéticas, 1970; Jamais voltarei (com Benedito Costa), valsa, s.d.; O mulatinho (c/Felipe Tedesco), maxixe carioca, 1924; Never More, 1918; Pontevedra, valsa espanhola, 1967; Sinval, choro, s.d.; Um sonho, uma ilusão (c/Ariovaldo Pires), tango, 1943; Supremo adeus (c/Benedito Costa), valsa, 1917; Surpresa, tanguinho brasileiro, 1970; Suspiro dolente, valsa, 1913; Tango, 1961; Tango brasileiro, s.d.; Teu nome, valsa, 1913; Viola afamada (com J. Guimarães), tanguinho, s.d.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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domingo, 2 de janeiro de 2011

Gilberto e Gilmar

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Gilberto e Gilmar - Dupla sertaneja formada pelos irmãos Gilberto Gomes de Almeida (Rinópolis SP 1955—) e Gilmar Gomes de Almeida (Rinópolis 1958—). Filhos de Manuel Gomes e sobrinhos de Joaquim Gomes, dois compositores sertanejos, desde cedo conviveram com esse gênero musical.

Estrearam profissionalmente em 1969, no programa de Sílvio Santos, em show para a seleção de calouros finalistas realizado no Ginásio do Pacaembu, São Paulo SP, e transmitido pela TV Globo. Foram imediatamente convidados por Tonico e Tinoco para representá-los ainda jovens, em gravação anônima, no LP Vinte e seis anos de glória, comemorativo da vida artística da dupla, interpretando Vem, morena, vem (Manuel Gomes).

Logo depois gravaram LP, pela Continental, em que se destacaram as músicas Atravessando Campinas (Manuel Gomes), Lirinha (Joaquim Gomes) e Mãe sertaneja (Tonico e Capitão Furtado). Obtendo sucesso, a dupla continuou a gravar, pela Continental, uma média de dois LPs por ano.

Entre suas interpretações de sucesso, sobressaem O menino de Ouro Fino (Everaldo Ferraz e Martins Neto), Santa mãezinha (Everaldo Ferraz e Nelson Gomes), Mulher ciumenta é zebra (Marino), O pedreiro joão-de-barro (Everaldo Ferraz e Martins Neto), Sonho de criança (Tupi e Tapuã) e Terra de pistoleiros (Everaldo Ferras e Piquerobi — Madalena Maria Pires), entre outras.

A dupla se apresentou em vários programas de rádio e televisão em São Paulo e Minas Gerais, além de promover shows, percorrendo cidades do interior.

Na década de 1980 continuaram fazendo sucesso com novas composições: Assino com X (Gilmar e Vadinho), em 1981; Capa de revista (Gilmar e José Homero)e Música da saudade (Gilmar e Osvaldo Gathardi), em 1983; Só mais uma vez (da dupla), em 1985.

Em 1988 apresentaram-se, aos domingos, em programa de televisão (SBT), ao lado de outras duplas sertanejas de sucesso. Em 1997, nos shows e nas rádios do interior do Estado, alcançaram grande êxito com a interpretação de O que é que é isso, gente.

Lançaram, no início de 1998, o vigésimo disco, CD com o arrasta-pé Nóis não vive sem muié (Bráulio Alberto Carvalho e Tarcísio Cardoso), o country Eu sou do meio (Joel Marques e Maracai), o balanço-forró Todo tempo é pouco pra te amar (Joel Marques), a canção Cana caiana (Elias Muniz e Carlos Colla) e a balada religiosa Jesus (Everaldo Ferraz e Mário Guerino).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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Galdino Cavaquinho

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Galdino Cavaquinho (Galdino Barreto), instrumentista e compositor, fl. Rio de Janeiro, RJ, 1903.

Professor de cavaquinho de Mário Cavaquinho, foi contemporâneo dos grandes chorões do início do século XX. 

Participou da serenata que Eduardo das Neves promoveu para comemorar o retorno de Santos Dumont ao Brasil, em 1903.

"Mestre dos mestres, que se celebrizou com o seu aprendiz Mario, cujo discipulo venceu naquelle época todas difficuldades do instrumento transformando, a sua tonalidade de quatro cordas para cinco, emquanto isso Galdino, continuava com o seu cavaquinho de quatro cordas tirando infinidades de tons e combinações de acordes que me é aqui difficil de descrever, tal é a magia, e a convicção das notas vibradas pela palheta encantada de Galdino, este grande artista, inegualaval no meio dos chorões, aonde elle foi o unico educador deste instrumento que se chama cavaquinho (O choro - Reminiscências dos chorões antigos - Alexandre Gonçalves Pinto).

