quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noel Guarany

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Noel Guarany (Noel Borges do Canto Fabrício da Silva), cantor, compositor, instrumentista e folclorista, nasceu em Bossoroca, distrito de São Luís Gonzaga, RS, em 26/12/1941, e faleceu na cidade de Santa Maria, RS, em 6/10/1998. Estreou como compositor em 1957, com a música Fandango na fronteira, inspirada em motivos folclóricos.

Aos 18 anos empreendeu viagem por vários países da América do Sul, cantando e tocando viola em troca de comida. Depois de um ano, voltou ao Brasil para cumprir o serviço militar; em seguida, viajou novamente, pesquisando as músicas dos países sul-americanos até 1964.

Em 1965 passou a dedicar-se à pesquisa da música rural gaúcha. Ainda em 1965 participou de um festival latino-americano de folclore em que desenvolveu trabalhos com Osvaldo Sousa e Aníbal Sampaio, duas das maiores autoridades sul-americanas em cancioneiro guarani.

Em 1971 lançou sua obra poética e musicada Filosofia de gaudério, gravando no mesmo ano seu primeiro LP no selo Premier. Em 1973 gravou na Phonogram o LP Destino missioneiro, e dois anos depois o LP Noel Guarany sem fronteiras, na Coronado, com as músicas Filosofia de gaudério e Chimarrita sem fronteira, entre outras.

LP Noel Guarany Sem Fronteira 1975
Participou do segundo volume da série Música popular do Sul, da Marcus Pereira, cantando, além de Filosofia de gaudério, Potro sem dono, de Paulo Portela Fagundes.

Gravou ainda os discos Alma, garra e melodia, em 1981, pela Marcus Pereira, e Noel Guarany e os missioneiros, em 1988, pela Discoteca.

Cada vez mais debilitado por uma doença degenerativa no cérebro, permaneceu recolhido em seu sítio na localidade de Vila Santos, na cidade de Santa Maria. Morreu no dia 06 de outubro de 1998, na Casa de Saúde de Santa Maria, tendo sido enterrado em Bossoroca, sua terra natal.

Playlist Noel Guarany - Sem Fronteira - 1975:





Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolhas - 2a. Edição - 1998; Música gaúcha para download - Noel Guarany.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Oscar Guanabarino

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Oscar Guanabarino
Oscar Guanabarino (Oscar Guanabarino de Sousa e Silva), pianista, compositor e crítico, nasceu em Niterói, RJ, em 29/11/1851, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 17/1/1937.

Aos seis anos iniciou-se no piano com Achille Arnaud, estreando como recitalista aos 15 anos de idade, em concerto realizado no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro.

Aperfeiçoou-se em harmonia com Gioacchino Giannini, tendo recebido lições de piano de Louis Moreau Gottschalk. Ainda jovem, escreveu a comédia As filhas da titia, encenada no Coliseu Teatro, do Rio de Janeiro, de propriedade de seu pai, o escritor, historiador, poeta e comediógrafo Joaquim Norberto de Sousa e Silva.

Manteve durante muito tempo curso de piano numa das salas do antigo Teatro Lírico e exerceu durante vinte anos a crítica musical no Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro.

Publicou O professor de piano (coletânea de artigos para a Revista Musical), Rio de Janeiro, 1881.

Inimigos íntimos

Heitor Villa-Lobos sofreu ataques desde que começou a apresentar suas peças de vanguarda, no Rio, em 1918. Foi chamado de bárbaro, louco, petulante, autodidata. Esse professor de piano e folhetinista atuou como flagelo do modernismo e do nacionalismo.

Fã do canto lírico de Carlos Gomes, iniciou fama de mal-humorado por volta de 1890, ao atacar os primeiros músicos que usavam o folclore em suas peças. Quando Villa-Lobos apareceu com suas suítes sincopadas e dissonantes, o velho crítico fulminou-o com todo o seu arsenal de conceitos. Os dois chegaram a trocar bengaladas em um concerto nos anos 20. Guanabarino atacou-o até morrer.

Na coluna Pelo Mundo das Artes, do Jornal do Commercio (uma das últimas a levar a rubrica de 'folhetim'), em 1934, comentou uma festa orfeônica organizada pelo compositor informando que 'a concorrência foi diminutíssima - apenas 100 pessoas na platéia, se tanto, o que quer dizer que o público rejeita o sr. Villa-Lobos e a sua música, mesmo quando lhe é oferecida gratuitamente'.

