terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Casé

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Casé
Casé (José Ferreira Godinho Filho), instrumentista, nasceu em Guaxupé, MG, em 3/8/1932, e faleceu em São Paulo, SP, em 30/11/1978. De família de músicos, começou aos dez anos a tocar bateria com o pai.

Em 1944, passou a tocar saxofone e clarineta. Em 1943, transferiu-se para a Usina Junqueira, perto de Ribeirão Preto SP, passando a trabalhar com a família na orquestra e na banda da cidade.

Dois anos depois, sempre acompanhando o pai, trabalhou em circos em São Paulo SP e em 1946 conheceu o maestro Francisco Dorce, que o levou a trabalhar em sua orquestra na Rádio Tupi, onde permaneceu por quatro anos e conheceu o clarinetista Antenor Driussi, com quem estudou instrumentação durante três anos.

Em 1950 passou a integrar o Conjunto do Betinho, na Rádio Excelsior, e, à noite, participava da orquestra de seu irmão Clóvis Eli. Nessa época iniciou seus dois anos de estudo de harmonia com o maestro Hans Joachim Koellreutter.

Em 1953 viajou pela Europa, tocando em várias cidades. De volta ao Brasil no ano seguinte, tocou ainda durante seis meses no Conjunto do Betinho. De 1954 a 1956 viveu em Assis SP e, novamente em São Paulo, começou a atuar em várias orquestras, tendo gravado pela primeira vez com a de Dick Farney, no LP I Festival de Jazz, da RGE. 

Levado por Roberto Corte Real para a Columbia, gravou várias músicas em 1957. Trabalhou e gravou com a orquestra de Sílvio Mazzuca do ano seguinte até 1961, quando formou o Casé e seu Conjunto, com Amílton Godói, Adílson Godói, Magrinho, Bill e Denise Dumont. O grupo foi desfeito cinco anos depois e ele se mudou para Poços de Caldas MG, trabalhando na orquestra do Palace Hotel, daquela cidade. 

No ano seguinte, de novo em São Paulo, trabalhou com o Jongo Trio, na Rhodia, e por ela excursionou em 1968 pela Europa, Uruguai e Argentina. Na volta, residiu quatro anos em São José do Rio Preto SP, atuando no conjunto de Renato Peres, e no início de 1975 retornou a São Paulo, atuando com vários grupos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Olívia Byington

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Olívia Byington (Olívia Maria Lustosa Byington), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 24/12/1958. Ainda na infância, iniciou os estudos de piano, violão e violino.

Em 1977 formou com Jacques Morelembaum seu primeiro conjunto musical, Antena Coletiva. No ano seguinte, gravou o primeiro disco, Corra o risco, pela Continental.

Em 1979 apresentou-se no Teatro Ipanema e foi apontada por Sérgio Cabral como a melhor cantora da década de 1970. Iniciou a década seguinte gravando Anjo vadio, pela Som Livre.

Em 1981 viajou a Cuba, convidada por Chico Buarque, gravando aí um ano depois, a convite de Sílvio Rodrigues, seu terceiro disco, Identidad, lançado no Brasil pela Som Livre. No mesmo ano, apresentou- se com Tom Jobim e Radamés Gnattali na entrega do Prêmio Shell.

Em 1983, ao lado de Chico Buarque, Djavan e Tom Jobim, gravou (CBS) a trilha do filme Para viver um grande amor, de Miguel de Faria Jr. Fez em 1984 shows com o violonista Turíbio Santos; gravou o disco Música (Som Livre), incluindo rocks de Cazuza, Lenine e Djavan. Gravou ainda, ao lado de Paulo Moura, Clara Sverner e Turíbio Santos, o disco Encontro (Kuarup), que lhe valeu o troféu Chiquinha Gonzaga.

Em 1986 lançou o disco Meio-dia sentimental (Continental). Em duo com João Carlos Assis Brasil, atuou em 1988 no Rio Jazz Club; um ano depois gravou na Sony Music o LP Olivia Byington e João Carlos Assis Brasil.

