segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Belmácio Pousa Godinho

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Belmácio Pousa Godinho
Belmácio Pousa Godinho, compositor e instrumentista, nasceu em Piracicaba, SP, em 27/5/1892, e faleceu em Ribeirão Preto, SP, em 21/2/1980. Na escola, cedo revelou sua inteligência privilegiada e seu pendor para a música, que então se estudava no curso primário. Também nele se desenhava o futuro craque de futebol.

Como seresteiro, encheu de música as ruas quietas de Piracicaba do início do século. Tocou na Orquestra Lozano e também teve orquestras próprias, que se apresentavam em bailes familiares, convescotes, reuniões cívicas.

Compunha com facilidade, com singeleza e segurança, sobretudo valsas dolentes e melancólicas — primeira e segunda partes em tom menor e terceira em tom maior, no modelo primitivo.

Alguns de seus chorinhos, como Catando conchinhas, fizeram época. Produziu mais de 300 composições, muitas encontradas apenas em cadernos, copiadas pelos músicos seresteiros. Sua obra abrangeu formas musicais variadas: charleston, choro, fox-trot, hino, maxixe, mazurca, noturno, polca, quadrilha, ragtime, schottisch, tanguinho, tango, twostep e valsa.

Foram seus parceiros, como letristas: Américo Garrido, Angel Castroviejo, Angelino de Oliveira, Ariovaldo Pires, Arlindo Leal, Batista Júnior, Benedito Costa, Bento Tosca, Daniel Amaral Abreu, Duque de Abramonte, Felipe Tedesco, João Taful e Juvenal Guimarães.

Em O Malho, revista do Rio de Janeiro RJ, publicou, entre outras, a valsa E. C. XV de Novembro.

Formado em 1916 pela Escola Complementar, mudou-se no ano seguinte para Ribeirão Preto, onde passou a lecionar como professor primário e prosseguiu em sua movimentação artística e esportiva, neste último setor como presidente do Comercial Futebol Clube.

Obra

Adeus, escola (com Benedito Costa), 1967; Alma de caipira (com Benedito Costa), tanguinho, 1918; Alvorecer, 1972; O amor faz chorar, schottisch, 1914; Baile da saudade (c/Benedito Costa), valsa, 1943; Balada, 1971; Beijando flores, valsa, 1920; Brisas de maio, 1970; Catando conchinhas, tanguinho à carioca, s.d.; Chega pra cá (c/L. B.), tanguinho sertanejo, 1918; Conquistadô (c/Benedito Costa), tanguinho, 1919; Cristina, valsa, 1971; Elegia, 1966; Encanto, 1970; Enlevo (c/Benedito Costa), valsa, s.d.; Esporte Clube XV de Novembro, s.d.; Eu e ela, valsa, 1914; Fantasia, 1973; Flor de mi vida (c/Angel Castroviejo), tango, s.d.; Hino do Comercial Futebol Clube, s.d.; Humoresque, 1971; Imagem, 1971; Intuições poéticas, 1970; Jamais voltarei (com Benedito Costa), valsa, s.d.; O mulatinho (c/Felipe Tedesco), maxixe carioca, 1924; Never More, 1918; Pontevedra, valsa espanhola, 1967; Sinval, choro, s.d.; Um sonho, uma ilusão (c/Ariovaldo Pires), tango, 1943; Supremo adeus (c/Benedito Costa), valsa, 1917; Surpresa, tanguinho brasileiro, 1970; Suspiro dolente, valsa, 1913; Tango, 1961; Tango brasileiro, s.d.; Teu nome, valsa, 1913; Viola afamada (com J. Guimarães), tanguinho, s.d.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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domingo, 2 de janeiro de 2011

Gilberto e Gilmar

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Gilberto e Gilmar - Dupla sertaneja formada pelos irmãos Gilberto Gomes de Almeida (Rinópolis SP 1955—) e Gilmar Gomes de Almeida (Rinópolis 1958—). Filhos de Manuel Gomes e sobrinhos de Joaquim Gomes, dois compositores sertanejos, desde cedo conviveram com esse gênero musical.

