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domingo, 6 de janeiro de 2008

O que eu gosto de você

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O que eu gosto de você - Sílvio César e Ed Lincoln

O que eu gosto de você
é esse seu jeitinho de sorrir
esse sorriso lindo como que!

O que eu não gosto de você
é esse seu olhar indiferente
que machuca tanto a gente
quando a gente fala com você.

Eu não sei bem porque
fui gostar mesmo assim
sem saber se você
vai gostar de mim.

Mas o que eu sinto por você
já é definitivo, não tem jeito
já não vivo satisfeito
esperando sempre por você.

Adoro esse seu jeito
de pensar e de ser
será que não há jeito
de você compreender
que no meu dicionário
só existe uma palavra: VOCÊ!
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Levante os olhos

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Levante os olhos (1975) - Sílvio César

Introd.: Am Am7+ Am7 A5+/7 Dm Dm Dm/C
G4/7 G7 C7+ Bm7/5- E7

Am
Levante os olhos
Dm
Olhe de frente pra ela
G7 C7+ (BIS)
Olhe bem dentro dos olhos
F7+ Bm7/5- E7 A5+/7
E veja tudo o que dizem



Dm G7
A verdade as vezes dói
Em7 A5+/7
Mas e por que você constrói
Dm Dm/C
O mundo só de sonhos
Bm7/5- E7
E de medo
Dm G7
Meu irmão se você quer
Em A5+/7
Ganhar o amor de uma mulher
Dm Dm/C Bm7/5- E7
Procure nos seus olhos os segredos

Am
Levante os olhos
Dm
Olhe de frente pra ela
G7 C7+
Olhe nos olhos da vida
F7+ E7 Am
E veja apenas o que dizem
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Vamos dar as mãos

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Vamos dar as mãos - Sílvio César

Antes do pano cair
Antes que as luzes se apaguem
Todas as portas se fechem
Todas as vozes se calem
Antes que o dia anoiteça
Antes que a vida na Terra desapareça

Vamos dar as mãos,
vamos dar as mãos
Vamos lá
E vamos juntos cantar

Antes do grande final
Antes dos rios secarem
Todas as mães se perderem
Todos os olhos chorarem
Antes que o medo da vida
Faça de mim um covarde
Antes que tudo se perca
E seja tarde
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Sílvio César

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Silvio_Cesar_1968

Sílvio César (Sílvio Rodrigues Silva), cantor / compositor, nasceu em 14/8/1939 na cidade de Raul Soares, Minas Gerais. Começou a cantar profissionalmente em 1960, como crooner das Orquestras de Waldemar Spillman e Ed Lincoln. Neste ano lançou um compacto simples com as canções Máxima culpa (Sérgio Ricardo) e Manhã sem adeus (Luiz Bonfá).

No ano seguinte, gravou seu primeiro LP Amor demais, registrando sua parceria com Ed Lincoln nas canções O que eu gosto de você, Conselho a quem quiser voltar, Eu te agradeço e Saudade.

Em 1963, gravou o LP Sem carinho, não. Dois anos depois, lançou o LP Só tinha de ser..., com destaque para um de seus maiores sucessos, a canção Pra você, que viria a ser regravada inúmeras vezes, com grande repercussão.

Em 1966, gravou um compacto simples com as canções Mônica e Se tiver de ser, ambas com Ed Lincoln, incluídas na trilha sonora do filme Na onda do yé yé yé, de Renato Aragão. Dois anos depois, gravou o LP Silvio Cesar.

Em 1970, lançou um compacto simples contendo as canções A minha prece de amor e Maria, incluídas na trilha sonora da novela Simplesmente Maria (TV Globo). Ainda nesse ano, gravou o LP A minha prece de amor.

Em 1971, lançou o LP Silvio Cesar. No ano seguinte, registrou em compacto simples as canções Dois amigos, dividindo a faixa com o cantor Miltinho, e Não nasci pra jogador, tema da novela Bandeira 2 (TV Globo). Ainda em 1972, gravou o LP Silvio Cesar. Lançou, também nesse ano, um compacto simples contendo as canções Você não tá com nada, tema da novela Bandeira 2 e Perdido na noite.

Em 1973, lançou mais um compacto simples, registrando as canções O que passou, passou, tema do filme Mineirinho vivo ou morto, e Pra que tudo isso sem você?. No ano seguinte, gravou o LP Vamos dar as mãos.

Em 1975, lançou um compacto simples contendo Levante os olhos, tema da novela Duas vidas (TV Globo), e Eu estou bem. Dois anos depois, gravou o LP Som e palavras.

Em 1978, lançou um compacto simples com Agarre seu homem (c/ Ronaldo Bôscoli), tema da novela Te contei? (TV Globo), e Cego, surdo e mudo. Em 1981, gravou um compacto simples com Luiza (Tom Jobim) e A mais antiga profissão, tema da novela O jogo da vida (TV Globo).

Nas décadas de 1960 e 1970, atuou na programação musical das emissoras de TV, destacando-se os programas Jovem Guarda, Família Trapo, O fino da bossa, Essa noite se improvisa e Show do dia 7, entre outros. Atuou, também, no seriado Quartel do barulho, ao lado de Dedé Santana e Renato Aragão, embrião do futuro Os Trapalhões. Apresentou-se, ainda, no musical Alô Dolly, de Miéle e Bôscoli, na estréia da TV Globo. Representou o Brasil no Festival do Ano Internacional da Comunicação, realizado em Acapulco (México), com a canção Por que?, interpretada por Agnaldo Rayol.

Lançou, nos anos 1980, os LPs Silvio Cesar (1983) e Amor (1985), e, nos anos 1990, os CDs Aos mestres, com carinho (1992), Aos mestres, com carinho/vol. 2 (1995), Amigos da bossa (1997) e Pra você (CID).

No teatro, apresentou-se nos musicais Arco-Íris e O teu cabelo não nega, encenados no Teatro República (RJ), convidado por Abraão Medina e Carlos Machado. No cinema, atuou em Na onda do iê-iê-iê, ao lado de Dedé Santana e Renato Aragão, representando o papel principal, além de participar, em parceria com Ed Lincoln, da trilha sonora do filme.

Em abril de 2000, convidado pelo roteirista-diretor Ricardo Cravo Albin, estrelou o show Café Nice, ao lado da cantora Simone Moreno e do conjunto Água de Moringa, interpretando os grandes sucessos dos anos 30/40. Esse foi o segundo espetáculo de uma série de quatro, intitulados genericamente MPB, a história de um século, através dos quais o Centro Cultural Banco do Brasil (Ccbb/RJ) apresentava, em seu Centro III, toda a história da Música Popular Brasileira, para homenagear os 500 anos do Brasil.

Suas músicas foram gravadas por vários artistas, como Ângela Maria, Alcione, Claudette Soares, Os Cariocas, Cauby Peixoto, Dóris Monteiro, Elis Regina, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Elza Soares, João Donato, Hermeto Pascoal, Leny Andrade, Jair Rodrigues, Nana Caymmi, Roberto Carlos e Sergio Mendes, entre outros.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
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