Guanabarino inspirou novos rivais, como Gondim da Fonseca e Carlos Maul (1887-1971). Este último publicou, em 1962, o ensaio A Glória Escandalosa de Villa-Lobos. Ali, acusava o compositor de haver rapinado o folclore. Villa-Lobos achava graça das acusações. A posteridade não as levou a sério.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha- 2a. Edição - 1998; Revista Época on line.
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Golpe de Estado

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Golpe de Estado - Grupo paulistano de hard-rock formado em fins de 1985 por Catalau (André Leandro Marechal, São Paulo SP 1959—), vocais; Hélcio Teixeira Aguirra (São Paulo 1959—), guitarra; Nelson Gomes Brito (São Paulo 1960—), contrabaixo; e Paulo Jorge Zinner (São Paulo 1959—), bateria.

Catalau havia integrado o Casa das Máquinas, Hélcio fora guitarrista do Harppia e Nelson e Paulo vinham de outros grupos, como o Fickle Pickle de André Christovam e Pepino Irritadiço. 

O grupo lançou seu primeiro LP, Golpe de Estado, em 1986 (selo Baratos Afins) e foi imediatamente aclamado como um dos melhores grupos de hard-rock nacional.

Seguiram- se os discos Forçando a barra (1988), Nem polícia nem bandido (Eldorado, 1989), Quarto Golpe (Eldorado, 1991) e Zumbi (Eldorado, 1995). O grupo abriu shows brasileiros dos grupos ingleses Jethro Tull (1990), Nazareth (1990) e Deep Purple (1991).

Catalau deixou o grupo em 1996, lançando em 1997 seu primeiro disco solo, Magos do som (pela Baratos Afins), com participação do guitarrista Lanny Gordin, e Paulo Zinner atuou como baterista no grupo de Rita Lee, além de gravar com o Fickle Pickle em 1994. O novo cantor do grupo passou a ser Rogério (Rogério Fernandes, São Paulo 1965—), exFickle Pickle e ex-Big Balls.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha -2a. Edição - 1998;
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Belmácio Pousa Godinho

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Belmácio Pousa Godinho
Belmácio Pousa Godinho, compositor e instrumentista, nasceu em Piracicaba, SP, em 27/5/1892, e faleceu em Ribeirão Preto, SP, em 21/2/1980. Na escola, cedo revelou sua inteligência privilegiada e seu pendor para a música, que então se estudava no curso primário. Também nele se desenhava o futuro craque de futebol.

Como seresteiro, encheu de música as ruas quietas de Piracicaba do início do século. Tocou na Orquestra Lozano e também teve orquestras próprias, que se apresentavam em bailes familiares, convescotes, reuniões cívicas.

Compunha com facilidade, com singeleza e segurança, sobretudo valsas dolentes e melancólicas — primeira e segunda partes em tom menor e terceira em tom maior, no modelo primitivo.

Alguns de seus chorinhos, como Catando conchinhas, fizeram época. Produziu mais de 300 composições, muitas encontradas apenas em cadernos, copiadas pelos músicos seresteiros. Sua obra abrangeu formas musicais variadas: charleston, choro, fox-trot, hino, maxixe, mazurca, noturno, polca, quadrilha, ragtime, schottisch, tanguinho, tango, twostep e valsa.

Foram seus parceiros, como letristas: Américo Garrido, Angel Castroviejo, Angelino de Oliveira, Ariovaldo Pires, Arlindo Leal, Batista Júnior, Benedito Costa, Bento Tosca, Daniel Amaral Abreu, Duque de Abramonte, Felipe Tedesco, João Taful e Juvenal Guimarães.

Em O Malho, revista do Rio de Janeiro RJ, publicou, entre outras, a valsa E. C. XV de Novembro.

Formado em 1916 pela Escola Complementar, mudou-se no ano seguinte para Ribeirão Preto, onde passou a lecionar como professor primário e prosseguiu em sua movimentação artística e esportiva, neste último setor como presidente do Comercial Futebol Clube.