Estrearam profissionalmente em 1969, no programa de Sílvio Santos, em show para a seleção de calouros finalistas realizado no Ginásio do Pacaembu, São Paulo SP, e transmitido pela TV Globo. Foram imediatamente convidados por Tonico e Tinoco para representá-los ainda jovens, em gravação anônima, no LP Vinte e seis anos de glória, comemorativo da vida artística da dupla, interpretando Vem, morena, vem (Manuel Gomes).

Logo depois gravaram LP, pela Continental, em que se destacaram as músicas Atravessando Campinas (Manuel Gomes), Lirinha (Joaquim Gomes) e Mãe sertaneja (Tonico e Capitão Furtado). Obtendo sucesso, a dupla continuou a gravar, pela Continental, uma média de dois LPs por ano.

Entre suas interpretações de sucesso, sobressaem O menino de Ouro Fino (Everaldo Ferraz e Martins Neto), Santa mãezinha (Everaldo Ferraz e Nelson Gomes), Mulher ciumenta é zebra (Marino), O pedreiro joão-de-barro (Everaldo Ferraz e Martins Neto), Sonho de criança (Tupi e Tapuã) e Terra de pistoleiros (Everaldo Ferras e Piquerobi — Madalena Maria Pires), entre outras.

A dupla se apresentou em vários programas de rádio e televisão em São Paulo e Minas Gerais, além de promover shows, percorrendo cidades do interior.

Na década de 1980 continuaram fazendo sucesso com novas composições: Assino com X (Gilmar e Vadinho), em 1981; Capa de revista (Gilmar e José Homero)e Música da saudade (Gilmar e Osvaldo Gathardi), em 1983; Só mais uma vez (da dupla), em 1985.

Em 1988 apresentaram-se, aos domingos, em programa de televisão (SBT), ao lado de outras duplas sertanejas de sucesso. Em 1997, nos shows e nas rádios do interior do Estado, alcançaram grande êxito com a interpretação de O que é que é isso, gente.

Lançaram, no início de 1998, o vigésimo disco, CD com o arrasta-pé Nóis não vive sem muié (Bráulio Alberto Carvalho e Tarcísio Cardoso), o country Eu sou do meio (Joel Marques e Maracai), o balanço-forró Todo tempo é pouco pra te amar (Joel Marques), a canção Cana caiana (Elias Muniz e Carlos Colla) e a balada religiosa Jesus (Everaldo Ferraz e Mário Guerino).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - Publifolha - 2a. Edição - 1998.
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Galdino Cavaquinho

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Galdino Cavaquinho (Galdino Barreto), instrumentista e compositor, fl. Rio de Janeiro, RJ, 1903.

Professor de cavaquinho de Mário Cavaquinho, foi contemporâneo dos grandes chorões do início do século XX. 

Participou da serenata que Eduardo das Neves promoveu para comemorar o retorno de Santos Dumont ao Brasil, em 1903.

"Mestre dos mestres, que se celebrizou com o seu aprendiz Mario, cujo discipulo venceu naquelle época todas difficuldades do instrumento transformando, a sua tonalidade de quatro cordas para cinco, emquanto isso Galdino, continuava com o seu cavaquinho de quatro cordas tirando infinidades de tons e combinações de acordes que me é aqui difficil de descrever, tal é a magia, e a convicção das notas vibradas pela palheta encantada de Galdino, este grande artista, inegualaval no meio dos chorões, aonde elle foi o unico educador deste instrumento que se chama cavaquinho (O choro - Reminiscências dos chorões antigos - Alexandre Gonçalves Pinto).