Em 1991 fez show no Jazzmania, Rio de Janeiro, com Edgar Duvivier. Em 1993 apresentou-se com Wagner Tiso. No ano seguinte, participou do songbook de Vinícius de Morais, produzido por Almir Chediak.

Realizou tournées em Portugal e na Itália, em 1995. Integrou em 1996 o songbook de Tom Jobim, também produzido por Almir Chediak.

Em 1997 lançou o show e o CD A Dama do Encantado (WEA), em que interpreta canções do repertório de Araci de Almeida, como Camisa amarela e Último desejo, ambas de Noel Rosa .

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Bolão

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Isidoro Longano - 1977
Bolão (Isidoro Longano), instrumentista, nasceu em São Paulo, SP, em 15/3/1925. Clarinetista, flautista e saxofonista, estudou com Leonardo Mauro, João Dias Carrasqueira e Nelson Ayres.

Iniciou-se profissionalmente em 1944, integrando a orquestra de Fernando Arantes Brasil. De 1945 a 1948 atuou no Hotel Parque Balneário, em Santos SP, com a orquestra de Jorge Fazoli.

Ainda em 1948 passou para a orquestra de Rud Warton, tocando na boate Vogue, do Rio de Janeiro, até 1949, ano em que também atuou com a orquestra de Georges Henry na boate Excelsior, e na Rádio Tupi, ambas de São Paulo.

De 1950 a 1953 fez parte do conjunto Robledo, tendo, em 1950, estreado em disco, quando o mesmo conjunto acompanhou o cantor Caco Velho, em gravação de selo Continental.

A partir de 1954 integrou a orquestra de Sílvio Mazzuca, apresentando-se na Rádio Bandeirantes, de São Paulo, e em bailes e shows, até 1958. Em 1959-60 tocou com Osmar Milani, exibindo- se em cinemas paulistas.

Fundou em 1960 o conjunto Bolão e seus Rockets, que até 1963 atuou em boates, bailes e shows. De 1964 a 1968 trabalhou com a orquestra do Pocho, tendo, em 1967, entrado também para a orquestra da TV Tupi, onde ficou até 1974.

De 1958 a 1975 foi acompanhante em shows de cantores, internacionais e brasileiros. Integrante da Banda de Nelson Ayres, trabalha também como músico de estúdio em gravadoras.

Gravou LPs entre 1958 e 1972 (na RGE Fermata sob o pseudônimo de Bob Longano, na RGE com o de Edward Long, e na RCA, como líder do conjunto Crazy Cat’s).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Gustavo Barroso

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Gustavo Barroso - 1956
Gustavo Barroso (Gustavo Dodt Barroso), historiador e folclorista, nasceu em Fortaleza, CE, em 29/12/1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 3/12/1959.

Concluiu no Rio de Janeiro, em 1911, o curso de direito que iniciara em Fortaleza. Desde muito moço participou do jornalismo cearense, escrevendo e desenhando. Até os últimos meses de vida, colaborou em revistas, pesquisando temas pouco conhecidos da história, sociologia e folclore.

Foi redator do Jornal do Ceará (Fortaleza) e do Jornal do Comércio (Rio de Janeiro), diretor das revistas cariocas Fon-Fon e Seleta, membro da Academia Brasileira de Letras (1923), do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1932) e organizador e primeiro diretor do Museu Histórico Nacional, de 1922 até a morte. Participou de vários congressos e conferências. 

Sua bibliografia, cerca de 100 volumes, compreende desde antropologia cultural até poesia, romance, conto, fábula, viagens etc. Usou do pseudônimo João do Norte. 