Obra

Adeus, escola (com Benedito Costa), 1967; Alma de caipira (com Benedito Costa), tanguinho, 1918; Alvorecer, 1972; O amor faz chorar, schottisch, 1914; Baile da saudade (c/Benedito Costa), valsa, 1943; Balada, 1971; Beijando flores, valsa, 1920; Brisas de maio, 1970; Catando conchinhas, tanguinho à carioca, s.d.; Chega pra cá (c/L. B.), tanguinho sertanejo, 1918; Conquistadô (c/Benedito Costa), tanguinho, 1919; Cristina, valsa, 1971; Elegia, 1966; Encanto, 1970; Enlevo (c/Benedito Costa), valsa, s.d.; Esporte Clube XV de Novembro, s.d.; Eu e ela, valsa, 1914; Fantasia, 1973; Flor de mi vida (c/Angel Castroviejo), tango, s.d.; Hino do Comercial Futebol Clube, s.d.; Humoresque, 1971; Imagem, 1971; Intuições poéticas, 1970; Jamais voltarei (com Benedito Costa), valsa, s.d.; O mulatinho (c/Felipe Tedesco), maxixe carioca, 1924; Never More, 1918; Pontevedra, valsa espanhola, 1967; Sinval, choro, s.d.; Um sonho, uma ilusão (c/Ariovaldo Pires), tango, 1943; Supremo adeus (c/Benedito Costa), valsa, 1917; Surpresa, tanguinho brasileiro, 1970; Suspiro dolente, valsa, 1913; Tango, 1961; Tango brasileiro, s.d.; Teu nome, valsa, 1913; Viola afamada (com J. Guimarães), tanguinho, s.d.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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domingo, 2 de janeiro de 2011

Gilberto e Gilmar

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Gilberto e Gilmar - Dupla sertaneja formada pelos irmãos Gilberto Gomes de Almeida (Rinópolis SP 1955—) e Gilmar Gomes de Almeida (Rinópolis 1958—). Filhos de Manuel Gomes e sobrinhos de Joaquim Gomes, dois compositores sertanejos, desde cedo conviveram com esse gênero musical.

Estrearam profissionalmente em 1969, no programa de Sílvio Santos, em show para a seleção de calouros finalistas realizado no Ginásio do Pacaembu, São Paulo SP, e transmitido pela TV Globo. Foram imediatamente convidados por Tonico e Tinoco para representá-los ainda jovens, em gravação anônima, no LP Vinte e seis anos de glória, comemorativo da vida artística da dupla, interpretando Vem, morena, vem (Manuel Gomes).

Logo depois gravaram LP, pela Continental, em que se destacaram as músicas Atravessando Campinas (Manuel Gomes), Lirinha (Joaquim Gomes) e Mãe sertaneja (Tonico e Capitão Furtado). Obtendo sucesso, a dupla continuou a gravar, pela Continental, uma média de dois LPs por ano.

Entre suas interpretações de sucesso, sobressaem O menino de Ouro Fino (Everaldo Ferraz e Martins Neto), Santa mãezinha (Everaldo Ferraz e Nelson Gomes), Mulher ciumenta é zebra (Marino), O pedreiro joão-de-barro (Everaldo Ferraz e Martins Neto), Sonho de criança (Tupi e Tapuã) e Terra de pistoleiros (Everaldo Ferras e Piquerobi — Madalena Maria Pires), entre outras.

A dupla se apresentou em vários programas de rádio e televisão em São Paulo e Minas Gerais, além de promover shows, percorrendo cidades do interior.

Na década de 1980 continuaram fazendo sucesso com novas composições: Assino com X (Gilmar e Vadinho), em 1981; Capa de revista (Gilmar e José Homero)e Música da saudade (Gilmar e Osvaldo Gathardi), em 1983; Só mais uma vez (da dupla), em 1985.

Em 1988 apresentaram-se, aos domingos, em programa de televisão (SBT), ao lado de outras duplas sertanejas de sucesso. Em 1997, nos shows e nas rádios do interior do Estado, alcançaram grande êxito com a interpretação de O que é que é isso, gente.