Obra

Fera, polca, s.d.; Flausina, polca, s.d.; Isaltina, valsa, s.d.; Me espere na saída, polca, s.d.; Na sombra da laranjeira, polca, s.d.; Os olhos dela, polca, s.d.; Recordação, valsa, s.d.; Ricardina, polca, s.d.; Saudades, polca, s.d.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998; O choro - Reminiscências dos Chorões Antigos - Alexandre Gonçalves Pinto - 1936.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jane Duboc

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Jane Duboc (Jane Duboc Vaquer), compositora e cantora, nasceu em Belém, PA, em 16/11/1950. Desde criança estudou piano e violão em conservatórios, fez shows e liderou bandas em sua cidade natal.

Em 1970 viajou para os EUA. Aí criou a Fane Jazz Band, da qual era líder e vocalista, além de tocar violão e guitarra. Em 1971 defendeu a música No ano 83 (Sérgio Sampaio), no VI FIC, da TV Globo.

Entre 1972 e 1976, continuou os estudos de piano, violão, flauta e voz na Faculdade de Música da Universidade da Geórgia, EUA.

Retornou ao Brasil em 1977 e gravou os álbuns Acalantos e Música popular do Norte, para o selo Marcus Pereira; compôs e gravou, com Guto Graça Melo, a trilha sonora para o filme Amor bandido, de Bruno Barreto; fez parte do coral da TV Globo, em trilhas sonoras, especiais e musicais da emissora.

Em 1978 integrou a Rio Jazz Orchestra, dirigida por Marcus Spillmann, cantando temas de jazz. Gravou seu primeiro álbum solo em 1980, Languidez (Aycha), com participações de Toninho Horta, Djavan, Sivuca,
Hélio Delmiro, Luís Avelar e Oswaldo Montenegro; ganhou o prêmio de melhor intérprete no MPB Shell (Festival Nacional da Canção) da TV Globo, defendendo a canção Saudade.

Em 1982 veio o álbum solo, Jane Duboc (selo Som da Gente), e ganhou o prêmio de melhor intérprete do I Festival da Mulher, em São Paulo SR Em 1983 gravou A valsa dos clowns (Edu Lobo e Chico Buarque) para o álbum O grande circo místico (Som Livre). Em 1985 lançou o LP Ponto de partida (RCA), com participação de Toquinho.

Apresentou-se para mais de 30 mil pessoas, em 1986, em show no Parque das Mangabeiras, no aniversário de Belo Horizonte MG. O LP Minas em mim (Continental), foi lançado em 1987, com temas compostos especialmente para ela por Milton Nascimento, Toninho Horta e  Tavito, entre outros, com arranjos de César Camargo Mariano, Chiquinho de Morais e Cido Bianchi.

Gravou ainda os LPs Feliz (1988), Brasiliano (1991, Globo Records), Jane Duboc (1993), Partituras (1995). Ganhou o Prêmio Sharp de Música como melhor cantora de 1992.

Em março de 1996, juntamente com o maestro Roberto Sion, inaugurou o maior centro de convenções da cidade de Gifu, no Japão. O show apresentado deu origem a um CD, From Brazil to Japan. Na seqüência, excursionou pelo Japão.

Em 1997 gravou com Sebastião Tapajós o disco Da minha terra, homenageando autores do Pará.

No ano seguinte, lançou o disco Clássicas, com Zezé Gonzaga, que registrou canções como Linda flor (Ai, Ioiô)" (Henrique Vogeler, Luis Peixoto e Marques Porto) e Sem fantasia (Chico Buarque), entre outras.

Em 2001, abriu, em sociedade com o marido, Paulo Amorim, a gravadora Jam Music, pela qual lançou discos de vários artistas, como Beth Carvalho, Celso Viáfora e Angela Rô Rô, entre outros, além do filho Jay Vaquer.