Obra

Fera, polca, s.d.; Flausina, polca, s.d.; Isaltina, valsa, s.d.; Me espere na saída, polca, s.d.; Na sombra da laranjeira, polca, s.d.; Os olhos dela, polca, s.d.; Recordação, valsa, s.d.; Ricardina, polca, s.d.; Saudades, polca, s.d.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998; O choro - Reminiscências dos Chorões Antigos - Alexandre Gonçalves Pinto - 1936.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jane Duboc

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Jane Duboc (Jane Duboc Vaquer), compositora e cantora, nasceu em Belém, PA, em 16/11/1950. Desde criança estudou piano e violão em conservatórios, fez shows e liderou bandas em sua cidade natal.

Em 1970 viajou para os EUA. Aí criou a Fane Jazz Band, da qual era líder e vocalista, além de tocar violão e guitarra. Em 1971 defendeu a música No ano 83 (Sérgio Sampaio), no VI FIC, da TV Globo.

Entre 1972 e 1976, continuou os estudos de piano, violão, flauta e voz na Faculdade de Música da Universidade da Geórgia, EUA.

Retornou ao Brasil em 1977 e gravou os álbuns Acalantos e Música popular do Norte, para o selo Marcus Pereira; compôs e gravou, com Guto Graça Melo, a trilha sonora para o filme Amor bandido, de Bruno Barreto; fez parte do coral da TV Globo, em trilhas sonoras, especiais e musicais da emissora.

Em 1978 integrou a Rio Jazz Orchestra, dirigida por Marcus Spillmann, cantando temas de jazz. Gravou seu primeiro álbum solo em 1980, Languidez (Aycha), com participações de Toninho Horta, Djavan, Sivuca,
Hélio Delmiro, Luís Avelar e Oswaldo Montenegro; ganhou o prêmio de melhor intérprete no MPB Shell (Festival Nacional da Canção) da TV Globo, defendendo a canção Saudade.

Em 1982 veio o álbum solo, Jane Duboc (selo Som da Gente), e ganhou o prêmio de melhor intérprete do I Festival da Mulher, em São Paulo SR Em 1983 gravou A valsa dos clowns (Edu Lobo e Chico Buarque) para o álbum O grande circo místico (Som Livre). Em 1985 lançou o LP Ponto de partida (RCA), com participação de Toquinho.

Apresentou-se para mais de 30 mil pessoas, em 1986, em show no Parque das Mangabeiras, no aniversário de Belo Horizonte MG. O LP Minas em mim (Continental), foi lançado em 1987, com temas compostos especialmente para ela por Milton Nascimento, Toninho Horta e  Tavito, entre outros, com arranjos de César Camargo Mariano, Chiquinho de Morais e Cido Bianchi.

Gravou ainda os LPs Feliz (1988), Brasiliano (1991, Globo Records), Jane Duboc (1993), Partituras (1995). Ganhou o Prêmio Sharp de Música como melhor cantora de 1992.

Em março de 1996, juntamente com o maestro Roberto Sion, inaugurou o maior centro de convenções da cidade de Gifu, no Japão. O show apresentado deu origem a um CD, From Brazil to Japan. Na seqüência, excursionou pelo Japão.

Em 1997 gravou com Sebastião Tapajós o disco Da minha terra, homenageando autores do Pará.

No ano seguinte, lançou o disco Clássicas, com Zezé Gonzaga, que registrou canções como Linda flor (Ai, Ioiô)" (Henrique Vogeler, Luis Peixoto e Marques Porto) e Sem fantasia (Chico Buarque), entre outras.

Em 2001, abriu, em sociedade com o marido, Paulo Amorim, a gravadora Jam Music, pela qual lançou discos de vários artistas, como Beth Carvalho, Celso Viáfora e Angela Rô Rô, entre outros, além do filho Jay Vaquer.

Em 2002, lançou o CD "Sweet Lady Jane", contendo as canções "Verão" (Rosa Passos e Fernando de Oliveira), "Por causa de você" (Tom Jobim e Dolores Duran), "Pr'um samba" (Egberto Gismonti), "If it's Magic" (Stevie Wonder), "De alma e corpo" (Ivan Lins e Celso Viáfora), "Blues afins" (Tunai e Sérgio Natureza), "It Might as Well be Spring" (R. Rodgers e Hammerstein), "Lady Jane" (Mick Jagger e Keith Richard), "Pra dizer adeus" (Edu Lobo e Torquato Neto), "Evermore" (Ivan Lins e Will Lee", "Photograph (Fotografia)" (Tom Jobim e Ray Gilbert) e "Don't Ever Go Away (Por Causa de Você)" (Tom Jobim e Ray Gilbert).

Em 2003, o disco "Languidez" (Aycha/1980), foi relançado em CD pelo selo Jam Music, a partir de um vinil da época cedido por um fã, já que as fitas originais do disco foram perdidas numa enchente nos anos 1980.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998;
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