Lançaram, no início de 1998, o vigésimo disco, CD com o arrasta-pé Nóis não vive sem muié (Bráulio Alberto Carvalho e Tarcísio Cardoso), o country Eu sou do meio (Joel Marques e Maracai), o balanço-forró Todo tempo é pouco pra te amar (Joel Marques), a canção Cana caiana (Elias Muniz e Carlos Colla) e a balada religiosa Jesus (Everaldo Ferraz e Mário Guerino).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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Galdino Cavaquinho

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Galdino Cavaquinho (Galdino Barreto), instrumentista e compositor, fl. Rio de Janeiro, RJ, 1903.

Professor de cavaquinho de Mário Cavaquinho, foi contemporâneo dos grandes chorões do início do século XX. 

Participou da serenata que Eduardo das Neves promoveu para comemorar o retorno de Santos Dumont ao Brasil, em 1903.

"Mestre dos mestres, que se celebrizou com o seu aprendiz Mario, cujo discipulo venceu naquelle época todas difficuldades do instrumento transformando, a sua tonalidade de quatro cordas para cinco, emquanto isso Galdino, continuava com o seu cavaquinho de quatro cordas tirando infinidades de tons e combinações de acordes que me é aqui difficil de descrever, tal é a magia, e a convicção das notas vibradas pela palheta encantada de Galdino, este grande artista, inegualaval no meio dos chorões, aonde elle foi o unico educador deste instrumento que se chama cavaquinho (O choro - Reminiscências dos chorões antigos - Alexandre Gonçalves Pinto).

Obra

Fera, polca, s.d.; Flausina, polca, s.d.; Isaltina, valsa, s.d.; Me espere na saída, polca, s.d.; Na sombra da laranjeira, polca, s.d.; Os olhos dela, polca, s.d.; Recordação, valsa, s.d.; Ricardina, polca, s.d.; Saudades, polca, s.d.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998; O choro - Reminiscências dos Chorões Antigos - Alexandre Gonçalves Pinto - 1936.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jane Duboc

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Jane Duboc (Jane Duboc Vaquer), compositora e cantora, nasceu em Belém, PA, em 16/11/1950. Desde criança estudou piano e violão em conservatórios, fez shows e liderou bandas em sua cidade natal.

Em 1970 viajou para os EUA. Aí criou a Fane Jazz Band, da qual era líder e vocalista, além de tocar violão e guitarra. Em 1971 defendeu a música No ano 83 (Sérgio Sampaio), no VI FIC, da TV Globo.

Entre 1972 e 1976, continuou os estudos de piano, violão, flauta e voz na Faculdade de Música da Universidade da Geórgia, EUA.

Retornou ao Brasil em 1977 e gravou os álbuns Acalantos e Música popular do Norte, para o selo Marcus Pereira; compôs e gravou, com Guto Graça Melo, a trilha sonora para o filme Amor bandido, de Bruno Barreto; fez parte do coral da TV Globo, em trilhas sonoras, especiais e musicais da emissora.

Em 1978 integrou a Rio Jazz Orchestra, dirigida por Marcus Spillmann, cantando temas de jazz. Gravou seu primeiro álbum solo em 1980, Languidez (Aycha), com participações de Toninho Horta, Djavan, Sivuca,
Hélio Delmiro, Luís Avelar e Oswaldo Montenegro; ganhou o prêmio de melhor intérprete no MPB Shell (Festival Nacional da Canção) da TV Globo, defendendo a canção Saudade.

Em 1982 veio o álbum solo, Jane Duboc (selo Som da Gente), e ganhou o prêmio de melhor intérprete do I Festival da Mulher, em São Paulo SR Em 1983 gravou A valsa dos clowns (Edu Lobo e Chico Buarque) para o álbum O grande circo místico (Som Livre). Em 1985 lançou o LP Ponto de partida (RCA), com participação de Toquinho.

Apresentou-se para mais de 30 mil pessoas, em 1986, em show no Parque das Mangabeiras, no aniversário de Belo Horizonte MG. O LP Minas em mim (Continental), foi lançado em 1987, com temas compostos especialmente para ela por Milton Nascimento, Toninho Horta e  Tavito, entre outros, com arranjos de César Camargo Mariano, Chiquinho de Morais e Cido Bianchi.

Gravou ainda os LPs Feliz (1988), Brasiliano (1991, Globo Records), Jane Duboc (1993), Partituras (1995). Ganhou o Prêmio Sharp de Música como melhor cantora de 1992.