Em 2002, lançou o CD "Sweet Lady Jane", contendo as canções "Verão" (Rosa Passos e Fernando de Oliveira), "Por causa de você" (Tom Jobim e Dolores Duran), "Pr'um samba" (Egberto Gismonti), "If it's Magic" (Stevie Wonder), "De alma e corpo" (Ivan Lins e Celso Viáfora), "Blues afins" (Tunai e Sérgio Natureza), "It Might as Well be Spring" (R. Rodgers e Hammerstein), "Lady Jane" (Mick Jagger e Keith Richard), "Pra dizer adeus" (Edu Lobo e Torquato Neto), "Evermore" (Ivan Lins e Will Lee", "Photograph (Fotografia)" (Tom Jobim e Ray Gilbert) e "Don't Ever Go Away (Por Causa de Você)" (Tom Jobim e Ray Gilbert).

Em 2003, o disco "Languidez" (Aycha/1980), foi relançado em CD pelo selo Jam Music, a partir de um vinil da época cedido por um fã, já que as fitas originais do disco foram perdidas numa enchente nos anos 1980.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998;
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Casé

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Casé
Casé (José Ferreira Godinho Filho), instrumentista, nasceu em Guaxupé, MG, em 3/8/1932, e faleceu em São Paulo, SP, em 30/11/1978. De família de músicos, começou aos dez anos a tocar bateria com o pai.

Em 1944, passou a tocar saxofone e clarineta. Em 1943, transferiu-se para a Usina Junqueira, perto de Ribeirão Preto SP, passando a trabalhar com a família na orquestra e na banda da cidade.

Dois anos depois, sempre acompanhando o pai, trabalhou em circos em São Paulo SP e em 1946 conheceu o maestro Francisco Dorce, que o levou a trabalhar em sua orquestra na Rádio Tupi, onde permaneceu por quatro anos e conheceu o clarinetista Antenor Driussi, com quem estudou instrumentação durante três anos.

Em 1950 passou a integrar o Conjunto do Betinho, na Rádio Excelsior, e, à noite, participava da orquestra de seu irmão Clóvis Eli. Nessa época iniciou seus dois anos de estudo de harmonia com o maestro Hans Joachim Koellreutter.

Em 1953 viajou pela Europa, tocando em várias cidades. De volta ao Brasil no ano seguinte, tocou ainda durante seis meses no Conjunto do Betinho. De 1954 a 1956 viveu em Assis SP e, novamente em São Paulo, começou a atuar em várias orquestras, tendo gravado pela primeira vez com a de Dick Farney, no LP I Festival de Jazz, da RGE. 

Levado por Roberto Corte Real para a Columbia, gravou várias músicas em 1957. Trabalhou e gravou com a orquestra de Sílvio Mazzuca do ano seguinte até 1961, quando formou o Casé e seu Conjunto, com Amílton Godói, Adílson Godói, Magrinho, Bill e Denise Dumont. O grupo foi desfeito cinco anos depois e ele se mudou para Poços de Caldas MG, trabalhando na orquestra do Palace Hotel, daquela cidade. 

No ano seguinte, de novo em São Paulo, trabalhou com o Jongo Trio, na Rhodia, e por ela excursionou em 1968 pela Europa, Uruguai e Argentina. Na volta, residiu quatro anos em São José do Rio Preto SP, atuando no conjunto de Renato Peres, e no início de 1975 retornou a São Paulo, atuando com vários grupos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Olívia Byington

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Olívia Byington (Olívia Maria Lustosa Byington), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 24/12/1958. Ainda na infância, iniciou os estudos de piano, violão e violino.

Em 1977 formou com Jacques Morelembaum seu primeiro conjunto musical, Antena Coletiva. No ano seguinte, gravou o primeiro disco, Corra o risco, pela Continental.

Em 1979 apresentou-se no Teatro Ipanema e foi apontada por Sérgio Cabral como a melhor cantora da década de 1970. Iniciou a década seguinte gravando Anjo vadio, pela Som Livre.

Em 1981 viajou a Cuba, convidada por Chico Buarque, gravando aí um ano depois, a convite de Sílvio Rodrigues, seu terceiro disco, Identidad, lançado no Brasil pela Som Livre. No mesmo ano, apresentou- se com Tom Jobim e Radamés Gnattali na entrega do Prêmio Shell.