Publicou, entre outras obras, Terra de sol, Rio de Janeiro, 1912; Heróis e bandidos, Rio de Janeiro, 1917; Casa de marimbondos, São Paulo, 1921; Ao som da viola, Rio de Janeiro, 1921 (2 ed. aumentada, Rio de Janeiro, 1949); O sertão e o mundo, Rio de Janeiro, 1923; Através dos folclores, São Paulo, 1927; Almas de lama e de aço, São Paulo, 1930; Mythes, contes et légendes des indiens, Paris, 1930; Aquém da Atlântida, São Paulo, 1931; As colunas do templo, Rio de Janeiro, 1932. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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Domingos Caldas Barbosa

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Domingos Caldas Barbosa
Domingos Caldas Barbosa, cantor, compositor e poeta, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1738, e faleceu em Lisboa, Portugal, em 9/11/1800. Filho de comerciante português e negra escrava de Angola, chegada ao Rio de Janeiro já grávida, foi reconhecido como filho legítimo.

Estudou no Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, depois serviu como soldado na Colônia do Sacramento até 1762. No ano seguinte, abandonou a vida militar e embarcou para Portugal para estudar em Coimbra.

Segundo consta, não chegou a freqüentar a universidade em razão da morte do pai, mas logo se tornou conhecido na sociedade lisboeta como autor e intérprete de modinhas e lundus.

Foi nomeado capelão da Casa de Suplicação, na qualidade de beneficiado. Com o nome de Lereno Selinuntino, foi um dos fundadores da Nova Arcádia de Lisboa, em 1790, juntamente com Curvo Semedo, Bocage (Manuel Maria Barbosa du Bocage, 1765—1805) e outros.

Autor de vários entremezes musicados, teve os versos de suas modinhas e lundus reunidos sob o título de Viola de Lereno (Lisboa, vol. 1, 1798; vol. 2, 1826), nos quais utilizava o vocabulário mestiço da Colônia.

Na opinião de Sérgio Buarque de Hollanda, foi, “entre os poetas de seu tempo, quem mais vivamente exprimiu a meiguice brasileira, antepassado dos atuais cantores populares”.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.
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Aurinho da Ilha

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Aurinho da Ilha
Aurinho da Ilha (Áureo Campagnac de Sousa), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12/3/1931, e faleceu na mesma cidade, em 17/08/2010.

Desde menino freqüentou as escolas de samba da Ilha do Governador, onde nasceu, e em 1953 tornou-se um dos primeiros membros da Escola de Samba União da Ilha do Governador.

Em 1967 freqüentou também a quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, tendo o seu samba-enredo História da liberdade no Brasil sido o escolhido para o desfile da escola no Carnaval de 1967, classificando-se em terceiro lugar. Por essa época participou de espetáculos de samba no Teatro Opinião. 

Compôs, entre outras, Paisagens da ilha (1961), Sinfonia do mosquito (1968), Quero ver você bem feliz (1968), samba de terreiro do Salgueiro, Dona Beija, feiticeira do Araxá (1968), samba-enredo do Salgueiro, Até a saudade passar (1969) e Deixa o copo para mim (1969) (ambas com Lourenço Fernandes), Vou brigar com ela (com Ione do Nascimento), 1971, Domingo (1977) e Quem pode, pode; quem não pode... (1984), estes dois sambas-enredo da União da Ilha. 

Foi  estivador no cais do porto do Rio de Janeiro. 

Obra
 
Epopéia do petróleo, samba-enredo, 1960; Velhos tempos, 1969. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Roberto Audi

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Roberto Audi
Roberto Audi, cantor e compositor, nasceu em 10/02/1934, no Rio de Janeiro, RJ, e faleceu na mesma cidade em 12/02/1997. Começou sua carreira na boate Night and Day, no Rio de Janeiro, como corista nos shows de Carlos Machado.

Estreou como cantor em 1958, gravando em dueto com Leny Eversong, que o havia descoberto, a toada Geada (Armando Cavalcanti e David Nasser) e Azul pintado de azul (Domenico Modugno, versão de David Nasser) em disco de 78 rpm. 

Depois de vários outros discos de 78 rpm e um LP de sambas-canções, gravou, em 1959, E as operetas voltaram. Ainda nesse ano apresentou-se no Super Show da TV Tupi, do Rio de Janeiro, e, a partir de 1960, atuou em programas da Rádio Nacional, TV Tupi, TV-Rio e, em São Paulo SP, na TV Record e TV Bandeirantes. 