Em março de 1996, juntamente com o maestro Roberto Sion, inaugurou o maior centro de convenções da cidade de Gifu, no Japão. O show apresentado deu origem a um CD, From Brazil to Japan. Na seqüência, excursionou pelo Japão.

Em 1997 gravou com Sebastião Tapajós o disco Da minha terra, homenageando autores do Pará.

No ano seguinte, lançou o disco Clássicas, com Zezé Gonzaga, que registrou canções como Linda flor (Ai, Ioiô)" (Henrique Vogeler, Luis Peixoto e Marques Porto) e Sem fantasia (Chico Buarque), entre outras.

Em 2001, abriu, em sociedade com o marido, Paulo Amorim, a gravadora Jam Music, pela qual lançou discos de vários artistas, como Beth Carvalho, Celso Viáfora e Angela Rô Rô, entre outros, além do filho Jay Vaquer.

Em 2002, lançou o CD "Sweet Lady Jane", contendo as canções "Verão" (Rosa Passos e Fernando de Oliveira), "Por causa de você" (Tom Jobim e Dolores Duran), "Pr'um samba" (Egberto Gismonti), "If it's Magic" (Stevie Wonder), "De alma e corpo" (Ivan Lins e Celso Viáfora), "Blues afins" (Tunai e Sérgio Natureza), "It Might as Well be Spring" (R. Rodgers e Hammerstein), "Lady Jane" (Mick Jagger e Keith Richard), "Pra dizer adeus" (Edu Lobo e Torquato Neto), "Evermore" (Ivan Lins e Will Lee", "Photograph (Fotografia)" (Tom Jobim e Ray Gilbert) e "Don't Ever Go Away (Por Causa de Você)" (Tom Jobim e Ray Gilbert).

Em 2003, o disco "Languidez" (Aycha/1980), foi relançado em CD pelo selo Jam Music, a partir de um vinil da época cedido por um fã, já que as fitas originais do disco foram perdidas numa enchente nos anos 1980.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998;
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Casé

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Casé
Casé (José Ferreira Godinho Filho), instrumentista, nasceu em Guaxupé, MG, em 3/8/1932, e faleceu em São Paulo, SP, em 30/11/1978. De família de músicos, começou aos dez anos a tocar bateria com o pai.

Em 1944, passou a tocar saxofone e clarineta. Em 1943, transferiu-se para a Usina Junqueira, perto de Ribeirão Preto SP, passando a trabalhar com a família na orquestra e na banda da cidade.

Dois anos depois, sempre acompanhando o pai, trabalhou em circos em São Paulo SP e em 1946 conheceu o maestro Francisco Dorce, que o levou a trabalhar em sua orquestra na Rádio Tupi, onde permaneceu por quatro anos e conheceu o clarinetista Antenor Driussi, com quem estudou instrumentação durante três anos.

Em 1950 passou a integrar o Conjunto do Betinho, na Rádio Excelsior, e, à noite, participava da orquestra de seu irmão Clóvis Eli. Nessa época iniciou seus dois anos de estudo de harmonia com o maestro Hans Joachim Koellreutter.

Em 1953 viajou pela Europa, tocando em várias cidades. De volta ao Brasil no ano seguinte, tocou ainda durante seis meses no Conjunto do Betinho. De 1954 a 1956 viveu em Assis SP e, novamente em São Paulo, começou a atuar em várias orquestras, tendo gravado pela primeira vez com a de Dick Farney, no LP I Festival de Jazz, da RGE. 

Levado por Roberto Corte Real para a Columbia, gravou várias músicas em 1957. Trabalhou e gravou com a orquestra de Sílvio Mazzuca do ano seguinte até 1961, quando formou o Casé e seu Conjunto, com Amílton Godói, Adílson Godói, Magrinho, Bill e Denise Dumont. O grupo foi desfeito cinco anos depois e ele se mudou para Poços de Caldas MG, trabalhando na orquestra do Palace Hotel, daquela cidade. 

No ano seguinte, de novo em São Paulo, trabalhou com o Jongo Trio, na Rhodia, e por ela excursionou em 1968 pela Europa, Uruguai e Argentina. Na volta, residiu quatro anos em São José do Rio Preto SP, atuando no conjunto de Renato Peres, e no início de 1975 retornou a São Paulo, atuando com vários grupos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Olívia Byington

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Olívia Byington (Olívia Maria Lustosa Byington), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 24/12/1958. Ainda na infância, iniciou os estudos de piano, violão e violino.