Em 1983, ao lado de Chico Buarque, Djavan e Tom Jobim, gravou (CBS) a trilha do filme Para viver um grande amor, de Miguel de Faria Jr. Fez em 1984 shows com o violonista Turíbio Santos; gravou o disco Música (Som Livre), incluindo rocks de Cazuza, Lenine e Djavan. Gravou ainda, ao lado de Paulo Moura, Clara Sverner e Turíbio Santos, o disco Encontro (Kuarup), que lhe valeu o troféu Chiquinha Gonzaga.

Em 1986 lançou o disco Meio-dia sentimental (Continental). Em duo com João Carlos Assis Brasil, atuou em 1988 no Rio Jazz Club; um ano depois gravou na Sony Music o LP Olivia Byington e João Carlos Assis Brasil.

Em 1991 fez show no Jazzmania, Rio de Janeiro, com Edgar Duvivier. Em 1993 apresentou-se com Wagner Tiso. No ano seguinte, participou do songbook de Vinícius de Morais, produzido por Almir Chediak.

Realizou tournées em Portugal e na Itália, em 1995. Integrou em 1996 o songbook de Tom Jobim, também produzido por Almir Chediak.

Em 1997 lançou o show e o CD A Dama do Encantado (WEA), em que interpreta canções do repertório de Araci de Almeida, como Camisa amarela e Último desejo, ambas de Noel Rosa .

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Bolão

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Isidoro Longano - 1977
Bolão (Isidoro Longano), instrumentista, nasceu em São Paulo, SP, em 15/3/1925. Clarinetista, flautista e saxofonista, estudou com Leonardo Mauro, João Dias Carrasqueira e Nelson Ayres.

Iniciou-se profissionalmente em 1944, integrando a orquestra de Fernando Arantes Brasil. De 1945 a 1948 atuou no Hotel Parque Balneário, em Santos SP, com a orquestra de Jorge Fazoli.

Ainda em 1948 passou para a orquestra de Rud Warton, tocando na boate Vogue, do Rio de Janeiro, até 1949, ano em que também atuou com a orquestra de Georges Henry na boate Excelsior, e na Rádio Tupi, ambas de São Paulo.

De 1950 a 1953 fez parte do conjunto Robledo, tendo, em 1950, estreado em disco, quando o mesmo conjunto acompanhou o cantor Caco Velho, em gravação de selo Continental.

A partir de 1954 integrou a orquestra de Sílvio Mazzuca, apresentando-se na Rádio Bandeirantes, de São Paulo, e em bailes e shows, até 1958. Em 1959-60 tocou com Osmar Milani, exibindo- se em cinemas paulistas.

Fundou em 1960 o conjunto Bolão e seus Rockets, que até 1963 atuou em boates, bailes e shows. De 1964 a 1968 trabalhou com a orquestra do Pocho, tendo, em 1967, entrado também para a orquestra da TV Tupi, onde ficou até 1974.

De 1958 a 1975 foi acompanhante em shows de cantores, internacionais e brasileiros. Integrante da Banda de Nelson Ayres, trabalha também como músico de estúdio em gravadoras.

Gravou LPs entre 1958 e 1972 (na RGE Fermata sob o pseudônimo de Bob Longano, na RGE com o de Edward Long, e na RCA, como líder do conjunto Crazy Cat’s).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Gustavo Barroso

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Gustavo Barroso - 1956
Gustavo Barroso (Gustavo Dodt Barroso), historiador e folclorista, nasceu em Fortaleza, CE, em 29/12/1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 3/12/1959.

Concluiu no Rio de Janeiro, em 1911, o curso de direito que iniciara em Fortaleza. Desde muito moço participou do jornalismo cearense, escrevendo e desenhando. Até os últimos meses de vida, colaborou em revistas, pesquisando temas pouco conhecidos da história, sociologia e folclore.