Premiado pela Revista do Rádio e Radiolândia como cantor revelação, de 1961 a 1964, além de apresentar-se por todo o Brasil e aparecer como cantor de música de carnaval, fez shows em Portugal, EUA, Uruguai e Argentina. 

Encontrei, afinal, meu amor (com Ribamar), interpretada por ele mesmo em 1969, foi sua primeira composição gravada. Deixou de gravar discos, passando a apresentar- se em shows no interior do Estado do Rio de Janeiro. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Armandinho

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Armando Macedo
Armandinho (Armando Macedo), instrumentista, nasceu em Salvador, Bahia, em 22/5/1953. Filho de Osmar Macedo, o Osmar do Trio Elétrico de Osmar e Dodô, pioneiro dos trios elétricos do Carnaval baiano.

Começou a tocar aos 9 anos, e aos 10 já se apresentava com seu próprio Trio Elétrico Mirim. Em 1967, passou para a guitarra e formou seu primeiro conjunto, os Hell’s Angels, para tocar rock e músicas da jovem guarda.

Um ano depois, conquistou o primeiro lugar na fase eliminatória do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti e, em 1969, na finalíssima do concurso, ganhou repercussão nacional tocando bandolim, o que lhe valeu um contrato com a TV Tupi, do Rio de Janeiro, e a gravação de seu primeiro disco (CODIL). Em seguida, lançou pela mesma gravadora um compacto duplo e seu primeiro LP. 

Em 1973 gravou com Caetano Veloso O frevo do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. No ano seguinte, o trio elétrico de seu pai passou a se denominar Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar. A partir de 1975, iniciaram a gravação de vários LPs do Trio Elétrico, tendo como produtor e cantor convidado o compositor Morais Moreira. 

No mesmo ano, formou um grupo, que, inicialmente, acompanhou Moraes Moreira e mais tarde se firmou como A Cor do Som, gravando cinco LPs (todos pela Warner) e consagrando sucessos como Abria porta e Beleza pura. Ainda em 1975, desenhou a “guitarra-cavaquinho”, fabricada por Dodô, e que passou a usar no Trio Elétrico. 

Em 1978, o Trio Elétrico lançou o LP Ligação, pela Continental. Ainda em 1978, Armandinho iniciou sua carreira internacional, apresentando-se com A Cor do Som no Festival de Montreux, Suíça, e, três anos mais tarde, em NewYork, EUA. 

Em 1982 voltou a se dedicar exclusivamente ao Trio Elétrico e, no ano seguinte, lançou Armandinho e o Trio Elétrico Dodô e Osmar, pela Som Livre. Em 1984, o Trio Elétrico apresentou- se em Roma, Itália, e um ano depois foi contratado para fazer o carnaval de rua de Toulouse, na França. Em 1986, o Trio Elétrico fez shows na França e no México, durante a Copa do Mundo de Futebol. 

Em 1987, apresentou o espetáculo solo Armandinho em concerto, no Teatro Maria Betânia, em Salvador, e um show com Raphael Rabello, no Jazzmania, do Rio de Janeiro. Em 1988 apresentou-se ao lado de Moraes Moreira nos EUA. No ano seguinte, gravou o LP instrumental Brasileirô, com a participação de Raphael Rabello, Moraes Moreira e Paulo Moura, entre outros. 

Em 1990 voltou a se apresentar com o Trio Elétrico em Paris, França. Em 1994 participou de show com o grupo A Cor do Som, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Gravado ao vivo, o show recebeu o Prêmio Sharp de 1996. Ainda em 1996, levou o show Armandinho em concerto, para o Festival de Música de Jerusalém, Israel. 

Também em 1996 apresentou-se com o Trio Elétrico no Festival de Montreux e no Festival de Música de Tübingen, Alemanha. Essas foram as últimas apresentações internacionais de Osmar, que viria a falecer em junho de 1997. 