Em 1977 formou com Jacques Morelembaum seu primeiro conjunto musical, Antena Coletiva. No ano seguinte, gravou o primeiro disco, Corra o risco, pela Continental.

Em 1979 apresentou-se no Teatro Ipanema e foi apontada por Sérgio Cabral como a melhor cantora da década de 1970. Iniciou a década seguinte gravando Anjo vadio, pela Som Livre.

Em 1981 viajou a Cuba, convidada por Chico Buarque, gravando aí um ano depois, a convite de Sílvio Rodrigues, seu terceiro disco, Identidad, lançado no Brasil pela Som Livre. No mesmo ano, apresentou- se com Tom Jobim e Radamés Gnattali na entrega do Prêmio Shell.

Em 1983, ao lado de Chico Buarque, Djavan e Tom Jobim, gravou (CBS) a trilha do filme Para viver um grande amor, de Miguel de Faria Jr. Fez em 1984 shows com o violonista Turíbio Santos; gravou o disco Música (Som Livre), incluindo rocks de Cazuza, Lenine e Djavan. Gravou ainda, ao lado de Paulo Moura, Clara Sverner e Turíbio Santos, o disco Encontro (Kuarup), que lhe valeu o troféu Chiquinha Gonzaga.

Em 1986 lançou o disco Meio-dia sentimental (Continental). Em duo com João Carlos Assis Brasil, atuou em 1988 no Rio Jazz Club; um ano depois gravou na Sony Music o LP Olivia Byington e João Carlos Assis Brasil.

Em 1991 fez show no Jazzmania, Rio de Janeiro, com Edgar Duvivier. Em 1993 apresentou-se com Wagner Tiso. No ano seguinte, participou do songbook de Vinícius de Morais, produzido por Almir Chediak.

Realizou tournées em Portugal e na Itália, em 1995. Integrou em 1996 o songbook de Tom Jobim, também produzido por Almir Chediak.

Em 1997 lançou o show e o CD A Dama do Encantado (WEA), em que interpreta canções do repertório de Araci de Almeida, como Camisa amarela e Último desejo, ambas de Noel Rosa .

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Bolão

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Isidoro Longano - 1977
Bolão (Isidoro Longano), instrumentista, nasceu em São Paulo, SP, em 15/3/1925. Clarinetista, flautista e saxofonista, estudou com Leonardo Mauro, João Dias Carrasqueira e Nelson Ayres.

Iniciou-se profissionalmente em 1944, integrando a orquestra de Fernando Arantes Brasil. De 1945 a 1948 atuou no Hotel Parque Balneário, em Santos SP, com a orquestra de Jorge Fazoli.

Ainda em 1948 passou para a orquestra de Rud Warton, tocando na boate Vogue, do Rio de Janeiro, até 1949, ano em que também atuou com a orquestra de Georges Henry na boate Excelsior, e na Rádio Tupi, ambas de São Paulo.

De 1950 a 1953 fez parte do conjunto Robledo, tendo, em 1950, estreado em disco, quando o mesmo conjunto acompanhou o cantor Caco Velho, em gravação de selo Continental.

A partir de 1954 integrou a orquestra de Sílvio Mazzuca, apresentando-se na Rádio Bandeirantes, de São Paulo, e em bailes e shows, até 1958. Em 1959-60 tocou com Osmar Milani, exibindo- se em cinemas paulistas.

Fundou em 1960 o conjunto Bolão e seus Rockets, que até 1963 atuou em boates, bailes e shows. De 1964 a 1968 trabalhou com a orquestra do Pocho, tendo, em 1967, entrado também para a orquestra da TV Tupi, onde ficou até 1974.

De 1958 a 1975 foi acompanhante em shows de cantores, internacionais e brasileiros. Integrante da Banda de Nelson Ayres, trabalha também como músico de estúdio em gravadoras.

Gravou LPs entre 1958 e 1972 (na RGE Fermata sob o pseudônimo de Bob Longano, na RGE com o de Edward Long, e na RCA, como líder do conjunto Crazy Cat’s).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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