Foi redator do Jornal do Ceará (Fortaleza) e do Jornal do Comércio (Rio de Janeiro), diretor das revistas cariocas Fon-Fon e Seleta, membro da Academia Brasileira de Letras (1923), do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1932) e organizador e primeiro diretor do Museu Histórico Nacional, de 1922 até a morte. Participou de vários congressos e conferências. 

Sua bibliografia, cerca de 100 volumes, compreende desde antropologia cultural até poesia, romance, conto, fábula, viagens etc. Usou do pseudônimo João do Norte. 

Publicou, entre outras obras, Terra de sol, Rio de Janeiro, 1912; Heróis e bandidos, Rio de Janeiro, 1917; Casa de marimbondos, São Paulo, 1921; Ao som da viola, Rio de Janeiro, 1921 (2 ed. aumentada, Rio de Janeiro, 1949); O sertão e o mundo, Rio de Janeiro, 1923; Através dos folclores, São Paulo, 1927; Almas de lama e de aço, São Paulo, 1930; Mythes, contes et légendes des indiens, Paris, 1930; Aquém da Atlântida, São Paulo, 1931; As colunas do templo, Rio de Janeiro, 1932. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
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Domingos Caldas Barbosa

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Domingos Caldas Barbosa
Domingos Caldas Barbosa, cantor, compositor e poeta, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1738, e faleceu em Lisboa, Portugal, em 9/11/1800. Filho de comerciante português e negra escrava de Angola, chegada ao Rio de Janeiro já grávida, foi reconhecido como filho legítimo.

Estudou no Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, depois serviu como soldado na Colônia do Sacramento até 1762. No ano seguinte, abandonou a vida militar e embarcou para Portugal para estudar em Coimbra.

Segundo consta, não chegou a freqüentar a universidade em razão da morte do pai, mas logo se tornou conhecido na sociedade lisboeta como autor e intérprete de modinhas e lundus.

Foi nomeado capelão da Casa de Suplicação, na qualidade de beneficiado. Com o nome de Lereno Selinuntino, foi um dos fundadores da Nova Arcádia de Lisboa, em 1790, juntamente com Curvo Semedo, Bocage (Manuel Maria Barbosa du Bocage, 1765—1805) e outros.

Autor de vários entremezes musicados, teve os versos de suas modinhas e lundus reunidos sob o título de Viola de Lereno (Lisboa, vol. 1, 1798; vol. 2, 1826), nos quais utilizava o vocabulário mestiço da Colônia.

Na opinião de Sérgio Buarque de Hollanda, foi, “entre os poetas de seu tempo, quem mais vivamente exprimiu a meiguice brasileira, antepassado dos atuais cantores populares”.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.
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Aurinho da Ilha

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Aurinho da Ilha
Aurinho da Ilha (Áureo Campagnac de Sousa), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12/3/1931, e faleceu na mesma cidade, em 17/08/2010.

Desde menino freqüentou as escolas de samba da Ilha do Governador, onde nasceu, e em 1953 tornou-se um dos primeiros membros da Escola de Samba União da Ilha do Governador.

Em 1967 freqüentou também a quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, tendo o seu samba-enredo História da liberdade no Brasil sido o escolhido para o desfile da escola no Carnaval de 1967, classificando-se em terceiro lugar. Por essa época participou de espetáculos de samba no Teatro Opinião. 

Compôs, entre outras, Paisagens da ilha (1961), Sinfonia do mosquito (1968), Quero ver você bem feliz (1968), samba de terreiro do Salgueiro, Dona Beija, feiticeira do Araxá (1968), samba-enredo do Salgueiro, Até a saudade passar (1969) e Deixa o copo para mim (1969) (ambas com Lourenço Fernandes), Vou brigar com ela (com Ione do Nascimento), 1971, Domingo (1977) e Quem pode, pode; quem não pode... (1984), estes dois sambas-enredo da União da Ilha. 

Foi  estivador no cais do porto do Rio de Janeiro. 

Obra
 
Epopéia do petróleo, samba-enredo, 1960; Velhos tempos, 1969. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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