Nesse ano, além do reencontro do grupo A Cor do Som no Teatro Rival, no Rio de laneiro, lançou os CDs Brasileirô (Movieplay, reedição do disco de 1989), Armandinho e Época de Ouro — O melhor do chorinho ao vivo, pela CID, e Raphael Rabello e Armandinho — Em concerto. Em outubro do mesmo ano, participou do Free Jazz Festival, em São Paulo.

Após o Carnaval de 1998, recebeu a Ordem do Mérito da Bahia, no Grau de Cavaleiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Alceu Maynard Araújo

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Alceu Maynard Araújo
Alceu Maynard Araújo, folclorista e historiador, nasceu em Piracicaba, SP, em 21/12/1913, e faleceu em São Paulo, SP, em 23/2/1974. 

Bacharel em ciências políticas e sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1944), foi um dos fundadores e instrutor-chefe do Clube dos Menores Operários da divisão de educação e recreio do Departamento de Cultura, da prefeitura municipal de São Paulo (1937—1946).

Foi chefe de pesquisas folclóricas do Departamento Estadual de Informações (1947). Dedicou-se durante vários anos à pesquisa e à coleta de material folclórico. 

Publicou Cururu, São Paulo, 1948; Danças e ritos populares de Taubaté (em colaboração com Manuel Antônio Franceschini), São Paulo, 1948; Folias-de-reis de Cunha, São Paulo, 1949; Rodas infantis de Cananéia, São Paulo, 1952; Documentário folclórico paulista, São Paulo, 1952; Instrumentos musicais e implementos, São Paulo, 1954; Literatura de cordel, São Paulo, 1955; Ciclo agrícola, calendário religioso e magias ligadas à plantação, São Paulo, 1957; Cem melodias folclóricas (em colaboração com Vicente Aricó Júnior), São Paulo, 1957; Alguns ritos mágicos, São Paulo, 1958; A congada nasceu em Roncesvales, São Paulo, 1960; Medicina rústica, São Paulo, 1961; Escorço do folclore de uma comunidade, São Paulo, 1962; Estórias e lendas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina (em colaboração com Vasco José Taborda), São Paulo, 1962; Folclore nacional, 3 volumes, São Paulo, 1964; Cultura popular brasileira, São Paulo, 1973 (2 ed., São Paulo, 1973). 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Aparecida

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Maria Aparecida Martins
Aparecida (Maria Aparecida Martins), compositora e cantora, nasceu em Caxambu, MG, em 4/12/1939, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1985.

Criança, aprendeu ritmos africanos com seus parentes. Aos dez anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, trabalhando como passadeira de roupa em Vila Isabel. Começou a compor aos 13 anos e mais tarde conheceu Salvador Batista, que fazia o programa A Voz do Morro e lhe conseguiu um lugar de passista em seu grupo de samba, onde permaneceu dez anos.

Convidada para participar do filme Benito sereno e o navio negreiro, recebeu por sua atuação uma viagem-prêmio à França, onde apresentou suas músicas pela primeira vez, cantando numa boate. Retornando ao Rio de Janeiro, venceu em 1965 o Concurso do IV Centenário, com sua música Meu Rio quatrocentão. 

Foi ainda a vencedora do III Festival de Música da Favela, com o samba Zumbi, Zumbi. Sua composição de maior sucesso foi o samba Boa-noite, sendo a primeira autora feminina de um samba-enredo, com o Sonata das matas, do enredo O Brasil em plena primavera, da escola de samba Caprichosos dos Pilares, em 1968. 

Gravou duas faixas no LP Roda de samba, da CID, em 1974: Proteção (Davi Lima e Pinga) e Rosas para Iansã (Josefina de Lima). Ainda na CID gravou os LPs Aparecida (1975), Foram 17 anos (1976), Grandes sucessos (1977), Os deuses afro (1980) e A rosa do mar (1983); e na RCA Cantigas de fé (1978) e 13 de Maio (1979). 

Em julho de 1996, a CID lançou o CD Aparecida, samba, afro, axé. 

Obra

Boa-noite, samba, s.d.: Meu Rio quatrocentão, 1965. 

CD 

Aparecida, samba, afro, axé, 1996, CID CD-264. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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